... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
Mostrar mensagens com a etiqueta Casino. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Casino. Mostrar todas as mensagens

Conspiração Económica Global, Crise Financeira; Interesses do Fundo Monetário Internacional Na Dívida Soberana das Nações Alvo de Ataque de Especulação do Casino Mundial: FMI Alterou Estatutos Pra Investir Livremente nos Mercados Financeiros



Uma notícia do Expresso, que recuperámos de Fevereiro de 2011, com um título propositadamente vago, á qual ninguém prestou a mínima atenção, demonstra-nos uma crise programada, e ajuda-nos a compreender melhor as razões da crise da dívida soberana.


Tal como teremos oportunidade de constatar abaixo, uma dessas razões é que o Fundo Monetário Internacional pratica crimes contra a humanidade, e ainda lucra com a crise da dívida pública. Veja aqui os Estatutos do Fundo Monetário Internacional /FMI)


FMI Alterou Estatutos Para Investir Livremente nos Mercados Financeiros
Notícia de Fevereiro de 2011 comprova interesses do Fundo Monetário Internacional
na Crise das dívidas Soberanas das Nações
Alvo de Ataque Financeiro dos Mercados de Especulação Financeira do Casino Global

Abaixo, transcreve-se a Notícia de Fevereiro de 2011 que comprova os interesses criminosos do Fundo Monetário Internacional na Crise das dívidas Soberanas das Nações Alvo de Ataque Financeiro da máfia dos Mercados de Especulação Financeira Internacional. É também interessante conhecer o sistema financeiro mais a fundo e conhecer o cartel de bancos Inter-Alpha.

FMI: Alteração nos estatutos permite investir livremente nos mercados


Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou ontem a entrada em vigor de uma emenda aos seus estatutos que lhe permite investir livremente nos mercados financeiros.


O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou ontem a entrada em vigor de uma emenda aos seus estatutos que lhe permite investir livremente nos mercados financeiros para diversificar os seus recursos.

A instituição indicou, em comunicado, que um número suficiente de Estados-membros ratificou a emenda em questão, proposta em 2008, no âmbito da reforma do seu "modelo de receitas".

"O fundo está autorizado a utilizar a moeda de um dos seus membros detida na sua conta de investimento de uma forma que tem o direito de determinar", lê-se na emenda, citada pela "AFP".

No entanto, o FMI deve pedir autorização ao país emissor dessa moeda, sobretudo aos Estados Unidos no caso dos investimentos em dólares, não podendo comprar títulos emitidos por um Estado ou por uma organização multilateral.

Esta emenda vai permitir ao FMI reinvestir livremente as receitas angariadas pela venda, em 2009 e em 2010, de um oitavo das suas reservas de ouro, ou seja, 403,3 toneladas.

"A nova alteração pretende dar poder ao fundo para melhorar o desempenho médio dos seus investimentos e adaptar a sua estratégia de investimentos ao longo do tempo", explicou a organização, em comunicado.

O FMI acrescentou que vai fiscalizar os eventuais "conflitos de interesses efectivos ou percebidos", perspetivando-se que a instituição deverá continuar a comprar sobretudo títulos de dívida aos seus Estados-membros.
in Expresso

Depois de lermos este artigo, somos obrigados a colocar uma simples questão:


Como pode alguém estar com Deus e com o Diabo?


Por outras palavras,

Como pode alguém ajudar financeiramente, sendo que é parte interessada no prejuízo?


Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Crise Económica Europeia; Portugal Itália Grécia Espanha Rating Moodys: Entenda os Mercados Financeiros, as Empresas e Agências de Notação Financeira do Casino de Especulação; Saiba Quem Ganha Com a Crise



A Moody's e suas congêneres têm sido objeto de críticas desde a Crise do subprime, quando todas atribuíram bons ratings ("grau de investimento") ao banco Lehman Brothers, poucas semanas antes que este pedisse concordata, em 2008. As agências de classificação de risco também não previram a falência dos bancos islandeses , que ocorreu pouco tempo depois, e nem a quase moratória da Islândia, país que até então era tido como um modelo. Alguns bancos islandeses chegaram a receber o Triple A, a melhor das avaliações - Vejamos agora, quem controla e Moody's e como.

Crise Económia Europeia; Portugal Itália Grécia Espanha Rating Moodys


Entre o leque de interesses encontramos: J. P. Morgan e o Bank of America, e muiitos outros.



Moody's COMPANY
Financial ratings and reports, founded 1909 by John Moody. Owned by Dun & Bradstreet, 1962-2000.





Moody's COMPANY
Official Website: http://www.moodys.com/
Industry: Business Services
Ticker: NYSE:MCO
Corporate headquarters: New York City
Sales: $1.7B (2005)
Employees: 2900

------------
Moody's COMPANY EXECUTIVES
Name Occupation Birth Known for
Debra J. Perry Business 30-Dec-1934  Moody's
pertence á sociedade Phi Beta Kappa
Richard D. Simmons Business 17-Apr-1951 President of Washington
Post Co., 1981-91


------------

Moody's COMPANY CURRENT BOARD MEMBERS ORb DIRECTORS
Name Occupation Birth Known for
Basil L. Anderson Business  c.
1945 
Vice Chairman of
Staples, 2001-06 
Robert R. Glauber Business

National Association of
Securities Dealers 
Nancy S. Newcomb   Business c. 1946 Former Citigroup
executive
John K. Wulff Business c. 1949 CFO of Union Carbide,
1996-2001

-------------

Moody's COMPANY BOARD MEMBERS OR DIRECTORS
Name Occupation Birth Known for
Henry A. McKinnell, Jr. Business 23-Feb-1943  CEO of Pfizer, 2001-06


Debra J. Perry
Born: 17-Apr-1951


Gender: Female
Race or Ethnicity: White
Occupation: Business

Nationality: United States
Executive summary: Moody's

University: BA, University of Wisconsin-Madison
University: Yale University

Moody's Senior Managing Dir., Global Ratings and Research (2001-04)
Moody's Chief Administrative Officer (1999-2001)
Moody's Group Managing Director (1996-99)
Moody's (1992-96)
First Boston Director, Fixed Income Research
Chemical Bank
Member of the Board of Conseco (2004-)
Member of the Board of Korn/Ferry International (2008-)
Member of the Board of MBIA (2004-)
Phi Beta Kappa Society

