... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
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Cortes, Despedimentos, Austeridade, Impostos: Relatório NAZI do Governo FMI Máfia do Banco Mundial Declara Guerra A Portugal e Ao Povo Para Resgatar os Bancos; Passos Quer Ultrapassar A Grécia e Transformar Portugal Em África



O já polémico e criminoso  relatório NAZI do FMI, é uma autentica declaração de guerra ao povo português tendo em vista cortes na despesa pública e conta com a colaboração de todo o Governo. No prefácio, é possível ler que os especialistas do Fundo da ladroagem consultaram onze ministros e contaram com a colaboração de vários secretários de Estado. Claro que tudo isto tem a ver com os resgates á banca e a mega operação de refinanciamento do BANIF

Disponibilizamos o documento total, em inglês, no final deste texto.

O FMI escreve que, «a pedido das autoridades portuguesas», uma missão do FMI visitou Portugal entre 25 de outubro e 7 de novembro de 2012 tendo em vista fornecer «conselho técnico em opções de reformas no gasto público», bem como oferecer formação na área.

A missão foi liderada por Gerd Schwartz, do departamento de assuntos fiscais (FAD), contando com a colaboração de Mauricio Soto e Carlos Mulas Granados (FAD), Emily Sinnott (Banco Mundial), para além dos especialista externos Platon Tinios e Paulo Lopes. Uma segunda equipa contou com Richard Hughes e Jason Harris (FAD), que visitaram Lisboa entre 4 e 7 de novembro, portanto o golpe já estava preparado para implementar após o Cavaco aprovar o Orçamento de Estado..

Cortes, Despedimentos, Austeridade, Impostos, Portugal, Grécia, NAZI, FMI, África, Povo, Bancos, Banco, BES, BCP, BANIF, BPI, FINANTIA

A equipa contou com comentários e sugestões dos elementos da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, assim como do departamento europeu do FMI e outras pessoas do departamento dos assuntos fiscais do FMI.

«Na realização deste relatório, a equipa beneficiou grandemente de discussões com ministérios e secretários de Estado de todos os onze ministérios, assim como das suas equipas, para além de vários representantes e organizações», frisa o FMI, acrescentando os nomes de quem colabou:
NAZI, Nazismo, Hitler, Ditadura, Fascismo

«Os ministros Vítor Gaspar do BCE, Paulo Portas, José Pedro Aguiar-Branco, Miguel Macedo, Paula Teixeira da Cruz do BCP, Álvaro Santos Pereira, Assunção Cristas, Paulo Macedo do BCP, Nuno Crato e Pedro Mota Soares, para além dos secretários de Estado Carlos Moedas e Paulo Simões Júlio. Também beneficiou das indicações dadas pelos secretários de Estado Luís Morais Sarmento, Hélder Rosalino e Miguel Morais Leitão».

Também houve lugar a agradecimento especial à equipa do ESAME, equipa criada na sequência da assinatura dos Memorandos de Entendimento entre o Governo Português, o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional

Encorajado pela gatunagem instalada no poder político de Portugal, e com este pseudo governo, totalmente controlado por banqueiros, atendendo á grande falta de liquidez do Banif, BCP e associados, o FMI tomou o freio nos dentes. E aí está ele desembestado, impondo a Portugal que “repense o Estado”, fórmula original da “refundação” sugerida pelo Governo. E como guia para “repensar o Estado” português, os fundamentalistas do FMI aos quais foi atribuída a missão - Gerd Schwartz, Paulo Lopes, Carlos Mulas Granados, Emily Sinnott, Mauricio Soto e Platon Tinios - elaboraram um programa de brutal subversão do regime democrático consagrado na Constituição da República. Quem em Portugal aceitar e colaborar com esta receita merece o rótulo infamante de vende-Pátria, pois é disso que se trata. Já ninguém usa a máscara da dívida ou a mascarilha do défice. O primeiro-ministro tentou minimizar o impacto da nova receita do FMI dizendo que se trata de uma “base de trabalho” e não “de um documento fechado”. Mas se a “base de trabalho” é a subversão do regime, o resultado não pode ser nada diferente de um golpe de Estado, mais ou menos disfarçado, inspirado do exterior e “trabalhado” por colaboracionistas.



O documento “PORTUGAL: RETHINKING THE STATE—SELECTED EXPENDITURE REFORM OPTIONS” é uma declaração de guerra a Portugal e aos portugueses. E considerando-se vencedor antecipado dessa guerra, o FMI manda proceder ao saque, à pilhagem, e vai tudo raso: novos e brutais cortes sobre os cortes já feitos nos salários e sobre todas as pensões; redução de funcionários e salários na Educação (dispensa de 50 mil professores), Saúde e Forças Armadas e de segurança e cortes no Estado Social; novos aumentos das taxas moderadoras da saúde; mais cortes no subsídio de desemprego, que segundo o FMI “continua demasiado longo e elevado", e no salário mínimo; etc., etc..

Foi elaborado por especialistas em roubar as nações.

A Sábado em 2010 escreveu sobre o Paulo Lopes

 ada um leva uma pistola à cintura. De arma à vista, Pauleta, João Pinto, Rui Costa e Paulo Sousa cercam Paulo Silva Lopes com as camisolas vermelhas da selecção nacional portuguesa. No meio de um cenário improvável para um doutorado na Carolina do Sul, EUA, o filho do economista José Silva Lopes trata os oficiais do exército do Burúndi pelo nome de futebolistas.

Aqueles homens marcados pelas atrocidades da guerra civil são os seguranças do português e chamam-lhe “Figo”. No cenário de um conflito que fez mais de 200 mil mortos, Paulo Silva Lopes e a equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) precisam de protecção.

É improvável que António Borges, ex-vice-presidente do PSD, venha a conhecer uma realidade mais adversa do que manifestações de rua quando assumir o cargo de director do departamento europeu do FMI. Apesar de o fundo estar na iminência de intervir na Irlanda e em Portugal – uma hipótese assumida esta semana e depois corrigida pelo ministro das Finanças –, os funcionários do FMI na Europa não costumam precisar de segurança armada.

“Para um economista, trabalhar no FMI é como um futebolista jogar no Real Madrid”, diz à SÁBADO Paulo Silva Lopes, que ainda é funcionário do fundo, mas agora trabalha em Bruxelas, na Representação Permanente de Portugal (Reper) junto da Comissão Europeia.

O FMI é dos lugares mais bem remunerados para economistas fora dos mercados financeiros. “Metemos a mão na massa. Aos 27 anos, estava a fazer o orçamento da Suazilândia”, explica Silva Lopes. Naquele nível só são admitidos doutorados e é preciso passar por uma selecção apertada. 
http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/Mundo/FOTOGALERIA-(NAO-MOVER-SO-COPIAR)-(11).aspx
E o dinheiro vivo escreve isto:

 O relatório hoje divulgado sobre formas de cortar despesa pública em Portugal tem o selo do FMI (ver aqui), mas o perfil dos autores é diverso. Destaca-se Paulo Silva Lopes, um português filho de José Silva Lopes, ministro aquando da primeira intervenção do FMI em Portugal (1978), e que hoje ainda chegou a comentar o relatório cuja autoria é parcialmente do seu filho, um especialista em África.
Leia aqui as críticas de José Silva Lopes ao relatório

O FMI escreveu no relatório que, "a pedido das autoridades portuguesas", uma missão da organização visitou Portugal entre 25 de outubro e 7 de novembro de 2012, reunindo-se nomeadamente com vários ministros. A equipa de técnicos inclui, por exemplo,  Emily Sinnott, do Banco Mundial, especialista para Assuntos Europeus e Asiáticos e com trabalho desenvolvido também em torno da América Latina.

O português que integra a equipa é, por coincidência, filho do economista José Silva Lopes, ele próprio ex-técnico do FMI e que era ministro ministro das Finanças e do Plano em 1978, data do primeiro resgate. Paulo Silva Lopes ainda integra o FMI, mas aparece como consultor no relatório hoje divulgado. "Talvez seja pelo facto de a sua especialidade ser África", avança um economista contactado pelo Dinheiro Vivo e que o conheceu.

Paulo Silva Lopes pode ser um especialista em assuntos africanos, nomeadamente sobre a gestão e corte em despesas sociais, mas também passou pela representação de Portugal junto da Comissão Europeia, sendo igualmente um português, o que neste caso pode ser uma mais-valia. Doutorou-se na Universidade Carolina do Sul, nos EUA, juntamente com Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças no governo de José Sócrates.
Outro dos co-autores do relatório é um consultor externo de origem egípcia, mas com estudos secundários na Grécia e Inglaterra. Chama-se Platon Tinios, é professor universitário e já exerceu vários cargos de adjunto e consultor em governos da Grécia. Tem alguma literatura publicada sobre reforma do Estado Social grego. 


O relatório com o selo do FMI sobre cortes nos gastos sociais tem como autores especialistas em assuntos asiáticos, africanos e até gregos 
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO090702.html

Perante uma declaração de guerra só há duas opções: a capitulação ou o enfrentamento. Portugal, na sua História, sempre soube o que fazer aos invasores e aos seus colaboracionistas.

Abaixo, uma parte do relatório, mal traduzido, foi traduzido com o google e não tive tempo para corrigir

III. SALÁRIOS DO GOVERNO E EMPREGO
A. Antecedentes
24. A massa salarial do governo permanece relativamente grande. Mais de 600.000 pessoas trabalham (12,4 por cento da força de trabalho empregada) no sector das administrações públicas. Sua remuneração, em cerca de 10 por cento do PIB em 2012 (previsão), representa quase um quarto da despesa primária total. A este nível, a massa salarial do governo é próximo da média da UE, após um declínio constante desde 2009 (quando era de 12,7 por cento do PIB), que reflete de várias medidas (Figura 3.1). No entanto, esses números não levam em consideração os funcionários de hospitais na empresa estatal (SOE) do setor, que são classificados como fora do governo geral para fins estatísticos, 15, embora o sistema de saúde é em grande parte financiado com recursos orçamentários. Incluindo a massa salarial dos hospitais estatais (perto de 1 ½ por cento do PIB) resulta numa massa salarial muito maior do que o que aparece subjacente nas contas públicas.

25. A força de trabalho do governo está concentrado na educação, segurança e saúde, e também compreende uma grande parcela de trabalhadores com o ensino secundário ou menos.
Emprego nessas três áreas-chave é responsável por quase 83 por cento de todos os trabalhadores do governo. Em todas as áreas, uma grande parte (cerca de 40 por cento) da força de trabalho lida com tarefas administrativas ou operacionais, principalmente, normalmente estes são meio de carreira dos trabalhadores (idade média é de 48 anos), ea esmagadora maioria (90 por cento) tem pelo menos o ensino secundário qualificações. As contas do governo central por 75 por cento dos trabalhadores da administração pública; regional e governos locais empregam os 25 por cento restantes.

26. A estrutura de remuneração inclui várias disposições contratuais e do uso extensivo de complementos salariais. Enquanto as reformas recentes têm simplificado de contratação de trabalhadores do governo, ainda há três principais modalidades contratuais: 15 por cento têm um "contrato permanente" (totalmente tenured contrato nomeação), 65 por cento têm um "contrato sem termo" (um Públicas titulares funções contrato, que permite a demissão sob algum conditions16), e 15 por cento têm um "contrato individual" (sem mandato e com a possibilidade de demissão). Além disso, grandes complexidades no resultado estruturas salário de complementos salariais, que compreendem os benefícios que se aplicam a todos os trabalhadores (por exemplo, alimentação, função, produtividade) e os benefícios que se aplicam apenas a alguns sectores ou profissões (por exemplo, o risco de, horas extras, responsabilidade) . Cerca de 15 por cento da compensação total é sob a forma de tais suplementos e há um grau elevado de dispersão de salários através da força de trabalho do governo (Figura 3.2).

27. Esforços recentes têm procurado conter a massa salarial, mas estão a ser parcialmente revertida, em parte devido a restrições constitucionais. Desde 2010, o governo reduziu de forma significativa a massa salarial através de reduções tanto de emprego e cortes salariais.
Avanço) "Emprego h: O número de funcionários públicos foi reduzido em 3,2 por cento em 2011, e uma redução adicional de 1,4 por cento foi implementado no primeiro semestre de 2012,17 Isto foi feito principalmente por atrito e reduzindo o número de trabalhadores em contratos individuais.
Avanço) "Salários h: Em termos nominais, os salários do governo foram cortados em média 5 por cento em 2011. A suspensão dos salários 13 e 14 mensais em 2012 resultou, em média, em uma redução adicional de 12 por cento. Além disso, as promoções, bônus de desempenho e as alterações relacionadas com a mobilidade de salários foram congelados desde 2011 ¡Xa medida que deverá estar no local pelo menos até 2014. No entanto, devido a uma decisão do Tribunal Constitucional 2012, o projecto de orçamento 2013 teve que reverter parte destes cortes, restabelecendo um salário mensal a todos os funcionários públicos. Este é projetada para aumentar a massa salarial do governo para 10,4 por cento do PIB em 2013. Isso ocorre não obstante os esforços para reduzir em 2 por cento o número de funcionários de todo o governo geral, corte compensação de horas extras em 50 por cento, e alinhar as regras de licença médica aos praticados no setor privado.

B. Questões-chave
28. Reforma do setor público está atrasado. Enquanto a massa salarial se aproximou da média europeia, devido a cortes temporários (e não considerando os trabalhadores de saúde em hospitais SOE), Portugal ainda é um gastador acima da média, se controlada pela renda per capita (Figura 3.3). Poupança alcançados até à data têm ajudado a consolidação fiscal, mas não suficientemente abordado necessidades de reforma estrutural. Por exemplo, os aumentos de mérito não pode continuar a ser congelado, se o desempenho e a eficiência devem ser aumentados. Em vez disso, a redução de massa salarial deve ser o resultado de uma estratégia clara orientada a reduzir gastos desnecessários em áreas específicas e que visa o desenvolvimento de um setor mais eficiente e eficaz público.

29. Tal reforma precisa para resolver as deficiências-chave, mantendo um equilíbrio entre a consolidação orçamental e da necessidade de um serviço mais moderno e mais qualificado civil. Ele deve ter por objectivo reduzir o número de funcionários de forma direcionada (ou seja, onde mais emprego existe), reduzindo ainda mais o prémio salarial alta do setor público (o

30. Excesso de trabalho, que se concentra no sector da educação e as forças de segurança, é uma preocupação central. Embora o tamanho total do emprego do sector público administrativo (em percentagem do total da população) está em linha com a média da UE, algumas áreas são claramente excesso de pessoal. Por exemplo, o emprego público na educação e na segurança montante forças para em torno de 2,5 e 1 por cento do total da população, respectivamente, que é entre 5 e 20 por cento acima da média europeia naqueles categories.19 Estas duas áreas representam mais de 60 por cento do a força de trabalho do governo, significativamente acima comparadores da UE.

(Avanço)  O Ministério da Educação (MEC) emprega cerca de 230.000 trabalhadores (dos quais cerca de 160 mil são professores e professores universitários). Estes números são altos em relação aos outros países, particularmente dado um. Diminuindo o número de alunos devido às tendências demográficas De acordo com estatísticas recentes, a proporção de alunos por professor é muito mais baixa do que na maioria dos outros países, e, sem reformas adicionais, que possam cair ainda mais devido às tendências demográficas (ver Secção VI). Além disso, os salários na educação são acima da média da OCDE, especialmente para a parte alta da escala de compensação, com um prêmio de 25 por cento em relação à remuneração média da OCDE para os professores do ensino primário, 11 por cento para os professores do ensino secundário, e 15 por cento para professores universitários. Portugal foi o país com o quarto maior aumento de salários dos professores entre os países da OCDE entre 2005 e 2010 (Figura 2.4) .20

Avanço) As forças de segurança empregam cerca de 100.000 pessoas. Destes, 37.000 estão sob o Ministério da Defesa e 53.000 no âmbito do Ministério da Administração Interna. Além disso, há 1.700 empregados na força policial municipal, 1.800 na polícia científica, e 4.000 prisão guards.21 No total, as forças de segurança representam cerca de 17 por cento do emprego do governo, e da densidade das forças policiais (470 por 100.000 habitantes) também está entre os mais elevados da Europa (Figura 3.5). Passar para estas funções é acima da média da UE, principalmente devido ao número de forças ativas, em vez de pagar em excesso. Contudo, o emprego excesso é uma preocupação não só para as forças ativas, mas também para as forças de reserva, devido ao seu impacto sobre o sistema de pensões.

31. Outra preocupação fundamental é o uso extensivo de horas extras, em particular no sector da saúde. Os salários relativamente elevados no sector da saúde refletem compensação de horas extras (para o trabalho além das 35 horas da semana de trabalho do setor público). Em 2011, Portugal tinha as mais baixas médias do horário normal de trabalho por ano entre os países da OCDE (Figura 3.6), e os funcionários do governo foram pago 60 milhões de horas de horas extras. Durante a última década, o setor de saúde responsáveis ​​por 35-45 por cento do total anual de horas extras e pagamento de horas extras representa mais de 1/3 do salário total de médicos e explica os elevados níveis relativos de compensação
(Figura 3.7) .22 Para resolver essas questões, o Ministério da Saúde propôs aumentar a semana de trabalho para 40 horas (igual a do setor privado) e alterar a organização do trabalho em hospitais. Enquanto esta mudança é de alcance limitado, e só se aplica a uma parte do setor público, que envia um sinal claro de melhorar a igualdade vis-à-vis o setor privado.

32. A fragmentação dos serviços, sobreposições de responsabilidades, ea duplicação de tarefas entre as agências do governo também contribuem para a ineficiência. Portugal deve ser capaz de realizar economias, fazendo maior uso de serviços compartilhados e decisões coordenadas (até agora, as decisões de recursos humanos foram totalmente delegada aos Ministérios, Figura 3,823). Algumas iniciativas estão sendo tomadas a este respeito, mas uma estratégia abrangente de serviços compartilhados devem ser postas em prática. Isso aumentaria sinergias, aumentar as economias de escala e evitar a duplicação entre as entidades. Por exemplo, cada ministério tem seu sistema de folha de pagamento própria, Departamento de Relações Internacionais, e até mesmo o pessoal de segurança. Mesmo que algumas dessas unidades pode ser pequeno e muito especializado, uma avaliação dos ganhos potenciais de redução da fragmentação poderia ser realizado em todo o setor público. Além disso, alguns dos menos específicas de back-office funções poderiam ser terceirizados para o setor privado.

33. A estrutura salarial relativamente plana é atração de talentos caro e prejudica. O prémio salarial da função pública está entre as mais elevadas da Europa, mesmo após cortes salariais recentes e também após o controle de vários fatores associados com níveis de rendimentos, como nível de escolaridade, experiência no mercado de trabalho ou responsabilidades gerenciais. A maior parte dessa disparidade é explicada pela remuneração relativamente alta à disposição dos trabalhadores com baixa qualificação. Além disso, a grelha salarial é relativamente plano e depende, principalmente em anos de experiência, em vez de desempenho. Assim, as oportunidades do setor privado (com salários mais baixos de entrada, mas aumenta mais íngremes para o desempenho do que no setor público) continuam a ser mais atraente para indivíduos altamente treinados e motivados. 34. Medidas recentes têm-se centrado na poupança incrementais sem abordar deficiências estruturais. Reduções salariais têm-se centrado em pessoas com rendimentos elevados que mais achatados a estrutura salarial do setor público. Esta política tem tentado preservar a renda na extremidade inferior da escala de remuneração para fins de capital, mas deve-se notar que esses funcionários públicos não estão em risco de pobreza. Além disso, os cortes nos salários do setor público não conseguiram reduzir a lacuna público-privada do setor de compensação, que ainda está acima dos níveis da UE (Figura 3.9). Além disso, a confiar exclusivamente em atrito para reduzir o emprego do governo em 2 por cento não pode tratar adequadamente emprego excesso em certas áreas enquanto afectar negativamente a prestação de serviços públicos em outros. Além disso, o sistema de mobilidade existente não está sendo usada para transferir o pessoal de todo o governo.

C. Reforma Opções
35. Reforma de compensação do setor público é urgente, e deve ajudar a modernizar e construir uma administração mais eficiente, ágil e sustentável público. Isso poderia incluir três elementos principais: (i) reforma taxas de postos públicos ¡Xincluding bônus básicos salários, horas de trabalho e compensações de horas extras, com uma vista de meritocracia encorajador;
(Ii) visando uma redução permanente no número de funcionários ao abrir espaço para atrair mais jovens qualificados, e (iii) o aumento de serviços partilhados e tecnologia, a fim de limitar as duplicações e sobreposições. Na realização destas várias reformas, será importante
para alcançar mudanças permanentes. Por exemplo, a redução do emprego em uma parte do setor público (por exemplo, o governo central) não deve levar a um aumento do emprego em outra parte do sector público (por exemplo, empresas estatais).
36. Reformar as taxas de postos públicos é um elemento-chave da reforma de compensação. A reforma deve aumentar o grau de inclinação da escala salarial, vinculando-o ao desempenho, em vez de anos de experiência. Especificamente, a reforma poderia considerar:
"H Ajustando a remuneração global scale.24 A escala de pagamento revista poderia apoiar um plano de carreira simplificada e permitir uma redução permanente no nível salarial. Para evitar a natureza temporária das medidas anteriores (a redução de 5 por cento em 2011 e introduziu a suspensão do pagamento mês 14), a partir de 2014, um corte permanente em salários-base poderia ser introduzido através da placa, que teria como objetivo (no mínimo ) para atingir a mesma poupança geradas pelos cortes salariais do orçamento de 2013. Por exemplo, reduzir o salário base por 3 ¡V7 por cento poderia economizar R $ A325 ¡V760 milhões anualmente. Isso também ajudaria a reduzir o prémio salarial da função pública que existe atualmente, especialmente nas classes mais baixas de pagamento, onde o setor privado tende a ajustar mais rápido para a crise.
"H Implementar novas reduções nos suplementos salariais. Suplementos devem complementar o salário base apenas em circunstâncias específicas, tais como horas extras acima de 40 horas por semana (veja abaixo), trabalho nocturno, ou para compensar horas de trabalho flexíveis e responsabilidades adicionais. Atualmente, esses suplementos variam muito em todas as funções e ministérios, mas, em média, representam cerca de 14 por cento da remuneração mensal (1/3 do que vem de horas extras). Eles não devem ser transformado em um ¡§ ¡¨ pagamento regular para aumentar os salários básicos (como é actualmente o caso), e seu valor deve ser também continha. Por exemplo, a introdução de uma redução adicional entre 20 a 30 por cento em suplementos que não estão relacionados a horas extras poderia economizar R $ A200 ¡V300 milhões por ano.

