... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
Mostrar mensagens com a etiqueta Soberana. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Soberana. Mostrar todas as mensagens

Conspiração Económica Global, Crise Financeira; Interesses do Fundo Monetário Internacional Na Dívida Soberana das Nações Alvo de Ataque de Especulação do Casino Mundial: FMI Alterou Estatutos Pra Investir Livremente nos Mercados Financeiros



Uma notícia do Expresso, que recuperámos de Fevereiro de 2011, com um título propositadamente vago, á qual ninguém prestou a mínima atenção, demonstra-nos uma crise programada, e ajuda-nos a compreender melhor as razões da crise da dívida soberana.


Tal como teremos oportunidade de constatar abaixo, uma dessas razões é que o Fundo Monetário Internacional pratica crimes contra a humanidade, e ainda lucra com a crise da dívida pública. Veja aqui os Estatutos do Fundo Monetário Internacional /FMI)


FMI Alterou Estatutos Para Investir Livremente nos Mercados Financeiros
Notícia de Fevereiro de 2011 comprova interesses do Fundo Monetário Internacional
na Crise das dívidas Soberanas das Nações
Alvo de Ataque Financeiro dos Mercados de Especulação Financeira do Casino Global

Abaixo, transcreve-se a Notícia de Fevereiro de 2011 que comprova os interesses criminosos do Fundo Monetário Internacional na Crise das dívidas Soberanas das Nações Alvo de Ataque Financeiro da máfia dos Mercados de Especulação Financeira Internacional. É também interessante conhecer o sistema financeiro mais a fundo e conhecer o cartel de bancos Inter-Alpha.

FMI: Alteração nos estatutos permite investir livremente nos mercados


Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou ontem a entrada em vigor de uma emenda aos seus estatutos que lhe permite investir livremente nos mercados financeiros.


O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou ontem a entrada em vigor de uma emenda aos seus estatutos que lhe permite investir livremente nos mercados financeiros para diversificar os seus recursos.

A instituição indicou, em comunicado, que um número suficiente de Estados-membros ratificou a emenda em questão, proposta em 2008, no âmbito da reforma do seu "modelo de receitas".

"O fundo está autorizado a utilizar a moeda de um dos seus membros detida na sua conta de investimento de uma forma que tem o direito de determinar", lê-se na emenda, citada pela "AFP".

No entanto, o FMI deve pedir autorização ao país emissor dessa moeda, sobretudo aos Estados Unidos no caso dos investimentos em dólares, não podendo comprar títulos emitidos por um Estado ou por uma organização multilateral.

Esta emenda vai permitir ao FMI reinvestir livremente as receitas angariadas pela venda, em 2009 e em 2010, de um oitavo das suas reservas de ouro, ou seja, 403,3 toneladas.

"A nova alteração pretende dar poder ao fundo para melhorar o desempenho médio dos seus investimentos e adaptar a sua estratégia de investimentos ao longo do tempo", explicou a organização, em comunicado.

O FMI acrescentou que vai fiscalizar os eventuais "conflitos de interesses efectivos ou percebidos", perspetivando-se que a instituição deverá continuar a comprar sobretudo títulos de dívida aos seus Estados-membros.
in Expresso

Depois de lermos este artigo, somos obrigados a colocar uma simples questão:


Como pode alguém estar com Deus e com o Diabo?


Por outras palavras,

Como pode alguém ajudar financeiramente, sendo que é parte interessada no prejuízo?


Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Crise Económica Internacional; Máfia Financeira, Cartel FMI: Império Monetário; Fundo de Fraude, Especulação, Fome, Miséria, Controle e Escravidão Global; Mapa Mundo de Dívida Soberana; Países Escravos do Dragão do Banco Mundial



Não apenas a ciência política, mas mesmo os economistas liberais concordam com o princípio de que a política é a expressão concentrada da economia.

Pois bem. Tem sido uma constante nas páginas dos monopólios de comunicação, tanto em Portugal como do exterior, a afirmação de que “a crise política não afetou a economia...”


Hoje o dinheiro é impresso sobretudo em papel e o guardião da moeda é o Banco Central de cada país. O banqueiro alemão Mayer Smschel Rothschild (1744-1812) escreveu:


"Dêem-me o controle do Banco Central de qualquer país e não me interessa quem venha a produzir o restante das leis".


