... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
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SideKindom12, Anon, RevoluSec, Anonynous Portugal: Operação Natal Feliz Em Defesa das Crianças Que Ficaram Sem Presentes, Contra A Austeridade e Pelo Povo Confiscado Pelo Governo Apresenta Balanço Muito Positivo Para Os Hactivistas da Revolução Digital Portuguesa; Com Sites PSD, CDP, PS e Bancos Derrubados, Hacked, Defaced e Down



#SideKingdom12 #Anon #RevoluSec #Anonynous #AnonynousPortugal: A Operação Natal feliz ao jeito dos «hactivistas», em defesa das crianças que ficaram sem presentes e dos Confiscados e espoliados pelo governo, apresenta um balanço bastante positivo para Team #SideKingdom12 com vários sites do governo, PSD, CDS, PS e Bancos derrubados, Hacked, Defaced e Down.


SideKindom12, Anon, RevoluSec, Anonynous, Portugal, Operação, Natal, Feliz, Crianças, Povo, Austeridade, PSD, CDP, PS, Bancos, Revolução, Portuguesa, Hacked, Defaced, Defesa,

A quadra ficou marcada por ataque de piratas informáticos que contestaram as desumanas políticas de austeridade do Governo PSD-CDS que governa contra o povo em favor dos bancos de faz parte esta classe política.

Anon RevoluSec Portugal #SideKindmo12 Balanço Positivo Operação Natal Feliz Hactivistas Em Defesa Das Criaças, o Povo Contra Austeridade e Contra a Impunidade





Este Natal ficou marcado pela revolução digital contra o fascismo, num ataque de piratas informáticos, que na realidade se trata de justiça Cibernética contestária contra as políticas de austeridade do Governo que de forma desumana massacra a população em proveito das grandes corporações financeiras a que pertencem.

Os hactivistas entraram em vários sites governamentais e partidários e explicaram num vídeo as razões do protesto.

Tinham prometido vingar todas as crianças que a crise deixou sem presentes.

Na véspera de Natal, os «hacktivistas» portugueses do sidekingdom12 cumpriram a promessa. Chamam-lhe operação Natal feliz.

Entraram na página do Ministério da Educação, do banco Santander Totta e em sites partidários.

Muitas páginas do PSD estiveram indisponíveis e várias imagens surgiram nos sites das distritais de Aveiro e PSD Açores. Mas CDS-PP e PS também não escaparam à pirataria informática.

A operação Natal feliz tinha sido anunciada no início do mês, numa outra série de ataques a eurodeputados do PSD.

SideKingdom12 no Facebook



Fórum Anti Corrupção

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America NAZI: Político Candidato ao Senado Norte Americano Diz que em Caso de Violação, Corpo da Mulher Violada Tem Mecanismos de Defesa para Travar Gravidez; Video Entrevista Canal KTVI TV a Todd Akin; Mais Foto "Prince Harry The NAZI"; É Esta Inglaterra e Estes Estados Unidos Que Querem Prender Assange! FREE JULIAN ASSANGE : PETITION



Candidato ao senado diz que em caso de violação, corpo tem mecanismos para travar gravidez

Um candidato republicano ao senado norte-americano está a provocar uma onda de indignação ao sugerir que quando se trata "mesmo" de uma violação, raramente há gravidez porque o corpo da mulher tem mecanismos para a evitar. VEJA O VÍDEO com as declarações polémicas

America NAZI, America, NAZI, Político, Senado, EUA, America, NAZI, Estados Unidos, Inglaterra, Americano, Mulher, Defesa, Video, Entrevista, TV, KTVI-TV a Todd Akin; Foto, Prince Harry The NAZI


Todd Akin, candidato ao Senado dos Estados Unidos, em representação do Estado do Missouri, expressou a sua controversa opinião numa entrevista ao canal KTVI-TV.

O político é um opositor da interrupção voluntária da gravidez e causou uma enorme polémica ao afirmar perante as câmaras que as mulheres vítimas de violação têm mecanismos físicos que lhes permitem evitar a gravidez.

A entrevista sobre as regras de interrupção da gravidez, nos Estados Unidos, e as diferentes questões relacionadas com o aborto, gerou uma forte reação da sociedade norte-americana nos diferentes órgãos de comunicação social e nas redes sociais.

O candidato republicano ao senado afirmou ainda na entrevista: "As informações médicas mais recentes dizem que engravidar em caso de violação é muito raro".

Os estudos médicos mais recentes nos Estados Unidos indicam que 5% dos casos de violação no país resultam em gravidez, com cerca de 32.000 mulheres grávidas após violação e abuso sexual na América.



Em comunicado, Akin afirmou mais tarde em comunicado que as suas observações não refletem qualquer sentimento de antipatia perante as mulheres violadas.O cão, gosta mesmo é de violar.

::: FREE JULIAN ASSANGE : PETITION :::




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MUSP, Movimento Utentes Serviços Públicos, Comunicado Odem dos Médicos Motivos Greve Nacional: Defesa do Serviço Nacional de Saúde e dos Portugueses! Plo Conselho Regional do Norte da OM Porto; A Luta Pelo SNS é De Todos; Apoia!



A Greve dos Médicos convocada, para 11 e 12 de Julho de 2012, pelos Sindicatos Médicos e apoiada de forma inequívoca, desde o primeiro momento, pela Ordem dos Médicos, tem como reivindicação essencial a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o direito dos portugueses a cuidados de saúde qualificados e o respeito pela dignidade da profissão médica e dos médicos como seres humanos.
o SNS criado em 1979, teve como pilares essenciais o respeito pela dignidade de todas as pessoas, a igualdade de acesso e tratamento e a solidariedade social. Nunca, como agora, aquela que foi talvez, a maior conquista social da democracia, esteve tão fragilizada e em risco de ser definitivamente desmantelada e consumida pela máquina trituradora do Estado. De facto, muitas das medidas adoptadas sucessivamente pelo Ministério da Saúde indicam claramente uma opção, que não é seguramente nada saudável para a qualidade dos cuidados de saúde e que não respeita minimamente os princípios fundadores do SNS


O SNS criado em 1979, teve como pilares essenciais o respeito pela dignidade de todas as pessoas, a igualdade de acesso e tratamento e a solidariedade social. Nunca, como agora, aquela que foi talvez, a maior conquista social da democracia, esteve tão fragilizada e em risco de ser definitivamente desmantelada e consumida pela máquina trituradora do Estado. De facto, muitas das medidas adoptadas sucessivamente pelo Ministério da Saúde indicam claramente uma opção, que não é seguramente nada saudável para a qualidade dos cuidados de saúde e que não respeita minimamente os princípios fundadores do SNS.

Quantos de nós, médicos, lidamos frequentemente com a incapacidade dos doentes cumprirem os seus tratamentos ou as suas consultas por dificuldades cada vez maiores. O aumento exponencial das taxas moderadoras, a dificuldade de acesso aos transportes para os doentes mais desfavorecidos, as medidas impostas por alguns hospitais no acesso e no tratamento, entre muitas outras, têm contribuído, em associação com todas as outras medidas de austeridade bem conhecidas, para o mal-estar generalizado, dos doentes e dos profissionais de saúde.
Os médicos têm o dever e a obrigação de defender a qualidade da medicina e a saúde dos doentes e do SNS. É, antes de mais, uma questão de justiça social.

Por isso, as nossas preocupações centram-se em medidas destinadas a preservar os princípios fundamentais que servem de base ao SNS e, concomitantemente, a defender a qualidade dos cuidados de saúde prestados aos doentes.

Desta forma, não abdicamos de exigir:

- A implementação prática e actualização das Carreiras Médicas com abertura de concursos públicos para contratação de médicos e para progressão na Carreira (em detrimento da contratação de prestação de serviços médicos, ao mais baixo preço como lotes de horas impessoais, a empresas privadas, que não garantem a qualidade que todos temos o direito de exigir);

- A revisão da grelha salarial com os Sindicatos Médicos, de acordo com o valor real da responsabilidade da profissão médica;

- O respeito pelas competências dos profissionais médicos e pelo papel de coordenação das equipas de Saúde;

- A publicação de legislação sobre o acto médico de acordo com proposta fundamentada já apresentada pela Ordem dos Médicos;

- O respeito pela capacidade formativa das Faculdades de Medicina e pela qualidade de toda a Formação Médica;

- A alteração da portaria sobre a DCI que permita aos doentes o poder de escolher, no acto médico, o medicamento do princípio activo prescrito;

- A alteração ou suspensão de medidas impostas pelo governo que têm resultado numa diminuição substancial do acesso aos cuidados de saúde para um número elevado de doentes;

- A alteração urgente do actual processo de revisão das listas de utentes dos médicos de família;

- A continuação da reforma positiva dos cuidados de saúde primários;

- A participação da Ordem dos Médicos na definição de protocolos terapêuticos e de utilização de dispositivos médicos.

Este é um momento histórico para os médicos e para o País. Não podemos continuar a aceitar a violação permanente da dignidade dos médicos, dos doentes e do próprio SNS. Todos temos a obrigação de manter o nível de excelência do melhor Serviço público português, o Serviço Nacional de Saúde.

Por isso, a Greve nacional decretada pelos Sindicatos e apoiada pela Ordem dos Médicos é, antes de tudo, uma obrigação moral da nossa classe em defesa da qualidade dos cuidados de saúde e dos doentes.

A responsabilidade pela conquista da justiça das nossas convicções e dos nossos objectivos está na União de todos os Médicos e em cada um de nós.

O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos.
Porto, 9 de Julho de 2012.

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Governo Prepara Destruição SNS; Apelo FNAM á Mobilização, Indignação, Contestação e Protesto de Toda a População em Defesa do Serviço Nacional de Saúde; Um Direito Constitucional! Comunicado Oficial da Federação Nacional dos Médicos



Comunicado Oficial da FNAM: Apelo Á Mobilização e Contestação Popular em Defesa do Serviço Nacional de Saúde

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS


 

O Governo prepara-se para desencadear a integral destruição do SNS

Estamos perante o mais violento ataque com vista à integral destruição do SNS e do direito constitucional à saúde que alguma vez um governo ousou desencadear.

Estamos perante o mais violento ataque com vista à integral destruição do SNS e do direito constitucional à saúde que alguma vez um governo ousou desencadear.

A forma agora encontrada por este Governo foi a de publicar no DR de 14/5/2012, II Série, um chamado procedimento de concurso público com o nº 1921/2012 para colocar em autêntico leilão a contratação de médicos para as instituições do SNS, por via de empresas privadas prestadoras de serviços.


No conteúdo desse procedimento de concurso, importa destacar, desde já, as seguintes questões fundamentais:

O critério de adjudicação adoptado será o do mais baixo preço/hora.

- Não existe qualquer exigência de qualidade nos critérios de adjudicação.

- Os contratos são válidos por períodos de 12 meses.

- O prestador privado pode mudar sucessivamente os profissionais que coloca numa dada instituição, desde que comunique com a antecedência de 30 dias.

- Contratação com empresas sem qualquer exigência de disporem de um quadro próprio de pessoal médico.

- Os profissionais colocados por essas empresas “ têm de proceder ao preenchimento de um registo de presenças”.

- Os médicos colocados por essas empresas nos Centros de Saúde tem de efectuar “ pelo menos 4 consultas por hora” e “fazerem atendimento pediátrico”.

Nem uma palavra sobre a exigência de possuírem a especialidade de medicina geral e familiar e sem nenhuma referência aquilo que é considerado atendimento pediátrico.

Será por médicos indiferenciados?

- São definidos “lotes de serviços” para todos os distritos do continente e são colocadas a concurso para essas empresas privadas prestadoras mais de dois milhões e meio de horas anuais, englobando as várias especialidades médicas

Este número de horas equivale ao horário completo de cerca de 1700 médicos.

Face à situação que está, assim, criada a FNAM vem denunciar os seguintes aspectos:

1- Para melhor dissimular o seu objectivo de sempre que é a destruição do SNS e do direito constitucional à saúde este governo inventou este concurso público para entregar serviços inteiros de várias especialidades a empresas privadas de aluguer de mão-de-obra médica.

