... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...

Máfia Financeira Internacional! Donos do Mundo; Negócios NAZI da Banca Global: O Grupo Espírito Santo; História do BES de Ricardo Salgado; Antigo Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa na Lista Negra dos Aliados



Grupo Espírito Santo esteve na lista negra dos aliados, dvido a envolvimento com os NAZIS, já está em mais de 400 empresas Interesses da família liderada por Ricardo Salgado abrangem mais de 20 países e em sectores que vão muito para além da área financeira

 

Ricardo Salgado é o rosto actual de uma família que sempre teve influência junto do poder político

GES; Grupo Espírito Santo; Organograma; Controle; Influência Política; Ligacoes Politicas; Ricardo Salgado
Ricado Salgado; GES Grupo Espírito Santo Organograma de Controle;
Influência Política e Ligacões Politicas; Área de controle


 

É presidente da Comissão Executiva e vice-presidente do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo. Acumula essas funções com as de presidente do Conselho de Administração do Espírito Santo Financial Group (sedeado em Luxemburgo) e das holdings Bespar e Partran. É ainda administrador do Espírito Santo Bank of Florida (EUA), da E. S. International Holding (Luxemburgo), da Espírito Santo Resources (Bahamas), do Banque Privée Espírito Santo (Suiça) e do Banque Espírito Santo et de la Vénétie (França).


 

A família Salgado lucrou em negócios com os NAZIS durante a II guerra Mundial, como demonstramos abaixo.  O avô encontrava-se com Salazar

Os caminhos do GES e da política estão no ADN do grupo. O avô de Salgado, Ricardo Espírito Santo, encontrava-se aos domingos à noite com Salazar para conversar sobre temas económicos e empresariais. Fora de Lisboa, enviava cartas e telegramas a evidenciar a saudade das conversas com o ex-chefe do Governo. Durante a II Guerra, são conhecidas as ligações da família aos alemães. O historiador norteamericano Antony Beevor fala num agente nazi a trabalhar no BESCL. E o escritor Tom Gabbay escreveu uma história de espionagem que tem como personagem Ricardo Espírito Santo. Gabbay relembra o seu relacionamento com o duque de Windsor, que viveu na casa da família em Cascais, para daí elaborar sobre a aliança entre os dois e os nazis para ocuparem a Inglaterra.

Os amigos e ex-colaboradores do GES

Ricardo Salgado tem amigos de peso na política e no meio empresarial. o bes foi o único banco que ~ganhou com o 25 de Abril. Com o 25 de Abril a concorrência do BE colapsou, o BES não. O ex-primeiro-ministro e actual presidente da Comissão Europeia é um deles, Pedro Passos CoelhO, outro. Alguns ex-ministros chegaram a trabalhar em empresas do Grupo Espírito Santo, mas as ligações empresariais não se restringem a António Mexia e Manuel Pinho.

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grupo espirito santo ges


História do BES - BESCL

O deflagrar das hostilidades no continente europeu, tragédia de que a invasão da Polónia no dia 1 de Setembro de 1939 foi dos primeiros actos, veio determinar substanciais mudanças na vida económica e social do país, alterando as condições em que se exerciam as actividades bancárias.

No mesmo dia em que a Luftwaffe bombardeava território polaco, e dois dias antes da declaração de guerra à Alemanha, anunciada pela Grã-Bretanha e França, o governo português definiu a sua posição política que, no essencial, manteria até 1945.

Salazar instruíra a comunidade empresarial para o “(...) dever de cada um continuar a negociar como habitualmente, sem olhar a sentimentos políticos pessoais, fossem eles quais fossem”1. Se outras motivações não existissem, esta orientação pesou na atitude da comunidade financeira do país, que negociou e manteve relações comerciais com todos os países envolvidos. Desse facto seria a economia portuguesa directa beneficiária, como aliás, a dos demais países neutrais.

Em Janeiro de 1940, na apresentação do Relatório e Contas do exercício de 1939, e quando não eram ainda previsíveis os desenvolvimentos que, tempos depois sobreviriam no cenário europeu, a situação mereceria dos responsáveis do Banco uma tranquila referência: “Durante os últimos meses a guerra veio enlutar a Europa.

Estamos felizmente fora do conflito, e Portugal, com a sua excepcional condição geográfica, política e económica, aparece como lugar seguro de refúgio e centro privilegiado de comunicações e comércio internacionais” 2.

Este era, provavelmente, o estado de espírito da generalidade da população portuguesa, assemelhando-se ao descrito a um cliente por Rogério Cândido Silva, Director do Banco em carta de 1 de Fevereiro de 1940: “A guerra vai continuar ou talvez começar! Nós todos, portugueses, embora lealmente neutros, enquanto a nossa Aliada não pedir o nosso concurso, desejamos a vitória dos Ingleses – não por ressentimento contra os Alemães - mas com a vitória deles seria o fim das liberdades de que gozamos e da vida organizada como a temos. Ao passo que a continuação e mesmo o aumento da hegemonia britânica, traduz-se numa maneira de ser que já conhecemos, que todos suportamos bem e que muitos de nós até estimamos. Vamos a ver o que a Primavera nos vai trazer – e que tristeza é esperar assim a Primavera!”.

Infelizmente essa Primavera de 40 nada trouxe de bom.

II

De harmonia com o princípio de neutralidade enunciado pelo governo, a banca portuguesa, se quisesse negociava indistintamente com todas as partes implicadas no triângulo Aliados – Eixo - Neutrais.

