... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
Mostrar mensagens com a etiqueta Privatização. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Privatização. Mostrar todas as mensagens

Máfia Privatizações, Privatização ANA; Interesses Ocultos dos Negócios Político Familiares: Banco Que Assessora Governo Tem Ligações A Interessado: BESI do BES, Barclays, City Bank, Corporacion America, Credit Suisse Controla GIP



Depois da felizmente falhada operação do roubo da TAP, capitaneada por Carlos Moedas Lehman Brothers Goldman Sachs e António Borges, Goldman Sachs, consultor do governo para as privatizações. , negociata preparada pelos amigos do criminoso cadastrado Dirceu, amigo de Relvas, o Governo de Passos Coelho prepara-se para se governar com a privatização roubo da ANA, através do habitual polvo de interesses de político negócios familiares BESI do BES, Barclays, City Bank, Credit Suisse, Corporacion America...

ANA: banco que assessora Governo tem ligações a um interessado
Crédit Suisse foi um dos fundadores do GIP, fundo britânico que estará na corrida à privatização da gestora de aeroportos portugueses

Máfia, Privatizações, Privatização, ANA, Interesses, Ocultos, Negócios Político, Familiares, Banco, Governo, Ligações, BES, Credit Suisse, Barclays, City Bank


O fundo de investimento britânico que é dono do aeroporto de Gatwick em Londres e um dos alegados interessados na privatização da ANA, foi criado pelo banco Crédit Suisse. O problema, avança a TVI, é que este banco suíço é um dos consultores financeiros escolhido pelo Estado português para assessorar a privatização da gestora dos aeroportos nacionais. Além disso, os principais gestores deste fundo de investimento vieram do mesmo Crédit Suisse.
Confuso? Vamos a esclarecimentos: a 24 de maio deste ano, a Parpública anunciava em comunicado os bancos de investimento escolhidos pelo Estado para assessorar a privatização da TAP e da ANA.
No comunicado, lia-se que a assessoria financeira à gestora dos aeroportos nacionais será prestada pelo Barclays Capital, Banco Espírito Santo Investimento, Citi Bank e Crédit Suisse. A função destes assessores é aconselhar o Estado sobre a melhor proposta para ficar com a gestão dos aeroportos portugueses.

Entre os candidatos avançados pela imprensa está o GIP, um fundo britânico de investimento em infraestruturas que é dono, entre outros, do aeroporto de Gatwick em Londres. Ora, acontece que este fundo foi criado pelo próprio Crédit Suisse, que é seu investidor.

No site do Crédit Suisse, verificamos que o Global Infrastructure Partners é um dos fundos de investimento promovido pelo banco: «O GIP é um fundo de investimento em infraestruturas fundado pelo Crédit Suisse, a General Electric e uma experiente equipa de gestores seniores e independentes».
Mas de independentes estes gestores parecem ter pouco: se olharmos para a lista de nomes que gere o fundo britânico verificamos que muitos destes gestores vieram do banco suíço. Por exemplo, o presidente do GIP era, até 2006, responsável máximo pelo banco de investimento do Crédit Suisse.

Contactada pela TVI, fonte oficial do GIP afirma que o mesmo «é um fundo de investimento independente. O Crédit Suisse foi um investidor no primeiro fundo, mas não é investidor do segundo».

A TVI sabe que o banco suíço chegou a investir 500 milhões de euros no fundo de investimento britânico que agora é um dos alegados interessados na privatização da ANA.

O Crédit Suisse e o Ministério das Finanças também foram contactados mas não houve qualquer comentário a esta situação.



Veja:

opinião de Paulo Morais sobre  Político Negócios Familiares e As Ligações de Assunção Cristas a sociedade de advogados que assessora governo nas privatizações


Máfia Portuguesa, Bancos, Políticos, Artistas, Poder E Associados, Interesses Financeiros, Negócios Político Familiares do Polvo Vampiro, Sanguessugas Conhecidos Como Donos de Portugal Que Se Governam da Exploração e Sangue do Povo Pátria Lusa


O banco Financia de Eduardo Catroga,  foi o terceiro banco a ser apoiado pelo Estado Contribuinte

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/ana-aeroportos-privatizacao-credit-suisse-gip/1388870-1728.html

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

União Europeia de Radiodifusão UER Contra Privatização da RTP! Carta Aberta Enviada a Passos Coelho Com Conhecimento A Miguel Relvas e Cavaco Silva; EBU Eurovizão Diz Que RTP Não É Uma Cantina, Não Pode Ser Privatizada! Download



A Eurovisão, Associação Profissional de Serviços de Radiodifusão Europeus, enviou uma carta aberta ao primeiro-ministro onde pede que seja abandonada a intenção de privatizar a empresa.


Uma posição pública da Eurovisão, a associação de profissionais de serviços de rádiodifusão, contra a privatização da RTP, revelada a partir da sede desta instituição na Suiça.


A Eurovisão adianta ainda nesta carta que Portugal é um dos países europeus com menor contribuição do Estado para o serviço público de rádio e televisão.


Download, RTP, Privatização, Contra, União, Europeia, Carta, Miguel Relvas, Relvas, Cavaco, Passos,



União Europeia de Radiodifusão pronuncia-se contra RTP em mãos privadas


Esta carta não está a ser divulgada pelos demais "medias". PORQUE SERÁ?...


"Essa condição é, ainda segundo a carta, "ameaçada pelo cenário que [o Goveno português] está a ponderar". Por isso mesmo, acrescenta, toda a comunidade de membros da UER - estações públicas como a BBC, a RTVE, a ARD - "está alarmada pelos desenvolvimentos em Portugal".


"RTP não pode ser privatizada "como uma cantina"


União Europeia de Radiodifusão pronuncia-se contra RTP em mãos privadas


Numa carta invulgarmente dura enviada ao primeiro-ministro português, o presidente e a directora-geral da União Europeia de Radiodifusão (UER) contestam a deriva privatizadora do Governo português, no que à RTP diz respeito. Os dois dirigentes da UER consideram que o processo de privatização poria em perigo a independência editorial e o pluralismo.



A carta hoje enviada a Passos Coelho manifesta compreensão pela necessidade de contenção orçamental, mas logo sublinha que "a RTP não pode ser transformada num bode expiatório" para a crise das finanças públicas.
UER "alarmada" com ameaças ao pluralismo Seguidamente, a directora-geral Ingrid Deltenre e o presidente Jean-Paul Philipot lembram a Passos Coelho dois documentos assinados respectivamente há cinco e há dois anos, que consideram parte distintiva do património europeu o "sistema dual", de estações comerciais e públicas. Segundo a UER, o "sistema dual" constitui condição indispensável para garantir o pluralismo nos media.

Essa condição é, ainda segundo a carta, "ameaçada pelo cenário que [o Goveno português] está a ponderar". Por isso mesmo, acrescenta, toda a comunidade de membros da UER - estações públicas como a BBC, a RTVE, a ARD - "está alarmada pelos desenvolvimentos em Portugal".

Os dois subscritores da carta manifestam-se nomeadamente contra o cenário da concessão, defendido publicamente pelo consultor António Borges, afirmando que "confiar a interesses comerciais a gestão de um património nacional valioso - um passo sem precedentes em parte alguma do mundo - poria em riscoa reputação conqusistada pela RTP desde 1974".
RTP não pode ser privatizada "como uma cantina" A dureza da crítica da UER a Portugal atinge um pico sem precedentes, ao ser afirmado, sarcasticamente, que "estações públicas não podem ser privatizadas como companhias de eletricidade ou como cantinas de pessoal".

Aceitando que haja um grau de exigência elevado, em matéria de boa administração dos dinheiros públicos investidos na RTP, os dois responsáveis da UER informam também o primeiro-ministro português de que "o financiamento total da RTP - da publicidade à indemnização compensatória e a uma das taxas audiovisuais mais baixas da Europa - já está claramente abaixo da média europeia em proporção com o rendimento nacional".

A carta conclui com o oferecimento de todo o apoio da UER para manter a RTP "como verdcadeira estação pública segundo padrões europeus". Anuncia também para breve uma viagem a Lisboa, destinada a tratar este assunto de candente actualidade.