Em 2005, a revista Forbes pôs seu nome em 7o lugar numa lista dos vinte mais importantes homens de negócios, alcunhando-o Pai Fundador das Finanças Internacionais. Seu sobrenome de nascimento, Bauer, que significa agricultor, em alemão, foi substituído por Rothschild, adaptação de rot, vermelho, e Schild, brasão, escudo, figura que identificava o logotipo do banco da família.

Governo contrata Rothschild e Oliver Wyman para ajudar nas negociações com a Banca


Banco Rothschild e consultora Oliver Wyman são os dois novos assessores do Governo de Portugal para apoiar negociações com os bancos.  Um roubo descarado, num governo em que o primeiro-ministro veio da Fomentinvest do BES, o adjunto da Goldman Sachs, António Borges do Santander, Goldman Sachs, FMI; o ministro da saúde, do BCP...


O presidente norte-americano Abraham Lincoln (1809-1865), assassinado em um teatro, escreveu séria advertência sobre o poder do dinheiro: "Uma era de corrupção se instalará nos altos escalões e o poder do dinheiro imporá à força o seu reinado, contra o interesse do povo, até que a riqueza esteja concentrada em poucas mãos e a República destruída".

fmi mapa global paises escravos, imf debt slaves, Crise Económica Internacional; Máfia Financeira, Cartel FMI: Império Monetário; Fundo de Fraude, Especulação, Fome, Miséria, Controle e Escravidão Global; Mapa Mundo de Dívida Soberana; Países Escravos do Dragão do Banco Mundial

O Contole Global do FMI

Grupo de países  com acordos de crédito de contigente com o FMI, sigla SBA - Acordo de crédito contingente ou acordo stand-by do FMI - IMF Stand-By Arrangements (SBA)
SBA - Acordo de crédito contingente ou acordo stand-by do FMI - IMF Stand-By Arrangements (SBA)
Membro
Member
Date of
Arrangement
Expiration Quantidade Total Acordada
Total Amount
Agreed
Undrawn
Balance
IMF Credit
Outstanding
Under GRA
Antigua
and Barbuda
June 07, 2010 June 06, 2013 81,000 54,000 27,000
Bosnia
and Herzegovina
July 08, 2009 June 30, 2012 1,014,600 676,400 338,200
El
Salvador
March 17, 2010 March 16, 2013 513,900 513,900 0
Georgia April 11, 2012 April 10, 2014 125,000 125,000 536,675
Iraque
Iraq
February 24, 2010 July 23, 2012 2,376,800 1,307,240 1,069,560
Jamaica February 04, 2010 May 03, 2012 820,500 278,700 541,800
Kosovo April 27, 2012 December 26, 2013 90,968 86,717 23,011
Maldives December 04, 2009 December 03, 2012 49,200 41,000 8,200
Romania March 31, 2011 March 30, 2013 3,090,600 3,090,600 10,569,000
Serbia,
Republic of
September 29, 2011 March 28, 2013 935,400 935,400 1,367,743
Sri
Lanka
July 24, 2009 July 23, 2012 1,653,600 275,600 1,381,445
St.
Kitts and Nevis
July 27, 2011 July 26, 2014 52,510 18,890 35,845
Ukraine July 28, 2010 December 27, 2012 10,000,000 7,750,000 8,875,000
Total 20,804,078 15,153,447 24,773,479
SBA - Acordo de crédito contingente ou acordo stand-by (Stand-by agreement) - é a política mais comum de empréstimos do FMI. É utilizada desde 1952 em países com problemas de curto prazo na balança de pagamentos. Essa política envolve o financiamento direto de 12 a 18 meses. O prazo de pagamento vai de três a cinco anos.
São cobrados juros fixos de 2,22% mais uma taxa variável que pode chegar a 2%

A titulo de curiosidade, o Stand-By Arrangements (SBA), foi o programa que a Islândia negociou com o FMI.
---------
Grupo de países com acordos programa com o FMI, em Programa de Financiamento Ampliado - Extended Arrangements (EFF)
Programa de Financiamento Ampliado - Extended Arrangements (EFF)
Member Date of
Arrangement
Expiration Total Amount
Agreed
Undrawn
Balance
IMF Credit
Outstanding
Under GRA
República da Arménia