Richard D. Simmons
Born: 30-Dec-1934
Birthplace: Cambridge, MA
Gender: Male
Race or Ethnicity: White
Occupation: Business
Nationality: United States
Executive summary: President of Washington Post Co., 1981-91

University: BA, Harvard University
University: JD, Columbia Law School

The International Herald Tribune President (1989-96)
The Washington Post Co. President & COO (1981-91)
Dun & Bradstreet Vice Chairman (1979-81)
Dun & Bradstreet EVP (1976-79)
Moody's President (past)
Dun & Bradstreet VP & General Counsel (1970-)
Dun & Bradstreet (1969-70)
Satterlee & Stephens Associate (past)
Member of the Board of The Washington Post Co. (1981-)
Member of the Board of Dun & Bradstreet

Basil L. Anderson
Born: c. 1945
Birthplace: Jamaica

Gender: Male
Race or Ethnicity: Black
Occupation: Business

Nationality: United States
Executive summary: Vice Chairman of Staples, 2001-06

University: BSE, Israeli Institute of Technology
University: MBA, University of Chicago (1971)
University: MSE, University of Illinois
Administrator: Trustee, University of Chicago


Staples Vice Chairman (2001-06)
Campbell Soup EVP Finance and CFO (1996-2001)
Scott Paper CFO (1992-96)
Scott Paper VP (1988-96)
Scott Paper Treasurer (1987-96)
Scott Paper (1975-87)
Member of the Board of Becton Dickinson (2004-)
Member of the Board of CRA International, Inc. (2004-)
Member of the Board of Hasbro (2002-)
Member of the Board of Moody's (2004-)
Member of the Board of Staples (1997-)
Bush-Cheney '04
John Kerry for President
Robert R. Glauber
Born: ?
Gender: Male
Race or Ethnicity: White
Occupation: Business, Educator

Nationality: United States
Executive summary: National Association of Securities Dealers

University: BA, Harvard University
University: DBA, Harvard Business School
Professor: Business Administration, Harvard Business School (1964-89)
Professor: Lecturer, John F. Kennedy School of Government (1992-2000)


National Association of Securities Dealers Chairman & CEO (2001-06)
National Association of Securities Dealers President (2000-01)
US Treasury Department Under Secretary for Finance (1989-92)
J. P. Morgan & Co. Consultant, M&A Group (1986-88)
Member of the Board of American Stock Exchange
Member of the Board of Federal Reserve Bank of Boston
Member of the Board of Freddie Mac
Member of the Board of Moody's
Member of the Board of Mid Ocean Limited
Member of the Board of XL Capital (1998-)
Boston Economic Club
Council on Foreign Relations
Investment Company Institute Board of Directors (past)
Obama for America

Robert R. Glauber
Born: ?


Gender: Male
Race or Ethnicity: White
Occupation: Business, Educator

Nationality: United States
Executive summary: National Association of Securities Dealers

University: BA, Harvard University
University: DBA, Harvard Business School
Professor: Business Administration, Harvard Business School (1964-89)
Professor: Lecturer, John F. Kennedy School of Government (1992-2000)


National Association of Securities Dealers Chairman & CEO (2001-06)
National Association of Securities Dealers President (2000-01)
US Treasury Department Under Secretary for Finance (1989-92)
J. P. Morgan & Co. Consultant, M&A Group (1986-88)
Member of the Board of American Stock Exchange
Member of the Board of Federal Reserve Bank of Boston
Member of the Board of Freddie Mac
Member of the Board of Moody's
Member of the Board of Mid Ocean Limited
Member of the Board of XL Capital (1998-)
Boston Economic Club
Council on Foreign Relations
Investment Company Institute Board of Directors (past)
Obama for America

John K. Wulff
Born: c. 1949


Gender: Male
Race or Ethnicity: White
Occupation: Business

Nationality: United States
Executive summary: CFO of Union Carbide, 1996-2001

University: BS, Wharton School, University of Pennsylvania (1971)


Union Carbide CFO (1996-2001)
Union Carbide VP and Principal Accounting Officer (1989-95)
Union Carbide Controller (1987-89)
KPMG Partner, KPMG Main Hurdman (1980-87)
Hurdman and Cranstoun Partner (1977-80)
Member of the Board of Celanese (2006-)
Member of the Board of Fannie Mae (2004-)
Member of the Board of Hercules (as Chairman, 2003-)
Member of the Board of Moody's (2004-)
Member of the Board of Republic Financial Corporation (2006-)
Member of the Board of Sunoco (2004-)
American Institute of Certified Public Accountants
Bill Bradley for President
Financial Accounting Standards Board (2001-03)
Financial Executives International
Friends of Joe Lieberman
Joe Lieberman for President

Henry A. McKinnell, Jr.
Born: 23-Feb-1943
Birthplace: Vancouver, British Columbia, Canada


Gender: Male
Race or Ethnicity: White
Sexual orientation: Straight
Occupation: Business

Nationality: Canada
Executive summary: CEO of Pfizer, 2001-06

Father: Henry A. McKinnell, Sr.
Wife: (div., four children)


University: BA Business, University of British Columbia (1965)
University: MBA, Stanford University (1967)
University: PhD, Graduate School of Business, Stanford University (1969)


Pfizer CEO (2001-06)
Pfizer President (1999-2001)
Pfizer COO (1999-2000)
Pfizer President of Global Pharmaceuticals Group (1997-2001)
Pfizer CFO (1995-97)
Pfizer EVP (1992-99)
Pfizer President of Pfizer Asia (1979-85)
Pfizer (1971-79)
American Standard (1969-71)
Member of the Board of Exxon Mobil (2002-07)
Member of the Board of Moody's
Member of the Board of Pfizer (as Chairman, 2001-07)
Science Center of Connecticut Chairman
Bush-Cheney '04
The Business Council
Business Roundtable Chairman (2003-06)
Food and Drug Law Institute Chairman (past)
Friends of Giuliani Exploratory Committee
Friends of Joe Lieberman
George W. Bush for President
Japan Society
Medical Device Manufacturers Association Chairman (past)
Memorial Sloan-Kettering Cancer Center Trustee
New York Public Library Trustee
Pete Coors for Senate
Pharmaceutical Research and Manufacturers of America Chairman (past)
Santorum 2006
Trilateral Commission
World Economic Forum Vice Chairman

Classificação das obrigações a longo prazo

A taxonomia, os critérios de classificação e os ratings atribuídos pela Moody's apresentam algumas diferenças relativamente a outras agências assemelhadas.