Depois daquilo que tem sido a experiência desastrosa com empresas deste tipo a nível dos serviços de urgência, onde a qualidade da actividade desenvolvida é muito baixa e os custos muito elevados, este governo decide alargar a todos os serviços médicos esta actividade de alienação do trabalho médico.

2- Ao colocar em concurso aquele vultuoso número de horas anuais, o governo mostra de forma muito evidente que pretende enveredar por uma via de privatização dos serviços de saúde, desarticulando-os e fazendo de cada instituição pública de saúde uma “manta de retalhos” com várias empresas a deterem diferentes serviços e em clara competição financeira entre elas.

Aquilo que é reconhecido há largo tempo no plano internacional como a exigência central do trabalho em saúde que é o trabalho de equipa está formalmente destruída com esta medida governamental.

3- Ao estabelecer como critério decisivo o mais baixo preço/hora, ao definir que em cada hora têm de ser efectuadas, pelo menos, 4 consultas e sem especificar uma carteira básica de serviços, bem como as competências de quem faz o atendimento pediátrico nos centros de saúde, o governo reduz toda a actividade assistencial dos serviços públicos de saúde a uma lógica taylorista de trabalho médico cronometrado e destinada aqueles cujo diferenciação técnico-científica é diminuta e, por conseguinte, de baixo valor salarial.

4- Desde o ano passado que o Governo está obrigado legalmente, por via da contratação colectiva, a realizar concursos públicos nos vários estabelecimentos públicos de saúde para recrutar médicos, mesmo nos que têm estatuto EPE, o mesmo acontecendo com os regulamentos dos concursos para a habilitação ao grau de consultor.

As sucessivas desculpas para não terem sido desencadeados esses processos e a escandalosa impunidade das várias administrações dos serviços em não aplicarem essa legislação estão agora devidamente explicadas.

O Governo estava a preparar esta medida de destruição do SNS e não queria implementar concursos que implicassem menos horas para o negócio das empresas privadas.

5- Com esta medida agora conhecida, torna-se indiscutível que o comportamento da delegação governamental nas negociações com as organizações sindicais médicas, que decorrem há 5 meses, em torno de novos regimes de trabalho e respectivas grelhas salariais, tem primado por uma clara desonestidade política.

Agora torna-se finalmente evidente que os sucessivos adiamentos na apresentação de propostas e os supostos mal-entendidos acerca de metodologias negociais eram meras encenações para ganhar tempo até à publicação destas medidas.

6- Torna-se igualmente compreensível que o Ministro da Saúde se mostre sempre tão disponível para a inauguração de serviços privados em zonas geográficas onde decidiu encerrar serviços públicos e não tenha encontrado tempo para participar no 4º Encontro Nacional das USF (Unidades de Saúde Familiares).

7- Esta actuação planeada por parte do Governo levaria à destruição integral do SNS, à destruição das carreiras médicas e da qualidade do exercício da profissão médica, à destruição da contratação colectiva que está em vigor e transformaria o direito à saúde num qualquer bem de consumo sujeito às leis da oferta e da procura.

Esta gritante insensibilidade social e este revoltante desprezo pelo valor e dignidade da vida humana tem de gerar uma imediata repulsa de toda a opinião pública.


A FNAM desenvolverá todos os seus esforços para contribuir activamente para a derrota desta afronta a um direito humano tão fundamental como é o direito à saúde e está disponível para em conjunto com as restantes organizações médicas defender a qualidade da profissão médica, as carreiras e a contratação colectiva.


Apelamos à insubstituível intervenção dos cidadãos na contestação a mais esta chocante ofensiva governamental contra o direito à saúde.


Coimbra, 31/5/2012

A Comissão Executiva da FNAM


Download do Comunicado Oficial da Federação Nacional dos Médicos


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Indignados Coimbra Portugal Revolução dos Cravos Contra a Ditadura: 25 de Abril, O Povo Na Rua Em Defesa da Liberdade; Democracia, Saúde Contra A Pobreza, Precariedadee Injustiça; Caçarolada de Protesto



25 de Abril em Coimbra - Caçarolada pela Liberdade

É com a recordação ainda viva de um 25 de Abril que representa a liberdade e o fim da ditadura, que a Assembleia Popular de Coimbra apela a um protesto no dia 25 de Abril de 2012. Ao fim de 38 anos, o que resta da "revolução dos cravos" é o desemprego, a precariedade, a pobreza, a fome, a injustiça social e um Estado que não serve os interesses do Povo, que lhe virou as costas. Voltamos à era da opressão e do povo sem razão. Querem-nos acríticos, não participativos, calados, obedientes e sem sopa na panela.



O despejo do projecto Es.Col.A. da Escola da Fontinha, levado a cabo por uma polícia também ela obediente a mando da Câmara Municipal do Porto, foi mais um golpe avassalador nesta democracia que se encontra já demasiado moribunda. A destruição arbitrária de um ano inteiro de trabalho conjunto, de livros, computadores, brinquedos, móveis, frigorífico, fogão e mil e uma outras coisas – tudo conseguido pelos activistas ou oferecido pelos populares –, põe a descoberto os tiques cada vez mais autoritários desta democracia doente. O projecto Es.Col.A. sempre funcionou para a população da Fontinha: pelas palavras de uma activista envolvida no projecto, “se a população não nos quisesse aqui, nós já não aqui estávamos”. Desde apoio educativo, aulas de yoga e música, até capoeira, oficinas de estudos artísticos e teatro, tudo estava ao acesso de todxs, das crianças mais pequeninas aos mais idosos. Mas nem a vontade da população de que o projecto ficasse na antiga escola da fontinha demoveu aqueles que teoricamente representam a população de avançar com um despejo selvagem e violento.

Se antes falávamos e íamos presos, agora falamos e ninguém nos ouve. Pode ser que nos ouçam se aumentarmos o volume do protesto.
Traz a tua panela e anda fazer barulho para a rua!


Partilha, divulga, aparece

16h - Praça 8 de Maio
Música, Pintura, Poesia... CRIATIVIDADE! - traz a tua!
Caçarolada
Jantar Comunitário - traz algo para partilhar

http://www.facebook.com/events/364688456900174/


Acampada Coimbra Assembleia Popular


A Assembleia Popular de Coimbra (APC) é uma estrutura de deliberação colectiva aberta à participação de toda a comunidade cujos participantes mais activos são na sua maioria activistas inspirados pelos movimentos sociais que sucederam a primavera árabe, sobretudo o 15M espanhol mais conhecido como movimento dos indignados. Em torno da APC têm-se organizado acções diversas com cariz apartidário, laico e pacífico, visando a recuperação do sentido de comunidade através da ocupação dos espaços públicos. Acreditamos que da luta pelo "público" e pelo "comum" poderão ser lançadas as sementes para uma nova democracia. Uma democracia inclusiva, onde os valores da autodeterminação (ou autonomia), da igualdade e da liberdade sejam as linhas condutoras da construção duma sociedade para todas e para todos. O processo de decisão usado na APC é o consenso e não o voto porque não se pretende que a APC tenha unicamente uma função legitimadora de projectos individuais ou de grupos com interesses específicos mas sobretudo que proporcione condições para o desenvolvimento de trabalho colectivo assente nos valores da solidariedade e do respeito.

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Direito á Saúde MUSP Movimento Utentes Serviços Públicos: o Povo Na Rua Em Defesa do SNS Região Centro, Viseu, Leiria, Aveiro Protesto Foi em Coimbra



Ontem às 15h frente aos HUC, pelo direito à saúde!

O acesso aos cuidados de saúde já não é para quem precisa é para quem pode pagar. Muitos são os idosos que não vão a uma urgência ou consulta porque não têm dinheiro para pagar as taxas moderadoras. Muitos são os que fazem fila de madrugada à porta de um centro de saúde para uma consulta, porque não têm médico de família.


Vários indicadores confirmam cortes drásticos no acesso aos cuidados de saúde entre 2010/11: menos 60.000 cirurgias; alargamento das listas e aumento do tempo de espera para consultas da especialidade; aumento brutal das taxas moderadoras; cortes nos apoio ao transporte de doentes não urgentes; aumento do custo dos medicamentos; encerramento de serviços de proximidade; mais de um milhão de portugueses sem médico e enfermeiro de família.

Ao longo das últimas década, e em especial nos últimos anos, os sucessivos governos têm desenvolvido uma política de destruição do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Violando a Constituição foram criando um SNS para os pobres, com falta de condições materiais e humanas, menos qualidade e mais custos; e outro para os ricos, com a prestação de cuidados pelo sector privado e a proliferação dos seguros de saúde vendidos pelos grandes grupos financeiros proprietários de empresas prestadoras de cuidados.

Os portugueses são quem mais paga do seu bolso as despesas com a saúde: em 2009 pagaram 30% do total da despesa em saúde, quando os ingleses pagavam 10% e os franceses 7%. Dizem que “não há dinheiro” para o SNS, mas para as Parcerias Público-Privadas na saúde, em apenas 4 hospitais (Braga; Cascais; Loures e Vila Franca) foram entregues cerca de 2.500 milhões de euros, para favorecer os privados, que em 2011 faturaram mais de 1.000 milhões de euros. O acesso aos cuidados de saúde é um direito constitucional, e só um SNS universal, geral e gratuito pode garantir que todos, independentemente das condições económicas e sociais, têm acesso.

Foi pela defesa do direito à saúde para todos através de um SNS universal, geral e gratuito, que hoje às 15h na rotunda frente aos HUC os utentes e trabalhadores fizeram ouvir a sua voz numa grande jornada de luta convocada pelo MUSP. Aqui em Coimbra e em mais 12 cidades do país. É por isto que lutamos.

Centenas de pessoas manifestaram-se hoje, em Coimbra, contra o que consideram ser a "asfixia lenta" do Serviço Nacional de Saúde (SNS), formando um cordão humano nos ex-Hospitais da Universidade (HUC).


Manifestação
Coimbra, 14 abr (Lusa) --

Oriundos de vários pontos da região Centro, nomeadamente de Viseu, Leiria, Aveiro e Coimbra, os manifestantes concentraram-se junto da rotunda da entrada no recinto dos ex-HUC (do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra - CHUC) e formaram um cordão humano que, de forma silenciosa, preencheu o passeio até porta do edifício.

"É uma das maiores manifestações que temos vindo a verificar em Coimbra pela defesa do SNS", afirmou aos jornalistas Paulo Anacleto, da União dos Sindicatos de Coimbra (USC/CGTP-IN), entidade que organizou a iniciativa em conjunto com o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP).


 

Na sua perspetiva, as políticas de saúde "têm vindo paulatinamente" a conduzir a "uma asfixia lenta" do SNS.


A "concentração em defesa do SNS" foi um protesto contra as taxas moderadoras e dos medicamentos, o encerramento de serviços, centros e extensões de saúde e os cortes nos apoios ao transporte de doentes.

O coordenador da USC/CGTP-IN, António Moreira, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira e vários dirigentes sindicais integraram-se na iniciativa que, segundo Paulo Anacleto estimou, mobilizou entre 400 a 500 pessoas, e que, de acordo com a avaliação de uma fonte policial, se situou nos 300 a 350 participantes.

"Não à destruição do SNS" e "Em defesa dos serviços públicos de saúde para todos" eram alguns dos dizeres que se liam nos cartazes empunhados pelos manifestantes.

Numa moção aprovada na "jornada de protesto e luta", e a enviar aos órgãos de soberania, é exigido ao Governo que "pare com todas as reestruturações de serviços determinadas por medidas economicistas que têm no essencial o objetivo de encerrar serviços, como está a acontecer com as urgências por todo o país, como aconteceu em Tábua, em Penacova e em outros concelhos do distrito [de Coimbra]. E como se preparam para fazer no Hospital dos Covões [do CHUC] ".

