... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
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Política, Económica e Social: Professora Detecta Erro Grave no Relatório do FMI! Luísa Cerdeira, Pró-Reitora ds Universidade de Lisboa Chumba Especialistas do Fundo Monetário Internacional: Gralhas Poderiam Ter Sido Feitas por Fraco «Aluno Principiante de Economia de Educação»



Professora detecta erro grave no relatório do FMI: Gralhas poderiam ter sido feitas por um fraco «aluno principiante de economia de educação»
Luísa Cerdeira, Pró-Reitora ds Universidade de Lisboa Chumba Especialistas do Fundo Monetário Internacional:  Gralhas do Relatório do Fundo Monetário Internacional Poderiam Ter Sido Feitas por Fraco «Aluno Principiante de Economia de Educação»
Política


Professora deteta erro grave no relatório do FMI
Gralhas poderiam ter sido feitas por um fraco «aluno principiante de economia de educação»
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A pró-reitora da Universidade de Lisboa, Luísa Cerdeira, detetou erros no relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), que poderiam ter sido feitos por um fraco «aluno principiante de economia de educação».

No relatório do FMI, que apresenta sugestões para reduzir a despesa do Estado português em cerca de quatro mil milhões de euros, são dedicados «apenas dois parágrafos e meia dúzia de estatísticas» ao ensino superior. Apesar de estar pouco desenvolvido, Luísa Cerdeira encontrou gralhas.

De acordo com a especialista em financiamento do ensino superior, os valores divulgados pelo FMI, sobre as despesas no Ensino Universitário Público, acabam por estar errados, pois dizem respeito a todo o ensino superior - universidades e politécnicos - e são tratados como se fossem só das universidades.

«Devem-se ter enganado», diz a pró-reitora da Universidade de Lisboa, «porque aquilo é todo o ensino superior e não apenas o universitário, ou seja, (o valor global apresentado) inclui obviamente os politécnicos», alertou, em declarações à Lusa.

O relatório do FMI diz que «em 2012, o sistema público universitário gastou cerca de 1,6 mil milhões de euros, dos quais cerca de mil milhões de euros foram financiados pelo orçamento da educação, 300 milhões das taxas de inscrição, e o restante de outras fontes», acrescentando que «parece razoável que a educação pública superior contribua para os ajustamentos em curso no sistema de ensino, nomeadamente através do aumento das propinas, o que poderia ajudar a alcançar significativas e duradouras poupanças orçamentais».

Luísa Cerdeira diz que o relatório não tem «qualquer fundamentação, teórica nem prática», para estas afirmações, e considera que, «do ponto de vista técnico, o documento é para um aluno principiante de economia de educação, mas, se calhar, nem teria boa nota».

Para a pró-reitora, algumas das sugestões são uma ameaça ao acesso ao ensino superior, ao defender o aumento das propinas.

«Aquilo que é aconselhado pelo FMI é um grave perigo para tornar novamente o ensino superior em Portugal só para poucos ou só para os ricos», defendeu, fazendo uma clara distinção entre a proposta do FMI e a eventual atualização das propinas para os 1.066 euros, tal como divulgado na terça-feira.

Desde 2003 que as propinas podem ser anualmente atualizadas de acordo com a taxa média da inflação, registada no ano anterior. O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou, na segunda-feira, o valor da inflação registada no ano passado (2,8%), o que significa um possível aumento de mais 29 euros na propina máxima.

«Uma coisa é esta atualização, que está a ser feita desde 2003, outra coisa é o que ali é proposto, que é uma subida acentuada das propinas», disse Luisa Cerdeira.

De acordo com o relatório do FMI, «taxas universitárias mais elevadas, que tenham em conta o custo da educação superior e o valor de mercado dos graus oferecidos, ajudaria na recuperação de custos e reduziria o grau de redistribuição para os mais abastados».

Luísa Cerdeira lembrou que Portugal ainda está a fazer um «percurso de recuperação no sentido de a população adquirir maiores níveis de qualificação», e que aumentar as propinas poderia significar «voltar ao modelo de há quarenta anos», quando só «meia duzia estudava».

«E evidente que uma subida muito elevada (das propinas), como é falada no relatório produzido pelo Fundo Monetário Internacional, irá colocar problemas graves de acessibilidade», alertou a especialista em financiamento universitário.