Grau de investimento
Aaa: Moody denota como "Aaa" as da mais alta qualidade,[2] com o "menor grau de risco".[3][4]

Aa (Aa1, Aa2, Aa3): a Moody's classifica obrigações como "Aa" como sendo de alta qualidade, com "risco de crédito muito baixo",[2] mas "cuja susceptibilidade a riscos de longo prazo aparente ser de algum modo maior".[3] (AA+, AA e AA- nos ratings da S&P)

A (A1, A2, A3): a Moody's classifica obrigações como "A" as "grau médio-alto", sujeitas a "baixo risco de crédito",[2] mas que têm elementos que "sugerem uma susceptibilidade a "impairmente" a longo prazo".[3] (A+, A e A- nos ratings da S&P)

Baa1, Baa2, Baa3: a Moody's classifica obrigações como "Baa" como sendo de "risco de crédito moderado".[2] Para elas há "elementos de proteção que poderão estar em falta ou poderão ser caracteristicamente inconfiáveis".[3]


Grau especulativo (também "High Yield" ou "Junk")
Ba1, Ba2, Ba3: a Moody's classifica obrigações como "Ba" as quer tenham "questionável qualidade de crédito."[3]

B1, B2, B3: a Moody's classifica obrigações como "B" as especulativas e "sujeitas a alto risco de crédito",[2] e tenham "geralmente pobre qualidade de crédito."[3]

Caa1, Caa2, Caa3: a Moody's classifica obrigações como "Caa" as que tenham "pobre posicionamento e sejam sujeitas a risco de crédito muito alto",[2] e tenham "extremamente pobre qualidade de crédito."[3]

Ca: a Moody's classifica obrigações como "Ca" quando "altamente especulativas"[2] e "normalmente em falta com as obrigações de depósito".[3]

C: a Moody's classifica obrigações como "C" as que sejam da "mais baixa classe de títulos e habitualmente em falta"[2] e "potencialmente de valores de recuperação baixos".[3]

Especiais
WR: Withdrawn Rating[5]

NR: Not Rated[5]

P: Provisional
Debie Moodys http://mapper.nndb.com/start/?id=167719
http://mapper.nndb.com/start/?id=167719

http://www.nndb.com/company/494/000124122/

http://www.nndb.com/company/705/000098411/

http://mapper.nndb.com/start/?id=164867
Conseco
COMPANY


Insurance and related products, founded 1979.

The firm was in chapter 11 until 2003.

Official Website:
http://www.conseco.com/

Industry:
Insurance

Ticker:
NYSE:CNO

Corporate headquarters:
Carmel, IN

Sales:
$4.3B (2004)

Employees:
4,350 (2004)


EXECUTIVES

Name Occupation Birth Death Known for
C. James Prieur Business 21-Apr-1951 CEO of Conseco


CURRENT BOARD MEMBERS OR DIRECTORS

Name Occupation Birth Death Known for
R. Glenn Hilliard Business 18-Jan-1943 CEO of ING Americas, 1999-2003
Donna A. James Business 30-Jun-1957 Former EVP at Nationwide
Debra J. Perry Business 17-Apr-1951 Moody's
C. James Prieur Business 21-Apr-1951 CEO of Conseco
Philip R. Roberts Business 18-Feb-1942 Roberts Ventures, LLC
Neal C. Schneider Business 1-Jun-1944 Former Partner, Arthur Andersen
Michael S. Shannon Business 15-Jun-1958 KSL Capital Partners
Michael T. Tokarz Business 3-Nov-1949 Former Senior Partner, KKR
John G. Turner Business 3-Oct-1939 Hillcrest Capital Partners
Doreen A. Wright Business 27-Feb-1957 Senior VP and CIO of Campbell Soup


PAST BOARD MEMBERS OR DIRECTORS

Name Occupation Birth Death Known for
Thomas M. Hagerty Business c. 1963 Thomas H. Lee Partners

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Estudos Economia Portuguesa: Resultado Política PSD CDS UE BCE FMI Troika Fascista; Governo dos Mercados Financeiros do Casino dos Bancos de Especulão Financeira Internacional; Estudo do Economista Eugénio Rosa



Um ano de “troika” e de governo PSD/CDS para os trabalhadores Estudo de Eugénio Rosa – Economista

O QUE SIGNIFICOU PARA OS TRABALHADORES PORTUGUESES UM ANO DE “TROIKA” E DE GOVERNO PSD/CDS?

Um ano de “troika” e de governo PSD/CDS para os trabalhadores Estudo de Eugénio Rosa – Economista
Escravatura Antiga do Cacique
Escravidão e Servidão moderna
Estados Amarrados á Ddivida; A Ditadura dos Bancos e Cacique do FMI


 

RESUMO DESTE ESTUDO


No 1º ano detroika” e de governo PSD/CDS verificou-se que Portugal, um pais de baixos salários, está-se a transformar num país de salários ainda mais baixos, pois o peso percentual dos trabalhadores com salários baixos e muito baixos está a aumentar , e a percentagem com salários mais elevados está a diminuir. Segundo o INE (ver quadro 1), entre 2011 e 2012, a percentagem de trabalhadores a receber salários líquidos inferiores a 310€ por mês aumentou de 3,7% para 4%; entre 310€ e 600 € subiu de 31,1% para 31,5%, e entre 600 € e 900 € passou de 26,8% para 27,9% (o total destes três escalões cresceu, entre 2011 e 2012, de 61,6% para 63,5%).

Inversamente, no mesmo período, verificou-se uma redução importante na percentagem de trabalhadores com salários líquidos mais elevados. Segundo também o INE, a percentagem de trabalhadores com salários líquidos entre 2500€ e 3000€ diminuiu em 19,8%, e a de trabalhadores com salários líquidos superiores a 3000€ sofreu uma redução de 19%.

