... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
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Máfia Bilderberg Armas, Droga, Bancos Negócios, Atentado Camarate, Assassinato Sá Carneiro Adelino Amaro da Costa Trabalho CIA, Carlyle, Kissinger, Balsemão; Traição Militares Portugal Confissão Carta de Fernando Farinha Simões; Ligações Angola, Panamá, Guiné Moçambique



Eu, Fernando Farinha Simões, decidi finalmente, em 2011, contar toda a verdade sobre Camarate. No passado nunca contei toda a operação de Camarate, pois estando a correr o processo judícial, poderia ser preso e condenado. Também porque durante 25 anos não podia falar, por estar obrigado ao sígilo por parte da CIA, mas esta situação mudou agora, ao que acresce o facto da CIA me ter abandonado completamente desde 1989. Finalmente decidi falar por obrigação de consciência.

Há todo um conluio aqui .. impressionante, dá para entender o polvo mundial da corrupção


http://revoltatotalglobal.blogspot.com/2011/05/mafia-bilderberg-portugal-governo.html


Eu, Fernando Farinha Simões, decidi finalmente, em 2011, contar toda a verdade sobre Camarate. No passado nunca contei toda a operação de Camarate, pois estando a correr o processo judícial, poderia ser preso e condenado. Também porque durante 25 anos não podia falar, por estar obrigado ao sígilo por parte da CIA, mas esta situação mudou agora, ao que acresce o facto da CIA me ter abandonado completamente desde 1989. Finalmente decidi falar por obrigação de consciência.

Fiz o meu primeiro depoimento sobre Camarate, na Comissão de Inquérito Parlamentar, em 1995. Mais tarde prestei alguns depoimentos em que fui acrescentando factos e informações. Cheguei a prestar declarações para um programa da SIC, organizado por Emílio Rangel, que não chegou contudo a ir para o ar. Em todas essas declarações públicas contei factos sobre o atentado de Camarate, que nunca foram desmentidos, apesar dos nomes que citei e da gravidade dos factos que referi. Em todos esses relatos, eu desmenti a tese oficial do acidente, defendida pela Polícia Judiciária e pela Procuradoria Geral da Republica. Numa tive dúvidas de que as Comissões de Inquérito Parlamentares estavam no caminho certo, pois Camarate foi um atentado. Devo também dizer que tendo eu falado de factos sobre camarate tão graves.e do envolvimento de certas pessoas nesses factos, sempre me surpreendeu que essas pessoas tenham preferido o silêncio. Estão neste caso o Tenente Coronel Lencastre Bernardo ou o Major Canto e Castro. Se se sentissem ofendidos pelas minhas declarações, teria sido lógico que tivessem reagido. Quanto a mim, este seu silêncio só pode significar que, tendo noção do que fizeram, consideraram que quanto menos se falar no assunto, melhor.

Nessas declarações que fiz, desde 1995, fui relatando, sucessivamente, apenas parte dos factos ocorridos, sem nunca ter feito a narração completa dos acontecimentos. Estavamos ainda relativamente proximos dos aconntecimentos e não quis portanto revelar todos os pormenores, nem todas as pessoas envolvidas nesta operação. Contudo, após terem passado mais de 30 anos sobre os factos, entendi que todos os portugueses tinham o direito de conhecer o que verdadeiramente sucedeu em Camarate. Não quero contudo deixar de referir que hoje estou profundamente arrependido de ter participado nesta operação, não apenas pelas pessoas que aí morreram, e cuja qualidade humana só mais tarde tive ocasião de conhecer, como do prejuízo que constituiu, para o futuro do país, o desaparecimento dessas pessoas. Naquela altura contudo, camarate era apenas mais uma operação em que participava, pelo que não medi as consequências. Peço por isso desculpa aos familiares das vítimas, e aos Portugueses em geral, pelas consequências da operação em que participei.

Gostaria assim de voltar atrás no tempo, para explicar como acabei por me envolver nesta operação. Em 1974 conheci, na África do Sul, a agente dupla alemã, Uta Gerveck, que trabalhava para a BND (Bundesnachristendienst) - Serviços de Inteligência Alemães Ocidentais, e ao mesmo tempo para a Stassi. A cobertura legal de Uta Gerveck é feita atravez do conselho mundial das Igrejas (uma espécie de ONG), e é através dessa fachada que viaja praticamente pelo Mundo todo, trabalhando ao mesmo tempo para a BND e para a Stassi. Fez um livro em alemão que me dedicou, e que ainda tenho, sobre a luta de liberdade do PAIGC na Guiné Bissau. O meu trabalho com a Stassi veio contudo a verificar-se posteriormente, quando estava já a trabalhar para a CIA. A minha infiltração na Stassi dá-se por convite da Uta Gerveck, em l976, com a concordância da CIA, pois isso interessava-lhes muito.
Úta Gerveck apresenta-me, em 1978, em Berlim Leste, a Marcus Wolf, então Director da Stassi. Fui para esse efeito então clandestinamente a Berlim Leste, com um passaporte espanhol, que me foi fornecido por Úta Gerveck. 0 meu trabalho de infiltração na Stassi consistiu na elaboração de relatórios pormenorizados acerta das “toupeiras" infiltradas na Alemanha Ocidental pela Stassi. Que actuavam nomeadamente junto de Helmut Khol, Helmut Schmidt e de Hans Jurgen Wischewski. Hans Jurgen Wischewski era o responsável pelas relações e contactos entre a Alemanha Ocidental e de Leste, sendo Presidente da Associação Alemã de Coopenção e Desenvolvimento (ajuda ao terceiro Mundo), e também ia às reuniões do Grupo Bilderberg. Viabilizou também muitas operações clandestinas, nos anos 70 e 80. de ajuda a gupos de libertação, a partir da Alemanha Ocidental. Estive também na Academia da Stassi, várias vezes, em Postdan - Eiche.

Relativamente ao relatod os factos, gostaria de começar por referir que tenho contactos, desde 1970, em Angola, com um agente da CIA, que é o jornalista e apresentador de televisão Paulo Cardoso (já falecido). Conheci Paulo Cardoso em Angola com quem trabalhei na TVA - Televisão de Angola na altura.

Em 1975, formei em Portugal, os CODECO com José Esteves, Vasco Montez, Carlos Miranda e Jorge Gago (já falecido). Esta organização pretendia, defender, em Portugal, se necessário por via de guerrilha, os valores do Mundo Ocidental.

Através de Paulo Cardoso sou apresentado, em 1975, no Hotel Sheraton, em Lisboa, a um agente da CIA, antena, (recolha de informações), chamado Philip Snell. Falei então durante algum tempo com Philip Snell. O Paulo Cardoso estava então a viver no Hotel Sheraton. Passados poucos dias, Philip Snell, diz-me para ir levantar, gratuitamente, um bilhete de avião, de Lisboa para Londres, a uma agência de viagens na Av. de Ceuta, que trabalhava para a embaixada dos EUA. Fui então a uma reunião em Londres, onde encontrei um amigo antigo, Gary Van Dyk, da África do Sul, que colaborava com a CIA. Fui então entrevistado pelo chefe da estação da CIA para a Europa, que se chamava John Logan. Gary Van Dyk, defendeu nessa reunião, a minha entrada para a CIA, dizendo que me conhecia bem de Angola, e que eu trabalhava com eficiência. Comecei então a trabalhar para a CIA, tendo também para esse efeito pesado o facto de ter anteriormente colaborado com a NISS - National Intelligence Security Service ( Agência Sul Africana de Informações). Gary Van Dyk era o antena, em Londres, do DONS - Department Operational of National Security ( Sul Africana ).

Regressando a Lisboa, trabalhei para a Embaixada dos EUA, em Lisboa entre 1975 e 1988, a tempo inteiro. Entre 1976 e 1977, durante cerca de uma ano e meio vivi numa suite no Hotel Sheraton, o que pode ser comprovado, tudo pago pela Embaixada dos EUA. Conduzia então um carro com matrícula diplomática, um Ford, que estacionava na garagem do Hotel. Nesta suite viveu também a minha mulher, Elsa, já grávida da minha filha Eliana. O meu trabalho incluia recolha de informações /contra informações, informações sobre tráfico de armas, de operações de combate ao tráfico de droga, informações sobre terrorismo, recrutamento de informadores, etc. Estas actividades incluem contactos com serviços secretos de outros países, como a Stassi, a Mossad, e a "Boss" (Sul Africana), depois NISS - National Information Sectret Service, depois DONS e actualmete SASS.

Era pago em Portugal, reccebendo cerca de USD 5.000 por mês. Nestas actividades facilita o facto de eu falar seis línguas. Actuei utilizando vários nomes diferente, com passaportes fornecidos pela Embaixada dos EUA em Lisboa. Facilitava também o facto de eu falar um dialecto angolano, o kimbundo.

A Embaixada dos EUA tinha também uma casa de recuo na Quinta da Marinha, que me estava entregue, e onde ficavam frequentemente agentes e militares americanos, que passavam por Portugal. Era a vivenda "Alpendrada".

A partir de 1975, como referi, passei a trabalhar directamente para a CIA. Contudo a partir de 1978, passei a trabalhar como agente encoberto, No chamado "Office of Special Operations", a que se chamava serviços clandestinos, e que visavam observar um alvo, incluindo perseguir, conhecer e eliminar o alvo, em qualquer país do mundo, excepto nos EUA. Por pertencermos a este Office, éramos obrigados a assinar uma clausula que se chamava "plausible denial" que significa que se fossemos apanhados nestas operações com documentos de identificação falsos, a situação seria por nossa conta e risco, e a CIA nada teria a ver com a situação. Nessa circunstância tínhamos o discurso preparado para explicar o que estavamos a fazer, incluindo estarmos preparados para aguentar a tortura.
Trabalhei para o "Office of Special Operations ” até 1989, ano em que saí da CIA.

Para fazer face a estes trabalhos e operações, as minhas oontas dos cartões de crédito do VISA, American Express e Dinners Club, tinham, cada uma, um planfond de 10.000 USD, que podiam ser movimentados em caso de necessidade. Estes cartões eram emitidos no Brasil, em bancos estrangeiros sedeados no Brasil, como o Citibank, o Bank of Boston ou o Bank of America. Entre 1975 e 1989, portanto durante cerca de 14 anos, gastei com estes cartões cerca de 10 milhões de USD, em operações em diversos paises, nomeadamente pagando a informadores, politicos, militares, homens de negócios, e também traficantes de armas e de drogas, em ligação com a DEA (Drug Enforcement Agency), Existiram outros valores movimentados à parte, a partir de um saco azul, “em cash”, valores esses postos à disposição pelo chefe da estação da CIA, no local onde as operações eram realizadas. Este saco azul servia para pagar despesas como viagens, compras necessárias, etc.

Posso referir que a operação de Camarate, que a seguir irei transcrever custou a preços de 1980 entre 750.000 e 1 milhão de USD. Só o Sr, José António dos Santos Esteves recebeu 200.000 USD. Estas despesas relacionadas com a operação de Camarate, incluiram os pagamentos a diversas pessoas e participantes, como o Sr. Lee Rodrigues, como seguidamente irei descrever.

Entre 1975 e 1988, partoicipei em vários cursos e seminários em Langley, Virginia e Quantico, pago pela CIA, sobre informação, desinformação, contra-informação. terrorismo, contra-terrorismo, infiltrações encobertas, etc, etc.

Trabalhei em serviços de infiltração pela CIA e pela DEA (Drug Enforcement Agency), em diferentes países, como Portugal, El Salvador, Bolívia, Colômbia,Venezuela, Peru, Guatemala, Nicarágua, Panamá, Chile, Líbano, Síria, Egipto, Argélia, Marrocos, Filipinas.

A minha colaboração com a DEA, iniciou-se em 1981, através de Richard Lee Armitage.

Em 1980, Richard Armitage viria também a estar comigo e com o Henry Kissinger em Paris, Richard Lee Armitage era membro do CFR (Counceil for Foreign Affairs and Relations) e da Organização e Cooperação para a Segurança da Europa (OSCE), criada pela CIA, Richard Armitage era também membro, na altura, do Grupo Carlyle, do qual o CEO era Frank Carlucci. O Grupo Carlyle dedica-se à construcção civil, imobiliário e é um dos maiores grupos de tráfico de armas no Mundo, junto com o Grupo Haliburton, chefiado por Richard "Dick" Cheney. O Grupo Carlyle pertence a vários investidores privados dos EUA, por regra do Partido Republicano. Este grupo promove nomeadamente vendas de armas, petróleo e cimento para países como o Iraque, Afeganistão e agora para os países da primavera árabe.

A lavagem do dinheiro do tráfico de armas e da droga, era feito, na altura, pelo Banco BCCI, ligado à CIA e à NSA - National Security Agency. O BCCI foi fundado em 1972 e fechado no princípio dos anos 90, devido aos diversos escândalos em que esteve envolvido.

Oliver North pertencia ao Conselho Nacional de Segurança, às ordens de william walker, ex-embaixador dos EUA em El Salvador. Oliver North seguiu e segue sempre as ordens da CIA, dependente de William Casey. Oliver North está hoje retirado da CIA , e é CEO de vários grupos privados americanos, tal como Frank Carlucci.


Da DEA conheci Celerino Castilho, Mike Levine, Anabelle Grimm e Brad Ayers, tendo trabalhado para a DEA entre 1975 até 1989. Da CIA trabalhei também com Tosh Plumbey, Ralph Megehee - tenente coronel da NSA, actualmente reformado. Da CIA trabalhei ainda com Bo Gritz e Tatum. Estes dois agentes tinham a sua base de operações em El Salvador, (onde eu também estive durante os anos 80, durante o tráfico Irão - Contras), desenvolvendo nomeadamente actividades com tráfico de armas. Uma das suas operações consistiu no transporte de armas dos EUA para El-Salvador, que eram depois transportadas para o Irão e a Nicarágua. Os aviões, normalmente panamianos e colombianos regressavam depois para os EUA com droga, nomeadamente cocaina, proveniente de países como a Colômbia, Bolivia e El Salvador, que serviam para financiar a compra de armas. Esta actividade desenvolveu-se essencialmente desde os finais dos anos 70 até 1988.