 O aumento do horário de trabalho e pagamento de horas extras, limitando ainda mais. O padrão do governo quantidades de trabalho semanais para 35 horas, e gera hrough spendingt adicional pagamento de horas extras. Conceitualmente, não há nenhuma razão para os funcionários do governo para ter uma semana de trabalho mais curto do que a maior parte do setor privado (40 horas). Por isso, a semana de trabalho do governo deve ser levado em linha com setor privado semana de trabalho, com
próprios horários rotativos (principalmente em saúde e as forças de segurança). Medidas para aumentar a semana de trabalho já foram tomadas no sector da saúde (Lei 62/79), e remuneração suplementar foi reduzida pelo novo Código do Trabalho, em agosto de 2012, mas as horas extras são ainda remunerado com um prémio de 25 por cento na primeira hora e até 50 por cento a partir da terceira hora. Simplificação deste sistema ainda mais através da placa, por exemplo, por utilizando um prêmio de horas extras fixa de 15 por cento por hora extra adicional, poderia gerar uma economia substancial. Além disso, medidas podem ser tomadas para resolver questões relacionadas WorkTime no sector da educação. Por exemplo, a definição de uma lição de educação primarya ª secundário, mais perto de 60 minutos (em vez dos actuais 45 minutos) pode ajudar a reduzir a massa salarial correspondente em até 20 por cento. Estas medidas poderiam gerar economias substanciais: o aumento da semana de trabalho para 40 horas pode resultar em uma economia de cerca de € 150 milhões; juntamente com as medidas relacionadas com o tempo de aula para os professores e horas extras plana, a poupança total poderia chegar a € 300 milhões por ano.

37. Reduções específicas deve se concentrar em bolsões específicos de trabalho excessiva no setor público, mas a poupança seria dependerá muito de como estes são implementados.

Existem basicamente duas opções: reduções específicas de emprego ou de todo-o-board reduções de atrito mais (Quadro 1 resume as experiências internacionais com enxugamento de pessoal). Uma abordagem orientada deve identificar claramente metas adequadas para a redução da força de trabalho em diferentes áreas de governo. Isso implicaria uma avaliação do nível apropriado de emprego à realização de determinados serviços públicos. Uma alternativa seria a criação de um número meta global, idealmente adaptado para capturar lacunas e excedentes de pessoal em diversas áreas (por exemplo, educação e segurança) e funções (por exemplo, pessoal administrativo com baixas qualificações). Poupança de redução da força de trabalho entre 10 a 20 por cento que poderão ascender a R $ A795-2, 700 milhões (0,5 por cento ¡V1.6 do PIB), distribuídos por todo o três grupos diferentes destacado acima. Uma vez que o alvo é definido, é fundamental colocar em prática um mecanismo para a partida com os incentivos adequados e com o objetivo de minimizar os custos de ajuste. Várias opções podem ser exploradas:
"H aprimorada uso da piscina de mobilidade especial (SMP). Uma utilização mais activa do SMP poderia render uma maior poupança a médio prazo, sem adicional up-front costs.25
O uso do SMP tem sido baixa no passado devido aos incentivos inadequados para os gestores e employees.26 Uma utilização mais activa do SMP gera-se frente-poupança (como o governo só paga metade do salário) e pode incentivar a meritocracia se aqueles com desempenho abaixo da média são direcionados para o SMP. Um alvo claro obrigatório poderia ser definido, a fim de colocar um certo número de funcionários para o SMP, tendo em conta as regras que atualmente se aplicam a diferentes arranjos contratuais.
Participação na SMP deve ser temporário, antes da demissão do sector público ou re-absorção. O ato jurídico sobre o SMP poderá ser revisto, para simplificar os procedimentos existentes, reavaliar a duração máxima (limitando-a até dois anos), e revisar a substituição do salário para aqueles que a SMP a diminuir ao longo tempo.27 Além disso, as pessoas no SMP poderia ser dado incentivos para a entrada do setor privado de emprego e recebimento de SMP pagamento pode ser condicionada à participação em training.28
"H partidas voluntárias. De incentivos positivos para a separação através de pacotes de indenização (como no Canadá na década de 1990, ou mais recentemente na Estónia e Letónia), aumenta-se-frente os custos, mas também pode aumentar a poupança de médio prazo. A chave do sucesso é oferecer incentivos atraentes para separar, mantendo uma opção de veto para o governo para evitar indispensável e / ou colaboradores de alto desempenho de deixar o serviço público. Saídas voluntárias são geralmente a opção menos contraditório.
No entanto, esses sistemas tendem a ser caros no curto prazo e pode não ser eficaz em reduzir significativamente a força de trabalho se as reduções não são direcionados de forma adequada. Dado apertadas condições orçamentais, esta opção parece mais viável no futuro, por exemplo, depois de algumas das economias iniciais através de um uso mais ativo do SMP foram materializados e ajuste fiscal está no caminho certo.
"H Uma abordagem de dois estágios. Naturalmente, algumas combinações das opções acima mencionadas são possíveis, e até mesmo uma sequência diferente. Financiamento permitir, na primeira fase, e para uma quantidade limitada de tempo, os trabalhadores públicos poderia ser oferecido um pacote de indenização para as saídas voluntárias. Em uma segunda fase, demissões teria lugar para cumprir a meta pré-estabelecida com base em critérios objectivos criteria.29
"Reduções h adicionais por atrito. Reduções não segmentados com o atrito não são a melhor opção, mas, uma vez consideráveis ​​reduções específicas pode ser difícil de implementar no curto prazo, reduções de atrito pode ser considerado. Embora esta opção não implicaria custos iniciais, seria produzir o menor nível de poupança a médio prazo. Por exemplo, reduzir o emprego de 2 por cento corresponderia a uma relação de entrada-de-sair de 1:3.30 Para ir mais longe, Portugal poderia introduzir uma taxa de reposição de 1:5 (como na Grécia) ou um congelamento completo temporária (como em Espanha) .

38. Reduzindo a sobreposição e fragmentação vai exigir adicional de reorganização da administração pública central. Pequenas economias, mas maiores sinergias e eficiências podem ser gerados por reduzir a fragmentação dos serviços em todos os ministérios diferentes (por exemplo, sistemas de folha de pagamento, unificar departamentos de relações internacionais, e secretários-gerais dos ministérios diferentes) ou de funções (por exemplo, as forças de segurança em diferentes organizações existem em paralelo , saúde 31or onde diferentes serviços médicos coexistir por diferentes grupos). Além disso, uma vez que o atual Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC) foi totalmente implementado, ainda existem áreas na administração central, que podem ser considerados para uma maior racionalização:
"Serviços de auditoria h (Inspecções-Gerais), poderiam ser fundidas para criar um escritório de auditoria nacional único, com ganhos importantes para a eficiência e eficácia das funções de auditoria atuais com as perspectivas financeiras incluídas.

"H A concentração de serviços na área das actividades económicas ¡| inspeção pode também adicionar poupanças e ganhos de eficiência, por exemplo, a fusão dos serviços de inspecção dispersos por todo ministérios (por exemplo, economia, agricultura, cultura).
"H A autonomia financeira dos institutos públicos poderiam ser abordadas (incluindo dos institutos públicos com estatuto especial) através de uma eficaz aplicação das normas legais que determinam a manutenção da autonomia financeira, ou seja, a regra relacionada com a 2/3 de receitas próprias.
"H Em algumas situações, a atribuição de competências idênticas ao longo de um grande número de serviços, por exemplo, ao nível da gestão dos fundos comunitários, traz arranjos sobre um pouco disfuncionais. O número de serviços dedicados exclusivamente ou principalmente a esta competência pode ser racionalizado, com um impacto positivo ao nível da gestão dos fundos e da interação com as entidades financiadas.

Box 1. Abordagens para o Emprego Downsizing Governo: Experiência Internacional
Uma grande variedade de abordagens têm sido usadas pelas economias avançadas para reduzir o emprego no setor público. Estes incluíram cortes salariais automáticas impostas aos ministérios (Austrália, Dinamarca, Finlândia, Nova Zelândia e Suécia), cortes de emprego mandato após as análises das despesas (Austrália, Canadá, França, Japão, Holanda e Reino Unido), regimes de reforma antecipada (Canadá) e cortes de empregos e programas de redundância (Austrália, Canadá, Finlândia, Holanda, Suécia, Suíça e Reino Unido). O impacto desses programas pode ser significativa (por exemplo, a redução da força de trabalho pública no Reino Unido, Canadá, e na Letónia passou de 2 para 7 por cento do emprego público total).
A experiência de vários países sugere que é importante para evitar uma através da placa-abordagem, o que resulta em reduções menos duráveis ​​como é muitas vezes necessário recontratação (Haltiwanger e Singh, 1999). Downsizing que tem como alvo os trabalhadores específicos são susceptíveis de ser mais bem sucedido em conseguir reduções permanentes no emprego. A consecução destes objectivos, no entanto, muitas vezes requer o uso de diversos tipos de instrumentos que se complementam pagamento de indenizações, tais como programas de treinamento. Esta abordagem, no entanto, tem maiores custos fiscais, no curto prazo, do que uma untargeted através bordo do corte de emprego. A experiência dos países sugere que os sistemas de partida voluntários não têm sido muito eficazes, como eles costumam ficar aquém das metas de redução de emprego, e sofrem de problemas de selecção adversa.
Fontes: OCDE, 2011, "Getting It Right: reestruturação da força de trabalho do governo", em servidores públicos como Parceiros para o Crescimento: Rumo a uma força de trabalho forte, mais magro e mais justa (Paris: OCDE Publishing);
R. Holzman e outros, 2011, "Severance Pay programas em todo o Mundo: Fundamentação, História, Status, e Reformas (Washington: Banco Mundial); J. Haltiwanger e M. Singh, 1999," Cross-Country evidências sobre Retrenchment Setor Público "1999, o Banco Mundial Economic Review, vol. 13, No. 1.

http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2013/cr1306.pdf


http://www.scribd.com/doc/119636787/IMF-Rethinking-the-State-of-Portugal

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Máfia Privatizações, Privatização ANA; Interesses Ocultos dos Negócios Político Familiares: Banco Que Assessora Governo Tem Ligações A Interessado: BESI do BES, Barclays, City Bank, Corporacion America, Credit Suisse Controla GIP



Depois da felizmente falhada operação do roubo da TAP, capitaneada por Carlos Moedas Lehman Brothers Goldman Sachs e António Borges, Goldman Sachs, consultor do governo para as privatizações. , negociata preparada pelos amigos do criminoso cadastrado Dirceu, amigo de Relvas, o Governo de Passos Coelho prepara-se para se governar com a privatização roubo da ANA, através do habitual polvo de interesses de político negócios familiares BESI do BES, Barclays, City Bank, Credit Suisse, Corporacion America...

ANA: banco que assessora Governo tem ligações a um interessado
Crédit Suisse foi um dos fundadores do GIP, fundo britânico que estará na corrida à privatização da gestora de aeroportos portugueses

Máfia, Privatizações, Privatização, ANA, Interesses, Ocultos, Negócios Político, Familiares, Banco, Governo, Ligações, BES, Credit Suisse, Barclays, City Bank


O fundo de investimento britânico que é dono do aeroporto de Gatwick em Londres e um dos alegados interessados na privatização da ANA, foi criado pelo banco Crédit Suisse. O problema, avança a TVI, é que este banco suíço é um dos consultores financeiros escolhido pelo Estado português para assessorar a privatização da gestora dos aeroportos nacionais. Além disso, os principais gestores deste fundo de investimento vieram do mesmo Crédit Suisse.
Confuso? Vamos a esclarecimentos: a 24 de maio deste ano, a Parpública anunciava em comunicado os bancos de investimento escolhidos pelo Estado para assessorar a privatização da TAP e da ANA.
No comunicado, lia-se que a assessoria financeira à gestora dos aeroportos nacionais será prestada pelo Barclays Capital, Banco Espírito Santo Investimento, Citi Bank e Crédit Suisse. A função destes assessores é aconselhar o Estado sobre a melhor proposta para ficar com a gestão dos aeroportos portugueses.

Entre os candidatos avançados pela imprensa está o GIP, um fundo britânico de investimento em infraestruturas que é dono, entre outros, do aeroporto de Gatwick em Londres. Ora, acontece que este fundo foi criado pelo próprio Crédit Suisse, que é seu investidor.

No site do Crédit Suisse, verificamos que o Global Infrastructure Partners é um dos fundos de investimento promovido pelo banco: «O GIP é um fundo de investimento em infraestruturas fundado pelo Crédit Suisse, a General Electric e uma experiente equipa de gestores seniores e independentes».
Mas de independentes estes gestores parecem ter pouco: se olharmos para a lista de nomes que gere o fundo britânico verificamos que muitos destes gestores vieram do banco suíço. Por exemplo, o presidente do GIP era, até 2006, responsável máximo pelo banco de investimento do Crédit Suisse.

Contactada pela TVI, fonte oficial do GIP afirma que o mesmo «é um fundo de investimento independente. O Crédit Suisse foi um investidor no primeiro fundo, mas não é investidor do segundo».

A TVI sabe que o banco suíço chegou a investir 500 milhões de euros no fundo de investimento britânico que agora é um dos alegados interessados na privatização da ANA.

O Crédit Suisse e o Ministério das Finanças também foram contactados mas não houve qualquer comentário a esta situação.



Veja:

opinião de Paulo Morais sobre  Político Negócios Familiares e As Ligações de Assunção Cristas a sociedade de advogados que assessora governo nas privatizações


Máfia Portuguesa, Bancos, Políticos, Artistas, Poder E Associados, Interesses Financeiros, Negócios Político Familiares do Polvo Vampiro, Sanguessugas Conhecidos Como Donos de Portugal Que Se Governam da Exploração e Sangue do Povo Pátria Lusa


O banco Financia de Eduardo Catroga,  foi o terceiro banco a ser apoiado pelo Estado Contribuinte

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/ana-aeroportos-privatizacao-credit-suisse-gip/1388870-1728.html

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NAZI Braga Portugal: Banco Atende Cliente Na Rua Por Estar Mal Vestido;Gerente Criminoso Canalha do Santander Justifica NAZISMO Com Ódio A Romenos; Empresário Paulo Ribeiro Chocado! Sejam Romenos, Ukranianos, Pretos, Indios Ciganos, Brasileiros, Pobres; As Pessoas São Todas Iguais; A Constituição Portuguesa Condena Todas As Formas de Discriminação, Racismo E Xenofobia!! Isto Acontece Em Banco Eleito World Best Bank



CRIMINOSA, VERGONHOSA E REVOLTATE ACTUAÇÃO NAZI PELO GERENTE DA AGÊNCIA DE CELEIRÓS DO BANCO SANTANDER EM BRAGA: Banco eleito melhor banco de 20012 (World Best Bank of 2012)  atende cliente na rua por estar ‘mal vestido’ - O gerente ainda disse ao empresário, Paulo Ribeiro que costumam andar por ali romenos e ucranianos - que trabalham honesta e honrosamente na recolha de sucata - provavelmente, a ideologia NAZI do Banco Santander, também discrimina preto, indio, cigano, brasileiro... e pobre. Discrimina mas não pode.


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O video abaixo mostra-nos a política NAZISTA do banco SANTANDER do Borges e a actuação NAZI do gerente, constitui vários crime ao abrigos dos artigos 1º, 2º, 12º, 13º, 15º, 26º da Constituição da da República Portuguesa que proíbe todo e qualquer tipo de xenofobia, racismo nem descriminação.


Artigo 1.º
República Portuguesa


Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Artigo 2.º
Estado de direito democrático


A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.

Artigo 12.º
Princípio da universalidade


1. Todos os cidadãos gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição.

2. As pessoas colectivas gozam dos direitos e estão sujeitas aos deveres compatíveis com a sua natureza.

Artigo 13.º
Princípio da igualdade

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Artigo 15.º
Estrangeiros, apátridas, cidadãos europeus


1. Os estrangeiros e os apátridas que se encontrem ou residam em Portugal gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres do cidadão português.

2. Exceptuam-se do disposto no número anterior os direitos políticos, o exercício das funções públicas que não tenham carácter predominantemente técnico e os direitos e deveres reservados pela Constituição e pela lei exclusivamente aos cidadãos portugueses.

3. Aos cidadãos dos Estados de língua portuguesa com residência permanente em Portugal são reconhecidos, nos termos da lei e em condições de reciprocidade, direitos não conferidos a estrangeiros, salvo o acesso aos cargos de Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Presidentes dos tribunais supremos e o serviço nas Forças Armadas e na carreira diplomática.

4. A lei pode atribuir a estrangeiros residentes no território nacional, em condições de reciprocidade, capacidade eleitoral activa e passiva para a eleição dos titulares de órgãos de autarquias locais .

5. A lei pode ainda atribuir, em condições de reciprocidade, aos cidadãos dos Estados-membros da União Europeia residentes em Portugal o direito de elegerem e serem eleitos Deputados ao Parlamento Europeu.

Artigo 16.ºÂmbito e sentido dos direitos fundamentais


1. Os direitos fundamentais consagrados na Constituição não excluem quaisquer outros constantes das leis e das regras aplicáveis de direito internacional.

2. Os preceitos constitucionais e legais relativos aos direitos fundamentais devem ser interpretados e integrados de harmonia com a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Artigo 26.º
Outros direitos pessoais

1. A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida privada e familiar e à protecção legal contra quaisquer formas de discriminação.

2. A lei estabelecerá garantias efectivas contra a obtenção e utilização abusivas, ou contrárias à dignidade humana, de informações relativas às pessoas e famílias.

3. A lei garantirá a dignidade pessoal e a identidade genética do ser humano, nomeadamente na criação, desenvolvimento e utilização das tecnologias e na experimentação científica.

4. A privação da cidadania e as restrições à capacidade civil só podem efectuar-se nos casos e termos previstos na lei, não podendo ter como fundamento motivos políticos.

in:

Constituição da da República Portuguesa


Se fosse um vulgar cidadão, tinha levado um amasso de porrada da GNR,... como é bankster , os bófias é que em vez de fazer cumprir a lei e levarem o meliante para o posto, amocharam e piaram fininho. É só corrupção! ACORDA POVO!


20/12/2012
Cliente de banco mal vestido atendido na rua





O empresário, Paulo Ribeiro, dono de uma sucata, nem queria acreditar quando foi obrigado a receber 169 euros em plena rua, depois de o gerente da uma dependência bancária em Celeirós, Braga, se ter recusado a atende-lo no balcão, justificando que o homem estava ‘mal vestido’.

“Vinha do trabalho e passaram-me um cheque de 169 euros. Como o banco fica no caminho, decidi ir levantá-lo, mas fui posto na rua por estar mal vestido. O gerente disse-me que pensava que eu era romeno. Isto é racismo! Acabei por ser atendido na rua. Ele foi lá dentro com o cheque e entregou-me, cá fora, o dinheiro. Isto nunca me tinha acontecido. Nem nunca pensei que fosse possível. Andamos a trabalhar e a pagar impostos para sermos tratados desta forma”, lamenta o empresário, natural de Figueiredo, Braga.

Indignado com a situação, Paulo pediu o livro de reclamações, que lhe foi inicialmente recusado: “Disse que só o dava depois de eu tomar banho e vestir outra roupa”.

A GNR foi chamada ao local e tentou identificar o gerente do banco mas, segundo Paulo Ribeiro, sem êxito. “Disse que não se identificava e que se as autoridades quisessem identificar alguém que identificassem o banco”.


O banco abriu um procedimento interno para apurar os factos que efectivamente ocorreram, processo esse que continua em curso.

TODOS A PARTILHAR ESTA CRIMINOSAVERGONHA!

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Reunião do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu: Transcrição Conferência de Imprensa do Presidente do BCE Mario Draghi Goldman Sachs Trilateral Bilderberg Boy; Trabalho de Christopher T. Mahoney Ex-Vice Presidente Moodys



Transcrição da Conferência de Imprensa de Draghi

Para a conveniência dos leitores, Christopher T. Mahoney limpou a transcrição da de conferência de imprensa dada por  Mario Draghi Governador do BCE no passado dia 04 e Outubro na Eslóvenia, toda a transcrição do que se seguiu à reunião mensal do conselho de governadores do Banco Central Europeu.

Nós fizemos a tradução via google, fizemos parte da correcção manual da tradução, mas d o conteúdo, decidimos publicar antes da correcção integral.

Artigo original em inglês - Original article in english: European Revolution Portugal, Spain, Greece, Italy, Ireland: Southern Europe Must Revolt Against Price Stability"; Christopher T. Mahoney Ex-Vice President Moody's

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Declaração introdutória para a conferência de imprensa e posteriormente Q & A

Mario Draghi, presidente do BCE,

Eslovénia, 04 de Outubro de 2012


Senhoras e Senhores Deputados, o Vice-Presidente e eu estamos muito felizes em recebê-los para a nossa conferência de imprensa. Eu gostaria de agradecer ao governador Kranjec pela sua amável hospitalidade e expressar nossa gratidão especial á sua equipe pela excelente organização da reunião de hoje do Conselho de Administração. Vamos agora informar sobre o resultado da reunião de hoje.

