... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
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Indignados Berlim Alemanha; Mobilização Manifestação Protesto Nacional e Internacional; O Povo Na Rua Contra O Governo Dos Ladrões da Troika! Portugal Que Se Lixe A Troika, Queremos As Nossas Vidas! Concentração Manifestação; É Hora de Acção, Hora de Dizer Basta, É Hora de Dizer Não e Levantar a Nação! Acorda e Levanta-te Portugal!



No fundo da página, lista de eventos nacionais e internacionais. Todos À Rua em Berlim Alemanha,  Dia 15 de Setembro Portugal Contra a Troika, Basta! O Governo de Portugal Pratica Crimes Contra a Humanidade, é mais do que hora do povo se levantar contra as novas medidas que Juízes da Associação Sindical de Juízes dizem que novas medidas de austeridade são "afronta ao Tribunal Constitucional... medidas que vários constitucionalistas consideram afronta ao Tribunal Constitucional, medidas que o próprio líder da Troika do FMI, o etiope Abibe Selassie diz que não foram exigidas e que foram opção do governo dos banqueiros, conheça alguns dos muitos  cambalachos de Passos Coelho.


Acorda, Contra, Indignados, Internacional, Ladrões, Levantar, Manifestação, Mobilização, Nacional, Nação, Portugal, Povo, Protesto, Rua, Berlim, Troika, Vidas, Alemanha,


O que temos pela frente, é uma crise há muito programada pela banca internacional do cartel de bancos Inter-Alpha, com  manipulação confirmada das taxas Libor e Euribor, uma conspiração capitaneada pelo grupo Bilderberg e Comissão Trilateral o Banqueiro Rockfeller (conheça a Comissão Trilateral Europeia e Trilateral Portuguesa, conhecida como Fórum Portugal Global FPG, onde em 1997 delinearam e programaram a privatização da água. Conheça também as garantias dadas á banca e o modelo da nossa dívida futura e saiba porque o António Borges está á frente das privatizações

PSP, SINAPOL, SINDICATO
Comunicado do SINAPOL - O Sindicato Nacional de Polícia Pede
Aos Agentes Contenção e Respeito pelos cidadãos
Pede-se Aos Cidadãos Que Respeitem a Polícia

Saiba porque razão foi escolhido Eduardo Catroga para negociar com o FMI, conheça a máfia das agências de rating, saiba que ainda antes de ser eleito, Passos entregou Portugal á Goldman Sachs e conheça a solução que salvou a Islândia da crise financeira.


Conheça a opinião do economista e broadcaster Max Keiser, do trader Alessio Rastani, do investigador Daniel Estulin e do Eurodeputado Mr Nigel Farange, UK MEP no Parlamento Europeu, do Eurodeputado Mr Gerard Baten, Ana Drago, Honório Novo e outros relativamente, ao grupo Bilderberg, á Goldman Sachs e á crise financeira internacional

É tempo do povo se levantar contra este Novo Roubo  Inconstitucional em que o Governo Rouba Aos Pobres Para Que O Grande Capital Continue Sem Pagar Imposto!

D. Januário Torgal Ferreira diz que o Governo de Passos Coelho é Profundamente Corrupto


É hora do Povo Português  se Revoltar Contra o Pacto de Agressão e Contra o Governo



ESTÁ EM CAUSA ANOSSA DIGNIDADE E A NOSSA SOBREVIVÊNCIA! NO DIA 15 DE SETEMBRO VAMOS TODOS ENCHER AS RUAS, AS PRAÇAS, AS CIDADES, VAMOS TODOS OCUPAR O PAÍS!

TRAGAM CARTAZES, FAIXAS, PANELAS E TACHOS! TODOS TERÃO DIREITO À PALAVRA!

VAMOS TODOS PARTICIPAR! VAMOS TODOS DIVULGAR PELOS NOSSOS CONTACTOS E REDES SOCIAIS! QUE SE LIXE A TROIKA E O SEU GOVERNO DE LACAIOS!

15 de setembro: Manifestações em 30 cidades do país
Mais de 50.000 pessoas já aderiram à convocatória no facebook das manifestações “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!” em 26 cidades do país no próximo sábado 15 de setembro. A indignação com as medidas anunciadas por Passos Coelho e Vítor Gaspar cresce e ganha expressão na adesão ao protesto.

Já estarão convocadas manifestações para 30 cidades do país (ver lista e links abaixo) para o próximo sábado à tarde.

“Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!” é o lema desta convocatória que começou por ser um protesto convocado para a cidade de Lisboa e que se transformou já num movimento nacional.

A adesão ao protesto ganhou grande expressão com a indignação provocada pelas medidas anunciadas na passada sexta feira pelo primeiro-ministro Passos de Coelho, de novas medidas de austeridade contra a maioria da população portuguesa, nomeadamente a decisão de aumentar os descontos para a segurança social de quem trabalha (num montante de um salário por ano) e de redução dos descontos por parte das empresas.

As medidas anunciadas ontem pelo ministro das Finanças, que agravam ainda mais os cortes anunciados por Passos Coelho, estão a ter resposta popular, para já no facebook, com uma onda de indignação e de apoio aos protestos convocados para o próximo sábado.

Para além das manifestações anunciadas para 24 cidades em território nacional, estão ainda convocados protestos para Fortaleza, no Brasil, Barcelona, Berlim e Londres

Website Mobilização Nacional Que Se Lixe A Troika, Queremos As Nossa Vidas Lisboa e Porto


Wesite Indignados Algarve, Loulé Portugal, Mobilização, Nacional O Povo Na Rua Contra O Governo Dos Landrões da Troika! MACLoulé, O Movimento Apartidário da Cidade de Loulé Convida Todos Cidadãos Tomarem As Ruas Dia 15 de Setembro; Concentração Manifestação No Mercado Municipal; É Hora de Dizer Basta!



É a seguinte a lista das cidades para onde estão convocadas manifestações:


Portimão, em frente à Câmara Municipal, 16h. Ver evento em website Evento Internacional Portimão Contra A Troika No Facebook.


Viseu, Rossio, 17h. Ver Evento em website evento no facebook.


Aveiro, R Carlos Aleluia, 17h. Ver evento Aveiro website evento no Facebook.


Lisboa, Pç José Fontana, 17h. Ver evento no facebook.


Porto, Avenida dos Aliados, 17h. Ver evento no facebook.


Guarda, Praça Luís de Camões, 17h. Ver pagina Web evento no facebook.


Braga, Av Central, 15h. Ver evento página Web no facebook.


Funchal, Parque de Santa Catarina, 17h. Ver pagina web evento no facebook.


Coimbra, Pç da República, 17h. Ver página web Coimbra evento no facebook.


Loulé, Mercado de Loulé,  Praça da Republica, 8100-270 Loulé, 17h. Ver evento Website no facebook.


Vila Real, junto à Câmara Municipal, 17h. Ver página Web evento no facebook.


Covilhã, Pelourinho, 17h. Ver página na Internet evento no facebook.


Marinha Grande, Parque da Cerca, 17h. Ver evento Internet no facebook.


Moncorvo, Torre de Moncorvo - Lg da Corredoura, 17h. página Internet Ver evento no facebook.


Leiria, Fonte Luminosa, 15h. Ver evento página Internet no facebook.


Caldas da Rainha, Lg da Câmara (frente ao tribunal), 15h. Ver página Internet evento no facebook.


Faro, doca de Faro, 17h. Ver evento página Internet no facebook.


Portalegre, Pç da República, 17h. Ver página Internet evento no facebook.


Castelo Branco, em frente à Câmara Municipal, 17h. Ver página Internet evento no facebook.


Beja, Pç da República, 17h. Ver evento página internet no facebook.


Figueira da Foz, em frente à Câmara Municipal, 15h. Ver Internet evento no facebook.


Ponta Delgada, Portas da Cidade, 16h. internet Ver evento no facebook.


Santarém, em frente ao W Shopping, 17h. internet Ver evento no facebook.


Évora, Pç do Giraldo, 17h. Ver internet evento no facebook.


Lamego, Monumento ao Soldado Desconhecido "Chico do Pinto", 17h. Ver Internet evento no facebook.


Mogadouro, Parque da Vila, 17h. Internet Ver evento no facebook.


Peniche, Praça Jacob Rodrigues Pereira, 17h. Ver Internet evento no facebook.


Santa Maria da Feira, frente à Câmara Municipal, 17h. Ver Internet evento no facebook.


Setúbal, Pç do Bocage (em frente ao município), 17h. Ver Internet evento no facebook.


Sines, Rossio, 17h. Ver Internet evento no facebook.

 

Barcelona, Espanha: Evento no Facebook.


Berlim, Alemanha: Evento no Facebook.


Fortaleza, Brasil: Evento no Facebook.


Londres, Inglaterra, Reino Unido, United Kingdom UK: Evento no Facebook.