Em 2012, a previsão é que esta tendência se agrave ainda mais. Assim, segundo as Previsões da Primavera de 2012 da Comissão Europeia divulgadas este mês, os salários nominais deverão descer em Portugal -3,1%, a que se junta um forte aumento de IRS superior a 723 milhões € determinado pela diminuição significativa de muitas deduções no IRS que tinham os rendimentos do trabalho (ver Quadro 2) constante da Lei do Orçamento do Estado para 2012 do governo PSD/CDS, com impacto muito negativo nos salários e nas pensões (os seus efeitos sentir-se-ão mais fortemente aquando do pagamento do IRS referente aos rendimentos auferidos em 2012), que reduzirá ainda mais os salários líquidos dos trabalhadores portugueses.

No 1º ano de “troika” e de governo PSD/CDS foram destruídos em Portugal 203,5 mil empregos quadro 3), o que significa 558 empregos por dia (no 1º Trim.-2012, essa destruição, acelerou-se alcançando 810 empregos destruídos por dia), sendo 358 ocupados por homens e 200 empregos ocupados por mulheres. E em 2012, a Comissão Europeia, nas suas Previsões da Primavera, estima que o emprego em Portugal se reduza em -3,3%, o que significa a destruição de mais 153,8 mil postos de trabalho. É evidente que a previsão do governo PSD/CDS de uma taxa de desemprego de 14,5%em 2012 é falsa e visa apenas iludir (anestesiando-a) a opinião pública.

Segundo o INE, entre o 1º Trimestre de 2011 e o 1º Trimestre de 2012, (quadro 4) o desemprego oficial aumentou em Portugal de 12,4% para 14,9% (de 689 mil para 819 mil desempregados), mas o desemprego real, que inclui também os “inactivos disponíveis” e o “desemprego visível, aumentou de 17,7% para 21,5% (o número de desempregados subiu de 1.007.000 para 1.224.000). E no fim do 1ºTrimestre de 2012, segundo dados da Segurança Social, estavam a receber o subsidio de desemprego apenas 359 mil desempregados, ou seja, somente 29 em cada 100, não recebendo qualquer subsidio de desemprego 865.000 desempregados.

Entre 2011 e 2012, o desemprego de longa duração (quadro 5), ou seja, com duração superior a um ano, aumentou de 365,2 mil para 416,2 mil, representando em 2012 mais de 50% do desemprego oficial. Para além destes, ainda existem várias centenas de milhares de desempregados que não são considerados no desemprego oficial (inactivos disponíveis e subemprego visível), cujo número aumentou, entre 2011 e 2012, de 365,2 mil para 416,2 mil .

Entre 2011 e 2012 (Quadro 6), o desemprego de trabalhadores com o nível de escolaridade até ao básico aumentou 8,2%, mas os com ensino secundário cresceu 43,5%, e os com ensino superior subiu em 37%.

A destruição da economia portuguesa está a impedir que os trabalhadores com maior escolaridade e qualificação encontrem emprego, obrigando muitos deles a imigrar.

No 1º ano de “troika” e de governo PSD/CDS as funções sociais (saúde, educação, segurança social), que se podem considerar como um salário indirecto para os trabalhadores, sofreram cortes muito grandes o que está a provocar a degradação dos serviços públicos e fortes restrições no direito ao seu acesso (aumento de 100% nas taxas moderadoras, redução de comparticipação nos medicamentos). Segundo o Relatório do OE-2012 (pág. 79), entre 2010 e 2011, as despesas com as funções sociais do Estado diminuíram de 30.843 milhões € para 29.281 milhões €, ou seja, sofreram um corte de 1.562 milhões €, estando previsto para 2012 mais um outro corte de 2.843 milhões €, o que está a tornar a situação insustentável provocando a ruptura em muitos serviços.

Eis na linguagem fria dos números oficiais, algumas das consequências para os trabalhadores de um ano de intervenção da “troika estrangeira” e de política do governo do PSD/CDS que estão a destruir a economia e a sociedade portuguesa.

Estudo


Utilizando a linguagem objectiva dos números oficiais vai-se apresentar, de uma forma sintética, algumas das consequências para os trabalhadores (somente uma pequena parte para o estudo não ficar demasiadamente extenso) da terapia de choque ultraliberal recessiva que está a ser imposta pela “troika” estrangeira e pelo governo PSD/CDS aos portugueses, a qual está a destruir a economia e a sociedade portuguesa.

Comecemos pelos salários.


O quadro 1, com dados das Estatísticas do Emprego do INE, revela que no 1º ano de “troika” e de governo PSD/CDS, a percentagem de trabalhadores com salários líquidos nominais baixos ou muito baixos aumentou, enquanto a de trabalhadores com salários mais elevados diminuiu.

Quadro 1- Trabalhadores por conta de outrem por escalão de rendimento salarial mensal liquido

Quadro 1- Trabalhadores por conta de outrem por escalão de rendimento salarial mensal liquido

Escalão de rendimento salarial 1ºTrim.-2011 1ºTrim.-2012 Variação dos trabalhadores Em %
Milhares %
TOTAL
Milhares %
TOTAL
PORTUGAL - Trabalhadores por conta de outrem 3.814,3 100,0% 3.662,2 100,0% -4,0%
Trabalhadore a receber Menos de 310 euros 140,0 3,7% 147,3 4,0% 5,2%
Trabalhadore a receber De 310 a menos de 600 uros 1.187,6 31,1% 1.154,5 31,5% -2,8%
Trabalhadore a receber De 600 a
menos de 900 euros
1.023,8 26,8% 1.022,1 27,9% -0,2%
Trabalhadore a receber De 900 a menos de 1.200 euros 411,1 10,8% 415,8 11,4% 1,1%
Trabalhadore a receber De 1 200 a menos de 1 800 euros 367,2 9,6% 369,2 10,1% 0,5%
Trabalhadore a receber De 1.800 a menos de 2.500 euros 113,2 3,0% 114,7 3,1% 1,3%
Trabalhadore a receber De 2 500 a menos de 3 000 euros 29,8 0,8% 23,9 0,7% -19,8%
Trabalhadore a receber 3 000 euros e mais euros 35,2 0,9% 28,5 0,8% -19,0%
*NS/NR 506,5 13,3% 386,3 10,5% -23,7%
SALARIOS ATÉ 600 EUROS 1.327,6 34,8% 1.301,8 35,5% -1,9%
SALARIOS ATÉ 900 EUROS 2.351,4 61,6% 63,5% -1,2%