Com base na nossa analise económica e monetária regular, decidimos manter as taxas de juro directoras do BCE. Devido aos altos preços de energia e aumentos de impostos indirectos em alguns países da área do euro, as taxas de inflação são esperadas manter-se acima de 2% ao longo de 2012, para depois cair abaixo desse nível novamente no próximo ano e manterem-se ligeiramente abaixo dos 2% em linha com a estabilidade de preços no horizonte relevante para a política de médio prazo.

Em consonância com este cenário, o ritmo sob mentindo da expansão monetária permanece moderada. As expectativas de inflação na área do euro continuou a ser firmemente ancoradas em conformidade com o nosso objectivo de manter as taxas de inflação abaixo, mas próximo, de 2% no médio prazo.


O crescimento económico na zona euro deverá manter-se fraco, com tensões contínuas em alguns mercados financeiros da zona euro e de elevada incerteza pesando ainda a falta de sentimento confiança.



Nossas decisões no que diz respeito ás "Outright Monetary Transactions" (transacções monetárias definitivas) (OMTS) têm ajudado a aliviar as tensões ao longo das últimas semanas, reduzindo assim as preocupações sobre a materializações ou cenários destrutivos. É agora essencial que os governos continuem a implementar as medidas necessárias para reduzir os desequilíbrios fiscais e estruturais e avançar com medidas de reestruturação do sector financeiro.

(Nosso comentário:

O parágrafo anterior, do discurso de Draghi, mostra-nos que os objectivos são nivelar por cima a nível de pagamento de impostos e continuar a roubar os contribuintes para dar aos bancos, sendo inexistente qualquer referência a política social. Tudo para os banqueiros e sem referência a pessoas

No parágrafo abaixo, Draghi fala em manter a política de Estabilização de preços, contra a qual os pa´ses do Sul da Europa se devem revoltar, de acordo com Christopher T. Mahoney Ex-Vice Presidente Moodys

Fim de comentário)


O Conselho do BCE continua firmemente empenhado em preservar a singeleza de sua política monetária e de garantir a transmissão adequada da orientação da política à economia real a toda a zona euro. OMTS nos permitirá providênciar, em "condições apropriadas, uma barreira totalmente eficaz para evitar os cenários potencialmente destrutivos que se apresentam com os severos desafios para a estabilidade de preços na área do euro. Deixe-me repetir o que eu disse se aplica em meses: agimos estritamente dentro do nosso mandato para manter a estabilidade de preços a médio prazo, nós agimos na determinação da política monetária independente, eo euro é irreversível.

Estamos prontos para tomar OMTS de graduação, uma vez que todos os pré-requisitos estão no lugar. Como dissemos no mês passado, o Conselho do BCE considerar a celebração de OMTS ao thatthey Extensão são garantidos a partir de uma perspectiva de política monetária, enquanto condicionalidade do programa seja plenamente respeitado. Gostaríamos de sair do OMTS uma vez que seus objetivos foram alcançados quando ou se houver uma falha em cumprir com um programa. OMTS não teria lugar, enquanto Dado um programa está sob revisão e será retomado após o período de revisão, uma vez programa de conformidade assegurou perna.

Deixe-me explicar agora a nossa avaliação em maior detalhe, a começar com a análise econômica. Área do euro contraiu o PIB real de 0,2%, trimestre a trimestre, no segundo trimestre de 2012, crescimento, segue estável no trimestre anterior. Indicadores econômicos, em resultados de pesquisa particulares, confirmando a continuação da atividade econômica fraca no terceiro trimestre de 2012, em um ambiente caracterizado por uma elevada incerteza. Nós esperamos que a economia da zona euro remainning fraco no curto prazo e recuperar de forma muito gradual lá depois.

O ritmo de crescimento é sustentado por nossos padrão e não-padrão de medidas de política monetária, mas é esperado para remainning atenuada pelo necessário processo de correcção de balanços nos setores financeiros e não-financeiros, a existência de elevada taxa de desemprego e uma recuperação global desigual.

Os riscos em torno das perspectivas económicas para a zona do euro continuou a ser o lado negativo. Elas dizem respeito, em particular, para as tensões em curso nos mercados da zona do euro verschillende financeiros ea repercussão potencial para a economia da zona do euro real. Estes riscos devem ser contida por ação efetiva por todos os decisores políticos na área do euro.

Área do euro a inflação homóloga medida pelo IHPC foi de 2,7% em setembro de 2012, a coisa acordeão com a estimativa provisória do Eurostat, em comparação com 2,6% no mês anterior. Esse número é maior do que o esperado e reflete aumenta sobretudo se enquadra, em impostos indirectos e dos preços denominados em euros de energia. Com base nos actuais preços dos futuros do petróleo, as taxas de inflação poderia remainning em níveis elevados, antes de diminuir para menos de 2% de novo no decorrer do próximo ano.

Ao longo do horizonte relevante para a política, em um ambiente de crescimento modesto na zona do euro e bem ancoradas as expectativas de inflação a longo prazo, encontrando-se sob pressões de preços devem remainning moderada. Os atuais níveis de inflação deve Sugeriu remainning transitória e não dar origem a efeitos de segunda ordem. Nós iremos continuamente acompanhar de perto a novos desenvolvimentos Top de custos, salários e preços.

Os riscos para as perspectivas de evolução dos preços continuou a ser amplamente equilibrados a médio prazo. Riscos ascendentes pertencem a novos aumentos Top dos impostos indirectos, devido à necessidade de consolidação orçamental. Os principais riscos negativos referem-se ao impacto do crescimento mais fraco do que o esperado na zona do euro, no caso de uma intensificação renovada de tensões nos mercados financeiros, e seus efeitos sobre os componentes internos de inflação. Se não for contida por ação efetiva por todos os decisores políticos na área do euro, tal intensificação tem o potencial de afetar o balanço de riscos do lado descendente.

Quanto à análise monetária, dados recentes confirmam o ritmo moderado de expansão monetária sob mentindo. Em agosto, a taxa de crescimento anual do M3 desceu para 2,9%, de 3,6% em julho. Embora esse declínio foi devido principalmente a um efeito de base, os fluxos mensais foram relativamente Também contido. Por outro lado, fortes fluxos mensais em depósitos overnight contribuiu para uma increasement further na taxa de crescimento homóloga do M1 para 5,1% em agosto, em comparação com 4,5% em julho. Este increasefontsize reflete uma preferência por liquidez continua alta em um ambiente de baixas taxas de juros e de elevada incerteza.

A taxa de crescimento homóloga dos empréstimos ao sector privado (corrigida de vendas e titularização de créditos) caiu em agosto para -0,2% (de 0,1% em julho), refletindo uma diminuição da taxa de crescimento homóloga dos empréstimos a sociedades não financeiras para -0,5%, de -0,2% em julho. Por outro lado, o crescimento anual dos empréstimos para a casa segura permaneceu inalterada, em 1,0% em agosto. Em grande medida, a dinâmica dos empréstimos suaves refletem a fracas perspectivas para o PIB, maior aversão ao risco e do ajustamento em curso nos balanços dos porões de casas e empresas, todos Todos que pesam sobre a demanda de crédito. Ao mesmo tempo, em uma série de países da área do euro, a segmentação dos mercados financeiros e as restrições de capital para os bancos restringir a oferta de crédito.

A solidez de bancos balanços será um fator-chave para facilitar tanto a uma "oferta adequada de crédito para a economia ea normalização de todos os canais de financiamento, contribuindo assim para uma transmissão adequada da política monetária para as condições de financiamento dos sectores não financeiros nos diferentes países da área do euro. É essencial sugeriram que a capacidade de resistência dos bancos continua a ser reforçado, quando necessário.

Em suma, a análise econômica indica que a evolução dos preços deve remainning em linha com a estabilidade de preços a médio prazo. A verificação cruzada com os sinais a partir da análise monetária confirma esse quadro.

Outras áreas de política econômica precisam fazer contribuições substancialismo para Garantir uma maior estabilização Top dos mercados financeiros e uma melhora nas perspectivas para o crescimento. Eixo às políticas orçamentais, os países da área do euro estão progredindo com a consolidação. É crucial que os esforços são mantidos para restaurar posições orçamentais sólidas, em linha com os compromissos assumidos no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento e as 2012 recomendações Semestre Europeu. A rápida implementação do pacto fiscal irá desempenhar um papel importante no fortalecimento Também a confiança na solidez das finanças públicas.

Ao mesmo tempo, as reformas estruturais são a consolidação do eixo essencial eixo fiscal e medidas de esforços para melhorar o funcionamento do sector financeiro. Nos países mais fortemente afetação pela crise, o progresso está sendo feito notável na correção de custos unitários do trabalho e Desenvolvimentos em conta corrente. Produto decisivo e mercado de trabalho mais reformas Top Melhorar a competitividade dos países tese e sua capacidade de adaptação.

Finalmente, é essencial para avançar com Europeia institucional. O BCE acolhe favoravelmente a proposta da Comissão de 12 de Setembro de 2012, para um único mecanismo de supervisão (SSM) que envolve o BCE, a ser estabelecido através de um regulamento sobre o Conselho, com base no artigo 127 (6) do Tratado. O Conselho do BCE considera um SSM para ser um dos pilares fundamentais de uma união financeira e um dos principais blocos de construção para uma verdadeira União Económica e Monetária.

Vamos emitir formalmente um parecer jurídico em tudo o que nós vamos, em especial, ter em conta o seguinte, princípios: uma separação clara e robusta entre decisão política e monetária de fiscalização; canais de prestação de contas adequação, uma descentralização de tarefas dentro da SSM, um eficaz quadro de supervisão Garantir supervisão coerente do sistema euro área bancária, e total compatibilidade com o quadro do mercado único, zoals o papel e as prerrogativas da Autoridade Bancária Europeia. Como a proposta da Comissão estabelece uma transição cronograma ambicioso para o SSM, o BCE iniciou trabalhos preparatórios, de modo a ser inicializável para implementar as disposições do regulamento do Conselho, assim que entrar em vigor.

Estamos agora à sua disposição para perguntas.
_____________________________________________________________

Pergunta:
Duas perguntas curtas, Sr. Draghi. A primeira: Você mencionou os riscos negativos para a economia novamente. Houve alguma discussão hoje sobre uma taxa possibleness cortar nos meses para vir?
E a segunda em Espanha: você encontra Espanhol vínculo adequação rendimentos no momento ou são ainda impedir sua transmissão da política monetária?

Draghi:
Quanto à primeira questão, a resposta é não e sobre a segunda questão, não vou comentar.
Mas deixe-me dizer uma coisa que eu esqueci, Marko vai responder a perguntas sobre a Eslovénia hoje, então você vai ter que perguntar a ele sobre a Eslovénia.

Pergunta:
Sr. Draghi, foi a decisão de deixar as taxas inalteradas unânime? Essa é a primeira pergunta.
E o segundo é: o que você acha sobre a publicação da ata muito mais cedo do que 30 anos após as respectivas reuniões?

Draghi:
Quanto à primeira questão, eu diria que não houve discussão. Portanto, foi uma decisão unânime sobre as taxas de juros.

Quanto à segunda questão, Claramente houve declarações de membros do Conselho do BCE verschillende e por mim mostrando uma mente aberta com relação a este ponto, mas é um processo complexo e estamos realmente pensando em como proceder. Há prós e contras. O que você tem que ter em mente é que o BCE é muito Já uma instituição transparente, basta pensar sobre esta conferência de imprensa a cada mês. Há também audiências no Parlamento, entrevistas, discursos ... que eu acho que existem alguns benefícios, na medida em que a comunicação está em causa, com a maior transparência. Ao mesmo tempo, temos de ponderar e avaliar o que isso significa em nosso contexto específico, no contexto europeu, que é diferente da dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Pergunta:
Sr. Draghi, na semana passada, quando anunciou a OMTS, você disse que as questões estavam agora nas mãos de forma eficaz ou governos. Preocupado como você pela maneira que os governos têm respondido? Alguns ministros das Finanças têm sugerido que a ESM pode não estar cobrindo dívidas bancárias legadas por exemplo, e Espanha ainda não pediu um resgate.
E a minha segunda pergunta é sobre a Grécia: como é que o BCE se sentir sobre como retomar os pagamentos sobre os títulos gregos? Teria que se qualificam como financiamento monetário?

Draghi:
Quanto à segunda questão, a resposta é sim, seria qualificar como financiamento monetário. Temos dito várias vezes que qualquer reestruturação voluntária de nossas participações seria financiamento monetário.

Quanto à primeira pergunta, eu poderia dizer que hoje estamos prontos com nossos OMTS. Nós temos um mecanismo recuo totalmente eficaz no lugar, uma vez que todos os pré-requisitos estão no local também. Os governos têm feito progressos em uma variedade substancialismo frentes, tanto no que eu chamo de "países vulneráveis" e em países que estão sob um programa do FMI completo. Você pode realmente ver esse progresso através da placa, tanto quanto a consolidação orçamental, reformas estruturais e também a reparação de algumas das falhas do setor bancário estão em causa. Então, neste momento, é realmente até os governos a decidir o que querem fazer. O mecanismo está no lugar.

Agora a sua pergunta sobre o ESM, nós willhave para avaliar exatamente o que significa, e eu não quero prejudicar o thatwill discussão técnica lugar. Mas temos que lembrar que esta não é uma questão para o BCE, que é uma questão para os governos em questão, é 'o dinheiro, é o dinheiro dos contribuintes Governos. Então, eles vão ter de discutir e tomar uma posição sobre o que exatamente se entende por bens legados.

Pergunta:
Voltar ao OMT, você mencionou que há medidas que precisam acontecer antes de o BCE ativá-lo. Está nas mãos dos governos. Será que enfraquecem a eficácia da OMT, porque você faz-se parte do processo político, tudo o que pode ser demorado e complicado?

E a minha segunda pergunta é sobre o aumento contínuo do desemprego juvenil na Europa e anti-austeridade protestos. Como você está preocupado com o desemprego, o desemprego juvenil ea austeridade está piorando o problema? Obrigado.

Draghi:
A primeira pergunta é sobre a condicionalidade. Vemos condicionalidade como uma parte essencial da ativação da OMT. Eu fiz este momento desde o início. Condicionalidade vai realmente ter papéis verschillende. Primeiro de tudo o que vai reduzir o risco moral por parte dos governos. O segundo papel é willhave é que ele protege a independência do BCE. Sem condicionalidade você certamente tem o que as pessoas chamam de dominância fiscal. Condicionalidade com a independência do BCE é protegido. Há também um terceiro ângulo para isso. Você pode olhar para condicionalidade como uma maneira de criar um aumento de crédito sobre os bônus do país, que é na verdade o objeto ou condicionalidade. Então, é um incentivo para prosseguir as políticas económicas adequadas, todos os que têm benefícios para todas as partes envolvidas. Agora, não vão ser, e com razão, alguns processos políticos, mas olhar para isso de outro ângulo. Você sabe que uma das condições é a assinatura de um memorando de entendimento com o Eurogrupo. Que uma vez que você tem, você tem unanimidade. E você tem toda a Europa que está apoiando este programa politicamente. Por si só, esta é um ingrediente extremamente enérgico no programa.

A segunda pergunta foi sobre o desemprego dos jovens. Estamos completamente compartilhar as preocupações da situação. E, como uma questão de fato, em discursos verschillende membros independentes do Conselho de Administração têm levantado a questão do desemprego elevadas e especialmente focada nos jovens, por parte da população jovem. É um incrível desperdício de recursos e willhave a resolver e pode ser devidamente tratados através da reforma do mercado de trabalho de forma a diminuir a natureza dual dos mercados de trabalho têm tomado, eu diria que nos últimos sete a dez anos, em alguns países europeus. O desafio, claro, é abordar a natureza dual do mercado de trabalho, mantendo-o flexível geral.

Pergunta:
Será que um corte da taxa até ser concebível no momento, dado que o mecanismo de transmissão está quebrado e que haveria qualquer ponto na condução Tal coisa até o OMT tem perna usado ou se houve uma queda sustentável e significativa nos rendimentos dos títulos dos países que têm mercados de títulos em dificuldades? Ou isso é um excesso de ênfase da maneira como você vê esse mecanismo de transmissão quebrada?

E a minha segunda pergunta. Estamos na Eslovénia, no local onde George W. Bush teve a sua primeira cimeira com Vladimir Putin, afterwhich Bush disse que olhou nos olhos de Putin e pude ver sua alma e sabia que era um homem que ele poderia fazer negócios com ele. Eu queria saber se havia algum tempo como hoje entre você e Weidmann Sr.?

Draghi:
Eu gostaria de saber de você que é Putin e que é George W. Bush?
Pergunta:
Isso eu deixo para você.

Draghi:
Quanto à primeira questão, em certo sentido, é uma questão puramente hipotética. Mas que pode ser dirigida por dizer que medidas não convencionais de política monetária estão sendo projetados e implementados quando os padrões não são totalmente eficazes. Caso contrário, estaríamos simplesmente ficar com as medidas de política padrão. Assim, em certo sentido, isso responde sua pergunta.

Pergunta:
Você pode continuar usando medidas padrão, ao mesmo tempo, como a necessidade de implantar os não-padrão?

Draghi:
Bem, temos que ver se podemos reparar os canais de transmissão da política monetária. Nós não especular sobre futuras mudanças nas taxas de juros. Eu acho que o Conselho do BCE avaliou que o nível de preços e da taxa de variação dos preços está em linha com a médio prazo a estabilidade de preços, de acordo com a nossa definição. Então, essa é a avaliação que fizemos sobre a taxa de juros e, como eu disse, não houve discussão.
Mas para responder a sua segunda pergunta, enquanto eu não quero comentar sobre posições individuais, é claro, eu posso dizer que a discussão foi muito construtiva em toda a linha.
Pergunta:
Sr. Draghi, você manter encorajar os bancos a reparar seus balanços. Você acha que thatthey deve ser inicializável usar fundos ESM para isso, para seus problemas de substituir os bem?
E a minha segunda pergunta diz respeito a Espanha: Você acha que as linhas de crédito de precaução para a Espanha deve ser suficiente para resolver os problemas financeiros espanhóis?

Draghi:
Quanto à primeira questão: quando eu disse que não tem progresso significativo perna, eu incluído o reparo dos balanços dos bancos. A declaração do Presidente da Autoridade Bancária Europeia (EBA) ontem presente, quando apresentou os números sobre a recapitalização que tem ocorrido até agora, foi reconfortante a este respeito. Assim, a diferença de capitalização que foi grande até dois anos atrás tem perna significativamente reduzida pela zona do euro / bancos europeus.
Em Espanha: é um exemplo em que o progresso significativo tem feito perna. Desafios significativos à frente, bem remainning, mas os progressos na consolidação da frente ou fiscal, reformas estruturais (com o anúncio de um programa de reforma muito grande), e na parte da frente do sector bancário, com a conclusão do teste de estresse, realmente notável se você pensar quantas foram medidas anunciadas, legislado e implementado em um período tão curto de tempo.

Pergunta:
Sr. Draghi, apenas para acompanhar a questão. Isso significa que seria suficiente para a Espanha para seu progresso contínuo em reforma para o BCE de começar a comprar obrigações ou Espanha realmente tem de se comprometer com reformas muito mais severas para você intervir?
E a minha segunda pergunta seria: cerca de um ano atrás, você disse em uma conferência de imprensa semelhantes que você faria verificações periódicas se você está em sintonia com a tradição do Bundesbank ou deflective Se você é a partir dele. Eu queria saber o que a sua avaliação é de hoje, se você está em sincronia, ou quão perto você está?

Draghi:
Sobre o segundo ponto, eu não posso responder de imediato que se a tradição do Bundesbank foram para garantir a estabilidade de preços, o BCE está em plena sintonia com essa tradição.
Quanto à primeira questão, há uma tendência a se identificar com as condições de condicionalidade duras, como você disse. As condições não precisa necessariamente ser punitiva. Na verdade, muitas das condições estão relacionadas com as reformas estruturais, Todos os que têm custos sociais, mas também grandes benefícios sociais. E se as reformas são bem desenhados, o último vai ser maior do que o anterior. Então, se isso é suficiente é até o Governo espanhol a decidir. Cabe aos governos da área do euro para decidir se os programas suficiente - você sabe quais são as condições, você sabe que é necessário submeter um pedido de FEEF / programa ESM. Nós ativamente buscar o envolvimento do FMI no processo. Isso dito, agora temos um mecanismo que é uma barreira totalmente eficaz se Tal pedido vem e se a avaliação do Conselho do BCE Em relação aos canais de transmissão da política monetária permite a ação a ser tomada.

Pergunta:
Eu queria saber se você poderia explicar o seu pensamento em relação a Portugal, porque Portugal não olhar como se tem cumprido os pré-requisitos para a OMT para trabalhar. Então, por que não o Banco Central Europeu comprou dívida Português no mercado secundário?
E então uma outra pergunta, porque estamos na Eslovénia: o Governo esloveno está indo adiante com a criação de uma instituição para assumir os empréstimos inadimplentes dos bancos em troca do fornecimento de-los com títulos do governo. Esses títulos do governo serão elegíveis como garantia, se os bancos apresentá-las?

