... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...

Crise Económica Europeia: Desemprego, Miséria Assola Europa! Espanhóis Emigram para Noruega em Busca de Emprego: Encontram Frio e Desespero, Trabalho Não Há



NORUEGA Euro-refugiados têm recepção gelada: Os resultados catastróficos das erradas e avassaladoras políticas de criminosa austeridade ao serviço dos mercados da especulação financeira, fazem-se sentir duramente sobre a população, levando ao brutal aumento do desemprego. Cá, em Portugal, apesar os dados oficiais do INE, rondarem os 700.000, o valor real, deve situar-se no 1.200.000. Na vizinha Espanha, dada a dimensão da população, são valores astronómicos, o que levou muitos espanhóis a emigrar para terras do frio, em busca de oportunidade. Muitos emigraram para Noroega, e a maioria, só encontraram desemprego, frio e desespero.

O artigo abaixo do El Pais, explica melhor a situação que também já afecta os Países-Nórdicos.




Para fugir ao desemprego, centenas de espanhóis emigram para a idealizada Noruega, à procura de trabalho. Poucos tiveram sorte. Muitos só encontraram desemprego, frio e desespero. Um capítulo da grande crise europeia que afeta a  Espanha. Excertos.

"Já fazia tempo que se tinham acabado todas as ajudas. Os meus pais, já idosos, pagavam há meses os 540 euros da minha hipoteca. Não conseguia arranjar nada, as perspetivas eram muito más. Lembro-me de que estava num café e que, ao fundo, havia uma televisão ligada. Estava a dar [o programa] Espanhóis no mundo. Aparecia um homem, que vivia no norte da Noruega e que dizia que ganhava quatro mil euros. Parecia muito contente. E eu disse para comigo: é para lá que tens de ir, Paco."

Francisco Zamora, de 44 anos, natural de Alcantarilla (Múrcia), é um homem tranquilo. Usa um cachecol enrolado três vezes à volta do pescoço para se proteger do frio intenso. É formado em eletrónica, tem experiência na construção e em fábricas, chegou a ganhar três mil euros por mês. Mas, há três anos, tudo isso ficou para trás. Como ele, centenas de espanhóis desempregados durante meses, partiram da Espanha em crise e rumaram a um dos países mais ricos do mundo; a escolha não podia ser outra.

Contudo, quando lá chegaram, o mito caiu por terra. Sem qualificações ou conhecimento de línguas, as portas fecham-se. As autoridades não querem saber deles. Alguns gastaram as suas poupanças e vivem com grandes dificuldades, inclusive dormindo na rua.

Em agosto passado, Paco voltou a pedir dinheiro emprestado aos pais e comprou um bilhete – de ida – para Bergen. Era a primeira vez que saía de Espanha e levava no bolso 225 euros. Passou a primeira semana a dar voltas por uma das cidades mais interessantes do mundo.

"Trouxe uma mochila pequena, que cabia nos compartimentos dos depósito das estações de comboio. Pagava cinco coroas (0,75 euros) para usar a casa de banho e lavava-me lá. Um dia, cruzei-me com outro espanhol, que me falou de um albergue onde podia ir de dia para receber comida e encontrar calor."

O frio polar, a língua e os preços exorbitantes

A Fundação Robin Hood ocupa dois pisos de uma casa de madeira, no centro de Bergen. O albergue foi inaugurado em 2003, "com a ideia de ajudar as famílias norueguesas com menos recursos, que não podem pagar quatro euros por um café, num café", explica Wenche Berg Husebo, a presidente desta fundação privada (que recebe um financiamento público de 270 mil euros).

É quarta-feira de manhã e, na Robin Hood, a língua que domina é o espanhol. Diariamente, passam por ali entre 60 e 100 pessoas, metade das quais são espanhóis, segundo o diretor, Marcos Amano. "Dantes, vinham noruegueses, polacos e uma ou outra família de refugiados políticos… Mas, em março, começaram a aparecer espanhóis", explica Wenche Husebo. "Desde esse mês, vieram 250. Ao princípio, eram homens de todas as idades, depois vieram mulheres solteiras, na casa dos 30. E, a seguir, pais de família, alguns deles com os filhos. A maior parte não arranja trabalho porque não falam norueguês nem inglês."

