... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...

Crise Económica Europeia, Estratégia Alemanha Bundesbank Novas Regras BCE Preparam Saída Ordenada do Euro para Grécia, Portugal



Novas regras do BCE são uma preparação para ruptura do euro

Se era intencional ou não, o fato é que na semana passada o Banco Central Europeu (BCE) pode ter criado o mecanismo que permite a zona do euro excluir um ou vários de seus membros.

Essa é a conclusão de alguns economistas que analisaram as implicações das novas regras que relaxam as condições para os colaterais permitidos para ter acesso aos empréstimos do BCE.

Sob as novas regras, o BCE vai aceitar empréstimos bancários, incluindo alguns denominados em moeda estrangeira. Como explicou seu presidente Mario Draghi durante a entrevista coletiva à imprensa na semana passada, o objetivo é dar aos pequenos bancos - que normalmente não possuem os colaterais clássicos aceitos pelo banco central, como bônus - acesso direto ao BCE.

Isso não é algo sem precedentes: o Eurosistema (então constituído pelo BCE e os 16 bancos centrais nacionais) aprovou uma medida similar quando o Lehman Brothers faliu em 2008. Contudo, em contraste com 2008, a decisão da semana passada será aplicado apenas aos sete dos países mais pressionados pela crise do euro: Portugal, Irlanda, Chipre, Áustria, Grécia, Itália e Espanha.

A mudança “enfraquece a união monetária ao permitir diferentes políticas monetária, de crédito e liquidez em diferentes Estados-membros da zona do euro”, escreveu o economista-chefe do Citigroup, Willem Buiter, em uma nota para clientes que, de forma provocativa, compara a tendência com a dissolução da zona do rublo soviético nos anos 1990.

Sem divisão de perdas

Os bancos centrais dos países com menores problemas de liquidez recusaram-se a partilhar os riscos que surgem desse relaxamento nas regras, violando outro princípio fundamental da união monetária: que os lucros e as perdas sobre as operações de empréstimos são partilhados de acordo com a estrutura de capital do BCE.

Novamente, isto não é sem precedente: os bancos centrais da Grécia e da Irlanda atualmente concederam mais de 85 bilhões de euros em Empréstimos de Assistência de Emergência (ELA, em inglês) aos seus sistemas bancários nacionais, teoricamente assumindo o risco por conta própria. O que é novo é que o conselho de diretores do BCE não tem controle efetivo sobre a implementação das novas regras de empréstimos, embora possa vetar o ELA se avaliar que esteja desestabilizando a moeda.

“Se é verdade que não haverá uma divisão das perdas para esses créditos adicionais, isso seria... um passo adicional em direção ao ressurgimento de políticas nacionais monetárias, de crédito e de liquidez e, eventualmente, de moedas nacionais”, argumentou Buiter.

Ninguém está sugerindo que o BCE está deliberadamente preparando para desintegrar a zona do euro. Muitos veem a medida como um ato de supremo pragmatismo, com objetivo de manter a região unida, mesmo se isso significar adotar graus de risco sem precedentes no balanço patrimonial do BCE.

Tobias Blattner, analista da Daiwa Capital Markets, aponta que o movimento suaviza os problemas gerados por uma política monetária “que serve para todos”: uma admissão de senso comum que a realidade da união monetária ficou aquém dos seus ideais federalistas.

No geral, o BCE aceita apenas como colaterais ativos que podem ser vendidos de forma transparente e instantânea nos mercados públicos. Os ativos que o banco está começando a aceitar podem ou não gerar rendimentos no futuro, mas o BCE certamente não será capaz de liquidá-los caso precise fazer isso.

“Os bancos centrais claramente não têm a perícia histórica e de fato não estão qualificados para avaliar empréstimos colaterais”, disse Jamie Dannhauser, economista do Lombard Street Research, que vê a medida como um ato de desespero para evitar uma crise de crédito generalizada.

Medida correta

Contudo, essa medida foi correta e é necessária. Dannhauser argumenta que a consequência não intencional pode ser que agora ficou mais fácil forçar um país a deixar a zona do euro. O temor das autoridades de que, por exemplo, um default da Grécia possa desencadear uma onda de pânico, destruindo outros bancos na periferia, agora diminuiu, uma vez que esses bancos estão agora protegidos pelo BCE.

Mesmo se não há uma conspiração, agora claramente existe um mecanismo para conter uma corrida generalizada contra os bancos da zona do euro”, disse.

Pela mesma razão, o movimento explicitamente encoraja os bancos centrais nacionais - e os governos por trás deles - a achar que eles podem lavar suas mãos de um desastre em um banco centrais mais fracos. Um default nacional provavelmente aniquilaria o capital do sistema bancário grego e, por sua vez, o Banco da Grécia, a menos que o Eurosistema partilhe suas perdas.

Em termos de contabilidade, isso pode não ser fatal - os bancos centrais não precisam manter níveis mínimos de capital e o próprio Bundesbank (banco central alemão) registrou níveis negativos de capital após o colapso do sistema Bretton Woods nos anos 1970, que reduziu o valor de suas posições em dólar. Mas as autoridades admitem que, neste ponto, o Eurosistema estará em território desconhecido e que apenas uma decisão política pode resolver a situação.

Dannhauser disse que a Alemanha pode estar preparada para explorar essa situação ao tornar politicamente impossível manter um banco central insolvente no Eurosistema.

“O Bundesbank pode ter calculado que a opção mais barata para a Alemanha é descobrir uma saída ordenada para a Grécia, Portugal e, possivelmente, o Chipre”, disse Dannhauser.

Fonte: Dow Jones Newswires

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