Isto é o resultado de um ano de “troika” e de governo PSD/CDS para os trabalhadores

Fonte: INE, Estatísticas do Emprego - 1º Trimestre de 2011 e de 2012. - Tabela adaptada e melhorada por Revolta Total Global Democracia Real Já
*NS/NR - Não Sabe, e ou, Não Responde



Entre 2011 e 2012, a percentagem dos trabalhadores a receber salários líquidos inferiores a 900€ por mês aumentou de 61,6% para 63,5% do total. Inversamente, no mesmo período, verificou-se uma redução importante na percentagem de trabalhadores com salários líquidos mais elevados. Segundo também o INE, a percentagem de trabalhadores com salários líquidos entre 2500€ e 3000€ diminuiu em 19,8%, e a de trabalhadores com salários líquidos superiores a 3000€ sofreu uma redução de 19%.

Apesar do carácter indicativo destes dados, no entanto é clara uma tendência na alteração da estrutura salarial dos trabalhadores no sentido do aumento do peso dos trabalhadores com salários baixos e muitos baixos, e da diminuição do peso dos salários elevados. E em 2012, de acordo com as Previsões da Primavera divulgadas em Maio de 2012, a Comissão Europeia prevê mais uma redução de -3,1% nos salários nominais dos trabalhadores portugueses (na Administração Pública, com o confisco do subsidio de férias e de Natal a redução atinge 14%), a que se junta.um aumento brutal no IRS como mostra o quadro 2

Quadro 2 – Alterações no Código do IRS que determinam em 2012 aumento significativo do IRS

Quadro 2 – Alterações no Código do IRS que determinam em 2012 aumento significativo do IRS

ARTIGOS DO CÓDIGO IRS ALTERADOS EM 2012 Em 2011 Em 2012 Variação
2011 - 2012
Artº 25 CIRS - Rendimentos do trabalho -Diminuição da parcela do rendimento não sujeito a IRS => Aumento de IRS em 32 milhões € 4.104,00 € 3.622,06
-481,94
Artº 53 do CIRS - Reformados e aposentados - Diminuição da parcela do rendimento não sujeito a IRS => Aumento de IRS de 24 milhões € 6.000,00 € 4.104,00
-1.896,00
Artº 79º (nº1, alínea a ) do CIRS - Diminuição da edução no IRS a pagar por sujeito passivo => Aumento de IRS em 50 milhões € 261,25 € 230,57
-30,68
Artº 79º (nº1, alínea d ) do CIRS - Diminuição da dedução no IRS a pagar por cada filho => Aumento de IRS em 19 milhões € 190,00 € 167,69
-22,31
Artº 79º (nº1, alínea e ) do CIRS - Diminuição da dedução no IRS a pagar por cada ascendente => Aumento de IRS 261,25 € 230,57
-30,68
Art 83º (nº1 ) do CIRS - Diminuição da dedução no IRS a pagar das despesas com a educação dos filhos=> Aumento IRS em 77 milhões € 760,00 € 670,75
-89,25
Artº 82 do CIRS- Redução das despesas de saúde que passa de 30% para apenas 10% => aumento significativo do IRS em 440 milhões € Vai determinar um aumento de IRS em2012 que se avalia em 440 milhões €
Artº 5 do CIRS - Redução para metade de 30% para 15%) das despesas com juros e amortizações de crédito de habitação que podem ser deduzidas no IRS=> Aumento significativo do IRS em 81 milhões € Aumento de IRS para os portugueses que estão a pagar o crédito a habitaçao que estimamos em 81 milhões €
Artº
3º do Código do IRS -
Diminuição do valor subsidio de
refeição isento de IRS
7,68
6,14
-1,54

Um ano de “troika” e de governo PSD/CDS + Colaboração do PS de Seguro dos Bancos, dá um resultado cruel para o povo português em geral e para os trabalhadores em particfular.


Só as alterações introduzidas no Código do IRS pelo governo PSD/CDS, através da Lei do Orçamento de Estado para 2012 que conseguimos quantificar (algumas não foi possível por falta de dados), determinam um aumento de IRS, que cai principalmente sobre os trabalhadores, que estimamos em mais 723 milhões €. Para além disso, as taxas de IRS sofreram um aumento em 2012 que é tanto mais elevado quanto mais baixo é o escalão (para os rendimento tributáveis até 4.893 € a subida foi de 3,8%, enquanto para rendimentos superiores a 153.300€ o aumento foi apenas de 1,4%). A conjugação de todos estes aumentos de IRS vão determinar também mais uma redução significativa dos salários líquidos dos trabalhadores portugueses em 2012.

A DESTRUIÇÃO DE EMPREGO EM PORTUGAL NO 1º ANO DE “TROIKA” E DE GOVERNO PSD/CDS ATINGIU 558 EMPREGOS POR DIA (incluindo sábados, domingos e feriados)


Como revela o quadro 3, construído também com dados divulgados pelo INE, a destruição de emprego no 1º ano de “troika” e de governo PSD/CDS foi muito elevada.


Quadro 3 – A destruição de emprego em Portugal no 1º ano de “troika” e de governo PSD/CDS

Quadro3 – A destruição de emprego em Portugal no 1º ano de “troika” e de governo PSD/CDS EMPREGO
PERÍODO Homens Mulheres TOTAL
1º Trim-2011 - Milhares 2.591,5 2.274,5 4.866,0
2º Trim-2011 - Milhares 2.594,3 2.298,7 4.893,0
3º Trim-2011 - Milhares 2.597,4 2.256,3 4.853,7
4º Trim-2011 - Milhares 2.514,9 2.220,5 4.735,4
1º Trim-2012 - Milhares 2.460,9 2.201,6 4.662,5
Destruição de emprego - Milhares -130,6 -72,9 -203,5
Destruição diária de emprego (inclui sábados, domingos e feriados)- Nº Trabalhadores que perdem o seu emprego -358 -200 -558
Fonte:
INE, Estatísticas do Emprego - 1º Trimestre de 2011 de 2012.