Nos últimos meses, a Noruega, país dotado de recursos petrolíferos, de um invejável Estado providência e de políticas de conciliação e, sobretudo, um país onde os salários são elevados e o desemprego muito baixo (taxa de 3%), assistiu à chegada de imigrantes com um novo perfil, que abandonaram Espanha empurrados pelo desemprego de longa duração e pela erosão progressiva dos salários. Os jornais noruegueses chamam-lhes "os refugiados laborais do euro".

A prosperidade norueguesa e também os programas Espanhóis no mundo (muitos referem esses programas, quando lhes perguntamos porque escolheram este país; as suas três últimas edições dedicadas à Noruega tiveram audiências entre os 3,5 e os 2,8 milhões de telespetadores) exerceram o efeito de canto da sereia para um número cada vez maior de espanhóis (embora muitos não se registem, o número de espanhóis inscritos na embaixada de Espanha passou de 358, em 2010, para 513, em 2011).

Mas, chegados ao país, depararam com uma barreira intransponível constituída por três elementos: o frio polar, a língua e os preços exorbitantes (o aluguer de um quarto custa 600 euros; um pacote de leite, dois euros).

“Nunca tinha visto uma situação tão angustiante na Noruega”
Apesar de ter recusado fazer parte da União Europeia, a Noruega assinou o acordo de Schengen, que dá livre entrada no seu território aos cidadãos da UE. No entanto, o país não dispõe de infraestruturas públicas de apoio àqueles que lá foram parar sem nada. "O Governo não lhes oferece alojamento, nem dinheiro, nem ajudas. Isso fica nas mãos da Caritas, da Cruz Vermelha ou do Exército de Salvação", explica Bernt Gulbrandsen, da Caritas de Oslo.

Os órgãos de informação locais não tardaram a recolher histórias destes novos imigrantes. Num país com apenas cinco milhões de habitantes, a notícia teve algum impacto. Em Bergen (260 mil habitantes), uma cidade próspera onde quase não há mendigos, os jornais e as cadeias de televisão dedicaram-lhes várias reportagens. "Fugiram da crise em Espanha mas a vida em Bergen não é como tinham imaginado", diz um título. "Muitos refugiados do euro vivem em situação de pobreza em Bergen", diz outro.

"Nunca tinha visto uma situação tão angustiante na Noruega", diz Astrid Dalehaug Norheim, uma das jornalistas que fizeram a cobertura do tema, no jornal Vårt Land. "Faz-me lembrar uma viagem que fiz a Moscovo, durante a crise do fim dos anos 1990, quando os russos das zonas rurais começaram a emigrar para as cidades, em busca de trabalho, e acabaram sem dinheiro nenhum, em albergues."

O testemunho de Tuna, uma das funcionárias da Cruz Vermelha de Bergen, ilustra o modo como alguns noruegueses estão a encarar o caso. "Dantes, vinham aqui sobretudo polacos. Mas, de repente, começaram a chegar espanhóis. Não têm comida nem trabalho e pedem ajuda. Temos ajudas para os refugiados políticos mas não para aqueles que vêm de forma voluntária."

VISTO DA NORUEGA

“Euro-refugiados” suscitam questões

A questão dos refugiados económicos espanhóis gerou o debate na Noruega. No Bergens Tidende, o jornalista Sjur Holsen escreve que “a crise da Europa já chegou até nós. […] Se os espanhóis que vivem na rua conseguem fazer-nos refletir sobre a nossa pertença à Europa e se a solidariedade é moeda corrente na zona euro, ultrapassámos uma etapa importante” nessa direção. Entretanto, no mês passado, a ministra do Trabalho, Hanne Bjurstrom, afirmou que “os imigrantes europeus que não encontram trabalho devem ir-se embora”, a Noruega, acrescentou, “não pode tomar conta deles”.

Fonte: Carmen Pérez-Lanzac

El Pais

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