MCS

Lusa/fim

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Direito á Saude Alentejo MUSP Movimento Utentes Serviços Públicos SNS Cordão Humano em Acção Defesa Urgências Polivalentes Hospital Central de Évora



Direito Saúde MUSP Movimento Utentes Serviços Públicos Portugueses Protesto Alentejo
MUSP em acção de defesa das Urgências Polivalentes no Hospital Central de Évora



Cordão humano convocado pelo MUSP – movimento de utentes dos serviços públicos , que mobilizou para Évora gente de todo o distrito numa acção de luta contra a anunciada possibilidade de desclassificação das urgências polivalentes do Hospital de Évora. Esse facto seria uma gravíssimo atentado à saúde e à vida da população da região e traduzir-se-ia desde logo no encerramento não só de valências de especialidades clínica nas urgências mas também de serviços correspondentes no Hospital.


MUSP em acção de defesa das Urgências... por luismsgarcia

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Direito á Saúde MUSP Movimento Utentes Serviços Públicos Portugueses Manifestação Defesa do Serviço Nacional de Saúde Acção Nacional Protesto em 12 Cidades Contra Privatização e Destruição do SNS




Direito Saúde MUSP Movimento Utentes Serviços Públicos Portugueses Protesto Defesa d Serviço Nacional de Saúde em SNS 12 Cidades


Contra os cortes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) realizaram-se este sábado protestos em 12 cidades do País. Os manifestantes protestaram contra as taxas moderadoras e o encerramento de unidades de saúde pública. Em Lisboa, a manifestação contou com a presença do secretário-geral do PCP.

"Queremos protestar contra o encerramento de serviços, o aumento das taxas moderadoras e o aumento dos medicamentos. É uma situação que limita muito o acesso dos cidadãos ao serviço de saúde", disse Carlos Braga, dirigente do MUSP, à Agência Lusa.

Para Carlos Braga, essas medidas representam "prejuízos graves para os utentes e favorecimentos aos grandes grupos económicos".

Hoje, vão realizar-se concentrações às 10:00 em Vila Real de Santo António, junto ao centro de saúde, e em Seia, onde será organizado um cordão humano com uma concentração junto aos C.T.T.

Às 11:00, será a vez de Évora, com concentrações no Rossio de S. Braz, Sé de Évora e Portos da Lagoa, seguida de desfiles para a Praça do Giraldo.

Durante a tarde, às 15:00, realizam-se as concentrações em Lisboa, no Chiado, com um desfile para a Rua Augusta, no Porto, na Praça dos Leões, com desfile para a Praça da Liberdade, e em Coimbra, junto à Rotunda dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

À mesma hora, estão programadas concentrações em Beja, com um cordão humano da Casa da Cultura até ao hospital, em Setúbal, com uma concentração na Praça do Brasil, com desfile para a Praça do Bocage, e em Santarém, com uma tribuna pública na Associação Cultural e Recreativa de Vale de Esferas.

Em Grândola realiza-se uma marcha lenta pelas 16:00 desde o Litoral Alentejano até à Praça da República e em Montargil há um plenário às 18:00 da comissão de utentes com a população junto ao centro de saúde.

Iniciativas idênticas já decorrerem na sexta-feira, dia em que se realizaram concentrações em Portimão, Faro e Lagoa, no Algarve.

Junta-se ao MUSP nestas ações a CGTP-IN, Uniões Sindicais, Federação Nacional dos Médicos - Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Comissões de Utentes e outras estruturas.


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MUSP Movimento Utentes Serviços Públicos Portugueses SNS Direito á Saúde: Manifestação Nacional Em Defesa Do Serviço Nacional de Saúde



Os utentes, os trabalhadores da saúde e o próprio Serviço Nacional de Saúde (SNS), têm sofrido e continuam a sofrer constantes e brutais ataques que põem em causa ou retiram mesmo direitos sociais e laborais a utentes e trabalhadores, degradam a qualidade dos serviços encarecem os seus custos e aumentam as dificuldades de acesso aos mesmos.


LISBOA - SETÚBAL - BRAGA E VIANA DO CASTELO juntos - COIMBRA, LEIRIA E VISEU juntos -COVILHÃ - SANTARÉM - BEJA - ÉVORA - PORTALEGRE GRÂNDOLA E SEIA.

MANIFESTAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE - SNS


Sábado, 14 de Abril de 2012. 15:00

O aumento das taxas moderadoras, o custo dos medicamentos, o fim doa apoio ao transporte de doentes não urgentes para milhares de pessoas e o encerramento de muitos serviços de proximidade, entre outras medidas que têm sido tomadas, têm como consequência imediata o aumento das dificuldades para muitos portugueses no acesso aos cuidados de saúde, nomeadamente às urgências médicas. São por isso legitimas as apreensões manifestadas quanto às verdadeiras razões do aumento muito significativo de mortes no mês de Fevereiro (mais 4 mil doa que a média dos últimos 10 anos), situação que não pode ser justificada pela gripe e o frio.

O número de utentes em lista de espera para intervenções cirurgicas, no final de 2011 era superior a 175 mil, mais cerca de 14 mil em um ano.

O número de utentes sem médico de família tem aumentado consideravelmente, sendo actualmente mais de 1 Milhão e meio.

A Maioria destas medidas, resultam do memorando de entendimento subscrito por PS - PSD e CDS-PP com a troika estrangeira FMI -CE e BCE, a partir do qual têm vindo a ser impostos cortes cegos no financiamento do SNS: Mais de 700 Milhões de euros em 2012, colocando o orçamento actual aos níveis de 2003.

Em todo este processo também os profissionais da saúde que se têm assumido como importante elemento no funcionamento do SNS, estão a sofrer as consequências de tão gravosas politicas praticadas por um governo que ao longo do seu mandato se tem revelado de uma insensibilidade humana e social a todos os títulos condenável.

Face a estas políticas e medidas anti-sociais que acentuam as desigualdades, aumentam a pobreza, a miséria e a exclusão social, com ataques constantes e rutais sobre os Serviços Públicos e Funções Sociais do Estado que põem em causa quer o seu funcionamento quer a sua qualidade, o MUSP, mais as estruturas sindicais e movimentos sociais, CGTP-IN - Uniões Sindicais - Federação Nacional dos Médicos, Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública - Sindicatos dos Enfermeiros Portugueses de Lisboa, Porto e Setúbal, MURPI e outras estruturas, decidiram convocar para o próximo dia 14 de ABRIL ÀS 15HOO, UMA MANIFESTAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (SNS), para os locais que passamos a indicar:


 

LISBOA - SETÚBAL - BRAGA E VIANA DO CASTELO juntos - COIMBRA, LEIRIA E VISEU juntos -COVILHÃ - SANTARÉM - BEJA - ÉVORA - PORTALEGRE GRÂNDOLA E SEIA.


 

ALGARVE DIA 23, Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio e Hospital de Faro e DIA 14 de sensibilização junto das populações com distribuição de documentos em diversos locais.


 

NÃO FALTES - TODOS SOMOS UTENTES DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE


EVENTO NO FACEBOOK MUSP - Movimento de Utentes Serviços Públicos


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Defesa Liberdade Internet Tecnologia Pirata Vanguarda Hacker: Baluarte The Pirate Bay Anunciou o Lançamento de Drones Aeronaves não Tripuladas Equipadas com Miniservidores para Combater a Censura na Rede



The Pirate Bay COMBATE A CENSURA FASCISTA COM SERVIDORES VOADORES

The Pirate Bay, o multirastreador de arquivo BitTorrent, um dos mais perseguidos pelos advogados da máfia de Hollywood, anunciou o lançamento de aeronaves não tripuladas equipadas com miniservidores para evitar a censura na rede. Assim, o sistema continuará a ser "o mais forte da Galáxia ".

O popular site e bastião da defesa da "independência da Internet", detalhou pormenorizadamente a sua "extraordinária" estratégia para evitar o encerramento do site pelos censores fascistas pidescos da gestapo mundial: o projeto LOSS, que consiste em colocar parte do hardware dos seus servidores  localizado em drones de controlados por GPS.

O experimento, trata-se de um projecto estraordinário que consiste numa frota de miniaeronaves equipadas com sevidores, antenas, retransmissores, e demais tecnologia, voando a uma distância de cerca de 50 quilômetros entre si, permitindo uma velocidade de transferência de dados de cerca de 100 Mbps. "Desta forma, as nossas máquinas terão que ser abatidas com aeronaves se desejarem desligar o sistema. Um verdadeiro acto de guerra ", relata o blog do site "The Pirate Bay".

Um Sistema Invulnerável

Com este projecto, o The Pirate Bay irá responder adequadamente aos múltiplos ataques por parte das autoridades e "ainda irá ficar com o sistema mais resistente da Galaxy."

"Quando chegar a hora estaremos em todas as partes da galáxia, sendo fiéis ao nosso lema de ter o sistema mais resistente. E todas as peças que usamos para construir este sistema podem ser baixadas ", anuncia o website "The Pirate Bay" (...)" Eheheh! Isto vai permitir estender a rede pirata de forma brutal!

Fundado no final de 2003, o Pirate Bay é agora o local mais tenebroso do mundo para as empresas de copyright, discográficas, cinematográficas, software e demais corporações que odeiam a partilha de ficheiros e consideram crime todas as ferramentas que facilitem o compartilhamento de arquivos, muitos dos quais são filmes, músicas e outros materiais protegidos por direitos de autor.

Que direitos têm estas empresas que consideram o "The Pirate Bay" o local mais assombrado da web?

Que direitos pagaram elas a Newton?

Que direitos pagaram a Galileu?

Que direitos pagam a Sócrates?

Que direitos pagaram a quem inventou a roda?

Que direitos pagaram à Natureza?

Que direitos pagaram a quem criou o direito?
......

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Portugal Acampamento Actua Protestos Portugueses Contra Construção Barragem EDP Activistas em Defesa Rio e Comboios da Linha do Tua: Comunicado de Imprensa Dia Internacional de Acção Pelos Rios



Comunicado de imprensa II

Comunicado de imprensa
14 de Março de 2012

Dia Internacional de Acção pelos Rios
“Nem mais uma barragem – Actua!”

Participantes no acampamento Actua invadiram hoje as obras da barragem da EDP, em protesto contra a destruição do Rio Tua. Atravessando o rio no local onde este está a ser destruído, quatro jovens entraram na zona da construção, exibindo uma faixa com a mensagem “NEM MAIS UMA BARRAG€M – ACTUA!”.

Para marcar o Dia Internacional de Acção pelos Rios, mais de 20 pessoas fizeram um piquenique junto ao rio Tua e aos trabalhos da barragem, para denunciar o crime ambiental e social que está em curso. Noutra faixa lia-se “Quantos mais rios é preciso matar?”

De manhã foi montada uma instalação na estação de comboios do Tua. A cooperativa de produção cultural Inflama, do Porto, juntou-se assim ao protesto. Um homem sentado no banco da estação espera eternamente a chegada do comboio da linha do Tua – uma linha centenária e única, fundamental para as populações da região, que foi desactivada e que vai desaparecer com a barragem.

Em defesa de um dos mais belos redutos selvagens do país, teve também lugar o fórum “Rios, o local é global”, com o propósito de trazer ao dialogo a importância dos rios para a região. Concluiu-se que o Plano Nacional de Barragens traz danos irreversíveis, e que a partilha de recursos, a diminuição do consumo e a eficiência energética poupariam este rio da destruição a que está a ser sujeito.

Mais de 70 pessoas já passaram pelo acampamento que está a acontecer desde o dia 10 em Foz-Tua, pelo fim da construção da barragem da EDP. O Actua apela a todos e a todas a juntarem-se à concentração agendada para sábado, dia 17, que se espera ser o maior protesto de sempre em Foz-Tua contra a construção da barragem.