Salazar entendia a obrigação como uma condição inquestionável para a manutenção da chamada neutralidade geométrica ou, activa: a de que, sendo Portugal um país neutro, tanto a Alemanha, quanto a Grã-Bretanha, deveriam receber tratamento igual, por aí residir a própria essência do conceito de neutralidade.

Aponta Fernando Rosas, que Portugal bater-se-ia “até ao fim, no plano dos princípios e quando possível no da prática comercial, pelo reconhecimento do direito que a neutralidade lhe conferiria de manter relações comerciais normais com qualquer beligerante” 3.

Situação que inicialmente os países envolvidos no conflito, e no seu próprio interesse, aceitaram. O Reino Unido, já no decorrer da guerra, reconhecia mesmo que “um Banco de um território neutral não podia ser impedido de manter acordos financeiros normais com os beligerantes” 4.

Por detrás desta aparente concordância no plano dos princípios, e porque não era apenas no campo de batalha que o confronto se dirimia, os Aliados criaram mecanismos destinados a dificultar por todos os meios possíveis o poder do inimigo, e que foram largamente utilizados para impedir as suas importações e, numa fase ulterior, as proibir.

No Reino Unido foi criado o Ministry of Economic Warfare (MEW)5, cujo objectivo era o de fazer cumprir o bloqueio económico decretado contra as potências do Eixo. A actuação deste Departamento viria a colidir com os interesses dos países neutrais que, invocando o seu estatuto e pouco dispostos a perder os benefícios do comércio em tempo de guerra, se manifestavam contrários a quaisquer considerações ou actos que limitassem as trocas comerciais.

Para vencer as resistências, cada um dos beligerantes tratou de criar “argumentos” que forçassem os Governos e empresas dos países neutrais, a agir em harmonia com as suas políticas: os britânicos através da concessão, ou não, de licenças para o transporte marítimo e à ameaça de colocar na lista negra as empresas que comerciassem com o inimigo; os alemães, utilizavam o seu poder naval, o que fizeram, afundando vários navios mercantes portugueses.

***

No contexto deste choque de inconciliáveis interesses, desde muito cedo surgiram, entre o MEW e o Governo português, posições divergentes que originaram um crescendo de tensões, inevitavelmente repercutidas no quotidiano de muitas empresas.

Durante o conflito, a acção dos bancos portugueses, em geral, e do BESCL, em particular, desenvolveu-se na busca permanente de equilíbrios entre o respeito pelo princípio da neutralidade – tão claramente afirmado pelo Governo que afrontá-lo seria verdadeiro suicídio empresarial - e as pressões por diversas vias exercidas pelos beligerantes, em especial pelos Aliados.

Neste enredo a situação tenderia para um inevitável agudizar da conflitualidade com a banca portuguesa, sob permanente vigilância aliada, na busca de indícios da prática das denominadas “objectionable transactions”.

Sendo o banco português com maior movimento internacional - superior mesmo ao que no conjunto tinham as outras instituições privadas - grande parte das operações interbancárias transitavam pelo Espírito Santo, banqueiro de numerosas empresas que mantinham relações de negócio com esse país.

Com a Inglaterra, pelo contrário, o movimento era escasso, uma vez que os ingleses quase nada importavam de Portugal - excepto volfrâmio e pouco mais – pois eram abastecidos pelos americanos.

Ricardo Espírito Santo, Presidente do Conselho de Administração do BESCL, se bem que consciente das rupturas causadas pelo conflito, afirmou sempre que o Banco não podia fazer distinções de natureza política no plano dos negócios. Desta posição não fazia segredo, como notava o embaixador inglês Ronald Campbell, para quem o banqueiro português era “antes de mais nada um homem de negócios (...) frequentador assíduo da embaixada britânica, tanto quanto das legações inimigas (...) e eu não penso que ele seja ou pró-inglês ou pró-germânico mas simplesmente “pro-making money” ”6, acrescentando com um humor muito britânico: “I’ll eat my hat if this man is pro-German” 7.

Com efeito o BESCL tinha, desde há muito, relações privilegiadas com a banca inglesa, em especial com o poderoso Midland Bank. Ainda em 1940 o banco de investimento Kleinwort, Sons & Co., se propunha, em parceria com o Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, fundar um banco de investimento no Brasil, facto que - em 1941, assinale-se - os britânicos consideravam positivo 8.

Embora submetido a crescentes pressões, o BESCL entendia não aceitar muitas das exigências britânicas que colidiam não só com o objecto do negócio legal, mas também com a política económica portuguesa.

Entre outras razões, esta era suficiente para que o MEW, ao longo dos anos, tentasse incluir o Espírito Santo na lista negra. Muito embora a deliberação fosse tomada, e ao contrário do que alguns autores escreveram 9, a mesma nunca seria implementada.

Segundo uma carta da legação americana em Lisboa, datada de 1 de Setembro de 1944, o Comité da Lista Negra deliberou em 1 de Maio de 194410 colocar o BESCL na Statutory list. Contudo, face ao compromisso assumido por Ricardo Espírito Santo três meses depois, a deliberação não seria accionada.

As atitudes do MEW levaram Ronald Campbell, já no decorrer de 1941, a alertar para as inconveniências que poderiam advir para os interesses britânicos de uma ostensiva hostilização do BESCL, argumentando com as “poderosas ligações” que o Banco tinha através do país.

Por outro lado, o embaixador dizia não haver provas de que as presumidas actividades “reprováveis” fossem deliberadas e persistentes, mesmo à luz dos critériosnda guerra económica. E assinalava que a solidez e dimensão do BESCL o tornava praticamente invulnerável a acções punitivas.

