... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
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Máfia Brasil, Operação Águas Profundas: Crimes de Evasão Fiscal, Fraude, Lavagem de Dinheiro, Licitação E Formação de Quadrilha; Apreensão de Armas de Guerra Em Investigação da Polícia Federal A Polvo Ligado A Empresa de German Efromovich A Quem O Governo Queria Vender A TAP



Andadando a estudar o negócio engendrado pelos amigos de Miguel Relvas e do criminoso cadastrado José Dirceu com German Efromovich, o comprador da TAP, fui encontrar no site da Fazenda do Governo Brasileiro, esta matéria relativa a fraude evasão fiscal, lavagem de dinheiro, tráfico de influências, formação de quadrilha e apreensão de armas de guerra...
Saiba a origem da Fortuna do judeu, Boliviano, Colombiano, Brasileiro, Polaco Gérman Eframovich

Acidente em plataforma petrolífera envolve empresa de Eframovich, e condenado em Inglaterra e pelo Supremo Tribunal de Justiça Brasileiro


O que mais me espanta é em Portugal, não haver nem juiz, nem procurador que investigue, algo tão simples que basta entrar em http://www.google.com, ou em http://www.yahoo.com, ou em http://www.bing.com, ou... - sendo que ainda existem telefones... tá visto que este governo leva-nos á ruína total, Cavaco não comenta e a justiça só serve para punir pobre.


Artigo do Globo Publicado no site da Fazenda do Governo Brasileiro


Negócios turvos

O Globo - 11/07/2007

PF prende 13 pessoas suspeitas de envolvimento com fraudes em licitações da Petrobras

Operação, Águas, Profundas, Crimes, Evasão, Fiscal, Lavagem, Dinheiro, German Efromovich, Armas, Guerra, Fraude, Formação, Quadrilha, Empresa, Governo,


Erica Ribeiro e Ramona Ordoñez



A operação Águas Profundas, investigação iniciada há dois anos pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal, prendeu ontem 13 pessoas ligadas a um esquema de fraudes. Doze estão associadas a licitações para serviços nas plataformas P-10, P-14, P-16 e P-22, da Petrobras, de um total de 18 mandados de prisão preventiva. O Ministério Público federal ofereceu denúncia contra 26 pessoas, que responderão por crimes como sonegação fiscal, fraude em licitação e formação de quadrilha. Foram emitidos 18 mandados de prisão e 89 de busca e apreensão.

Entre os presos, estão funcionários da Petrobras; os sócios da empresa Angra Porto, apontados como responsáveis pelo esquema de fraude nas licitações; executivos da Iesa Óleo e Gás; e uma servidora da Feema.

Estão indiciados, entre outros, um agente federal e executivos do estaleiro Mauá Jurong, que pertence a German Efromovich. Ele teve problemas com a Petrobras nos anos 90, quando a Marítima foi contratada para construir plataformas de perfuração de petróleo. O mercado, na época, questionou o fato de uma empresa pequena ter uma carteira de mais de US$ 2 bilhões de encomendas da Petrobras. A Marítima entrou na Justiça contra a Petrobras cobrando supostos prejuízos, no valor de US$ 3 bilhões, no cancelamento dos contratos.

Já a Petrobras cobrou perdas com atrasos na entrega e gastos com a conclusão das plataformas.

Também foi preso Ruy Castanheira, que funcionava como operador contábil do esquema. Por causa de Castanheira, a PF chegou a Ricardo Secco, que teria ligação com o contador no desvio de recursos repassados pelo governo do Estado do Rio, sem licitação, por convênios para ONGs. Secco também foi preso.

A Petrobras informou ontem que tinha conhecimento das investigações e que afastou os funcionários envolvidos nas fraudes. Os idealizadores do esquema, segundo o procurador do MP Federal Carlos Alberto Aguiar, seriam os sócios da Angra Porto e Castanheira: — Iniciou-se uma investigação, há cerca de dois anos, de um grupo que estaria atuando em fraudes em licitação, que contaria com a participação de empregados da Petrobras, que beneficiariam empresas. A Angra Porto invariavelmente se beneficiava e beneficiava outras empresas.

Segundo o procurador, havia a participação, ainda que em momentos isolados, de outros empresários, por isso a investigação chegou ao Mauá Jurong e à Iesa. As duas estariam associadas em esquema para fraudar licitações envolvendo a P16, no caso da Mauá Jurong de German Efromovich, e a P-14, no caso da Iesa, sempre com a colaboração ou a conivência de empregados da Petrobras.

— A Angra Porto se associou ao Mauá Jurong e passou para ela informações privilegiadas, obtidas de funcionários da Petrobras. O mesmo esquema teria se repetido com a Iesa — afirmou Aguiar.

Na avaliação do procurador, a Angra Porto, criada em 2003, depois de iniciado o processo de licitação da P-22, passou a existir exclusivamente para fraudar licitações.'

A Angra Porto ganhou as licitações das plataformas P-10, P-14 e P-22, no valor de R$ 60 milhões. A Iesa venceu licitação com valor em torno de R$ 90 milhões para a plataforma P-14. Os dados da licitação da plataforma P16, vencida pela Mauá Jurong de German Efromovich, não foram informados. O procurador acredita que a Petrobras foi prejudicada por conta das fraudes ocorridas no processo licitatório. Mas não tem como afirmar se houve superfaturamento nas licitações.