Carta da União Europeia de Radiodifusão Contra a Privatização da  RTP, Carta Enviada a Passos Coelho, Com Conhecimento  Miguel Relvas e a Cavaco Silva



EBU

DATE

FROM

TO

5 September 2012 Jean-Paul Philippot, EBU  President, and Ingrid Deltenre, EBU Director General HE Pedro Manuel Mamede Passos
Coelho

REFERENCE


E-MAIL

Prime Minister
DG/fs president@ebu.ch Portuguese Republic

SUBJECT

deltenre@ebu.ch

RTP

Dear Prime Minister,
On behalf of the entire community of public service broadcasters in Europe, we urge you earnestly to shelve plans to put RTP in private hands.
While we realise the need to make budgetary savings, national broadcasters are more important than ever at times of national difficulty. RTP should not be made a scapegoat. To entrust management of a valuable national asset to commercial interests - a step unprecedented anywhere in the world - would put at risk the reputation earned by RTP since 1974. Commercial and public interests would be mixed and pluralism endangered. Citizens could lose a trusty reference point for ever.
The European Treaty igned in Lisbon five years ago upheld the so-called Amsterdam Protocol which recognized public service broadcasting as a distinctive element of the European Union's acquis communautaire. And only two years ago the European Parliament confirmed that the "dual system" - of public service broadcasters alongside commercial players - is the basis of media pluralism throughout the European Union. This is the very media environment which is endangered by the scenario you are reportedly considering.
The European Broadcasting Union, of which RTP is a valued Member, represents and brings together every public service broadcaster in Europe and beyond - from the BBC to RTVE, from ARD to RAI, from YLE Finland to Russia's RTR. Our entire community is alarmed by the developments in Portugal.
As the organization's President and Director-General, we urge you to uphold RTP as a broadcaster led by professionals driven by public, not commercial, considerations.
At the EBU's General Assembly in Strasbourg earlier this year, RTP was among our Members from 56 countries which unanimously adopted a declaration entitled"Empowering Society". This key document identifies six core values which distinguish public service from commercial media. Only public service media defend the values of Universality, Independence, Excellence, Diversity, Accountability and Innovation. Only public service media are committed to fostering national culture amid an increasingly
PAGE
EBU EUROPEAN BROADCASTING UNION - L'Ancienne-Route 17a, 1218, Geneve, Grand-Saconenx, Geneve, Switzerland



1/2

OPERATING EUROVISION, EBU, UE, Uião Europeia de Radio e Televisão




Como se está a ver pouco a pouco na sociedade portuguesa e na Europa,

o Caso RTP é uma verdadeira frente de luta.

A RTP FAZ PARTE DO PATRIMÓNIO CULTURAL E DA MEMÓRIA DE PORTUGAL

Assinar as petições, partilhar noticias como esta é lutar pelo que acreditamos

É preciso lutarmos pela RTP e contra o governo,.

PELA RTP!


EBU





global environment characterised by concentration of ownership and homogeneous content. Only public service media will fight the digital divide.

For these reasons, public service broadcasters cannot be privatised like electricity companies or a staff canteen. The character and values of RTP must not be put at risk by putting the organization in commercial hands.
This is not to say that RTP need be managed less efficiently than a private company.

Naturally, all public funds must be spent with the greatest of care.
But we note that RTP's total financing - from advertising, government grant and one of the very lowest licence fees in Europe - is already well below the European average as a proportion of national income. And we understand that RTP's current Board has submitted a radical economy plan to slash the (already much-reduced) annual budget by a further €55 million to just €180 million per year, as requested by your government.
In this context, knowing that the Portuguese Constitution recognizes public service broadcasting as a guarantor of democracy, the EBU offers all its knowledge of Europe's public service media to provide the advice, assistance and expertise necessary for RTP to be preserved as a true public broadcaster in the European mould.

We are willing to travel to Lisbon at short notice to discuss this very sensitive issue with you and your relevant officials before it is too late, and we look forward to hearing from you.
Yours sincerely,
assinatura
Jean-Paul Philippot Ingrid Deltenre
EBU President EBU Director General
cc Mr Anibal Cavaco Silva, President of the Republic of Portugal
Mr Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas, Minister Assistant and Minister of Parliamentary Affairs
PAGE
OPERATING EUROVISION
PAGE

2/2




A Eurovisão adianta ainda nesta carta que Portugal é um dos países europeus com menor contribuição do Estado para o serviço público de rádio e televisão.


A RTP FAZ PARTE DO PATRIMÓNIO CULTURAL E DA MEMÓRIA DE PORTUGAL
Assinar as petições, partilhar noticias como esta é lutar pelo que acreditamos
É mesmo preciso lutarmos por isso.
PELA RTP!


Privatização RTP EBU Open Letter Portuguese PM Passos Coelho Portugal 5 09 2012 European Broadcasting Union Carta A PASSOS CAVACO RELVAS DOWNLOAD  http://www.4shared.com/office/7hGqWX3a/Privatizao_RTP_EBU_Open_Lette_.html


http://www3.ebu.ch/files/live/sites/ebu/files/Frontpage%20News/OpenLetter_PM%20Coelho_5%2009%202012.pdf

2012-09-05 18:44:04

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Direito á Saúde Algarve MUSP Movimento Utentes Serviços Públicos; O Povo Contra Privatização Destruição SNS, Que o Governo Assuma as Responsabilidades que Te Pernte a Constituição da Republica Portuguesa



A população do Algarve, uma das mais fustigadas do país com o desemprego, a pobreza, os baixos salários e pensões, recusa esta politica, consequência directa do pacto das Troikas, que põe em causa o direito à saúde e exige que o Governo mantenha e assuma a responsabilidade a que está obrigado pela Constituição da Republica Portuguesa e cujo garante é o Serviço Nacional de Saúde. 


O Povo Contra os Bancos fascistas em defesa do SNS – 14 de Abril de 2012
Populações manifestam-se no Algarve em defesa do direito à saúde.
EM CONJUNTO DEFENDEMOS O SNS

As Comissões de Utentes da saúde no Algarve, a União dos Sindicatos do Algarve, Sindicatos dos profissionais do sector da saúde e Associações de Reformados, respondendo ao apelo lançado pelo Movimento Unitário de Serviços Públicos – MUSP realizaram acçõe de protesto durante os dias 13 e 14 de Abril uma jornada de luta em defesa do Serviço Nacional de Saúde, em vários pontos do Algarve.


A reorganização dos hospitais prevendo a fusão e/ou encerramento de alguns serviços e mesmo de algumas unidades, a reorganização dos Agrupamentos de Centros de Saúde que prevê uma redução de 64 para 46, o brutal aumento das taxas moderadoras, a redução dos apoios e as limitações dos transportes de utentes, o preço dos medicamentos, a antiga e justa exigência de construção de um novo Hospital Central para o Algarve, são algumas das muitas razões que levam estas estruturas e movimentos a convergirem manifestando o seu desagrado pela situação criada no SNS pelos últimos governos do PS-PSD/CDS-BANCOS-GANG, e pela politica que está em curso que ameaça colocar em causa a acessibilidade dos algarvios à generalidade dos cuidados de saúde e a equidade nesse acesso.


São já por demais evidentes as graves consequências das restrições no acesso à saúde, as quais, conjugadas com a severa degradação da situação económica e social dos trabalhadores e de vastas camadas da população, vulnerabilizam de forma dramática a população em geral e a mais idosa em particular.


No Algarve, segundo dados financeiros da ARS Algarve, referentes a Janeiro de 2012, como resultado do aumento do preço das taxas moderadoras e da falta de resposta, nestes últimos meses registou-se uma quebra de 40% da população que recorreu às urgências dos Centros de Saúde. Faltam médicos, enfermeiros e outros profissionais para acudir às necessidades da população residente e ao fluxo que a região tem durante o Verão de milhares de utentes ocasionais.



Apesar das promessas e até da acção simbólica de lançamento da “primeira pedra" do novo Hospital Central do Algarve, feita pelo anterior Governo, a sua construção não passou ainda das intenções, quando já é assumido por todos que o actual hospital não tem capacidade, nem meios para acolher todos os doentes que ali se deslocam, sendo inaceitável que o actual protele o início da sua construção.


A população do Algarve, uma das mais fustigadas do país com o desemprego, a pobreza, os baixos salários e pensões, recusa esta politica, consequência directa do pacto das Troikas, que põe em causa o direito à saúde e exige que o Governo mantenha e assuma a responsabilidade a que está obrigado pela Constituição da Republica Portuguesa e cujo garante é o Serviço Nacional de Saúde.



Neste sentido, ocorreram concentrações nos seguintes locais:


Vila Real de Santo António, dia 14 pelas 10 horas junto ao Centro de Saúde de V.R.S.A., organizado pela ARPI (Associação de Reformados Pensionistas e Idosos) de V.R.S.A.;
Portimão, dia 13 pelas 10 horas junto do centro de Saúde de Portimão, organizado pela Comissão de Utentes da Saúde de Portimão;
Lagoa, dia 13 pelas 18 horas junto do centro de Saúde de Lagoa, organizado pela Comissão de Utentes da Saúde de lagoa;
Faro, dia 13 pelas 17:30 horas, junto ao Hospital de faro, organizado pela Comissão de Utentes do Hospital de Faro.


no dia 14  contactos com a população por todo Algarve junto dos Centros de Saúde e Hospitais.