Armenia,
Republic of
June 28, 2010 June 27, 2013 133,400 63,400 420,425
Grécia
Greek
Greece
March 15, 2012 March 14, 2016 23,785,300 22,386,200 18,940,900
Irlanda
Ire
Ireland
December 16, 2010 December 15, 2013 19,465,800 5,629,375 13,836,425
Moldávia
Moldova,
Republic of
January 29, 2010 January 28, 2013 184,800 71,760 113,040
Portugal May 20, 2011 May 19, 2014 23,742,000 7,796,000 15,946,000
Seischeles
Seychelles
December 23, 2009 December 22, 2012 19,800 3,960 26,070
Total 67,331,100 35,950,695 49,282,860
EFF - Programa de Financiamento Ampliado (Extended Fund Facility) - Problemas de médio prazo, destinados àqueles países que possuem problemas estruturais no balanço de pagamentos. Procura-se resolver os problemas através de reformas e privatizações.
Seu prazo vai de 3 a 5 anos.
-----------------
Flexible Credit Line (FCL)
Member Date of
Arrangement
Expiration Total Amount
Agreed
Undrawn
Balance
IMF Credit
Outstanding
Under GRA
Colombia May 06, 2011 May 05, 2013 3,870,000 3,870,000 0
Mexico January 10, 2011 January 09, 2013 47,292,000 47,292,000 0
Polónia
Poland,
Republic of
January 21, 2011 January 20, 2013 19,166,000 19,166,000 0
Total 70,328,000 70,328,000 0
-----------------
Precautionary and Liquidity Line (PLL) 1/
Member  Date of
Arrangement
Expiration Total Amount
Agreed
Undrawn
Balance
IMF Credit
Outstanding
Under GRA
Macedonia,
former YugoslavRepublic
of
January 19, 2011 January 18, 2013 413,400 216,400 197,000
Total 413,400 216,400 197,000
--------------
Extended Credit Facility (ECF) 2/
Member Date of
Arrangement
Expiration Total Amount
Agreed
Undrawn
Balance
IMF Credit
Outstanding
Under PRGFT
Afghanistan,
Islamic Republic of
November 14, 2011 November 13, 2014 85,000 73,000 87,350
Armenia,
Republic of
June 28, 2010 June 27, 2013 133,400 58,600 115,542
Bangladesh April 11, 2012 April 10, 2015 639,960 548,537 285,413
Benin June 14, 2010 September 13, 2013 74,280 31,830 66,956
Burkina
Faso
June 14, 2010 June 13, 2013 46,154 19,350 91,762
Burundi January 27, 2012 January 26, 2015 30,000 29,000 86,816
Comoros September 21, 2009 September 20, 2012 13,573 6,230 9,568
Congo,
Democratic Republic of
December 11, 2009 December 10, 2012 346,450 148,478 308,806
Cote
d'Ivoire
November 04, 2011 November 03, 2014 390,240 308,940 393,492
Djibouti September 17, 2008 June 16, 2012 22,260 6,246 16,923
Ghana July 15, 2009 July 14, 2012 387,450 119,140 357,945
Grenada April 18, 2010 April 17, 2013 8,775 6,250 18,593
Guinea February 24, 2012 February 23, 2015 128,520 110,160 44,125
Guinea-Bissau May 07, 2010 May 06, 2013 22,365 7,242 7,242
Haiti July 21, 2010 July 20, 2013 40,950 14,742 26,208
Kenya January 31, 2011 January 30, 2014 488,520 215,763 523,457
Kyrgyz
Republic
June 20, 2011 June 19, 2014 66,600 47,572 112,000
Lesotho June 02, 2010 June 01, 2013 50,605 17,040 38,115
Liberia March 14, 2008 May 31, 2012 247,900 4,440 37,698
Malawi February 19, 2010 February 18, 2013 52,050 38,170 93,351
Mali December 27, 2011 December 26, 2014 30,000 24,000 65,792
Mauritania March 15, 2010 March 14, 2013 77,280 33,120 54,470
Moldova,
Republic of
January 29, 2010 January 28, 2013 184,800 27,840 244,740
Niger March 16, 2012 March 15, 2015 78,960 67,680 47,635
Sierra
Leone
July 01, 2010 June 30, 2013 31,110 13,350 78,971
Tajikistan,
Republic of
April 21, 2009 May 15, 2012 104,400 13,045 91,355
Total 3,781,602 1,989,765 3,304,324
-------------
Standby Credit Facility (SCF)
Member Date of
Arrangement
Expiration Total Amount
Agreed
Undrawn
Balance
IMF Credit
Outstanding
Under PRGFT
Georgia April 11, 2012 April 10, 2014 125,000 125,000 79,250
Solomon
Islands
December 06, 2011 December 05, 2012 5,200 5,200 12,480
Total 130,200 130,200 91,730
Poverty Reduction and Growth Trust (PRGT)