Draghi:
Portugal é um exemplo dos progressos significativos que eu tenho sugerido antes, ou muito, o progresso muito significativo tem perna que alcançaram. Mais Sobre a situação geral, politicamente falando, é uma situação forte. Obviamente, nós também partilhar plenamente as preocupações que foram overexpressed sobre a situação social difícil, mas a agenda de reformas é firme no lugar. A OMT não se aplicaria a países que estão sob um programa de ajuste completo até - e é isso que eu acredito que eu disse da última vez - até pleno acesso ao mercado, acesso ao mercado tem perna inteira obtida. E isso é porque a OMT não é um substituto para a falta de acesso ao mercado primário. A propósito, nesta frente, entre peças verschillende de notícias positivas que tivemos nos últimos dias, tivemos uma peça em Portugal, ou seja, que, ontem, pela primeira vez, um vínculo de três anos foi emitido, todos os que não é o acesso ao mercado completa, mas marca o início de pleno acesso ao mercado, de modo que na verdade é um pouco reconfortante de notícias.

Kranjec:
Na Eslovénia, você está certo. O Parlamento aprovou uma lei sobre o thatwill agência tentar esculpir ativos podres dos bancos. Mas as modalidades precisas para os títulos de elegibilidade ou tese ainda não decidiu osso, de modo que eu não sou de arranque para dizer se isso seria aceitável ou não. Eu só posso dizer que a piscina ou colateral que está disponível para bancos eslovenos no momento, e suficiente é que ele não é um assunto urgente. Eu entendo que será elaborado em novas medidas Top sobre esta lei.

Pergunta:
Você já viu algum sinal de que o anúncio pura do quadro OMT tem afetação a flexibilização das condições de crédito dos países fracos?
E a minha segunda pergunta é, você já discutiu o que poderia ser uma boa medida para decidir o que é um nível aceitável de fragmentação financeira e que é um nível inaceitável?

Draghi:
Quanto à primeira questão, a resposta é sim.

Pergunta:
Desculpe, porque os números de hoje, os números de agosto, mostram que, especialmente em Espanha, está a piorar.

Draghi:
Houve um substancialismo melhora significativa em todos os mercados financeiros e, em seguida, houve uma correção. Se tirar uma foto agora com relação ao início de agosto, vemos que os spreads de taxa de juro várias ainda estão em um nível abaixo do caminho onde estavam, em julho. Vemos um pedaço reconfortante de notícias, como eu disse antes, sobre Portugal, tendo emitido o vínculo de três anos antes. A segunda notícia boa, na verdade, diz respeito a Espanha, que a Espanha foi concluído quase 90% do seu programa de financiamento para o soberano. Não tem emissão perna considerável por empresas e bancos e, desde então, isso é algo muito querido para os nossos olhos e nós sempre olhar: TARGET2 saldos (ou desequilíbrio) se estabilizaram. Ao todo, o efeito tem perna positiva. Houve a entrada maciça ou depósitos bancários na Itália. Recurso da Espanha para o centro de financiamento bancário caiu no mês passado. Não é ruim, mas no sametime Nós também temos que expressar uma nota de cautela. Primeiro de tudo, a volatilidade ainda é relativamente alta e, por outro, os governos terão de perseverar na reforma Sua ação em todas as frentes: consolidação fiscal, reformas estruturais, o setor bancário e rally mais gene do setor do mercado financeiro.
O que é um nível aceitável de fragmentação? Bem, é difícil dizer. Mas certamente Quando você vê duas filiais da mesma empresa localizadas em dois países diferentes e pagando taxas de juros completamente diferentes para emprestar sua, Quando você ver exatamente o mesmo mutuário individual, dizer que um jovem casal quer comprar um apartamento e pagar uma completamente taxa de juros diferente em hipotecas, então você começa a se perguntar, talvez haja um problema aqui. Então, você olha ao redor e você verá que os fluxos de crédito são normais em uma parte da área do euro, não existem em outra parte, e vêm caindo vertiginosamente cair ainda outra parte. Quando você vê que você tem o crédito generalizada racionamento em algumas partes da zona do euro, quando você vê que há uma correlação muito estranho entre os movimentos das taxas de câmbio e as taxas de juros; ou seja, que a taxa de câmbio aprecia quando as taxas de juros vão para baixo, e vice-versa. Quando você vê que os spreads bid-ask revelam uma profunda falta de liquidez no certainement mercados, Quando você vê que são níveis anormalmente elevados de volatilidade e quando você vê que você tem a inversão da curva de rendimentos, de repente, tudo que depois desaparece logo após um anúncio, então você diz que você tem um nível razoável e possivelmente inaceitável de fragmentação da zona do euro. Mas a questão é realmente que o nível de fragmentação torna-se inaceitável Quando a unicidade da política monetária na área do euro está a ser posta em causa. Porque esse é o momento em que não podemos alcançar o nosso principal objectivo, a estabilidade de preços Manter Ou seja, a médio prazo na área do euro.
Pergunta:
Eu gostaria de voltar à questão dos bancos ruins. O BCE tinha algumas preocupações em relação à criação desta agência ou banco e eu gostaria de lhe perguntar,
Senhor Draghi, se esta observação continua de pé ou você apoia esta, digamos, para a resolução Eslovénia?
E a segunda pergunta é, quais são suas recomendações para Eslovénia respeito à consolidação orçamental? Você acha que a Eslovénia precisa de um resgate?

Draghi:
Eu acho que Marko vai responder melhor a ambas as perguntas, mas em geral, deixe-me dizer que concordamos com a avaliação geral do FMI.

Kranjec:
Só para dizer algumas frases. O BCE fez uma avaliação da lei que foi aprovada e que entendemos no sentido de que a visão era de que a agência, o governo eo banco central devem cooperar estreitamente para decidir como tornar o setor bancário mais resistente.
Eixo para a segunda pergunta sobre o pacote de resgate, eu acho que é muito cedo para dizer qualquer coisa sobre isso. Todos os indicadores macroeconômicos no ponto de tempo para o fato de que se um país adota medidas de estabilização decisivos na consolidação fiscal, nos mercados de trabalho, reformas de embarque e, claro, no sector bancário, não terá de aplicar para um programa, mas no final, como o presidente disse também, em muitos países, principalmente que é uma decisão política. O banco central não pode operar em um ambiente que é inerentemente instável do ponto de vista macroeconômico.

Pergunta:
Como um membro da imprensa eslovena, a minha pergunta é bastante semelhante. A decisão sobre o programa OMT tem contribuído enormemente para acalmar a situação nos mercados. No entanto, os rendimentos dos títulos do governo esloveno remainning bastante alto e superar os rendimentos dos títulos do governo espanhol. O que você acha que são os fatores que podem acalmar esta situação, que é muito preocupante para os cidadãos eslovenos?

Kranjec:
Os spreads que você tem notado nos mercados em nossa opinião não refletem os fundamentos. Você deve levar em consideração que o mercado de capitais para o papel esloveno são muito rasas, as transações são raros e não se pode julgar a mentir sob fundamentos de duas ou três operações. Acreditamos que, com a adopção das medidas de estabilização que eu mencionei antes, os spreads vai cair e eu entendo - não, eu não só compreender, você pode verificar-se - que se espalha caíram. Com a adoção de novas medidas de Top que eu acredito que se espalha vai ficar como eles têm feito em outros países da área do euro.

Pergunta:
Duas perguntas. O primeiro: Como Preocupado Você é que se o programa OMT realmente entra em ação pode rearranjo denaturalise da curva de rendimentos e da curva de rendimentos, como se fosse e carga frente a extremidade curta do espectro de maturidade?
A segunda é sobre a OMT, por si só: Se a OMT é uma medida puramente monetária para reparar a disfunção de um mercado fragmentado, como você pode definir pré-condições políticas? Não é um pouco como o corpo de bombeiros local, me dizendo "Eu só posso ligar a água se você me mostrar que você tem um programa de melhoria do telhado"?

Draghi:
Sobre o primeiro ponto, certamente monitorar a resposta estratégica dos emissores ao nosso programa. A OMT não pretende induzir uma resposta estratégica em favor ou emissão de curto .. Portanto, esta vai ser monitorizado. By the way, eu acho, e isso é a minha percepção puramente pessoal, que todos os países podem precisar de uma OMT que chegou agora, depois de muitos anos de um processo difícil, muito difícil, prazos razoáveis, durações razoáveis ​​em seu estoque de público dívida. É muito improvável que eles vão mudar durações tese em favor de uma emissão de curto prazo. Primeiro, porque eles têm acesso ao mercado. Não é que eles não têm acesso ao mercado. Esses países têm acesso ao mercado. Então não há realmente nenhuma razão para alterar a duração, e você sabe que não são profissionais somente se você alterar a duração, você também tem alguns contras graves. Assim, apesar de tudo, eu acho que isso é improvável. Em qualquer caso, o BCE vai acompanhar de perto esta possível resposta estratégica pelos emitentes.
Eixo para o segundo ponto, eu acho que é apenas o contrário. Eu acho que eu disse algo sobre esta última vez que tivemos esta conferência de imprensa. Quando a OMT foi projetado, tivemos a percepção ea evidência de que havia riscos de cauda na área do euro, ou seja, houve um equilíbrio ruim para os países em mercados certainement certainement. Isso significa que as expectativas eram auto-perpetuar e, no final, iria criar cenários de ruptura. Então é oportuno para o decisor político, Tudo o que neste caso é o BCE a intervir com um programa. Ao mesmo tempo, não devemos esquecer como países tese entrou em um equilíbrio ruim para começar, nomeadamente com más políticas, ou, em alguns casos, não políticas, a todos para um longo período de tempo, enquanto o resto do mundo estava mudando completamente . Portanto, a primeira conclusão foi de que qualquer política monetária não teria nenhum efeito se as outras políticas não se alterou. É por isso que a condicionalidade é tão importante. Eventualmente, como eu disse no início, é o que torna a política monetária eficaz e é o que protege a independência do BCE. Então, eu não iria comprar o exemplo que você deu, eu acho que é realmente uma parte integrante do presente.

Pergunta:
Você está satisfeito com a situação actual em Espanha Tudo o que - e aqui Alemanha - tem dúvidas sobre o resgate? Ou que você esperava uma reação mais rápida do lado político?
E segundo, você acha que a Espanha tem a possibilidade de resolver a crise sem ajuda europeia?

Draghi:
Infelizmente, eu não posso comentar sobre uma das perguntas, porque parar este processo é muito mais uma decisão inteiramente que está nas mãos dos governos. Como eu já disse várias vezes, eu acho que através do programa OMT, o BCE fez possibleness tudo e certamente poderia criar um ambiente que é propício para reformas, porque ele poderia remover o que nós chamamos o risco redenominação. Assim, ele poderia remover riscos de cauda Mas, afinal, a iniciativa está nas mãos dos governos.

Pergunta:
Você falou várias vezes sobre os riscos e os riscos agora redenominação. Rendimentos ter se acalmado desde seu anúncio, em julho e, em seguida, further seu anúncio. Quanto ou riscos teses foram removidos e você acha que ele é apenas um efeito temporário Tudo que será revertido no caso de o programa OMT não é aplicada?
E, segundo, como você fez OMTS dependente de um pedido e os governos parecem ser extremamente relutante em fazer tal pedido, ea transmissão da política monetária, dado que mecanismo ainda está quebrado, você já pensou em qualquer outra solução que você poderia aplicar neste evento?

Draghi:
Bem, sobre a segunda questão: por enquanto, não, eu acho que nós temos a sensação de que foi uma decisão muito importante Tudo que tem muitas dimensões. Tivemos que lidar com todas tese e é agora no lugar. Estamos preparados e temos um mecanismo de recuo totalmente eficaz no lugar. Agora é realmente nas mãos de governos e, como eu disse muitas vezes, o BCE não pode substituir a ação dos governos.

Quanto a saber se o nível das taxas de juro reflecte riscos redenominação, como eu disse antes, estamos considerando uma variedade de indicadores aqui, uma das quais é a taxa de juros e, em seguida, também estamos considerando Aqueles que eu mencionei, nomeadamente o spread bid-ask , a liquidez, a forma das curvas de rendimento e volatilidade. Portanto, há uma variedade de indicadores Todos os que certamente informar a nossa avaliação da política monetária.

Pergunta:
Em relação à recapitalização dos bancos através da ESM, você vê alguma saída possibilidades e se assim for, o que é?
E segundo, os mercados já estão discutindo o ponto em tudo o que você poderia intervir nos mercados no caso de Espanha ou outro país pede ajuda. Você tem um alvo específico ou intervalo alvo?

Draghi:
Quanto à segunda questão, a resposta é Não. Como eu disse, nós estamos olhando para uma variedade de indicadores. E vamos olhar para todos eles, porque temos de efectuar a avaliação política monetária. Qual é o grau de perturbação de nossos canais de transmissão da política monetária? Isso é simplesmente uma questão que temos de responder.
Quanto à primeira questão, como eu disse antes, é realmente muito nas mãos dos governos. Eles tomaram a iniciativa de um ano e meio atrás, para criar o ESM. Agora que está prestes a entrar em vigor, há limitações certainement que estão sendo trazidos para a mesa. Não vai ser uma discussão política e, francamente, não seria certo para o BCE a antecipar o resultado dessa discussão, nem para expressar opiniões sobre ele.

Pergunta:
Eu gostaria de lhe fazer uma pergunta sobre a supervisão dos bancos: como você planeja fazer para garantir que as duas tarefas a Ormed pelo BCE será separado? Na Alemanha, pelo menos, ainda há pessoas importantes que têm muitas preocupações sobre este potencial conflito de interesse. Jens Weidmann, recentemente levantou preocupações tese em uma entrevista, então qual seria a sua resposta?

Draghi:
Eu acho que há uma preocupação muito importante que estamos abordando por meio de uma adequada organização interna. A proposta não nos dá muito mais de uma opção sobre isso. Eu acho que um dos princípios que eu indiquei no início desta discussão era que, se no final, o BCE está envolvido no mecanismo de supervisão única, temos que ter certeza de que tem uma organização Tudo o que garante a separação de facto da política monetária de supervisão. E isso pode ser feito através da plena Delegar a tarefa para o Conselho Fiscal. Felizmente, a proposta da Comissão prevê a possibilidade de o Conselho de Administração delegar todas as tarefas de supervisão ao Conselho de Fiscalização. Assim, a gestão e meios organizacionais internos estão lá. Eu acredito que pode ser alcançado.




Pesadelo Económico Social Europeu: "O Plano Não Está a Funcionar; Austeridade Não É Solução"; "Quando a Verdade é Inimaginável, a Psicologia Humana Encontra Uma Realidade Alternativa Em Que Acreditar"; Opinião de Christopher T. Mahoney Ex-Vice Presidente Agência Moodys




Christopher T. Mahoney Arrasa a Políticada UE BCE diz que: Está na hora de uma revolução na zona euro; o tempo para uma discussão educada terminou



Ver o perfil de Christophe T. Mahoney



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Máfia Financeira Internacional; Manipulação de Mercado Português: Tese do Professor JAWDAT AbU-EL-HAJ da Universidade Federal do Ceará: "Interacções e Práticas Económicas no Capitalismo Globalizado: o Caso da Portugal Telecom";Caso Em Que Até A Sonae do Belmiro Atacaram Mostra A Corporação Em Acção e Quando Os Interesses Do Banco Espírito Santo BES Confundem Portugal



Tese do Professor JAWDAT AbU-EL-HAJ da Universidade Federal do Ceará, Centro de Humanidades, Departamento de Ciências Sociais e Filosofia, publicada na Revista de Ciências Sociais, Fortaleza, intitulada: "Interacções e Práticas Económicas no Capitalismo Globalizado: o Caso da Portugal Telecom", mostra-nos como os interesses corporativos da banca, se sobrepõem aos interesses nacionais, camuflados como interesses de Portugal.

Tese, Português, Máfia, Financeira, Internacional, Manipulação, Mercado, BES, Portugal, Económicas, Capitalismo, Universidade, Corporacção, Acção, Interesses, Banco, Abu El-Haj,

A tese do professor Jawdat Abu El-Haj, mostra-nos o caso da Operação Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Sonae á Portugal Telecom, em que nos convenceram que que tinham sido defendidos os interesses de Portugal, quando na realidade, foram defendidos os interesses corporativos do Banco NAZI Banco Espírito Santo de Ricardo Salgado, sócio membro da Comissão Trilateral Portuguesa e do Cartel de Bancos Inter-Alpha comandado por Rotschild.


No estudo do professor Jawdat Abu El-Haj relativo á OPA da Sonae á Portugal Telecom que copiei integralmente, procedendo, apenas a formatações para melhor realçar a conspiração, é-nos mostrado uma emaranhada teia de interesses comandada pelo Banco Espírito Santo Satânico, em que participaram Wall Street e a City Londrina entre outros pesos pesados da Corporação, conhecida como Corporation.

Na ofensiva em que participaram o Banco Espírito Santo no comando do Cartel Inter-Alpha, a Ongoing (um tentáculo de Ricardo Salgado), a Caixa Geral de Depósitos,o  Brandes Investments Partners, a Merryll Lynch (O Touro Wall-Street Bull, simbolo de Wall Street), o Norges Bank, o Barclays, o Credit Suisse ligado ao Balsemão (Padrinho Bilderberg PortugalMembro do Comité Gestor do Clube Bilderberg e membro da Comissão Trilateral), o BCP, a UBS,o Grupo Citadel, a Paulson & Co. Inc., o Stark & Roth e o raider Joe Berardo (um testa de ferro da banca) e o própio Deutsche Bank no ataque a Belmiro de Azevedo na Alemanha. Na tese, o professor, põe a nu, um polvo de interesses e o modus operandi desta máfia financeira que convencendo a opinião pública que estão a defender os interesses de Portugal, mais não fazem do que apoderar-se de Portugal.

O mesmo se passa com a crise financeira programada pelos "Donos de Portugal" e a Catastroika, Catástrofe Programada a que nos estão a conduzir.


Ver Fórum Portugal Global


Ver Comissão Trilateral Europeia


Banco Espírito Santo, Cartel Inter-Alpha, Ongoing, Caixa Geral de Depósitos, Brandes Investments Partners, Merryll Lynch,  Touro Wall-Street Bull, Wall Street, Norges Bank, o Barclays, Credit Suisse, Bilderberg, Comissão Trilateral, BCP, UBS, Grupo Citadel, Paulson & Co. Inc., Stark & Roth, raider Joe Berardo, banca, Deutsche Bank, Alemanha. polvo, interesses, máfia financeira, opinião pública, Portugal

Segue a Tese:

INTERACÇÕES E PRÁTICAS ECONÔMICAS NO CAPIITALISMO GLOBALIZADO: O CASO DA PORTUGAL TElECOM


Revista de Ciências Sociais, Fortaleza, v. 41, nº 2, jul/dez, 2010, p. 36-56
JAWDAT AbU-EL-HAJ*


RESUMO


A OPA (Oferta Pública de Aquisições) da Sonae sobre a Portugal Telecom, um dos episódios mais polêmicos da vida empresarial portuguesa, é apresentada, aqui, como um estudo de caso revelador das forças propulsoras do capitalismo globalizado. O desenrolar dos eventos mostra como o controle gerencial e as redes de interligação com o setor bancário internacional substituíram a propriedade privada dos meios de produção e a apropriação direta dos excedentes de trabalho como os instrumentos de aquisição de riqueza pelos globalizados conglomerados empresariais.


Palavras-chave: globalização, empresariado, políticas públicas, burocratização e controle gerencial.

ABSTRACT


The OPA (Offer of Public Acquisition), a hostile takeover by Sonae to assume share control of Portugal Telecom in one of the most polemic episodes of Portuguese corporate history, is presented as a case study of globalized capitalism. The sequence of events showed how managerial control and international financial networks, substituted the private property of the means of production and the direct appropriation of surplus labor as instruments of capital accumulation by globalized conglomerates.

Key words: globalization, business, public policy, bureaucratization and managerial control.

* Professor Associado II, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará. CAPES visiting scholar no ILAS-Columbia University (2009-2010). Endereço:
Av. da Universidade, 2995, 1º andar, Benfica, 60020181, Fortaleza/CE – Brasil;
e-mail: jaa@oi.com.br.

O artigo documenta um dos episódios mais polêmicos do mundo empresarial português, iniciado com o lançamento da OPA (Oferta Pública de Aquisições) da Sonae sobre a Portugal Telecom (PT). Considera a derrota da Sonae, de Belmiro de Azevedo, líder da burguesia nacional, sintomática da transição do capitalismo nacional para o globalizado. Não adiantava a riqueza do único bilionário português, seu prestígio e habilidade gerencial. A diretoria da PT, armada com acesso ilimitado aos mercados financeiros e legitimada com a prioridade dada pelo governo à exportação de capital para o Brasil e a África, bloqueia a OPA e sustenta o controle do oitavo maior grupo europeu de telecomunicações. O episódio demonstra como a acumulação do capital continua sendo a finalidade da empresa; no entanto, seus instrumentos não são mais a propriedade privada dos meios de produção, mas o controle das organizações complexas, o acesso às redes financeiras e a legitimidade política da expansão externa. Diferentemente do capitalismo nacional, onde a burguesia sustentava seu domínio pela apropriação direta do trabalho excedente, as novas classes dominantes priorizam o controle de mercados e o exercício de autoridade gerencial. Essa é a nova dinâmica do capitalismo globalizado e o cerne da crise financeira de 2008.


O desenrolar dos eventos está documentado em quatro fases que demonstram como se sustentam as classes dominantes no capitalismo globalizado.


Na primeira, a Sonae avança sobre a PT, defendendo a concorrência como meio para resolver a baixa densidade das telecomunicações. Na segunda, a PT entra em crise interna perante a ofensiva da Sonae, levando à queda do seu histórico dirigente, Miguel Horta.

