... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
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Estratégias Comerciais, Corrupção, Tráfico de Influências, Forma de Actuar, Negócios do Empresário German Efromovich, Condenado Em Inglaterra e No Brasil Pelo Supremo Tribunal de Justiça A Quem o Governo de Passos Coelho e Miguel Relvas Amigo do Cadastrado Dirceu Queriam Vender Privatizar Dar A TAP; Acorda Portugal!



Andadando a estudar o negócio engendrado pelos amigos de Miguel Relvas e do criminoso cadastrado José Dirceu com German Efromovich, o comprador da TAP, fui encontrar no site Portal Marítimo, uma matéria relativa a fraude, corrupção e tráfico de influências...

Saiba a origem da Fortuna do judeu, Boliviano, Colombiano, Brasileiro, Polaco Gérman Eframovich

O que mais me espanta é em Portugal, não haver nem juiz, nem procurador que investigue, algo tão simples que basta entrar em http://www.google.com, ou em http://www.yahoo.com, ou em http://www.bing.com, ou... - sendo que ainda existem telefones... tá visto que este governo leva-nos á miséria total que Cavaco olha para o lado e que a justiça só serve para punir pobre.
Artigo sobre aMáfia Brasileira, publicado no site da Fazenda do Governo Brasileiro, sobre Operação Águas Profundas: relativo a Crimes de Evasão Fiscal, Fraude, Lavagem de Dinheiro, Licitação E Formação de Quadrilha; Apreensão de Armas de Guerra Em Investigação da Polícia Federal A Polvo Ligado A Empresa de German Efromovich A Quem O Governo Queria Vender A TAP

Estratégias, Comerciais, Corrupção, Tráfico, Influências, Paraísos, Fiscais, Negócios, TAP, Relvas, Passos, Brasil, Empresário, German Efromovich, Dirceu, Governo, Portugal, Inglaterra, Tribunal,


Publicado no Portal Marítimo


antes do artigo, um comentário ao artigo publicado no Portal Marítimo que ilustra um governo que nos rouba


Que não há Lisura nos Contratos é visível pelas contas bancárias e bens de Empregados da Petrobrás e seus parentes próximos. Eles que tem em suas mãos essa designação e fazem disso política pessoal e moeda de troca para benefício próprio, prejudicando assim a iniciativa privada habilitada e competente a disputar em pé de igualdade com locatários internacionais, a união e Toda a População que irá receber esses Royalties!!! Uma Auditoria do MPF e PF já dariam uma Clareada na Situação!!!

Agora vejamos o que diz o artigo publicado no Portal Marítimo sobre os negócios e forma de actuar do do judeu, Boliviano, Colombiano, Brasileiro, Polaco, German Efromovich


Vamos abrir o olho! Lembram da P-36?

Publicado em 27/10/2011 por Rodrigo Cintra |


A imprensa brasileira, tão preocupada com a publicidade das licitações, está deixando passar em silêncio a maior de todas as já realizadas no país. É contratação de 21 navios-sonda de perfuração de áreas ultraprofundas, que prevê o afretamento dos equipamentos ao longo de 15 anos.

Como o preço destes equipamentos é caríssimo pelo seu custo, atingindo cerca de US$ 600 mil dólares por dia, o contrato soma, ao longo de todo o prazo de afretamento, algo em torno de US$ 70 bilhões.


No total, a Petrobras precisará de 40 sondas de águas ultraprofundas. As primeiras 12, por questão de prazo, foram compradas no exterior. Mais sete, para serem fabricadas aqui, foram encomendadas à Sete Brasil, uma empresa formada pelo Santander, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, além de fundos de pensão – Previ, Petros, Funcef, Valia – Lakeshore Financial Partners Participações e uma participação de 10% da própria Petrobras.

Restavam 21 sondas a contratar e a Petrobras quer, como é obvio, que sejam feitas no Brasil.