Acrescentava que qualquer acção contra o Banco “irritaria Salazar, que já se manifestou violentamente contra a utilização que vimos fazendo da lista negra”11, por a considerar uma inadmissível interferência nos assuntos internos de um país neutral.

Nem tudo era transparente nas intenções que suportavam a informação veiculada para os serviços britânicos. Por exemplo, em Setembro de 1943, o responsável máximo do Banco deu a conhecer ao adido financeiro americano as objecções que tinha, por a embaixada britânica acolher pessoas, antigos negociantes em Portugal, “algumas das quais trataram duramente os portugueses, ameaçando-os de os colocar na lista negra se não fizessem isto ou aquilo” 12.

Muito do que então sucedia era parte de um cenário onde se misturavam interesses internos e externos de vária natureza, em situações quantas vezes obscuras e mal definidas, que Telo descreve como um jogo de sombras, onde raramente as aparências correspondiam à realidade 13.

Num outro relatório do Adido Financeiro norte-americano, dizia-se que os critérios e padrões pessoais de Ricardo Espírito Santo tal como os do Banco, eram aqueles que em qualquer parte do mundo seriam aceites por gente honesta, e que eram seguidos pela maioria dos bancos portugueses. Dizia ainda que a instituição bancária e o seu presidente procuravam proceder tão rigidamente quanto possível, de acordo com padrões análogos aos que norteavam o modelo ético da banca inglesa.

O certo é que, nos inícios de 1942, a intensificação do bloqueio económico aliado - a que Portugal com maior ou menor energia e oportunidade ia resistindo 14 - tornava cada vez mais difícil o comércio internacional do país, situação que se reflectiria nos indicadores económicos globais.

Ricardo Espírito Santo, na mesma altura, não deixou de dar conta dessas circunstâncias aos accionistas do Banco, prometendo-lhes contribuir para “dentro do largo sector da nossa actividade bancária, atenuar as consequências da situação presente”15.

Reafirmava-se que o BESCL se manteria fiel aos princípios que qualquer instituição de crédito observaria: facilitar as trocas económicas, financiar as actividades dos clientes, participar activamente nas transacções do comércio de importação e exportação.

IV

A evolução do conflito obrigaria a neutralidade portuguesa a adaptar-se às mudanças políticas e militares que iam ocorrendo 16.

Em Novembro de 1942, depois da fase mais crítica das relações com os Aliados, Portugal abandonaria a chamada posição de ”neutralidade geométrica”, para abraçar um modelo mais próximo de uma neutralidade dita colaborante. As mudanças na posição portuguesa foram mais rapidamente visíveis em termos políticos e menos no que respeita à parte económica, matéria na qual a mudança seria bem mais lenta 17.

De qualquer forma, em Setembro de 1943 Ricardo Espírito Santo coloca a Salazar, a questão da oportunidade de o Banco suspender os negócios com os alemães, liquidando as operações correntes a seu favor. O chefe do Governo, embora considerasse que o resultado do conflito era já claro e quase certa a vitória dos aliados, entendia não ser sensato suspender todos os negócios com os alemães, até por, como dizia, ser já pequeno o seu volume em Portugal 18.

Em 1944 os Aliados endureceram as exigências face à banca portuguesa, seguindo um modelo já utilizado junto dos bancos suíços para, com rigor e sem mais ambiguidades, imporem em definitivo a proibição total de transacções comerciais com firmas alemãs.

Começaram pelo Espírito Santo, dando indicações precisas sobre as operações que exigiam ver descontinuadas.

A nova orientação proposta pelos Aliados foi aceite, comprometendo-se o Banco a cessar o processamento de serviços bancários dos clientes que tivessem como origem ou destino a Alemanha ou territórios por ela controlados. Ressalvavam-se, porém, as situações em que as restrições tivessem consequências contrárias à política geral do país, caso em que o Espírito Santo não as adoptaria sem consulta prévia ao Governo 19.

Para os Aliados, o compromisso firmado em 15 de Agosto de 1944 era considerado da maior importância, sendo mesmo apresentado como tendo “valor exemplar” .

Ainda antes de assinado foi radiodifundido na B.B.C. porque a propaganda britânica entendia ser necessário que os meios bancários portugueses soubessem que o Banco Espírito Santo “fora forçado a um compromisso com os aliados (...) ”. 20 Preparava-se o caminho para outros bancos. Tudo indica que sem sucesso a crer no facto de, ainda em Dezembro, os americanos procurarem obrigar outras instituições de crédito ao ajuste.

Reagindo às limitações impostas, e depois de o embaixador alemão apresentar um protesto formal junto do governo português, o Reichsbank transferiu as operações - que, por conveniência, como diziam, ainda eram processadas através do BESCL - para o Banco Lisboa & Açores, o seu banqueiro principal,21 entidade que sempre recusou firmar qualquer compromisso com os Aliados.

V

A época de 1939 a 1945 constitui, provavelmente, um dos períodos mais significativos da recente história empresarial portuguesa.

As operações geradas pela situação de guerra e os negócios que as necessidades dos beligerantes alimentaram, deram ao país condições únicas para o acumular de disponibilidades monetárias e poupanças, recebidas pelo sistema bancário, através dos depósitos.

O afluxo de capitais estrangeiros aos bancos portugueses, em crescendo desde o começo da guerra civil em Espanha, acelerou com o irromper do conflito europeu.

Procuravam a segurança oferecida pela neutralidade do país, sendo factor principal no crescimento “anómalo” dos depósitos bancários.