A cocaina vinha nomeadamente da Ilha Normans Cay, nas Bahamas, de que era proprietário Carlos Lheder Rivas. Carlos Rivas era um dos chefes do Cartel de Medellin, trabalhando para este cartel e para ele próprio. Carlos Rivas era, neste contexto um personagem importante, sendo o braço direito de Roberto Vesco, que trabalhava para a CIA e para a NSA. Roberto Vesco era proprietário de Bancos nas Bahamas, nomeadamente o colombus trust. Carlos rivas fazia toda a logística de Roberto Vesco e forneciam armas a troco de cocaina, nomeadamente ao movimento de guerrilha Colombiano M19. Roberto Vesco está hoje refugiado em Cuba.

O dinheiro das operações de armas e de droga são lavadas no Banco BCCI e noutros bancos, com o nome de código "Amadeus". Há no entanto contas activas nas Bahamas e em Norman's Cay, nas Ilhas Jersey, que gerem contas bancárias, nomeadamente para o tráfico de armas para os “Contras” da Nicarágua, e para o Irão.

Como acima referi, muito desse dinheiro foi para bancos americanos e franceses, o que em parte explicará porquê é que Manuel Noriega foi condenado a 60 anos de prisão, tendo primeiro estado preso nos EUA, depois em França, e actualmente no Panamá. Foi preso porque era conveniente que estivesse calado, não referindo nomeadamente que partilhava com a CIA, o dinheiro proveniente da venda de armas e da venda de drogas. Noriega movimentava contas bancárias em mais de 120 bancos, com conhecimento da CIA. Noriega fazia também parte da operação Black Eagle, dedicada ao tráfico de armas e de droga, que em 1982 se transformou numa empresa chamada Enterprise, com a colaboração de Oliver North e de Donald Gregg da CIA. Em face do grau de informações e de conhecimento que tinha, é fácil de perceber porquê se verificou o derrube e a prisão de Noriega. Devo dizer que estou pessoalmente admirado que não o tenham até agora “suicidado", pois deve ter muitos documentos ainda guardados. Noriega tinha a intenção de contar tudo o que sabia sobre este tráfico, nomeadamente sobre os serviços prestados à CIA e a Bush Pai, tendo por isso sido preso. Washington e a CIA são assim veículos importantes do tráfico de armas e de droga, utilizando nomeadamente os pontos de apoio de South Flórida e do Panamá.

No início dos anos 80 conheci um traficante do cartel de Cali, de nome Ramon Milian Rodriguez, que depois mais tarde perante uma comissão do Senado Americano, onde falou do tráfico de armas e de droga, do branqueamento de dinheiro, bem como das cumplicidades de Oliver North neste tráfico às ordens de Bush Pai e do Donald Gregg.

Muito do dinheiro gerado nessas vendas foi para bancos americanos e franceses. Este dinheiro servia também para compras de propriedades imobiliárias. Por estar ligado a estas operações, Noriega foi preso pelos EUA.

Foi numa operação de droga que realizei na Colômbia e nas Bahamas, em 1984, onde se deu a prisão de Carlos Lheder Rivas, do Cartel de Medallin, em que eu não concordei com os agentes da DEA da estação de Maiami, pois eles queriam ficar com 10 milões de dólars e com o avião "lear-jet" provenientes do tráfico de droga. Não concordando, participei desses agentes ao chefe da estação da DEA de Maiami. Este chefe mandou-lhes então levantar um inquerito, tendo sido presos pela própria DEA. A partir de aí a minha vida tornou-se num verdadeiro inferno, nomeadamente com a realização de armadilhas, e detenções, tendo acabado por sair da CIA em 1989, a conselho de Frank Carlucci. O principal culpado da minha saida da CIA foi e da DEA foi John C. Lawn, director da estação da DEA e amigo de Noriega e de outros traficantes. John Lawn encobriu, ou tentou encobrir, todos os agentes da DEA que denunciei aquando da prisão de Carlos Rivas. Ápos a minha saida da CIA, Frank carlucci continuou contudo a ajudar-me com dinheiro, com conselhos e com apoio logístico, sempre que eu precisei até 1994.

Regressando contudo à minha actividade em Portugal, anteriormente a camarate e ao serviço da CIA, devo referir que conheci Frank Carlucci, em 1975, atravez de duas pessoas: um jornalista Português da RTP, já falecido, chamado Paulo Cardoso de Oliveira, que conhecera em Angola, e que era agente da CIA, e Gary Van Dyk, agente da BOSS (Sul Africana) que conheci também em Angola. Mantive contactos directos frequentes com Frank Carlucci, sobretudo entre l975 e 1982, de quem recebi instruções para vários trabalhos e operações. Os meus contactos com Frank Carlucci mantêm-se até hoje, com quem falo ainda ocasionalmente pelo telefone. A última vez que estive com ele foi em Madrid, em 2008, na escala de uma viagem que Frank Carlucci realizou à Turquia.

Em Lisboa, também lidei e recebi ordens de William Hasselberg - antena da CIA em Lisboa, que além de recolher informacões em Lisboa actua como elo de ligação entre portugueses e americanos. Tive inclusivamente uma vida social com William Hasselberg, que inclui uma vida nocturna em Lisboa, em diferentes bares, restaurantes, e locais públicos. William Hasselberg gostava bastante da vida nocturna, onde tinha muito gosto em aparecer com as suas diversas “conquistas” femininas. Trabalhei também com outros agentes da CIA, nomeadamente Philip Agee. Neste ambito, trabalhei em operações de tráfico de armas, e em infiltrações em organizações com o objectivo de obter informações políticas e militares, “Billie” Hasselberg fala bem português, e era grande amigo de Artur Albarran, Hasselberg e Albarran conheceram-se numa festa da embaixada da Colômbia ou Venezuela, tendo Albarran casado nessa altura, nos anos 80, com a filha do embaixador, que foi a sua primeira mulher.

Das reuniões que tive com a embaixada americana em Lisboa, a partir de 1978, conheci vários agentes da CIA. O Chefe da estação da CIA em Portugal, John Logan, oferece-me um livro seu autografado. Conheci também o segundo chefe da CIA, Sr. Philip Snell, Sr. James Lowell, e o Sr. Arredondo. Da parte militar da CIA conheci o cor Wilkinson, a partir de quem conheci o coronel Oliver North e o coronel Peter Bleckley. O coronel Oliver North, militar mas também agente da CIA e o coronel Peter Bleckley, são os principais estrategas nos contactos internacionais, com vista ao tráfico e venda de armas, nomeadamente com países como Irão, Iraque, Nicarágua, e o El Salvador. Na sequência do conhecimento que fiz com Oliver North , tendo várias reuniões com ele e com agentes da CIA, por causa do tráfico e negócio de armas. Estas reuniões têm lugar em vários países, como os EUA, o México, a Nicarágua, a Venezuela, o Panamá. Neste último país contacto com dois dos principais adjuntos de Noriega, José Bladon, chefe dos serviços secretos do Panamá, que me disse que práticamente todos os embaixadores do Panamá em todo o Mundo estavam ao serviço de Noriega.


Blandon pediu-me na altura se eu arranjava um Rolls Royce Silver Spirits, para o embaixador do Panamá em Lisboa, o que acabei por conseguir.

Em meados de 1980, Frank Carlucci refere-me, por alto, e pela primeira vez, que eu iria ser encarregue de fazer um "trabalho" de importância máxima e prioritária em Portugal, com a ajuda dele, da CIA, e da Embaixada dos EUA em Portugal, sendo-me dado, para esse efeito, todo o apoio necessário.

Tenho depois reuniões em Lisboa, com o agente da CIA, Frank Sturgies, que conheço pela primeira vez. Frank Sturgies é uma pessoa de aspecto sinistro e com grande frieza, e é organizador das forças anti-castristas, sediadas em Miami, e é elo de ligação com os "contra" da Nicarágua. Frank Sturgies refere-me então, que está em marcha um plano para afastar, definitivamente, (entenda-se eliminar) uma pessoa importante, ligada ao Governo Português de então, sem dizer contudo ainda nomes.

Algum tempo depois, possívelmente em Setembro ou Outubro de 1980, jogo ténis com Frank Cariucci quase toda a tarde, na antiga residência do embaixador dos EUA, na Lapa. Janto depois com ele, onde Frank Cartucci refere novamente que existem problemas em Portugal para a venda e transporte de armas, e que Francisco Sá Carneiro não era uma pessoa querida dos EUA. Depois já na sobremesa, juntam-se a nós o General Diogo Neto, o Coronel Vinhas, o Coronel Robocho Vaz e Paulo Cardoso, onde se refere novamente a necessidade de se afastarem alguns obstáculos existentes ao negócio de armas. Todos estes elementos referem a Frank Caducci que eu sou a pessoa indicada para a preparação e implementação desta operação.

Em Outubro de 1980, num jantar no Hotel Sharaton onde participo eu, Frank Sturgies (CIA), Vilfred Navarro (CIA), o General Diogo Neto e o Coronel Vinhas (já falecidos), onde se refere que há entraves ao tráfico de armas que têm de ser removidos. Depois há um outro jatar também no Hotel Sharaton, onde participam, entre outros, eu e o Coronel Oliver North, onde este diz claramente que "é preciso limar algumas arestas" e "se houver necessidade de se tirar aguém do caminho, tira-se", dando portanto a entender que haverá que eliminar pessoas que criam problemas aos negócios de venda de armas. Oliver North diz-me também que está a ter problemas com a sua própria organização, e que teme que o possam querer afastar e "deixar cair", o que acabou por acontecer.

Há também Portugueses que estavam a benificiar com o tráfico de armas, como o Major Canto e Castro, o General Pezarat Correia, Franco Charais e o empresário Zoio. Sabe-se também já nessa altura que Adelino Amaro da Costa estava a tentar acabar com o tráfico de armas, a investigar o fundo de desenvolvimento do Ultramar, e a tentar acabar acabar com lobbies instalados. Afastar essas duas pessoas pela via política era impossível, pois a AD tinha ganho as eleições. Restava portanto a via de um atentado.

Passados alguns dias, recebo um telefonema do Major Canto e Castro (pertencente ao conselho da revolução), que eu já conhecia de Angola, pedindo para eu me encontrar com ele no Hotel Altis. Nessa reunião está também Frank Sturgies, e fala-se pela primeira vez em "atentado", sem se referirem ainda quem é o alvo. referem que contam comigo para esta operação. O Major Canto e Castro diz que é preciso recrutar alguém capaz de realizar esta operação.

Tenho depois uma segunda reunião no Hotel Altis com Frank Sturgies e Philip Snell, onde Frank Sturgies me encarrega de preparar e arranjar alguns operacionais para uma possível operação dentro de pouco tempo, possívelmente dentro de 2 ou 3 meses. Perguntam-me se já recrutou a pessoa certa para realizar este atentado, e se eu conheço algum perito na fabricação de bombas e em armas de fogo. Respondo que em Espanha arranjaria alguém da ETA para vir cá fazer o atentado, se tal fosse necessário. Quem paga a operação e a preparação do atentado é a Cia e o Major Canto e Castro. Canto e Castro colabora na altura com os serviços Secretos Franceses, para onde entrou através do sogro na época. O sogro era de Nacionalidade Belga, que trabalhava para a SDEC, os serviços de inteligência franceses, em 1979 e 1980. Canto e Castro casou com uma das suas filhas, quando estava em Luanda, em Angola, ao serviço da Força Aérea Portuguesa. Em Luanda, Canto e Castro vivia perto de mim.

Tendo que organizar esta operação, falo então com José Esteves e mais tarde com Lee Rodrigues ( que na altura ainda não conhecia). O elo de ligação de Lee Rodrigues em Lisboa era Evo Fernandes, que estava ligado à resistância moçambicana, a renamo. Falo nessa altura também com duas pessoas ligadas à ETA militar, para caso do atentado ser realizado através de armas de fogo.

Depois, noutro jantar em casa de Frank Carlucci, na Lapa, na Mansarda, no último andar, onde jantamos os dois sozinhos, Frank Carlucci diz abertamente e pela primeira vez, o que eu tinha de fazer, qual era a operação em curso e que esta visava Adelino Amaro da Costa, que estava a dificultar o transporte e venda de armas a partir de Portugal ou que passavam em Portugal, e que havia luz verde dada por Henry Kissinger e Oliver North. Cumprimento ambos, referindo que sou "o homem deles em Lisboa".

Três semanas antes dos atentado, Canto e Castro e Frank Surgies, referem pela primeira vez, que o alvo do atentado é Adelino Amaro da Costa. O Major Canto e Castro afirma que irá viajar para Londres. Frank Sturgies pede-me que obtenha um cartão de acesso ao aeroporto para um tal Lee Rodrigues, que é referido como sendo a pessoa que levará e colocará a bomba no avião.

Recebo depois um telefonema de Canto e Castro, referindo que está em Londres e para eu ir ter lá com ele. Refere-me que o meu bilhete está numa agência de viagens situada na Av. da Republica , junto à pastelaria Ceuta. Chegado a Londres fico no Hotel Grosvenor, ao pé de Victoria Station. Canto e Castro vai buscar-me e leva-me a uma casa perto do Hotel, onde me mostra pela primeira vez, o material, incluindo explosivos, que servirão para confeccionar a "bomba" nesta operação. Essa casa em Londres, era ao mesmo tempo residência e consultório de um dentista indiano, amigo de Canto e Castro, Canto e Castro refere-me que esse material será levado para Portugal pela sua companheira Juanita Valderrama. O Major Canto e Castro pede-me então que vá ao Hotel Altis recolher o material. Vou então ao Hotel acompanhado de José esteves, e recebemos uma mala e uma carta da senhora Juanita, José Esteves prepara então uma bomba destinada a um avião, com esses materiais, com a ajuda de Carlos Miranda.

O Major Canto e Castro volta depois de Londres, encontra-se comigo, e digo-lhe que a bomba está montada. Lee Rodrigues é-me apresentado pelo Major Canto e Castro. Alguns dias depois Lee Rodrigues telefona-me e encontramo-nos para jantar no restaurante galeto, junto ao Saldanha, juntamente com Canto e Castro, onde aparece também Evo Fernandes, que era o contacto de Lee Rodrigues em Lisboa. Fora Evo Fernandes que apresentara Lee Rodrigues a Canto e Castro. Lee Rofrigues era moçambicano e tinha ligações à Renamo. Nesse jantar alinham-se pormenores sobre o atentado. Canto e Castro refere contudo nesse jantar que o atentado será realizado em Angola. Perante esta afirmação, pergunto se ele está a falar a sério ou a brincar, e se me acha com “cara de palhaço"- fazendo tenção de me levantar. Refiro que, através de Frank Carlueci, já estava a par de tudo. Lee Rodrigues pede calma, referindo depois Canto e Castro que desconhecia que eu já estava a par de tudo, mas que sendo assim nada mais havia a esconder.