Mais informações fonte
http://acampamentoactua.wordpress.com/2012/03/14/comunicado-de-imprensa-ii/

Contacto:
acampamentoactua@gmail.com
Telemovel 964366575






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Actua Acampamento Protesto Defesa do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial da Humanidade Contra Construção da Barragem da Foz do Rio Tua Trás-os-Montes 10 a 18 de Março



#aCtua - acampamento pelo TUA 10 a 18 de Março


Data:


Sat, 10/03/2012 - 17:04


Local:


Foz Tua (Trás-os-Montes)

Caros amigos

Caras amigas

Entramos na fase crítica para podermos travar uma das maiores atrocidades cometidas num dos mais belos rios de Portugal. Esta é uma luta que já dura há vários anos, contudo todos os esforços que têm sido feitos para preservar o Vale do Tua, a sua riqueza natural e cultural, têm sido contrariados pelas forças políticas e económicas que querem expropriar-nos de um bem comum universal.

A construção da barragem já começou! O Vale do Tua faz parte do Alto Douro Vinhateiro - Património Mundial da Humanidade que celebrou o 10° aniversário da classificação atribuída pela Unesco em Dezembro passado – e vê-se agora em risco de ser completamente destruído. Temos de agir. Temos de nos unir para preservar um Património que é nosso.

A construção da Barragem em Foz-Tua faz parte do Plano Nacional de Barragens, um plano energético concebido pelo Governo deposto que promulgou a construção de 10 Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico no país. A maioria das organizações da sociedade civil insurgiu-se contra este plano, que dá forma ao maior atentado ambiental a acontecer em Portugal. Apesar de todo o esforço feito por estas organizações, os interesses económicos que estão por detrás das construções das barragens têm ultrapassado todos os entraves colocados.

Precisamos de todo o apoio possível para parar a barragem de Foz-Tua.

O dia 14 de Março é o Dia Internacional pelos Rios. O rio Tua, o rio Sabor, o rio Tâmega, os rios ameaçados não podem ser esquecidos. Queremos assinalar este dia com um evento em que a nossa voz se faça ouvir. Do dia 10 ao dia 18 de Março iremos organizar um acampamento pela preservação do Vale do Tua e pela censura pública dos promotores deste empreendimento.

Este acampamento pretende reflectir sobre o momento actual que vive Trás-os-Montes e, em especial, a Linha do Tua e ao mesmo tempo, partilhar a realidade, cultura de uma comunidade que há muitos anos sente e vive o Vale do Tua. Ao mesmo tempo, o acampamento será um local para criar redes entre as pessoas, fortalecendo a aprendizagem entre todos/todas: a troca de experiências e difusão de informações sobre questões ambientais, sociais e políticas. Será também um espaço para acções de protesto, junto aos locais e com as gentes afectadas pela barragem, para exigir a suspensão dos trabalhos de construção. Nao podemos permitir que a construção da barragem condene a Região do Vale do Tua com a desclassificação do Alto Douro Vinhateiro e a submersão da centenária Linha do Tua, por isso caminhamos contra a construção da Barragem da EDP.

O acampamento está a ser organizado por voluntários. Precisamos de todo o apoio das associaçoes e das pessoas que queiram participar na organização deste acampamento. Este acampamento é auto-organizado e lançamos o apelo para que todos/todas se organizem com acções e material pelo Tua, contra a Barragem. O apoio poderá ser feito de várias formas:

- divulgando material de campanha, convites, outros materiais informativos
- organizando transportes colectivos para viagem até ao Tua
- organizando materiais como: tendas/lonas/estruturas em madeira/equipamento de cozinha/casas de banho ecológicas/alimentos/tintas/
- participando activamente na organização e preparação nas reuniões, workshops e na preparação do acampamento no terreno
- donativos

Os impactos que a construção da barragem vai provocar são inúmeros e irreversíveis, entre eles contam-se:
- o afogamento de uma linha de comboio com 125 anos, que tem a função de servir as populações locais ao nível de transporte de bens e pessoas, como tem também um potencial turístico enorme, e por isso de importante desenvolvimento económico e social;
- a hipoteca causada a todas as gerações futuras pela construção da barragem (o PNB está previsto custar 16 mil milhões de euros ao estado e ter uma produção nula)
- as grandes barragens destroem irreversivelmente os solos agrícolas, os ecossistemas, as paisagens naturais e humanizadas, o património cultural, ou seja, a sustentabilidade social, ecológica, económica;

- a desclassificação do ALTO DOURO VINHATEIRO – Património da Humanidade (ver relatório da ICOMOS sobre os impactos da barragem da EDP no Património Mundial da UNESCO);

- a perda incomensurável de fluxo turístico de identidade cultural e de criação de riqueza na Região;

- a violação da Directiva Quadro da Água, um plano de acção da Comunidade Europeia para a protecção das águas.

Todas as mãos são bem-vindas! Não deixemos afundar o Vale do Tua!
Acampamento Actua 10 a 18 Março 2012
Concurso de Artes Actua pelo Tua // Exposição 14 Março Foz-Tua // Inscrições Abertas

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CGPT-IN Apela á Luta em Defesa SNS! Indigna-te, Revolta-te Contra os Fascistas! Combate, Defende o Serviço Nacional de Saúde!



A CGPT-IN apelou onte para a luta em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e pelo acesso de todos os cidadãos aos cuidados de saúde.

O Governo publicou ontem a portaria que define quais são os utentes que ficam isentos do pagamento de taxa moderadora por insuficiência económica. "Refere a portaria que são os utentes que integram o agregado familiar cujo rendimento médio mensal seja igual ou inferior a 1,5 vezes o valor do indexante apoios sociais (628,83 euros)", afirma a central sindical, em comunicado.

Os utentes até agora isentos de taxa moderadora serão contactados até ao final de fevereiro pelo Ministério da Saúde para saberem se mantêm ou se perdem a isenção, ao abrigo dos novos parâmetros para determinar insuficiência económica.



Serviço Nacional de Saúde

Ministro veio do Millenium BCP Seguros de Saúde



A CGTP apela para a intervenção de todas as instâncias políticas e sociais, no sentido de inverter a situação. "O Governo, ao considerar que o rendimento médio mensal do agregado familiar resulta da divisão do rendimento anual por 12 meses está a elevar o rendimento mensal do agregado, o que diminui o número de pessoas isentas", afirma a estrutura sindical.




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AntiSec: PS Website Hacked! Justiça AntiSecPT CyberGuerrilla Defesa Popular AntiSecPortugal!



Quem foi ao site do Partido Socialista este domingo deparou-se com uma página diferente. Hackers portugueses (antisecpt) invadiram o site e alteraram a página denunciando alegadas provas de corrupção por parte de José Sócrates e familia.

Conteúdo da página alterada:

Operação #AntiSecPT
—————————————-

http://www.tugaleaks.com/medesholdings.html

—————————————-

www.tugaleaks.com ajudou LulzSecPortugal quando eramos censurados pelos media a trazer a verdade ao de cima. é a vez de nós, na op #AntiSecPT retribuir…
isto é para que todo o país saiba:

Medes Holdings LLC – empresa offshore da família de José Sócrates

O Tugaleaks hoje presta homenagem a outro grande expoente da informação livre. O leak vem do Scribd do Bar do Alcides, e mostra as fortunas movimentadas pela empresa da família de José Sócrates numa Off-Shore “escondida” até há bem pouco tempo.

Esta empresa movimenta mais de 300 milhões de euros em offshore e já foi denunciada ao Ministério Público. Os media, como sempre, tiveram meia verdade dita cá para fora. Faltou realmente o nome da empresa… e, aqui é que o Scribd do Bar do Alcides entra.

Este link ( http://pt.scribd.com/Bar_do_Alcides ) contém mais de 30 documentos desta empresa. No documento ilustrado abaixo, vemos a quantia avultada de compra e venda de ações.



Esta pessoa que passou tantos anos como primeiro-ministro da nossa nação, e pediu tantos sacrifícios e tantos PEC’s para aprovar, hoje tem a familia envolvida em esquemas pouco dignos como primeiro-ministro.

Será que os Portugueses teriam escolhido diferente se tivessem acesso a este simples fato? Será que teríamos feito os sacrifícios como nação que fizemos, para suportar quem por fora faz pior e ganha mais, bem mais, do que a maoria dos Portugueses?

E foi assim que se governou de Portugal.

Consulte os Documentos aqui: ANONYMOUS PORTUGAL REGISTO CRIMINAL TORRE DE BABEL DOWNLOADS REVOLUTION

PS: o Tugaleaks sabe que isto já é de domínio público há algum tempo, no entanto tanto o nome da empresa como os documentos nunca foram mencionados em mainstream media e existem pessoas que pura e simplesmente desconhecem este assunto

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Sociedade Defesa dos Direitos Civis: Guerra dos EUA pela Dominação Global



Este texto serviu de apoio às conferências do Prof. Michel Chossudovsky na Sociedade para a Defesa dos Direitos Civis e Dignidade Humana (GBM), em Berlim, dias 10-11 de Dezembro de 2003, e na Humboldt Universidade de Berlim, em 12 de Dezembro de 2003 (resistir.info)

As guerras no Afeganistão e no Iraque fazem parte de uma agenda militar mais vasta, a qual foi lançada no fim da Guerra Fria. A agenda de guerra agora em andamento é uma continuação da Guerra do Golfo de 1991 e das guerras conduzidas pela NATO contra a Jugoslávia (1991-2001).

O período pós Guerra Fria também foi marcado por numerosas operações encobertas americanas dentro da antiga União Soviética, as quais foram instrumentais para desencadear guerras civis em várias das antigas repúblicas, incluindo a Chechenia (dentro da Federação Russa), a Geórgia e o Azerbaijão. Neste último, estas operações encobertas foram lançadas com o objectivo de assegurar o controle estratégico sobre os corredores de pipelines do petróleo e do gás.

As operações militares e de inteligência na era pós Guerra Fria foram conduzidas em estreita coordenação com as "reformas de mercado livre" impostas sob a orientação do FMI na Europa Oriental, na antiga União Soviética e nos Balcãs, as quais resultaram na desestabilização de economias nacionais e no empobrecimento de milhões de pessoas.

Os programas de privatização patrocinados pelo Banco Mundial nestes países permitiram ao capital ocidental adquirir a propriedade e ganhar o controle de uma enorme fatia da economia dos antigos países do bloco oriental. Este processo também está na base das fusões estratégicas e/ou takeovers da indústria do petróleo e do gás na antigas União Soviética por parte de poderosos conglomerados ocidentais, através da manipulação financeira e de práticas políticas corruptas.

Por outras palavras: o que está em jogo na guerra conduzida pelos EUA é a recolonização de uma vasta região que se estende desde os Balcãs até a Ásia Central.

O posicionamento estratégico da máquina de guerra dos EUA tem em vista ampliar a sua esfera de influência económica. Os EUA estabeleceram uma presença militar permanente não só no Iraque e no Afeganistão, pois têm bases militares em várias das antigas repúblicas soviéticas junto à fronteira ocidental da China. Por sua vez, desde 1999, tem havido uma preparação militar no Mar do Sul da China.

A guerra e a globalização andam de mãos dados. A militarização apoia a conquista de novas fronteiras económicas e a imposição por todo o mundo do sistema de "mercado livre".

A PRÓXIMA FASE DA GUERRA

A administração Bush já identificou a Síria como o palco para o passo seguinte no "mapa da estrada para a guerra". O bombardeamento de presumidas 'bases terroristas' na Síria pela Força Aérea Israelense em Outubro destinou-se a proporcionar uma justificação para subsequentes intervenções militares antecipativas (preemptives) . Ariel Sharon lançou os ataques com a aprovação de Donald Rumsfeld. (Ver Gordon Thomas, Global Outlook, No. 6, Winter 2004)

Esta extensão planejada da guerra à Síria tem sérias implicações. Significa que Israel tornou-se uma actor militar principal na guerra conduzida pelos EUA, bem como um membro 'oficial' da coligação anglo-americana.

O Pentágono encara o 'controle territorial' sobre a Síria, cuja superfície constitui uma ponte entre Israel e o Iraque ocupado, como 'estratégico' de um ponto de vista militar e económico. Também constitui um meio de controlar a fronteira iraquiana e de conter o fluxo de combatentes voluntários, os quais estão a viajar para Bagdad para se juntarem ao movimento de resistência iraquiano.