Armas apreendidas na Zona Sul

Durante as prisões, foram encontrados na casa do filho de Ruy Castanheira, Felipe Pereira das Neves Castanheira de Souza, R$ 500 mil em dinheiro. Também foram apreendidas armas na casa de um empresário em um condomínio de luxo da Zona Sul do Rio. O armamento pesado surpreendeu os policiais. A justificativa dada pelo pai do empresário foi que as armas são parte de uma coleção.

— Ruy Castanheira seria o operador do esquema que viabilizaria a movimentação de recursos por meio de empresas fantasmas e laranjas.

Não me surpreende haver apreensão dessa quantia, o que nos levou à conclusão que havia uma quadrilha organizada para praticar crimes de sonegação fiscal. Identificamos no Ruy Castanheira um esquema que daria suporte às movimentações clandestinas, não só da Angra Porto — disse o procurador.

Petruscar, Intcdat, RVM, Cesta Básica, Max Express, Cobrar Assessoria Contábil são algumas das empresas fantasmas identificadas na investigação e que, segundo o procurador, seriam usadas por Castanheira para lavagem de dinheiro.

A Iesa informou ontem que não tem qualquer vínculo societário com a Angra Porto e que ganhou a concorrência da plataforma P-14, de R$ 89 milhões. E acrescentou que os advogados aguardam o acesso às cópias dos documentos do processo para obter mais informações sobre os motivos da prisão de um de seus executivos.

Segundo fontes, a Iesa foi a vencedora da licitação para os serviços de reforma da P-14, mas a Petrobras teria exigido que os trabalhos fossem realizados na Angra Porto.

Essa exigência não constava nas regras do edital de licitação, mas está no contrato assinado posteriormente.

Já a Angra Porto afirmou ontem em nota que sempre cumpriu as disposições legais em todos os seus atos. “A empresa espera que as denúncias sejam esclarecidas o mais breve possível e que vai colaborar com as investigações”, diz a nota. O Mauá Jurong de German Efromovich não se pronunciou. No mês passado o BNDES aprovou para o estaleiro financiamento de R$ 564,5 milhões, com recursos do Fundo de Marinha Mercante (FMM), para a construção de quatro navios-tanque para a Transpetro, subsidiária da Petrobras.

A Petrobras informou que, a pedido da Procuradoria do Estado do Rio, não tomou qualquer medida em relação aos funcionários envolvidos para não prejudicar as investigações.

A estatal afirmou ainda que instaurou uma comissão de sindicância para apurar imediatamente as irregularidades apontadas pelas investigações da PF e adotar as medidas cabíveis

Fonte:

Fazenda do Governo Brasileiro
http://www.fazenda.gov.br/resenhaeletronica/MostraMateria.asp?page=&cod=388584

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Governo de Portugal Pratica Crimes Contra a Humanidade Com Cobertura da Comissão Europeia e dos Interesses Financeiros, Políticos e Religiosos! MANIFESTO DE INDIGNAÇÃO! SEGUIDO DE APELO...S.O.S dos Reformados de Longa Contribuição pelo Roubo Subsidios Natal e Férias; Petição Pública



MANIFESTO DE INDIGNAÇÃO! SEGUIDO DE APELO...S.O.S....S.O.S...S.O.S...

Injustiça; Reformas; Pensão de Mira  Amaral; Pensão de Político; Pobre; Reforma de Pobe; Trabalhador
Injustiça nas Reformas
Pensão de Mira  Amaral
Pensão de Político Versus Reforma de Pobe

1 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, confiamos nos governos da Nação Portuguesa, quando nos obrigaram a descontar uma percentagem do nosso salário, cerca de 34,5%, para a segurança social, a pretexto, entre outros benefícios, de nos garantir uma pensão de reforma, ao atingir o limite de idade por eles próprios fixado...

2 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, aceitamos de boa fé ou por falta de alternativa, a repartição do valor anual da reforma em 14 mensalidades de igual valor, mais a correcção da expectativa de vida, e não aceitamos qualquer corte nos valores pelos governos fixados...e que constituem a nossa única fonte de rendimento para sobreviver..

3 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, consideramos os cortes dos 13º e 14º meses nas nossas pensões, anunciados e promulgados por este governo, com a cobertura da Comissão Europeia e dos demais interesses financeiros, políticos e religiosos que repartem entre si as quotas de poder Universal, um roubo que configura um crime contra a humanidade...

4 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, não temos rendimentos que nos permitam colocar acções judiciais contra este governo que em Portugal exerce a sua ditadura, colorida de farrapos negros de indignação geral...

5 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos ao Tribunal Constitucional que emita, de uma vez, o seu veredicto sobre a matéria de inconstitucionalidade de tal proposta de lei ou que ratifique a prossecução de tal acto criminoso...

6 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos ao Provedor de Justiça, para que faça sentir esta enormidade clamorosa que o governo de Portugal congeminou sobre uma franja indefesa do povo Português, fazendo uso das suas atribuições e competências, para que se faça justiça...