No 1º ano de “troika” e de governo PSD/CDS a destruição de emprego em Portugal atingiu 203,5 mil, o que corresponde a 558 empregos por dia (mais recentemente, ou seja, no 1º Trimestre de 2012, a destruição, acelerou-se alcançando 810 empregos destruídos por dia), sendo 358 ocupados por homens e 200 empregos ocupados por mulheres. Em 2012, a Comissão Europeia, nas suas Previsões da Primavera. Prevê que o emprego em Portugal se reduza em -3,3%, o que significa a destruição de mais 153,8 mil postos de trabalho, o que vai agravar ainda mais o problema do desemprego em Portugal. Quando a principal fonte de criação de riqueza de um país são as pessoas, uma politica que provoca uma tão elevada destruição de emprego e, consequentemente, de riqueza, deixando centenas de milhares de portugueses sem trabalho, que é simultaneamente o seu principal meio de sobrevivência e de dignificação, tal politica é criminosa. A afirmação de Passos Coelho de que o despedimento é uma oportunidade para mudar de vida revela, para além de uma profunda insensibilidade humana e social, uma falta de respeito por quem tem de enfrentar o drama do desemprego numa altura em que se verifica uma destruição maciça de emprego, por isso é difícil encontra novo emprego, ainda por cima vinda de uma pessoa que tem vivido à sombra do emprego protegido pelo cartão partidário.

AUMENTA O DESEMPREGO E OS DESEMPREGADOS SEM SUBSIDIO DE DESEMPREGO


O desemprego, que é um indicador avançado da recessão económica pois como mostramos no estudo anterior existe uma forte correlação entre a quebra do PIB e aumento do desemprego (lei de Okun); disparou assim como o número de desempregados sem subsidio de desemprego.

Quadro 4- Variação do desemprego e desempregados sem receber subsidio em Portugal no 1º ano de “troika” e de governo PSD/CDS



Quadro 4- Variação do desemprego e desempregados sem receber subsidio em Portugal 1º ano de “troika” e de governo PSD/CDS

RÚBRICAS VALOR TRIMESTRAL
1ºT-2011 2ºT-2011 3ºT-2011 4ºT-2011 1T-2012
1- População activa - Milhares 5.555 5.568 5.543 5.507 5.482
2- DSEMPREGO OFICIAL - Milhares
689 675 690 771 819
3- Subemprego visível - Milhares 174 175 160 187 203
4-Inativos disponíveis (inclui desencorajados) - Milhares
144 148 193 203 202
5-DESEMPREGO EFECTIVO - Milhares
1.007 998 1.043 1.161 1.224.000
6- TAXA DE DESEMPREGO - (2+3+4) Milhares
Taxa de Desemprego Oficial (2:1) 12,4% 12,1% 12,4% 14,0% 14,9%
Taxa Efectiva ((5: (1+4)) 17,7% 17,5% 18,2% 20,3% 21,5%
Diferença entre a taxa oficial de desemprego e a taxa efectiva
+5,3% +5,4% ´+5,8% +6,3% +7,4%
7 - DESEMPREGADOS A RECEBER SUBSIDIO - Milhares
294 287 287 317 359
8 - COBERTURA DO SUBSIDIO DE DESEMPREGO - Taxa
Em relação desemprego oficial (7:2) 42,7% 42,5% 41,6% 41,1% 43,8%
Em relação desemprego efectivo (7:5) 29,2% 28,8% 27,5% 27,3% 29,3%
9 - DESEMPREGADOS QUE NÃO RECEBEM SUBSIDIO DE DSEEMPREGO - Milhares 713 711 756 844 865
Fonte: INE, Estatísticas do Emprego - 1º Trimestre de 2011 e de 2012.
SIGNIFICACADO DE TROIKA = Máfia Financeira = UE, BCE, FMI


Segundo o INE, entre o 1º Trimestre de 2011 e o 1º Trimestre de 2012, o desemprego oficial aumentou em Portugal de 12,4% para 14,9% (de 689 mil para 819 mil desempregados), mas o desemprego real, que inclui também os “inactivos disponíveis” e o “desemprego visível”, ou seja, os desempregados que não procuraram emprego no período em que foi feito o inquérito por pensarem que não o encontrarão (os chamados “desencorajados”) ou por qualquer outro motivo, e também aqueles que, para sobreviverem, fazem pequenos “biscates”, mas todos eles apesar de estarem no desemprego não são incluídos no número oficial de desemprego; repetindo, se somarmos todos estes ao desemprego oficial, obtém-se uma taxa real de desemprego. E esta taxa durante o 1º ano de “troika” e de governo PSD/CDS aumentou de 17,7% para 21,5% (o número de desempregados subiu de 1.007.000 para 1.224.000).

No fim do 1º Trimestre de 2012, o desemprego real atingia 1.224.000 desempregados, mas recebiam subsidio de desemprego apenas 359 mil segundo a Segurança Social, ou seja, somente 29 em cada 100, não recebendo qualquer subsidio de desemprego 865.000 desempregados. É por esta razão também que a miséria e a fome está-se a alastrar rapidamente em Portugal.

O DESEMPREGO DE LONGA DURAÇÃO JÁ ATINJE MAIS DE 50% DOS DESEMPREGADOS


O quadro 5, construído com dados divulgados pelo INE, mostra como o desemprego de longa
duração, ou seja, com mais de um ano aumentou neste 1º ano de ”troika” de governo PSD/CDS.
Quadro 5 – Variação do desemprego de longa duração em Portugal no 1º ano de “troika”

Quadro 5 – Variação do desemprego de longa duração em Portugal no 1º ano de “troika” E "Direito Especial de Saque" da Máfia do FMI
PERIODO Desempregados entre 12-24 meses Desempregados há 25 meses e mais meses Desemprego TOTAL Desempregados não incluídos no nº oficial de desemprego - Milhares
Desemprego oficial longa duração - Milhares
1º Trimestre 2011 163,6 201,6 365,2 317,7
2º Trimestre 2011 147,4 224,9 372,3 322,5
3º Trimestre 2011 144,5 211,9 356,4 353
4º Trimestre 2011 156,4 249,1 405,5 389,4
1º Trimestre 2012 188,1 228,1 416,2 405,1
Aumento2011-2012 15,0% 13,1% 14,0% 27,5%
Fonte: INE, Estatísticas do Emprego - 1º Trimestre de 2011 e de 2012.


