... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...

Crise Euro Austeridade Máfia UE, BCE, FMI: Grécia No Abismo Com Terapia Letal de Bruxelas, Alemanha Lucra: Exportações Atingiram Um Bilião de Euros



CRISE GREGA: Terapia letal de Bruxelas


15 fevereiro 2012 DIE ZEIT HAMBURGO

O Eurogrupo, que devia reunir-se a 15 de fevereiro, adiou a sua decisão sobre uma nova ajuda, por falta de "garantias políticas" sobre a aplicação do plano de austeridade adotado por Atenas. Mas, em vez dos cortes brutais impostos por Bruxelas, o país precisa é de uma re-estruturação. E ao invés de ser estigmatizado pelos seus parceiros, o que lhe faz falta é solidariedade.

Ludwig Greven

Últimas notícias de uma Europa dividida: pela primeira vez, as exportações alemãs atingiram um bilião de euros! A conjuntura está fantástica, as receitas fiscais aumentam, o desemprego diminui, [o sindicato] IG Metall, perante os bons resultados das empresas, reivindica um aumento de 6,5% nos salários. A Alemanha é a ilha dos bem-aventurados.

Olhemos agora para a Grécia, um país em convulsão, à beira do abismo. O Governo de transição, sob pressão da troika (UE, BCE, FMI), decidiu impor um novo conjunto de medidas draconianas de contenção de despesas. Os salários vão baixar 20 a 30%. Até 2015, vai haver 150 mil novos despedimentos na Função Pública. A economia entrou em colapso e deve recuar ainda mais este ano – pelo menos 8%. E o país continua em risco de falência.

No entanto, o segundo plano de apoio da UE, no valor de 130 mil milhões de euros, continua congelado. Os ministros das Finanças da zona euro duvidam que o Governo de Papademos seja capaz de impor as medidas de austeridade anunciadas. Não sem razão, pois os cortes já decretados não resultam e só agravam os problemas. E porque os gregos resistem ferozmente ao programa de empobrecimento e de aniquilação do país.

É esta a perspetiva de uma Europa unida? A pátria da cultura e da democracia ocidentais transformada num protetorado de Bruxelas – sem esperança de melhoras!? Um continente cada vez mais profundamente dividido entre o Norte rico e o Sul a sofrer de pobreza, onde as pessoas já não sabem como obter o seu pão de cada dia!? Enquanto isso, na Alemanha, a coligação governamental prepara um corte nos impostos.

Risco de radicalização política

Ora, não podemos ficar indiferentes ao que está a acontecer no resto do continente. E não só porque aumenta o risco de radicalização política e um ressurgimento do nacionalismo, como se vai constatar nas próximas eleições gregas. Devemos preocupar-nos porque esse desenvolvimento, de sérias consequências e claramente promovido por Berlim, põe em perigo o nosso próprio modelo de sucesso.

A economia alemã prospera apenas porque as nossas empresas fazem negócios à custa dos países mais fracos. Mas, no futuro, quem irá poder comprar produtos alemães? Será que não precisamos dos Estados em crise, só porque nos custam dinheiro?

Quem pensa assim está enganado: não é a Grécia que mais beneficia dos programas de salvamento do euro: é a Alemanha. Se a Grécia for à falência, os bancos alemães (também) perdem milhares de milhões de euros, a pagar pelo contribuinte alemão. Se o marco regressar, será espetacularmente valorizado e o preço dos produtos alemães aumentará 40%. Acabaria, assim, rapidamente o modelo de crescimento alemão, apoiado nas exportações.

Reina no Sul da Europa, e não apenas na Grécia, uma atmosfera ameaçadora, que se vira principalmente contra a Alemanha. Quase 70 anos após o fim da guerra, é novamente vista como uma potência hostil. Já há vozes que clamam por medidas drásticas contra a hostilidade de Bruxelas e Berlim.

Modelo de prosperidade espezinhado

Quem pode culpar as pessoas forçadas à miséria? São obrigadas a ficar de braços cruzados enquanto o seu modesto modelo de prosperidade é espezinhado e os seus políticos são reduzidos à categoria de serviçais? Tudo isso para os bancos e os especuladores não terem de arcar com amortizações dos créditos que ansiosamente injetaram em países fracos, com taxas de juro suculentas.

Não, não pode ser essa a Europa em que queremos viver. Uma Europa onde os bancos e os fundos especulativos decretam quais os países que devem ou não sobreviver.

As políticas de austeridade unilateralmente impostas pelos agentes financeiros e por Angela Merkel têm um preço: a desintegração da Europa. E uma depressão muito longa, que acabará por atingir a Alemanha, mais cedo ou mais tarde.

A Grécia precisa da nossa solidariedade, que lhe paguem a dívida e lhe proponham um programa de desenvolvimento, em vez de intermináveis pacotes de medidas que alternam resgate e austeridade. Para que o país tenha uma oportunidade, daqui a dez ou vinte anos, de poder voltar a aguentar-se de pé e voltar a ser membro pleno da União Europeia.

Esse projeto de desenvolvimento europeu não sai mais caro e dá novas perspetivas às pessoas, na Grécia e na Europa. É um motivo que merece que se lute por ele. E não pela exclusão da Grécia da zona euro e pelo final da entreajuda europeia. Precisamos da Grécia, como prova de que a Europa se lembra do que representa.

DEBATE
Cumplicidades europeias

Georges Prévélakis, o geopolítico de origem grega, pergunta, nas páginas de Le Figaro, se as fragilidades da sociedade grega (“um Estado sobredimensionado, o clientelismo, a corrupção, a incompetência da administração e a falta de competitividade”) são exclusivamente culpa dos gregos:

ão é verdade que tolerámos, encorajámos mesmo, o clientelismo e a distribuição de rendimento europeu para evitar conflitos políticos que podiam ter ameaçado o papel da Grécia no dispositivo militar ocidental? Quem podia imaginar que as redes de corrupção situadas ao mais alto nível do Estado grego não beneficiavam de cumplicidades europeias? O encorajamento metódico do consumo ostentatório não está ligado aos lóbis dos países exportadores de carros de luxo? A compra de indústrias gregas por grupos europeus desejosos de deitarem a mão às suas redes de distribuição não contribuiu para a queda do défice comercial? […] Muito dificilmente se pode pretender que foram apenas os gregos a aproveitarem-se do laxismo que se instalou no seu país.

As soluções encaradas pela Europa – “tutela, ou seja, a colocação da democracia entre parêntesis” – constituem, segundo Prévélakis..

.. mais um passo em direção à deriva pós-democrática da Europa. Seria esquecer que a identidade grega se construiu em torno do tema da resistência, considerando ingenuamente que as ameaças, as humilhações e as pressões poderão conter uma cólera popular que hoje se exprime por um anti-ocidentalismo agudo. As primaveras árabes não são assim tão longe.

Levantem-se Porra!


Vão Lutar, ou Continuam a Meter a Cabeça na Areia... Retaguarda pró AR; e TRABALHA AÍ!


Retaguarda pro ar, NÃO! TEMOS É QUE IR EM FRENTE E ATACKAR O CÃO!

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