7 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos à Comissão Europeia, à Comunidade Internacional, nomeadamente aos países da Comunidade Europeia, para não compactuarem com este acto criminoso e atentatório dos direitos humanos, do actual governo de Portugal sobre os mais frágeis do seu povo...

8 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, para que use as suas competências, no sentido de impedir que este governo de Portugal, leve a efeito as suas medidas discricionárias sobre uma parte da
população Portuguesa...os velhos reformados...

9 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos ao Parlamento Europeu, para que, no uso das suas prerrogativas comunitárias, condene e vete, se for da sua competência, a medida de cortes sobre as pensões de reforma que o governo de Portugal, arrogantemente, se prepara para executar...

10 - Nós os reformados de longa contribuição, Portugueses, apelamos ao Tribunal Penal Internacional, para que julgue e condene, por crimes contra a humanidade, o governo de Portugal e as sua parcerias Nacionais e Internacionais, por abuso de poder roubo e denegação de justiça, a uma franja de gente do seu povo...os reformados de longa contribuição

Fonte:
autor: jrg (joão raimundo gonçalves); reformado de longa contribuição MANIFESTO DE INDIGNAÇÃO! SEGUIDO DE APELO...S.O.S....S.O.S...S.O.S...
Peticaopublica reformado de longa contribuição MANIFESTO DE INDIGNAÇÃO! SEGUIDO DE APELO...S.O.S....S.O.S...S.O.S...

http://direito-de-resposta.blogspot.pt/2012/05/manifesto-de-indignacao-seguido-de.html

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Máfia Internacional Justiça Contra Crimes Lesa Pátria Buenos Aires Acusa REPSOL de Querer Vender YPF á China e Atentados Ambientais Pelo Que a Empresa Espanholha Terá Que Indeminizar a Argentina



Repsol pretendia vender petrolífera argentina aos chineses
Segundo o Financial Times, a Repsol estava em negociações para a venda da petrolífera argentina à companhia chinesa Sinopec, e todas as conversações foram feitas nas costas do governo argentino, que teria uma palavra final sobre a operação. A nacionalização anunciada por Cristina Kirchner abortou o negócio que podia render 7,7 mil milhões de euros

reportagem é do sítio esquerda.net, 18-04-2012.


O presidente da Repsol deu uma coletiva de imprensa em Madrid onde estimou o valor da empresa YPF em torno dos 14 bilhões de euros e confirmou contatos com potenciais compradores. A Repsol agora diz que vai exigir a Buenos Aires cerca de 8 bilhões de euros, depois de ver expropriada a quase totalidade das suas ações na empresa YPF, correspondentes a 51% do capital. A imprensa espanhola, como a edição online do Publico.es, diz que o interesse chinês na YPF não é novo e que empresas como a Petrochina e a CNOOC já tinham tentado adquiri-la em 2009.

Povo Apoia a Recuperação da YPF; REPSOL;


Quanto ao pedido de indemnização, a resposta surgiu pronta por parte do Governo de Buenos Aires, com o vice-ministro da Economia, Alex Kicillof, ao dizer que "iremos determinar ao certo quanto vale a YPF, mas não vamos pagar o que nos estão a pedir". Kicillof sublinhou ainda que a Repsol arrecadou "lucros extraordinariamente grandes" e que "ninguém pode dizer que estamos tirando algo que lhes pertence". Já o ministro que vai ficar responsável pela intervenção na empresa nacionalizada faz outras contas e diz que os governadores das províncias onde a YPF actua "também têm muitas reclamações a fazer".



Segundo o diáro espanhol El País, Julio de Vido mostrou aos jornalistas algumas fotografias enviadas pelo governador de Mendoza de atentados ambientais cometidos pela empresa. "Terá de pagar por isto, porque o meio ambiente e o território dos argentinos não se rifa, tem um preço, tal como o preço que Brufau [presidente da Repsol] calcula que tem a sua empresa", ameaçou o ministro. "Vamos ser absolutamente inflexíveis. Vamos liquidar província a província cada um dos danos ambientais causados pelas fugas nos oleodutos e tanques", para além de calcular a dívida total da YPF à volta de 6,8 bilhões de euros.

Para o Governo argentino, houve uma "quebra permanente da eficácia na produção" e Julio de Vido diz mesmo que "estão-nos a tirar a produção que hoje importamos. São dólares que saem do país e que não se podem investir em hospitais, casas ou redes elétricas".

Tal como as condenações vindas de Madrid, Bruxelas e Londres, também chegou a Buenos Aires a solidariedade com a decisão da presidente Kirchner. Jose Mujica, presidente do Uruguai, disse que a expropriação da Repsol é um ato soberano e que não lhe agrada "a prepotência da Europa rica".

Os vizinhos brasileiros estão preocupados com os investimentos da Petrobras na Argentina, mas o ministro da Energia Edison Lobão já disse aos senadores que a nacionalização foi "um ato de soberania". Segundo o diário argentino Clarin, o ministro Julio de Vido irá esta quinta-feira ao Rio de Janeiro para tranquilizar a presidente da Petrobras e acertar novos investimentos. Em cima da mesa estará também o cancelamento da concessão de gás natural pelo governador de Neuquén, que argumentou que a Petrobras não fez o investimento planeado para aumentar a produção.