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :

Auditoria à Dívida: Éric-Toussaint. "Portugal Deve Repudiar de Forma Soberana a Parte Ilegítima da Dívida"



Éric Toussaint. "Portugal deve repudiar de forma soberana a parte ilegítima da dívida"

Éric Toussaint, presidente do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, esteve em Lisboa, a convite do CES, para explicar o que é uma auditoria à dívida

Éric Toussaint sabe o que é uma auditoria à dívida - ao serviço do novo governo de esquerda do Equador, Toussaint fez parte da equipa que investigou a origem e o destino da dívida pública do país, um processo que levou ao julgamento de responsáveis políticos e à decisão unilateral de não pagar parte da dívida equatoriana. As situações da América Latina e da Europa são diferentes, mas há lições comuns a tirar, explica Toussaint. 


O que é a auditoria à dívida? Como funciona?
É um instrumento para analisar de maneira rigorosa as características da dívida pública interna e externa. Isto significa analisar as cláusulas dos contratos e a utilização dos fundos, e emitir uma opinião. Não é só analisar do ponto de vista do direito comercial, para ver se um contrato é ilegal. A auditoria tem de ser integral, isto é, tem de apurar como foi utilizado o dinheiro, qual foi o impacto ao nível dos direitos económicos e sociais, ao nível ambiental. A auditoria é um instrumento para identificar dívidas legítimas e ilegítimas. 

O que são dívidas legítimas e ilegítimas? Como traça essa diferença?
As dívidas ilegítimas podem ser dívidas ilegais [que partam, por exemplo, de actos de corrupção]. Mas mesmo as que são legais podem ao mesmo tempo ser ilegítimas.

Dê-nos um exemplo.
Um exemplo muito concreto: os empréstimos do FMI, do Banco Central Europeu e dos governos europeus à Grécia, à Irlanda e agora a Portugal. São créditos outorgados sob condições que implicam a violação de direitos económicos e sociais da população do país, em contradição com convenções assinadas pelo país com instituições como a Organização Internacional do Trabalho, etc. Ou sobre os princípios de contratação colectiva que foram postos em questão por tal condicionalidade. Para mim estes créditos são dívida do tipo ilegítimo. Além disso, ocorreram num contexto de chantagem dos mercados financeiros e o país não tem alternativa a não ser aceitar as condições da troika. As duas partes do contrato têm de ter total autonomia de vontade e neste caso penso que o governo português não tem essa autonomia porque está sob uma pressão tremenda dos credores. 

Mas olhar para este empréstimo não é ver o processo já na sua fase terminal? Não há toda uma dívida acumulada para trás? Como é que se audita essa dívida?
Há que determinar a partir de que ano se começa a auditoria. Eu participei na auditoria oficial da dívida do Equador e o nosso mandato era auditar a dívida entre 1976 e 2006. Trinta anos de endividamento. Há que analisar os créditos comerciais, os créditos com os organismos multilaterais, os créditos bilaterais. 

Como se audita o uso dessas verbas pedidas? Já este ano é difícil saber exactamente como gastámos todo o dinheiro em 2010 - como consegue auditar o que foi pago em 1985?
Depende de quem organiza a auditoria. No caso do Equador [auditoria concluída em 2008] foi por iniciativa do novo governo depois de cinco anos de campanha a favor da auditoria por parte de movimentos sociais. Essa decisão abriu-nos as portas e os arquivos do ministério das Finanças e do banco central, mesmo com a resistência de altos funcionários do ministério e do banco central. No caso de Portugal não se fala em auditoria. A questão aqui é saber se a sociedade civil e os movimentos de cidadãos querem começar uma auditoria de cidadãos, sem apoio do governo. Há que saber se no Parlamento há uma maioria parlamentar disposta a constituir uma comissão parlamentar de auditoria. E há mais dois poderes: o executivo (o governo) e poder judicial. Podia ser o público a pedir ao poder judicial que investigue. 

É essa a principal novidade, o facto de esta ser uma auditoria pedida pelas pessoas?

O novo no tema da auditoria é isto: até há alguns anos a auditoria era um instrumento apenas nas mãos do Tribunal de Contas e de empresas privadas de auditoria. Essas famosas agências de notação de risco têm de fazer auditoria. Conhecemos firmas internacionais como a KPMG, a Delloitte, a PriceWaterhouseCoopers, etc. O novo é que agora os movimentos sociais exigem uma auditoria. E essa iniciativa começou antes dessas explosões recentes em Espanha e na Grécia, com os indignados. Esse poderoso movimento - que é muito fraco em Portugal, mas muito forte em Espanha e na Grécia - está ligado a essa vontade de uma parte da sociedade civil, que se sente mal representada, querer controlo e capacidade de influir sobre a vida política. 