A pró-reitora sublinha que já há muitas famílias que não conseguem manter os seus filhos a estudar, devido aos seus rendimentos, que tornaram o ensino superior inacessível.


Nota Biográfica  Sobre Luísa Cerdeira


Luísa Cerdeira é Administradora da Universidade de Lisboa desde 2000. Licenciou-se em Economia pelo Instituto de Economia e Gestão (1978), possuindo Mestrado em Economia pela Universidade de Évora (1999) e Doutoramento no ramo de Ciências da Educação (2009).

Dirigiu vários serviços na área do ensino superior, nomeadamente Serviços de Recursos na Direcção-Geral do Ensino Superior (1998-2000); Núcleo de Recursos Humanos Físicos e Financeiros, do Departamento de Ensino Superior (1993-1998); Coordenação Executiva das Medidas 4 e 5 do Prodep II para o Ensino Superior (1994 - 2000);
Adjunta do Director-Geral do Ensino Superior (1992-1993); Área de Instalações, Equipamentos e Recursos Financeiros da Direcção Geral do Ensino Superior. Foi ainda membro ou representante de várias equipas técnicas, grupos de trabalho para questões relativas ao Ensino Superior, entre 1981 a 1994 (Unesco, Fundo Social Europeu, OCDE, Eurostat).

Interessada pelas questões da Economia da Educação, designadamente pelas vertentes administrativa e financeira do Ensino Superior em Portugal e pela “partilha de custos” do respectivo financiamento - numa abordagem sistemática das variáveis que o enformam - educação, formação, investigação, propinas e taxas, apoios financeiros, bolsas, subsídios e empréstimos, ensino superior público ou privado, tem tentando contribuir, para o conhecimento dos mecanismos de financiamento do Ensino Superior em Portugal e suas tendências evolutivas mais recentes. Tem publicado vários artigos e intervenções nos âmbitos acima mencionados.

Sitio Internet de Luisa Cerdeira

www.luisacerdeira.net/
Pró-Reitora na Reitoria da Universidade de Lisboa

Luísa Cerdeira no Linkedin

http://pt.linkedin.com/pub/luisa-cerdeira/5a/877/591

Professora Auxiliar
http://www.ie.ul.pt/portal/page?_pageid=406,1300437&_dad=portal&_schema=PORTAL
Telefone Institucional: 217 943 821

Email: luisa.cerdeira @ reitoria.ul.pt

Área de Investigação e Ensino
Políticas de Educação e Formação

Grupo de Investigação
Política e Administração Educacional

Áreas de Interesse

Economia da educação.Vertentes administrativa e financeira do Ensino Superior em Portugal - educação, formação, investigação, propinas e taxas, apoios financeiros, bolsas, subsídios e empréstimos, ensino superior público ou privado.

Projetos de Investigação

CESTES – O custo dos estudantes no Ensino Superior Português


Seleção de Publicações

Artigos em revistas com referees
Cerdeira L. (2009). Cost-Sharing Policy in the European Higher Education: A Comparative Perspective. Problems of Education in the 21st Century 15(15), 60-77. ICID: 899677.

Cerdeira L. (2009). O Financiamento do Ensino Superior em Portugal. A evolução recente e opções futuras? Revista de Finanças Públicas e Direito Fiscal, II(3), 39-70.

Livros
Cerdeira L. (2009). O Financiamento do Ensino Superior Português: a partilha de custos. Coimbra: Almedina. ISBN 978-972-40-3978-7.

Capítulo de Livro

Cerdeira, L. (2007). Funding for Bologna, A perspective on the Financial Impacts of the Bologna Process. In EUA Bologna Handbook, Making Bologna Work (C 7.2-1). Berlin: RAABE NACHSCHLAGEN- FINDEN.

Atas

Cerdeira L., Patrocínio T. (2010). Management’ social responsibility. The case of University of Lisbon – Social Conscience. In MIC 2010, Management International Conference, Social Responsibility, Professional Ethics and Management. University of Primorska, Euro Mediterranean University and Hacettepe, Ankara, Turkey.

Cerdeira L., Patrocínio T. (2010). Promoting the Accessibility and Affordability in the Portuguese Higher Education. In ICEEPY 2010, International Conference on Education Psychology. Procedia - Social and Behavioral Science (Volume 12). Cyprus. Elsevier Publication. ISSN: 1877-0428.