Esta ampliação do teatro de guerra está em consonância com o plano de Ariel Sharon de construir um 'Grande Israel' "sobre as ruínas do nacionalismo palestiniano". Enquanto Israel procura estender o seu domínio territorial em direcção ao Rio Eufrates, com áreas designadas de colonização judia na área central síria, os palestinianos são aprisionados em Gaza e no West Bak por trás de um 'Muro do apartheid'.

Enquanto isso, o Congresso americano endureceu as sanções económicas sobre a Líbia e o Irão. Igualmente, Washington está a dar indicações sobre a necessidade de uma 'mudança de regime' na Arábia Saudita. E a acumular pressões políticas à Turquia.

Assim, a guerra poderia na verdade transbordar para uma região muito mais vasta que se estende desde o Mediterrâneo Oriental até ao subcontinente indiano e à fronteira ocidental da China.

A UTILIZAÇÃO DE ARMAS NUCLEARES "ANTECIPATIVAS"

Washington adoptou uma política nuclear de primeiro ataque (first strike) "antecipativo", a qual recebeu agora aprovação do Congresso. As armas nucleares já não são uma arma de último recurso como durante a era da Guerra Fria.

Os EUA, a Grã-Bretanha e Israel têm uma política de armas nucleares coordenada. As ogivas nucleares israelenses estão apontadas às maiores cidades do Médio Oriente. Os governos de todos estes três países declararam bastante abertamente, antes da guerra ao Iraque, que estavam preparados para utilizar armas nucleares "se fossem atacados" com as chamadas "armas de destruição em massa". Israel é a quinta potência nuclear no mundo. O seu arsenal nuclear é mais avançado do que o da Grã-Bretanha.

Umas poucas semanas a seguir à entrada dos US Marines em Bagdad, o US Senate Armed Services Committee deu ao Pentágono o sinal verde para desenvolver uma nova bomba nuclear táctica, a ser usada em teatros de guerra convencionais, "com uma potência [até] seis vezes mais poderosa do que a bomba de Hiroshima".

A seguir à decisão do Senado, o Pentágono redefiniu os pormenores da sua agenda nuclear numa reunião secreta com executivos sénior da indústria nuclear e do complexo militar-industrial na Sede do Comando Central na Base da Força Aérea de Offutt, no Nebraska. A reunião foi efectuada em 6 de Agosto, o dia em que a primeira bomba atómica foi lançada sobre Hiroshima, 58 anos atrás.

A nova política nuclear envolve explicitamente os grandes empreiteiros da defesa na tomada de decisões. Isto é o equivalente à "privatização" da guerra nuclear. As corporações não só obtêm multibiliões de dólares de lucros com a produção de bombas nucleares como também têm um papel directo na preparação da agenda respeitante à utilização e aplicação das armas nucleares.

Nesse ínterim, o Pentágono desencadeou uma grande campanha de propaganda e relações públicas destinada a ver positivamente a utilização de armas nucleares com a "defesa da Pátria Americana".

Plenamente endossadas pelo Congresso dos EUA, as mini-ogivas (mini-nukes) são consideradas como "seguras para civis".

Esta nova geração de armas nucleares é destinada a ser utilizada na próxima fase desta guerra, em "teatros convencionais" (exemplo: no Médio Oriente e na Ásia Central) juntamente com armas convencionais.

Em Dezembro de 2003 o Congresso americano estabeleceu uma verba de US$ 6,3 mil milhões, somente para o exercício de 2004, a fim de desenvolver esta nova geração de armas nucleares "defensivas".

O orçamento anual global é da ordem dos 400 mil milhões de dólares, grosso modo da mesma ordem de grandeza de todo o Produto Interno Bruto (PIB) da Federação Russa.

Se não há evidência confirmada da utilização de mini-ogivas nos teatros de guerra iraquiano e afegão, testes efectuados no Afeganistão pelo Uranium Medical Research Center (UMRC), do Canadá, confirmam que a radiação tóxica registada não era atribuível ao "metal pesado" da munição com urânio empobrecido (depleted uranium, DU) e sim a uma outra forma não identificada de contaminação por urânio.

"alguma forma de arma de urânio foi utilizada (...) Os resultados foram espantosos: os doadores apresentavam concentrações de isótopos de urânio tóxico e radioactivo entre 100 e 400 vezes maiores do que nos veteranos da Guerra do Golfo testados em 1999". http://www.umrc.net/

O PLANEAMENTO DA GUERRA

A guerra ao Iraque esteve nos cenários de planeamento pelo menos desde meados da década de 1990.

Em 1995 um documento sobre segurança nacional da administração Clinton declarava bastante claramente que o objectivo da guerra é o petróleo: "proteger o acesso ininterrupto e seguro dos Estados Unidos ao petróleo".

Em Setembro de 2000, uns poucos meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o Project for a New American Century (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América".

O PNAC é um organismo neo-conservador de consultoria (think tank) ligado ao establishment da Defesa-Inteligência, ao Partido Republicano e ao poderoso Council on Foreign Relations (CFR) que desempenha um papel nos bastidores para a formulação da política externa americana.

O objectivo declarado do PNAC é bastante simples:

"Combater e vencer decisivamente em teatros de guerra múltiplos e simultâneos".

Tal declaração indica que os EUA planeiam estar envolvidos simultaneamente em vários teatros de guerra em diferentes regiões do mundo.

O vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o secretário da Defesa Donald Rumsfeld e o vice-presidente Dick Cheney adoptaram o projecto PNAC antes das eleições presidenciais.

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de 'bases avançadas' americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, ao mesmo tempo que estrangulando qualquer potencial "rival" ou qualquer alternativa viável à visão americana de uma economia de 'livre mercado'. (Ver Chris Floyd, Bush's Crusade for empire, Global Outlook, No. 6, 2003)

O PAPEL DAS "BAIXAS MACIÇAS PRODUTORAS DE EVENTOS"

O projecto do PNAC também esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC apelava a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio de uma agenda de guerra (Ver http://www.globalresearch.ca/articles/NAC304A.html )

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataque do 11 de Setembro como "um incidente pretexto para a guerra".

A referência do PNAC a um "evento catastrófico e catalisador" reflecte uma declaração semelhante de David Rockfeller em 1994 ao United Nations Business Council:

"Estamos à beira da transformação global. Tudo o que precisamos é a grande crise certa e as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial".

De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard :

"... pode considerar-se mais difícil moldar um consenso [na América] sobre questões de política externa, excepto nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida".

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos chave da rede Al Qaeda, criada pela CIA para o assalto aos soviéticos na guerra afegã (1979-1989).

O "evento catastrófico e catalisador", tal como declarado pelo PNAC, é uma parte integral do planeamento militar e de inteligência americano. O general Franks, que dirigiu a campanha militar dentro do Iraque, apontou recentemente (Outubro de 2003) para o papel de um "evento produtor de baixas maciças" para reunir apoio à imposição do domínio militar na América (Ver General Tommy Franks calls for Repeal of US Constitution, November 2003, ).

Franks identifica o cenário preciso pelo qual o domínio militar será estabelecido:

"um evento terrorista, maciço, produzindo baixas [ocorrerá] em algum lugar no mundo ocidental — pode ser nos Estados Unidos da América — que leva a nossa população a questionar a nossa própria Constituição e a começar a militarizar o nosso país a fim de evitar uma repetição de outro evento que produza baixas em massa".(Ibid)

Esta declaração, de um indivíduo que estava envolvido activamente no planeamento militar e de inteligência aos mais altos níveis, sugere que a "militarização do nosso país" é um pressuposto operacional em andamento. É parte do "consenso de Washington", mais vasto. Identifica o "roteiro" da guerra e da "Defesa da Pátria" da administração Bush. Não é preciso dizer que também é uma parte integral da agenda neoliberal.

O "evento terrorista produtor de baixas maciça" é apresentando pelo general Franks como um ponto de viragem crucial. A crise resultante e o tumulto social são pretendidos a fim de facilitar uma grande mudança nas estruturas políticas, sociais e institucionais americanas.

A declaração do general Franks reflecte um consenso interno dos militares americanos acerca de como os eventos devem desdobrar-se. A "guerra ao terrorismo" destina-se a proporcionar uma justificação destinada a repudiar a Regra da Lei, com o argumento final de "preservar liberdades civis".

A entrevista de Franks sugere que um ataque terrorista patrocinado pela Al Qaeda será utilizado como um "mecanismo disparador" de um golpe de Estado militar na América. O "evento tipo Pearl Harbor" do PNAC seria utilizado como uma justificação para declarar um estado de emergência, conduzindo ao estabelecimento de um governo militar.

Em muitos aspectos, a militarização das instituições do Estado civil nos EUA já é funcional sob a fachada de uma falsa democracia.

PROPAGANDA DE GUERRA

Na sequência dos ataques de Setembro ao World Trade Center, o secretário da Defesa Donald Rumsfeld criou o Office of Strategic Influence (OSI), ou "Gabinete da Desinformação" como foi etiquetado pelos seus críticos.

"O Departamento da Defesa disse que eles precisavam fazer isso, e eles estavam realmente a plantar estórias falsas em países estrangeiros — num esforço para influenciar a opinião pública mundial". (Entrevista a Steve Adubato, Fox News, 26 December 2002.)

E, de repente, o OSI foi formalmente desmantelado depois de pressões políticas e de estórias "perturbadoras" nos media em que "a sua finalidade era mentir deliberadamente para promover os interesses americanos" ( Air Force Magazine , Janeiro de 2003) "Rumsfeld voltou atrás e disse que isto é embaraçoso". (Adubato, op. cit.) Mas apesar desta aparente meia volta, a orwelliana campanha de desinformação do Pentágono continua funcionalmente intacta: "O secretário da Defesa não está a ser particularmente franco aqui. A desinformação em propaganda militar é parte da guerra" (Ibid.)

Rumsfeld confirmou posteriormente, numa entrevista à imprensa, que apesar de o OSI não mais existir como nome, as "funções pretendidas para o Gabinete estão a ser executadas". (Citado em Federation of American Scientists (FAS) Secrecy News, , a entrevista à imprensa de Rumsfeld pode ser consultada em: http://www.fas.org/sgp/news/2002/11/dod111802.html ).

Diversas agências governamentais e unidades de inteligência — com ligações ao Pentágono — continuam activamente envolvidas em várias componentes da campanha de propaganda. As realidades são postas de cabeça para baixo. Actos de guerra são apregoados como "intervenções humanitárias" montados para a "mudança de regime" e "a restauração da democracia". A ocupação militar e o assassinato de civis são apresentados como "manutenção da paz". A abolição de liberdades civis — no contexto da chamada "legislação anti-terrorista" — é retractada como um meio de proporcionar "segurança interna" e de sustentar as liberdades civis.

O PAPEL CENTRAL DA AL QAEDA NA DOUTRINA BUSH DA SEGURANÇA NACIONAL

Explicitada na National Security Strategy (NSS), a doutrina da "guerra defensiva" antecipativa e a da "guerra ao terrorismo" contra a Al Qaeda constituem os dois blocos de construção essenciais da campanha de propaganda do Pentágono.

O objectivo é apresentar a "acção militar antecipativa" — o que significa a guerra como um acto de "autodefesa" contra duas categorias de inimigos: "Estados vilões" e "terroristas islâmicos":

"A guerra contra terroristas de alcance global é um empreendimento global de duração incerta. ...A América actuará contra tais ameaças emergentes antes que elas estejam plenamente constituídas.

...Estados vilões e terroristas não procuram atacar-nos utilizando meios convencionais. Eles sabem que tais ataques falhariam. Ao invés disso, eles confiam em actos de terror e, potencialmente, na utilização de armas de destruição em massa (...)

Os alvos destes ataques são nossas forças militares e nossa população civil, em violação directa de uma das normas principais da lei da guerra. Como se demonstrou pelas perdas do 11 de Setembro de 2001, as baixas civis em massa são o objectivo específico de terroristas e estas perdas seriam exponencialmente mais severas se os terroristas adquirissem e utilizassem armas de destruição em massa.