A Saúde é um direito, não é um negócio!
Vamos defender o SNS, única forma de garantir o acesso de todos os portugueses aos cuidados de saúde.

http://faroactivo.blogspot.pt/

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Direito á Saúde MUSP Movimento Utentes Serviços Públicos Portugueses Manifestação Defesa do Serviço Nacional de Saúde Acção Nacional Protesto em 12 Cidades Contra Privatização e Destruição do SNS




Direito Saúde MUSP Movimento Utentes Serviços Públicos Portugueses Protesto Defesa d Serviço Nacional de Saúde em SNS 12 Cidades


Contra os cortes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) realizaram-se este sábado protestos em 12 cidades do País. Os manifestantes protestaram contra as taxas moderadoras e o encerramento de unidades de saúde pública. Em Lisboa, a manifestação contou com a presença do secretário-geral do PCP.

"Queremos protestar contra o encerramento de serviços, o aumento das taxas moderadoras e o aumento dos medicamentos. É uma situação que limita muito o acesso dos cidadãos ao serviço de saúde", disse Carlos Braga, dirigente do MUSP, à Agência Lusa.

Para Carlos Braga, essas medidas representam "prejuízos graves para os utentes e favorecimentos aos grandes grupos económicos".

Hoje, vão realizar-se concentrações às 10:00 em Vila Real de Santo António, junto ao centro de saúde, e em Seia, onde será organizado um cordão humano com uma concentração junto aos C.T.T.

Às 11:00, será a vez de Évora, com concentrações no Rossio de S. Braz, Sé de Évora e Portos da Lagoa, seguida de desfiles para a Praça do Giraldo.

Durante a tarde, às 15:00, realizam-se as concentrações em Lisboa, no Chiado, com um desfile para a Rua Augusta, no Porto, na Praça dos Leões, com desfile para a Praça da Liberdade, e em Coimbra, junto à Rotunda dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

À mesma hora, estão programadas concentrações em Beja, com um cordão humano da Casa da Cultura até ao hospital, em Setúbal, com uma concentração na Praça do Brasil, com desfile para a Praça do Bocage, e em Santarém, com uma tribuna pública na Associação Cultural e Recreativa de Vale de Esferas.

Em Grândola realiza-se uma marcha lenta pelas 16:00 desde o Litoral Alentejano até à Praça da República e em Montargil há um plenário às 18:00 da comissão de utentes com a população junto ao centro de saúde.

Iniciativas idênticas já decorrerem na sexta-feira, dia em que se realizaram concentrações em Portimão, Faro e Lagoa, no Algarve.

Junta-se ao MUSP nestas ações a CGTP-IN, Uniões Sindicais, Federação Nacional dos Médicos - Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Comissões de Utentes e outras estruturas.


Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Medidas Austeridade Negócios Chicago Boys Privatização Segurança Social Confirmam Segundo Resgate a Portugal Anunciado Por Gaspar na Áustria e Passos na Alemanha; Francisco Louçã in Conferência de Imprensa



Política e Economia Nacional «Cortes na Segurança Social antecipam segundo resgate»
Francisco Louçã acusa Executivo de governar à «socapa»


O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, disse este sábado que as recentes medidas «de austeridade» tomadas pelo Governo na área da Segurança Social antecipam já o conteúdo do segundo resgate financeiro a Portugal.

«Quando se Governa à socapa, ninguém sabe onde está a verdade e onde está a mentira, mas uma coisa eu sei: Os garotos de Chicago já tentaram várias vezes o que o ministro Pedro Mota Soares anda a dizer, que é obrigar os jovens a descontar para as empresas seguradoras privadas, acabando com um sistema público protegido e igual para todos. Os garotos de Chicago acham que o negócio da Segurança Social é excecional», acusou o deputado do Bloco de Esquerda.



Francisco Louçã falava em conferência de imprensa, depois de confrontado com as mais recentes medidas com incidência na Segurança Social adotadas pelo executivo PSD/CDS, escreve a Lusa.

De acordo com o líder do BE, o Governo está «numa voragem em que todos os dias anuncia novas medidas de austeridade».



«Mas o que está a fazer na Segurança Social não é outra coisa do que começar o segundo pacote de resgate a Portugal. As medidas sobre a idade da reforma, sobre a privatização da Segurança Social, que o Governo no fundo pretende, é o anúncio do segundo resgate financeiro que o ministro das Finanças [Vítor Gaspar] anuncia na Áustria e o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] anuncia na Alemanha, mas que em Portugal mentem e desmentem», atacou.

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Destruição e Privatização SNS Maternidade Alfredo da Costa Desmente Ministro da Saúde Sobre Número de Partos e diz que Aumentaram e não Baixaram



Maternidade Alfredo da Costa desmente o banqueiro Paulo Macedo, ministro da saúde, do banco Millenium BCP Medis seguros de saúde sobre número de partos e diz que aumentaram e não baixaram

A Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, cujo encerramento é contestado por profissionais e utentes, desmentiu hoje o ministro da Saúde quanto ao número de partos ali efetuados, alegando que têm aumentado e não diminuído.

Maternidade Alfredo da Costa; banqueiro; Paulo Macedo; ministro da saúde; banco Millenium; BCP; Medis; seguros de saúde; número; partos; aumentaram
Maternidade Alfredo da Costa desmente o banqueiro Paulo Macedo, ministro da saúde, do banco Millenium BCP Medis seguros de saúde sobre número de partos e diz que aumentaram e não baixaram


Ontem, numa audição parlamentar, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse que a maternidade, a maior do país, teve uma redução de 6.000 para 3.000 partos anuais e que os casos mais complicados já são atualmente atendidos no Hospital Dona Estefânia, também em Lisboa.

Paulo Macedo; Ministro da Saúde; Administrador Millenium BCP; Seguros de Saúde Médis; UM BANQUEIRO NA SAÚDE; Bancos; BCP; Banco; Banco BCP
Paulo Macedo Ministro da Saúde Administrador Millenium BCP Seguros de Saúde Médis UM BANQUEIRO NA SAÚDE


Refutando as declarações, a diretora do Serviço de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal, Ana Campos, referiu à agência Lusa que, ao contrário do que sucedeu noutras unidades hospitalares e invertendo a tendência da baixa da natalidade, a MAC assistiu nos últimos três anos a um aumento dos partos, sendo que 60 por cento dos casos recebidos pela maternidade "são situações de maior risco tratadas por equipas pluridisciplinares".

Ana Campos adiantou que, em média, o Hospital Dona Estefânia recebe por ano seis a dez partos, neste caso de recém-nascidos doentes ou com mal-formação, que "precisam de ser intervencionados no imediato".

Apontando dados, a mesma responsável disse que em 2009 registaram-se na MAC 5.244 partos, número que em 2010 subiu para os 5.328 e em 2011 para os 5.583.

O Governo tenciona fechar a maternidade até 2015, justificando a decisão com o excesso de oferta na região de Lisboa em serviços de obstetrícia, desde a abertura recente do Hospital de Loures, e com a descida da natalidade.

Utentes e profissionais da MAC contestam a decisão, invocando perda da qualidade do atendimento com o consequente desmembramento das equipas.

Segundo o ministro da Saúde, a existência de nove maternidades públicas em Lisboa põe em risco os 1.500 partos necessários para a classificação de maternidade no Hospital de Santa Maria, que corre, por isso, o risco de perder esta valência.

Lusa

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Guerra Por Recursos Hídricos, Casos Reais, Riscos Privatização da Água: Bancos de Água; Controle de Aquiferos Para Uso Futuro ou Venda Geram Polémica e Processos Judiciais EUA; Privatizar NÃO!



EUA: ‘Bancos de água’, reservas de água para uso futuro ou para venda, geram polémica e processos judiciais
 

Este artigo mostra-nos um caso real de controle da água, pela máfia das privatizações, e consequências da privatização da água, agendada em 1997 pelos bandidos dos bancos no e do Fórum Portugal Global.

Publicado em agosto 1, 2011 por HC

Bancos de água’ geram polémica e processos judiciais nos Estados Unidos – Peter Key sabia que havia algo de estranho quando o nível da água no seu tanque de peixes tropicais começou a diminuir no verão passado. Depois ele percebeu que eram necessários 40 minutos para encher de água a máquina de lavar roupa e que não era mais possível dar descarga nos vasos sanitários.

luta contra privatizacao da agua


Mas, apesar de Key e os seus vizinhos estarem dispendendo US$ 14 mil para aumentar a profundidade do poço que fornece água à sua comunidade, eles identificaram a provável causa do problema.

GUERRA DA ÁGUA; Água dádiva divina; AGUA RISCOS DA PRIVATIZAÇÃO

AGUA RISCOS DA PRIVATIZAÇÃO - CASO REAL GUERRA DA ÁGUA

 

GUERRA DA ÁGUA - Água dádiva divina;

Água direito da natureza;

Água direito de humanos;

Água direito de plantas;

Água direito de animais

PRIVATIZAR NÃO



Eles responsabilizam os “bancos de água”, um sistema no qual os detentores dos direitos de uso da água – na sua maioria pessoas da região rural no oeste – fazem reservas em enormes cisternas subterrâneas para uso futuro ou para venda às áreas urbanas que crescem rapidamente. Reportagem de Felicity Barringer, The New York Times.