A terceira fase é marcada pela reação da nova diretoria da PT, liderada por Henrique Granadeiro e seus dois vice presidentes, Zeinal Bava e Rodrigo Costa. Bava assume o controle gerencial e a coordenação com o setor financeiro internacional, enquanto Costa se responsabiliza pela elevação da qualidade técnica e da redução de custos operacionais. A derrota da Sonae já se manifesta na quarta fase. Bava havia assegurado uma nova composição acionária oriunda do setor financeiro. Costa intensifica a apropriação de trabalho, produzindo a mais elevada taxa histórica de lucro da PT com a demissão em massa de empregados.
A capacidade de reação da PT ainda modifica a posição governamental de um apoio tácito a Belmiro de Azevedo para a defesa da internacionalização como vocação natural da PT.


O lançamento da OPA


Eram 20h15min do dia 06 de fevereiro de 2006, quando Belmiro de Azevedo, presidente do grupo Sonae, atendeu ao telefone após, insistentemente, ser indagado por jornalistas quanto ao boato do lançamento de uma OPA para aquisição de uma grande empresa de telecomunicações. Questionavam, inicialmente, se a OPA visava a Portugal Telecom Multimedia (PTM), uma subsidiária da Portugal Telecom (PT) – 8ª maior empresa do ramo na Europa, e com investimentos bilionários na África, Ásia e Brasil.

Belmiro de Azevedo, self-made man do mundo dos negócios, certamente fez jus a sua reputação de ser o empresário mais ambicioso de Portugal contemporâneo. Sim! A PTM entraria nas negociações, porém, o alvo era outro mais grandioso, a própria PT. Durante a coletiva, repetiu numerosas vezes: “É o maior negócio da minha vida!”, dando ares de uma obsessão existencialista, uma predestinação para cumprir uma missão vitalícia.

Às 21h00min, a Sonaecom, presidida por seu herdeiro, Paulo de Azevedo, divulga um comunicado oficializando a OPA e deflagrando, ato contínuo, um dos confrontos empresariais mais memoráveis da história recente portuguesa. A oferta da Sonae para a compra da PT envolveria fundos da ordem de 10% do PIB, constituindo a maior transação financeira jamais vista naquele país. O preço fixado excedia em 16% a última cotação das ações da PT, somando um valor total de € 10,7 bilhões. O sucesso da OPA custaria à Sonae € 11,1 bilhões, financiados através de bancos europeus com maturidade de sete anos e pagamento de 50% do total nos primeiros dois anos. (http://static.publico.clix.pt/docs/economia/opa_pt.pdf).

A aprovação de uma OPA desta envergadura requer um complexo processo institucional, levando, usualmente, sete meses. Três pareceres são necessários para autorizar ou não a transação: 1) o da Autoridade da Concorrência (AdC), que examina o efeito da OPA sobre a concorrência e possíveis práticas monopolistas; 2) o da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que visa resguardar os direitos dos acionistas das empresas envolvidas e 3) o da Agência Nacional das Comunicações (ANACOM), centrada nos direitos dos consumidores. Dentre os três, o parecer da AdC é o único de natureza decisória, embora seja costumeiro que este solicite um parecer técnico, não vinculativo, ao regulador setorial para subsidiar sua decisão final.

Uma vez recebido o pedido da Sonae, a AdC teria 30 dias para emitir um parecer com três possibilidades: negar a OPA, solicitar ajustes para realizá-la ou iniciar uma “investigação aprofundada”. Esta última opção implica um prolongamento do processo administrativo por mais três meses, envolvendo negociações, levantamento de dados, exame de relatórios e depoimentos de especialistas. Caso a OPA seja negada pela AdC, o proponente ainda tem duas opções: recorrer ao Tribunal de Comércio de Lisboa ou ao Ministério da Economia, que poderá declarar a OPA válida “pelos benefícios para a economia nacional”. Porém, esses dois recursos jurídicos jamais foram utilizados em Portugal, por representarem uma intervenção drástica do Estado, em detrimento do consenso político-partidário e das normas da União Européia (Lei da Concorrência, nº 18/2003 http://www.concorrencia.pt/Download/34503461.pdf).

Além do peso jurídico formal das instituições públicas, o governo dispunha de outros dois mecanismos para influenciar os rumos da Portugal Telecom: primeiro, o governo controla 500 golden shares, o que lhe dá poderes extraordinários para designar um terço do conselho da administração, nomear o presidente da empresa e vetar as decisões do conselho; e segundo, além de 1,88% das ações ordinárias com poderes de voto na Assembléia Geral, o banco estatal Caixa Geral dos Depósitos (CGD), sendo o terceiro maior acionista, com 5,11% das ações votantes, exerce papel decisivo na Assembléia Geral.

Contudo, havia outro entrave: sem a “desblindagem” das ações, a autorização da CMVM para a Sonae apresentar uma proposta para os acionistas não teria qualquer efeito prático sobre o controle da PT. A blindagem de ações é uma regra comum entre as grandes sociedades anônimas, funcionando como defesa contra ataques especulativos. Ou seja, a blindagem torna o voto “equânime” em um patamar previamente estipulado: por exemplo, se o acionista A controla 10% do capital, o acionista B, 20% e o acionista C, 30%, todos, nas Assembléias Gerais, se limitarão a
10% dos votos. No caso da PT, seu estatuto reza que nenhum acionista tem direito a voto superior a 10% do capital, ainda que detenha uma parcela maior. Assim, para que haja paridade entre o controle acionário e o peso da votação (“desblindagem”), é necessário que se realize uma Assembléia Geral extraordinária, na qual dois terços dos presentes votem a favor da “desblindagem”. A manutenção da blindagem de ações seria, então, a última linha de defesa da direção da PT contra a OPA da Sonae (Estatuto da Empresa http://www.portugaltelecom.pt/NR/rdonlyres/CC4220E2-E6C7-49F9-BC2C-B8378EA2995A/1436264/Estatutos_PT_SGPS_P_28042009.pdf).

O requerimento da Sonae à CMVM para o registro da OPA, entregue no dia 27 de fevereiro, argumentava a viabilidade do negócio para os acionistas, tendo em vista a aprovação, por parte de 17 bancos internacionais, do preço de € 9,5 por ação, 10% acima da média do valor das ações nos últimos quatro meses na Bolsa de Lisboa. Além disso, o preço refletia uma média compatível com o da Telefônica, Deutsche Telekom, France Telecom, Telecom Itália, Telenor, Belgacom e da OTE. No relatório financeiro da Sonae para CMVM, um fato considerado secundário pela família Azevedo, indicativo, porém, do grau de dificuldade que a empresa enfrentaria durante o episódio, era a ausência de qualquer banco português no financiamento dos empréstimos da OPA. (http://www.cmvm.pt/nr/rdonlyres/f458ceae-f084-4a56-889f-af7cd82a0c0c/6189/fr8140.pdf).

Segundo declarações divulgadas pelo setor bancário português, a OPA representava uma aventura de alto risco para a Sonae. Alegavam que, enquanto em 2004, o volume de negócios do grupo Sonae totalizara € 6,9 bilhões, os lucros líquidos eram pífios, limitando-se a meros € 27 milhões. Naquele ano, o grupo PT, incluindo as suas subsidiárias, arregimentou € 15 bilhões em financiamento, cinco vezes os valores conseguidos pela rival Sonae. Mesmo assim, porém, na opinião dos observadores europeus, inevitavelmente a PT sucumbiria à OPA da Sonae, considerada líder de desempenho em Portugal, com capacidade gerencial e agressividade nos negócios bem maiores do que qualquer outra empresa lusa.

O boicote dos bancos portugueses à OPA apontava um confronto além de meras transações de mercados. Resguardava uma disputa pela hegemonia entre as duas facções principais do empresariado português, a monopolista enraizada no capital bancário e a competitiva. Durante 14 meses, as duas empresas, Sonae e PT, digladiariam-se, polarizando políticos, instituições governamentais e a opinião pública. Enquanto as estimativas mais pessimistas para o desfecho do episódio colocavam meados de setembro de 2006 como prazo limite, a disputa se prolongou até 02 de março de 2007, quando a Assembléia Geral da PT, seguindo a recomendação de Henrique Granadeiro, presidente da empresa, negou a “desblindagem” das ações, vetando a OPA e derrotando, assim, Belmiro de Azevedo.

Nesse episódio, que envolveu estratégias de ataque da Sonae, de um lado, e de defesa da Portugal Telecom, de outro, identifico quatro intervalos possíveis de análise:


A primeira instância, documentada no mês do lançamento, reflete a gestão de Miguel Horta e Costa e é marcada por uma atitude positiva a favor da Sonae, alimentada pelos dados negativos sobre o desempenho do setor;


O segundo intervalo inicia-se em 03 de março de 2006, quando Henrique Granadeiro substitui Horta e Costa no comando da empresa, com poderes extraordinários para estabelecer a defesa contra a Sonae;


A terceira fase começa em 27 de junho, quando a estratégia de Granadeiro objetivou a pacificação da opinião pública e a neutralização do apoio implícito à OPA na Autoridade da Concorrência. Neste momento, o comando da Portugal Telecom inicia uma estratégia financeira apoiada pelo Banco Espírito Santo e comandada por Zeinal Bava, criando um núcleo duro de investidores estratégicos contrários à OPA. A partir dessa data, pela primeira vez desde a sua privatização, as ações da Portugal Telecom, são controladas, majoritariamente, por um conjunto de grandes investidores aliados da administração Granadeiro;


O último intervalo, sob o comando de Rodrigo Costa, o segundo vice-presidente da PT, é identificado a partir fevereiro de 2007, quando a publicação de seus balanços de alta lucratividade eleva os preços das ações além da oferta da Sonae, culminando na rejeição da “desblindagem” das ações pela Assembléia Geral, em 02 de março de 2007.


Primeiro intervalo: o discurso da concorrência como estratégia do empresariado local


O confronto entre Sonae e PT desencadeou a divulgação de vários relatórios sobre a situação das telecomunicações em Portugal. Além da excessiva concentração do setor87% sob o comando da Portugal Telecom –, os dados mostravam que ocupar o 8º lugar no ranking das empresas continentais do ramo, não era suficiente para promover um desenvolvimento interno compatível com os padrões europeus.

Inicialmente, surgiu o problema da concentração, bem acima da média, quando comparada a outros países da região. Na telefonia fixa, das 12 operadoras registradas em atividade, somente 2 eram operantes, contra 9 no Reino Unido, 11 na Suécia e 6 na Dinamarca. O maior provedor português detinha 83% do mercado das ligações telefônicas nacionais em minutos e 75% da quota internacional. A mesma tendência é detectada na telefonia móvel, onde três empresas (TMN, Optimus e Vodafone Telecel) eram as únicas que operavam no mercado português. Esta concentração é replicada na banda larga: enquanto o maior provedor controlava 79% do mercado, a média européia era de 55%. Em países como o Reino Unido, o percentual de concentração era bem menor, limitado a 25%; já na Holanda, este índice atinge 44%, na Suécia, 40% e na Bélgica, 51%. Somente a Alemanha possuía uma média superior à de Portugal, com 87% do mercado controlado por um único provedor.

Segundo, os estudos concluíram que a concentração produziu um desequilíbrio tanto na oferta de serviços entre a telefonia fixa e a móvel quanto na infra-estrutura básica das telecomunicações. A taxa de penetração da telefonia fixa em Portugal praticamente ficou congelada desde a privatização da Portugal Telecom, em 1996 (39%), diminuindo de 42,4% em 2001 para 40,1% em 2005. Novamente a média portuguesa ficou bem inferior aos padrões europeus: Dinamarca, 61,9%; Alemanha, 66,7%; Reino Unido, 56,1% e França 57,2%. Consequentemente, a conversação por minutos na telefonia fixa despencou 60%, entre 2001 e 2005.

Terceiro, o recuo da telefonia fixa assinalou a opção da Portugal Telecom por um modelo centrado na telefonia móvel. Enquanto a média européia indicava uma taxa de penetração em torno de 98%, a média portuguesa subiu para 108%, em 2005. Exceto o Reino Unido e a Suécia, com médias de 110%, a taxa em Portugal era a segunda mais elevada da Europa, superando a Dinamarca (99%), a Alemanha (91%) e a França (75%). Enquanto o percentual de conversação, em minutos, na telefonia fixa, diminuiu em comparação a 2001, a conversão através da telefonia móvel cresceu 143%, no mesmo período, indicando a existência de uma opção estratégica da Portugal Telecom em induzir o desenvolvimento da telefonia móvel em detrimento da telefonia fixa. O resultado dessa decisão gerou um desequilíbrio estrutural na infra-estrutura básica. De fato, os dados mostravam que 38% dos domicílios portugueses possuíam apenas telemóvel, o dobro da média européia (18%), e que 9% de todos os domicílios não tinham acesso a qualquer meio de comunicação, representando a segunda pior taxa do continente.

Quarto, além dos gargalos infra-estruturais, o desequilíbrio do modelo de telecomunicações elevou o preço dos serviços e estancou o acesso à banda larga. Em 2004, a média de uma cesta de serviços residenciais de telefonia fixa era € 45,92, 74% mais elevada do que a média européia, 90% em relação à Dinamarca, 76% ao Reino Unido, e 40% maior do que na França. Esse fato atingiu igualmente o setor empresarial, onde a cesta de telefonia fixa para serviços não-residenciais chegou a € 77,27, isto é, 9% acima da média da UE, 4% do Reino Unido, 115% da Dinamarca e 18% da França. Os elevados preços dos serviços propagaram-se também na telefonia móvel apesar do seu hiper-desenvolvimento. Em 2004, em Portugal, o preço da chamada em rede móvel, por minuto, durante o pico (base de chamada de duração de três minutos) era € 0,208, ou seja, 39% superior ao da Dinamarca, 40% ao de Luxemburgo, 55% ao do Reino Unido e 85% ao da Suécia. A mesma elevação foi constatada para chamadas fora do pico, com o custo de € 0,199, 1.239% maior do que o da Dinamarca, 53% do que Luxemburgo, 48% do que Reino Unido e 77% acima dos valores da Suécia.

Essa tendência de elevação dos preços de serviços é reproduzida nas ligações inter-européias e internacionais. O custo de uma ligação de 10 minutos para um país europeu próximo era de € 2,80, enquanto a média européia era de € 2,10, colocando Portugalna lanternada UE. Uma ligação com duração de 10 minutos para um país europeu distante custava, em 2005, € 3,11, enquanto a média da UE era de € 2,60. Para os EUA, com uma duração de 10 minutos, os portugueses despendiam € 3,11, enquanto a média da UE ficava em € 2,10. Nesta categoria, Portugal ocupava a 20ª posição. Enquanto os demais países pagavam em média, € 5,20 por uma ligação de 10 minutos para o Japão, os portugueses pagavam € 12,69 e ocupavam o 22º lugar.

Quinto, com o estancamento da telefonia fixa, o custo da banda larga em Portugal ficou 62% acima dos preços da média européia. Por exemplo, enquanto a France Telecom-Orange da oferecia uma mensalidade de € 29,90 por acesso de 8MB, a British Telecom cobrava € 26,85, TV a cabo, € 45,98, Cabovisão, € 40, Sapo, € 49,50 e Ar Telecom, € 45,98 (http://www.oecd.org/document/10/0,3343,n_2649_33757_37486858_1_1_1_37441,00.html).


O relatório da Arthur D. Little sobre as telecomunicações, encomendado pela AdC em 2004, documentou quatro dificuldades da banda larga:


  1.  a velocidade e a qualidade eram 40% abaixo da média européia;
  2.  Portugal era um dos mais concentrados dos países da EU, com 84% do mercado controlado por uma única empresa;
  3.  a baixa penetração dos PCs bloqueava o ingresso da população na era digital e
  4. a limitada difusão da educação tecnológica deixou 22% da população à margem do uso da internet. Relativamente à adesão à banda larga, quatro impedimentos foram mencionados pelos entrevistados portugueses:
  • i) a dificuldade de ter uma linha telefônica fixa;
  • ii) o custo elevado dos PC; iii) os preços dos serviços, os segundos mais caros na Europa e superiores às taxas americanas e japonesas e iv) as limitadas opções para escolher planos de acesso.


Os resultados do relatório da Arthur D. Little foram confirmados pelo Eurobarómetro, em um estudo encomendado pela Comissão Européia. Através de dados compilados entre 07 de dezembro de 2005 e 11 de janeiro de 2006, descobriu-se que 82% dos portugueses não tinham acesso à internet a partir de casa. Dos 18% com acesso à internet domiciliar, 72% o faziam através da banda larga. Em uma inversão do padrão europeu, cujo acesso via ADSL é a norma, em Portugal, a deficiência infra-estrutural da telefonia fixa exigia que 59% dos usuários acessassem via cabo, ficando o sistema ADSL limitado a 39%. Em países tais como o Reino Unido, a ADSL responde por 73% de acesso à banda larga, alcançando 96% na França e 86% na Suécia e Finlândia. A menor taxa de ADSL entre o grupo desenvolvido da UE foi a da Dinamarca com 59%. Este fato significava um acesso bem mais oneroso em Portugal do que nos outros países europeus. Os preços normalizados (corrigidos pelo PPC) da oferta de 512Kbps, através da ADSL em Portugal, eram estimados em € 51,83 mensais, isto é, 62% acima da média européia e 480% mais elevado em relação à Alemanha, 230% superior à da Holanda e da Bélgica e o dobro do Reino Unido. Para o Eurobarómetro, o gargalo português residia na excessiva concentração, já que 91% dos serviços da banda larga eram fornecidos pela Portugal Telecom enquanto o concorrente, a Cabovision (aqui o autor refere-se á Cabovisão), se limitava a 6% (http://www.concorrencia.pt/Download/050715_ADL_Broadband_Benchmark_Report_pub.pdf).

Outros estudos tais como o da ECTA (European Competitive Telecommunications Association), através do seu Broadband Scorecard, posicionaram Portugal na 13ª colocação entre 15 países de penetração da banda larga (número de assinantes por 100 habitantes) com uma taxa de 12,6%, enquanto a média européia era de 15,9%. Portugal ficou somente à frente da Grécia e da Irlanda. O último levantamento da OCDE revelou que o número de subscritores em Portugal passou de 1.031.491 para 1.355.602, assinalando um crescimento na ordem de 24%, porém, aquém da taxa de aumento de 33% dos países da OCDE (http://www.ectaportal.com/en/basic663.html). Os números da pesquisa revelaram, ainda, um recuo, iniciado no primeiro semestre de 2005, da 10ª para 12ª posição, entre os 25 países da UE (www.apritel.org/apritel/press/down/APRITEL Entrevista Comunnicacoes 2006).

Finalmente, os dados da ANACOM indicaram uma diminuição dos investimentos internos da Portugal Telecom para subsidiar a internacionalização de suas operações. Apesar de a empresa controlar 87% do mercado de telecomunicações, os seus investimentos em Portugal caíram pela metade entre 1998 e 2004 como conseqüência do seu ingresso no Brasil com a compra da Telesp, passando a representar 51% dos recursos privados investidos no setor de telecomunicações brasileiras. Conseqüentemente, enquanto o número de empregados nas filiais externas da Portugal Telecom aumentou em torno de 750% entre 1996 e 2004, os empregos domésticos diminuíram 26%.

Os retornos para a empresa com a transferência de investimentos para países com salários mais baixos foram, obviamente, estrondosos. Estima-se que entre 1996 e 2003 os custos operacionais foram cortados em 42%, porém, o retorno por empregado em unidades de 1.000 euros subiu, no mesmo intervalo, 270%. Aparentemente, a liderança da Portugal Telecom no mercado português serviu para alavancar os seus investimentos internacionais, produzindo altos lucros sem necessariamente ter efeitos positivos tanto sobre a geração de empregos domésticos quanto nos investimentos na infra-estrutura compatível com os padrões europeus (http://www.anacom.pt/render.jsp?categoryId=520#horizontalMenuArea).

A divulgação dos relatórios críticos da imprensa induziu um clima favorável à OPA, na opinião pública, e um apoio nos círculos políticos tanto do PS (Partido Socialista) como do PSD (Partido Social Democrata). Em 06 de março, o primeiro ministro José Sócrates defendeu a separação entre as redes fixas de cobre e cabo para reduzir os controles da PT sobre o mercado.

Segundo intervalo: crise interna e mudança de comando da Portugal Telecom


O desenrolar oficial da OPA começou em 27 de março de 2006, quando a CMVM autorizou a Sonae a adquirir até 10% das ações da Portugal Telecom semdesblindagem” de estatuto, tendo quatro exigências:
a) pagar o preço de € 9,5 a ação, estipulado pela OPA, além dos dividendos anunciados para 2005;
b) negociar a compra antes da realização da assembléia-geral da PT, para evitar hostilidades com a Comissão executiva;
c) pagar os dividendos no prazo de 30 dias após a decisão da assembléia e d) comunicar qualquer transação à Anacom (http://dossiers.publico.clix.pt/noticia.aspx?idCanal=1647&id=1247040).

Paralelamente, a CMVM requisitou da PT relatórios da auditoria da empresa Delloitte & Touche para esclarecer a fonte de recursos dos dividendos (no valor de três bilhões de euros) a serem distribuídos aos acionistas até 2008. O pedido foi estendido aos resultados contábeis da PT que, havia registrado, em 2005, um lucro de € 654 milhões, o maior da sua história. (“Sonae vai utilizar empresa holandesa para lançar OPA sobre Portugal Telecom”, Diário Económico, 01 de março de 2006).