A Sete Brasil apresentou propostas em dois lotes 15 navios-sonda e seis sondas semi-submersíveis, rebocáveis e não autopropelidas, como os navios. A empresa tem acordo operacional com a Odfjell, Seadrill, Etesco, Odebrecht, Queiroz Galvão e Petroserv, com previsão de construir as unidades nos estaleiros Jurong (Espírito Santo), Enseada do Paraguaçu (Bahia), Brasfels (Rio de Janeiro), Estaleiro de Rio Grande (Rio Grande do Sul) e OSX, no Porto do Açu (Rio).

Mas apareceu uma nova empresa: a Ocean Rig do Brasil para concorrer à construção do lote de seis plataformas. A Ocean Rig é uma empresa formalmente norueguesa, mas controlada pelos armadores gregos da Dryship. Já a Ocean Rig do Brasil é a associação desta empresa com um senhor chamado Guerman Efromovich, boliviano naturalizado brasileiro, dono da Ocean Air, que virou Avianca, e do Grupo Marítima.

Efromovich foi personagem de um dos casos mais polêmicos da exploração petrolífera no Brasil.


Foi o seu grupo que comprou, reformou e alugou à Petrobras, sem licitação, a fatídica plataforma P-36, que afundou matando 11 petroleiros em 2001. Tido como amigo do ex-presidente da estatal Joel Rennó, Efromovich viu seu grupo empresarial ser responsabilizado pela Justiça inglesaonde fora tentar ainda receber mais dinheiro da Petrobras, supostamente referente à dividas pela reforma do “caixão” que construíra. Leia aqui, nesta matéria do Valor, de 2004, toda a história das encrencas de Efromovich com a Petrobras.

Que inclui, depois da saída de Rennó, uma série de contratos rompidos por atrasos nas plataformas da série Ametista. Com Rennó, Efromovich era dono de 80% das encomendas e foi à Justiça pedir indenização. Perdeu no STJ.

Apesar disso, Efromovich conta com um enorme desinteresse de nossa mídia sobre sua atuação. Não fosse o trabalho solitário do repórter Chico Santos, então no Valor Econômico, ninguém ficaria sabendo como ele tentou, tanto pelos modos gentis quanto pelos mais duros, recuperar suas posições junto à Petrobras, vejam só:


Com a mudança de governo em 2003, Efromovich fez várias gestões para reaproximar-se da direção da empresa, sem sucesso. Já tentou, via parlamentares, marcar audiências com o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, mas não conseguiu. Uma das ações movidas por Efromovich, desta vez para participar de novas licitações, levou a uma ordem de prisão contra os diretores da estatal das áreas de serviços, Renato Duque, e exploração e produção, Guilherme Estrella, em março. Isso não ajudou em nada a melhorar o humor da diretoria da Petrobras.

Ao mesmo tempo em que entrava com recursos e liminares tentando participar das licitações da Petrobras, o empresário não desistia de sua política de aproximação. Já enviou flores para as secretárias da diretoria da estatal, no Dia da Secretária, e tentou aproximar-se da diretoria da empresa nos intervalos ou durante os processos de licitação da Petrobras, onde ele obteve liminares judiciais para disputar a construção das plataformas P-50, P-51, P-52 e P-54.

O empresário voltou a usar essa estratégia duas semanas atrás, quando obteve mandato judicial para participar da licitação para conversão da P-53. Suas empresas não foram convidadas para as últimas concorrências e essas tentativas só contribuíram para aumentar o atraso dos processos licitatórios.

De acordo com o departamento jurídico da Petrobras, a estatal está confiante em seu sucesso nessas ações judiciais, embora considere o ressarcimento dos prejuízos duvidoso, a partir da forma como os negócios das empresas de German Efromovich são costurados. Segundo informação do departamento jurídico, o empresário costuma operar utilizando empresas sediadas em paraísos fiscais. Esse é o caso da antiga controladora do grupo, a Rainier Engineering Limited, com sede no Caribe, que foi substituída pela Sinergy Group Corp., com sede na Ilha de Niue, na Polinésia, e próxima à Austrália.”