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Crise Económica Europeia: "A Alemanha Tem de Dar Poderes Ao BCE Para Emitir Moeda e Comprar Dívida Pública; Se Merkel Não Muda de Rumo, Berlim Deve Sair do Euro"! Comentários de Il Cavalieri Silvio Berlusconi no Facebook, Milão, Itália



Berlusconi: "Se Merkel não muda o rumo, Berlim deve sair do euro"

Comentário do ex-primeiro ministro italiano na sua página no Facebook convida a Alemanha a dar poderes ao BCE para garantir os bancos e emitir moeda. Se não o fizer, poderá colocar-se a hipótese de Berlim sair do euro. Ou de sair a Itália.



Sílvio Berlusconi não está calado. Na sua página no Facebook colocou um comentário: "A Alemanha deve convencer-se de que o BCE (Banco Central Europeu) deve aceitar prestar garantias bancárias e comprar títulos (soberanos) e emitir euros. Se a Alemanha não o fizer, pode colocar-se a hipótese de Berlim sair do euro. Conversei com alguns especialistas alemães que seriam favoráveis". Noutro comentário a seguir acrescentou: "Não é uma blasfémia sair do euro".

Até há momentos, 438 pessoas tinham gostado do primeiro pensamento do ex-primeiro-ministro e um animado debate, por vezes divertido, já motivou 79 comentários. O comentário adicional sobre a blasfémia recebeu ainda mais admiradores - 1784 - e provocou 472 comentários. Os pensamentos do Il Cavaliere saltaram rapidamente para a imprensa internacional.

Entretanto, o "The Wall Street Journal" publicou uma entrevista com Silvio Berlusconi na sua villa em Milão, onde ele aclara os três cenários possíveis: "O primeiro é que a Alemanha se convença e, portanto, o BCE se torna uma proteção para o euro. A segunda possibilidade é que a Alemanha abandone o euro. A terceira é que a Itália saia do euro e reintroduza a sua própria moeda, o que poderá trazer muitas vantagens".

E a terminar: "Se continuamos com as políticas da senhora Merkel, que anteriormente tinha o apoio de Sarkozy, exigindo que os países reduzam a sua dívida pública, acabaremos numa espiral recessiva cada vez pior. Esta é realmente a política errada".

Auspichiamo che Monti sappia far valere la forza economica dell'Italia e faccia una pressione affinché la Germania possa ammorbidire la sua posizione e arrivare ad una Europa che non si disintegri e a una moneta che regga rispetto a quelle mondiali.
Io mi sono battuto contro la politica di rigore della Germania, che avvelena l'economia. Sono contro la Tobin tax, che si può attuare solo se tutti sono d'accordo, altrimenti i capitali si spostano in Svizzera.

L'unica soluzione è che l'euro sia sostenuto da un governo centrale europeo e da una Banca centrale che faccia da garante. Oggi l'emissione dei titoli del debito pubblico italiano è al 6%
mentre quelli del Giappone sono all'1%. Ci sono
investimenti nei titoli di Stato giapponesi visto che gli
investitori sanno che il Giappone dà delle garanzie stampando
moneta, come fa la Fed americana.

L'alternativa è che gli Stati ritornino alla propria moneta nazionale. Non sarebbe auspicabile ma ci sono dei vantaggi perché da quando c'è l'euro non ci sono più le svalutazioni, mentre avere una propria moneta consente con una svalutazione competitiva di aumentare le esportazioni e non ci sarebbero ripercussioni sul mercato interno. Non bisogna aver paura di una moderata inflazione. Negli anni '80 avevamo un'inflazione a due cifre, ma ci sono stati aumenti di consumi e la disoccupazione era al minimo.
Temos esperança que montanhas podem impor a força econômica da Itália e enfrentar as pressões que a Alemanha pode suavizar a sua posição e alcançar uma Europa que não se desintegra e uma moeda que mantém que a Copa do mundo. Lutei contra a política de rigor da Alemanha, que está envenenando a economia. Sou contra o imposto de Tobin, que pode ser implementado somente se todos concordam, caso contrário o capital mover-se para a Suíça. A única solução é que o euro é suportado por um governo central e um Banco Central Europeu que vai ser um fiador. Hoje a emissão de títulos de dívida é o italiano 6%, enquanto os do Japão são de 1%. Existem investimentos em títulos do governo japonês como os investidores sabem que dá garantias de Japão por impressão de dinheiro, como faz o Fed americano. A alternativa é que os Estados retornam à moeda nacional. Não seria desejável, mas há vantagens, porque uma vez que há o euro que há não mais desvalorizações, enquanto ter sua própria moeda permite uma desvalorização competitiva aumentar as exportações e não haveria nenhum impacto no mercado interno. Não devemos ter medo de inflação moderada. Nos anos 80 teve inflação de dois dígito, mas houve aumento no consumo e desemprego é mínimo.