Possivelmente em Novembro, é-me solicitado por Philip Snell que participe numa reunião em Cascais, num iate junto á antiga marina (na altura não existia a actual marina). Vou e levo comigo José Esteves. Essa reunião tem lugar entre as 20 e as 23 horas, nela participando Philips Snell, Oliver North, Frank Sturgies, Sydral e Lee Rodrigues e mais cerca de 2 ou 3 estrangeiros, que julgo serem americanos. Nesta reunião é referido que há que preparar com cuidado a operação que será para breve, e falam-se de pormenores a ter em atenção. É referido também os cuidados que devem ser realizados depois da operação, e o que fazer se algo correr mal. A língua utilizada na reunião é o Inglés. José Esteves recebeu então USD 200.000 pelo seu futuro trabalho. Eu não recebi nada pois já era pago normalmente pela CIA. Eu nessa altura recebia da CIA o equivalente a cinco mil dólares, dispondo também de dois cartões de crédito Diner's Club e Visa Gold, ambos com plafonds de 10.000 Doláres.

Lee Rodrigues pede-me então que arranje um cartão para José Esteves entrar no aeroporto.
Para este efeito, obtenho um cartão forjado, na mouraria, em Lisboa, numa tipografia que hoje já não existe. Lee rodrigues diz-me também que irá obter uma farda de piloto numa loja ao pé do Coliseu, na Rua das Portas de Santo Antão. A meu pedido, João Pedro Dias, que era carteirista, arranja também um cartão para Lee Rodrigues. Este cartão foi obtido por João Pedro Dias, roubando o cartão de Miguel Wahnon, que era funcionário da TAP.
Apenas foi necessário mudar-se a fotografia desse cartão, colocando a fotografia de Lee Rodrigues.

José Esteves preparaentão em sua casa no Cacém, um engenho para o atentado. Conta com a colaboração de outro operacional chamado Carlos Miranda, expecialista em explosivos, que é recrutado por mim, e que eu já conhecia de Angola, quando Carlos Miranda era comandante da FNLA e depois CODECO em Portugal. José Esteves foi também um dos principais comandantes da FNLA, indo muitas vezes a Kinshasa.

Depois do artefacto estar pronto, vou novamente a Paris. No Hotel Ritz, à tarde, tenho um encontro com Oliver North, o cor. Wilkison e Philip Snell, onde se refere que o alvo a abater era Adelino Amaro da Costa, Ministro da Defesa.

Volto a Portugal, cerca de 5 ou 6 dias antes do atentado. É marcado por Oliver North um jantar no hotel Sheraton. Necesse jantar aparece e participa um indivíduo que não conhecia e que me é apresentado por Oliver North , chamado Penaguião. Penaguião afirma ser segurança pessoal de Sá Carneiro. Oliver North refere que Penaguião faz parte da segurança pessoal de Sá Carneiro e que é o homem que conseguirá meter Sá Carneiro no Avião. Penaguião afirma, de forma fria e directa que sá Carneiro também iria no avião, "pois dessa forma matavam dois coelhos de uma cajadada! " Afirma que a sua eliminação era necessária, uma vez que Sá Carneiro era anti-americano, e apoiava
incondicionalmente Adelino Amaro da Costa na denúncia do trático de armas, e na descoberta do chamado saco azul do Fundo de Defesa do Ultramar, pelo que tudo estava, desde o início, preparado para incluir as duas pessoas. Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa. Fico muito receoso, pois só nesse momento fiquei a conhecer a inclusão de Sá Carneiro no atentado. Pergunto a Penaguião como é que ele pode ter a certeza de que Sá Carneiro irá no avião, ao que Penaguião responde de que eu não me preocupasse pois que ele, com mais alguém, se encarregaria de colocar Sá Carneiro naquele avião naquele dia e naquela hora, pois ele coordenava a segurança e a sua palavra era sempre escutadda. No final do jantar, juntam-se a nós três o General Diogo Neto e o Coronel Vinhas.

Fico estarrecido com esta nova informação sobre Sá Carneiro, e decido ir, nessa mesma noite, à residência do embaixador dos EUA, na Lapa, onde estava Frank Carlucci, a quem conto o que ouvi. Frank Carlucci responde que não me preocupasse, pois este plano já estava determinado há muito tempo. Disse-me que o homem dos EUA era Mário Soares, e que Sá Carneiro, devido à sua maneira de ser, teimoso e anti-americano, não servia os interesses estratégicos dos EUA. Mário Soares seria o futuro apoio da política americana em Portugal, junto com outros lideres do PSD e do PS. Aceito então esta situação, uma vez que Frank Carlucci já me havia dito antes que tudo estava assegurado, inclusivamente se algo corresse mal, como a minha saída de Portugal, a cobertura total para mim e para mais alguém que eu indicasse, e que pudesse vir a estar em perigo. Isto é a usual "realpolitik" dos Estados Unidos, e suspeito que sempre será.

Três dias antes do atentado há uma nova reunião, na Rua das Pretas no Palácio Roquete, onde participam Canto e Castro, Farinha Simões, Lee Rodrigues, José esteves e Carlos Miranda. Carlos Miranda colaborou na montagem do engenho explosivo com José Esteves, tendo ido várias vezes a casa de José esteves. Nessa reunião são acertados os últimos pormenores do atentado. Nessa reunião, Lee Rodrigues diz que ele está preparado para a operação e Canto e Castro diz que o atentado será a 3 ou 4 de Dezembro. Nessa reunião é dito que o alvo é Adelino Amaro da Costa. No dia seguinte encontramo-nos com Canto e Castro no Hotel Sheraton, e vamos jantar ao restaurante "O Polícia".

No dia 4 de Dezembro, telefono de um telefone no Areeiro, para o Sr. William Hasselberg, na Embaixada dos EUA, para confirmar que o atentado é para realizar, tendo-me este referido que sim. Desse modo, à tarde, José Esteves traz uma mala a minha casa, e vamos os dois para o aeroporto. Conduzo José esteves ao aeroporto, num BMW do José Esteves.

Já no aeroporto, José Esteves e eu entramos no aeroporto, por uma porta lateral, junto a um posto da Guarda Fiscal, utilizando o cartão forjado, anteriormente referido. Depois José Esteves desloca-se e entrega a mala, com o engenho, a Lee Rodrigues, que aparece com uma farda de piloto e é também visto por mim. Depois de cerca de 15 minutos, sai já sem a mala, e sai comigo do aeroporto. Separamo-nos, mas mais tarde José esteves encontra-se novamente comigo no cabeleireiro Bacta, no centro comercial Alvalade.

Depois José esteves aparece em minha casa com a companheira da época, de nome Gina, e com um saco de roupa para lá ficar por precaução. Ouvi-mos depois o noticiário das 20 horas na televisão, e José Esteves fica muito surpreendido, pois não sabia que Sá Carneiro também ia no avião.

Afirma que fomos enganados. Telefona então para Lencastre Bernardo, que tinha grandes ligações à PJ e à PJ Militar, e uma Ligação ao General Eanes, Lencastre Bernardo tem também ligações a Canto e Castro, Pezarat Correia, Charais, ao empresário Zoio a José António Avelar que era ex-braço direito de Canto e Castro. José Esteves telefona-lhe, e pede para se encontrar com ele. Este aceita, pelo que, pelas 23 horas, José Esteves, eu, e a minha mulher Elza, dirigimo-nos para a Rua Gomes Freire, na PJ, para falar com ele. José Esteves sobe para falar com Lencastre Bernardo que lhe tinha dito que não se preocupasse, pois nada lhe sucederia. Passámos contudo por casa de José Esteves pois este temia que aí houvesse já um conjunto de polícias à sua procura, devido a considerarem que ele estava associado à queda do avião em camarate. José Esteves ficou assim aliviado por verificar que não existia aparato policial à porta de sua casa. Vem contudo dormir para minha casa.

Alguns dias depois falei novamente com Frank Carlucci. A quem manifestei o meu desconhecimento e ter ficado chocado por ter sabido, depois de o avião ter caído, que acompanhantes e familiares do Primeiro Ministro e do Ministro da Defesa também tinham ido no Avião. Frank Carlucci respondeu-me que compreendia a minha posição, mas que também ele desconhecia que iriam outras pessoas no avião, mas que agora já nada se podia fazer.

Em 1981, encontro-me com Victor Pereira, na altura agente da Polícia Judiciaria, no restaurante Galeto, em Lisboa. Conto a Victor Pereira que alguns dos atentados estão atribuidos às Brigadas Revolucionárias, relacionados com a colocação de bombas, foram porém efectuadas pelo José Esteves, como foram os casos dos atentados à bomba na Embaixada de Angola, de Cuba ( esta última com conhecimento de Ramiro Moreira), na casa de Torres Couto, na casa do prof. Diogo Freitas do Amaral, na casa do Eng. Lopes Cardoso, e na casa de Vasco Montez, a pedido deste, junto ao Jumbo em Cascais, para obter sencionalismo á época, tendo José Esteves espalhado panfletos iguais aos da FP25. Não falei então com Victor Pereira de camarate. Tomei conhecimento no entanto que Victor Pereira, no dia 4 de Dezembro de 1980, tendo ido nessa noite ao aeroporto da Portela, como agente da PJ, encontrou a mala que era transportada pelo eng. Adelino Amaro da Costa. Nessa mala estavam documentos referentes ao tráfico de armas e de pessoas envolvidas com o Fundo de defesa do Ultramar. Salvo erro, Victor Pereira entregou essa mala ao inspector da PJ Pedro Amaral, que por sua vez a entregou na PJ. Disse-me então Victor Pereira que essa mala, de maior importância no caso de Camarate, pelas informações que continha, e que podiam explicar os motivos e as pessoas por detrás deste atentado, nunca mais voltou a aparecer. Esta informação foi-me transmitida por Victor Pereira, quando esteve preso comigo na prisão de Sintra, em 1986. Não referi então a Victor Pereira que, como descrevo a seguir, eu tinha já tido contacto com essa mala, em finais de 1982, pelo facto de trabalhar com os serviços secretos na Embaixada dos EUA.

Também em 1981, uns meses depois do atentado, eu e o José Esteves fomos ter com o Major Lencastre Bernardo, na Polícia Judiciária, na Rua Gomes Freire. Com efeito, tanto o José Esteves como eu, andávamos com medo do que nos podia suceder por causa do nosso envolvimento no atentado de Camarate, e queríamos saber o que se passava com a nossa protecção por causa de Camarate. Eu não participo na reunião, fico à porta. Contudo José Esteves diz-me depois que nessa conversa Lencastre Bernardo lhe referiu que, numa anterior conversa com Francisco Pinto Balsemão, este lhe havia dito ter tido conhecimento prévio do atentado de Camarate, pois em Outubro de 1980, Kissinger o informou de que essa operação ia ocorrer. Disse-lhe também que ele próprio tinha tido conhecimento prévio do atentado de Camarate. Disse-lhe ainda que podíamos estar sossegados quanto a Camarate, pois não ia haver problemas connosco, pois a investigação deste caso ia morrer sem consequências.

A este respeito gostaria de acrescentar que numa reunião que tive, a sós, em 1986, com Lencastre Bernardo, num restaurante ao pé do edifício da PJ na Rua Gomes Freire, ele garantiu-me que Pinto Balsemão estava a par do que se ia passar em 4 de Dezembro. No restaurante Fouchet's, em Paris, Kissinger tinha-me dito, “por alto”, que o futuro Primeiro Ministro de Portugal seria pinto Balsemão.

É importante referir que tanto Henry Kissinger como Pinto Balsemão eram já, em 1980, membros destacados do grupo Bilderberg, sendo certo que estas duas pessoas levavam convidados às reuniões anuais desta organização.


Deste modo, aquando da conversa com Lencastre Bernardo, em 1986, relacionei o que ele me disse sobre Pinto Balsemão, com o que tinha ouvido em Paris, em 1980. Tive também esta informação, mais tarde, em 1993, numa conversa que tive com William Hasselberg, em Lisboa, quando este me confirmou de que Pinto Balsemão estava a par de tudo.

Em finais de 1982, pelas informações que vou obtendo na Embaixada dos EUA, em Lisboa, verifico que se fala de nomes concretos de personalidades americanas com tendo estado envolvidas em tráfico de armas que passava por Portugal. Pergunto então a William Hasselberg como sabem destes nomes. Ao fim de muitas insistências minhas, William Hasselberg acaba por me dizer que a Pj entregou, na embaixada dos EUA, uma mala com os documentos transportados por Adelino Amaro da Costa, em 4 de Dezembro de 1980, e que ficou junto aos destroços do avião, embora não me tenha dito quem foi a pessoa da PJ que entregou esses documentos. Peço então a William Hasselberg que me deixe consultar essa mala, uma vez que faço também parte da equipa da CIA em Portugal. Ele aceita, e pude assim consultar os documentos aí existentes. que consistiam em cerca de 200 páginas. Pude assim consultar este Dossier durante cerca de uma semana, tendo-o lido várias vezes, e resumido, à mão, as principais partes, uma vez que não tinha como fotografa-lo ou copia-lo.

Vejo então, que apesar do desastre do avião, e da pasta de Avelino Amaro da Costa ter ficado queimada, e ter sido substituida por outra, os documentos estavam intactos. Estes documentos continham uma lista de compra de armas, que incluia nomeadamente RPG-7, RPG-27, G3, lança granadas, dilagramas, munições, granadas, minas, rádios, explosivos de plástico, fardas, kalashiskovs AK-47 e obuses. Referia-se também nesses documentos que para se iludir as pistas, as vendas ilegais de armas eram feitas através de empresas de fachada, com os caixotes a referir que a carga se tratava de equipamentos técnicos, e peças sobresselentes para maquinas agrículas e para a construção civil. Esta forma de transportar armas foi-me confirmada várias vezes por Oliver North, no decorrer da década de 80, até 1988, e quando estive em Ilopango, no El Salvador, também na década de 80, verifiquei que era verdade.

Nestes documentos lembro-me de ver que algumas armas vinham da empresa portuguesa Braço de Prata, bem como referências de vendas de armas de Portugal e de países de Leste, como a Polónia e a Bulgária, com destino para a Nicarágua, Irão, El Salvador, Colombia, Panamá, bem como para alguns países Africanos que estavam em guerra, como Angola, ANC da África do Sul, Nigéria, Mali, Zimbawe, Quénia, Somália, Líbia, etc. Está também claramente referido nesses documentos que a venda de armas é feita atraves da empresa criada em Portugal chamada "Supermarket" (que operava através da empresa mãe "Black - Eagle").