Foi este personagem tentou derrubar a condenação pela P-36 no Brasil e levou na cabeça: este ano, o STJ (Supremo Tribunal de Justíça) disse que, como optou pelo foro londrino para tentar ganhar e lá, em vez disso, foi condenado a pagar à Petrobras, então que aguentasse com a condenação.

Agora, ele está enfrentando uma impugnação em sua proposta de fazer as sondas aqui. Segundo a Sete Brasil argumenta em seu recurso contra a Ocean Rig “do Brasil”, a empresa foi constituída depois do lançamento da licitação, no dia em 3 de junho (o CNPJ da empresa é de 7 de junho) , fugiu das especificações solicitadas, e não tem garantias adequadas.

Que prato, não é? Mas porque será que a imprensa não se interessa por uma figura deste naipe?

Fonte:
Portal Marítimo

É com tipos destes que Passos, Relvas... o Governo negoceia... só máfia


REVOLTEM-SE


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Educação, Saúde, Segurança Social Funções Sociais do Estado: "Dimensão da Destruição Já Realizada e Da Que Está Em Curso; Consequências do Círculo de Destruição Em Que o País Está Mergulhado, Estratégia das Forças do Capital e da Troika Nacional"; Estudos Economia do Economista Eugénio Rosa




Funções sociais do Estado: a dimensão da destruição já realizada e da que está em curso
Eugénio Rosa*

Crise Económica Europeia: Portugal Prejudicado Com  Euro; Alemanha Principal Beneficiário! Elevado Nível de Vida Alemão Conseguido À Custa do Défice de Portugal E Endividamento dos Portugueses; Resultado Desastroso Da Moeda Única e Balança Comercial Negócios Portugal Alemanha; Estudos de Eugénio Rosa


11.Nov.12 :: Outros autores
O governo provoca a recessão com a política que segue e depois utiliza os resultados nefastos obtidos para justificar cortes brutais nas despesas sociais do Estado, para assim procurar destruir as funções sociais. Eis o círculo de destruição em que o país está mergulhado e eis também a estratégia das forças do capital e da troika nacional
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FUNÇÕES SOCIAIS DO ESTADO: a dimensão da destruição já realizada e da que está em curso

Eugénio Rosa*

Governo e “troika” estão empenhados em destruir aquilo que muitos designam como Estado social” através do estrangulamento financeiro. Para tornar claro isso, e para se poder ficar com uma ideia das consequências para os portugueses dos cortes enormes nas despesas com as funções sociais do Estado, ou seja, com a educação, a saúde e segurança social constantes do OE-2013, assim como do novo corte de 4.000 milhões € acordado pelo governo e “troika” interessa analisar os que já se verificaram ou estão a ser aplicados, até porque os novos cortes (os do OE-2013 mais os 4000 milhões €) vêem-se adicionar aos já realizados até ao fim de 2012.

O quadro seguinte, construído com dados da execução orçamental divulgada todos os meses pelo Ministério das Finanças, torna claro o que está em jogo, e quais serão as consequências inevitáveis dos cortes já feitos por este governo e “troika”, e dos novos anunciados por eles.

Quadro 1 – Despesas pagas pelo Estado nas áreas sociais – Período Janeiro/Setembro de cada ano


Quadro 1 – Despesas pagas pelo Estado nas áreas sociais – Período Janeiro/Setembro de cada ano
FUNÇÕES2010
Milhões €
2011
Milhões €
2012
Milhões €
2011/2010
Milhões €
2012/2011
Milhões €
2012-10
Milhões €
Educação 6.142,6 5.664,7 4.909,8 -477,9 -754,9 -1.232,8
Saúde 7.220,0 6.683,3 5.938,2 -536,7 -745,1 -1.281,8
Segurança e Acção Social 8.798,5 8.378,2 8.785,0 -420,3 406,8 -13,5
Habitação e serviços colectivos 206,1 144,1 113,5 -62,0 -30,6 -92,6
Serviços culturais e recreativos 251,1 203,6 521,3 -47,5 317,7 270,2
SOMA 22.618,3 21.073,9 20.267,8 -1.544,4 -806,1 -2.350,5
FONTE: Síntese execução orçamental - Outubro 2011 e 2012 - DGO, Ministério Finanças
 Nossa nota: Compromissos Sociais do Estado A Razão de Ser dos Impostos: Os compromissos sociais do Estado, dívidem-se em: Educação, Saúde, Segurança e Acção Social, Habitação e serviços coletivos, Serviços culturais e recreativos 