Os Estados Unidos mantêm há muito a opção de acções antecipativas para reagir a uma ameaça suficiente à nossa segurança nacional. Quanto maior a ameaça, maior é o risco da inacção — e mais obrigatória a necessidade de adoptar acções anticipatórias para defendermos a nós mesmos, (...). Para evitar ou prevenir tais actos hostis de nossos adversários, os Estados Unidos, se necessário, actuarão antecipativamente". 12 (National Security Strategy, White House, 2002, )

Para justificar acções militares antecipativas, a Doutrina da Segurança Nacional exige a "fabricação" de uma ameaça terrorista, — isto é, "um inimigo externo". Ela também precisa ligar estas ameaças terroristas ao "patrocínio de Estados" através dos chamados "Estados vilões".

Mas isto também significa que os vários "eventos produtores de baixas em massa", alegadamente pela Al Qaeda (o inimigo fabricado), constituem parte da agenda de Segurança Nacional.

Nos meses de preparação para a invasão do Iraque, foram lançadas operações encobertas com 'truques sujos' para produzir inteligência enganosa relativa tanto a Armas de Destruição em Massa (WMD) como a Al Qaeda, a qual era então despejada dentro das cadeias de notícias.

Depois da guerra, a conversa da ameaça das WMD baixava de tom, mas a das ameaças da Al Qaeda "à Terra Natal" continuam a ser repetidas ad nauseam em declarações oficiais, comentadas nas redes de TV e coladas diariamente nos tablóides de notícias.

E de forma subjacente a estas realidades manipuladas, ocorrências terroristas de "Osama bin Laden" estão a ser mantidas como justificação para a fase seguinte desta guerra. As últimas dependem de uma forma muito directa da:

1) efectividade da campanha de propaganda Pentágono-CIA, que é despejada dentro das cadeias jornalísticas.

2) ocorrência real de "eventos produtores de baixas em massa" como esboçados no PNAC

O que isto significa é que eventos terroristas reais ("produtores de baixas em massa") constituem parte integrante do planeamento militar.

ATAQUES TERRORISTAS REAIS

Por outras palavras, para ser "efectiva" a campanha de medo e desinformação não pode confiar unicamente em "advertências" não comprovadas de ataques futuros, também exige ocorrências terroristas "reais" ou "incidentes", os quais proporcionam credibilidade aos planos de guerra de Washington. Estes eventos terroristas são utilizados para justificar a implementação de "medidas de emergência" bem como "acções militares retaliatórias". Eles são exigidos, no actual contexto, para criar a ilusão de "um inimigo externo" que está a ameaça a Pátria Americana.

A provocação de "incidentes como pretexto para a guerra" é parte dos pressupostos do Pentágono. É de facto uma parte integral da história militar americana (Ver Richard Sanders, War Pretext Incidents, How to Start a War, Global Outlook, publicado em duas parte, Números 2 e 3, 2002-2003).

Em 1962 a Junta do Estado Maior (Joint Chiefs of Staff) concebeu um plano secreto intitulado "Operation Northwoods" a fim de provocar deliberadamente baixas civis para justificar a invasão de Cuba:

"Nós podíamos explodir um navio americano na Baia de Guantanamo e culpar Cuba", "Podíamos desenvolver uma campanha de terror comunista cubano na área de Miami, em outras cidades da Florida e mesmo em Washington" "listas de baixas em jornais americanos provocariam uma onda útil de indignação nacional". (Ver o documento Top Secret de 1962, desclassificado, intitulado "Justification for U.S. Military Intervention in Cuba"16 (Ver Operation Northwoods em http://www.globalresearch.ca/articles/NOR111A.html ).

Não há evidência de que o Pentágono ou a CIA tenham desempenhado um papel directo em ataques terroristas recentes, incluindo aqueles na Indonésia (2002), Índia (2001), Turquia (2003) e Arábia Saudita (2003).

Segundo os relatos, os ataques foram empreendidos por organizações (ou células destas organizações), as quais operam de forma bastante independente, com um certo grau de autonomia. Esta independência é da própria natureza de uma operação de inteligência encoberta. O "activo de inteligência" não está em contacto directo com os seus patrocinadores encobertos. Ele não é necessariamente conhecedor do papel que desempenha no interesse dos seus patrocinadores de inteligência.

A questão fundamental é quem está por trás deles? Através de que fontes estão eles a ser financiados? Qual é a rede subjacente de ligações?

No caso do ataque bombista de 2002 em Bali, por exemplo, a alegada organização terrorista Jemaah Islamiah tinha ligações à inteligência militar da Indonésia (BIN), a qual por sua vez tem ligações à CIA e à inteligência australiana.

Os ataques terroristas de Dezembro de 2001 ao Parlamento indiano — que contribuíram para empurrar a Índia e o Paquistão para a beira da guerra — foram alegadamente efectuados por dois grupos rebeldes com base no Paquistão, o Lashkar-e-Taiba ("Exército dos Puros") and Jaish-e- Muhammad ("Exército de Maomé"), ambos os quais, segundo o Council on Foreign Relations (CFR), são apoiados pelo ISI do Paquistão. (Council on Foreign Relations at http://www.terrorismanswers.com/groups/harakat2.html , Washington 2002).

O que o CFR deixa de admitir é o relacionamento crucial entre o ISI e a CIA e o facto de que o ISI continua a apoiar Lashkar, Jaish e os militantes Jammu e Kashmir Hizbul Mujahideen (JKHM), enquanto colabora também com a CIA. (Para mais pormenores ver Michel Chossudovsky, Fabricating an Enemy, March 2003, http://www.globalresearch.ca/articles/CHO301B.html )

Um documento de trabalho classificado de 2002, redigido para orientar o Pentágono nas "comunicações para a criação de um chamado 'Grupo de Operações Proactivo e Antecipativo' (Proactive, Pre-emptive Operations Group' - P2OG) , destinado a lançar operações secretas destinadas a "estimular reacções" entre terroristas e Estados que possuam armas de destruição em massa — que é, por exemplo, levar células terroristas a entrarem e acção e expo-las a ataques de "resposta rápida" de forças americanas". (William Arkin, The Secret War, The Los Angeles Times, 27 October 2002)

A iniciativa P2OG não é nada nova. Ela no essencial estende um aparelho já existente de operações encobertas. Como já foi amplamente documentado, a CIA tem apoiado grupos terroristas desde a era da Guerra Fria. Esta "activação de células terroristas" sob a cobertura de operações de inteligência exige a infiltração e o treinamento dos grupos radicais ligados à Al Qaeda.

Nesse aspecto, o apoio encoberto do aparelho militar e de inteligência americano tem sido canalizado a várias organizações terroristas islâmicas através de uma complexa rede de intermediários e mandatários. Durante a década de 1990, agência do governo americano colaboraram com a Al Qaeda num certo número de operações encobertas, como confirmado por uma relatório de 1997 do Comité do Partido Republicano do Congresso dos EUA. (Ver US Congress, 16 January 1997, ). De facto, durante a guerra na Bósnia inspectores de armamento americanos estavam a trabalhar com operacionais da Al Qaeda, trazendo grandes quantidades de armas para o Exército Muçulmano Bósnio.

Por outras palavras, a administração Clinton estava a "abrigar terroristas". Além disso, declarações oficiais e relatos de inteligência confirmam ligações entre unidades militares de inteligência dos EUA e operacionais da Al Qaeda, como ocorreu na Bósnia (meados da década de 1990), no Kosovo (1998-99) e na Macedonia (2001). (Ver Michel Chossudovsky, War and Globalisation, The Truth behind September 11, Global Outlook, 2003, Chapter 3, http://globalresearch.ca/globaloutlook/truth911.html )

A administração Bush e a NATO tinham ligações à Al Qaeda na Macedonia. E isto aconteceu apenas uns poucos meses antes do 11 de Setembro de 2001. Conselheiros militares seniors dos EUA, fornecidos por uma firma de mercenários privados contratada pelo Pentágono, estavam a combater lado a lado com os Mujahideen nos ataques terroristas às forças de segurança da Macedonia. Isto está documentado pela imprensa macedonia e por declarações feitas pelas autoridades macedonias. (Ver Michel Chossudovsky, op cit). O governo americano e a Rede Militante Islâmica estavam a trabalhar como uma mão dentro da luva no apoio e financiamento do National Liberation Army (NLA), o qual estava envolvido nos ataques terroristas à Macedonia.

Por outras palavras, os militares americanos estavam a colaborar directamente a Al Qaeda apenas uns poucos meses antes do 11 de Setembro.

A AL QAEDA E A INTELIGÊNCIA MILITAR DO PAQUISTÃO (ISI)

É na verdade revelador que em virtualmente todas as ocorrências terroristas pós 11 de Setembro a organização terrorista seja relatada (pelos media e em declarações oficiais) como tendo "ligações à Al Qaeda de Osama bin Laden". Isto é por si mesmo uma peça crucial de informação. Naturalmente, o facto de que a Al Qaeda é uma criação da CIA não é sequer mencionado nos relatos da imprensa nem considerado relevante para a compreensão destas ocorrências terroristas.

As ligações destas organizações terroristas (particularmente aquelas da Ásia) à inteligência militar do Paquistão (ISI) é admitida nuns poucos casos por fontes oficiais e notícias da imprensa. Confirmadas pelo Council on Foreign Relations (CFR), afirma-se que alguns destes grupos têm ligações ao ISI do Paquistão, sem identificar a natureza destas ligações. É desnecessário dizer que esta informação é crucial para a identificação dos patrocinadores destes ataques terroristas. Ou seja, é afirmado que o ISI apoia estas organizações terroristas, e ao mesmo tempo mantem ligações estreitas com a CIA.

A evidência de fontes oficiais confirma que a Al Qaeda é apoiada pela inteligência militar do Paquistão, o Inter-services Intelligence (ISI). O ISI tem apoiado muitas organizações terroristas. Como amplamente documentado, o ISI é apoiado pela CIA e há ligações estreitas entre as duas agências. Os terroristas do 11 de Setembro não actuaram por sua própria vontade. Além disso, documentos oficiais incluindo transcrições do Congresso confirmam que a Al Qaeda é de facto uma criação da CIA, ou seja um "activo de inteligência"

O 11 DE SETEMBRO

Enquanto Colin Powell — sem provas de apoio — apontou no seu discurso na ONU em Fevereiro de 2003 para "o nexo sinistro entre o Iraque e a rede terrorista Al Qaeda", documentos oficiais, imprensa e relatos de inteligência confirmam que sucessivas administrações americanas apoiaram e acumpliciaram-se com a rede militante islâmica. Este relacionamento é um facto estabelecido, corroborado por numerosos estudos, reconhecido pelos principais think tanks de Washington.

Tanto Colin Powell como o seu vice Richard Armitage, que nos meses em que prepararam o caminho para a guerra despreocupadamente acusaram Bagdad e outros governos estrangeiros de "abrigar" a Al Qaeda, desempenharam um papel directo, em diferentes momentos das sua carreiras, no apoio a organizações terroristas.

Ambos os homens estiveram implicados — a operarem nos bastidores — no escândalo Irangate Contra durante a administração Reagan, a qual envolveu a venda ilegal de armas ao Irão para financiar os paramilitares Contra na Nicarágua e os Mujahideen afegãos. (Para mais pormenores, ver Michel Chossudovsky, Expose the Links between Al Qaeda and the Bush Administration, )

Além disso, tanto Richard Armitage como Colin Powell desempenharam um papel no encobrimento do 11 de Setembro. As investigações e pesquisas conduzidas nos últimos dois anos, incluindo documentos oficiais, testemunhos e relatos de inteligência, indicam que o 11 de Setembro foi uma operação de inteligência cuidadosamente planeada, ao invés de um acto conduzido por uma organização terrorista. (Para mais pormenores, ver Centre for Research on Globalization, 24 Key articles , September 2003)

O FBI confirmou, num relato tornado público tardiamente o papel da Inteligência Militar do Paquistão em Setembro de 2001. De acordo com o relato, o alegado líder elo (ring leader) do 11 de Setembro, Mohammed Atta, foi financiado a partir de fontes do Paquistão. Um relatório de inteligência posterior confirmou que o então chefe do ISI, general Mahmoud Ahmad, havia transferido dinheiro para Mohammed Atta. (Ver Michel Chossudovsky, War and Globalization, op.cit.)