Fonte: INE, Estatísticas do Emprego - 1º Trimestre de 2011 e de 2012

Entre 2011 e 2012, o desemprego de trabalhadores com o nível de escolaridade até ao básico  aumentou 8,2%, mas os com ensino secundário cresceu 43,5%, e os com ensino superior subiuem 37%. É evidente, que a economia portuguesa absorve cada vez menos trabalhadores com níveis de escolaridade e qualificação elevadas. Com a actual politica expulsa-se os trabalhadores mais qualificados para o estrangeiro, condenando a economia e a sociedade portuguesa à estagnação e ao atraso. Eis também um resultado de um ano de “troika” e de governo PSD/CDS.

Eugénio Rosa, edr2@netcabo.pt, 18.5.2012

Um ano de “troika” e de governo PSD/CDS para os trabalhadores; por Eugénio Rosa, Economista Download do pdf


Veja aqui o resultado do brutal aumento de Milhões nas contas públicas do primeiro trimestre de 2012


Veja aqui os Estatutos de Direito Especial de Saque do FMI


Veja Quem Controla a União Europeia


Conheça o Cartel Financeiro Internacional


Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Casino Especulação Global Ameaça Berlim; Crise de Que Nem A Alemanha Escapa! Euro: "Como Pode Uma União Monetária Funcionar Se As Economias Se Afastam Cada Vez Mais Umas das Outras?"; Richard Swartz Escritor e Jornalista Sueco



Crise da dívida: O crescimento não se compra assim


«A crise está de volta à Alemanha, pelo menos nos jornais. Primeiro, porque o Financial Times revelou que um guru da finança americana, o especialista John Paulson, aposta contra a Alemanha, ao dizer que, muito brevemente, a crise terá uma tal amplitude que fará com que Berlim perca a sua notação de triplo A» - A este proposito importa salientar que também o globalista George Soros disse há dias em Paris: "Se Tiver que Apostar é contra o Euro"


 


19 abril 2012 Dagens Nyheter Estocolmo

"A visão de futuro que nos traçam os dirigentes europeus assemelha-se rigorosamente às oportunidades perdidas de há uns anos."

 

"Qualquer economista ou político medíocre é capaz de arranjar uma receita miraculosa para os problemas económicos da Grécia, mas que terá tão pouca probabilidade de ser aceite como de arranjarmos quem nos sirva um café turco em Atenas."





Richard Swartz


A acreditar no quadro que pintam os políticos, os novos apoios que substituem os antigos vão criar condições propícias às reformas desejadas e ao crescimento económico, nos países do Sul da Europa. No entanto, esta visão do futuro parece retomar as oportunidades perdidas de há uns anos, sem qualquer diferença. Alguém acredita que já ultrapassámos a crise da dívida europeia?


Até agora, contentámo-nos em carregar no travão a fundo e tratar os sintomas da crise. Todos apertam os cintos, voluntária ou involuntariamente. Uma vez mais, os dirigentes europeus optaram por aquilo que melhor sabem fazer: ganhar tempo.

Pretendem aproveitar a situação para promover o crescimento económico, única saída para a crise. Um crescimento que só pode ser alcançado se cada país se empenhar nele. Este credo simpático e absolutamente correto é martelado como uma fórmula recorrente pelos principais dirigentes europeus.

Mas será realista? Por vezes, fica a impressão de que a classe política tem apenas uma muito vaga ideia de como funciona realmente a economia em vários países do Leste e do Sul da Europa, e que palavras de ordem como "reformas" ou "crescimento" pouco mais lhes dizem do que falsas esperanças ou pura fantasia.

Antiga economia desmantelada


O dilema é particularmente evidente na Europa Oriental. Com o colapso do regime comunista, a antiga economia foi desmantelada. As fábricas foram fechadas ou faliram. Quase de um dia para o outro, todos os produtos foram substituídos: da pasta dentífrica à margarina, passando pelos pensos higiénicos, frigoríficos, sofás e automóveis. Para os consumidores dos países do Leste, foi uma verdadeira bênção.

Em menos tempo do que leva a dizer, passaram da penúria para a abundância. Com um único problema: no Leste, não havia dinheiro para comprar os produtos ocidentais. Os habitantes desses países receberam, pois, empréstimos generosos dos novos bancos comerciais, filiais dos do Ocidente. O resultado são economias que, ainda hoje, produzem geralmente pouco e assentam unicamente na base precária do endividamento.

Grande parte do Sul da Europa está numa situação semelhante. Fraca produção, exportação insignificante, alto endividamento. Aí, a introdução do euro teve, paradoxalmente, efeitos semelhantes aos da queda do Muro. Pela primeira vez, esses países tiveram acesso a créditos financeiros "reais", ainda por cima baratos, como se o Peloponeso ou a Extremadura se localizassem na Renânia ou fossem vizinhos da Baviera.

Esse tipo de oportunidade só surge uma vez na vida. Durante cerca de dez anos, uma enxurrada de créditos atingiu o Sul da Europa. Esse dinheiro serviria para ajudar a criar as bases de um crescimento económico autossustentável – se tivesse sido investido em infraestruturas, na restruturação do Estado, no saneamento de faixas inteiras da atividade económica ou na educação. Em vez disso, foi atirado à rua.

Solução é tomar consciência do que é essencial


Hoje, quando novos apoios se preparam para substituir os antigos, dizem que vão servir para criar as condições necessárias para as reformas previstas e para o crescimento económico no Sul da Europa.

 

Ora essa oportunidade já foi dada antes e foi desperdiçada. A visão de futuro que nos traçam os dirigentes europeus assemelha-se rigorosamente às oportunidades perdidas de há uns anos.