Os dados do quadro referem-se apenas aos primeiros nove meses de cada ano (Jan./Set.), no entanto os cortes em despesas com serviços essenciais para a população são tão elevados que chocam pelas consequências que inevitavelmente estão a ter sobre vida dos portugueses, empurrando muitos para a miséria. E isto porque, tomando como base a despesa realizada pelo Estado nos primeiros nove meses de cada ano, verificou-se, entre 2010 e 2012, ou seja, em apenas dois anos um corte nas despesas com a educação e saúde superior a 2.500 milhões €. O corte nas transferências para a Segurança Social à primeira vista parece ser menor, o que não é verdadeiro já que o valor de 2012 inclui as transferências do OE para financiar um plano de emergência assistencialista (cantinas para os pobres) no valor de 176 milhões € e o pagamento das pensões aos bancários (522 Milhões €), despesas que até 2012 não existiam.

Apesar destes elevados cortes nas despesas sociais do Estado fundamentais para a população, na proposta de OE-2013, é feito outro corte enorme. Os dados do quadro 2, retirados do Relatório que acompanha o OE para 2013, mostram a sua dimensão.

Quadro 2 – Cortes despesas com as funções sociais do Estado entre 2012 e 2013 constantes OE-2013


Quadro 2 – Cortes despesas com as funções sociais do Estado entre 2012 e 2013 constantes OE-2013
2012 - Milhões € 2013 - Milhões€
Educação 6.733,6 6.753,5
Saúde 10.470,3 8.507,4
Segurança social e acção social 12.348,8 12.828,5
Habitação e serviços coletivos 196,9 159,3
Serviços culturais e comunicações 602,7 214,6
SOMA 30.352,3 28.463,3
Subsidio Natal 437,1
Aumento
contribuições para CGA (15%-20%)
-110,0
27.916,2
CORTES EFETIVOS ENTRE 2012 E 2013 -2.436,1
FONTE: Relatório OE-2013


Na proposta de OE-2013 estão inscritos 28.463,3 milhões € para despesas com as funções sociais do Estado, valor que já é inferior ao inscrito no OE-2012 em 1.889 milhões €. Mas mesmo este valor, que já é enorme, é ainda inferior ao valor real. E isto porque no valor de 2013 estão incluídos o subsídio de Natal aos funcionários públicos (que é reposto em 2013, mas que o governo se apropria depois através do aumento do IRS) e o aumento das contribuições de 15% para 20% das entidades públicas para a CGA, despesas estas que não existiam em 2012, as quais somam 547,1 milhões €. Se as deduzirmos ao valor inscrito no OE-2013 – 28.463,3 milhões € -, para poder ser comparado com o valor de 2012, ficam 27.916,2 milhões €, o que significa que o corte nas despesas com as funções sociais do Estado, constante do OE-2013, atinge 2.436,1 milhões €, a adicionar ao corte realizado no período 2010-2012 que foi de 2.350,5 milhões €.

Cortes gigantescos, mesmo sem contar com os novos 4.000 milhões € anunciados pelo governo,que se forem concretizados agravarão as condições de vida dos portugueses, a juntar ao resultante do aumento brutal da carga fiscal que analisamos em outro estudo. E esta redução ainda não entra com o efeito da inflação pois os dados considerados são a valores nominais o que determina que, em termos reais, a redução ainda seja maior.