água dádiva divina; água direito da natureza; água direito de humanos;  direito de plantas;  direito de animais; guerra da água; PRIVATIZAR NÃO

GUERRA DA ÁGUA - Água dádiva divina;

Água direito da natureza;

Água direito de humanos; 

Água direito de plantas; 

Água direito de animais

PRIVATIZAR NÃO



Assim, a pequena companhia de fornecimento de água que atende ao bairro foi à justiça estadual a fim de contestar os interesses dos fazendeiros ricos que dominam dois dos maiores aquíferos do país.

Os processos movidos são vistos como um teste para determinar a magnitude e a abrangência das operações dos bancos de água. Segundo a argumentação contida nos processos, essas operações resultaram em uma redução enorme do nível dos aquíferos, provocando danos geológicos, interrupção de fornecimento e obras de reparo bastante caras.

Os administradores das reservas de água e os fazendeiros cujos interesses eles defendem são há muito tempo uma força política aqui no Condado de Kern, um centro de poder político conservador. Mas, mesmo no interior desses círculos fechados de poder, existe uma fricção crescente já que governos, empresas – especialmente as de agronegócios – e uma população que teve um aumento de 26% em um período de uma década competem pela água. Até mesmo uma fruta que está na moda, a romã, desempenha um papel nestas guerras pela água.

Um termo de entendimento entre a pequena empresa fornecedora de água que entrou com o processo na justiça, o Distrito de Armazenamento de Água Rosedale-Rio Bravo, que atende a 20 mil consumidores, e a Agência de Água do Condado de Kern, que opera um dos bancos de água, estipulou que qualquer problema resultante dos seus bancos será responsabilidade da agência.

Mas a agência afirmou que não tem culpa alguma e não se dispôs a cobrir nenhum custo.

“Durante dois anos, nós pedimos a eles que fizessem isso, mas eles nada fizeram”, reclama Eric Averett, gerente geral do distrito.

Os distritos menores e a cidade de Bakersfield acabaram tendo que pagar pelas obras para aumentar a profundidade dos poços. As duas empresas que operam os bancos de água, uma pública e uma semipública, negaram ter qualquer responsabilidade quanto ao problema.

A água continua sendo uma questão problemática. Todo mundo está reclamando, explica Key, um treinador de cavalos, que teve que pegar água emprestada com o vizinho para dar banhos nos animais que estão sob a sua responsabilidade.

Os bancos de água tem sido amplamente adotados como um instrumento para tornar os suprimentos de água confiáveis, sustentáveis e comercializáveis. Grupos que tradicionalmente não se entendem – os ambientalistas que desejam rios preservados para os peixes e os fazendeiros que cultivam pistaches e romãs – concordam que o sistema de bancos de água se constitui em uma estratégia útil para o gerenciamento de um recurso vital. Um grupo de consultoria do Estado de Idaho, o WestWater Research, calcula que existam até 30 bancos de água em operação no oeste dos Estados Unidos.

E, atualmente, quando o aquecimento global faz com que a neve acumulada no inverno se derreta mais cedo, fazendo com que os aquíferos recebam um excesso de água no início da primavera e pouca água no verão, a necessidade de armazenamento aumenta.

“Os bancos de água são uma forma que encontramos para lidar com a questão da volatilidade do fornecimento”, afirma Bruce Aylward, um especialista em economia de recursos de água que fundou a companhia Ecosystem Economics, no Estado de Oregon.

O conceito econômico é simples. Os fazendeiros, por meio dos distritos que controlam a água, e que são por eles controlados, adquiriram terras que lhes dá o direito de usar água, ou fizeram contratos para a utilização de suprimentos de água que fluem para a região em que eles se encontram. Os usuários municipais e industriais também têm direitos.

Embora alguns distritos imponham restrições à venda de água a áreas urbanas distantes, outros permitem essa prática. Um distrito do Condado de One Kern, Berrenda Mesa, por exemplo, vendeu parte dos seus direitos estaduais pelo preço de US$ 3.000 por acre-pé (aproximadamente 24 centavos de dólar por metro cúbico) – um valor cerca 90% maior do que os custos. Os compradores foram os distritos que fornecem água a casas e campos de golfe em Palm Springs.

O valor da operação dos bancos de água reside na certeza de que a água estará disponível quando for necessária. Nos anos de muita chuva, um excesso de água repõe os níveis do aquífero excessivamente utilizado, o que se constitui em uma linha de defesa contra uma seca prolongada.

O subsolo poroso desta região, abaixo do cascalho e da areia trazidos da Sierra Nevada pelo Rio Kern, é ideal para este fim.

“Essa estrutura subterrânea funciona como um balde enorme”, explica Florn Core, ex-gerente de recursos de água da prefeitura de Bakersfield, que fica em um deserto natural, no qual o índice médio de pluviosidade anual é de 14,5 centímetros.

Mas, graças às reservas locais e ao acesso à água transportada pelos governos estadual e federal, o Condado de Kern é um paraíso agrícola para a produção de cenoura, romã e pistache.

Mudanças na economia agrícola nos últimos 15 anos, incluindo o aumento da popularidade da romã e do pistache, fizeram com que vários fazendeiros passassem a cultivar culturas permanentes, deixando de arar os campos para culturas sazonais em anos de seca. Assim, o sistema de bancos de água cresceu.

Desde 1978, quando este sistema teve início aqui, 5,7 milhões de acres-pés (7,03 bilhões de metros cúbicos) – o que corresponde a cerca de um terço da vazão anual do Rio Colorado – foram armazenados nos dois maiores bancos de água, diz James M. Beck, gerente geral da Agência de Água do Condado de Kern, que regulamenta o uso local. Juntos, os dois bancos têm uma capacidade de armazenamento de cerca de 2 milhões de acres-pés (2,5 bilhões de metros cúbicos).

Antigamente acreditava-se que o bombeamento de quantidades maciças de água armazenada nos anos de seca provocava pouco impacto na geologia do subsolo. Essa crença persistiu até o fluxo da água do chuveiro começar a falhar. Atualmente os engenheiros acreditam que essa prática reverteu o gradiente hidráulico subterrâneo da água, transformando um aquífero em forma de colina, que podia ser alcançado por meio de poços rasos, em um verdadeiro vale.

O fator que precipitou o uso maciço da água armazenada foi uma seca que teve início em 2007. A alocação de água do norte da Califórnia para o Condado de Kern foi suspensa. Depois, nos 40 meses a partir de março de 2007, cerca da metade da capacidade dos bancos de água foi bombeada dos reservatórios para impedir que as culturas de frutas e amêndoas morressem.

“Eu não acredito que alguém tenha compreendido integralmente a magnitude do impacto provocado pelas pessoas sobre os reservatórios de água”, diz Averett, do Distrito de Armazenamento de Água Rosedale-Rio Bravo.

A POM Wonderful, que faz parte do império de sucos de frutas de Stewart e Lynda Resnick, obtém os seus lucros com as árvores que são mantidas verdes pela Autoridade de Banco de Água de Kern. Essa instituição, que é tecnicamente uma agência pública, é controlada pela Paramount Farming Corporation, que, assim como a POM, é uma subsidiária da Roll Global, uma companhia de propriedade do bilionário casal Resnick.

Ernest Conant, um advogado do Banco de Água de Kern, discorda das principais queixas contidas no processo – de que o bombeamento rápido provocou problemas na zona oeste de Bakersfield e que as análises ambientais, que não anteciparam o problema, foram inadequadas.

“As pessoas têm o direito de operar bancos de água, mas isso tem que ser feito de uma forma que não prejudique significativamente os outros”, diz ele. “E eu acho que o nosso programa conseguiu fazer isso”.

Beck, cuja agência administra o Banco de Água Pioneer, e que é acusado em um outro processo judicial, afirma: “Nós não vimos dados suficientes que indicassem que as nossas operações tivessem provocado a redução do nível de água”.

Como há muita coisa em jogo, muita gente espera que haja um acordo antes que um juiz possa tomar uma decisão quanto a essas questões. Os problemas de fornecimento de água diminuíram de intensidade e há quem afirme que o aquífero se recuperou por si próprio – embora Averett afirme que os níveis da água no subsolo estejam mais baixos do que antes. Um processo separado movido por ambientalistas um ano atrás contesta uma operação comercial da década de noventa que transferiu o Banco de Água de Kern do Estado para um grupo de fornecedores de água.

Todos os três processos poderão ter amplas consequências.