Para um analista consultado pelo Financial Times, a Repsol não deverá ter grande sorte no processo que dará entrada nos tribunais. "Neste momento, a Argentina já tem mais litígios pendentes no Centro Internacional do Banco Mundial para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos do que qualquer outro país", afirmou Peter Hutton, da RBC Capital Markets, recordando os casos ainda à espera de decisão final desde 2001, quando o país cancelou boa parte da sua dívida.

Desde que foi anunciada a expropriação, as ações da Repsol registaram perdas na bolsa de Madrid: na segunda-feira quase alcançaram os 18 euros por ação e ao meio-dia desta quinta-feira eram transacionadas por 16 euros.

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Economia, Justiça Contra Crimes Lesa Pátria e Recuperação de Soberania Nacional Argentina: Especulação e Escalada de Preços dos Combustíveis Leva Presidenta Cristina Kirchner a Expropriação Total de YPF Companhia Petrolífera na Posse da Repsol; Discuso e Projecto Video



Economia; Justiça; Contra; Crimes; Lesa Pátria; Recuperação de Soberania; Argentina; Cristina Fernandez De Kichner
Presidenta Argentina Cristina Kirchner a
Expropriação Total de YPF Companhia Petrolífera na Posse da Repsol
Discuso e Projecto

Economia e Justiça Contra Crimes de Lesa Pátria: Escalada de preços de combustiveis leva Presidente da Argentina a anunciar expropriação total de YPF, companhia petrolífera na posse da Repsol


A Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, decidiu expropriar a companhia petrolífera YPF, controlada pela criminosa espanhola Repsol, e que vai passar a ser controlada totalmente pelo Estado e províncias, anunciou ontem num comunicado oficial.

O património da YPF Sociedade Anónima é declarado sujeito à expropriação", de acordo com o comunicado oficial divulgado durante uma cerimónia e na presença de Kirchner e dos ministros e governadores das províncias do país.

"51 por cento vão pertencer ao Estado e os restantes 49 por cento serão distribuídas entre as províncias produtoras", especificou o anúncio oficial, que mereceu o aplauso dos participantes.

Presidenta Cristina Fernandez de Kirchner; Discurso; Televisão; Televisão Argentina; Argentina; Expropriação Total de YPF; Companhia; Repsol
Presidenta Cristina Fernandez de Kirchner
Expropriação Total de YPF Companhia Petrolífera na Posse da Repsol
Gráficos Explicativos


"Não vamos efetuar uma nacionalização", acrescentou de seguida a chefe de Estado. "Vamos fazer uma recuperação e a companhia continuará a funcionar como uma sociedade anónima, com diretores profissionais", precisou.

"Esta Presidente não responderá a qualquer ameaça", disse ainda. "Sou um chefe de Estado, não uma vendedora de legumes", frisou. "Todas as empresas presentes no país, e mesmo que o acionista seja estrangeiro, são empresas argentinas", acrescentou.

Numa primeira reação, o governo espanhol, através da porta-voz do Partido Popular (PP, direita, no poder), Maria Dolores de Cospedal, anunciou uma "resposta apropriada" ao projeto de expropriação da YPF.

Na sexta-feira, a Espanha advertiu a Argentina contra uma "agressão" que violaria o "princípio de segurança jurídica", mas apelou ao diálogo para resolver o contencioso motivado pela eventual nacionalização da filial argentina do grupo petrolífero Repsol YPF.


O controlo desta companhia será processado através da votação do anunciado projeto-lei e o preço a pagar aos acionistas será fixado pelo Tribunal argentino de avaliações.

No domingo, o presidente da Repsol YPF, Antoni Brufau, solicitou um diálogo com o governo argentino, mas não obteve resposta. "É necessário falar, falar, e não impor nada nem fazer apelo à retórica", disse na ocasião. "É a falar que as pessoas se entendem", sublinhou.

Acusada de escassos investimentos, a YPF, controlada pela Repsol, perdeu nas últimas semanas 16 concessões petrolíferas em seis províncias argentinas.

O governo de Cristina Kirchner está a pressionar as companhias petrolíferas para aumentarem a produção, após a fatura petrolífera do país ter ultrapassado os 110 por cento em 2011 e atingir os 7,18 mil milhões de euros.

A Repsol YPF lidera o mercado de combustíveis na Argentina. A filial no país, privatizada na década de 1990, controla 52 por cento das capacidades de refinação do país e possui 1.600 estações de serviço.

Visión Siete: Cristina: "El modelo no es de estatización, sino de recuperación de la soberanía"


La presidenta Cristina Fernández anunció el envío al Congreso de un proyecto de ley que establece la expropiación del 51 por ciento de las acciones de YPF, estableciendo que de ese número, el 51% le corresponderá a la Nación y el 49% a las provincias. Además, decretó la intervención de la compañía petrolera y designó al ministro de Planificación, Julio De Vido, como interventor. "Somos el único país de Latinoamérica y casi del mundo que no maneja sus recursos naturales", dijo la Presidenta. Emitido por Visión Siete, noticiero de la TV Pública argentina, lunes 16 de abril de 2012.

el otro principio es el poder derivado de la soberania el cual constituye un pilar fundamental en la libre disposicion que tiene un Estado sobre el uso de sus bienes incluso aun cuando ya se ha celebrado un contrato se puede dar la declaracion de lesividad y se ordena su inmediata rescición.