Mas outras razões houve que contribuíram para esse aumento. A principal das quais foi a circunstância de as necessidades dos beligerantes terem feito aumentar o volume de certas exportações tradicionais (cortiça, conservas de peixe, frutos secos e minérios, entre outros), a partir de então muito valorizadas. E foi também este crescimento do comércio externo que esteve na base de uma acumulação de recursos, na titularidade dos agentes económicos ligados à exportação.

Diz Fernando Rosas que “a excepcional “explosão” dos depósitos bancários foi um dos elementos positivos que a conjuntura trouxe à economia portuguesa, e de que os bancos foram os beneficiários directos.


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Esse grande aumento, pelas implicações que tinha ao nível dos encargos (juros a pagar) motivou sérias apreensões em todas as instituições de crédito 22 que logo tiveram de encontrar alternativas para a aplicação do excesso de liquidez 23.

Fizeram-no através da compra de títulos do Estado. De entre todas as instituições bancárias o BESCL foi o principal investidor em títulos da dívida pública (obrigações do Tesouro de 2 ½ e 3½%), não só porque estes correspondiam a bens de capital cujo valor tinha aumentado muito - tendência que tudo indicava se manteria - mas também porque ofereciam elevada segurança.

Com uma carteira de títulos avaliada em 27 mil contos no final de 1939, quatro anos depois, a sua contabilização ascendia a 200 mil contos representando 10% dos activos financeiros da empresa. E no final de 1945, o valor dos títulos estatais era já superior a 381 mil contos. No conjunto dos títulos que o BESCL tinha em carteira, o aumento percentual entre 1939 e 1945 foi de 1 413 %.

Não obstante esta ter sido a estratégia possível, Standley Wyatt conselheiro financeiro da
embaixada britânica, ao dissertar sobre a estratégia de aplicações da banca nacional entre 1938 e 1943, concluiu da “inabilidade dos bancos portugueses em utilizarem todos os seus fundos em normais operações bancárias na presente data”24, amarrados que estavam, segundo ele, às atitudes conservadoras dos seus banqueiros. Nas condições particulares da época era evidente para a generalidade dos banqueiros portugueses que a nova situação económica trouxera consigo imprevisíveis mudanças, para as quais foi necessário encontrar opções alternativas, de que a compra de obrigações foi a mais viável, a par da aquisição de terrenos e prédios, no caso do BESCL, para as suas Filiais e Agências.

Outras das acções empreendidas pelos responsáveis do Banco neste período, foram os dois sucessivos aumentos de capital (de 14 400 para 80 000 contos), operações que têm relação directa com a evolução do volume dos Depósitos à Ordem.

Estes, não obstante o baixo juro de 1% pago aos depositantes, no final de 1941 registaram um acréscimo de 99% em relação a 1940 (de 524 para 1 043 mil contos).

Nos exercícios seguintes, esta percentagem continuaria em crescimento, embora a uma média anual mais modesta, na ordem dos 14%.

A percentagem de crescimento do total dos Depósitos (à Ordem e a Prazo) no BESCL, entre 1939 e 1945 foi de 661% sendo, depois do Fonsecas (871%), a maior da banca nacional. Atrás do Espírito Santo ficaram o Sotto Mayor (356%), o Angola (328%) e o Lisboa & Açores (321%).

Em termos de Quota de Mercado (Q.M.) no conjunto da banca nacional, o BESCL, no final de 1945, no total dos Depósitos situava-se na segunda posição, com uma Q.M. de 21%, atrás do Banco Nacional Ultramarino que tinha 23%. Após o Espírito Santo estavam o Lisboa & Açores (13%) e o Fonsecas & Burnay (12%); comparadas estas percentagens com as de 1939, verifica-se que o BESCL subiu 8 pontos percentuais e o Fonsecas 6; quanto aos restantes bancos, o Açores subiu 1%, ao passo que o Ultramarino perdeu 9% de Q.M., tal como o Angola (- 2%), e o Borges & Irmão (-1%). O Sotto Mayor, por sua vez, manteve-se nos 4%, enquanto o conjunto dos restantes bancos registaram uma perda de 1%.

No que concerne à carteira de efeitos descontados, os números apontam uma realidade significativamente diferente.

O excepcional aumento dos depósitos no BESCL não se reflectiu no aumento, em igual proporção, do crédito concedido. Isso mesmo se depreende da % de crescimento da rubrica Carteira Comercial na ordem dos 188% (de 294 000 mil contos para 722 mil contos), correspondente a uma Q.M. de 14% em 1939 e de 17% em 1945 25. E essa foi a razão pela qual a taxa de rendibilidade das operações activas caiu aproximadamente 30% (de 8,4% em 1939 para 6% em 1945) acompanhando a descida da média da taxa de cobertura Depósitos à Ordem/ Carteira Comercial, entre a década de 30 (72%) e a seguinte (32%).

O crédito bancário era dominado pelo Banco Nacional Ultramarino, com uma Q.M. de 34% em 1945 (quebra de dois pontos percentuais em relação a 1939). Todos os demais Bancos ou mantiveram ou diminuíram a sua quota de mercado, no decurso do período em estudo.

Nos sete anos de guerra o Espírito Santo foi a instituição que, depois do Fonsecas, Santos & Vianna e do Banco Nacional Ultramarino menos cresceu em matéria de crédito concedido, não obstante, em valores absolutos, deter a 2ª maior carteira comercial das instituições bancárias.