Além disso, relatos da imprensa e declarações oficiais confirmam que o chefe do ISI estava numa visita oficial aos EUA entre os dias 4 e 13 de Setembro de 2001. Por outras palavras, o mesmo indivíduo que alegadamente transferiu dinheiro para os terroristas tinha um estreito relacionamento pessoal com um certo número de responsáveis superior da administração Bush, incluindo Colin Powell, o director da CIA George Tenet e o vice-secretário Richard Armitage, com quem ele se encontrou no decorrer da sua visita a Washington. (Ibid)

O MOVIMENTO ANTI-GUERRA

Um movimento anti-guerra coeso não pode ser baseado unicamente na mobilização do sentimento anti-guerra. Ele deve finalmente remover os criminosos de guerra e questionar o seu direito a governar.

Uma condição necessária para deitar abaixo os governantes é enfraquecer e finalmente desmantelar a sua campanha de propaganda.

O impulso dos grandes comícios anti-guerra, nos EUA, na União Europeia e por todo o mundo, deveria lançar as fundações de uma rede permanente composta por dezenas de milhares de pessoas dos comités anti-guerra de nível local em bairros, lugares de trabalho, paróquias, escolas, universidades, etc. É finalmente através desta rede que a legimidade daquelas que "governam em nosso nome" será desafiada.

Para desviar os planos de guerra da administração Bush e neutralizar a sua máquina de propaganda devemos estender a mão aos nossos companheiros cidadãos de toda a terra, nos EUA, na Europa e por todo o mundo, aos milhões de pessoas comuns que foram enganadas acerca das causas e consequências desta guerra.

Isto também implica o pleno descobrimento das mentiras por trás da "guerra ao terrorismo" e a revelação da cumplicidade política da administração Bush nos eventos do 11 de Setembro.

O 11 de Setembro é uma burla. É a maior mentira da história americana.

Não vale a pena dizer que a utilização de "eventos produtores de baixas em massa" como pretexto para travar a guerra é um acto criminoso. Nas palavras de Andreas van Buelow, antigo ministro alemão da Tecnologia e autor de The CIA and September 11 :

"Se aquilo que digo é certo, todo o governo americano deveria acabar atrás das grades".

Mesmo assim não é suficiente remover George W. Bush ou Tony Blair, que são meros bonecos. Devemos também cuidar do papel dos bancos, corporações e instituições financeiras globais, as quais de forma inapagável postam-se por trás dos actores militares e políticos.

Progressivamente, o establishment da inteligência militar (ao contrário daquele do Departamento de Estado, da Casa Branca e do Congresso americano) está a dar as ordens na política externa americana. Enquanto isso, os gigantes do petróleo do Texas, os empreiteiros da defesa, Wall Street e os poderosos media gigantes, a operarem discretamente nos bastidores, estão a puxar as cordas. Se alguns políticos se tornarem fonte de grande embaraço, eles próprios podem ser desacreditados pelos media, postos de lado, e uma nova equipe de fantoches políticos pode ser trazida para o gabinete.

CRIMINALIZAÇÃO DO ESTADO

A "Criminalização do Estado" ocorre quando criminosos de guerra ocupam legitimamente posições de autoridade, as quais capacitam-nos a decidir "quem são os criminosos", quando de facto são eles os criminosos.

Nos EUA, tanto os republicanos como os democratas partilham a mesma agenda de guerra e há criminosos de guerra em ambos os partidos. Ambos os partidos são cúmplices no encobrimento do 11 de Setembro e na resultante busca da dominação mundial. Toda a evidência aponta para aquilo que é melhor descrito como "a criminalização do Estado", o que inclui o Judiciário e os corredores bipartidários do Congresso americano.

Sob a agenda de guerra, foi dada autoridade a responsáveis de alto escalão da administração Bush, a membros das forças armadas, ao Congresso americano e ao Judiciário não só para cometer actos criminosos como também para designar aqueles no movimento anti-guerra que se opõem a estes actos criminosos como "inimigos do Estado".

Mais genericamente, o aparelho militar e de segurança americano endossa e apoia os interesses económicos e financeiros dominantes — isto é, o fortalecimento, bem como o exercício, das forças armadas pode impingir o "livre comércio". O Pentágono é um braço da Wall Street, a NATO coordena as suas operações militares com o Banco Mundial e a política de intervenções do FMI, e vice versa. Sistematicamente, os corpos de segurança e defesa da aliança militar ocidental, junto com as várias burocracias civis governamentais e intergovernamentais (e.g. FMI, Banco Mundial, OMC) partilham um entendimento comum, um consenso ideológico e o compromisso para a Nova Ordem Mundial.

Para reverter a maré da guerra, as bases militares devem ser encerradas, a máquina de guerra (nomeadamente a produção de sistemas de armas avançados como as WMDs) deve ser travada e o explosivo Estado policial deve ser desmantelado. Mais genericamente, devemos reverter as reformas do "mercado livre", desmantelar as instituições do capitalismo global e desarmar os mercados financeiros.

A luta deve ter uma base ampla e democrática abrangendo todos os sectores da sociedade a todos os níveis, em todos os países, unindo num grande ímpeto trabalhadores, agricultores, produtores independentes, pequenos comerciantes, profissionais, artistas, funcionários públicos, membros do clero, estudantes e intelectuais.

Os movimentos anti-guerra e anti-globalização devem ser integrados num único movimento à escala mundial. As pessoas devem ser unidas entre os diferentes sectores, grupos de "questão única" devem juntar as mãos num entendimento comum e colectivo sobre como a Nova Ordem Mundial destroi e empobrece.

A globalização desta luta é fundamental, exigindo um grau de solidariedade e internacionalismo sem precedentes na história humana. Este sistema económico global alimenta-se da divisão social entre e dentro de países. A unidade de objectivo e a coordenação à escala mundial entre os diversos grupos e movimentos sociais é crucial. É preciso um grande impulso que reuna movimentos sociais em todas as grandes regiões do mundo numa busca comum e no compromisso para a eliminação da pobreza e por uma paz mundial duradoura.

Michel Chossudovsky

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Revista Militar Defesa Nacional: Revolta dos Generais Contra o Estado a que Portugal Chegou



Nas últimas semanas, os generais Loureiro dos Santos, Espírito Santo, Rocha Vieira, Garcia Leandro e Martins Barrento escreveram artigos ou fizeram intervenções muito duras em que criticaram o sistema político, a perda de soberania, o Governo, a política de defesa, a violação de compromissos do executivo para com os militares. O governo parece ter decidido calar-lhes a boca com uma lei da rolha para os militares reformados, querendo aplicar-lhes o dever de reserva que só abrangia os militares no activo. O SEMANÁRIO contactou vários generais e todos estão contra a proposta do Governo de alterar o artigo 5º do Regulamento de Disciplina Militar.

Nas últimas semanas os generais Loureiro dos Santos, Espírito Santo, Rocha Vieira, Garcia Leandro e Martins Barrento escreveram artigos ou fizeram intervenções muito duras em que criticaram o sistema político, a perda de soberania, o Governo, a política de defesa, a violação de compromissos do executivo para com os militares (v. Acontecimento). É a primeira vez, a esta escala, que vários generais fazem estas declarações e também é a primeira vez que os militares com ideias mais moderadas ou mesmo de direita dão um murro na mesa. Refira-se que, para além dos generais já referidos, também o general Ramalho Eanes não tem escondido nos últimos meses o seu desagrado por algumas situações lesivas das Forças Armadas.

O governo, em resposta, parece ter decidido calar-lhes a boca com uma lei da rolha para os militares reformados, querendo aplicar-lhes o dever de reserva que só abrangia os militares no activo. Segundo a edição de ontem do "Diário de Notícias", o governo vai enviar para aprovação na Assembleia da República uma proposta de lei que altera o artigo 5º do Regulamento de Disciplina Militar. Entre os deveres a que os militares reformados passam a estar sujeitos, no quadro do RDM, caso a proposta seja aprovada, está o sensível e muito abrangente dever de lealdade que refere os militares não podem "manifestar de viva voz, por escritou ou por qualquer outro meio, ideias contrárias à Constituição ou ofensivas dos órgãos de soberania e respectivos titulares, das instituições militares e dos militares em geral ou , por qualquer modo, prejudiciais à boa execução do serviço ou à disciplina das Forças Armadas.". Para além destas limitações, ainda que muitas delas sejam semelhantes às limitações de qualquer cidadão, militar ou não, perante a lei, com a nova proposta os militares reformados ficariam bastante restringidos na opinião sobre as Forças Armadas, o seu funcionamento, os meios ao dipor, e, num âmbito mais vasto sobre a política e os conceitos de defesa nacional. Também opiniões políticas de carácter geral poderiam ficar ameaçadas, dependendo da interpretação e aplicação que viesse a ser dada à lei pelos órgãos disciplinares e jurisdicionais.

O SEMANÁRIO contactou vários generais e todos estão contra a proposta do Governo de alterar o RDM estender os deveres respectivos aos militares reformados.

O general Garcia Leandro diz: "Não vou deixar de me pronunciar mesmo que a alteração seja aprovada porque antes de ser um oficial militar sou um cidadão." Garcia Leandro coloca, porém, a hipótese de a proposta não ir para a frente e, no mesmo tom crítico levanta a possibilidade de se tratar de um sinal condicionador que o governo quer dar, "uma operação de dissuasão", ao bom estilo militar, o que faria deste governo um às em estratégia de guerra. Recorde-se que não é a primeira vez que o governo apresenta propostas de lei que parecem visar um "efeito choque", como aconteceu com a proposta de lei dos vínculos à função pública e a equiparação dos juízes aos funcionários públicos.

Já o general Loureiro dos Santos considera que esta alteração, nos moldes em que está feita "é inconstitucional porque a Constituição só permite restrições ao exercício de direitos em relação a militares no activo.". Em causa está o artigo 270º da Constituição que diz que "A lei pode estabelecer na estrita medida das exigências próprias das respectivas funções, restrições ao exercício dos direitos de expressão, reunião, manifestação, associação e petição colectiva e à capacidade eleitoral passiva dos militares e agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efectivo". Esta redacção do artigo tem origem, refira-se, na revisão constitucional de 2001. O general Loureiro dos Santos diz ainda que "os militares reformados são cidadãos iguais aos outros, com os mesmos direitos e os mesmos deveres". "Se os militares reformados, por exemplo, insultarem a bandeira, há os tribunais civis para se pronunciarem", não fazendo sentido aplicar-lhes o mesmo regime dos militares no activo. Loureiro dos Santos confessa a sua estranheza pela proposta do Governo, até porque não conhece nenhum país onde vigore aquilo que o governo quer agora aprovar. O general refere que nos EUA e nos países europeus, a liberdade de expressão dos militares reformados é bem vista pelo Estado e pelos governos já que pode funcionar como alerta para situações que não estão a funcionar bem nas Forças Armadas e no país. "É uma espécie de válvula de escape", diz Loureiro dos Santos. A rematar, o militar quer admitir que a proposta agora apresentada pelo governo se trate de um "mero trabalho técnico", onde não houve o cuidado de fazer uma conformidade plena com o texto constitucional. Se não for esse o caso e a lei vier a ser mesmo aprovada na Assembleia da República, Loureiro dos Santos é, então, muito duro para com o executivo: "Estaríamos perante uma situação de um Estado policial".