“Todo mundo quer controlar um banco de água e vender as reservas. Todo mundo”, enfatiza Core. “Se um processo como o da Rosedale-Rio Bravo tiver sucesso, alguém que poderá estar neste momento trabalhando em um projeto de banco de água poderá paralisar as suas operações subitamente depois que começar a fazer as contas relativas ao dinheiro”.

Tradução: UOL

Reportagem [Practice of Water Banking Questioned in Lawsuits] de The New York Times, no UOL Notícias (Artigo Exclusivo a Assinantes UOL Notícias).

Fonte.
EcoDebate Cidadania e Meio Ambiente EUA: ‘Bancos de água’, reservas de água para uso futuro ou para venda, geram polêmica e processos judiciais, 01/08/2011

Eco Debate Facebook
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]
Artigigo 21; Direito de Resistência; Todos Têm o Direito de Resistir pela Força; Constituição da Republica Portuguesa; Portugal
Artigigo 21ª Direito de Resistência;
Todos Têm o Direito de Resistir pela Força
Contra Normas Contrárias;
Constituição da Republica Portuguesa



Precious Waters

NEW YOK TIMES WATER BANKS

Storing Water for a Dry Day Leads to Suits

Precious Waters

Too Much Too Fast?

NEW YORK TIMES Preciou Waters Series
This article is the second in a series about dwindling water supplies across the United States.

BAKERSFIELD, Calif. — Peter Key knew something was strange when the water levels in his tropical fish tank began to go down last summer. Then the washing machine took 40 minutes to fill, and the toilets would not flush.

But even as Mr. Key and neighbors spent $14,000 to deepen their community well here, they had identified a likely culprit.

They blamed water banking, a system in which water-rights holders — mostly in the rural West — store water in underground reservoirs either for their own future use or for leasing to fast-growing urban areas.

So the neighbors’ small local water utility has gone to state court to challenge the wealthy farming interests that dominate two of the country’s largest water banks.

Viewed as test cases for the size and scope of water-banking operations, the lawsuits claim that enormous withdrawals of water by the banks lowered the watercases for the size and scope of water-banking operations, the lawsuits claim that enormous withdrawals of water by the banks lowered the water table, causing geological damage, service disruptions and costly repairs.

Water managers and the farmers they serve have long been major political players here in Kern County, a center of conservative political power. But even inside these tight circles, there is increasing friction as governments, businesses — especially agriculture — and a population that has swelled by 26 percent in a decade all compete for water. Even a trendy fruit, the pomegranate, plays a role in these water wars.

A memorandum of understanding between the small local utility that brought the suit, Rosedale-Rio Bravo Water Storage District, which serves 20,000 customers, and the Kern County Water Agency, which operates one of the water banks, stipulated that any problems resulting from its bank would be the agency’s responsibility.

But the agency said it was not to blame, and made no effort to cover costs.

“For two years, we asked them to do it and they didn’t,” said Eric Averett, general manager of the district.

Instead, the smaller districts and the City of Bakersfield had to pay to deepen wells. The two water-banking operations, one public and one quasi public, have denied responsibility.

Water remains a contentious subject. Everyone’s complaining, said Mr. Key, a horse trainer, who had to borrow from his neighbor to water the horses he boards.

Water banking has been widely embraced as a tool for making water supplies reliable, sustainable and marketable. Groups traditionally at odds — environmentalists seeking full rivers for fish and farmers tending pistachio or pomegranate trees — agree that water banking is a useful strategy for managing a vital resource. A consulting group based in Idaho, WestWater Research, estimates there are up to 30 working water banks in the West.

As climate change produces earlier snowmelts, sending too much of the water into reservoirs in the spring and too little in summer, the need for storage grows.

“Water banking is a way of dealing with the volatility,” said Bruce Aylward, an expert in water economics who founded Ecosystem Economics in Oregon.

The economic concept is simple. Farmers, through the water districts that they control, have acquired land entitling them to use water, or have contracted for water supplies flowing to their region. Municipal and industrial water users also have rights.

While some districts limit sales to distant urban areas, others allow them. One Kern County district, Berrenda Mesa, sold part of its state entitlement for a one-shot payment of $3,000 an acre-foot — about 90 percent higher than its costs. The buyers were water districts supplying homes and golf courses in Palm Springs.

The value in banking lies in the certainty that water will be available when it is needed. In wet years, excess water recharges the depleted aquifer, a hedge against a prolonged drought.

The porous soil below the gravel and sand here, which are carried here from the Sierra Nevada by the Kern River, is ideal for the purpose. “It’s a huge bucket,” said Florn Core, the former water resources manager for the City of Bakersfield, which is located in a natural desert where rainfall averages 5.7 inches annually.

Yet with its local supplies and water deliveries from the state and federal governments, Kern County is an agricultural paradise of carrots, citrus, pomegranates and pistachios.

Changes in the agricultural economy over the last 15 years, including the rising popularity of pomegranates and pistachios, prompted many farmers to switch to permanent crops, taking away the option of letting fields lie fallow in dry years. So water banking expanded.

Since 1978, when water banking started here, 5.7 million acre-feet — about a third of the annual flow of the Colorado River — has been stored in the two largest banks, said James M. Beck, the general manager of the Kern County Water Agency, which regulates local use. The two banks’ combined storage capacity is about 2 million acre feet

Pumping out huge amounts of stored water in dry years was thought to have little impact on the underground geology — at least until Mr. Key’s shower head sputtered. Now engineers believe it reversed the area’s underground hydraulic gradient, turning a hill-shaped water table, accessible by shallow wells, into a valley. The trigger for the huge withdrawals was a drought that began in 2007. Kern County’s allocation of water from Northern California was cut. Then, in the 40 months beginning in March 2007, roughly half the banks’ capacity was pumped out to keep fruit and nut trees alive.

“I don’t think anyone fully appreciated the magnitude of the impact they would have,” said Mr. Averett of the Rosedale-Rio Bravo Water Storage District.

POM Wonderful, part of the fruit-drink empire owned by Stewart and Lynda Resnick, makes its profits from pomegranate trees kept green by the Kern Water Bank Authority. The authority, technically a public agency, is controlled by the Paramount Farming Company, which like POM, is a subsidiary of Roll Global, a company owned by the billionaire Resnicks.

Ernest Conant, a lawyer for the Kern Water Bank, disagrees with the lawsuit’s main contentions — that the rapid pumping caused the well problems in west Bakersfield and that environmental reviews, in failing to anticipate the problem, were inadequate.

“You have the right to bank water and take it out, but you have to do it in a manner that does not cause significant harm to others,” Mr. Conant said. “We think our program accomplishes that.”

Mr. Beck, whose agency manages the Pioneer Water Bank and who is the defendant in the other suit, said, “We haven’t seen enough data to indicate that our operations are the cause of the decline.”

Because so much is at stake, many people expect a settlement before a judge can decide the issues. The water problems have eased, and some contend the aquifer healed itself — although Mr. Averett said the water tables were still lower than before. A separate suit filed by environmentalists a year ago challenges the 1990s deal that transferred the Kern Water Bank from the state to a group of water suppliers controlled by the Resnicks.

All three lawsuits could have broad consequences.

“Everybody wants to bank and sell. Everybody,” Mr. Core said. “If a lawsuit like Rosedale-Rio Bravo’s is successful, someone may be working on a banking project and it could come to a screeching halt — after they’ve started counting the money.”

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Política Privatizações Portugal: Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas Confirma Privatização da Água de Destruição do Estado, Entrega, Concessão de Um Bem Comum Dádiva Divina á Pirataria Privada AR TV SIC



Para cumprir o há muito programado relatório políticas Ibéricas da água programa de privatização da água (transcrito abaixo), programado na agenda da reunião de 1997 do Fórum Portugal Global, pelos ladrões globalistas, da Comissão Trilateral, Bilderberg,  para fazer com a água, um bem de todos, um bem que nuca deve de deixar de estar sobre a tutela do Estado querem fazer com a água, o mesmo que com os combústiveis, são os mais caros da Europa, Assunção Cristas garante que concessão do sector da água vai avançar. Ora, como sabemos, estas medidas são anunciadas aos poucos, e o objectivo é privatizar mais tarde.


Mesmo supondo que não, impõem-se perguntar porque razão é a água concessionada?

Gera prejuizo para o Estado, mas é lucrativo para os privados!

 

Como é possível?

 

Ah! É que existe corrupção, e tal, e tal... se o problema é este, punam-se severamente os responsáveis, ou o roubo cada vez será maior!

Esta é mais uma a somar á dívida portuguesa do futuro, as garantias bancárias que são dadas aos bancos pelo Estado português, para continuarem a jogar e especular no casino da dívida pública. Pedem emprestado ao BCE a 1%, para emprestarem ao Estado português a 5%, 10%, 15%, 20%... E Portugal garante.

E desde quando um bem essencial á vida pode ser alvo de lucro especulativo?


A ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, afirma que a concessão do setor das águas a privados é mesmo para avançar. O Partido Socialista acusa o governo de ter mudado de posição, uma vez que sempre falou em privatizar o sector (aqui nota-se o reverso da mesma moeda da mesma política a insistir, para criar divisão entre a opinião pública). A ministra diz que se trata apenas de uma necessária reestruturação. Restruturação? Como se dá prejuizo!?

A Água é Um Bem Comum E como Tal Deve Permancer.


A ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, afirma que a concessão do setor das águas a privados é mesmo para avançar; SIC; Privados; Água; Privatizações





Privatização da água; Fórum Portugal Global; Documento Relatório; Portugal; Notícia; Noticias, RTP; SIC; TVI; DN; JN; Jornal; Público


Já aqui apresentámos um documento a comprovar que a privatização da água foi programada pelos globalistas da Comissão Trilateral portuguesa, os lacaios portugueses de Rockefeller, os globalistas do Fórum Portugal Global, a actual AIP e agora que ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, afirma que a concessão do setor das águas a privados é mesmo para avançar, resolvemos apresentar o Projecto sobre políticas da água e o Relatório sobre políticas da água de 1997

 

Projecto sobre políticas da água

 

Data desta versão 3 de Dezembro de 1997


A principal actividade do FPG em 1997 foi a de debater as águas nacionais com especialistas do sector, como contributo para uma reflexão sobre as águas nacionais e internacionais da Península Ibérica, que terá correspondência no grupo espanhol.

Foi assim criado um steering committee (composto pela Direcção do FPG e pelos Drs. Pedro Serra, Canelas de Castro, João Bau, Mário Lino, Frederico Melo Franco e João Bártolo) bem como um Conselho Consultivo.

Após várias reuniões de membros da direcção nas instalações do Centro de Sócio-Economia com os restantes membros do steering committee, e de uma primeira discussão com os sócios no almoço que se seguiu à assembleia geral ordinária realizada em 29 de Abril de 1997, o relatório foi aprovado pelos sócios na presença dos membros do steering committee acima enunciados e do grupo consultivo (nomeadamente Teresa Gouveia e Joanaz de Melo) no Salão Nobre do IICT em 22 de Outubro de 1997. O relator, João de Menezes Ferreira, ficou de incorporar alguns dos comentários, sem contudo ter a preocupação de tornar o relatório susceptível de corresponsabilizar todas as personalidades envolvidas, nem sequer a título pessoal.

Após conversações com o grupo espanhol durante a reunião europeia na Haia, o relatório foi entregue ao Presidente da República, ao Presidente da Assembleia da República e ao Primeiro Ministro em 13 de Novembro de 1997, nas vésperas da cimeira luso-espanhola.

http://www.fpglobal.pt/pt/agua.htm
Projecto sobre políticas da água
Data desta versão 3 de Dezembro de 1997

Projecto Água; Projecto; sobre políticas da água; Relatório sobre políticas da água; Água; Privatização da Água; Portugal; Espanha; Governo; Assunção Cristas; Ministra; Sic;Rtp; Tvi


Projecto Água; Projecto; sobre políticas da água; Relatório sobre políticas da água; Água; Privatização da Água; Portugal; Espanha

Projecto Água; Projecto; sobre políticas da água; Relatório sobre políticas da água; Água; Privatização da Água; Portugal; Espanha

Projecto Água; Projecto; sobre políticas da água; Relatório sobre políticas da água; Água; Privatização da Água; Portugal; Espanha


Projecto Água; Projecto; sobre políticas da água; Relatório sobre políticas da água; Água; Privatização da Água; Portugal; Espanha



Relatório sobre políticas da água

 

SUMÁRIO

1 - Ano fasto ?
 

2 - Pressupostos essenciais de uma intervenção em 1997

 

3 - Tabus e mitos


 

4 - Duas teses ou ideías directoras

 

4.1 Persistência e urgência, na vertente Internacional

4.2 Regulação e promoção empresarial, na vertente interna

Regulação

Modelo

Propriedade

Tempo

Ano fasto?

Uma tomada de posição da Associação FORUM PORTUGAL GLOBAL sobre as políticas da água na sua primeira incursão pública é à primeira vista anacrónica num ano que parece fasto em matéria hídrica.


É que a água, esse bem económico tão natural à vida que só dele nos lembramos quando nos falta, não tem, nos últimos tempos, desencadeado paixões. Não tem sido um ano excepcional, é certo, mas choveu muito, por todo lado, num país que segundo as médias comunitárias, europeias e mundias tem água bastante.

E além da meteorologia, nenhum outro facto suscitou o interesse da imprensa especializada ou a necessidade de proclamação sistemática pelo Governo de políticas económicas especificas deste sector.

No entanto, entendeu a FÓRUM PORTUGAL GLOBAL que este ano de pretensa acalmia é o ideal para afirmar duas ideias directoras, não sem antes as assentar nalguns pressupostos essenciais e tentando pelo caminho quebrar certos tabus e mitos que habitam o imaginário português.

Pressupostos essenciais de uma intervenção em 1997

O primeiro pressuposto é o de que a aparente abundância da água esconde afinal carências várias, desde a quantidade e (sobretudo) a qualidade da água prestada em serviço público aos cidadaõs, até à preservação de padrões ambientais mínimos. Os nossos índices de atendimento são os mais baixos da Europa comunitária fora das metrópoles, nos espaços rurais e no subsector do saneamento de águas residuais urbanas, tornando Portugal no único país que nestes domínios ainda tem um problema - daí que a União Europeia tenha afectado até ao final de século importantes meios financeiros para o resolvermos. Mais do que constatar que há ainda muito que fazer, pretende a FÓRUM PORTUGAL GLOBAL que não haja hesitações nas vias a seguir.

O segundo pressuposto é o de que é questão especialmente candente neste preciso momento o acesso à água, na medida em que depende em boa medida de importantes negociações bilaterais com a vizinha Espanha, que estão a decorrer há uns anos mas podem ter um desenlace substancial este ano, na habitual Cimeira Ibérica. Esta foi muitas vezes - infelizmente - uma questão divulgada com insuficiente transparência e escassa informação, que salta para os jornais apenas em momentos de crise, com o cortejo habitual de polémicas e guerrilhas político-partidárias pouco esclarecidas e esclarecedoras.

Pensamos ser boa altura para a sociedade civil, no seu vector empresarial, explicar serenamente mas bem alto - para ser ouvida lá fora - porque defende e em que condições defende o Governo nessas negociações, em consenso nacional que nenhuma questiúncula de ocasião deve toldar.

O terceiro pressuposto é o de que já se faz tarde no reconhecimento de uma actividade empresarial de futuro. Todas as economias de desenvolvimento avançado já descobriram - falta a Portugal fazê-lo - que um dos sectores de ponta em crescimento, em volumes de investimento e de emprego, em especialização e consequentes vantagens comparativas é o da economia do ambiente, e que dentro desse largo sector a definitiva empresarialização do sector da água - com criação e consolidação de unidades fortes sob controlo nacional - é uma decisão crucial e inadiável, cabendo ao Estado através do Governo central e do poder local, sem paternalismo nem óbvias discriminações, colocar as peças certas no xadrez antes do dealbar do novo século. Este é o tempo de pesar depressa as vias alternativas e de agir.

No presente sumário executivo de um trabalho mais vasto focamos duas grandes questões, sem uma interligação evidente, com prejuízo de todas as restantes. A razão simples de tal opção é que se pretende uma intervenção cirúrgica em pontos que reputamos essenciais, sem prejuízo de assinalarmos, na passada e sem as desenvolver, questões sectoriais que estão em vias de resolução ou merecem tratamento autónomo sem justificar um alerta preciso neste momento.

Tabus e Mitos

De caminho começaremos por arredar um tabu que tem nos sectores do abastecimento público de água potável e do tratamento de águas residuais urbanas dois dos seus últimos redutos, enquanto que noutros sectores, com o natural desgaste de ideias típicas dos últimos decénios - que atravessaram todas as ideologias -, tem vindo a cair sem queixumes nem estados de alma.

Referimo-nos à ideía segundo a qual só uma autoridade pública (ou uma empresa exclusivamente de capitais públicos) pode prestar um serviço público sem o desvirtuar, aceitando-se à partida - e todos aceitam - que a água, porque é um bem essencial à vida das populações que a Natureza disponibiliza e a ela sempre volta, deve ser objecto de um serviço público.

É uma verdade hoje quase lapalissiana que, num conceito moderno, esse serviço público pode e deve ser organizado em moldes empresariais autosustentados, concorrenciais e sob verdadeiro controlo dos cidadãos consumidores ( o intraduzível "accountability" britânico…), não sendo obrigatório, nem sequer preferível, que esse monopólio natural - geográficamente circunscrito - seja entregue a uma burocracia qualquer, tantas vezes distante, autocrática, opaca ou simplesmente ineficiente.