Não lhe parece que estamos muito longe disso em Portugal?
Pode ser. Mas ao mesmo tempo estamos a viver uma aceleração da história europeia devido à crise. E coisas que eram inimagináveis num momento podem transformar-se até em obrigatórias. Vim aqui convidado por organismos portugueses que querem aprender com outras experiências e saber se são executáveis em Portugal. 

Por que é que os cidadãos não se preocuparam nos últimos anos com isso e só agora surge esta preocupação?
A situação muda quando há uma crise. Há cinco anos os governos europeus diziam que tudo andava perfeitamente. Até falavam de margem para aumentar gastos. A cidadania, influenciada por esse discurso oficial, pensava que tudo estava sob controlo. Tudo começou a mudar com a crise que explodiu nos EUA em 2007 e o contágio à Europa em 2008. Há uma mudança total de panorama e o público agora dá-se conta que o mundo está dirigido por poderes que não são eficientes, que não são controlados, que estão sob a pressão de forças como os chamados "mercados financeiros", que aparecem como um ente misterioso. 

Mas o problema não está precisamente no facto desses países hoje afectados se terem colocado nessa posição acumulando enorme dívida? Culpar os credores não o mais fácil? Não há uma responsabilidade partilhada? Das suas palavras sou levado a concluir que só os credores são os maus da fita.
De acordo, há uma responsabilidade partilhada e por isso eu digo que se há evidência de uma política de endividamento exagerado e ilícito há que acusar judicialmente os responsáveis. No caso do Equador foram acusados antigos ministros das Finanças. Há um antigo ministro [ver nome] que foi sentenciado com 5 anos de cadeia e está em fuga nos EUA, que não o querem extraditar ao Equador. 

O que tinha feito esse ministro?
Assinou contratos - juntamente com outros altos funcionários que também foram acusados - prejudicando os interesses da nação e desrespeitando a lei do Equador. Não é um juízo político a um governo anterior de outra linha política. É uma violação da lei, ligada a enriquecimento pessoal. Quando se negoceiam empréstimos os credores podem propor subornos ou o ministro pode sugerir uma comissão. 

Seria possível em Portugal, no domínio da teoria, chegar à conclusão que ministros do passado pudessem ser acusados de crime público e julgado?
Para mim é imaginável. Não vou afirmar que é provável. Claro que a auditoria não chega a uma sentença. A auditoria dá os dados e uma interpretação. O poder judicial, executivo e legislativo é que têm de tomar decisões. 

Imaginando que Portugal faz uma auditoria do tipo que defende. O que faríamos depois com os resultados? 
Repudiar de maneira soberana a parte ilegítima da dívida. Tomar um acto soberano que claro que põe em causa as regras actuais na zona euro, mas que não implica sair da União Europeia. Implica tomar medidas unilaterais justificadas, compreensíveis pela opinião pública, para dar outra saída para a crise. Um tema fundamental da minha intervenção é a possibilidade de um acto soberano unilateral baseado em argumentos com fundamentos jurídicos internacionais e justificados com a busca da justiça social. Não é um acto unilateral para prejudicar a comunidade internacional, nem um acto que não toma em conta o direito internacional. Por isso fazemos um trabalho com a CADTM (Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo) para definir argumentos jurídicos para actos soberanos de repúdio de dívida ilegítima. .
Fonte: 

Éric Toussaint. "Portugal deve repudiar de forma soberana a parte ilegítima da dívida"




Claro que não devemos pagar a dívida! Tal como o MRPP defende!Como é possível pedirem tantos sacrificios aos portugueses e continuarem sem explicar como foi causada esta dívida; a quem estamos a dever dinheiro; quanto dinheiro; o que querem fazer com o dinheiro que aí vem; etc etc..Além disso, não percebo como se continuam a pedir tantos esforços aos portugueses e esquecem-se de quem originou esta dívida: os privados!!Reparem no caso da PT, muito bem explicado pelo Garcia Pereira no seu blogue:
Garcia Pereira - Golden Share ou Hipocrisia Dourada

Write About Or Link To This Post On Your Blog - Easy Links :
Link Directly To This Post :

Link To The Homepage :
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...