 

Televisão Púbblica Argentina

Temos que fazer o mesmo á EDP, GOLPE digo GALP, Bancos.......

 

Acorda Portugal, 25 de Abril, Revolução Geral Contra o Sistema


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Luta Portugal Contra Austeridade! Crise Euro Grécia: Medo Sair á Rua, Miséria, Crimes, Suicídios; “Só Tenho 5 Euros e Estou a Entrar em Pânico”!



“Só tenho 5 euros e estou a entrar em pânico”


Endividados, preocupados, deprimidos, muitos gregos buscam apoio nos centros de ajuda Ekpizo. Reportagem em Atenas, durante uma sessão de terapia de grupo.

Elli Ismailidou

De rosto tenso, os participantes na sessão trocam algumas saudações contidas, antes de se encostarem às paredes. Como se tivessem medo de se sentar nas cadeiras dispostas em círculo, para uma erapia de grupo. Parecem ter dificuldade em aceitar que, atolados de dívidas, estão completamente desesperados.

Quando a interlocutora entra na sala, o clima glacial distende-se um pouco. São 18 horas, em plena Atenas, no Ekpizo, o centro de ajuda grego para sobreendividados, que lida com aqueles que já não conseguem ver saída para a sua situação. "Há mais de um ano e meio que ouço as mesmas palavras",testemunha Lila Linardatou, trabalhadora no Ekipzo.

Quatro já se suicidaram

Advogada, tenta dar conselhos aos que pretendem negociar uma extensão de empréstimo com os bancos. "O nosso objetivo é evitar o pior", diz. Já mais de seis mil pessoas se dirigiram ao Ekipzo, onde advogados, psiquiatras e psicólogos – todos voluntários – tentam tranquilizar aqueles que, sob o peso da crise, começam a ir-se abaixo.

Os minutos passam e os presentes descontraem-se um pouco. Entre todos, fica-se com um mosaico de experiências que ilustram as muitas e variadas formas que pode manifestar o sobreendividamento. Consumidores que utilizam cartões de crédito para tapar outros, chefes de família que se endividaram "até ao pescoço" com problemas de saúde e que nunca mais conseguiram levantar a cabeça, pessoas que vivem num impasse, a aguardar um desfecho que nunca mais chega.

"A situação está insustentável. As empresas de crédito telefonam-me às dez vezes por dia com ameaças", conta Konstantinos Venerdos, que teve de se aposentar recentemente por motivos de saúde. "Pedi para chegarmos a um acordo amigável, mas os bancos ignoram-me. Tenho apenas 5 euros no bolso até acabar o mês e estou a entrar em pânico. Penso cada vez mais em suicídio, para acabar com isto. Mas também penso no meu filho. O que vai ser dele, se eu desistir?".

O medo da rua

Outros passaram aos atos. "Nos últimos meses, quatro membros do grupo suicidaram-se e dezenas de outros só se aguentam com medicação. Temos de fazer qualquer coisa para evitar mais vítimas", preocupa-se Mikela Christodoulou, outra voluntária do Ekipzo.

Submetidos a um stresse insustentável, os que se dirigem ao Ekipzo trazem também problemas de saúde bem reais, frequentemente resultantes do seu sofrimento psicológico, como é o caso de problemas cardíacos e de estômago, entre outros. "Acabam de me diagnosticar uma úlcera”, relata Dimitri. “Nunca devi uma dracma a ninguém, em toda a minha vida. Hoje, não consigo pagar o empréstimo", declara um ex-corretor que não quer dizer o apelido. Em plena crise económica, teve que fechar a loja de que vivia, no ano passado.

A sessão de psicoterapia não procura culpados, mas há que detetar responsabilidades: "Reconheço que entrei numa espiral sem fim. Utilizava um cartão de crédito para cobrir o outro”, confessa Mario, funcionário público. “Com todas as solicitações atraentes dos bancos, acabei por ter 20 cartões diferentes. Mas o meu salário foi reduzido várias vezes e agora estou com medo de ir parar à rua."

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Revoltem-se Contra Taxas Moderadoras Saúde! Bastónário Ordem dos Médicos Defende SIC RTP: Há Alternativas, Governantes Julgados por Crimes e Substituição de Ministro das Finanças por Contabilista



Lusa: O bastonário da Ordem dos Médicos considera aumento das taxas moderadoras "brutal"

SIC: O bastónário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, defendeu que há alternativas ao aumento das taxas moderadoras e quer que os governantes da última década sejam julgados por crime económico.

RTP: O Bastonário da Ordem dos Médicos diz que há alternativas ao aumento das taxas moderadoras, e se o ministro das Finanças não consegue fazer isso, mais vale ter no seu lugar um contabilista.

LUSA
O bastonário da Ordem dos Médicos classifica de "brutal" o aumento das taxas moderadoras, sobretudo num contexto em que os cidadãos já sofreram reduções de salários e aumentos de impostos.