Junto ao registro da OPA na CMVM, a Sonae, com o intuito de apaziguar possíveis relutâncias das agências reguladoras, anexa a sua concepção do modelo das telecomunicações. A empresa faria ofertas na rede fixa, negócio grossista, televisão a cabo e acesso a internet via banda larga. E, para afastar as especulações de intenções monopolistas, Paulo Azevedo comprometeu-se a não ultrapassar 50% do mercado fixo, desfazendo-se ou da rede de cobre ou de cabo (http://www.cmvm.pt/nr/rdonlyres/a017aca9-6d55--4f0e-befb-fec6f25e7739/6066/fr8144.pdf este link foi o unico testado). No caso específico da telefonia móvel, justificou a fusão entre TMN e Optimus em função da presença da Vodafone, a maior empresa européia do ramo, como uma exigência competitiva frente à pressão externa (http://www.destakes.com/especial/opa_sonae_pt).

A opinião geral mostrava que o sucesso da OPA era uma questão de tempo. Porém, a mudança no comando da Portugal Telecom, em março de 2006, desviou os rumos do confronto. Com o apoio do Banco Espírito Santo e CGD, Henrique Granadeiro substituiu, no comando da empresa, Miguel Horta Costa, um dos últimos da velha guarda da Portugal Telecom e o mentor da sua expansão internacional, principalmente no Brasil. Com esta nomeação, o confronto entra em nova fase, marcada por uma defesa estratégica da Portugal Telecom, aproveitando as suas duas principais vantagens comparativas: o apoio do setor bancário português e o controle do mercado de telecomunicações.

No dia 03 de março do mesmo ano (2006), Henrique Granadeiro assume com poderes extraordinários, acumulando a presidência executiva (CEO) e a presidência não-executiva (Chairman). Sua escolha foi imposta pelo maior acionista português e o terceiro em volume, o Banco Espírito Santo. Henrique Granadeiro representava uma mudança significativa na direção da Portugal Telecom. Até então, o poder da empresa emanava da sua posição privilegiada de monopólio das telecomunicações, em Portugal. A cultura organizacional refletia a tradição do BES (Banco Espírito Santo), com suas alianças com investidores internacionais e acesso privilegiado aos mercados do circuito cultural lusitano na África e no Brasil. O lançamento da OPA e a divulgação de novos dados sobre o atraso das telecomunicações tornou a administração de Horta e Costa insustentável. Granadeiro era, portanto, o “tipo” ideal para assumir o comando em um período no qual tanto os ventos políticos quanto o próprio desempenho ameaçavam a continuidade da empresa: auxiliado por um novo conjunto de de gerentes financeiros e técnicos de larga experiência internacional inicia, então, a reação contra a Sonae!

Diferentemente do quadro gerencial anterior da PT, Granadeiro traz uma nova cultura empresarial, orientada para a produção de resultados e agilidade de respostas identificadas com setores financeiros mais agressivos, tanto na mobilização de investimentos externos quanto na captação de poupança interna.

Em grande medida, Granadeiro representa uma convergência entre as duas facções do capital financeiro português. A primeira, representada pelo BES, surgiu do complexo empresarial anterior à revolução de 1974. A segunda se estrutura com o BCP, propulsor de ingresso das novas classes médias urbanas no mercado consumidor nas duas décadas posteriores à revolução de 1974. Enquanto o BES dependia de um acesso privilegiado ao mercado interno e colonial, como catalizador de alianças com o capital financeiro internacional, o BCP fazia as inovações gerenciais para captar a poupança interna e agilizar o crédito para o consumo de massa.

Ao lado de Henrique Granadeiro, dois novos vice-presidentes, Zeinal Bava2 e Rodrigo Costa3, dividiam o comando. O primeiro no planejamento financeiro e o segundo garantia a primazia técnica à PT A presença de Bava como indutor da internacionalização da Portugal Telecom é marcada pela negociação com a Telefônica para criar a Brasilcel, em dezembro de 2002. Visando facilitar a integração dos investimentos das duas multinacionais é nomeado para as diretorias da Tele Sudeste Participações, da CRT Celular Participações, da Tele Leste Participações e da Tele Centro Oeste Celular Participações.

Sua projeção na PT é coroada em maio de 2003, ao se tornar o diretor executivo da PT Multimedia, cargo que mantém até abril de 2006, quando alcança a vice-presidência do grupo, na gestão de Henrique Granadeiro. Em 28 de março de 2008, é eleito presidente da Comissão Executiva da PT, tornando-se o principal gestor do grupo. Essa indicação, patrocinada pelo Banco Espírito Santo, foi uma retribuição à derrota da OPA da Sonae na qual Zeinal Bava era tido como seu principal articulador.

Terceiro intervalo: maioria acionária e controle gerencial, estratégia de Zeinal Bava


A estratégia de defesa de Henrique Granadeiro seguiu a receita clássica de elevar os preços das ações além da oferta da OPA. O primeiro passo foi dado no dia 06 de março, quando a PT anunciou a distribuição de dividendos, até 2008, no valor de três bilhões de euros, o equivalente a € 0,385 por ação. O segundo, uma medida utilizada anteriormente por Zeinal Bava para atrair pequenos investidores interessados em lucro rápido, foi a share buy-back, a requisição das próprias ações. Nestas circunstâncias, a diretoria compra lotes de ações, provocando uma subida brusca de preços e uma “correria” de pequenos investidores. Esta opção foi bloqueada pela CMVM no dia 06 de abril, exigindo que o buy-back passasse pelo aval da assembléia extraordinária. Com esta medida, a CMVM anulava os poderes extraordinários de Henrique Granadeiro de tomar decisões que influenciassem os rumos da OPA.

Fracassadas as estratégias clássicas contra a OPA, Granadeiro, Bava e Costa partem para uma nova linha de defesa mais complexa, envolvendo três metas: a neutralização tanto da opinião pública como das instituições governamentais no apoio à Sonae; uma reorganização acionária para criar um grupo estratégico de investidores e uma recuperação da lucratividade para elevar os preços da Portugal Telecom a níveis inalcançáveis pela Sonae.

A primeira defesa procurou deslocar a disputa do terreno das definições políticas do modelo de telecomunicações português para o terreno estritamente empresarial. Granadeiro e seus assistentes sabiam das dificuldades da Portugal Telecom em convencer a opinião pública da sua contribuição ao desenvolvimento do setor, à luz dos relatórios negativos divulgados na imprensa. O terreno empresarial e, principalmente o financeiro, era bem mais favorável face às ligações históricas de Granadeiro com o BCP e ao apoio irrestrito do Banco Espírito Santo e da Caixa Geral dos Depósitos, fato que garantia o suporte do setor financeiro português e, consequentemente, o bloqueio da Sonae ao crédito local. Uma semana após o convite feito a Granadeiro, o BCP, maior banco português, declarou sua objeção à OPA. Com isto, os dois maiores bancos portugueses se uniram contra as pretensões de Belmiro de Azevedo.

A falta de parceiros financeiros portugueses levou Belmiro de Azevedo a contratar três bancos europeus, a custos mais elevados, para financiar a OPA: o BNP Paribus, a Societe Générale e o Sanpaolo IMI. Assim, além dos encargos financeiros mais pesados impostos à Sonae, esta ainda foi enquadrada como aliada do capital externo francês, conspirando contra um dos marcos empresariais do país, a Portugal Telecomgrupo que projetava a imagem de um autêntico capital nacional, apoiado por grandes empresários portugueses que desfrutavam de uma credibilidade incontestável.

Na tentativa de anular os fatores políticos, Granadeiro pressionou o Primeiro Ministro a declarar sua neutralidade na disputa. Adicionalmente, induziu a ANACOM a questionar a qualidade técnica dos relatórios da AdCinstituição que havia contratado consultores internacionais para examinar os entraves das telecomunicações. A disputa dos relatórios seria uma estratégia de Granadeiro para adiar, ao máximo, a decisão da AdC, enquanto reforçava a sua articulação com o setor bancário português.

Em 29 de março de 2006, o objetivo de neutralizar a ação governamental mostrou-se frutífero, quando o Primeiro Ministro José Sócrates retratou-se frente às críticas iniciais à concentração e à demanda pela separação entre telefonia fixa e a cabo, como meio para aumentar a concorrência na oferta dos serviços. O recuo de Sócrates retirou o Estado da disputa, deixando as duas empresas à mercê dos recursos privados.

No dia 04 de abril, teve início a fase dos relatórios quando a AdC requisitou parecer técnico à ANACOM. O que era um procedimento padrão para autorizar ou recusar a OPA, transformou-se em uma disputa acirrada entre as duas instituições, prolongando-se até 05 de dezembro de 2006, quando a AdC, em seu parecer final, contrariou as recomendações da ANACOM de negar a OPA. O primeiro relatório técnico da ANACOM parecia corroborar as intenções da Sonae, ao admitir que a aprovação da OPA beneficiaria o consumidor. O relatório identificou o problema da concentração e recomendou a “separação da propriedade ou da exploração das duas infraestruturas de rede desde que se verifique um aumento da intensidade concorrencial…”. A OPA aceleraria a introdução da triple-play (oferta de voz, dados e televisão na mesma linha) e, eventualmente,introduziria VOIP (Voice over IP) e televisão sobre IP. Essa posição reafirmava as declarações anteriores apresentadas pela Sonae, quando esta se comprometera a limitar a sua fatia da rede fixa em 50%, desfazendo-se de um dos seus componentes, fixo ou a cabo. Nesse relatório, a ANACOM considerou a OPA uma operação legítima, embora solicitasse a apresentação de mais dados para verificar sua viabilidade.

Posição similar foi reiterada pelo presidente da AdC, no dia 26 de abril, na Apritel, durante a cerimônia de assinatura do protocolo de criação do simulador de tarifas. Abel Mateus deu a entender que a OPA era um fato admissível, todavia, pendente dos “remédios” da AdC à Sonae. Apesar do apoio verbal à OPA, as duas instituições governamentais desentendiam-se em relação aos “remédios”. Colidiam dois modelos de concorrência. Enquanto a AdC acreditava que a centralização de 67% da telefonia móvel nas mãos de uma única empresa nacional promoveria a concorrência, ao exigir da Vodafone, o único investidor externo, a introdução de serviços mais acessíveis e tecnologias mais aprimoradas, a ANACOM, por outro lado, considerava a OPA prejudicial à concorrência da telefonia móvel, uma vez que reduzia o número de agentes econômicos de três para dois, além de favorecer a dispersão do fixo com a separação das duas redes. Como conseqüência da discórdia entre as duas reguladoras, o Ministro das Obras Públicas e Comunicações, visando evitar o desgaste do setor, demandou uma solução negociada, levando a AdC a solicitar, em 17 de maio de 2006, uma “investigação aprofundada” do objeto em apreço. Henrique Granadeiro e sua equipe saíram novamente vitoriosos ao adiar em, no mínimo três meses, o parecer definitivo da AdC.

No dia 27 de setembro, a AdC divulgou uma prévia de seu relatório. Embora não se opusesse à OPA, requisitou da Sonae a adoção de seis “remédios” para evitar a concentração: 1) separação horizontal da rede fixa, entre o fixo e a cabo, e verticalmente entre os negócios grossista e retalhista; 2) venda de uma das duas redes fixas e a cabo ou cobre; 3) devolução das freqüências de acesso fixo via rádio; 4) transparência na conduta para os investidores interessados na nova empresa; 5) desmembramento dos negócios de conteúdo da PT e 6) fácil acesso ao mercado de operadores móveis virtuais, inclusive na rede fixa.

Apesar de considerar os “remédios” excessivamente duros, a Sonae aceitou as exigências da AdC como medidas conciliáveis com os seus propósitos de ampliar sua presença na telefonia móvel e oferecer triple play na rede fixa. Imediatamente após a prévia da AdC, o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações declarou que o Estado não utilizaria as suas ações preferenciais (os 500 golden shares) para bloquear a OPA.

Enquanto a bolsa de valores tomava a OPA como fato consumado, Paulo Azevedo mostrava cautela, ao perceber a resistência velada da ANACOM. Embora o artigo 30 da Lei da Concorrência considere de natureza consultiva os pareceres da ANACOM, prevalecia um respeito implícito da AdC às suas recomendações.

No caso da OPA da Sonae existia uma complicação adicional, pelo fato de Paulo Azevedo ter firmado um entendimento, no ato da apresentação da justificativa da OPA, obrigando-se a acatar as demandas da reguladora por mais lamentáveis que fossem.

A cautela demonstrada por Paulo Azevedo tinha fundamento. Amado da Silva, presidente do Conselho de Administração da ANACOM, admitiu que os seus técnicos, desde a deflagração do confronto, divergiam da AdC sobre os “remédiosnecessários para garantir a concorrência. Enquanto a AdC se contentava com a separação entre a telefonia fixa e a cabo, a ANACOM exigia a devolução de uma das duas licenças da telefonia móvel para a reguladora. Essas posições constavam nos relatórios técnicos encaminhados à AdC em 24 de julho, 11 e 18 de agosto (de 2006), estabelecendo um prazo máximo de seis meses para que uma das duas licenças de telefonia móvel fosse devolvida.

Percebendo a ameaça embutida nos relatórios da ANACOM à autorização da OPA, a Sonae propôs a venda de uma das duas redes fixas, a separação entre os negócios grossista e retalhista e a criação de uma operadora móvel virtual (http://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=356819). Contudo, os novos “remédios” da Sonae não divergiam, em essência, da proposta inicial de limitar a separação à rede fixa.

No dia 11 de julho, entretanto, a Sonae endureceu sua posição quando, em entrevista, Paulo Azevedo declarou que a OPA só teria sentido se a fusão da TMN e Optimus fosse autorizada pela AdC. Para reforçar o seu argumento, a Sonae recorreu ao nacionalismo. Para Paulo Azevedo, a integração da TMN (PT) e Optimus formaria uma empresa nacional com 63% do controle da telefonia móvel contra 37% da multinacional Vodafone. Com um terço do mercado português e acesso a recursos financeiros externos, a Vodafone ainda assim teria condições suficientes para concorrer. Em outra entrevista ao Diário Económico, Belmiro de Azevedo argumentou que a Vivo havia perdido 17% do mercado brasileiro, desde 2004, e registrava prejuízos financeiros constantes como reflexo da submissão da PT à Telefónica da Espanha. Nesse sentido, a OPA devolveria a Portugal a soberania sobre um setor estratégico liderado por uma empresa local estável e sólida, capaz de concorrer com outras operadoras européias.

No dia 03 de agosto, o impasse institucional se agravou, quando a AdC autorizou a fusão entre TMN e Optimus, contrariando as recomendações da ANACOM que exigia a separação jurídica das duas operadoras. Entre 11 e 24 de outubro, a discórdia entre as duas instituições públicas se intensificou. A AdC defendia uma política de competitividade nacional, enquanto a segunda assumia uma concepção neoclássica de concorrência. Para a ANACOM, a posição da AdC não teria efeito caso não promovesse a separação jurídica entre Optimus e TMN (ou simplesmente a devolução de uma das licenças para a reguladora) após a OPA. No dia 20 de novembro, a AdC entregou uma proposta reiterando sua posição inicial, enquanto a ANACOM, no dia 23 de novembro, devolveu o relatório com 28 objeções, rejeitando o raciocínio da AdC e citando o perigo de oligopolização do mercado português no segmento da telefonia móvel.

No mesmo dia da divulgação das objeções da ANACOM, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, convocou o presidente da AdC para exigir uma solução definitiva. Sob pressão, o presidente da AdC, Abel Mateus, divulgou, no dia 05 de dezembro, um parecer definitivo favorável à OPA, ao incorporar parte das críticas da ANACOM, principalmente sua insistência na devolução de uma das duas licenças da telefonia móvel para a reguladora. Quando a Sonae, para facilitar a decisão final, consentiu em cumprir as exigências da ANACOM, a AdC considerou suas demandas atendidas (http://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=425317). A autorização da OPA tornou-se mais enfática no dia 11 de dezembro, quando a AdC recusou a expansão do prazo em dez dias, a pedido da PT, para discutir uma suposta participação da France Telecom na OPA da Sonae.

Abel Mateus defendeu sua decisão a favor da OPA, embasando-se nos ganhos para os consumidores e o setor de telecomunicações português. Além da consolidação competitiva de empresas portuguesas capazes de fazer frente à competição internacional, os consumidores teriam mais opções com a entrada no mercado das operadoras virtuais. No dia 12 de janeiro, a CMVM registrou a OPA da Sonaecom sobre a PT, estabelecendo o período de 16 de janeiro a 09 de março de 2007 para a compra de ações no valor de € 9,50 para PT e € 9,03 para PTM.

Paralelamente à batalha para provocar umainvestigação aprofundada”, Granadeiro deflagrava sua segunda linha de defesa. A reorganização acionária da Portugal Telecom induzia ao êxito de investidores estritamente financeiros e ao ingresso de acionistas aliados da administração. O primeiro dos investidores antigos a se retirar foi o Capital Group Companies, que, em oito de março, reduziu sua participação de 4,4% para 3,63% ou 1,82% das ações votantes. A ABN AMRO, que manteve seus investimentos financeiros até o dia 12 de maio de 2006, inclusive dobrando sua participação para 3,63%, praticamente desfaz suas ações no dia 12 de junho, ficando com 1,28% do capital social. Outros antigos investidores financeiros a aumentarem e em seguida retirarem, respectivamente, sua presença na PT foram JP Morgan (de 2,07% das ações votantes, em 22 de maio para 1,96% em 01 de junho); Credit Suisse (de 2,13%, no dia 25 de maio para 1,22% no dia 19 de julho) Deutsch Bank (de 2,07% para 0,73% das ações votantes, no dia 19 de junho) e Telexpress (último investidor financeiro na PT a reduzir sua participação que caiu para 1,99%).
O Cinvest cresce para 1,95% no dia 07 de junho, mantendo, contudo, sua participação. (http://www.portugaltelecom.pt/InternetResource/PTSite/PT/Canais/Investidores/Pressrel/Noticias/2006/)

A construção de uma preponderância acionária começou em meados de julho, prolongando-se até a assembléia geral, realizada em 08 de março de 2007, quando a “desblindagemde ações foi rejeitada por uma maioria esmagadora de acionistas. A consolidação do núcleo duro de investidores estratégicos iniciou-se formalmente no dia 28 de julho de 2006, quando o empresário Nuno Vasconcelos, proprietário do grupo Ongoing e acionista do BES, comprou as ações de Patrick Monteiro de Barroso maior investidor individual da PT – e declarou sua oposição à OPA.

Três dias após a transação, José Berardo, empresário do setor imobiliário, adquiriu uma quantia igual, apoiou a nova direção da PT e criticou a Sonae por desvalorizar a PT. Paulson & Co, um fundo Hedge, repentinamente passou a controlar 2,34% das ações, enquanto a Telmex, no dia 11 de agosto, se tornou o quarto detentor de ações com 3,41%. A entrada da Telmex, controladora da Claro no Brasil e principal concorrente da Vivo, foi uma incógnita. Enquanto alguns analistas especulavam sobre a existência de uma OPA rival, outros achavam que Carlos Slim (controlador da Americel) apoiaria a Sonae, como alternativa à Telefónica no controle da Vivo. No dia 15 de novembro de 2006, Barclays comprou 2,07% das ações, seguido pela UBS, no dia 6 de fevereiro, e Stark & Roth, outro fundo Hedge, adquiriu 2%, no dia 23 de fevereiro. O Credit Suisse, que havia reduzido a sua participação, voltou a controlar 2,34% das ações, no dia 23 de janeiro de 2007 (http://www.portugaltelecom.pt/InternetResource/PTSite/PT/Canais/Investidores/Pressrel/Noticias/2007/).

Entre agosto de 2006 e março de 2007, consolida-se, portanto, uma maioria de investidores estratégicos. Enquanto no dia 11 de agosto de 2006 nove acionistas com mais de 2% controlavam 43,88% das ações, na véspera da decisão da Assembléia Geral, treze acionistas detinham 51,37% do total, a maior margem desde a privatização. A nova distribuição transferiu a decisão para uma maioria identificável, reduzindo, assim, a margem de risco de vendas aleatórias dos pequenos acionistas. Era notório que os novos ingressos apoiavam a decisão da Assembléia Geral em rejeitar a OPA da Sonae. O Hedge fund Paulson & Co., por exemplo, declarou no dia 23 de fevereiro que se posicionava contra a OPA, admitindo que, a pedido da direção da PT, recolhera fundos para fazer frente a Sonae. Stark & Roth, também fundo Hedge, comprou 2,12% das ações da PT no dia 23 de fevereiro, declarando em seguida o seu apoio a Granadeiro.

Credit Suisse não somente criticou a OPA, como foi além, vendendo suas ações da Sonae, enfraquecendo sua posição na bolsa e alimentando rumores sobre a sua inabilidade em honrar os pagamentos. No dia 28 de fevereiro, a direção da PT comunicou que o fundo Hedge Citadel havia se tornado o sexto maior detentor de ações da PT, comprando 2,37% do seu total. Nesta data, 14 acionistas com mais de 2% do capital da PT ampliaram o controle para 53,73% do total. Um dia antes da assembléia geral da PT, a maioria a favor da administração havia alcançado 55,04% do total, conforme Quadro I.

Quadro I – (Re)distribuição percentual de cotas de ações inter investidores, no período de 2005 a 2007


Quadro I – (Re)distribuição percentual de cotas de ações inter investidores, no período de 2005 a 2007

Empresa

15/06/05 11/08/06 23/02/07 28/02/07 01/03/07 01/03/07 08/03/07

Barclays (1)

2,07 2,07 2,07 2,69 2,06

BES

9,2 8,36 8,08 8,08 8,08 10,66 7,77

BPI

2,5

Brandes

7,1 8,51 7,67 7,67 7,67 10,12 7,41

Capital Group

5,4 2,04

CGD

5 5,14 5,11 5,11 5,11 6,74 5,11

Cinveste

2,4

Citadel Horizon

2,37 2,37 3,2

Credit Suisse

2,34 2,34 2,34 3,08 2,13

Fidelity

2 2,09 2,09 2,09 2,09 2,75+ 2,09

Joe Berardo

2,07 2,07 2,07 2,07 2,69 2,07

Ongoing

2 2 2 2 2,64 4,17

Paulson & Co

2,34 2,34 2,34 2,34 3,08 2,34

Stark & Roth

2,21 2,21 2,21 2,91 2,21

Telefónica

9,7 9,96 9,96 9,96 9,96 9,96 9,96

Telmex

3,41 3,41 3,41 4,71 3,41 3,41

UBS AG

2,02 2,02 2,02 2,66 5,42

Total

43,3 43,88 51,37 53,73 55,04 66,6 58,19

Fonte:
http://www.portugaltelecom.pt/InternetResource/PTSite/PT/Canais/Investidores/Pressrel/Noticias/2010.