O general Martins Barrento também acha estranha a proposta do governo e, questiona, com alguma ironia, "se agora vai passar a estar vigiado". Por sua vez, o general Lemos Ferreira referiu ao SEMANÁRIO que "um militar reformado está mantém os direitos e deveres de cidadania".|
 
Generais insurgem-se contra o estado a que isto chegou

Vários generais que desempenharam funções de chefia nas Forças Armadas não têm calado a sua revolta pelo estado a que o país chegou, criticando o não cumprimento das promessas feitas pelo governo aos militares, a falta de equipamento das Forças Armadas, o fim do voluntariado, a falta de um conceito estratégico de Defesa Nacional e, num plano mais vasto, os vícíos do sistema político, a promiscuidade entre o poder político e económico, a crise económica e social, as asssimetrias na distribuição do rendimento, o imediatismo, o populismo e a desinformação da comunicação social, a perda da liberdade e da independência nacional. No passado domingo, no dia do Combatente, o general Rocha Vieira referiu que poderemos estar perante um "futuro sem liberdade". Entretanto, o último número da "Revista Militar" foi inteiramente preenchido com artigos de vários generais a contra a situação vigente. Em editorial, o general Espírito Santo diz que "a Lei da Programação Militar constitui um embuste". Na mesma revista, o general Loureiro dos Santos escreve que os "Os militares sentem-se maltratados pelo poder político". Por sua vez, o general Martins Barrento considera que hoje as Forças Armadas estão submetidas não só aos interesses de Estado mas também, por via da promiscuidade existente, ao poder económico e mediático. Há dois meses, o general Garcia Leandro foi o primeiro a manifestar-se, referindo que "a explosão social está a chegar" a Portugal.

Vários generais que desempenharam funções de chefia nas Forças Armadas não têm calado a sua revolta pelo estado a que o país chegou, criticando o não cumprimento das promessas feitas pelo governo aos militares, a falta de equipamento das Forças Armadas, o fim do voluntariado, a falta de um conceito estratégico de Defesa Nacional e, num plano mais vasto, os vícios do sistema político, a promiscuidade entre o poder político e económico, a crise económica e social, as asssimetrias na distribuição do rendimento, o imediatismo, o populismo e a desinformação da comunicação social, a perda da liberdade e da independência nacional. No passado domingo, no dia do Combatente, também assinalando o 90.º aniversário da Batalha de La Lys, o general Rocha Vieira, actual chanceler das Antigas Ordens Militares, nomeado por Cavaco Silva considerou que "vivemos tempos de crise em que se esquece o valor do serviço e o respeito pela realidade, tempos que ignoram o passado da independência e anunciam um futuro sem liberdade". Entretanto, o último número da "Revista Militar" foi inteiramente preenchido com artigos de vários generais a contra a situação vigente. Em editorial, o ex-CEMGFA general Espírito Santo, considerou que "a Lei da Programação Militar constitui um embuste". Na mesma revista, o general Loureiro dos Santos escreveu que os "Os militares sentem-se maltratados pelo poder político". Por sua vez, o general Martins Barrento referiu que hoje as Forças Armadas estão submetidas não só aos interesses de Estado mas também, por via da promiscuidade existente, ao poder económico e mediático. Num extenso artigo, o ex-CEME, Martins Barrento também refere que há o risco de"as Forças Armadas se poderem sentir como um corpo estranho na nação". Recorde-se que o general Garcia Leandro foi o primeiro a manifestar-se, em Fevereiro passado, contra o estado de coisas no país, num artigo publicado no "Expresso". Com palavras que nunca se tinham ouvido na boca de um general, ainda para mais com funções actuais de presidente do Observatório de Segurança, Garcia Leandro escreveu, entre muitas outras frases polémicas que "a explosão social está a chegar" e que "vão ocorrer movimentos de cidadãos que já não podem aguentar mais o que se passa" em Portugal. O SEMANÁRIO publica extractos das intervenções e dos artigos publicados pelos generais.


General Garcia Leandro

(...) Se sinto a revolta crescente daqueles que comigo contactam, eu próprio começo a sentir que a minha capacidade de resistência psicológica a tanta desvergonha, mantendo sempre uma posição institucional e de confiança no sistema que a III República instaurou, vai enfraquecendo todos os dias. Já fui convidado para encabeçar um movimento de indignação contra este estado de coisas e tenho resistido. Mas a explosão social está a chegar. Vão ocorrer movimentos de cidadãos que já não podem aguentar mais o que se passa. É óbvio que não será pela acção militar que tal acontecerá, não só porque não resolveria o problema mas também porque o enquadramento da UE não o aceitaria; não haverá mais cardeais e generais para resolver este tipo de questões. Isso é um passado enterrado. Tem de ser o próprio sistema político e social a tomar as medidas correctivas para diminuir os crescentes focos de indignação e revolta. Os sintomas são iguais aos que aconteceram no final da Monarquia e da I República, sendo bom que os responsáveis não olhem para o lado, já que, quando as grandes explosões sociais acontecem, ninguém sabe como acabam. E as más experiências de Portugal devem ser uma vacina para evitar erros semelhantes na actualidade (...).

Nota: artigo publicado no jornal "Expresso" de 11-2-2008



General Loureiro dos Santos

(...) "O Estado português não age no quadro de um conceito estratégico nacional que tenha formulado. Verdadeiramente, não se sabe bem qual o motor da sua acção, o cimento que articula as várias políticas sectoriais (...). Se as políticas de defesa fossem eficientes, elas assegurariam a possibilidade das Forças Armadas disporem permanentemente dos recursos humanos necessários, através de um sistema de serviço militar misto - com quadros permanentes vinculados ao serviço das armas como opção perene, militares com vínculo profissional de curta duração e militares provenientes da conscrição. Com a capacidade de manter o nível adequado de efectivos em todas as circunstâncias, sem custos exorbitantes, e de transmitir a uma parte significativa dos portugueses e portuguesas um contacto útil com a prática rigorosa dos valores nacionais. Como o patriotismo e o sentimento de pertença a um país com identidade própria, o culto dos mais elevados valores humanos e do sentido do cumprimento da missão, assim como a importância das virtudes militares - a lealdade, a honra, a coragem moral e física, o culto da disciplina e o espírito de sacrifício." (...) "os militares sentem-(se) maltratados pelo poder político, que teima em não cumprir algumas leis por ele próprio elaboradas que beneficiam os cidadãos militares. Ao mesmo tempo que toma decisões que os prejudicam, material e moralmente, no campo dos seus direitos sociais, esquecendo a importância da concretização do conceito "apoio à família militar", na sua devida extensão. (...) "Convém alertar que, sem políticas de defesa eficientes, o Estado não estará em condições de cumprir o essencial das funções que justificam a sua existência. Não é apenas a Segurança Nacional que se pode encontrar em perigo; será também prejudicada a possibilidade de atingir os níveis de bem-estar a que todos os portugueses se sentem com direito."

Nota: artigo publicado na "Revista Militar"


General Martins Barrento

"Na actualidade, a importância, pujança e apetência dos agentes económicos pelo poder, e a descoberta do poder que possuem aqueles que dirigem e veiculam a comunicação social levam estes poderes a emergir ao lado do poder político, em concorrência com ele ou a influenciá lo em âmbitos como os da segurança e do bem estar, que até aqui só ao Estado pertenciam. Desta situação resulta que a constituição, acção ou inacção da Instituição Militar possa hoje não ser determinada apenas pelos superiores interesses do Estado, os quais compete ao poder político assegurar, mas também por outros interesses." (...) A comunicação social, importante pilar da cidadania pela informação que transmite, não se limita infelizmente a esta nobre tarefa, porque, estando sujeita a critérios económicos e ideológicos, não se coíbe de, na defesa dos seus interesses, procurar o sensacionalismo, a polémica pela polémica, a venda fácil, mesmo que isso seja feito em prejuízo da verdade. Isto é, além de informar, também deforma e desinforma, tendo como efeito o de, quem a vê, lê ou ouve, apesar de saber frequentemente daquela situação, poder ainda pensar que aquilo que ela transmite é a verdade. A segurança, a defesa e as FA, sendo temas sobre os quais os cidadãos deveriam estar verdadeiramente informados, ao serem tratados por aqueles critérios, são de difícil leitura ou predispõem para a aceitação de ideias como as do elevado custo da organização militar, da sua resistência à mudança, da sua desnecessidade, etc., que obviamente não promovem o espírito de defesa que deveria existir, deformam a imagem da Instituição e afectam o moral daqueles que nela servem (...) A profissionalização da política, a apetência pelo poder, o desejo de cargos políticos, a importância dos votos que mais facilmente são obtidos através de promessas de um maior bem estar futuro e o calendário político que absorve as atenções e dirige a acção da política partidária secundarizam assuntos realmente de Estado, mas que não dão votos, como a segurança, a defesa, as FA (...) O espírito de defesa é uma forma de sentir dos cidadãos que os leva a constatar que há valores que devem ser defendidos, mesmo que para tal haja que fazer sacrifícios. Se este espírito de defesa for generalizado, as FA, que existem para, pelo combate, defenderem o nosso território, a nossa população e os nossos interesses, serão apoiadas física e moralmente; se tal não acontecer, começarão a sentir se como um corpo estranho na nação (...) Se for atingido o ponto de se aceitar que a defesa é desnecessária, teremos que concluir que um povo que pensa deste modo não merece ser defendido, ainda que isso signifique o ocaso de Portugal como Estado soberano. E este perigo pode vir a existir, se não houver por parte da Política medidas de carácter pedagógico sobre a cidadania e os valores a preservar."


Nota: artigo publicado na "Revista Militar"


General Espírito Santo

A Lei do Serviço Militar representa o compromisso da Nação e dos seus cidadãos para a defesa da Pátria, estabelecendo a Constituição da República que "A defesa da Pátria é direito e dever fundamental de todos os portugueses" (Art 276º). A actual Lei do Serviço Militar (Lei n.º 174/99, de 21 de Set.), estabelece que "em tempo de paz, o serviço militar baseia se no voluntariado" e que esta disposição "não prejudica as obrigações dos cidadãos portugueses inerentes ao recrutamento militar e ao serviço efectivo decorrente da convocação ou de mobilização". Acontece que este compromisso contratual não está a ser cumprido. Porque o voluntariado ainda não atingiu os níveis de efectivos necessários ao Sistema de Forças aprovado e porque quer o recenseamento, recentemente abolido, quer as normas reguladoras para a mobilização e convocação nunca foram definidas. Mais um compromisso quebrado (...) A Lei da Programação Militar constitui, em Portugal, um embuste. Primeiro porque o modelo de onde se foi copiar era uma Nação com uma sólida indústria de defesa, o que não é o caso português. A lei constituía um contrato, em tempo dilatado, para Estado, Forças Armadas e indústria de defesa assumirem compromissos entre necessidades operacionais e capacidade de produzir, garantindo postos de trabalho. Era essa a filosofia das leis de programação militar. Em Portugal, reconhecendo as necessidades de investimento numas Forças Armadas desajustadas ao ambiente estratégico e missões a desempenhar, mascarou se esse investimento - que podia ser inscrito anualmente no Orçamento - com promessas dilatadas no tempo, ultrapassando mesmo tempos de vida útil de armamentos e equipamentos, e que ou não são cumpridas ou são congeladas. E não vale a pena denunciar o não cumprimento do contrato, já que é o Estado o primeiro a colocar se ao lado das vozes que reclamam manteiga em vez de canhões, esquecendo as suas funções e razão de ser (...).

Nota: artigo publicado na "Revista Militar"


General Rocha Vieira

"Vivemos tempos de crise. São tempos de máscaras e aparências, em que se esquece o valor do serviço e o respeito pela realidade. São tempos que ignoram o passado da independência e anunciam um futuro sem liberdade" (...) É preciso reagir e saber escolher para ultrapassar o momento actual." É tempo "para voltarmos aos valores essenciais, para defendermos a memória dos que construíram Portugal independente, para honrarmos a responsabilidade de deixar aos sucessores mais do que aquilo que herdámos dos que nos antecederam". É preciso que os políticos assegurem a responsabilidade de "fazerem corresponder as missões que atribuem aos militares com os meios que põem à disposição dos que colocam em risco as vidas para as cumprir".|

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