Em entrevista à Agência Lusa, José Manuel Silva considerou que eram suficientes os valores das taxas moderadoras que estavam em vigor, mas reconheceu a necessidade de aumentar "um pouco" as taxas em função da situação do país e da "confrangedora incapacidade" que o Governo tem revelado em resolver os problemas do país.

"Mesmo assim, uma duplicação das taxas é um aumento brutal, não só pelo aumento das taxas, mas porque os cidadãos estão a ser esmagados por todas as vias, com redução dos salários e aumento dos impostos", afirmou.

O bastonário sublinhou contudo as medidas do Governo que "amenizam" o impacto do aumento: estabelecer um teto máximo de 50 euros no pagamento por atos nas urgências e elevar ligeriamente o limiar inferior abaixo do qual as pessoas estão isentas, aumentando deste modo o número de isentos de taxas moderadoras. "Mas isso significa também que a classe média vai ser castigada pelas taxas moderadoras e temos que ter a noção de que a justiça social na saúde se faz através dos impostos, a comparticipação de todos paga o SNS (Serviço Nacional de Saúde)", salientou.

O bastonário lembra que os impostos são "um seguro público que cada cidadão que paga impostos faz", sendo a justiça social assegurada pela diferença de descontos entre quem ganha mais e quem ganha menos.

Para José Manuel Silva, o aumento das taxas é discutível e criticável, porque os problemas financeiros do país deveriam ser resolvidos de outra maneira, nomeadamente através do combate à evasão fiscal, à fraude e à corrupção e de reformas estruturais. "Para discutirmos o problema das taxas moderadoras, temos que discutir o financiamento do SNS e para discutirmos o financiamento do SNS temos que discutir a governação do país, porque o dinheiro tem que vir de algum lado", afirmou, acrescentando que "o problema das taxas moderadoras está na governação do país dos últimos anos e da atual".

Lusa

O Bastonário da Ordem dos Médicos diz que há alternativas ao aumento das taxas moderadoras

José Manuel Silva defendeu que se vá buscar impostos à economia paralela e disse que, se o ministro das Finanças não consegue fazer isso, mais vale ter no seu lugar um contabilista. O bastonário alertou para a emigração de muitos médicos portugueses para o estrangeiro.

SIC Bastonário dos Médicos crítica o Governo por aumento das taxas moderadoras


O bastónário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, defendeu que há alternativas ao aumento das taxas moderadoras e quer que os governantes da última década sejam julgados por crime económico.
Ministro Seguros de Saúde Interesses MILLENIUM BCP


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Inside-Job A Verdade da Crise Financeira: Promiscuidade Entre Agências de Ratig e Governos e Crimes Económicos de Wall-Street



Documentário “Inside Job” escancara os podres de Wall Street
Filme revela como os agentes econômicos permitiram que nações quebrassem e gerassem um rombo de US$ 20 trilhões

Inside Job - A verdade da crise de 2008
Pra quem gosta de economia, financas e obviamente de dinheiro, esse é um filme que vcs nao podem deixar de ver.

Inside Job - A verdade da crise, é um filme que desmonta a engenharia do golpe e a supremacia do sistema financeiro perante tudo que nos cerca. O eterno Governo de Wall Street.

O filme conta tudo !! Toda a estutura que foi montada, o que poderia ter sido feito pra evitar e onde estamos atualmente na crise. SENSACIONAL !!!!



Inside Job - A verdade da crise, é um filme documentário que desmonta o modus operandi dos responsáveis pela quebradeira que ocasionou o tsunami da crise financeira de 2008, quando milhares de pessoas perderam seus empregos e suas moradias.

Indicado ao Oscar como melhor documentário e conduzido pelo diretor Charles Ferguson, "Inside Job" (Trabalho Interno) é mais um filme que retrata os lados obscuros de Wall Street. Narrado por Matt Damon, o documentário revela verdades incômodas da pior crise já vista desde 1929.

Baseado numa extensa pesquisa e séries de entrevistas com políticos, economistas e jornalistas, o filme revela as corrosivas relações de governantes, agentes reguladores e a Academia. “Inside Job” expõe também uma teia de mentiras e condutas criminosas que prejudicaram seriamente a vida de milhões de pessoas, principalmente por conta de cobiça, cinismo e mentiras.

“Se você não ficar revoltado ao final do filme, então é porque não prestou atenção”, diz uma das frases promocionais do documentário. A revolta é clara: a principal economia do mundo mergulhou numa forte crise, levando consigo diversas nações.

Os causadores de tudo isso já voltaram a dar “conselhos” para governos e sociedades. Ou seja, permanecem dando as cartas na mesa. Algumas das mais novas vítimas são gregos, irlandeses, espanhóis, portugueses e outros povos europeus que estão sendo “convidados” a “aceitar a ajuda do FMI”. E quem será o próximo?

Do total de entrevistados que participaram do filme, 18 negaram a conceder entrevista para o diretor Charles Ferguso, incluindo Alan Greenspan (ex-presidente do Federal Reserve), Ben Bernanke (atual presidente do Federal Reserve) e Timothy Geithner, atual secretário do Tesouro dos Estados Unidos.