Quadro II – Data de ingresso do investidor


Quadro II – Data de ingresso do investidor no Capital da Empresa

Empresa

DataIngresso

Barclays (1)

15/11/06

BES



BPI

Brandes



Capital Group



CGD



Cinveste

Citadel Horizon

Data de entrada da Citadel Horizon no capital social da Portugal Telecom 23/02/07

Credit Suisse

Data de entrada do Credit Suisse no capital social da Portugal Telecom 23/01/07

Fidelity



Joe Berardo

Data de entrada de Joe Berardo no capital social da Portugal Telecom 31/07/06

Ongoing

Data de entrada da Ongoing no capital social da Portugal Telecom 28/07/06

Paulson & Co

Data de entrada da Paulson & Co no capital social da Portugal
Telecom 09/08/06

Stark & Roth

Data de entrada da Stark & Roth no capital social da Portugal
Telecom 23/02/07

Telefónica

Data de entrada da Telefónica no capital social da Portugal
Telecom 22/04/04 a 12/04

Telmex

Data de entrada da Telmex no capital social da Portugal Telecom 11/08/06

UBS AG

Data de entrada da UBS AG no capital social da Portugal Telecom 06/02/07

Quarto intervalo: a autoridade gerencial como instrumento da apropriação do trabalho excedente


Enquanto a reorganização acionária teve a marca de Zeinal Bava, a reação técnica foi encabeçada pelo mais recente vice-presidente da PT, Rodrigo Costa. A nova direção reconhecia que, em última instância, somente a subida das cotações das ações da Portugal Telecom nas bolsas de valores, para além dos € 9,50 por ação, garantiria a rejeição da OPA. Na prática, isso implicava a obtenção de lucros e dividendos superiores aos anos anteriores. A reestruturação interna da Portugal Telecom envolvia um spin-off (autonomização) da Portugal Telecom Multimedia e a fusão entre suas operadoras fixa e móvel com o fito de reduzir custos, otimizar instalações e elevar lucros.

A reestruturação interna da PT começou em 03 de agosto, quando foi anunciado o spin-off (separação gerencial com perspectiva de vendas de ações) da PT Multimedia (detentora da TV Cabo e cinemas Lusomundo) para expandir a oferta de dividendos, de € 3 bilhões para € 3,5 bilhões. Além disto, o spin-off agregaria aos acionistas mais 4 ações da PT Multimedia para cada 25 da PT. Isso implicaria um acréscimo no valor de € 1,47 para cada ação da PT. No mesmo dia, Henrique Granadeiro acusou a Sonae de oferecer um valor demasiadamente aquém do valor real da PT. Contra atacando a OPA como estratégia de monopolização, ressaltou que, enquanto a Sonae objetivava a concentração do mercado, a PT, com o spin-off da PT Multimedia, aumentava a concorrência nos setores de cabo, internet e cinema. Zeinal Bava, vice-presidente da PT, em entrevista ao Diário Econômico, complementou a ofensiva de Granadeiro, questionando o poder da Sonae em honrar os juros anuais de € 800 milhões, sem contar com a amortização da dívida, tendo lucros totais, em 2006, em torno de € 600 milhões. As duas declarações faziam parte da mesma estratégia de mostrar uma PT bem posicionada para assumir seus compromissos, e sendo gerida por administradores especializados nas telecomunicações, ao passo que a OPA da Sonae se movia estritamente pela especulação financeira, comprometendo o sistema português de telecomunicações em uma iniciativa irresponsável (http://www.portugaltelecom.pt/InternetResource/PTSite/PT/Canais/Investidores/Pressrel/Noticias/2007/COM071107.htm).

No dia 24 de agosto, a PT despacha seu projeto de reestruturação para o Ministério de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, formalizando o spin-off da PT Multimedia e a unificação da PT Comunicações (telefonia fixa) com a TMN (móvel) em uma empresa designada PT Portugal, com 9 milhões de clientes. Referia-se ao modelo adotado pela Telefónica da Espanha e pela British Telecom como um novo padrão organizacional imprescindível para assimilar a nova tecnologia IPTV (televisão através da rede de cobre). Para Henrique Granadeiro, o modelo europeu das telecomunicações encaminhava-se no sentido de evitar a concorrência entre fixo e móvel, oferecendo ao consumidor uma plataforma única de triple play (fixo, móvel e cabo). A fragmentação de serviços, em sua opinião, encareceria as tarifas e promoveria uma ineficiência no aproveitamento da infra-estrutura física e tecnologias disponíveis. Para permitir a convergência entre fixo e móvel, o spin-off da PT Multimedia foi adiado para 2008. Essa decisão conseguiu evitar uma exigência tanto do governo português quanto da Comissão Européia para reduzir o seu controle do mercado. Ao protelar, a PT reiterou sua intenção de insistir na liderança incontestável no mercado português. O plano da PT, na prática, implicava uma separação vertical entre cabo e fixo com a venda da PT Multimedia, mas mantinha o monopólio da telefonia móvel através da TMN.

Os dados da ANACOM, todavia, revelavam que o spin-off da PT Multimedia ainda não teria o efeito esperado sobre a concorrência na telefonia fixa. A PT controlava 71,6% da banda larga, em 2006, com uma taxa de penetração de 13,8%. Apesar do aumento de 23% dos assinantes, de 2005 até a finalização do processo, o peso da PT Multimedia diminuía em relação às outras subsidiárias do grupo.

Desagregando-se os dados da ANACOM por operador, percebe-se a inversão de importância entre as PT Comunicações e Multimedia. A partir de 2006, a PT Comunicações passou a fornecer serviços de banda larga para 44,1% dos clientes contra 23% da PT Multimedia; 10,1% da Cabovisão; 9% da Novis e 6% da Oni. Como a Portugal Comunicações já detinha o dobro de clientes da PT Multimedia, a separação horizontal proposta pela PT através do spin-off da Multimedia teria um efeito insignificante sobre a concentração do mercado, atingindo menos de um quarto dos clientes (http://www.anacom.pt/streaming/sit_comunicacoes07.pdf?contentId=742578&field=ATTACHED_FILE).

O objetivo de manter o monopólio do mercado português foi complementado pela reorganização acionária a favor dos investidores financeiros. Essa aliança histórica, costurada desde a privatização, residia em um pacto estratégico em torno da internacionalização de investimentos, principalmente para a África e o Brasil.

Em entrevista ao Sol, Granadeiro resumiu sua intenção:


(...) de criar as condições para a existência de um grupo acionista com perspectivas de médio e longo prazo para a empresa, que consolide a PT no mercado interno e no internacional, particularmente nas geografias em que já opera, no Brasil e em África, sem prejuízos de outras operações de menor porte, que também temos na Ásia. Essa visão estratégica precisa de um grupo acionista mais coeso e motivado, com uma perspectiva de longo prazo para a empresa.

Em janeiro de 2007, intensificaram-se as acusações mútuas entre Belmiro de Azevedo e Henrique Granadeiro. No mesmo dia do registro da OPA na CMVM (12 de janeiro), Granadeiro acusou a Sonae de minimizar o valor real da PT, enquanto Belmiro questionou a viabilidade financeira dos dividendos.

No dia 01 de fevereiro, pela primeira vez desde o lançamento da OPA, Ricardo Salgado, presidente do BES, engrossou a contra ofensiva da PT. Anunciou que, caso a OPA da Sonae hesitasse, o BES venderia a sua participação por não acreditar nem nas intenções e nem na liderança de Belmiro de Azevedo.

Para Salgado, a então administração da PT, com suas estratégias de internacionalização, representava uma direção mais segura e experiente. A posição do BES foi referendada em 05 de fevereiro pela Associação de Acionistas Minoritários da PT, criada para defender os interesses dos detentores de menos de 2% do capital, quando da solicitação de uma audiência com a AdC e a CMVM, para esclarecer os motivos da autorização da OPA.

No dia 08 de fevereiro, o equilíbrio de forças definitivamente pendeu para a PT, quando Granadeiro apresentou o relatório anual referente a 2006. Para surpresa dos analistas de mercados, o lucro de € 866,8 milhões, além de ser o maior de sua história, superava todas as previsões dos analistas financeiros.
Dresdener Kleinwort publicou nota, informando que a taxa de lucro de 38% havia superado suas estimativas.

Para Bear Stearns, os resultados excederam em 15% as suas previsões. Lisbon Brokers, com todas as suas expectativas otimistas, surpreendeu-se com a magnitude de lucro previsto, na melhor das hipóteses, não exceder € 850 milhões. A analista do Banif, Teresa Martinho, imediatamente avisou aos acionistas que a Sonae teria que rever seu preço de € 9,50, enquanto o BCP reiterava suas objeções à OPA e recomendava um preço mínimo de € 11,50 (http://www.telecom.pt/NR/rdonlyres/83A7DC06-8C27-47F2-8C8C-080E6C18E592/1386213/FY06_presentation_por.pdf)

O aumento de lucro foi impulsionado por resultados positivos no segundo semestre e uma redução drástica de despesas principalmente nos custos da mão-de-obra. No primeiro semestre, o lucro chegou a € 211 milhões, incluindo os ganhos fiscais de € 53 milhões. No segundo semestre o ganho praticamente dobrou para € 401,5 milhões, atribuído à queda dos impostos sobre rendimento. O mais impressionante, contudo, foi o corte de despesas, que caíram em € 315 milhões. Somente com as demissões, a PT reduziu seus custos em € 229 milhões. Esses dados resultaram do Programa de Reestruturação de Activos Humanos, forçado pela PT sobre a Comissão dos Trabalhadores, que previa a demissão de 2.500 empregados entre 2006 e 2008. Para evitar a OPA, aparentemente, a Comissão não somente aprovou o plano de demissões como passou a defender Granadeiro e sua equipe, temendo uma reestruturação mais drástica sob a direção da Sonae.

Surpreendida, a Sonae envia um comunicado, no dia 15 de fevereiro, à CMVM informando a elevação da sua oferta para € 10,5 por ação com custo total de € 16 bilhões. Este valor representava aproximadamente € 05 bilhões a mais do que o previsto no lançamento da OPA, em fevereiro de 2006. No anúncio, a Sonae explicou que havia assegurado € 14,75 bilhões através de um consórcio de oito bancos europeus, nenhum português: Banco Santander, Banca IMI, BNP Paribus, Société Générale, Banco Bilbao Vizcaya, Caja Madir, La Caixa e WestLB. Alegou que o motivo do aumento era transformar uma “OPA hostil em amigável união”. Ato contínuo, a CMVM deu um prazo de cinco dias (até 21 de fevereiro) para o Conselho de Administração deliberar sobre a oferta e, em seguida, convocar uma Assembléia Geral, em 02 de março, para decidir a “desblindagem” dos estatutos da empresa. No decreto a CMVM proibia a Sonae de aumentar o preço além dos € 10,50, condicionando o lançamento de uma nova OPA à existência de outra oferta concorrente. Na ausência destas condições, a Sonae seria impedida de lançar outra OPA em um prazo de 12 meses, contados do dia da Assembléia Geral (http://dossiers.publico.clix.pt/noticia.aspx?idCanal=1647&id=1285837).

Granadeiro reagiu ironicamente: “não faço idéia de qual a motivação ou fundamento que a Sonae encontrou para contradizer de forma tão clara os argumentos repetidos com tanta insistência de imutabilidade do preço da OPA”. Ademais, acreditava que a subida de preço era insuficiente para decidir a questão. O Conselho de Administração faria reunião e convocaria uma assembléia geral para decidir o impasse no dia 02 de março. Granadeiro rebateu ironicamente Belmiro, sugerindo à Sonae que apresentasse seus resultados de 2006 antes da Assembléia Geral. O núcleo duro liderado pelo BES, o investidor madeirense José Berardo e o controlador da Ongoing Nuno Vasconcelos, somando 12,15% das ações da PT, confirmou que apesar da elevação dos preços pela Sonae decidira votar contra a “desblindagem”.

No mesmo dia, o BCP reiterou sua posição de desaconselhar a venda de ações por € 10,50, estimando o preço mínimo equivalente a € 11,50, enquanto o Banif Investment Bank colocou como cota mínima € 10,80.

O mercado, dando mais um sinal de crédito para Belmiro de Azevedo emplacar a OPA, valorizou em 27% os preços das ações da Sonae ou €8,90. O clima otimista foi motivado pelas declarações da Telefónica, que se mostrou favorável à “desblindagem”, defendendo, pela primeira vez abertamente, as intenções da Sonae. Apesar do entusiasmo do mercado financeiro, a corretora de valores WestLB AG registrou uma reviravolta, ao perceber que o recuo da Sonae de sua oferta inicial de € 9,50 abalara a confiança dos investidores. Após meses de insistência em sustentar o preço original de € 9,50, Belmiro, em poucas horas, modifica repentinamente para € 10,50 a oferta, demonstrando insegurança sobre o verdadeiro valor da PT

Na véspera da Assembléia Geral, iniciam-se as últimas manobras dos investidores estratégicos, liderados por Ricardo Salgado, para intimidar os aliados da Sonae na Assembléia Geral da PT. Pressionando diretamente a Telefónica da Espanha, o presidente do BES declarou que a empresa seria convidada a se retirar do Conselho e desfazer a sua parceria com a Vivo. Tal declaração sobre um assunto de estreita responsabilidade gerencial revelava o peso verdadeiro exercido pelo BES no Conselho de Administração da PT. Essas reações foram complementadas com uma contraproposta fatal à OPA, lançada por Henrique Granadeiro, às 19 horas do dia 20 de fevereiro. O que designou como “o preço da pazreunia duas medidas que aumentavam radicalmente a remuneração dos acionistas como incentivo à rejeição da OPA. Em vez dos € 3,50 bilhões de dividendos prometidos entre 2006 e 2008, o novo valor passaria para € 6,20 bilhões. A proposta contemplava um share-buy-back (recompra de ações próprias) dentro do limite permitido pelo CMVM, de € 2,10 bilhões para € 11,50 por ação; distribuição de 180,6 mil de ações da PT Multimedia no valor de € 02 bilhões e o resto em dividendos, pagos entre 2007 e 2009, na seguinte ordem: € 0,475 em 2007; € 0,575 em 2008 e € 1,75 em 2009.

Para Granadeiro, o share-buy back serviria tanto para blindar a empresa contra futuras OPAs como para assegurar aos acionistas que a direção da empresa honraria seus compromissos com os investidores.

Apesar da nova oferta da PT, uma semana antes da Assembléia Geral, 08 dos 13 analistas financeiros entrevistados pelo Canal de Notícias acreditavam no êxito da OPA da Sonae. A principal fonte de otimismo continuou a ser a posição favorável da Telefónica à “desblindagem”. Porém, a percepção de que a operadora espanhola – quarto maior grupo mundial – se posicionava como aliado estratégico de Belmiro em troca de possível acordo clandestino em torno da Vivo teve um efeito inverso. Ricardo Salgado acusou a operadora espanhola de conspirar contra um “projeto nacional” ao incentivar o “desmembramento” da PT. Referiu-se a tal acordo secreto com a Sonae que comprometeria 50% da Vivo para a Telefônica, em troca de apoio à OPA.

Para Salgado, o projeto nacional implicava continuidade do modelo de telecomunicações controlado por uma empresa hegemônica que utilizava o mercado interno como plataforma de exportação de capital para o círculo cultura lusófono. Enquanto Salgado mostrava clareza política, a reação da Sonae foi confusa e tímida. Paulo Azevedo rebateu vagamente, afirmando que a Sonae “era a única empresa que mostrou… que pode estar em condições de garantir que a Portugal Telecom continue a ser uma empresa com controle nacional”.

As notícias negativas para a Sonae pioraram no dia 23 de fevereiro quando o grupo canadense Brandes Investment Fundo terceiro maior investidor, com 7,37% das ações da PTdeclarou que o preço de € 10,5 oferecido na OPA, “está significativamente abaixo do valor justo…” e que não intencionava vender as suas ações e nem apoiar a “desblindagem”.

Pela primeira vez, desde o lançamento da OPA no início de 2006, a Sonae sofreu uma punição na bolsa de valores, despencando 5,38% e anulando todos os ganhos adquiridos após a sua subida de preços, no dia 15 de fevereiro.No último relatório do BCP sobre os melhores investimentos portugueses, emitido antes da Assembléia Geral, a PT passou à primeira colocação, com expectativas de valorização de 13%. Apesar de a Sonae melhorar o seu desempenho no relatório, subindo no ranking para o terceiro melhor, ficou com menos da metade do potencial da PT. Consequentemente, a Credit Suisse reagiu vendendo 1.505.600 ações e reduzindo sua participação na Sonae para menos de 2% do seu capital.

O colapso das bolsas de valores no dia 27 de fevereiro não alterou as cotações da PT e da PTM.

Apesar das perdas pesadas da Bolsa de Lisboa, a Merrill Lynch, assessora do Conselho de Administração, em sua defesa contra a OPA, sustentou a liquidez da PT comprando, no mínimo, metade dos sete milhões de ações transacionadas na bolsa de valores. Convém relembrar que Zeinal Bava era o responsável, na Merrill Lynch, pelo arquivo da PT e, desde 2003, como diretor financeiro, era conhecido pela prática da valorização de ações a partir de share buy-back. Como a PT não poderia utilizar esta estratégia no período da OPA, por determinação da CMVM, a Merrill Lynch assumiu esse ônus.

No dia 27 de fevereiro, a Sonae lança sua última incursão para conquistar os investidores indecisos, oferecendo € 5,7 bilhões em dividendos (€1,80 bilhões em 2007; € 2,10 bilhões em 2008: € 700 milhões em 2009 e € 1 bilhão em 2010) para os acionistas que votassem a favor da OPA e optassem por permanecer na empresa. Fora os € 10,50 por ação oferecidos pela Sonae, os prêmios acumulariam € 5,10 por ação, até 2010. Além da proposta financeira, a empresa de Belmiro de Azevedo comprometia-se com a CMVM a realizar uma OPV (Oferta Pública de Venda) de todas as ações acima dos 60% adquiridos na OPA, permitindo aos acionistas o direito de aumentar os seus investimentos na nova empresa até o limite de sua participação anterior à compra pela Sonae. Finalmente, aceitou repartir com os acionistas os valores da venda de ativos comercializados após a OPA.

O mercado reagiu bem à proposta da Sonae, elevando o valor de suas ações em 8%. Porém, o esforço da Sonae para apaziguar o núcleo duro da resistência fracassou. A primeira reação veio de Nuno Vasconcelos, aliado e acionista do BES, ao duvidar da credibilidade da proposta e da habilidade da empresa em honrar sua palavra. José Berardo, outro acionista minoritário, aliado de Granadeiro, acusou a Sonae de “desonestidade”, alertando que a empresa não disporia de recursos suficientes para pagar suas dívidas, quanto mais os dividendos. A Sonae rebateu advertindo que seus dividendos seriam pagos em dinheiro e não em benefícios, a exemplo da proposta da PT.

A primazia da Portugal Telecom: monopolização interna, internacionalização do capital e subdesenvolvimento social.


No dia 02 de março de 2007, finalmente, o futuro da OPA seria decidido. Na reunião da Assembléia Geral, pela primeira, 62,53% dos acionistas da Portugal Telecom estavam presentes. Para a Sonae, a “desblindagem” das ações da PT já seria uma tarefa difícil, pois eram requeridos, no mínimo, dois terços das ações presentes, enquanto que, para manter a blindagem, a direção da PT precisava somente de um terço. Em outras palavras, na reunião da Assembléia Geral, a Sonae precisava do apoio de 44,9% dos presentes, contra 22,4% da direção da PT. Os sinais de derrota da Sonae já apareciam antes da Assembléia, quando o governo português, detentor de 500 golden shares, declarou que se absteria da votação, deixando para os acionistas privados a decisão final sobre os rumos da empresa. A CGD (Caixa Geral dos Depósitos), detentora de quase 6% das ações, apesar de não antecipar seu voto, havia dado sinais de que apoiaria a direção de Granadeiro, seguindo a tendência do setor bancário português.

Após diversas manobras da Sonae para adiar a decisão, às 15h00min, os acionistas votaram, dando vitória esmagadora à direção da PT. Dos presentes, 55,3% votaram contra a “desblindagem” das ações, enquanto 44,7% a favor. Aparentemente, a estratégia de Granadeiro e sua equipe funcionaram de acordo com o previsto: durante um ano neutralizaram o Estado, ganharam a simpatia dos sindicatos apesar das pesadas demissões, construíram uma maioria estratégica dentro da Assembléia Geral e produziram fabulosos lucros que elevaram as cotações das ações da PT além da oferta da Sonae. Todavia, em última instância, foi o apoio decisivo do setor bancário português à sua direção que garantiu a vitória. Granadeiro foi capaz de aglutinar no mesmo bloco de apoiadores os dois maiores rivais (o Banco Espírito Santo e o BCP), angariar adesão sólida do banco estatal (CGD) e de atrair investimentos dos hedge funds interessados em lucros rápidos e fáceis.