No quadro anterior existem rubricas em que os valores de 2013 ou são iguais ou superiores aos de 2012, podendo gerar a ideia falsa de uma melhoria. No entanto, a verdade é outra. Por ex., no valor inscrito para a educação em 2013 – 6753,5 milhões € - se deduzirmos o valor do subsidio de Natal e o aumento de despesa determinada pela subida da taxa contributiva das entidades públicas para a CGA de 15% para 20%, o valor que resta é inferior ao de 2012 em mais de 300 milhões €. O mesmo se pode dizer em relação à Segurança Social cujo aumento é explicado pelo aumento da transferência do OE para financiar o chamado Plano de Emergência (cantinas para pobres, uma forma “moderna” de sopa para os pobres) e pela reposição, em 2013, de 1,1 subsídio aos pensionistas que custará à Segurança Social mais 300 milhões €. Em suma, se deduzirmos todas estas importâncias o que fica em 2013 para os encargos que existiam em 2012 é muito inferior ao inscrito no OE- 2012. E ainda se quer cortar mais 4.000 milhões € em 2013-2014

A POLITICA DE AUSTERIDADE, CAUSA DA RECESSÃO ECONÓMICA, ESTÁ A DESTRUIR AS FUNÇÕES SOCIAIS DO ESTADO VITAIS PARA TODA A POPULAÇÃO


A viabilidade e a sustentabilidade das funções sociais do Estado (educação, saúde, segurança social) dependem de um financiamento adequado e sustentado. E este não é possível de ser garantido pelo Estado sem crescimento económico. A política de austeridade, ainda por cima aplicada em plena crise e a consequente recessão económica, estão a matar, pela via do estrangulamento financeiro, as funções sociais do Estado, já que as receitas do Estado estão a diminuir significativamente como revela o quadro 3.


Quadro 3 – Quebra nas receitas fiscais e nas da Segurança Social e aumento das despesas com o desemprego e com o pagamento de juros pelo Estado – Janeiro a Setembro


Quadro 3 – Quebra nas receitas fiscais e nas da Segurança Social e aumento das despesas com o desemprego e com o pagamento de juros pelo Estado – Janeiro a Setembro
DESIGNAÇÃO 2011 2012 2012-2011
EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO Milhões de euros
RECEITAS FISCAIS - Estado 25.113 23.876 -1.237
Impostos diretos 10.414 9.966 -448
Impostos indiretos 14.699 13.910 -789
JUROS PAGOS PELO ESTADO 4.165 4.998 +833
EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DA SEGURANÇA SOCIAL
Contribuições e quotizações 10.227 9.736 -491
Subsídio desemprego e apoio ao emprego 1.549 1.904 +355
REDUÇÃO DAS RECEITAS FISCAIS E DAS CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURANÇA SOCIAL
30.399 29.455 -1.728
AUMENTO DESPESA COM SUBSIDIO DESEMPREGO E JUROS 5.713 6.902 +1.188

FONTE: Síntese da Execução Orçamental de Outubro de 2011 e 2012- DGO-Ministério das Finanças




Como consequência da recessão económica, causada pela política de austeridade, as receitas fiscais no período Jan-Set.de 2012 foram inferiores, às de idêntico período de 2011, em 1.237 milhões €, e as de contribuições para a Segurança Social diminuíram em 491 milhões €; assim, o Estado e a Segurança Social perderam 1.728 milhões €. Em contrapartida as despesas com o subsídio de desemprego e com o pagamento de juros pelo Estado passaram entre Jan/Set-2011 e Jan/Set-2012 de 5.713 milhões e para 6.902 milhões €, ou seja, sofreram um forte acréscimo de 1.188 milhões €. Com esta política de austeridade, que está a destruir a economia e a sociedade portuguesa, não existem funções sociais do Estado que resistam.