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Eleições Portugal: Toda a Verdade Sobre Crimes de PPC Passos Coelho Presidente e Candidato do PSD Download



Verdade sobre Passos Coelho
Todos os candidatos destas eleições viram a sua vida escrutinada ao mais ínfimo pormenor. Sabemos tudo e conhecemos bem o passado de José Sócrates, Paulo Portas, ...Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã. De Pedro Passos Coelho nada. Funciona como uma espécie de apagão de “lápis azul” na imprensa portuguesa o escrutínio sobre o passado profissional do líder do PSD que se candidata a futuro Primeiro-ministro. E afinal que passado.

Pedro Passos Coelho tem vários processos de execução fiscal pessoais por frequentes apresentações de declarações fora de prazo. (aqui identificamos alguns desses processos e respectivas coimas).

E como administrador do Grupo Fomentinvest Ambiente, SGPS viu-se envolvido em mais de 10 processos de contra-ordenação (em anexo mapa dos processos de contra-ordenação).



O último foi enquanto Presidente do Conselho de Administração da RIBTEJO em que perdeu no Tribunal da Relação um processo “por muito grave incumprimento das normas de qualidade de água tendo sido aplicada uma coima de 60 mil euros” (outro processo no blogue).

Vale a pena também investigar as “ligações perigosas” do grupo empresarial a que Pedro Passos Coelho está ligado e onde se destacaram os irmãos Cavaco acusados de burla qualificada no caso BPN e Horácio Luis de Carvalho acusado de corrupção activa e branqueamento de capitais e sócio da sub-holding Tejo-Ambiente (que inclui a Ribtejo e HLCTejo).

O Blogue “ Lápis Azul” não tem medo, não tem receio e quebra o manto de silêncio sobre os interesses que estão por detrás de Passos Coelho e da sua ânsia de privatizações. Veja-se o caso das Águas de Portugal e o interesse da Fomentinvest e do seu amigo Ângelo Correia (esta o Expresso não deixou escapar em nota de rodapé).

Imaginem que estas situações se passavam com qualquer um dos outros candidatos. O que seria?! Mas se investigarem que as duas empresas de marketing Brasileiras que estão a fazer a campanha do PSD são pagas por dois grandes grupos de Media nacionais, que perspectivam vir a beneficiar com a eventual privatização da RTP, fica muito clara a razão porque existe uma espécie de “lápis azul” na comunicação social sobre o passado e presente de Pedro Passos Coelho.


Muitas outras histórias iremos denunciar.
Consulte aqui os documentos sobre os crimes ambientais das empresas de Pedro Passos Coelho. "

 

Ligações Perigosas, Político Negócios: Auditoria Financeira do Tribunalde Contas Á Câmara da Amadora Revela Irregularidades Envolvendo oVereador Pedro Manuel Mamede Passos Coelho e Mais Uns Extras Sobre oPrimeiro Ministro, BES, BANIF e BPN

Acordo na 2ª Secção Criminal do Tribunal da Relação de ÉvorA DOWNLOAD

Processo nº360/09.8TBGLG Download

Cadastro 2 Download

Os Interesses de Passos Revista Sábado - 11/02/2010 Download

FONTE: O Verdadeiro Lápis Azul
  

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FMI Ditadura dos Mercados: Crimes Económicos Contra a Humanidade! Artigo de Opinião de Professora de História Económica na Universidade Autónoma de Barcelona in ElPaís



Crimes económicos contra a humanidade


por Lourdes Beneria [*] e
Carmen Sarasua [**]
De acordo com o Tribunal Penal Internacional, crime contra a humanidade é "qualquer acto que cause grave sofrimento ou atente contra a saúde mental ou física de quem o sofre, cometido como parte de um ataque generalizado ou sistemático contra uma população civil". Desde a Segunda Guerra Mundial que nos familiarizamos com este conceito e com a ideia de que, não importa qual foi a sua dimensão, é possível e obrigatório investigar esses crimes e fazer pagar os culpados.

Situações como as que geraram a crise económica levaram a que se comece a falar de crimes económicos contra a humanidade. O conceito não é novo. Já em 1950 o economista neoclássico e prémio Nobel Gary Becker apresentou a "teoria do crime" ao nível microeconómico. A probabilidade de que um indivíduo cometa um crime depende, para Becker, do risco assumido, do espólio potencial e da possível punição. A nível macroeconómico, o conceito foi usado em discussões sobre as políticas de ajuste estrutural promovidas pelo Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, durante os anos oitenta e noventa, que tiveram gravíssimos custos sociais para as populações na África, América Latina, Ásia (durante a crise asiática de 1997-98) e Europa de Leste. Muitos analistas apontaram estes organismos, as políticas que patrocinaram e os economistas que as conceberam como responsáveis, especialmente o FMI, que foi muito criticado após a crise asiática.

Hoje são os países ocidentais, os que sofrem os custos sociais da crise financeira e de emprego, e dos planos de austeridade que supostamente estão contra ela. A perda dos direitos fundamentais, tais como habitação, emprego e o sofrimento de milhões de famílias que vêem em perigo a sua sobrevivência, são exemplos dos custos assustadores desta crise. Famílias que vivem na pobreza estão crescendo sem parar. Mas quem são os responsáveis? Os mercados, lemos e ouvimos todos os dias.