Patrocínio T., Cerdeira, L. (2010). Globalização, Educação e Transformação de Valores. In XVIII Colóquio da AFIRSE, “Deontologia, Ética e Valores na Educação – Utopia e Realidade”. Instituto de Educação, Universidade de Lisboa.

Cerdeira, L., Patrocínio, T., Silva, M., Mano, M. (2008). An Overview of Ibero-American Higher Education Institutions. In Conferência Governance and Management Models in Higher Education/ Modelos de Gestão e Governação do Ensino Superior. Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra.

Cerdeira, L., Patrocínio T. (2007). Bologna process challenges: Human resources. In EAIR 2007. Innsbruck.

Relatório

Cerdeira L., Patrocinio T. (2006). The extent and impact of higher education curricular reform across Europe. Final report to the Directorate-General for Education and Culture of the European Commission. National correspondents (Portugal). Enschede: Center for Higher Education Policy Studies (CHEPS).
O Financiamento do Ensino Superior Português
Luisa Cerdeira

Editora: Almedina
Coleção: Teses de Doutoramento
Tema: Direito Administrativo
Ano: 2009
Livro de capa mole
ISBN 9789724039787 | 670 págs.
Peso: 1.173 Kg
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=8947

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FMI Ditadura dos Mercados: Crimes Económicos Contra a Humanidade! Artigo de Opinião de Professora de História Económica na Universidade Autónoma de Barcelona in ElPaís



Crimes económicos contra a humanidade


por Lourdes Beneria [*] e
Carmen Sarasua [**]
De acordo com o Tribunal Penal Internacional, crime contra a humanidade é "qualquer acto que cause grave sofrimento ou atente contra a saúde mental ou física de quem o sofre, cometido como parte de um ataque generalizado ou sistemático contra uma população civil". Desde a Segunda Guerra Mundial que nos familiarizamos com este conceito e com a ideia de que, não importa qual foi a sua dimensão, é possível e obrigatório investigar esses crimes e fazer pagar os culpados.

Situações como as que geraram a crise económica levaram a que se comece a falar de crimes económicos contra a humanidade. O conceito não é novo. Já em 1950 o economista neoclássico e prémio Nobel Gary Becker apresentou a "teoria do crime" ao nível microeconómico. A probabilidade de que um indivíduo cometa um crime depende, para Becker, do risco assumido, do espólio potencial e da possível punição. A nível macroeconómico, o conceito foi usado em discussões sobre as políticas de ajuste estrutural promovidas pelo Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, durante os anos oitenta e noventa, que tiveram gravíssimos custos sociais para as populações na África, América Latina, Ásia (durante a crise asiática de 1997-98) e Europa de Leste. Muitos analistas apontaram estes organismos, as políticas que patrocinaram e os economistas que as conceberam como responsáveis, especialmente o FMI, que foi muito criticado após a crise asiática.

Hoje são os países ocidentais, os que sofrem os custos sociais da crise financeira e de emprego, e dos planos de austeridade que supostamente estão contra ela. A perda dos direitos fundamentais, tais como habitação, emprego e o sofrimento de milhões de famílias que vêem em perigo a sua sobrevivência, são exemplos dos custos assustadores desta crise. Famílias que vivem na pobreza estão crescendo sem parar. Mas quem são os responsáveis? Os mercados, lemos e ouvimos todos os dias.

Num artigo publicado na Business Week em 20 de Março de 2009 sob o título "Crimes económicos da Wall Street contra a humanidade ", Shoshana Zuboff, ex-professor da Harvard Business School, argumenta que o facto de os responsáveis pela crise negarem as consequências das suas acções demonstra "a banalidade do mal" e o "narcisismo institucionalizado" nas nossas sociedades. É uma demonstração da falta de responsabilidade e de "distanciamento emocional" dos que acumularam somas milionárias e agora negam qualquer ligação com o dano provocado. Culpar apenas o sistema não é aceitável, argumentava Zuboff, tal como não teria sido acusar dos crimes nazis apenas as ideias, e não quem os cometeu.

QUEM SÃO "OS MERCADOS"?