Nos referidos documentos ví também que as vendas de armas eram legais através de empresas portuguesas, mas também havia vendas de armas ilegais feitas por empresas de fachada, com a lavagem de dinheiro em bancos suíços e "off-shores" em nome dos detentores das contas, tanto pessoas civis como militares.

As vendas ilegais de armas ocuriam por várias razões, nomeadamente: Em primeiro lugar muitos dos paises de destino, tinham oficialmente sanções e embargos de armas. Em segundo lugar os EUA não queriam oficialmente apoiar ou vender armas a certos países, nomeadamente aos contra da Nicarágua, ou ao Irão e ao Iraque, a quem vendiam armas ao mesmo tempo, e sem conhecimento de ambos. Em terceiro lugar a venda de armas ilegal é mais rentável e foge aos impostos. Em quanto lugar a venda de armas ilegal permite o branqueamento de capitais, que depois podiam ser aproveitados para outros fins.

Entre os nomes que vi referidos nestes documentos figuravam:

- José Avelino Avelar
- Coronel Vinhas
- General Diogo Neto
- Major Canto e Castro
- Empresário Zoio
- General Pezarat Correia
- General Franco Charais
- General Costa Gomes
- Major Lencastre Bernardo
- Coronel Robocho Vaz
- Francisco Pinto Balsemão

Francisco Balsemão e Lencastre Bernardo eram referidos como elementos de ligação ao grupo Bildeberg e a Henry Kissinger, Francisco Balsemão pertence também à loja maçónica "Pilgrim", que é anglo-saxónica, e dependente do grupo Bildeberg. Lencastre Bernardo tinha também assinalada a sua ligação a alguns serviços de inteligência, visto ele ser, nos anos 80, o coordenador na PJ e na Polícia Judiciária Militar.


Entre as empresas Portuguesas que realizavam as vendas de armas atrás referidas, entre os anos 1974 e 1980, estavam referidas neste Dossier:

- Fundição de Oeiras (morteiros, obuses e granadas)
- Cometna (engenhos explosivos e bombas)
- OGMA (Oficinas Gerais Militares de Fardamento e OGFE (Oficinas de Fardamento do Exercito)
- Browning Viana S.A.
- A. Paukner Lda, que existe desde 1966
- Explosivos da trafaria
- SPEL (Explosivos)
- INDEP (armamento ligeiro e monições)
- Montagrex Lda, que actuava desde 1977, com Canto e Castro e António José Avelar. Só foi contudo oficialmene constituida em 1984, deixando, nessa altura, Canto e Castro de fora, para não o comprometer com a operação de Camarate. A Montagrex Lda operava no Campo Poqueno, e era liderada por António Avelar que era o braço direito de Canto e Castro e também sócio dessa empresa. O escritório dessa empresa no Campo Pequeno é um autentico “bunker", com portas blindadas, sensores, alarmes, códigos nas portas, etc.

Canto e Castro e António Avelar são também sócios da empresa inglesa BAE - Systems, sediada no Reino Unido. Esta empresa vede sistemas de defesa, artilharia, mísseis, munições, armas submarinas, minas e sobretudo sistemas de defesa anti-mísseis para barcos.

Todos estes negócios eram feitos, na sua maior parte, por ajuste directo, através de brokers - intermediarios, que recebiam as suas comissões, pagas por oficiais do Exército, Marinha, Aeronáutica, etc.

Nestes documentos era referido que, como consequência desta vendas de armas, gerava-se um fluxo considerável de dinheiro, a partir destas exportações, legais e ilegais. Estes documentos referiam também a quem eram vendidas estas armas, sobretudo a países em guerra, ou ligados ao terrorismo internacional. Era também referido que todas estas vendas de armas eram feitas com a conivência da autoridade da época, nomeadamente militares como o General Costa Gomes, o General Rosa Coutinho (venda de armas a Angola) e o próprio Major Otelo Saraiva de Carvalho ( venda de armas a Moçambique). Vi várias vezes o nome de Rosa Coutinho nestes documentos, que nas vendas de armas para Angola utilizava como intermediário o general reformado angolano, José Pedro Castro, bastante ligado ao MPLA, que hoje dispõe de uma fortuna avaliada em mais de 500 milhões de USD, e que dividia o seu tempo entre Angola, Portugal e Paris. O seu filho, Bruno Castro é director adjunto do Banco BIC em Angola.

No referido dossier estavam também referidos outros militares envolvidos neste negócio de armas, nomeadamente o Capitão Dinis de Almeida, o Coronel Corvacho, o Vera Gomes e Carlos Fabião.

Todas estas pessoas obtinham lucros fabulosos com estes negócios, muitas vezes mesmo antes do 25 de Abril de 1974 e até 1980. Era referido que estas pessoas, nomeadamente militares, que ajudavam nesta venda de armas, beneficiavam através de comissões que recebiam. Estavam referidos neste Dossier os nomes de "off-shores", que eram usadas para pagar comissões às pessoas atrás referidas e a outros estrangeiros, por Oliver North ou por outros enviados da CIA. Estas "off-shores" detinham contas bancárias, sempre numeradas.

Esta referência batia certo com o que Oliver north sempre me contou, de que o negócio das armas se proporciona através de "off-shores" e bancos controlados para a lavagem de dinheiro.

Vale a pena a este respeito referir que no negócio das armas, empresas do sector das obras públicas aparecem frequentemente associadas, como a Haliburton, a Carlyle, ou a Blackwater, (empresa de armas, construção e mercenários), entre outras. Esta relação está referida, há anos, em vários relatórios, nomeadamente nos relatórios do Bribe Payer Index (indice internacional dos pagadores de subornos), que é uma agencia americana. A indicação deste tipo de práticas foi desenvolvida mais tarde, pela Transparency International e pelo Comité Norte Americanos de Coordenação e Promoção do Comercio do Senado Americano, que referem que há muitos anos , mais de 50% do negócio e comercio de armas em Portugal, é feito através de subornos. Os americanos sempre usaram Portugal para o tráfico de armas, fazendo também funcionar a Base das Lajes, nos Açores, para este efeito, nomeadamente depois de 1973, aquando da guerra do Yom Kippur, entre Israel e os países árabes. Este tráfico de armas deu origem a várias contrapartidas financeiras, nomeadamente através da FLAD, que foi usada pela CIA para este efeito. A FLAD recebeu diversos fundos específicos para a requalificação de recursos humanos.

Não ví contudo neste Dossier observações referindo referindo que estas vendas de armas eram condenáveis ou que tinham efeitos negativos. Havia contudo uma pequena nota, em que algumas folhas de que se devia tomar cuidade com tudo o que aí estava escrito, e que portanto se devia actuar. Havia também na primeira página um carimbo que dizia "confidentical and restricted".

Estas vendas de armas continuaram contudo depois de 1980. Tanto quanto eu sei, estas vendas de armas continuaram a ser realizadas até 2004, embora com um abrandamento importante a partir de 1984, a partir do escandalo das fardas vendidas à Polónia.

No referido Dossier estavam também referidas personalidades americanas envolvidas no negócio de armas, nomeadamente Bush (Pai), dick Cheney, Frank Carlucci, Donald Gregg, vários militares, bem como a empresas como a Blackwater. são ainda referidas empresas ligadas aos EUA, como a Carlyle, Haliburton, Black Eagle Enterprise, etc, que estavam a usar Portugal para os seus fins, tanto pela passagem de armas através de portos portugueses, como pelo fornecimento de armas a partir de empresas portuguesas. Tirei apontamentos desses documentos, que ainda hoje tenho em meu poder.

A empresa atrás referida, denominada supermarket, foi criada em Portugal em 1978, e operava através da empresa mão, de nome Black-Eagle, dirigida por William Casey, (membro do CFR(counceil for Foreign Affairs and Relations), ex-embaixador dos EUA nas Honduras e também com ligações à CIA). A empresa supermarker organizava a compra de armas de fabrico soviético, através de Portugal, bem como a compra de armas e munições portuguesas, referidas anteriormente, com toda a cumplicidade de Oliver North. Estas armas iam para entrepostos nas Honduras, antes de serem enviadas para os seus destinos finais. Oliver North pagou muitas facturas destas compras em Portugal, através de uma empresa chamada Gretsh World, que servia de fachada à Supermarket. Mais tarde, cerca de 1985, quando se começou muito a falar de camarate, Oliver North cancelou a operação "Supermarket, e fechou todas as contas bancárias.

Devo ainda referir que William Hasselberg e outros americanos da embaixada dos EUA, em Lisboa, comentaram comigo, várias vezes o que estava escrito neste Dossier.
Relativamente a Hasselberg isso era lógico, pois foi ele que me deu o Dossier a ler.
Posteriormente comentei também o que estava escrito neste Dossier com Frank Carlucci, que obviamente já tinha conhecimento da informação nele contida.

Tanto William Hasselberg, como membro da CIA, como outros elementos da CIA atrás referidos e outros, comentaram várias vezes comigo o envolvimento da CIA na operação de Camarate e neste negócio de armas. Lembro-me nomeadamente que quando alguém da CIA, me apresentava a outro elemento da Cia, dizia frequentemente "this is the portuguese guy, the one from Camarate, the case in Portugal with the plane!".

As vendas de armas, a partir e através de portugal, foram realizadas ao longo desses anos, pois era do interesse politico dos EUA. A CIA organizou e implementou estas vendas de armas em Portugal, à semelhança do que sucedeu noutros países, pois era crucial para os EUA que certs armas chegassem aos países referidos, de forma não oficial, tendo para isso utilizados militares e empresários Portugueses, que acabaram também por beneficiar dessas endas.

Como anteriormente referi, William Casei e Oliver North estavam, nas décadas de 70 e 80 conluiados com o presidente Manuel Noriega, no escândalo Irão - contras (Irangate). Foi sempre Oliver North que se ocupou da questão dos refénsamericanos no Irão, bem como da situação da América Central. Recebeu pessoalmente por isso uma carta de agradecimentos de George Bush Pai, Vice Presidente à época de Ronald Reagan.


Devo dizer a este respeito que John Bush, filho de Bush Pai, então com 35 anos, a fiver na Flórida, pertencia em 1979 e 1980 ao “Condado de Dade", que era e é uma organização republicana, situada em South Florida, destinada a angariar fundos para as campanhas eleitorais republicanas. John Bush era um dos organizadores de apoios financeiros para os "contra" da Nicarágua.

Conheci também Monzer Al Kasser um grande traficante de armas que tinha uma casa em Puerto Banus em Marbella, e que me foi apresentado, em Paris, por Oliver North, em 1979.
Era um dos grandes vendedores de armas para os “Contra” na Nicarágua, trabalhando simultaneamente para os serviços secretos sírios, búlgaros e polacos. Na sua casa em Marbella, referiu-me também que, por vezes, o tráfico de armas era feito através de África, para que no Iraque não se apercebessem da sua proveniência, pois também vendiam ao mesmo tempo ao Irão e mesmoa Portugal. Este tráfico de armas, que estava em curso, desde há vários anos, em 1980, e o começo do caso Camarate.

Através de Al Kasser conheci, em Marbella, no final de 1981, outro famoso traficante de armas, numa festa em casa de Monzer, que se chamava Adrian Kashogi. Kashogi, como pude testemunhar em sua casa, tinha relações com políticos e empresários europeus, árabes e africanos, por regra ligados ao tráfico de armas e drogas.

Sou preso em 1986, acusado de tráfico de drogas. Esta prisão foi uma armadilha montada pela DEA, por elementos que nessa organização não gostavam de mim, por eu ter levado à detenção de alguns deles, como referi anteriormente. Fui então levado para a prisão de Sintra. Estou na prisão com o Victor Pereira,, que aí também estava preso. Sei, em 1986, que estavam a preparar para me eliminar na prisão, pelo que peço à minha mulher Elza, para ir falar, logo que possível com Frank Carlucci. Em consequência disso recebo na prisão a visita de um agente da CIA, chamado Carlston, juntamente com outro americano. estes, depois de terem corrompido a direcção da prisão, incluindo o director, sub-director e chefe da guarda, bem como um elemento que se reformou muito recentemente, da Direcção Geral dos serviços Prisionais, chamada Maria José de Matos, conseguem a minha fuga da prisão. Contribu ainda para esta minha fuga, mediante o recebimento de uma verba elevada, paga pelos referidos agentes americanos esta directora-adjunta da Direcção Geral dos serviços Prisionais. Estes agentes americanos obtêm depois um helicóptero, que me transporta para a Lousã, onde fico cerca de 20 dias. Vou depois para Madrid, com a ajuda dos americanos, e depois daí ara o Brasil. as despesas com a minha fuga da prisão custaram 25000 euros, o que na época era uma quantia elevada.

Só mais tarde no Brasil, depois de 1986, é que referi a José Esteves que sabia que Sá Carneiro ia no avião, contando-lhe a história toda. José Esteves, responde então, que nesse caso, tinha-mos corrido um grande risco. Eu tranquilizei-o, referindo que sempre o apoiei e protegi neste atentado. Dei-lhe apoio no Brasil no que pude. Assegurei-lhe também o transporte para o Brasil, obtendo-lhe um passaporte no Governo Civil de lisboa, entreguei-lhe 750 contos que me foram dados para esse efeito pela embaixada dos EUA, em Lisboa, e arranjei-lhe o bilhete de avião de Madrid para o Rio de Janeiro . Na viagem de Lisboa para Madrid, José Esteves foi levado por Victor Moura, um amigo comum. No Rio de Janeiro ajudei-o a montar uma loja, numa roulote. Como trabalhava ainda para a embaixada dos EUA, em Lisboa, estas despesas foram suportadas pela Embaixada. Ficou no Brasil cerca de dois anos. Eu, contudo andava constantemente em viagem.


José Esteves recebe depois um telefonema de Francisco Pessoa de Portugal, onde Francisco Pessoa o aconselha a voltar a Portugal, e a pedir protecção, a troco de ir depor na Comissão de Inquerito Parlamentar sobre Camarate. Esse telefonema foi gravado, mas José Esteves nunca chegou a obter uma protecção formal.