A prossecução em ambiente empresarial de um interesse público que como tal deve ser protegido, sem perder de vista, nem o princípio da universalidade de atendimento, nem o da protecção social dos mais carenciados através de tarificação apoiada pelos poderes públicos, ou até o da dinamização dos mercados financeiros pelo estímulo da corrida do público anónimo às privatizações, tudo isto se tem resolvido sem drama, paulatinamente, em serviços tão fundamentais como a energia - a electicidade, o gaz -,os transportes e as comunicações - sejam estas autoestradas, ou telefones, ou meios cada vez mais sofisticados e imateriais.

Até na cultura e nos espectáculos - de que os audiovisuais e o desporto são os verdadeiros paradigmas - falar de empresas sujeitas ao mercado e abertas à iniciativa privada tornou-se tão natural como respirar, e ninguém ousa afirmar que a tal deva corresponder o desinteresse dos poderes constituídos quanto à natureza pública do serviço prestado.

E porque não a água? E porque não estruturar a água em termos empresariais nas suas várias vertentes (captação, tratamento, distribuição regional e domiciliária de água potável, tratamento de águas residuais e outras formas de saneamento básico), como um sector de ponta da economia do ambiente - que por definição visa a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável -, com forte componente nacional mas sujeito à concorrência do mercado global, não pondo em causa, nem o papel de regulador do serviço público que ao Estado deve caber, nem a intervenção crucial das autarquias locais, necessariamente mais próximas dos anseios dos cidadãos?

Mediatizar a queda deste persistente tabu nos referidos subsectores da água, promover um sector privado nacional ao qual devem ser dadas condições de implantação, sem defesas indiscriminadas nem discriminatórias, eis um objectivo essencial de politica económica que neste documento afirmamos em modalidades práticas.

A par do tabu enunciado, de indole essencialmente ideológica e que o tempo vai desvanecendo, existe um outro tabu porventura mais dificil de quebrar porque está arreigado na consciência do cidadão comum: a água é tão abundante que deve chegar aos nossos campos de regadio e às nossas indústrias sem custos nenhuns, e às nossas casas, sem custos significativos.

Ora, quaisquer que sejam as soluções de transição, a tendência é inelutável e internacional (cfr. Proposta de directiva-quadro comunitária sobre a água) e traduz-se no facto de que os regimes de subsidiação dos preços da água desaparecerão a prazo. A água é um recurso escasso.

Mesmo em Portugal, sendo um recurso em que a Natureza aparentemente é pródiga, a água é também um bem escasso, por várias razões que o nosso documento enuncia sem desenvolver: variações sazonais, geográficas e interanuais, fluxos de Espanha, fraca capacidade de retenção (barragens hídricas), esbanjamento notório, insuficientes sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável, deficiente execução dos investimentos na área do tratamento de efluentes, etc, etc.

Deixemos de lado as difíceis questões do preço da água que se destina a fins de regadio agrícola, indústria, produção de energia, e outros - e que constituem aliás o grosso dos consumos.

E porque o fosso entre a aparente abundância e a real escassez terá de se colmatar com mais investimentos avultadíssimos, hoje inadiáveis, a distribuição pública de água potável e o saneamento básico não podem rondar a gratuidade.

É pura ilusão pensar que uma autoridade pública pode suportar toda a despesa, seja à conta do Orçamento do Estado, seja à conta do orçamento das autarquias, pelo que as tarifas têm que fazer o resto da autosustentação dos investimentos a realizar nos próximos anos. A água tem que ser também paga contando com o rendimento disponível das familias.

E se há que quebrar o tabu ainda muito generalizado da água quase gratuita, seria trágico que na percepção dos cidadãos tal mudança fosse associada a uma privatização - ainda que parcial - deste importante sector que lhe fosse contemporânea.

É normal que na exploração económica de um serviço público os lucros das concessionárias sejam escrutinados e tenham limites, é bom que cada vez mais (como adiante se afirma a propósito da regulação) os consumidores sejam estimulados pelo Estado à defesa dos seus interesses, é mau que o odioso do pagamento de um bem outrora quase gratuito recaia, de repente, sobre a iniciativa privada.

Escusado será dizer que o Estado deve assumir como sua a tarefa de pedagogia intensiva neste dominio.

Descritos dois tabus, passemos a um dos mitos mais servidos à opinião pública: o de que no sector da água ainda se está a estudar e que enquanto os estudos prosseguirem há margem para não decidir... Mentira! Há leis recentes e bem orientadas, há tratados internacionais (e normas comunitárias em estudo) que as protegem, há opções correctas de planeamento e ordenamento (que a regionalização não deverá prejudicar), há estudos de base mais do que suficientes e fiáveis. E se está tudo estudado, bem estudado, bastará então num número bem identificado de domínios cruciais negociar com vigor (quando as soluções também dependem de terceiros) e decidir (quando a vontade a convocar é só nossa e de mais ninguém). Nada justifica que o sector da água seja por mais tempo um sector adiado em vectores estratégicos essenciais.

Duas teses ou ideias directoras

E que teses ou ideias-directoras temos para apresentar? Preocupam-nos duas macroquestões, uma na vertente internacional, outra na vertente nacional.

Embora díspares, completam-se as duas questões no sentido em que nenhum país, para mais num sector em que é evidente uma certa atitude perdulária, no limite do esbanjamento (ou se quisermos ser mais benévolos nos termos, em que há deficiente aproveitamento de capacidades naturais), nenhum país, repete-se, pode negociar internacionalmente um bem escasso se não mostrar disposição, vontade e empenhamento em, pelo menos em simultâneo, arrumar a casa. Isto é óbvio, mas ás vezes não parece, a ponto de ficarmos ofendidos quando tal nos é lembrado. E vai sendo difícil a justificação de que o processo de desenvolvimento endógeno passou por outras prioridades.

Ao país, como às pessoas, manda a sabedoria popular que não tenha mais olhos que barriga...

E vamos às teses.

Persistência e urgência, na vertente internacional
Na vertente das negociações com a Espanha, as nossas teses partem do que se sabe ter a delegação portuguesa lançado para a mesa. A mensagem clara é a de que apoiamos as grandes linhas estratégicas de negociação já divulgadas, cabendo à sociedade cívil exercer toda a pressão para que o Governo não abandone - nem em teoria, nem na prática - as seguintes posições:
A busca de soluções ainda mais justas e rigorosas já não legitima quaisquer protelamentos. Há princípios de direito internacional recém-adquiridos, normas de direito comunitário em gestação adiantada e conhecimentos científicos suficientes para ancilar imediatamente negociação final e resultados concretos, antes mesmo que cada um dos países - Portugal e Espanha - disponha de instrumentos definitivos de planeamento e gestão dos seus recursos hidrícos (quer Planos Nacionais, quer Planos de Bacia Hidrográfica).

Haverá certamente correcções e afinações quando tais instrumentos forem aprovados, mas o óptimo é inimigo do bom e o bom está já ao nosso (Portugal e Espanha) alcance.

Também as mudanças de poder político num e noutro país - que sempre acarretam mudanças de perspectiva nalguns domínios - e a reponderação em curso do poder local e da descentralização administrativa em cada um deles - as autonomias em Espanha, a regionalização em Portugal - não justificam atrasos na ultimação de um acordo, sem prejuízo de, também nestas questões de enquadramento político, serem feitos mais tarde ajustamentos ao que agora ficar acordado.

Os resultados das negociações devem ser globais, considerando a totalidade das questões bilaterais (similares) que se suscitam a propósito dos rios que percorrem os dois países (Minho, Lima, Douro, Tejo, Guadiana).

Neste ponto há que ultrapassar os convénios de 1964 e 1968, que consagraram direitos hoje adquiridos mas têm um alcance muito insuficiente, não tendo ido muito além das questões relativas aos troços comuns (de fronteira) dos rios internacionais, e nem sequer de todos eles.

Deve-se ser inflexível até ao ponto da intolerância no reconhecimento prático e imediato - não atirado para as calendas gregas - dos seguintes princípios de direito internacional e comunitário que têm sido afirmados e estão a ser desenvolvidos pelos dois países ibéricos nos "fora" em que ambos participam:
a gestão coordenada de todas as questões de interesse comum, considerando os planos de bacia relativos a cada um desses rios internacionais (enquanto não chega o dia -provávelmente utópico - em que cada um dos rios internacionais tenha um só plano de bacia.

O princípio da manutenção de caudais ambientais em todo o percurso desses rios. De realçar que a defesa intransigente deste princípio, aliás aceite multilateralmente, facilitará a adopção de posições mais flexíveis (ou se se quiser, menos definitivas) numa matéria de dificil predeterminação a prazo e muita sensibilidade política como é a dos transvases.

A adopção de princípio de caudais ambientais não deve ser abstracta, mas concretizada e quantificada segundo o estado da ciência, sem prejuízo de ajustamentos supervenientes.
d) Devem os dois países adquirir a ideía de que as questões da água não se reduzem a aspectos quantitativos - escassez ou abundância -, importando regular a qualidade da água e o quadro ambiental em que ela circula.