Provoca-se a recessão com a política seguida e depois utilizam-se os resultados nefastos obtidos para justificar os cortes brutais nas despesas sociais do Estado, e assim procurar destruir as funções sociais. Eis o círculo de destruição em que o país está mergulhado e eis também a estratégia das forças do capital e da direita em Portugal. É necessário inverter esta situação. E contrariamente ao que afirmam os seus defensores existem alternativas e é urgente começar a debatê-las de uma forma alargada para encontrar uma alternativa para esta política que está a destruir a economia e a sociedade portuguesa, e a levar o país à ruína.

*EUGENIO ROSA Economista – edr2@netcabo.pt



Último Estudo 11-11-2012 - O ELEVADO NIVEL DE VIDA DOS ALEMÃES CONSEGUIDO TAMBÉM À CUSTA DO DÉFICE DE PORTUGAL E DO ENDIVIDAMENTO DOS PORTUGUESES Download PDF


Estudos de Eugénio Rosa: FUNÇÕES SOCIAIS DO ESTADO: A dimensão da destruição já realizada e a que está em curso; Download PDF
http://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/2012/46-2012-Funcoes-sociais-Estado-D.pdf


Quem é o Autor

Eugénio Óscar Garcia da Rosa, licenciado em Economia e Doutorado pelo ISEG, Universidade Técnica de Lisboa, com a tese "Grupos Económicos e Desenvolvimento em Portugal no Contexto da Globalização" tendo sido atribuida a classificação "Muito Bom com Distinção por Unanimidade", Mestre em Ciências da Comunicação pelo ISCTE e Universidade Aberta, membro do Gabinete de Estudos da CGTP-IN e responsável pelo Gabinete Técnico da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública. Email:edr2@netcabo.pt

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Crise Económica Europeia, Estratégia Alemanha Bundesbank Novas Regras BCE Preparam Saída Ordenada do Euro para Grécia, Portugal



Novas regras do BCE são uma preparação para ruptura do euro

Se era intencional ou não, o fato é que na semana passada o Banco Central Europeu (BCE) pode ter criado o mecanismo que permite a zona do euro excluir um ou vários de seus membros.

Essa é a conclusão de alguns economistas que analisaram as implicações das novas regras que relaxam as condições para os colaterais permitidos para ter acesso aos empréstimos do BCE.

Sob as novas regras, o BCE vai aceitar empréstimos bancários, incluindo alguns denominados em moeda estrangeira. Como explicou seu presidente Mario Draghi durante a entrevista coletiva à imprensa na semana passada, o objetivo é dar aos pequenos bancos - que normalmente não possuem os colaterais clássicos aceitos pelo banco central, como bônus - acesso direto ao BCE.

Isso não é algo sem precedentes: o Eurosistema (então constituído pelo BCE e os 16 bancos centrais nacionais) aprovou uma medida similar quando o Lehman Brothers faliu em 2008. Contudo, em contraste com 2008, a decisão da semana passada será aplicado apenas aos sete dos países mais pressionados pela crise do euro: Portugal, Irlanda, Chipre, Áustria, Grécia, Itália e Espanha.

A mudança “enfraquece a união monetária ao permitir diferentes políticas monetária, de crédito e liquidez em diferentes Estados-membros da zona do euro”, escreveu o economista-chefe do Citigroup, Willem Buiter, em uma nota para clientes que, de forma provocativa, compara a tendência com a dissolução da zona do rublo soviético nos anos 1990.

Sem divisão de perdas

Os bancos centrais dos países com menores problemas de liquidez recusaram-se a partilhar os riscos que surgem desse relaxamento nas regras, violando outro princípio fundamental da união monetária: que os lucros e as perdas sobre as operações de empréstimos são partilhados de acordo com a estrutura de capital do BCE.

Novamente, isto não é sem precedente: os bancos centrais da Grécia e da Irlanda atualmente concederam mais de 85 bilhões de euros em Empréstimos de Assistência de Emergência (ELA, em inglês) aos seus sistemas bancários nacionais, teoricamente assumindo o risco por conta própria. O que é novo é que o conselho de diretores do BCE não tem controle efetivo sobre a implementação das novas regras de empréstimos, embora possa vetar o ELA se avaliar que esteja desestabilizando a moeda.