La Germania si deve convincere che la Bce deve fare la banca di garanzia, pagare i titoli emettendo euro.
Se la Germania non dovesse, si potrebbe ipotizzare l'uscita dall'Euro di Berlino. Ho parlato con alcuni esperti tedeschi che sarebbero favorevoli.
A Alemanha deve convencer o BCE a fazer emissão de euro e a dar garantias. Se a Alemanha não quizer, pode admitir a hipótese da saída de Berlim do Euro. Eu conversei com alguns especialistas, os alemães que seriam favoráveis.

Non è una bestemmia uscire dall'euro...
Não é uma blasfêmia deixar o euro...

Pode seguir as actualizações de Il Cavalieri Silvio Berlusconi no Facebook


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Casino Especulação Global Ameaça Berlim; Crise de Que Nem A Alemanha Escapa! Euro: "Como Pode Uma União Monetária Funcionar Se As Economias Se Afastam Cada Vez Mais Umas das Outras?"; Richard Swartz Escritor e Jornalista Sueco



Crise da dívida: O crescimento não se compra assim


«A crise está de volta à Alemanha, pelo menos nos jornais. Primeiro, porque o Financial Times revelou que um guru da finança americana, o especialista John Paulson, aposta contra a Alemanha, ao dizer que, muito brevemente, a crise terá uma tal amplitude que fará com que Berlim perca a sua notação de triplo A» - A este proposito importa salientar que também o globalista George Soros disse há dias em Paris: "Se Tiver que Apostar é contra o Euro"


 


19 abril 2012 Dagens Nyheter Estocolmo

"A visão de futuro que nos traçam os dirigentes europeus assemelha-se rigorosamente às oportunidades perdidas de há uns anos."

 

"Qualquer economista ou político medíocre é capaz de arranjar uma receita miraculosa para os problemas económicos da Grécia, mas que terá tão pouca probabilidade de ser aceite como de arranjarmos quem nos sirva um café turco em Atenas."





Richard Swartz


A acreditar no quadro que pintam os políticos, os novos apoios que substituem os antigos vão criar condições propícias às reformas desejadas e ao crescimento económico, nos países do Sul da Europa. No entanto, esta visão do futuro parece retomar as oportunidades perdidas de há uns anos, sem qualquer diferença. Alguém acredita que já ultrapassámos a crise da dívida europeia?


Até agora, contentámo-nos em carregar no travão a fundo e tratar os sintomas da crise. Todos apertam os cintos, voluntária ou involuntariamente. Uma vez mais, os dirigentes europeus optaram por aquilo que melhor sabem fazer: ganhar tempo.

Pretendem aproveitar a situação para promover o crescimento económico, única saída para a crise. Um crescimento que só pode ser alcançado se cada país se empenhar nele. Este credo simpático e absolutamente correto é martelado como uma fórmula recorrente pelos principais dirigentes europeus.

Mas será realista? Por vezes, fica a impressão de que a classe política tem apenas uma muito vaga ideia de como funciona realmente a economia em vários países do Leste e do Sul da Europa, e que palavras de ordem como "reformas" ou "crescimento" pouco mais lhes dizem do que falsas esperanças ou pura fantasia.

Antiga economia desmantelada


O dilema é particularmente evidente na Europa Oriental. Com o colapso do regime comunista, a antiga economia foi desmantelada. As fábricas foram fechadas ou faliram. Quase de um dia para o outro, todos os produtos foram substituídos: da pasta dentífrica à margarina, passando pelos pensos higiénicos, frigoríficos, sofás e automóveis. Para os consumidores dos países do Leste, foi uma verdadeira bênção.

Em menos tempo do que leva a dizer, passaram da penúria para a abundância. Com um único problema: no Leste, não havia dinheiro para comprar os produtos ocidentais. Os habitantes desses países receberam, pois, empréstimos generosos dos novos bancos comerciais, filiais dos do Ocidente. O resultado são economias que, ainda hoje, produzem geralmente pouco e assentam unicamente na base precária do endividamento.