 

Os homens criam muito mais problemas do que soluções. Olof Palme dizia que resolver um problema – logo, a função da política – era uma questão de vontade. Para Karl Marx, a solução é tomar consciência do que é essencial. Muito bem. Qualquer dessas abordagens mal não faz. Mas foi, sem dúvida, Bismarck o mais perspicaz, quando defendeu que a política é a "arte do possível", devendo por isso procurar as soluções de entre o que é materialmente possível fazer. Qualquer economista ou político medíocre é capaz de arranjar uma receita miraculosa para os problemas económicos da Grécia, mas que terá tão pouca probabilidade de ser aceite como de arranjarmos quem nos sirva um café turco em Atenas.

A questão está em saber de que irá viver uma série de países europeus no futuro, no contexto atual de globalização. Ninguém parece ter uma resposta. Tudo o que se sabe é que vai ser preciso mudar radicalmente de estilo de vida. E que a China, muito mais do que a Alemanha, se encarregará disso.


Visto da Alemanha


Hesitações de Berlim atraem especuladores


A crise está de volta à Alemanha, pelo menos nos jornais. Primeiro, porque o Financial Times revelou que um guru da finança americana, o especialista John Paulson, aposta contra a Alemanha, ao dizer que, muito brevemente, a crise terá uma tal amplitude que fará com que Berlim perca a sua notação de triplo A; depois porque, com a sua forte previsão de 2% de crescimento para 2013 e um mercado de trabalho dinâmico, o Governo deve, uma vez mais, perguntar-se até onde está disposto a ir para prestar ajuda aos países mais frágeis da zona euro. O que faz com que o Süddeutsche Zeitung escreva:
É justamente esta dicotomia – as grandes economias como a França, a Espanha e a Itália de um lado, e o peso pesado alemão de outro – que representa o problema fundamental do clube do euro: como pode uma união monetária funcionar a longo prazo se as economias se afastam cada vez mais umas das outras? É esta a questão que se põe desde o início e para a qual os Estados ainda não encontraram resposta. Porque essa resposta está ligada a um sim ou a um não à União de transferência: os países fortes devem ajudar de forma permanente os fracos para impedir que as diferenças sejam demasiado grandes e que a comunidade se desintegre? A permanência da Grécia e de Portugal no clube, mas também a da Espanha, depende da resposta a esta pergunta. […] É preciso tomar posições claras. Compromissos arbitrários como o pacto Euro Plus ou os frágeis pacotes para o emprego não podem ser bem-sucedidos.

http://www.dn.se/ledare/kolumner/europas-slitna-mantra

Richard Swartz


Richard Swartz; nascido;  jornalista e escritor sueco; Viena; correspondente; Europa de Leste;  diário; sueco; Svenska Dagbladet; Frankfurter Allgemeine Zeitung; Süddeutschde Zeitung
Richard Swartz, nascido em 1945, é um jornalista e escritor sueco. Fixado em Viena desde 1976, foi, durante muito tempo, correspondente na Europa de Leste do diário sueco Svenska Dagbladet e colaborou com o Frankfurter Allgemeine Zeitung e o Süddeutschde Zeitung. Desde 2009, escreve nas páginas de editoriais do Dagens Nyheter. Publicou vários livros, entre eles Room Service, uma compilação de reportagens, já traduzida em várias línguas.
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1838421-o-crescimento-nao-se-compra-assim

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Edge Funds Fast Money Casino Apostas: Colapso Econômico de PIIGS Portugal, Espanha, Irlanda, Itália e Grécia



Hedge Funds elevam apostas de que a crise vai se alastrar


Expectativa é de que Itália, Portugal e Espanha sejam os próximos na lista de Falência


“Muitos fundos estavam relutantes em fazer grandes apostas contra a dívida europeia antes da aprovação pelo parlamento grego do pacote de ajuda”

Os hedge funds que negociam bônus e empréstimos estão elevando suas apostas de que a crise de dívida pública que afeta a Europa deve se expandir para Portugal, Espanha e Itália, mesmo apesar de a Grécia ter recebido recentemente um pacote de ajuda de 12 bilhões de euros.

“Nada do que vimos até agora tem tratado de solvência, mas sim de liquidez”, declarou Simon Finch, diretor de operações de crédito da CQS UK e que gerencia um fundo de hedge de 11 bilhões de dólares, em declaração à Bloomberg.

Finch está ampliando as apostas de queda em operadoras de telefonia móvel,pedágios de rodovias e no setor de serviços de Portugal, Espanha e Itália com a expectativa de que estas nações sejam forçadas a reduzir os gastos para pagar os credores, retardando o crescimento da economia e reduzindo os gastos dos consumidores.

O CQS é um dos fundos de hedge que sinaliza que os investidores estão subestimando as chances de um problema ou eventual calote não apenas contagiar Portugal, onde o rating soberano foi reduzido nesta semana para “junk” pela agência de classificação de risco Moody’s, mas também Espanha e Itália.

“Muitos fundos estavam relutantes em fazer grandes apostas contra a dívida europeia antes da aprovação pelo parlamento grego do pacote de ajuda”, declarou Omar Kodmani, diretor-executivo da Permal Investment Management, uma unidade da Legg Manson, em declaração à Bloomberg.

Mais apostas

“Estamos à beira de um colapso econômico que começa, vamos dizer, na Grécia, mas que poderia facilmente se espalhar”, declarou o megainvestidor bilionário George Soros durante evento em Viena em 26 de junho, citado pela Bloomberg.

O investidor estrategista Dennis Gartman, colunista do programa Fast Money, da rede de televisão norte-americana CNBC, afirmou nesta semana que a Grécia e seus vizinhos que formam os PIIGS (Portugal, Espanha, Irlanda e Itália) vão falir em até 18 meses.

Colaborador do Fast Money desde 2008, Gartman disse que, no curto prazo, os problemas de endividamento destes países serão contornados. Mas em um ano e meio, no máximo, todos os países vão sucumbir por não conseguir se livrar dos rombos da dívida pública.

Pacote de ajuda

No dia 29 de junho, o parlamento grego aprovou um novo pacote de austeridade, que inclui cortes pesados nos gastos públicos e aumento dos impostos. A aprovação das medidas era a condição imposta pela Zona do Euro à Grécia para que o país receba nova ajuda financeira de 110 bilhões de euros e evite um calote na dívida pública.

Fonte: Exame Abril: Hedge Funds elevam apostas de que a crise vai se alastrar

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...