Regulação e promoção empresarial, na vertente interna
Na vertente interna, antes do mais, o Estado deve definir com clareza o seu próprio papel de regulador do mercado. Em seguida acabará de enunciar (porque já começou) um modelo de estruturação e empresarialização do sector da água, ponderando os interesses em jogo e tomando decisões políticas rápidas, coerentes e corajosas (no sentido em que poderão ser não consensuais e até polémicas). Essas decisões cabem ao Estado porque incidem sobre propriedade até aqui pública. Finalmente o tempo de afirmação das políticas da água é de primacial importância, fazendo todo o sentido que o quadro de evolução do sector (a médio e longo prazos) seja desde já préfigurado e anunciado.

Podem-se adiantar algumas medidas concretas que ilustram estas várias linhas de acção:

Regulação

Neste como em todos os outros sectores de serviço público, a pedagogia do Estado regulador deve ser incentivada. À medida que se diluir a titularidade pública do capital, e que, em consequência, os representantes do Estado esqueçam as interrogações típicas de um capitalista ( que estratégia e volume de participação financeira? Que justa remuneração dos investimentos realizados?)

mais ressaltará a preocupação moderna da defesa do consumidor e do interesse público, materializada no contrôle da quantidade e qualidade dos serviços prestados na oferta, na tomada de medidas de redução da procura (contra o esbanjamento) , na fiscalização das concessões atribuídas, na produção de normas técnicas, etc.

Num sector de gestão cada vez mais descentralizada, esta função de regulação é essencial.

Modelo

Confirmação da justeza das macrodecisões já tomadas de planeamento e gestão dos recursos hídricos numa perspectiva física e territorial: Planos de Bacia, Plano Nacional da Água, modelo de descentralização administrativa (regionalização ou o seu sucedâneo) compatível com esses planos através de articulações claras e aceites por todos os actores politicos interessados.

Confirmação da justeza das macrodecisões já tomadas em matéria de estruturação operacional dos subsectores de abastecimento de água potável e do de tratamento de águas residuais, no que respeita à diferenciação dos sistemas multimunicipais (de vocação regional numa lógica de bacia) dos sistemas municipais ou intermunicipais (de vocação local), prosseguindo, sem hesitações nem atrasos, na via já encetada de investimentos públicos ou empresariais já programados, sempre que possível no âmbito (e com financiamento) europeu.

Reiteração da necessidade de constituição de empresas (imperativa em todos os sistemas multimunicipais, facultativa nos sistemas municipais), e de concessionamento da actividade nessa base empresarial.

Aprofundamento do papel do IPE-ÁGUAS DE PORTUGAL, S.A. como o principal instrumento de uma política pública de fortalecimento da capacidade empresarial portuguesa neste sector, indo mais além do que a actual cooperação empresarial com os municípios no âmbito das empresas de gestão dos sistemas multimunicipais já criados (ou a criar), ou do que a assistência técnica da sua participada EPAL, etc.

Reformulação do modo de intervenção no mercado da EPAL, tendo como pressuposto a respectiva privatização (cfr. ponto seguinte sobre propriedade, que faz a conexão entre dois modelos alternativos de actuação da EPAL e duas diferentes formas de a privatizar)

Revisão substancial do quadro legal da exploração e gestão dos sistemas municipais, alargando o leque de opções possíveis de gestão delegada (possibilitando, por exemplo, a criação de empresas mistas e o recurso a outras formas de gestão delegada para além da concessão), sem prejuízo, da já consagrada intervenção do poder local no que toca à propriedade das infraestruturas dos sistemas e ao contrôle da actividade.

Incentivo à gestão empresarial dos sistemas municipais através da delegação dessa gestão a empresas de capitais privados ou públicos e privados, com base em concursos públicos, contrariando simultâneamente a manutenção de serviços municipais e municipalizados técnica e económicamente não eficazes.

Propriedade

As questões de propriedade devem ser orientadas em função de duas ordens de consideração:
- Em primeiro lugar, neste sector convirá muitas vezes distinguir o vasto património em infraestruturas e a respectiva gestão: por um lado, essa é uma constante em quase todos os Estados da União Europeia, nos quais a propriedade das infraestruturas é pública e só a sua gestão é privatizável; por outro lado, a privatização neste momento desse património imenso em infraestruturas arredaria as empresas de capital português de eventuais concursos, por não terem capacidade financeira para concorrer.

- em segundo lugar, é hoje fácil constatar que o volume mínimo de investimento financeiro nos próximos anos nos subsectores do abastecimento de água potável e do saneamento de águas residuais (de 1000 a 1500 milhões de contos) não é suprível exclusivamente, quaisquer que sejam as opções do Governo, pelo investimento público agregável pela via interna - OGE, orçamentos municipais, orçamentos das empresas que hoje gerem os sistemas multimunicipais - e comunitária - fundos estruturais - : calcula-se que esse investimento público não excederá os 500 milhões de contos.

Definição, com base nas considerações que precedem, de uma política clara de incentivo à consolidação de um sector privado nacional nos já referidos subsectores da água, em horizonte temporal prédefinido, compatível com os princípios aceites de não discriminação de empresas estrangeiras, designadamente comunitárias.
As medidas que seguem seriam reflexo dessa política.
Privatização a prazo préfixado, e pelo menos até aos limites já previstos na lei, de parte dos capitais públicos investidos no sector - designadamente nas empresas gestoras de sistemas multimunicipais e na EPAL, - mantendo pública uma parte substancial do capital dessas empresas, e em todo o caso uma "golden share".

Reconhecimento, no decurso desse processo de privatização, de que a dispersão de capital deve ser compatibilizada com a existência de accionistas nucleares de referência, e de que neste sector (ao contrário de outros de serviço público como a energia e as telecomunicações), o know-how nacional já existente, desde que devidamente apoiado e consolidado, reduz a necessidade de recurso a parceiros estratégicos estrangeiros, podendo justificar o procedimento da negociação directa interna no quadro da lei das privatizações:

No respeito pela presença em Portugal de empresas estrangeiras neste sector, em exercício de um direito que lhes assiste, a política activa do Governo deveria incidir na promoção de medidas especiais que tornem as empresas estrangeiras instrumento de internacionalização das empresas portuguesas, atraindo-as a alianças e partenariados com vista à participação em grandes concursos a nível mundial.

No caso específico da EPAL, que representa grande parte das competências técnicas hoje acumuladas no grupo IPE-ÁGUAS DE PORTUGAL, S.A., não foi possível neste trabalho obter consenso quanto a um só perfil de privatização. Concluiu-se que esta pode assumir dois diferentes modelos, acompanhados de medidas estruturais cujo sentido de evolução também se abre em duas alternativas:

Ou se opta pela integração da EPAL no quadro legal em vigor relativo à gestão dos sistemas multimunicipais em regime de concessão, o que implicaria a separação das actividades de distribuição "em alta" e "em baixa", e também a imediata privatização da empresa à qual, por concessão, fôr concedida a actividade e distribuição em baixa. Esta empresa poderia concorrer livremente à distribuição domiciliária em municípios diferentes dos do distrito de Lisboa;

Ou se opta pelo reconhecimento de que a EPAL , longe de constituir um resultado histórico híbrido e incongruente, está porventura mais avançada no sentido de uma desejável integração vertical da gestão do ciclo da água. Nesta última alternativa a EPAL será um padrão para a evolução dos restantes sistemas multimunicipais, cada um deles ficando confinado às áreas geográficas que serve. Quando muito a EPAL poderia continuar a disseminar o seu know-how, prestando transitóriamente assistência técnica à organização e/ou gestão de outros sistemas multimunicipais ou municipais.

Ainda no caso da EPAL, seria interessante para o sector a identificação e selecção de subactividades actualmente desenvolvidas pela empresa e que esta abandonaria, passando a recorrer sistemáticamente a "outsourcing", utilizando, por exemplo, empresas resultantes de parcerias entre a própria EPAL e empresas privadas nacionais, numa perspectiva mobilizadora das competências nacionais e incentivadora da sua afirmação e desenvolvimento.

Tempo

A variável tempo é um elemento crucial do enunciado das políticas da água. A definição exacta do que se pretende no imediato, mas também uma visão do desenvolvimento futuro, são fundamentais. Só assim se tornará possível o posicionamento estratégico dos grupos portugueses com vontade e capacidade para actuar no sector.

Mas sobretudo, há que ter a noção de que os próximos três anos são decisivos. É por isso que a definição política, articulada com a acção empresarial (pública e privada) são urgentes, sob pena de se perder uma oportunidade histórica para a economia portuguesa.

Lisboa, Setembro de 1997
http://www.fpglobal.pt/pt/relagua.htm

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...