... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...

Crise, Económica, Financeira, Grécia, Irlanda,Portugal, Fantasias, UE FMI: Troika Navega pelas Aldeias Potemkin da União Europeia



CRISE DA ZONA EURO
Troika navega pelas aldeias Potemkin da UE



Na Grécia, na Irlanda e em Portugal, a UE e o FMI estão a viver a sua própria fantasia de países curados pela austeridade. Mas, para lá da fachada, começamos a ver a realidade dos bancos europeus a falirem por causa de maus investimentos, escreve o colunista económico Davis McWilliams.

Alguma vez ouviu a expressão “Aldeia Potemkin”? No século XVIII, a elite russa gostava de fingir, perante o mundo, que era mais poderosa do que, de facto, era. Como resultado, a corte de São Petersburgo decidiu convidar dignitários estrangeiros e embaixadores a descerem o rio Dnieper para verem com os seus próprios olhos como os camponeses na recentemente ocupada Ucrânia estavam agradecidos aos seus novos e bondosos senhores russos.

Sabendo que os ocidentais – os dignitários eram britânicos, franceses e prussianos – não esperavam uma farsa, o marechal de campo Potemkin construiu aldeias móveis, que colocava nas curvas do rio pouco antes das barcaças reais aparecerem. O que os estrangeiros viam nas margens do rio eram camponeses felizes e agradecidos, que aclamavam as barcaças reais russas e saudavam Catarina, a Grande. Quando os barcos passavam, Potemkin levantava a “aldeia” e transportava-a para o local seguinte, onde voltava a montá-las antes de as barcaças acostarem para passar a noite.

Os estrangeiros voltaram para casa maravilhados com a força e a sabedoria dos russos, patente no facto de os ucranianos não pouparem louvores aos seus novos amos. Mas a verdade é que o sucesso e a credibilidade das aldeias Potemkin se deveu ao facto de os estrangeiros terem querido acreditar, porque precisavam de um sucesso na Rússia. Afinal, estava-se em 1787. A monárquica América tinha-se tornado uma República e a França estava periclitante. As velhas certezas desintegravam-se com a velha ordem. Os dignitários queriam ver o mundo como queriam que ele fosse, não como de facto era.

Avancemos até aos nossos dias. A chamada troika – completada com este seu nome que soa peculiarmente a russo – está em Dublin. E quando se for embora vai dizer que está tudo a correr lindamente. Vamos mostrar-lhe os números das exportações e do PIB – as Aldeias Potemkin de hoje – e a troika vai-se embora toda contente, sem ter tido em consideração o desemprego, a emigração, a falta de liquidez ou facto de o consumo no retalho estar em colapso. Vê só aquilo que quer ver.

A troika não olha para as coisas verdadeiras, desagradáveis, porque, tal como os dignitários ocidentais na Rússia do século XVIII, não quer. Quer acreditar na sua própria propaganda porque não consegue enfrentar a possibilidade de falhar. Lembre-se, para a Troika, os programas de austeridade têm de prevalecer porque a perspetiva de efeito dominó é demasiado horrível para ser contemplada.

Mas o jogo continua. Deixe-me contar-lhe um segredinho desagradável: a Troika é redundante. Sim, redundante. Os resgates FMI/UE são história. Não interessa o que fazemos, estamos a ser ultrapassados pelos acontecimentos.

A Troika falhou porque o seu objetivo não era salvar a Irlanda, a Grécia e Portugal, mas sim isolá-los – peões de um jogo muito maior para salvar o euro. Para fazer isto, a Troika teve de designar a Irlanda, a Grécia e Portugal como os únicos delinquentes que, assim, podiam ser tratados isoladamente. A política isolacionista é concebida como uma espécie de quarentena financeira para evitar contágio. Se a missão da Troika tivesse funcionado, ter posto esses países em quarentena teria fortalecido as defesas dos bancos europeus. Assim, o objetivo do FMI e da UE não era salvar estes países, mas sim garantir que não haveria muitas perguntas sobre aquilo que estava escondido por baixo dos balanços dos bancos da Europa.

Mas não resultou. Os balanços dos bancos da Europa estão cheios de maus investimentos. Coisa que assusta toda a gente. Por isso, os bancos deixaram de emprestar dinheiro uns aos outros porque ninguém confia em ninguém. Como toda a gente mentiu, não é surpreendente. A isto se chama crise de liquidez. Esta crise da dívida soberana aumenta o sentimento de pânico e significa que o único comprador de dívida soberana será o Banco Central Europeu. Mas isso contraria as próprias regras do BCE e faz tremer os alemães porque temem que o seu banco central se torne o principal financiador do desperdício financeiro da Europa.

Isto parece ser contágio, exatamente aquilo que a Troika queria prevenir. Mas a receita da “quarentena de países” falhou. Agora, abunda o contágio e a infeção alastra. Qualquer futuro resgate de todo o sistema financeiro poderá envolver biliões de euros. Para resolver isto, vão quer uma integração política acelerada. Mas agora, a irresistível força de uma maior integração política embate contra o objetivo imóvel dos cidadãos da Europa que não querem o federalismo. Esperam-se referendos e, então, começará o verdadeiro fogo de artifício.

Lembra-se do que aconteceu ao país que construiu as Aldeias Potemkin? Foi invadido pela pós-revolucionária França napoleónica, que era exatamente o género de Armagedão político que aquela pequena mentira das “aldeias” queria evitar.

Fonte: David McWilliams Irish Independent

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