A subida das cotações das acções do BESCL na Bolsa de Lisboa reflecte igualmente a evolução favorável da conjuntura: cotadas a 700$00 em Janeiro de 1940, cinco anos depois, seriam transaccionadas por 2 695$00, com o salto mais significativo a verificar-se de 1942 para 1943, de 1 096$00 para 2 945$00, sendo este o valor mais alto atingido nos anos da guerra.

Em síntese: o Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa – que era já o maior banco privado português desde princípios dos anos 30 - no decorrer do período da II Guerra Mundial consolidou a sua posição de liderança em relação aos seus mais directos concorrentes, alguns dos quais iniciaram nessa época uma tendência deslizante, como foram os casos do Banco Nacional Ultramarino, do Fonsecas, Santos & Vianna e do Lisboa & Açores. Em contrapartida os ainda pequenos Bancos Pinto & Sotto Mayor e Português do Atlântico iniciavam um crescimento que, nas décadas seguintes, os colocariam no topo da banca privada nacional. Mas não por muito tempo.

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quadro comparativo rubicas lucros do bescl actual bes outros bancos urante o holocausto NAZI


FONTES E BIBLIOGRAFIA
FONTES
FONTES MANUSCRITAS
ARQUIVO HISTÓRICO DO BANCO ESPIRITO SANTO
Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa
Actas do Conselho de Administração, 1937-1967
Actas do Conselho Geral, 1937-1967
Actas das Assembleias Gerais, 1937-1973
Relatórios e Contas, 1937-1945
PUBLIC RECORD OFFICE

Foreign Office, 371
NATIONAL ARCHIVES AND RECORDS ADMINISTRATION (NARA II)
RG 56, Box 23
RG 84, Entry 3139, Box 1
RG 131, Box 246
FONTES IMPRESSAS

SITUAÇÃO BANCÁRIA. Lisboa : Instituto Nacional de Estatística. (De 1938 a 1945).
BIBLIOGRAFIA 26
ROSAS, Fernando - Portugal entre a paz e a guerra, 1939-1945. Lisboa : Editorial Estampa, s/d.
______, Sob os ventos da guerra: a primeira crise séria do regime (1940-1949). In MATTOSO, José (dir.) História de Portugal. Lisboa : Círculo de Leitores, 1992 - 1994. Vol. VII. p. 301-415.
______, Portuguese neutrality in the Second World War. In WYLIE, Neville (ed.) European neutrals and non-belligerents during the Second World War.
Cambridge: Cambridge University Press, 2002.
______, Salazarismo e fomento económico. Lisboa : Editorial Notícias, 2000.

TELO, António José - A neutralidade portuguesa e o ouro nazi. Lisboa : Quetzal, 2000.

VALÉRIO, Nuno (Coord.). - Estatísticas históricas portuguesas. Lisboa : Instituto Nacional de Estatística, 2001. 2 vols.

1 PRO, FO 371/26804, 9 de Junho de 1941
2 BESCL, Relatório e Contas, 1939.

3 Fernando Rosas, Portugal entre a paz e a guerra, 1939-1945, p, 46.
4 PRO, FO 371/26804, 4 de Junho de 1941.
5 Sobre a organização da guerra económica aliada em Portugal ver António Telo, A neutralidade portuguesa e o ouro nazi , p. 100 e seguintes.

6 PRO, FO 371/26802, 19 de Abril de 1941.
7 PRO, FO 371/26804, 09 de Junho de 1941.
8 PRO, FO 371/26801, 11 Abril 1941.
9 António José Telo, A neutralidade portuguesa e o ouro nazi , p. 102.
10 Por erro (que tem passado despercebido aos investigadores) o documento está datado de 1942.

11 PRO, FO 371/26802, 19 de Abril de 1941.
12 NARA, RG 56, Box 23, U.S. Financial Attaché.
13 A. Telo, A neutralidade portuguesa e o ouro nazi , p. 103.
14 Sobre a política de bloqueio entre 1940 e 1942 vd. Fernando Rosas, “A economia de guerra: principais condicionantes exógenas da economia portuguesa durante a II guerra mundial”, in Portugal entre a paz e a guerra.

15 BES, Relatório e Contas, 1941.
16 Fernando Rosas divide-a em três fases temporais, e, dentro destas, em áreas política e económica. In “Portuguese neutrality in the Second World War”, p. 268-282.
17 Vd. Fernando ROSAS: “Sob os ventos da guerra: a primeira crise séria do regime”, p. 301 e seguintes.
18 NARA, RG 56, Box 23, U.S. Financial Attaché James Wood, Setembro de 1943.

19 PRO, FO 371/39535, 09 de Maio de 1944.
20 NARA, RG 84, Entry 3139, Box 1, 14 de Junho de 1944
21 NARA, RG 131, Box 346 , 22 de Dezembro de 1944.

22 A rendibilidade das operações passivas (juros e comissões a pagar) de 1939 a 1945, decresceu na ordem dos 59% (1,9% para 0,7%).
23 Sobre este e outros temas relacionados com a política económica do Estado Novo vd. Fernando Rosas, Salazarismo e fomento económico.

24 NARA, RG 84, Entry 3139, Box 1 Records of the Foreign Service Posts of the Department of State, Subject Files of the Fi nancial Attaché James E. Wood, 1942-1945. 13 de Março de 1944.

25 No cálculo das percentagens de Quota de Mercado, de toda a banca nacional, o crédito concedido abrange os valores da carteira comercial e dos empréstimos e contas correntes caucionadas.