Culpar o mercado é realmente permanecer na superfície do problema. Há responsáveis e são pessoas e instituições concretas: são aqueles que defenderam a liberalização selvagem dos mercados financeiros; são os executivos e empresas que beneficiaram com os excessos do mercado durante o "boom" financeiro; os que permitiram as suas práticas e os que lhes permitem agora poderem ficar livres e fortalecidos, com mais dinheiro público, a troco de nada. Empresas como a Lehman Brothers e Goldman Sachs, que permitiram a proliferação de créditos lixo, auditoras que supostamente garantiam as contas das empresas, e gente como Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal norte-americana durante os governos Clinton e Bush, opositor radical da regulação dos mercados financeiros.

A Comissão do Congresso dos EUA sobre as origens da crise tem sido esclarecedora a tal respeito. Criada pelo presidente Obama em 2009 para investigar as acções ilegais ou criminosas da indústria financeira, entrevistou mais de 700 especialistas. O seu relatório, divulgado em Janeiro passado, concluiu que a crise poderia ter sido evitada. Assinala falhas no sistema de regulação e supervisão financeira do governo e das empresas, nas práticas contabilísticas e de auditoria e na transparência nos negócios. A Comissão investigou o papel directo de alguns gigantes da Wall Street no desastre financeiro, por exemplo, no mercado de subprimes, e o das agências responsáveis pela classificação de títulos. É importante compreender os diferentes graus de responsabilidade de cada actor deste drama, mas não é admissível o sentimento de impunidade sem "responsáveis".

Quanto às vítimas de crimes económicos, em Espanha 20% do desemprego desde há mais de dois anos significa um enorme custo humano e económico. Milhares de famílias sofrem as consequências de terem acreditado que os salários pagariam hipotecas milionárias: 90 mil execuções hipotecárias em 2009 e 180 mil em 2010. Nos EUA, a taxa de desemprego é metade da espanhola, mas corresponde a cerca de 26 milhões de desempregados, o que significa um tremendo aumento da pobreza num dos países mais ricos do mundo. De acordo com a Comissão sobre Crise Financeira, mais de quatro milhões de famílias perderam as suas casas, e 4,5 milhões estão em processo de despejo. Onze mil milhões de dólares de "riqueza familiar" "desapareceram" quando os seus bens, como casas, pensões e poupanças perderam valor. Outra consequência da crise é o seu efeito sobre os preços de alimentos e outros produtos básicos, sectores para onde os especuladores estão desviando o seu capital. O resultado é a inflação dos seus preços e a pobreza a aumentar ainda mais.

Em alguns casos notórios de fraude, como a de Madoff, o autor está preso e a acusação contra ele mantém-se porque as suas vítimas têm poder económico. Mas, em geral, os que provocaram a crise não só tiveram um lucro fabuloso, como não temem a punição. Ninguém investiga as suas responsabilidades nem as suas decisões. Os governos protegem-nos e o aparelho judiciário não os persegue.

O EXEMPLO DA ISLÂNDIA

Se tivéssemos noções claras do que é um crime económico e se houvesse mecanismos para os investigar e processar poderiam ter sido evitados muitos dos problemas actuais. Não é utopia. A Islândia oferece um exemplo interessante. Em vez de socorrer os banqueiros que arruinaram o país em 2008, os promotores abriram um inquérito criminal contra os responsáveis. Em 2009, todo o governo teve que se demitir e o pagamento da dívida da banca foi bloqueado. A Islândia não socializou os prejuízos como estão fazendo muitos países, incluindo Espanha, mas aceitou que os responsáveis fossem punidos e os seus bancos falissem.

Da mesma forma como foram criadas instituições e procedimentos para julgar os crimes políticos contra a humanidade, é hora de fazer o mesmo com os económicos. Este é um bom momento, dada a sua existência difícil de refutar. É urgente que a noção de "crime económico" seja incorporada ao discurso da cidadania e se compreenda a sua importância para a construção da democracia política e económica. Pelo menos vamos ver a necessidade de regular os mercados, para que, como diz Polanyi, estejam ao serviço da sociedade, e não vice-versa.
29/Março/2011

[*] Professora de Economia na Universidade Cornell.
[**] Professora de História Económica na Universidade Autónoma de Barcelona.

O original encontra-se em http://www.elpais.com/articulo/opinion/Crimenes/economicos/humanidad/elpepuopi/20110329elpepiopi_4/Tes . Tradução de Guilherme Coelho


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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