Num artigo publicado na Business Week em 20 de Março de 2009 sob o título "Crimes económicos da Wall Street contra a humanidade ", Shoshana Zuboff, ex-professor da Harvard Business School, argumenta que o facto de os responsáveis pela crise negarem as consequências das suas acções demonstra "a banalidade do mal" e o "narcisismo institucionalizado" nas nossas sociedades. É uma demonstração da falta de responsabilidade e de "distanciamento emocional" dos que acumularam somas milionárias e agora negam qualquer ligação com o dano provocado. Culpar apenas o sistema não é aceitável, argumentava Zuboff, tal como não teria sido acusar dos crimes nazis apenas as ideias, e não quem os cometeu.

QUEM SÃO "OS MERCADOS"?

Culpar o mercado é realmente permanecer na superfície do problema. Há responsáveis e são pessoas e instituições concretas: são aqueles que defenderam a liberalização selvagem dos mercados financeiros; são os executivos e empresas que beneficiaram com os excessos do mercado durante o "boom" financeiro; os que permitiram as suas práticas e os que lhes permitem agora poderem ficar livres e fortalecidos, com mais dinheiro público, a troco de nada. Empresas como a Lehman Brothers e Goldman Sachs, que permitiram a proliferação de créditos lixo, auditoras que supostamente garantiam as contas das empresas, e gente como Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal norte-americana durante os governos Clinton e Bush, opositor radical da regulação dos mercados financeiros.

A Comissão do Congresso dos EUA sobre as origens da crise tem sido esclarecedora a tal respeito. Criada pelo presidente Obama em 2009 para investigar as acções ilegais ou criminosas da indústria financeira, entrevistou mais de 700 especialistas. O seu relatório, divulgado em Janeiro passado, concluiu que a crise poderia ter sido evitada. Assinala falhas no sistema de regulação e supervisão financeira do governo e das empresas, nas práticas contabilísticas e de auditoria e na transparência nos negócios. A Comissão investigou o papel directo de alguns gigantes da Wall Street no desastre financeiro, por exemplo, no mercado de subprimes, e o das agências responsáveis pela classificação de títulos. É importante compreender os diferentes graus de responsabilidade de cada actor deste drama, mas não é admissível o sentimento de impunidade sem "responsáveis".

Quanto às vítimas de crimes económicos, em Espanha 20% do desemprego desde há mais de dois anos significa um enorme custo humano e económico. Milhares de famílias sofrem as consequências de terem acreditado que os salários pagariam hipotecas milionárias: 90 mil execuções hipotecárias em 2009 e 180 mil em 2010. Nos EUA, a taxa de desemprego é metade da espanhola, mas corresponde a cerca de 26 milhões de desempregados, o que significa um tremendo aumento da pobreza num dos países mais ricos do mundo. De acordo com a Comissão sobre Crise Financeira, mais de quatro milhões de famílias perderam as suas casas, e 4,5 milhões estão em processo de despejo. Onze mil milhões de dólares de "riqueza familiar" "desapareceram" quando os seus bens, como casas, pensões e poupanças perderam valor. Outra consequência da crise é o seu efeito sobre os preços de alimentos e outros produtos básicos, sectores para onde os especuladores estão desviando o seu capital. O resultado é a inflação dos seus preços e a pobreza a aumentar ainda mais.

Em alguns casos notórios de fraude, como a de Madoff, o autor está preso e a acusação contra ele mantém-se porque as suas vítimas têm poder económico. Mas, em geral, os que provocaram a crise não só tiveram um lucro fabuloso, como não temem a punição. Ninguém investiga as suas responsabilidades nem as suas decisões. Os governos protegem-nos e o aparelho judiciário não os persegue.

O EXEMPLO DA ISLÂNDIA

Se tivéssemos noções claras do que é um crime económico e se houvesse mecanismos para os investigar e processar poderiam ter sido evitados muitos dos problemas actuais. Não é utopia. A Islândia oferece um exemplo interessante. Em vez de socorrer os banqueiros que arruinaram o país em 2008, os promotores abriram um inquérito criminal contra os responsáveis. Em 2009, todo o governo teve que se demitir e o pagamento da dívida da banca foi bloqueado. A Islândia não socializou os prejuízos como estão fazendo muitos países, incluindo Espanha, mas aceitou que os responsáveis fossem punidos e os seus bancos falissem.

Da mesma forma como foram criadas instituições e procedimentos para julgar os crimes políticos contra a humanidade, é hora de fazer o mesmo com os económicos. Este é um bom momento, dada a sua existência difícil de refutar. É urgente que a noção de "crime económico" seja incorporada ao discurso da cidadania e se compreenda a sua importância para a construção da democracia política e económica. Pelo menos vamos ver a necessidade de regular os mercados, para que, como diz Polanyi, estejam ao serviço da sociedade, e não vice-versa.
29/Março/2011

[*] Professora de Economia na Universidade Cornell.
[**] Professora de História Económica na Universidade Autónoma de Barcelona.

O original encontra-se em http://www.elpais.com/articulo/opinion/Crimenes/economicos/humanidad/elpepuopi/20110329elpepiopi_4/Tes . Tradução de Guilherme Coelho


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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