Telefono a Frank Carlucci, em 1987, pedindo-lhe para falar com ele pessoalmente. Ele aceita, pelo que viajo do Brasil, via Miami, para Washington. Pergunto-lhe então, em face do que se tinha falado de Camarate, qual seria a minha situação, se corria perigo por causa de Camarate, e se continuarei, ou não a trabalhar para a CIA. Frank Carlucci responde-me que sim, que continuarei a trabalhar para a CIA, tendo efectivamente continuado a ser pago pela CIA até 1989. Frank Carlucci confirma nessa reunião que puderam contar com a colaboração de Penaguião na operação de Camarate, e que ele, Frank Carlucci, esteve a par dessa participação.

Em 1994, foi-me novamente montada uma armadilha em portugal, por agentes da DEA que não gostavam de mim, por causa da referida prisão de agentes seus, denunciados por mim. Nesta armadilha participam também três agentes da DCITE - Portuguesa, os hoje inspectores Tomé, Sintra e Teófilo Santiago. Depois desta detenção, recebo a visita na prisão de Caxias de dois procuradores do Ministério Público, um deles, se não estou em erro, chamado Femando Ventura, enviados por Cunha Rodrigues, então Procurador Geral da República. Estes procuradores referem-me que me podem ajudar no processo de droga de que sou acusado, desde que eu me mantenha calado sobre o caso Camarate.

Por ser verdade. e por entender que chegou o momento de contar todo o meu envolvimento na operação de Camarate, em 4 de Dezembro de 1980, decidi realizar a presente Declaração, por livre vontade. Não podendo já alterar a minha participação nesta operação, que na altura estava longe de poder imaginar as trágicas consequências que teria para os familiares das vítimas e para o país, pude agora, ao menos, contar toda a verdade, para que fique para a História, e para que nomeadamente os portugueses possam dela ter pleno conhecimento.



Não quero, por ultimo, deixar de agradecer à minha mãe, à minha mulher Elza Simões, que ao longo destes mais de 35 anos, tanto nos bons como nos maus monmentos, sempre esteve a meu lado, suportando de forma extraordinária, todas as dificuldades, ausências, e faltas de didicaçâo à familia que a minha profissão impliava. Só uma grande mulher e um grande amor a mim tornaram possível este comportamento. Quero também agradecer à minha filha Eliana, que sempre soube aceitar as consequêncais que para si representavam a minha vida profissional, nunca tendo deixado de ser carinhosa comigo. Finalmente quero agradecer à minha mão que, ao longo de toda a minha vida me acarinhou e encorajou, apesar de nem sempre concordar com as minhas opções de vida. A natureza da sua ajuda e apoio, tiveram para mim uma importância excepcional, sem, as quais não teria conseguido prosseguir, em muitos momentos da minha vida. Posso assim afirmar que tive sempre o apoio de uma família excepcional, que foi para mim decisiva nos bons e maus momentos da minha vida.

Lisboa, 26 de Março de 2012
Fernando Farinha Simões
B.I. n.º 7540306

http://pastebin.com/DFR398ZM

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Indignados TugaLeaks, Precários Inflexíveis, 15-M, Sindicatos, CGTP, UGT, Bloggers, Cristão, AOFA, e Coronel Pereira Cracel Lider do Principal Grupo de Pressão Política Portugal Lista ternacional da CIA Onde Consta Taliban



TugaLeaks, 15 de Maio, May15, Indignados, Geração á Rásca, sindicatos, e até a Associação dos Oficiais das Forças Armadas é acusada pela CIA de ser 'grupo de pressão'



Agência de espionagem destaca nome do coronel Pereira Cracel como líder do principal grupo de pressão política em Portugal. UGT, CGTP e Movimento dos Precários Inflexíveis são também apontados pela CIA. A agência de Espionagem Norte-Americana coloca tudo ao mesmo nível, visto que da mesma lista fazem parte: FARC, KONY, TALIBAN, Precários Inflexiveis, ETA, Igrejas Católica e Evangélica, FLEC, muçulmanos e até cristãos............


Tudo ao molhe. A CIA coloca oficiais superiores das forças
armadas no topo dos "grupos de pressão política"


Field Listing

:: Political pressure groups and leaders
This entry includes a listing
of a country's political, social, labor, or religious organizations
that are involved in politics, or that exert political pressure, but
whose leaders do not stand for legislative election. International
movements or organizations are generally not listed.


Country
Political
pressure groups and leaders
Afghanistan other:

religious groups;

tribal leaders; ethnically based groups; Taliban
Albania Red and
Black Alliance [Kreshnik SPAHIU]; Front for Albanian National
Unification or FBKSH [Gafur ADILI]; Mjaft Movement [Elton KACIDHJA];
Omonia [Vasil BOLLANO]; Union of Independent Trade Unions of Albania or
BSPSH [Gezim KALAJA]
Algeria The
Algerian Human Rights League or LADDH [Mostefa BOUCHACHI]; SOS Disparus
[Nacera DUTOUR]
American
Samoa
Population
Pressure LAS (addresses the growing population pressures)
Andorra NA
Angola Frente de
Libertação do Enclave de Cabinda, FLEC [N'zita
Henriques TIAGO, Antonio Bento [BEMBE]

Front for the Liberation of the Enclave of Cabinda or FLEC [N'zita
Henriques TIAGO, Antonio Bento BEMBE]



nota:

Apesar de assinados acordos de paz com o governogosto de 2006, persiste a luta do pequeno exército, persiste a luta de guerrilha de pequena escala das forças das FLEC pelo controle de Cabinda.(observação extra: Isto afecta a delapidação do petróleo e diamantes

note:

FLEC's small-scale armed struggle for the Independence of Cabinda Province persists despite the signing of a peace accord with the government in August 2006
Anguilla NA
Antiguaand Barbuda Antigua Trades and Labor Union or ATLU [William ROBINSON]; People's Democratic
Movement or PDM [Hugh MARSHALL]
Argentina Argentine Association of Pharmaceutical Labs (CILFA); Argentine Industrial Union manufacturers' association); Argentine Rural Confederation or CRA (small to medium landowners' association); Argentine Rural Society large landowners' association); Central of Argentine Workers or CTA (a radical union for employed and unemployed workers);
GeneralConfederation of Labor or CGT (Peronist-leaning umbrella labor organization); White and Blue CGT (dissident CGT labor confederation);

Roman Catholic Church

other:

business organizations; Peronist-dominated labor movement; Piquetero groups (popular protest organizations that can be either pro or anti-government); students
Armenia Aylentrank (Impeachment Alliance) [Nikol PASHINIAN]; Yerkrapah Union [Manvel
GRIGORIAN]
Aruba other:
environmental groups
Australia other:

business groups;
environmental groups; social groups; trade unions
Austria Austrian Trade Union Federation or OeGB nominally independent but primarily Social Democratic); Federal Economic Chamber; Labor Chamber or AK (Social Democratic-leaning think tank); OeVP-oriented Association of Austrian Industrialists or IV; Roman Catholic Church, including its chief lay organization, Catholic Action

other:

three composite leagues of the Austrian People's Party or OeVP
representing business, labor, farmers, and other nongovernment
organizations in the areas of environment and human rights
Azerbaijan Azerbaijan
Public Forum [Eldar NAMAZOV]; Karabakh Liberation Organization
Bahamas,
The
Amigos do
ambiente, Ambientalistas

Friends of the Environment



outros:

Sindicatos, associaciones de paro

other:

trade unions
Bahrain Shia
activists; Sunni Islamist legislators



other:

several small leftist and other groups are active
Bangladesh Advocacy to
End Gender-based Violence through the MoWCA (Ministry of Women's and
Children's Affairs)



other:

environmentalists; Islamist groups; religious leaders; teachers; union
leaders
Barbados Barbados
Secondary Teachers' Union or BSTU [Patrick FROST]; Barbados Union of
Teachers or BUT [Herbert GITTENS]; Congress of Trade Unions and Staff
Associations of Barbados or CTUSAB, (includes the BWU, NUPW, BUT, and
BSTU) [Leroy TROTMAN]; Barbados Workers Union or BWU [Leroy TROTMAN];
Clement Payne Labor Union [David COMISSIONG]; National Union of Public
Workers [Joseph GODDARD]
Belarus Assembly of
Pro-Democratic NGOs (unregistered) [Sergey MATSKEVICH]; Belarusian
Congress of Democratic Trade Unions [Aleksandr YAROSHUK]; Belarusian
Association of Journalists [Zhana LITVINA]; Belarusian Helsinki
Committee [Aleh HULAK]; Belarusian Independence Bloc (unregistered) and
For Freedom movement [Aleksandr MILINKEVICH]; Belarusian Organization
of Working Women [Irina ZHIKHAR]; BPF-Youth [Andrus KRECHKA]; Charter
97 (unregistered) [Andrey SANNIKOV]; Perspektiva small business
association [Anatol HUMCHENKO]; Nasha Vyasna (unregistered) ("Our
Spring") human rights center [Ales BYALYATSKI]; "Tell the Truth"
Movement [Vladimir NEKLYAYEV]; Women's Independent Democratic Movement
[Ludmila PETINA]; Young Belarus (Malady Belarus) [Zmitser
KASPYAROVICH]; Youth Front (Malady Front) [Zmitser DASHKEVICH]
Belgium Christian,
Socialist, and Liberal Trade Unions; Federation of Belgian Industries



other:

numerous other associations representing bankers manufacturers,
middle-class artisans, and the legal and medical professions; various
organizations represent the cultural interests of Flanders and
Wallonia; various peace groups such as Pax Christi and groups
representing immigrants
Belize Society for
the Promotion of Education and Research or SPEAR [Nicole HAYLOCK];
Association of Concerned Belizeans or ACB [David VASQUEZ]; National
Trade Union Congress of Belize or NTUC/B [Rene GOMEZ]
Benin other:

economic groups;
environmentalists; political groups; teachers' unions and other
educational groups
Bermuda Bermuda
Employer's Union [Eddie SAINTS]; Bermuda Industrial Union or BIU
[Derrick BURGESS]; Bermuda Public Services Union or BPSU [Ed BALL];

Bermuda Union of Teachers [Michael CHARLES]
Bhutan United
Front for Democracy (exiled); Druk National Congress (exiled)



other:

Buddhist clergy; ethnic Nepalese organizations leading militant
antigovernment campaign; Indian merchant community
Bolivia Bolivian
Workers Central or COB; Federation of Neighborhood Councils of El Alto
or FEJUVE; Landless Movement or MST; National Coordinator for Change or
CONALCAM; Sole Confederation of Campesino Workers of Bolivia or CSUTCB



other:

Cocalero groups; indigenous organizations including Confederation of
Indigenous Peoples of Eastern Bolivia or CIDOB and National Council of
Ayullus and Markas of Quollasuyu or CONAMAQ); Interculturales union or
CSCIB; labor unions (including the Central Bolivian Workers' Union or
COB and Cooperative Miners Federation or FENCOMIN)
Bosnia
and Herzegovina
other:

war veterans;

displaced persons associations; family associations of missing persons;

private media
Botswana First
People of the Kalahari (Bushman organization); Pitso Ya Ba Tswana;

Society for the Promotion of Ikalanga Language (Kalanga elites)



other:

diamond mining companies
Brazil Landless
Workers' Movement or MST



other:

industrial federations; labor unions and federations; large farmers'
associations; religious groups including evangelical Christian churches
and the Catholic Church
British
Virgin Islands
The Family
Support Network; The Women's Desk



other:

environmentalists
Brunei NA
Bulgaria Confederation
of Independent Trade Unions of Bulgaria or CITUB; Podkrepa Labo
Confederation



other:

numerous regional, ethnic, and national interest groups with various
agendas
Burkina
Faso
Burkinabe
General Confederation of Labor or CGTB [Tole SAGNON]; Burkinabe
Movement for Human Rights or MBDHP [Chrysigone ZOUGMORE]; Group of 14
February [Benewende STANISLAS]; National Confederation of Burkinabe
Workers or CNTB [Laurent OUEDRAOGO]; National Organization of Free
Unions or ONSL [Paul KABORE]



other:

watchdog/political action groups throughout the country in both
organizations and communities
Burma Thai

border:
Ethnic
Nationalities Council or ENC; Federation of Trade Unions-Burma or FTUB
(exile trade union and labor advocates); National Coalition Government
of the Union of Burma or NCGUB (self-proclaimed government in exile)
["Prime Minister" Dr. SEIN WIN] consists of individuals, some
legitimately elected to the People's Assembly in 1990 (the group fled
to a border area and joined insurgents in December 1990 to form a
parallel government in exile); National Council-Union of Burma or NCUB
(exile coalition of opposition groups)



Inside Burma:

Kachin Independence Organization or KIO; Karen National Union or KNU;
Karenni National People's Party or KNPP; United Wa State Army or UWSA;

88 Generation Students (pro-democrac movement); several other Shan
factions



note:

freedom of expression has been highly restricted in Burma; the
restrictions are being relaxed by th government; political groups,
other than parties approved by the government, are limited in number
Burundi Forum for

the Strengthening of Civil Society or FORSC [Pacifique NININAHAZWE]

(civil society umbrella organization); Observatoire de lutte contre la

corruption et les malversations economiques or OLUCOME [Gabriel

RUFYIRI] (anti-corruption pressure group)



other:

Hutu and Tutsi militias (loosely organized)
Cambodia Cambodian
Freedom Fighters or CFF; Partnership for Transparency Fund or PTF

(anti-corruption organization); Students Movement for Democracy; The

Committee for Free and Fair Elections or Comfrel



other:

human rights organizations; vendors
Cameroon Human
Rights Defense Group [Albert MUKONG, president]; Southern Cameroon

National Council [Ayamba Ette OTUN]
Canada other:

agricultural sector;

automobile industry; business groups; chemical industry; commercial
banks; communications sector; energy industry; environmentalists;

public administration groups; steel industry; trade unions
Cape
Verde
other:

environmentalists;

political pressure groups
Cayman
Islands
National
Trust



other:

environmentalists
Central
African Republic
Monam
(combating gender-base violence)
Chad rebel
groups
Chile Roman
Catholic Church, particularly conservative groups such as Opus Dei;

United Labor Central or CUT includes trade unionists from the country's
five largest labor confederations



other:

revitalized university student federations at all major universities
China no
substantial political opposition groups exist
Christmas
Island
none
Cocos
(Keeling) Islands
The Cocos
Islands Youth Support Centre
Colombia Central
Union of Workers or CUT; Colombian Confederation of Workers or CTC;

General Confederation of Workers or CGT; National Liberation Army or
ELN; Revolutionary Armed Forces of Colombia or FARC



note:

FARC and ELN are the two largest insurgent groups active in Colombia
Comoros other:

environmentalists
Congo,
Democratic Republic of the
MONUSCO -
UN peacekeeping force; FARDC (Forces Arm?es de la R?publique

D?mocratique du Congo) - Army of the Democratic Republic of the Congo
which commits atrocities on citizens; FDLR (Forces Democratiques de
Liberation du Rwanda) - Rwandan militia group made up of some of the
perpetrators of Rwanda's Genocide in 1994; CNDP (National Congress for
the Defense of the People) - mainly Congolese Tutsis who want refugees
returned and more representation in government
Congo,
Republic of the
Congolese
Trade Union Congress or CSC; General Union of Congolese Pupils and
Students or UGEEC; Revolutionary Union of Congolese Women or URFC;

Union of Congolese Socialist Youth or UJSC
Cook
Islands
Reform
Conference (lobby for political system changes)



other:

various groups lobbying for political change
Costa
Rica
Authentic
Confederation of Democratic Workers or CATD (Communist Party
affiliate); Chamber of Coffee Growers; Confederated Union of Workers or
CUT (Communist Party affiliate); Costa Rican Confederation of
Democratic Workers or CCTD (Liberation Party affiliate); Costa Rican
Exporter's Chamber or CADEXCO; Costa Rican Solidarity Movement; Costa
Rican Union of Private Sector Enterprises or UCCAEP; Federation of
Public Service Workers or FTSP; National Association for Economic
Development or ANFE; National Association of Educators or ANDE;

National Association of Public and Private Employees or ANEP; Rerum
Novarum or CTRN (PLN affiliate)
Cote
d'Ivoire
Federation
of University and High School Students of Cote d'Ivoire or FESCI
[Serges KOFFI]; National Congress for the Resistance and Democracy or
CNRD [Bernard DADIE]; Rally of Houphouetists for Democracy and Peace or
RHDP [Alphonse DJEDJE MADY]; Young Patriots [Charles BLE GOUDE]
Croatia other:

human rights groups
Cuba Human
Rights Watch; National Association of Small Farmers
Cyprus Confederation
of Cypriot Workers or SEK (pro-West); Confederation of Revolutionary
Labor Unions or Dev-Is; Federation of Turkish Cypriot Labor Unions or
Turk-Sen; Pan-Cyprian Labor Federation or PEO (Communist controlled)
Czech
Republic
Czech-Moravian
Confederation of Trade Unions or CMKOS [Jaroslav ZAVADIL]
Denmark Confederation
of Danish Employers or DA [President Jorn Neergaard LARSEN];

Confederation of Danish Industries [CEO Karsten DYBVAD]; Confederation
of Danish Labor Unions (Landsorganisationen) or LO [President Harald
BORSTING]; Danish Bankers Association [CEO Joergen HORWITZ]; DaneAge
Association [President Bjarne HASTRUP]; Danish Society for Nature
Conservation [President Ella Maria BISSCHOP-LARSEN]



other:

environmental groups; humanitarian relief; development assistance;

human rights NGOs
Djibouti NA
Dominica Dominica
Liberation Movement or DLM (a small leftist party)
Dominican
Republic
Citizen
Participation Group (Participacion Ciudadania); Collective of Popular
Organizations or COP; Foundation for Institution-Building and Justice
(FINJUS)
Ecuador Confederation
of Indigenous Nationalities of Ecuador or CONAIE [Humberto CHOLANGO];
Federation of Indigenous Evangelists of Ecuador or FEINE [Manuel
CHUGCHILAN, president]; National Federation of Indigenous
Afro-Ecuatorianos and Peasants or FENOCIN [Luis Alberto ANDRANGO
Cadena, president]; National Teacher's Union or UNE [Mariana PALLASCO]
Egypt Muslim
Brotherhood (technically illegal)



note:

despite a constitutional ban against religious-based parties and
political activity, the technically illegal Muslim Brotherhood
constitutes Egypt's most potentially significant political opposition;

President MUBARAK has alternated between tolerating limited political
activity by the Brotherhood and blocking its influence (its members
compete as independents in elections but do not currently hold any
seats in the legislature); civic society groups are sanctioned, but
constrained in practical terms; only trade unions and professional
associations affiliated with the government are officially sanctioned;

Internet social networking groups and bloggers
El
Salvador
labor
organizations - Electrical Industry Union of El Salvador or SIES;

Federation of the Construction Industry, Similar Transport and other
activities, or FESINCONTRANS; National Confederation of Salvadoran
Workers or CNTS; National Union of Salvadoran Workers or UNTS; Port
Industry Union of El Salvador or SIPES; Salvadoran Union of
Ex-Petrolleros and Peasant Workers or USEPOC; Salvadoran Workers
Central or CTS; Workers Union of Electrical Corporation or STCEL;

business organizations - National Association of Small Enterprise or
ANEP; Salvadoran Assembly Industry Association or ASIC; Salvadoran
Industrial Association or ASI
Equatorial
Guinea
ASODEGUE

(Madrid-based pressure group for democratic reform); EG Justice
(US-based anti-corruption group)
Eritrea Eritrean
Democratic Party (EDP) [HAGOS, Mesfin]; Eritrean Islamic Jihad or EIJ
(includes Eritrean Islamic Jihad Movement or EIJM also known as the Abu
Sihel Movement); Eritrean Islamic Salvation or EIS (also known as the
Arafa Movement); Eritrean Liberation Front or ELF [ABDULLAH Muhammed];

Eritrean National Alliance or ENA (a coalition including EIJ, EIS, ELF,
and a number of ELF factions) [HERUY Tedla Biru]; Eritrean Public Forum
or EPF [ARADOM Iyob]
Ethiopia Ethiopian
People's Patriotic Front or EPPF; Ogaden National Liberation Front or
ONLF; Oromo Liberation Front or OLF [DAOUD Ibsa]
Falkland
Islands (Islas Malvinas)
Falkland
Islands Association (supports freedom of the people from external
causes)
Faroe
Islands
conservationists
Fiji Group
Against Racial Discrimination or GARD [Dr. Anirudk SINGH] (for
restoration of a democratic government); Viti Landowners Association
France Confederation
francaise democratique du travail or CFDT, left-leaning labor union
with approximately 803,000 members; Confederation francaise de
l'encadrement - Confederation generale des cadres or CFE-CGC,
independent white-collar union with 196,000 members; Confederation
francaise des travailleurs chretiens of CFTC, independent labor union
founded by Catholic workers that claims 132,000 members; Confederation
generale du travail or CGT, historically communist labor union with
approximately 700,000 members; Confederation generale du travail -

Force ouvriere or FO, independent labor union with an estimated 300,000
members; Mouvement des entreprises de France or MEDEF, employers' union
with 750,000 companies as members (claimed)



French Guiana:

conservationists; gold mining pressure groups; hunting pressure groups



Guadeloupe:

Christian Movement for the Liberation of Guadeloupe or KLPG; General
Federation of Guadeloupe Workers or CGT-G; General Union of Guadeloupe
Workers or UGTG; Movement for an Independent Guadeloupe or MPGI; The
Socialist Renewal Movement



Martinique:

Caribbean Revolutionary Alliance or ARC; Central Union for Martinique
Workers or CSTM; Frantz Fanon Circle; League of Workers and Peasants;

Proletarian Action Group or GAP



Reunion:

NA
French
Polynesia
NA
Gabon NA
Gambia,
The
National
Environment Agency or NEA; West African Peace Building Network-Gambian
Chapter or WANEB-GAMBIA; Youth Employment Network Gambia or YENGambia



other:

special needs group advocates; teachers and principals
Georgia separatists
in the occupied regions of Abkhazia and South Ossetia
Germany business
associations and employers' organizations; trade unions; religious,
immigrant, expellee, and veterans groups
Ghana Christian
Aid (water rights); Committee for Joint Action or CJA (education
reform); National Coalition Against the Privatization of Water or CAP
(water rights); Oxfam (water rights); Public Citizen (water rights);

Students Coalition Against EPA [Kwabena Ososukene OKAI] (education

reform); Third World Network (education reform)
Gibraltar Chamber of
Commerce; Gibraltar Representatives Organization; Women's Association
Greece Civil
Servants Confederation or ADEDY [Spyros PAPASPYROS]; Federation of
Greek Industries or SEV [Dimitris DASKALOPOULOS]; General Confederation
of Greek Workers or GSEE [Ioannis PANAGOPOULOS]
Greenland other:

conservationists;

environmentalists
Grenada Committee
for Human Rights in Grenada or CHRG; New Jewel Movement Support Group;

The British Grenada Friendship Society; The New Jewel 19 Committee
Guam Guam
Federation of Teachers' Union; Guam Waterworks Authority Workers



other:

activists; indigenous groups
Guatemala Alliance
Against Impunity or AI (which includes among others Center for Legal
Action on Human Rights (CALDH), and Family and Friends of the
Disappeared of Guatemala (FAMDEGUA)); Agrarian Owners Group or UNAGRO;

Committee for Campesino Unity or CUC; Coordinating Committee of
Agricultural, Commercial, Industrial, and Financial Associations or
CACIF (which includes among others the Agrarian Chamber (CAMAGRO) and
the Industry Chamber of Guatemala (CIG)); Guatemalan Chamber of
Commerce (Camara de Comercio); International Commission Against
Impunity in Guatemala or CICIG; Mutual Support Group or GAM; Movimiento
PRO-Justicia
Guernsey Stop
Traffic Endangering Pedestrian Safety or STEPS; No More Masts [Colin
FALLAIZE]
Guinea National
Confederation of Guinean Workers-Labor Union of Guinean Workers or
CNTG-USTG Alliance (includes National Confederation of Guinean Workers
or CNTG and Labor Union of Guinean Workers or USTG); Syndicate of
Guinean Teachers and Researchers or SLECG
Guinea-Bissau NA
Guyana Amerindian
People's Association; Guyana Bar Association; Guyana Citizens
Initiative; Guyana Human Rights Association; Guyana Public Service
Union or GPSU; Private Sector Commission; Trades Union Congress
Haiti Autonomous
Organizations of Haitian Workers or CATH [Fignole ST-CYR];

Confederation of Haitian Workers or CTH; Economic Forum of the Private
Sector or EF [Reginald BOULOS]; Federation of Workers Trade Unions or
FOS; General Organization of Independent Haitian Workers [Patrick
NUMAS]; Grand-Anse Resistance Committee, or KOREGA; The Haitian
Association of Industries or ADIH [Georges SASSINE]; National Popular
Assembly or APN; Papaye Peasants Movement or MPP [Chavannes
JEAN-BAPTISTE]; Popular Organizations Gathering Power or PROP;

Protestant Federation of Haiti; Roman Catholic Church
Holy
See (Vatican City)
none
(exclusive of influence exercised by church officers)
Honduras Beverage
and Related Industries Syndicate or STIBYS; Committee for the Defense
of Human Rights in Honduras or CODEH; Confederation of Honduran Workers
or CTH; Coordinating Committee of Popular Organizations or CCOP;

General Workers Confederation or CGT; Honduran Council of Private
Enterprise or COHEP; National Association of Honduran Campesinos or
ANACH; National Union of Campesinos or UNC; Popular Bloc or BP; United
Confederation of Honduran Workers or CUTH; United Farm Workers'
Movement of the Aguan (MUCA)
Hong
Kong
Chinese
General Chamber of Commerce (pro-China); Chinese Manufacturers'
Association of Hong Kong; Confederation of Trade Unions or CTU
(pro-democracy) [LEE Cheuk-yan, general secretary]; Federation of Hong
Kong Industries; Federation of Trade Unions or FTU (pro-China) [CHENG
Yiu-tong, executive councilor]; Hong Kong Alliance in Support of the
Patriotic Democratic Movement in China [LEE Cheuk-yan, chairman]; Hong
Kong and Kowloon Trade Union Council (pro-Taiwan); Hong Kong General
Chamber of Commerce; Hong Kong Professional Teachers' Union [FUNG
Wai-wah, president]; Neighborhood and Workers' Service Center or NWSC
[LEUNG Yiu-chung, LegCo member] (pro-democracy); Civic Act-up [Cyd HO
Sau-lan, LegCo member] (pro-democracy)
Hungary Air Work
Group (works to reduce air pollution in towns and cities); Danube
Circle (protests the building of the Gabchikovo-Nagymaros dam); Fourth
Republic (Negyedik Koztarsasag) or 4K! (anti-Orban, pro-democracy
Facebook movement emerged from a Facebook group, One Million for
Freedom of the Press, and plans to form a leftist political party);

Green Future (protests the impact of lead contamination of local
factory on health of the people); Hungarian Civil Liberties Union
(Tarsasag a Szabadsagjogokert) or TASZ (freedom of expression,
information privacy); Hungarian Helsinki Committee (asylum seekers'
rights, human rights in law enforcement and the judicial system);

environmentalists: Hungarian Ornithological and Nature Conservation
Society (Magyar Madartani Egyesulet) or MME; Green Alternative (Zold
Alternativa)
India All Parties
Hurriyat Conference in the Kashmir Valley (separatist group); Bajrang
Dal (religious organization); India Against Corruption [Anna HAZAREI];

Jamiat Ulema-e Hind (religious organization); Rashtriya Swayamsevak
Sangh [Mohan BHAGWAT] (religious organization); Vishwa Hindu Parishad
[Ashok SINGHAL] (religious organization)



other:

numerous religious or militant/chauvinistic organizations; various
separatist groups seeking greater communal and/or regional autonomy;

hundreds of social reform, anti-corruption, and environmental groups at
state and local level
Indonesia Commission

for the "Disappeared" and Victims of Violence or KontraS; Indonesia
Corruption Watch or ICW; Indonesian Forum for the Environment or WALHI;

Islamic Defenders Front or FPI; People's Democracy Fortress or Bendera
Iran groups
that generally support the Islamic Republic:
Ansar-e
Hizballah-; Followers of the Line of the Imam and the Leader; Islamic
Coalition Party (Motalefeh); Islamic Engineers Society; Tehran Militant
Clergy Association (MCA; Ruhaniyat)



active pro-reform
student group:
Office of
Strengthening Unity (OSU)



opposition groups:

Freedom Movement of Iran; Green Path movement [Mehdi KARUBI, Mir-Hosein
MUSAVI]; Marz-e Por Gohar; National Front; various ethnic and
monarchist organizations



armed political

groups repressed by the government:


Democratic Party of Iranian Kurdistan (KDPI); Jundallah; Komala;

Mojahedin-e Khalq Organization (MEK or MKO); People's Fedayeen;

People's Free Life Party of Kurdistan (PJAK)
Iraq Sunni

militias; Shia militias, some associated with political parties
Ireland Families
Acting for Innocent Relatives or FAIR [Brian MCCONNELL] (seek
compensation for victims of violence); Families Against Intimidation
and Terror or FAIT (oppose terrorism); Gaeltacht Civil Rights Campaign
(Coiste Cearta Sibhialta na Gaeilge) or CCSG (encourages the use of the
Irish language and campaigns for greater civil rights in Irish speaking
areas); Iona Institute [David QUINN] (a conservative Catholic think
tank); Irish Anti-War Movement [Richard BOYD BARRETT] (campaigns
against wars around the world); Irish Republican Army or IRA (terrorist
group); Keep Ireland Open (environmental group); Midland Railway Action
Group or MRAG [Willie ALLEN] (transportation promoters); Peace and
Neutrality Alliance [Roger COLE] (campaigns to protect Irish

neutrality); Rail Users Ireland (formerly the Platform 11 -
transportation promoters); 32 Country Sovereignty Movement or 32CSM
(supports a fully sovereign Ireland); Ulster Defence Association or UDA
(terrorist group)
Isle
of Man
Alliance
for Progressive Government or APG (a government watchdog); Mec Vannin
(political party advocating a sovereign state and environment
policies); note - has only had one member elected to the Tynwald
Israel B'Tselem [Jessica MONTELL, Executive
Director] monitors human rights abuses;

Peace Now [Yariv OPPENHEIMER, Secretary General] supports territorial
concessions in the West Bank and Gaza Strip; YESHA Council of
Settlements [Danny DAYAN, Chairman] promotes settler interests and
opposes territorial compromise; Breaking the Silence [Yehuda SHAUL,
Executive Director] collects testimonies from soldiers who served in
the West Bank and Gaza Strip
Italy manufacturers
and merchants associations - Confcommercio; Confindustria; organized
farm groups - Confcoltivatori; Confagricoltura; Roman Catholic Church;

three major trade union confederations - Confederazione Generale
Italiana del Lavoro or CGIL [Susanna CAMUSSO] which is left wing;

Confederazione Italiana dei Sindacati Lavoratori or CISL [Raffaele
BONANNI], which is Roman Catholic centrist; Unione Italiana del Lavoro
or UIL [Luigi ANGELETTI] which is lay centrist)
Jamaica New
Beginnings Movement or NBM; Rastafarians (black religious/racial
cultists, pan-Africanists)
Japan other:

business groups;

trade unions
Jersey Institute
of Directors, Jersey branch (provides business support); Jersey
Hospitality Association Robert JONES] (trade association); Jersey
Rights Association [David ROTHERHAM] (human rights); La Societe
Jersiaise (education and conservation group); Progress Jersey [Daren
O'TOOLE, Gino RISOLI] (human rights); Royal Jersey Agriculture and
Horticultural Society or RJA&HS (development and management o
the Jersey breed of cattle); Save Jersey's Heritage (protects heritage
through building preservation)
Jordan 15 April
Movement [Mohammad SUNEID, chairman]; 1952 Constitution Movement; 24
March Movement [Mu'az al-KHAWALIDAH, Mu'adh al-KHAWALIDAH, Abdel Rahman
HASANEIN, spokespersons]; Anti-Normalization Committee [Hamzah MANSOUR,
chairman]; Economic and Social Association of Retired Servicemen and
Veterans or ESARSV [Abdulsalam al-HASSANAT, chairman]; Group of 36;

Higher Coordination Committee of Opposition Parties [Said DIAB]; Higher
National Committee for Military Retirees or HNCMR [Ali al-HABASHNEH,
chairman]; Jordan Bar Association [Saleh al-ARMUTI, chairman];

Jordanian Campaign for Change or Jayin; Jordanian Muslim Brotherhood
[Dr. Hamam SAID, controller general]; Jordanian Press Association [Sayf
al-SHARIF, president]; National Front for Reform or NFR [Ahmad OBEIDAT,
chairman]; Popular Gathering for Reform; Professional Associations
Council [Abd al-Hadi al-FALAHAT, chairman]; Sons of Jordan
Kazakhstan Adil-Soz
[Tamara KALEYEVA]; Almaty Helsinki Committee [Ninel FOKINA];

Confederation of Free Trade Unions [Sergei BELKIN]; For Fair Elections
[Yevgeniy ZHOVTIS, Sabit ZHUSUPOV, Sergey DUVANOV, Ibrash NUSUPBAYEV];

Kazakhstan International Bureau on Human Rights [Yevgeniy ZHOVTIS,
executive director]; Pan-National Social Democratic Party of Kazakhstan
Zharmakhan TUYAKBAY]; Pensioners Movement or Pokoleniye [Irina
SAVOSTINA, chairwoman]; Republican Network of International Monitors
Daniyar LIVAZOV]; Transparency International Sergey ZLOTNIKOV]
Kenya Council of
Islamic Preachers of Kenya or CIPK [Sheikh Idris MOHAMMED]; Kenya Human
Rights Commission [L. Muthoni WANYEKI]; Muslim Human Rights Forum
[Ali-Amin KIMATHI]; National Muslim Leaders Forum or NAMLEF [Abdullahi
ABDI]; Protestant National Council of Churches of Kenya or NCCK [Canon
Peter Karanja MWANGI]; Roman Catholic and other Christian churches;

Supreme Council of Kenya Muslims or SUPKEM Shaykh Abdul Gafur
al-BUSAIDY]



other:

labor unions
Kiribati NA
Korea,
North
none
Korea,
South
Federation
of Korean Industries; Federation of Korean Trade Unions; Korean
Confederation of Trade Unions; Korean National Council of Churches;

Korean Traders Association; Korean Veterans' Association; National
Council of Labor Unions; National Democratic Alliance of Korea;

National Federation of Farmers' Associations; National Federation of
Student Associations
Kosovo Council for
the Defense of Human Rights and Freedom (human rights); Organization
for Democracy, Anti-Corruption and Dignity Rise! [Avni ZOGIANI]; Serb
National Council (SNV); The Speak Up Movement [Ramadan ILAZI]
Kuwait other:

Islamists; merchants;

political groups; secular liberals and pro-governmental deputies; Shia
activists; tribal groups
Kyrgyzstan Adilet
Legal Clinic [Cholpon JAKUPOVA]; Coalition for Democracy and Civil
Society [Dinara OSHURAKHUNOVA]; Interbilim [Asiya SASYKBAEVA]
Laos NA
Latvia Free Trade
Union Confederation of Latvia [Peteris KRIGERS], Employers'

Confederation of Latvia [Vitalijs GAVRILOVS], Farmers' Parliamen [Juris
LAZDINS]
Lebanon Maronite
Church [Patriarch Nasrallah SFAYR]



other:

note - most sects retain militias and a number of militant groups

operate in Palestinian refugee camps
Lesotho Media

Institute of Southern Africa, Lesotho chapter [Thabang MATJAMA] (pushes
for media freedom)
Liberia other:

demobilized former
military officers
Libya NA
Liechtenstein NA
Luxembourg ABBL

(bankers' association); ALEBA (financial sector trade union); Centrale
Paysanne (federation of agricultural producers); CEP (professional
sector chamber); CGFP (trade union representing civil service); Chambre
de Commerce (Chamber of Commerce); Chambre des Metiers (Chamber of
Artisans); FEDIL (federation of industrialists); Greenpeace
(environment protection); LCGP (center-right trade union); Mouvement
Ecologique (protection of ecology); OGBL (center-left trade union)
Macau Civic Power
[Agnes LAM lok-fong]; Macau New Chinese Youth Association [LEONG
Sin-man]; Macau Society of Tourism and Entertainment or STDM [Stanley
HO]; Macau Worker's Union [HO Heng-kuok]; Union for Democracy
Development [Antonio NG Kuok-cheong]
Macedonia Federation
of Free Trade Unions [Rasko MISHKOSKI]; Federation of Trade Unions
[Zivko MITREVSKI]; Trade Union of Education, Science and Culture [Yakim
NEDELKOV]
Madagascar Committee
for the Defense of Truth and Justice or KMMR; Committee for National
Reconciliation or CRN [Albert Zafy]; National Council of Christian
Churches or FFKM
Malawi Agri-Ecology
Media (agriculture and environmental group); Council for NGOs in Malawi
or CONGOMA (human rights, democracy, and development); Human Rights
Consultative Committee or HRCC (human rights); Malawi Law Society
(human rights and law reform); Malawi Movement for the Restoration of
Democracy or MMRD (acts to restore and maintain democracy); Public
Affairs Committee or PAC (promotes democracy, development, peace and
unity)
Malaysia Bar
Council; BERSIH (electoral reform coalition); PEMBELA (Muslim NGO
coalition); PERKASA (defense of Malay rights)



other:

religious groups; women's groups; youth groups
Maldives other:

various unregistered

political parties
Mali other:

the army; Islamic
authorities; rebels in the northern region; state-run cotton company
CMDT; tuaregs
Malta Alleanza Liberali-Demokratika
Maltra or ALDM (for divorce, abortion, gay marriage, the rights
existent in other EU member states); Alternattiva Demokratika
(pro-environment); Flimkien Ghal-Ambjent Ahjar (pro-environment);
Ghazda tal-Konsumaturi (consumer rights)



other:

environmentalists
Marshall
Islands
NA
Mauritania General
Confederation of Mauritanian Workers or CGTM [Abdallahi Ould MOHAMED,
secretary general]; Independent Confederation of Mauritanian Workers or
CLTM [Samory Ould BEYE]; Mauritanian Workers Union or UTM [Mohamed Ely
Ould BRAHIM, secretary general]



other:

Arab nationalists; Ba'thists; Islamists
Mauritius other:

various labor unions
Mexico Businessmen's
Coordinating Council or CCE; Confederation of Employers of the Mexican
Republic or COPARMEX; Confederation of Industrial Chambers or CONCAMIN;

Confederation of Mexican Workers or CTM; Confederation of National
Chambers of Commerce or CONCANACO; Coordinator for Foreign Trade
Business Organizations or COECE; Federation of Unions Providing Goods
and Services or FESEBES; National Chamber of Transformation Industries
or CANACINTRA; National Peasant Confederation or CNC; National Small
Business Chamber or CANACOPE; National Syndicate of Education Workers
or SNTE; National Union of Workers or UNT; Popular Assembly of the
People of Oaxaca or APPO; Roman Catholic Church
Micronesia,
Federated States of
NA
Moldova NA
Monaco NA
Mongolia other:

human rights groups;

women's groups
Montserrat NA
Morocco Democratic
Confederation of Labor or CDT [Noubir AMAOUI]; General Union of
Moroccan Workers or UGTM [Abderrazzak AFILAL]; Moroccan Employers
Association or CGEM [Hassan CHAMI]; National Labor Union of Morocco or
UNMT [Abdelslam MAATI]; Union of Moroccan Workers or UMT [Mahjoub
BENSEDDIK]
Mozambique Mozambican
League of Human Rights (Liga Mocambicana dos Direitos Humanos) or LDH

[Alice MABOTE, president]
Namibia National
Society for Human Rights or NSHR (NAMRIGHTS as of 2010); various labor
unions
Nauru Woman
Information and News Agency (women's issues)
Nepal other:

several small armed
Madhesi groups along the southern border with India; a variety of
groups advocating regional autonomy for individual ethnic groups
Netherlands Christian
Trade Union Federation or CNV [Jaap SMIT]; Confederation of Netherlands
Industry and Employers or VNO-NCW [Bernard WIENTJES]; Federation for
Small and Medium-sized businesses or MKB [Loek HERMANS]; Netherlands
Trade Union Federation or FNV [Agnes JONGERIUS]; Social Economic
Council or SER [Alexander RINNOOY KAN]; Trade Union Federation of
Middle and High Personnel or MHP [Richard STEENBORG]
New
Caledonia
NA
New
Zealand
Women's

Electoral Lobby or WEL



other:

apartheid groups; civil rights groups; farmers groups; Maori; nuclear
weapons groups; women's rights groups
Nicaragua National
Workers Front or FNT (a Sandinista umbrella group of eight labor unions
including: Farm Workers Association or ATC, Health Workers Federation
or FETASALUD, Heroes and Martyrs Confederation of Professional
Associations or CONAPRO, National Association of Educators of Nicaragua
or ANDEN, National Union of Employees or UNE, National Union of Farmers
and Ranchers or UNAG, Sandinista Workers Central or CST, and Union of
Journalists of Nicaragua or UPN); Permanent Congress of Workers or CPT
(an umbrella group of four non-Sandinista labor unions including:

Autonomous Nicaraguan Workers Central or CTN-A, Confederation of Labor
Unification or CUS, Independent General Confederation of Labor or
CGT-I, and Labor Action and Unity Central or CAUS); Nicaraguan Workers'
Central or CTN (an independent labor union); Superior Council of
Private Enterprise or COSEP (a confederation of business groups)
Niger The
Nigerien Movement for Justice or MNJ, a predominantly Tuareg rebel group
Nigeria Academic
Staff Union for Universities or ASUU; Campaign for Democracy or CD;

Civil Liberties Organization or CLO; Committee for the Defense of Human
Rights or CDHR; Constitutional Right Project or CRP; Human Right
Africa; National Association of Democratic Lawyers or NADL; National
Association of Nigerian Students or NANS; Nigerian Bar Association or
NBA; Nigerian Labor Congress or NLC; Nigerian Medical Association or
NMA; the press; Universal Defenders of Democracy or UDD
Niue NA
Norfolk
Island
none
Northern
Mariana Islands
NA
Norway Confederation
of Norwegian Enterprise (Naeringslivets Hovedorganisasjon) or NHO
President Kristin SKOGEN LUND; CEO John Gordon BERNANDER]; Norwegian
Association of the Disabled; Norwegian Confederation of Trade Unions
(Landsorganisasjonen i Norge) or LO [Roar FLATHEN]



other:

environmental groups; media; digital privacy movements
Oman none
Pakistan other:

military (most
important political force); ulema (clergy); landowners; industrialists;

small merchants
Palau NA
Panama Chamber of
Commerce; Concertacion Nacional (mechanism for government of Panama to
formally dialogue with representatives of civil society); National
Council of Organized Workers or CONATO; National Council of Private
Enterprise or CONEP; National Union of Construction and Similar Workers
(SUNTRACS); Panamanian Association of Business Executives or APEDE;