Grande parte do Sul da Europa está numa situação semelhante. Fraca produção, exportação insignificante, alto endividamento. Aí, a introdução do euro teve, paradoxalmente, efeitos semelhantes aos da queda do Muro. Pela primeira vez, esses países tiveram acesso a créditos financeiros "reais", ainda por cima baratos, como se o Peloponeso ou a Extremadura se localizassem na Renânia ou fossem vizinhos da Baviera.

Esse tipo de oportunidade só surge uma vez na vida. Durante cerca de dez anos, uma enxurrada de créditos atingiu o Sul da Europa. Esse dinheiro serviria para ajudar a criar as bases de um crescimento económico autossustentável – se tivesse sido investido em infraestruturas, na restruturação do Estado, no saneamento de faixas inteiras da atividade económica ou na educação. Em vez disso, foi atirado à rua.

Solução é tomar consciência do que é essencial


Hoje, quando novos apoios se preparam para substituir os antigos, dizem que vão servir para criar as condições necessárias para as reformas previstas e para o crescimento económico no Sul da Europa.

 

Ora essa oportunidade já foi dada antes e foi desperdiçada. A visão de futuro que nos traçam os dirigentes europeus assemelha-se rigorosamente às oportunidades perdidas de há uns anos.

 

Os homens criam muito mais problemas do que soluções. Olof Palme dizia que resolver um problema – logo, a função da política – era uma questão de vontade. Para Karl Marx, a solução é tomar consciência do que é essencial. Muito bem. Qualquer dessas abordagens mal não faz. Mas foi, sem dúvida, Bismarck o mais perspicaz, quando defendeu que a política é a "arte do possível", devendo por isso procurar as soluções de entre o que é materialmente possível fazer. Qualquer economista ou político medíocre é capaz de arranjar uma receita miraculosa para os problemas económicos da Grécia, mas que terá tão pouca probabilidade de ser aceite como de arranjarmos quem nos sirva um café turco em Atenas.

A questão está em saber de que irá viver uma série de países europeus no futuro, no contexto atual de globalização. Ninguém parece ter uma resposta. Tudo o que se sabe é que vai ser preciso mudar radicalmente de estilo de vida. E que a China, muito mais do que a Alemanha, se encarregará disso.


Visto da Alemanha


Hesitações de Berlim atraem especuladores


A crise está de volta à Alemanha, pelo menos nos jornais. Primeiro, porque o Financial Times revelou que um guru da finança americana, o especialista John Paulson, aposta contra a Alemanha, ao dizer que, muito brevemente, a crise terá uma tal amplitude que fará com que Berlim perca a sua notação de triplo A; depois porque, com a sua forte previsão de 2% de crescimento para 2013 e um mercado de trabalho dinâmico, o Governo deve, uma vez mais, perguntar-se até onde está disposto a ir para prestar ajuda aos países mais frágeis da zona euro. O que faz com que o Süddeutsche Zeitung escreva:
É justamente esta dicotomia – as grandes economias como a França, a Espanha e a Itália de um lado, e o peso pesado alemão de outro – que representa o problema fundamental do clube do euro: como pode uma união monetária funcionar a longo prazo se as economias se afastam cada vez mais umas das outras? É esta a questão que se põe desde o início e para a qual os Estados ainda não encontraram resposta. Porque essa resposta está ligada a um sim ou a um não à União de transferência: os países fortes devem ajudar de forma permanente os fracos para impedir que as diferenças sejam demasiado grandes e que a comunidade se desintegre? A permanência da Grécia e de Portugal no clube, mas também a da Espanha, depende da resposta a esta pergunta. […] É preciso tomar posições claras. Compromissos arbitrários como o pacto Euro Plus ou os frágeis pacotes para o emprego não podem ser bem-sucedidos.

http://www.dn.se/ledare/kolumner/europas-slitna-mantra

Richard Swartz


Richard Swartz; nascido;  jornalista e escritor sueco; Viena; correspondente; Europa de Leste;  diário; sueco; Svenska Dagbladet; Frankfurter Allgemeine Zeitung; Süddeutschde Zeitung
Richard Swartz, nascido em 1945, é um jornalista e escritor sueco. Fixado em Viena desde 1976, foi, durante muito tempo, correspondente na Europa de Leste do diário sueco Svenska Dagbladet e colaborou com o Frankfurter Allgemeine Zeitung e o Süddeutschde Zeitung. Desde 2009, escreve nas páginas de editoriais do Dagens Nyheter. Publicou vários livros, entre eles Room Service, uma compilação de reportagens, já traduzida em várias línguas.
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1838421-o-crescimento-nao-se-compra-assim

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