26 Referências bibliográficas segundo a Norma Portuguesa 405-1, Informação e Documentação, 1994, com adaptações.

Departamento de Economia e Gestão de Engenharia Industrial Universidade de Aeiro

Ricardo Espírito Santo, íntimo de Salazar e homem de confiança dos nazis, fervoroso e activo apoiante da causa fascista em Espanha, «abre com aval do governo uma conta ilimitada a favor de Franco para este fazer face às despesas de guerra».
(28) Varela Gomes, ob. cit., p. 75, citando Tamanes in «História de Espanha».

debatido em - XXII Encontro da Associação Portuguesa de História Económica e Social Aveiro, 15/16 Novembro, 2002

O Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa no período da II Guerra Mundial (1939-1945)
Carlos Alberto Damas - Centro de Investigação e Documentação da História do Banco Espírito Santo
http://www2.egi.ua.pt/xxiiaphes/Artigos/a%20Damas.PDF

http://www.opway.pt/documentos/080310_Publico_OPWAY.pdf
~
http://www.esinvestment.com/arq/fich/CadernoInstitucional2008.pdf

http://web3.cmvm.pt/sdi2004/fundos/docs/879RG01032010.pdf


www.fomentinvest.com/pdf/relatorioecontas.pdf

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Os seguintes arquivos são baseados em uma revisão do índice de cartões Suíça; banca e seguros, tanto para a Alemanha ea Itália, e "econoic." isto é, a informação económica, bem como a parte do nome primeiro AZ do índice.
L # File Title or Subject
39842 Lista dos créditos abertos em 12 de junho de 1944, por P. Franz Niemeyer, Bremen, Alemanha, no Banco Espírito Santo e Comerical de Lisboa, Portugal, em favor de Carlos Beerstecher, Lisboa, Portugal. 1 p. junho 1944
43513 Lista dos créditos pagos recentemente alemão no Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, Portugal, nomeando empresas alemãs e Português. 2 pp julho 1944
44398 Lista dos créditos alemães, incluindo P. Franz Nehmeyer eo Banco Bremer, abriu no Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa. Quatro dos créditos foram abertos por ordem da Sociedade Central de Cervejas de Lisboa, Portugal. 1 p. julho 1944
47032 Lista de operações financeiras do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, Portugal com o alemão, suíços, suecos, os bancos iranianos, e espanhol e as empresas, seguido por notas sobre Adão Poloma e contrabando de estanho. 5 pp setembro 1944
58561 Situação financeira da conta da Sociedade de Anilinos Lda, no Porto, Banco de Portugal Espirito Santo e Comercial de Lisboa. 1 p. agosto 1945
Military Agency Records
Interallied and Interservice Military Agencies Records
Records of the Office of Strategic Services (RG 226)
Records of the Research and Analysis Branch
"Regular" Intelligence Reports (Entry 16)
[ Page 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 ]
Formerly
Security-Classified Intelligence Reports ("L" Series) 1942-45
(Entry 21) This series is closely related to the two preceding
intelligence series. It is arranged numerically (L1-58,678). The
information was obtained directly by the OSS' Secret Intelligence
Branch, and it could only be used in a special reading room by approved
OSS personnel. The series' contents reflect more sensitive political
intelligence matters. Boxes 1-457 The following files are based on a
review of the index cards Switzerland; banking and insurance for both
Germany and Italy; and "econoic." i.e., economic intelligence, as well
as the first A-Z name portion of the index.
39842 List of credits opened
on June 12, 1944, by P. Franz Niemeyer, Bremen, Germany, at the Banco
Espirito Santo e Comerical de Lisboa, Portugal, in favor of Carlos
Beerstecher, Lisbon, Portugal. 1 p. June 1944
43513 List of recently paid
German credits at the Banco Espirito Santo e Comercial de Lisboa,
Portugal, naming German and Portuguese firms. 2 pp. July 1944
44398 List of German credits,
including P. Franz Nehmeyer and the Bremer Bank, opened at the Banco
Espirito Santo e Comercial de Lisboa. Four of the credits were opened
by order of the Sociedade Central de Cervejas of Lisbon, Portugal. 1 p.
July 1944
47032 List of financial
transactions of the Banco Espirito Santo e Comercial de Lisbon,
Portugal with German, Swiss, Swedish, Iranian, and Spanish banks and
firms, followed by notes on Adao Poloma and tin smuggling. 5 pp.
September 1944
58561 Financial statement of
the account of Sociedade de Anilinos Lda in Porto, Portugal's Banco
Espirito Santo e Comercial de Lisboa. 1 p. August 1945

64599 - Report on various financial transactions which took place at Lisbon, Portugal. The Banco Nacional Ultramarino deposited sums at the Banco Lisboa e Azores and at the Banco Espirito e Comercial de Lisboa to the credit of Swiss and German banks. 1 p. March 1944; see also 74422 Report on transactions between the Banco National Ultramarino, the Banco Fonsecas Sentos & Viana, the Banco Espirito Santo e Comercial de Lisboa, the Banco Borges e Irmao, and various Swiss banks (named), and Dr. Wolfgang Krehl and the Allgemeine Financierung Gesellschaft. These deposits and transfers took place in Portugal. 2 pp. April 1944

68607 - Notes about transfer of German funds to Minero Silvicola through the Banco Espirito Santo and the Bank of Portugal probably for wolfram purchases. Swiss intermediaries are involved. 2 pp. March 1944