Panamanian Industrialists Society or SIP; Workers Confederation of the
Republic of Panama or CTRP
Papua
New Guinea
Centre for
Environment Law and Community Rights or Celcor [Damien ASE]; Community
Coalition Against Corruption; National Council of Women; Transparency
International PNG
Paraguay Ahorristas Estafados or AE;
National Coordinating Board of Campesino Organizations or MCNOC [Luis
AGUAYO]; National Federation of Campesinos or FNC [Odilon ESPINOLA];
National Workers Central or CNT [Secretary General Juan TORRALES];
Paraguayan Workers Confederation or CPT; Roman Catholic Church; Unitary
Workers Central or CUT [Jorge Guzman ALVARENGA Malgarejo]
Peru General
Workers Confederation of Peru (Confederacion General de Trabajadores
del Peru) or CGTP [Mario HUAMAN]; Shining Path (Sendero Luminoso) or SL
[Abimael GUZMAN Reynoso (imprisoned), Victor QUISPE Palomino top leader
at-large)] (leftist guerrilla group)
Philippines ABONO
[Robert ESTRELLA]; AKBAYAN [Walden BELLO]; An Waray [Florencio NOEL];

Anak Mindanao [Mujiv HATAMIN]; ANAKPAWIS [Rafael MARIANO]; ARC [Narciso
SANTIAGO III]; Association of Philippine Electric Cooperatives (APEC)
[Ponciano PAYUYO]; A TEACHER [Mariano PIAMONTE]; BAGON HENERASYON
[Bernadette HERRERA-DY]; Bayan Muna [Teodoro CASINO, Jr.]; Black and
White Movement [Vicente ROMANO]; BUHAY [Rene VELARDE]; BUTIL [Leonila
CHAVEZ]; CIBAC [Cinchoa CRUZ-GONZALES]; COOP-NATCO [Jose PING-AY];

GABRIELA [Luzviminda ILAGAN]; KABATAAN [Raymon PALATINO]; Kilosbayan
[Jovito SALONGA]; YACAP [Carol LOPEZ]
Pitcairn
Islands
none
Poland All Poland
Trade Union Alliance or OPZZ (trade union) [Jan GUZ]; Roman Catholic
Church [Cardinal Stanislaw DZIWISZ, Archbishop Jozef MICHALIK];

Solidarity Trade Union [Piotr DUDA]
Portugal Associação
dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA) [Coronel Oereira
CRACEL]; A deseperada Geração á Rasca
(movimento de juventude que protesta contra os baixos rendimentos,
protesta contra o desemprego e protesta contra o trabalho
precário);



A União Geral de Traidores (UGT) [João
Proença] (Judas);



Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses
(CGTP) [Armenio Carlos]



TugaLeaks, um Web site que luta por transparência e
democracia, é alvo a abater

Armed Forces Officers' Association (AOFA) [Colonel Pereira CRACEL];



the Desperate Generation (youth movement protesting against low wages,
precarious labor conditions, and unemployment);



the General Workers Union or General Confederation of Portuguese
Workers (UGT) [Joao PROENCA];

Portuguese National Workers' Conference (CGTP) [Armenio CARLOS];



TugaLeaks (a Web site that has become a mouthpiece for publicizing
diverse protest action)



other:

the media; labor unions
Puerto Rico Boricua
Popular Army or EPB (a revolutionary group also known as Los
Macheteros); note - the following radical groups are considered dormant
by Federal law enforcement: Armed Forces for National Liberation or
FALN, Armed Forces of Popular Resistance, Volunteers of the Puerto
Rican Revolution
Qatar none
Romania other:

various human rights
and professional associations
Russia Association
of Citizens with Initiative of Russia (TIGR); Confederation of Labor of
Russia (KTR); Federation of Independent Labor Unions of Russia; Freedom
of Choice Interregional Organization of Automobilists; Glasnost Defense
Foundation; Golos Association in Defense of Voters' Rights; Greenpeace
Russia; Human Rights Watch (Russian chapter); Institute for Collective
Action; Memorial (human rights group); Movement Against Illegal
Migration; Pamjat (preservation of historical monuments and recording
of history); PARNAS; Russian Orthodox Church; Russian Federation of Car
Owners; Russian-Chechen Friendship Society; Solidarnost; SOVA
Analytical-Information Center; Union of the Committees of Soldiers'

Mothers; World Wildlife Fund (Russian chapter)
Rwanda IBUKA
(association of genocide survivors)
Saint
Barthelemy
The Marine
Reserve (protection of fish); Rotary Club
Saint
Helena, Ascension, and Tristan da Cunha
other:

private sector;

unions
Saint
Kitts and Nevis
NA
Saint
Lucia
NA
Saint
Martin
NA
Saint
Pierre and Miquelon
NA
Saint
Vincent and the Grenadines
NA
Samoa NA
San
Marino
NA
Sao
Tome and Principe
Associação
de São Tomé e Príncepe ONG

Association of Sao Tome and Principe NGOs or FONG



other:

the media
Saudi
Arabia
Ansar Al

Marah (supports women's rights)



other:

gas companies; religious groups
Senegal other:

labor; students; Sufi
brotherhoods, including the Mourides and Tidjanes; teachers
Serbia Obraz
(Orthodox clero-fascist organization); 1389 (Serbian nationalist
movement); Dveri (Movement for the Life of Serbia)
Seychelles RomanCatholic
Church



other:

trade unions
Sierra
Leone
other:

student unions; trade
unions
Singapore none
Slovakia Association
of Towns and Villages or ZMOS; Confederation of Trade Unions or KOZ;

Entrepreneurs Association of Slovakia or ZPS; Federation of Employers'
Associations of the Slovak Republic; Medical Trade Association or LOZ;

National Union of Employers or RUZ; Slovak Chamber of Commerce
andIndustry or SOPK; The Business Alliance of Slovak ia or PAS
Slovenia Slovenian
Roma Association [Jozek Horvat MUC]



other:

Catholic Church
Solomon
Islands
Isatabu
Freedom Movement (IFM); Malaita Eagle Force (MEF); note - these rival
armed ethnic factions crippled the Solomon Islands in a wave of
violence from 1999 to 2003
Somalia other:

numerous clan and
sub-clan factions exist both in support and in opposition to the
transitional government
South
Africa
Congress of
South African Trade Unions or COSATU [Zwelinzima VAVI, general
secretary]; South African Communist Party or SACP [Blade NZIMANDE,
general secretary]; South African National Civics Organization or SANCO
[Mlungisi HLONGWANE, national president]



note:

note - COSATU and SACP are in a formal alliance with the ANC
Spain Association
for Victims of Terrorism or AVT (grassroots organization devoted
primarily to supporting victims of the Basque Fatherland and Liberty
(ETA) terrorist organization); 15-M or 15 May protest movement, which
is also known as the Indignados, Spanish for the "indignant ones" (a
loose association of grassroots organizations that advocate for greater
accountability and transparency in Spanish politics, increased social
justice and job creation); Socialist General Union of Workers or UGT
and the smaller independent Workers Syndical Union or USO; Trade Union
Confederation of Workers' Commissions or CC.OO.



other:

business and landowning interests; Catholic Church; free labor unions
(authorized in April 1977); university students
Sri
Lanka
Liberation
Tigers of Tamil Eelam or LTTE [P. SIVAPARAN, Chief of International
Secretariat; V. RUDRAKUMARAN, legal advisor]; note - this insurgent
group suffered military defeat in May 2009; some cadres remain
scattered throughout country, but there have not been any incidents in
Sri Lanka since May 2009



other:

Buddhist clergy; labor unions; hard-line nationalist Sinhalese groups
such as the National Movement Against Terrorism; Sinhalese Buddhist lay
groups
Sudan Umma Party
[SADIQ Siddiq al-Mahdi]; Popular Congress Party or PCP [Hassan
al-TURABI]; Democratic Unionist Party [Muhammad Uthman al-Mirghani];

Darfur rebel groups including the Justice and Equality Movement or JEM
[Khalil IBRAHIM] and the Sudan Liberation Movement or SLM [various
factional leaders]
Suriname Association
of Indigenous Village Chiefs [Ricardo PANE]; Association of Saramaccan
Authorities or Maroon [Head Captain WASE]; Women's Parliament Forum or
PVF [Iris GILLIAD]
Svalbard NA
Swaziland Swaziland
Democracy Campaign; Swaziland Federation of Trade Unions; Swaziland
Solidarity Network or SSN
Sweden Children's
Rights in Society; Swedish Confederation of Professional Employees or
TCO; Swedish Trade Union Confederation (Landsorganisationen) or LO
[Wanja LUNDBY-WEDIN]



other:

environmental groups; media
Switzerland NA
Syria Arab Human
Rights Organization in Syria or AHRO; Damascus Declaration Group (a
broad alliance of secular, religious, and Kurdish opposition groups);

National Salvation Front (alliance between former Vice President Abd
al-Halim KHADDAM and other small opposition groups in exile; formerly
included the Syrian Muslim Brotherhood); Syrian Center for Media and
Freedom of Expression [Mazin DARWISH]; Syrian Human Rights Organization
[Muhanad al-HASANI]; Syrian Human Rights Society or HRAS [Fayez FAWAZ];

Syrian Muslim Brotherhood or SMB [Muhammad Riyad al-SHAQFAH] (operates
in exile in London)
Taiwan environmental
groups; independence movement; various business groups



note:

debate on Taiwan independence has become acceptable within the
mainstream of domestic politics on Taiwan; public opinion polls
consistently show a substantial majority of Taiwan people supports
maintaining Taiwan's status quo for the foreseeable future; advocates
of Taiwan independence oppose the stand that the island will eventually
unify with mainland China; advocates of eventual unification predicate
their goal on the democratic transformation of the mainland
Tajikistan splinter
parties recognized by the government but not by the base of the party:
Democratic
Party or DPT [Masud SOBIROV] (splintered from ISKANDAROV's DPT);

Socialist Party or SPT [Abduhalim GHAFFOROV] (splintered from NARZIEV's
SPT)



unregistered
political parties:


Progressive Party [Sulton QUVVATOV]; Unity Party [Hikmatullo SAIDOV]
Tanzania Economic
and Social Research Foundation or ESRF; Free Zanzibar; Tanzania Media
Women's Association or TAMWA
Thailand Multicolor
Group; People's Alliance for Democracy or PAD; United Front for
Democracy Against Dictatorship or UDD
Timor-Leste NA
Togo NA
Tokelau none
Tonga Human
Rights and Democracy Movement Tonga or HRDMT [Rev. Simote VEA,
chairman]; Public Servant's Association [Finau TUTONE]
Trinidad
and Tobago
Jamaat-al
Muslimeen [Yasin ABU BAKR]
Tunisia 18 October
Group [collective leadership]; Tunisian League for Human Rights or LTDH
[Mokhtar TRIFI]
Turkey Confederation
of Businessmen and Industrialists of Turkey or TUSKON [Rizanur MERAL];

Confederation of Public Sector Unions or KESK [Lami OZGEN];

Confederation of Revolutionary Workers Unions or DISK [Tayfun GORGUN];

Independent Industrialists' and Businessmen's Association or MUSIAD
[Omer Cihad VARDAN]; Moral Rights Workers Union or Hak-Is [Mahmut
ARSLAN]; Turkish Confederation of Employers' Unions or TISK [Tugrul
KUDATGOBILIK]; Turkish Confederation of Labor or Turk-Is [Mustafa
KUMLU]; Turkish Confederation of Tradesmen and Craftsmen or TESK
[Bendevi PALANDOKEN]; Turkish Industrialists' and Businessmen's
Association or TUSIAD [Umit BOYNER]; Turkish Union of Chambers of
Commerce and Commodity Exchanges or TOBB [M. Rifat HISARCIKLIOGLU]
Turkmenistan none
Turks
and Caicos Islands
NA
Tuvalu none
Uganda Lord's
Resistance Army or LRA [Joseph KONY]; Parliamentary Advocacy Forum or
PAFO; National Association of Women Organizations in Uganda or NAWOU
[Florence NEKYON]; The Ugandan Coalition for Political Accountability
to Women or COPAW
Ukraine Committee
of Voters of Ukraine [Aleksandr CHERNENKO]; OPORA [Olha AIVAZOVSKA]
United
Arab Emirates
NA
United
Kingdom
Campaign
for Nuclear Disarmament; Confederation of British Industry; National
Farmers' Union; Trades Union Congress
United
States
environmentalists;

business groups; labor unions; churches; ethnic groups; political
action committees or PAC; health groups; education groups; civic
groups; youth groups; transportation groups; agricultural groups;

veterans groups; women's groups; reform lobbies
Uruguay Chamber of
Commerce and Export of Agriproducts; Chamber of Industries
(manufacturer's association); Exporters Union of Uruguay; National
Chamber of Commerce and Services; PIT/CNT (powerful federation of
Uruguayan Unions - umbrella labor organization); Rural Association of
Uruguay (rancher's association); Uruguayan Network of Political Women



other:

Catholic Church; students
Uzbekistan there are
no significant opposition political parties or pressure groups
operating in Uzbekistan
Vanuatu NA
Venezuela Bolivarian
and Socialist Workers' Union (a ruling party labor union);

Confederacion Venezolana de Industriales or Coindustria (a conservative
business group); Consejos Comunales (pro-Chavez local cooperatives);

FEDECAMARAS (a conservative business group); Union of Oil Workers of
Venezuela or FUTPV; Venezuelan Confederation of Workers or CTV
(opposition-oriented labor organization); various civil society groups
and human rights organizations
Vietnam 8406 Bloc;

Democratic Party of Vietnam or DPV; People's Democratic Party Vietnam
or PDP-VN; Alliance for Democracy



note:

these groups advocate democracy but are not recognized by the
government
Virgin
Islands
NA
Wallis
and Futuna
NA
Western Sahara none
Yemen Muslim
Brotherhood; Women National Committee



other:

conservative tribal groups; Huthis, southern secessionist groups;

al-Qa'ida in the Arabian Peninsula (AQAP)
Zambia NA
Zimbabwe Crisis in
Zimbabwe Coalition; National Constitutional Assembly or NCA [Lovemore
MADHUKU]; Women of Zimbabwe Arise or WOZA [Jenny WILLIAMS]; Zimbabwe
Congress of Trade Unions or ZCTU [Wellington CHIBEBE]




https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/fields/print_2115.html

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