“Se é verdade que não haverá uma divisão das perdas para esses créditos adicionais, isso seria... um passo adicional em direção ao ressurgimento de políticas nacionais monetárias, de crédito e de liquidez e, eventualmente, de moedas nacionais”, argumentou Buiter.

Ninguém está sugerindo que o BCE está deliberadamente preparando para desintegrar a zona do euro. Muitos veem a medida como um ato de supremo pragmatismo, com objetivo de manter a região unida, mesmo se isso significar adotar graus de risco sem precedentes no balanço patrimonial do BCE.

Tobias Blattner, analista da Daiwa Capital Markets, aponta que o movimento suaviza os problemas gerados por uma política monetária “que serve para todos”: uma admissão de senso comum que a realidade da união monetária ficou aquém dos seus ideais federalistas.

No geral, o BCE aceita apenas como colaterais ativos que podem ser vendidos de forma transparente e instantânea nos mercados públicos. Os ativos que o banco está começando a aceitar podem ou não gerar rendimentos no futuro, mas o BCE certamente não será capaz de liquidá-los caso precise fazer isso.

“Os bancos centrais claramente não têm a perícia histórica e de fato não estão qualificados para avaliar empréstimos colaterais”, disse Jamie Dannhauser, economista do Lombard Street Research, que vê a medida como um ato de desespero para evitar uma crise de crédito generalizada.

Medida correta

Contudo, essa medida foi correta e é necessária. Dannhauser argumenta que a consequência não intencional pode ser que agora ficou mais fácil forçar um país a deixar a zona do euro. O temor das autoridades de que, por exemplo, um default da Grécia possa desencadear uma onda de pânico, destruindo outros bancos na periferia, agora diminuiu, uma vez que esses bancos estão agora protegidos pelo BCE.

Mesmo se não há uma conspiração, agora claramente existe um mecanismo para conter uma corrida generalizada contra os bancos da zona do euro”, disse.

Pela mesma razão, o movimento explicitamente encoraja os bancos centrais nacionais - e os governos por trás deles - a achar que eles podem lavar suas mãos de um desastre em um banco centrais mais fracos. Um default nacional provavelmente aniquilaria o capital do sistema bancário grego e, por sua vez, o Banco da Grécia, a menos que o Eurosistema partilhe suas perdas.

Em termos de contabilidade, isso pode não ser fatal - os bancos centrais não precisam manter níveis mínimos de capital e o próprio Bundesbank (banco central alemão) registrou níveis negativos de capital após o colapso do sistema Bretton Woods nos anos 1970, que reduziu o valor de suas posições em dólar. Mas as autoridades admitem que, neste ponto, o Eurosistema estará em território desconhecido e que apenas uma decisão política pode resolver a situação.

Dannhauser disse que a Alemanha pode estar preparada para explorar essa situação ao tornar politicamente impossível manter um banco central insolvente no Eurosistema.

“O Bundesbank pode ter calculado que a opção mais barata para a Alemanha é descobrir uma saída ordenada para a Grécia, Portugal e, possivelmente, o Chipre”, disse Dannhauser.

Fonte: Dow Jones Newswires

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Noam Chomsky: Top10 Estratégias de Manipulação Mediática



Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação mediática

1. A estratégia da distracção. - O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. - Esse método também é denominado "problema - reacção - solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público a fim de que este seja o mandante das medidas que se desejam fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade. - Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram rendimentos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir. - Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. - A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adoptar um tom infantilizante. Por quê? "Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. - Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. - Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar pelas classes inferiores (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. - Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. - Fazer as pessoas acreditar que são culpadas pela sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema económico, o indivíduo auto-desvaloriza-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua acção. E sem acção, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. - Ao longo dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência geraram uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.


Noam Chomsky - Linguista, filósofo e activista político americano. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts

Source: por Pedro Ganchinho

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