38814 - Bank of Portugal has a monopoly of gold import, export, and re-export. it sometimes sells to individuals. There is smuggling along the Spanish border. Gold prices by the Bank of Portugal and the banco Espirito Santo. 2 pp. June 1943; see also 48105 Details on the Italian Legation's financial position in Lisbon. Their gold was privately sold. 4 pp. November 1943; Notes on prices and other aspects of the gold, silver, and platinum markets and commerce in Portugal. 3 pp. March 1944; 75739 Scheelite and wolfram transfers in Portugal by individuals (named) are listed. Ore and gold bars are smuggled to Spain. Arnaldo, a banco Borges and Irmao employee, formerly arrested in Spain was seen at San Gergorio. 1 p. April 1944; 93585 Antonio Joaquim Esteves, merchant at Melgaco, Portugal, sent gold bars to Spain. 1 p. August 1944
http://www.archives.gov/research/holocaust/finding-aid/military/rg-226-3b.html



Subject
Listing of
Numbered Documents in M1934, OSS WASHINGTON SECRET INTELLIGENCE/SPECIAL
FUNDS RECORDS, 1942-46
http://www.archives.gov/research/holocaust/microfilm-publications/m1934-subject-list.pdf
Roll
#
Doc
#
Subject Date To From
2 0000955 Orders of Payments
Recieved by the Banco Espirito Santo e Comercial de Lisboa
4/14/1945 State Dept.; MID; DNI;
FEA
Washington, OSS
2 0000961 Banco Espirito Santo e
Comerical de Lisboa
3/27/1945 State Dept.; MID; DNI;
FEA
Washington, OSS
2 0000967 Banco Espirito Santo e
Comercial, Lisbon
3/12/1945 State Dept.; MID; DNI;
FEA
Washington, OSS
3 0001261 Banco Espirito Santo e
Commercial de Lisboa, Financial Transactions of
6/25/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
3 0001268 Banco Espirito Santo,
Lisbon, German Accounts in
6/18/1945 State Dept.; MID; DNI;
FEA
Washington, OSS
3 0001292 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa
4/17/1945 State Dept.; MID; DNI;
FEA
Washington, OSS
3 0001351 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Lisbon
6/15/1945 State Dept.; FEA Washington, OSS
3 0001354 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Lisbon
6/12/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
3 0001370 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Lisbon
7/17/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
3 0001373 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Lisbon, dealings in gold, March 1945
4/23/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
3 0001384 Banco Espirito Santo e
Comercials de Lisboa, Lisbon
5/22/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
3 0001434 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Porto
5/22/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
3 0001444 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Lisbon
6/9/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
3 0001479 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Porto
6/12/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
3 001480 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Lisbon
6/16/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
3 0001484 Ricardo Espirito Santo,
Report on
6/20/1945 State Dept.; MID; DNI;
FEA
Washington, OSS
3 0001487 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa
6/12/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
4 0001504 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Porto
6/18/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
4 0001505 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Porto
6/22/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
4 0001524 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa
4/25/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
4 0001531 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Porto
5/4/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
4 0001590 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Lisbon, Safe Deposit Box List
6/27/1945 State Dept.; MID; DNI;
FEA
Washington, OSS
4 0001597 Banco Espirito Santo e
Comercial, Lisbon, Safe Deposit Boxes
7/17/1945 State Dept.; MID; DNI;
FEA
Washington, OSS
4 0001611 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa, Lisbon
7/17/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
4 0001613 Banco Espirito Santo e Comercial de Lisboa, Lisbon 7/17/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
5 0001928 Banco Sousa Cruz and Banco Espirito Santo, both of Porto 6/29/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
5 0002113 Banco Espirito Santo e
Comercial, Porto - Credit Transactions
8/23/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
5 0002130 Banco Espirito Santo e
Comercial, Lisbon, Transactions Effected thru
9/7/1945 State Dept. et al Washington, OSS
(Reporting Board)
5 0002157 Banco Espirito Santo e
Comercial, Lisbon, Orders for payment
8/12/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
5 0002158 Banco Espirito Santo e
Comercial, Lisbon, Account Activity
8/7/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
5 0002159 Banco Espirito Santo e Commercial, Lisbon, Activity of PL Firms 8/14/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
5 0002179 Sociedade de Anilinas,
Lda., Accounts in Banco Espirito Santo, Lisbon
7/6/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
5 0002186 Banco Espirito Santo e
Comercial de Lisboa
8/6/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
6 0002343 Activity in Certain Accounts, Banco Espirito Santo e Comercial de Lisboa, Lisbon Report No.
A-61298
9/4/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, OSS
7 0002536 Banco Espirito Santo e Comercial de Lisboa, Lisbo 9/14/1945 State Dept.; DNI; FEA Washington, SSU, War
Dept.

http://worldbankmafia.weebly.com/ Um Novo projecto, dispondo já de Bastante Informação
European Association Banking History - Hanbook of The History of European Banks pdf

A titulo de curiosidade, existe também uma divindade Egipcia de nom bes



ÓRGÃOS SOCIAIS e COMISSÃO EXECUTIVA

ÓRGÃOS SOCIAIS

MESA DE ASSEMBLEIA GERAL

Presidente
Daniel Proença de Carvalho

Secretário
José Miguel Alecrim Duarte

CONSELHO DE ADMINSTRAÇÃO

Presidente
Ricardo Espírito Santo Silva Salgado

Vice-Presidentes
José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi
Francisco Ravara Cary
Rafael Caldeira de Castel-Branco Valverde
Miguel António Igrejas Horta e Costa
Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva

Vogais
Amílcar Carlos Ferreira de Morais Pires
Bernard Marcel Fernand Basecqz
Bernardo Ernesto Simões Moniz da Maia
Christian Georges Jacques Minzolini
Diogo Luís Ramos de Abreu
Duarte José Borges Coutinho Espírito Santo Silva
Félix Aguirre Cabanyes
Frederico dos Reis Arrochela Alegria
João Filipe Espírito Santo de Brito e Cunha
José Manuel Pinheiro Espírito Santo Silva
Luís Miguel Pina Alves Luna Vaz
Moses Dodo
Nicholas Mark Finegold
Paulo José Lameiras Martins
Philippe Gilles Fernand Guiral
Tiago Vaz Pinto Cyrne de Castro

COMISSÃO EXECUTIVA

Presidente
José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi

Francisco Ravara Cary
Rafael Caldeira de Castel-Branco Valverde
Miguel António Igrejas Horta e Costa
Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva
Christian Georges Jacques Minzolini
Diogo Luís Ramos de Abreu
Félix Aguirre Cabanyes
Frederico dos Reis Arrochela Alegria
Luís Miguel Pina Alves Luna Vaz
Moses Dodo
Paulo José Lameiras Martins
Tiago Vaz Pinto Cyrne de Castro

Directores Centrais com Assento na Comissão Executiva
Alan do Amaral Fernandes
José Luís de Saldanha Ferreira Pinto Basto
Pedro Miguel Cordovil Toscano Rico

Secretária da Comissão Executiva
Patrícia Salgado Goldschmidt Catanho Menezes
----
OUTRAS FONTES E BIBLIOGRAFIA
FONTES
Arquivo Histórico do BES, Fundo documental de José Maria do Espírito Santo e Silva
Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, Reservados
Arquivo Histórico da Universidade de Coimbra, Livros de matrículas
Arquivo da Sociedade de Instrução e Beneficência José Estevão
Conservatória do Registo Comercial, Livros de matrículas das sociedades
Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, Registos paroquiais

BIBLIOGRAFIA de Interesse

BURK, Kathleen (1989), Morgan Grenfell 1838-1988: The Biography of a Merchant Bank, Oxford, Oxford University Press.
CASTRO, Armando (1979), A Economia Portuguesa do Século XX (1900-1925), Lisboa, Edições 70.
COTRELL, Philip (1994), «The historical development of modern banking within the United Kingdom», in Handbook on the History ofEuropean Banks, Hants, European Association for Banking History.
CASSIS, Yousef (1994), City Bankers, 1890-1914, Cambridge, Cambridge University Press.
CAMARA, João Sousa (1989), História do Banco Pinto & Sotto Mayor, 1914-1989, Lisboa, BPSM.
CAMARA, João Sousa (1985), História do Banco Fonsecas & Burnay, Lisboa.
DIAS, Fátima Sequeira (1996), Uma Estratégia de Sucesso Numa Economia P eriférica: a Casa Bensaúde e os Açores, 1800-1873, Ponta Delgada, Jornal de Cultura.
Do Passeio à Avenida. Os Originais do Arquivo Municipal de Lisboa, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, Divisão de Arquivos, 1998.
FONSECA, Hélder, e REIS, Jaime (1987), «José Maria Eugénio de Almeida, um capitalista da Regeneração», in Análise Social, 99, Lisboa, Instituto de Ciências Sociais.
MARTINS, Oliveira (1955), A Circulação Fiduciária, Lisboa, Guimarães & C.a, Editores.
MATA, Maria Eugenia (1987), Câmbios e Política Cambial na Economia Portuguesa 1891-1931, Lisboa, Sá da Costa Editora, 1987, «Cadernos da Revista de História Económica e Social», 8.
MATA, Maria Eugenia (1998), Indústria e Emprego em Lisboa na Segunda Metade do Século XIX, Lisboa, Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.
MATA, Maria Eugenia (1985), As Finanças Públicas Portuguesas da Regeneração à Primeira Guerra Mundial, Lisboa.
REIS, Jaime (1995), «Portuguese banking», in Charles H. Feinstein (ed.), Banking, Currency & Finance in Europe between the Wars, Oxford, Clarendon Press, pp. 472-501.
REIS, Jaime (1990), A Evolução da Oferta Monetária Portuguesa: 1854-1912, Lisboa, Banco de Portugal, D. L.
SILVA, José Ferreira da (1998), Crescimento Urbano, Regulação e Oportunidades Empresariais: a Construção Residencial em Lisboa, 1860-1930, Lisboa
http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223312713W5oVZ8ze9Zs04AU8.pdf

José Maria do Espírito Santo e Silva, de cambista a banqueiro, 1869-1915** História do Banco Espírito Santo,
rioforte.pt/o-grupo/historia Grupo do Bes
O assunto abaixo, ainda tem que ser investigado. Agradecem-se informações!
No República uma investigação jornalistica de Rocha Martins no República demonstrou que as patroas das casas de meninas eram apenas testas de ferro do banqueiro. Ficou a dúvida por esclarecer mas ninguém foi acusado de difamação. Seria verdade? Obviamente, porque o texto não tinha ido à Comissão de Censura, o jornal foi apreendido. E a história do branqueamento do ouro nazi e do financiamento ao governo para ajudar o amigo Francisco Franco foram actividades humanitárias em favor da Pátria e só os mal intencionados duvidam da benignidade havida?
É do senso comum ter cuidado de nunca meter uma cobra na algibeira. Agora provavelmente é muito tarde para arripiar caminho e fortalecer o Estado. Além do mais aparecem por aí uns rapozitos a dizser que isso é neo-salazarismo, coisa feita e politicamente incorrecta.

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