Quadro III – A votação para a “desblindagem” ou não das ações da Portugal Telecom


Quadro III – A votação para a “desblindagem” ou não das ações da Portugal Telecom

Acionista

Capital detido

Voto

Telefónica

9,96 Desbloqueia

Banco Espírito Santo

8,08 Chumba

Brandes Investments Partners

7,36 ?

Caixa Geral de Depósitos

5,11 Chumba
Telmex 4,7 ?
Ongoing Strategy Investment 3 Chumba
Grupo Citadel 2,37 ?
Credit Suisse 2,34 ?
Paulson & Co. Inc. 2,34 ?
Stark & Roth  2,21 ?
Grupo Fidelity 2,09 ?
Fundação Jose Berardo  4 Chumba
Grupo Barclays 2,07 Chumba
UBS AG 2,02  ?
Governo Português 1,88 Abstenção
ABN Amro 1 Desbloqueia
Sonaecom 1 Desbloqueia
Associação
Minoritários
1 Chumba
Total presença 62,53
Capital que chumba desblindagem 21,19

Fonte:http://www.portugaltelecom.pt/InternetResource/
PTSite/PT/Canais/Investidores/Pressrel/Noticias/2010/

A derrota maculou a credibilidade da Sonae junto aos investidores. No dia 05 de março, suas ações sofreram uma desvalorização de 18%, acarretando uma perda de € 691 milhões. Para estancar o colapso de suas cotações, a Sonae foi obrigada a aumentar seus custos realizando um share buy-back. Enquanto a PT atraía novos investimentos, a sangria da Sonae continuou acentuada. No dia 06 de março, o Deutsch Bank, penalizando a Sonae pela derrota da OPA, reduz sua participação para menos de 1% do seu capital social e, no dia a seguinte, a Sonae perde um contrato importante para a construção de um centro comercial na Alemanha.

A Sonae havia desenhado três cenários, caso a OPA fracassasse: 1) manter seus negócios atuais nas telecomunicações, centrados na Optimus, 2) desfazer-se de seus negócios das telecomunicações, restringindo-se ao comércio e serviços e 3) lançar uma OPA sobre a PT Multimedia para entrar no segmento fixo das telecomunicações. Contudo, as opções da empresa ficaram ainda mais limitadas não somente pelo desgaste refletido na queda brusca do valor de suas ações, mas também por ameaças de possíveis OPA’s contrárias da PT ou da Vidafone contra seu setor de telefonia móvel, a Optimus. Uma OPA da PT contra a Sonae foi cogitada por Granadeiro em entrevista concedida em 05 de março de 2007. Neste mesmo dia, outra ameaça foi lançada por Antônio Carrapatoso, presidente da Vodafone Portugal, sugerindo que a melhor saída para o setor de telecomunicações em Portugal seria a aquisição da Optimus pela Vodafone. Para o presidente da operadora inglesa, embora a PT pudesse lançar uma OPA contra a Sonae.com, para o bem estar da concorrência, o mais saudável seria a aprovação, pela Autoridade da Concorrência, de uma OPA da Vodafone contra a PT Multimedia.

A Sonae havia desenhado três cenários, caso a OPA fracassasse: 1) manter seus negócios atuais nas telecomunicações, centrados na Optimus, 2) desfazer-se de seus negócios das telecomunicações, restringindo-se ao comércio e serviços e 3) lançar uma OPA sobre a PT Multimedia para entrar no segmento fixo das telecomunicações. Contudo, as opções da empresa ficaram ainda mais limitadas não somente pelo desgaste refletido na queda brusca do valor de suas ações, mas também por ameaças de possíveis OPA’s contrárias da PT ou da Vidafone contra seu setor de telefonia móvel, a Optimus. Uma OPA da PT contra a Sonae foi cogitada por Granadeiro em entrevista concedida em 05 de março de 2007. Neste mesmo dia, outra ameaça foi lançada por Antônio Carrapatoso, presidente da Vodafone Portugal, sugerindo que a melhor saída para o setor de telecomunicações em Portugal seria a aquisição da Optimus pela Vodafone. Para o presidente da operadora inglesa, embora a PT pudesse lançar uma OPA contra a Sonae.com, para o bem estar da concorrência, o mais saudável seria a aprovação, pela Autoridade da Concorrência, de uma OPA da Vodafone contra a PT Multimedia maiores depósitos de securities no mundo: Depository Trust Company dos EUA e Chase Nominees Limited de Londres. Importante mencionar que o Depository Trust Company, maior acionista da UBS com 9,95% das suas ações, é o centro coordenador dos investidores financeiros mundiais que, em 2005, manejou transações na ordem de US$ 30 trilhões (04 vezes o PIB americano) e acumulou um volume de movimentos financeiros mundiais em torno de US$ 1 quatrilhão. De sua direção participam os maiores representantes dos bancos internacionais e das corretoras mais sólidas dos mercados de ações, com uma destacada presença da Merrill Lynchassessora de Granadeiro durante a OPA – e corretora na qual Zeinal Bava trabalhava como diretor financeiro junto à Portugal Telecom.

O investidor Nuno Vasconcelos, um dos principais acionistas do BES e aliado da administração da PT, no mesmo dia da Assembléia Geral se tornou detentor de 4,17% das ações votantes, sexto na relação dos acionistas. No dia 07 de março, o presidente da Associação de Pequenos Investidores da PT, Jorge Neto, aparentemente havia representado Nuno Vasconcelos na Assembléia Geral, reforçando a importância do BES na direção da empresa.

No dia 08 de março de 2007, a composição dos acionistas da PT havia se alterado novamente para 14 grandes investidores, controlando 58,19% do capital social, o maior percentual na história da empresa. No dia da Assembléia, Granadeiro deflagrou contra-ataque à Telefónica e ao banco espanhol Santander, o principal financiador da OPA da Sonae.

Primeiro, questionou a continuidade da aliança com a Telefónica, principalmente no Brasil, quanto ao controle compartilhado com a Vivo. Pelas regras da Brasicel, controladora da Vivo, os dois investidores são obrigados a vender suas participações entre si em caso da retirada do investimento. Segundo, no dia 07 de março, o Santander sofreu uma retaliação da Comissão Executiva sob a alegação de apoio financeiro à OPA, quando seus serviços financeiros prestados à PT foram transferidos para a CGD e o BES.

Um novo remanejamento de ações ocorreu no dia 09 de março, quando a imprensa soube da compra de 4,735 milhões de ações pelo grupo Ongoing de Nuno Vasconcelos, aliado do BES, passando de 12ºpara 5º e o segundo entre os acionistas nacionais.

Neste dia, o Hedge Fund Stark & Roth, que havia comprado ações na véspera da Assembléia Geral, reduziu sua presença abaixo da participação qualificadaindicando que o seu ingresso era parte da estratégia defensiva da Comissão Executiva. O novo remanejamento de acionistas indicou duas tendências: maior concentração de ações entre os grandes investidores oriundos do setor bancário e a consolidação de um bloco sólido de apoio à administração da PT. A aliança entre o capital bancário e a administração da PT é revelada na consolidação de um núcleo de cinco grandes investidores (BES, Brandes, UBS, Ongoing e CGD) com 31,06% das ações votantes, apoiados por uma blindagem de pequenos fundos de investimentos (Credit Suisse, Paulson, Fidelity, José Berardo, Barclays, Capital Group e Stark&Roth), os quais acumulam uma participação de 14,59%.

Dois acionistas potencialmente hostis, Telefónica e Telmex, apesar de sua extensa importância no setor de telecomunicações, foram contornados, mantendo somente 13,37% das ações votantes e sob ameaça de
expulsão da empresa.

Apesar da alteração da composição dos investidores, a aliança entre a Portugal Telecom e o setor financeiro continua sólida. A tradicional aliança com Banco Espírito Santo, Caixa Geral dos Depósitos, Brandes e Barclays é reforçada com o ingresso de Norges Bank, o banco central de Noruega e um dos maiores administradores de fundos de pensão da Europa. Outro importante investidor é Visbeira, empresa especializada em projetos de instalação de fibra ótica e cabo e com presença importante em Moçambique e Angola.


Quadro IV – Estrutura acionária da Portugal Telecom em outubro de 2009



Quadro IV – Estrutura acionária da Portugal Telecom em outubro de 2009
Acionista Capital
Social
Voto
Telefónica 10 10
Brandes Investments Partners 9,48 7,52
Banco Espírito Santo 8,63 8,63
Caixa Geral de Depósitos 7,28 7,28
Ongoing 6,74 6,74
Barclays 2,54 2,54
Visbeira 2,01 2,01
Controlinvest Comunicações 2,17 2,17
Barclays Global Investor 2,01 Chumba
Norges Bank 2,01 2,01
Total 52,87 50,91

Fonte:
http://www.portugaltelecom.pt/InternetResource/PTSite/PT/Canais/Investidores/Pressrel/Noticias/2010/


A estratégia de internacionalização da PT foi reforçada no dia 13 de março de 2007, quando Granadeiro declarou abertamente que “… mais importante do que ficar com a operadora Vivo, é permanecer no Brasil”. Três alternativas foram cogitadas: comprar as ações da Telecom Itália no Brasil Telecom e Telemig Celular; adquirir a TIM Brasil ou comprar a Telemar (atualmente Oi). Aparentemente, a TIM seria uma opção superior por seu desempenho altamente positivo. No último semestre de 2006, a TIM conseguiu ocupar o primeiro lugar na receita bruta de serviços, ultrapassando a Vivo, pela primeira vez, desde a privatização. A estratégia internacional da Portugal Telecom, apesar da crise financeira de 2008, não demonstra recuo. Concomitantemente ao anúncio, em 01 de setembro de 2009, de que a Portugal Telecom e a Telefónica transfeririam o seu controle de 32,18% da Meditel para investidores locais por € 400 milhões, intensificaram-se os investimentos em Moçambique e Angola. Numa aliança com o grupo Visabeira, controlador de TV Cabo Angola e TV Cabo Moçambique, e líder na instalação de redes de fibra ótica, concentra a sua presença nos países de língua portuguesa.

O naufrágio da OPA sinalizou um rompimento da aliança estratégica entre Portugal Telecom e a Telefónica da Espanha. No dia 30 de março de 2007, a Portugal Telecom junto com o BES, além de iniciarem uma negociação para a compra das ações da Telefónica na Portugal Telecom, discutiram a possibilidade de compra das participações em Marrocos e Brasil.

Ricardo Salgado, presidente do BES, junto com Henrique Granadeiro, havia mobilizado o Hedge Funds para a compra dos 9,96% das ações controladas pela Telefónica e de sua participação na Vivo.


Considerações finais


A estratégia de defesa da Portugal Telecom consistiu no uso de suas vantagens comparativas para derrotar a Sonae. Inicialmente, evitou que a OPA se transformasse em uma disputa em torno da política de telecomunicações, levando o confronto para o terreno estritamente financeiro. Em seguida, construiu uma maioria de acionistas estratégicos alimentados por investimentos bancários e fundos financeiros de curta duração. Como dispunha do monopólio das telecomunicações em Portugal, reduziu custos e elevou lucros ao ponto de tornar a oferta da Sonae irrisória perante o seu valor potencial no mercado.

Finalmente, estabeleceu uma estratégia internacional de longo prazo sustentada por uma sólida maioria de acionistas ligados ao setor financeiro.


As ações e as reações das duas empresas, em essência, refletiam as origens do capital. Enquanto a Sonae centrava-se no mercado português como fonte principal de sua acumulação de capital, a PT olhava as potencialidades dos investimentos externos. As opções postas evidenciavam duas linhagens distintas da burguesia portuguesa. Enquanto a Portugal Telecom continuava o legado da doutrina pré-revolucionária de tornar Portugal uma ponte de interligação da Europa com a África e o Brasil, a Sonae se formou dentro da conjuntura de mudanças sociais e políticas, trazidas pela revolução de 1974, com ênfase na descolonização, aumento da renda interna e expansão do consumo das classes médias.

O triunfalismo inicial da Sonae, baseado na reputação de Belmiro de Azevedo, tido como o empresário mais bem sucedido de Portugal e um dos símbolos do orgulho nacional, teve apoio natural da opinião pública e dos círculos governamentais.

Todavia, no decorrer do confronto, novas questões influenciaram seus rumos. A estratégia das telecomunicações da Sonae, centrada exclusivamente no mercado português, na prática, tornaria a PT insignificante no continente europeu. Portugal, um país de pequenas dimensões e distante do centro geográfico da União Europeia, teria limitadas possibilidades de crescimento empresarial nas telecomunicações.

Além deste fato, o estilo centralizador de Belmiro e sua insistência em submeter todos os joint ventures internacionais, dentro do mercado português, sob o comando da Sonae, o transformou em persona non grata junto aos bancos internacionais com investimentos na Portugal Telecom. Aliado a isso, suas origens sociais de classe média baixa, além de sua habitual agressividade nos negócios, o transformaram no inimigo mortal do setor bancário português.

Repentinamente, Belmiro de Azevedo conseguiu aglutinar interesses contraditórios à OPA. O governo português percebeu que a tomada da Portugal Telecom pela Sonae ameaçaria o seu status na Europa, minimizando sua projeção externa. Os sindicatos, prevendo uma reestruturação dolente para honrar os custos da OPA, inclinaram-se para a antiga administração. O setor financeiro, temendo o afastamento dos investidores internacionais, decidiu unir-se contra as pretensões de Belmiro de Azevedo.

A OPA revelou que recursos do poder sustentam as classes dirigentes do capitalismo globalizado. Apesar de concordar com a tese da aquisição de trabalho excedente, defendida pela análise marxiana, considera a categoria da propriedade privada dos meios de produção insuficiente no capitalismo corporativo marcado pela separação entre o controle de propriedade e a governança corporativa. Nesse sentido, a dominação social, vista por Weber como a finalidade das ações sociais nas organizações complexas, se transforma na variável determinante da sustentação da classe dirigente. Seu prestígio (ou reputação), tido por Durkheim como o meio de alocação de valores consensuais, derivou-se da posição gerencial e redes sociais. Enquanto a finalidade do capitalismo globalizado continua coerente com a tese de aquisição, em Marx; seus novos instrumentos de sustentação se manifestam na autoridade, em Weber, e na reputação, em Durkheim.

Siglas

AdC – Autoridade da Concorrência
ANACOM – Agência Nacional das Comunicações
ADSL – Assymmetric Digital Subscriber Line ou Linha Digital Assimétrica para Assinante
CGD – Caixa Geral dos Depósitos
OECD –Organization for Economic Co-operation and Development.
CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários
PT – Portugal Telecom

PTM – Portugal Telecom Multimedia
PS – Partido Socialista
PSD – Partido Social Democrata.
Glossário

ADSL - Sigla para Assymmetric Digital Subscriber Line ou “Linha Digital Assimétrica para Assinante”. Tecnologia que permite a transferência digital de dados em alta velocidade por meio de linhas telefônicas comuns.

“Golden shares” – Instrumento de intervenção estatal na atividade econômica, por meio de um mecanismo societário criado em empresas privatizadas.

Fundo Hedge - Os fundos de Hedge, ou Hedge funds, são fundos que adotam um número de estratégias que não podem ser replicadas por fundos tradicionais de investimento, embora isso não implique necessariamente que sejam mais ou menos arriscados.

Embora o nome indique hedge (em finanças, uma estratégia de “hedging” visa proteger operações financeiras do risco de grandes variações de preço em um determinado ativo) não significa que todos os fundos desta categoria utilizem estratégias de hedge para proteger o desempenho de suas carteiras.

OPA - Oferta Pública de Aquisição. Oferta realizada mediante registro – autorização prévia – para compra de ações em circulação em bolsas de valores.

Esse instrumento permite realizar uma oferta pública para compra de ações com objetivo de atender diversas finalidades, tais como: adquirir ações com o objetivo de fechar o capital de uma determinada empresa; aumentar a participação acionária de um investidor (assunção do controle) e adquirir a participação de investidores minoritários em função de uma troca de controle (tag along).
Self-made man – Empreendedor.
SONAE - Conglomerado português nas mãos do empresário Belmiro de Azevedo.

(Recebido para publicação em dezembro de 2009.
Aceito em maio de 2010)

Revista de CiênCias soCiais, FoRtaleza, v. 41, nº 2, jul/dez, 2010, p. 36-56
Download da Tese do Professor JAWDAT AbU-EL-HAJ: Interacções e Práticas Económicas no Capitalismo Globalizado: o Caso da Portugal Telecom
Interacções e Práticas Económicas no Capitalismo Globalizado: o Caso da Portugal Telecom

Notas

1 Henrique Granadeiro começou sua carreira como professor de economia, integrando a Fundação Eugênio de Almeida da Universidade de Évora. Em 1979, chefia a Casa Civil do presidente Ramalho Eanes e inicia a sua carreira pública como embaixador de Portugal junto à OECD (Organization For Economia Co-operation and Development). Retorna à Universidade de Évora, permanecendo até 1987, quando assume a direção do IFADAP (Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e das Pescas). Em 1990, ingressa definitivamente no setor privado, ligando-se durante uma década ao grupo Francisco Pinto Balsemão e administrando Sojornal e Controljornal.

Em 1993, aproxima-se do novo setor financeiro, representado pelo BCP (Banco Comercial Português), ao ser eleito presidente do Conselho Fiscal da sua subsidiária, Seguros e Pensões Gere, e, em 2001, é designado membro do Conselho Estratégico do Banco Finantia. Em 2002, participa do grupo Portugal Telecom ao ser convidado para presidir a Comissão Executiva do grupo Lusomundo Media, empresa adquirida em novembro de 2000. Logo em seguida é nomeado administrador da Portugal Multimedia e, em 2003, é convidado para se integrar à Assembléia Executiva da PT. Como todos os outros administradores da PT, a partir de 2005 ingressa na diretoria da Espírito Santo Resources, a empresa de financiamento do Banco Espírito Santo.

2 Zeinal Bava, apesar de engenheiro eletrônico de formação pela Universidade de Londres, iniciou a sua carreira como gestor, em 1989, como diretor executivo de Warburg Dillon até 1996, período em que se desloca para Deutsch Morgan Grenfell, como diretor executivo, encarregado das relações com a Portugal Telecom. Em 1998, é contratado pela Merrill Lynch International como diretor de investimentos em Portugal, centrando-se nas relações com a Portugal Telecom e o Banco Espírito Santo. A convite do então presidente da Portugal Telecom, Murteira Nabo, em 2000, assume a diretoria financeira da PT e a vice-presidência da PT Ventures. No mesmo ano é eleito membro da Comissão Executiva com a indicação da presidência do grupo. A sua atuação na PT, associada a sua experiência no setor de investimentos financeiros internacional, levou à expansão da PT no Brasil quando, em maio de 2001, acumula as diretorias do BEST (Banco Eletrônico de Serviço Total joint venture entre Portugal Telecom e Banco Espírito Santo) com a da Telesp Celular Participações. Retorna do Brasil a Portugal para assumir a vice-presidência da PT Multimedia.

3 Rodrigo Costa, também engenheiro eletrônico, seguiu, por outro lado, uma carreira mais próxima à sua formação técnica. Entre 1979 e 1990, trabalhou em Lisboa como programador em várias empresas, quando foi convidado para liderar a instalação do escritório da Microsoft em Portugal, passando à sua direção. Em 2001, é promovido e deslocado para presidir a Microsoft no Brasil. Um ano após a sua promoção, é transferido para Seattle, como vice-presidente corporativo encarregado do gerenciamento das relações da Microsoft com os fabricantes asiáticos de telemóveis e equipamentos de comunicações.

Em dezembro de 2005, aceita convite para dirigir a TMN (a subsidiária de telefonia móvel da PT) e, em abril de 2006, acompanha Henrique Granadeiro à segunda vice-presidência (http://www.telecom.pt/NR/rdonlyres/0C468DC8-FD4D-46F4-8FD1-497169381A00/1403249/PT20F_2006.pdf).

Revista de CiênCias soCiais, FoRtaleza, v. 41, nº 2, jul/dez, 2010, p. 36-56




Mais alguns dados Extra





Brandes Investment Partners, L.P., is a leading investment advisory firm, specializing in managing global equity and fixed-income assets for clients worldwide. Since the firm’s inception in 1974, Brandes has applied the value investing approach, pioneered by Benjamin Graham, to security selection and was among the first investment firms to bring a global perspective to value investing. The independently owned firm manages a variety of active investment strategies and applies its investment philosophy consistently in all market conditions.

As of 06/30/12 (USD):

Total Assets Under Management: $29.9 billion
Total Institutional/Private Client Assets: $24.4 billion
Total SMA Division Assets*: $5.5 billion
Total Employees Worldwide: 391
Investment Professionals: 64, including 32 equity & fixed income analysts
Ownership: 100% employee owned

We apply a long-term perspective to both investment strategies and management of our business, as outlined in the firm's 100-Year Vision.

We invite you to learn more about our investment approach and services.

http://www.brandes.com/Pages/AboutUs.aspx

*The SMA Division encompasses the firm’s “Separately Managed Account” business (subadvisory “wrap-fee” business with brokerage firms).


articipação qualificada - Grupo Citadel

Segunda feira, 5 Março 2007

PDF

Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 17º do Código de Valores Mobiliários, informamos que a Citadel Horizon S.à r.l., Luxembourg, com sede em 5 Parc d’Activite Syrdall, Luxembour, l-5365, e a Citadel Derivatives Group LLC, com sede em Corporation Trust Company, 1209 Orange Street, Wilmington, Delaware 19801, USA, notificaram a Portugal Telecom, SGPS, S.A. (“PT”) da seguinte informação:

- Alienação em mercado regulamentado pela Citadel Horizon S.à r.l., Luxembourg de 9.996.162 acções da PT no dia 28 de Fevereiro de 2007.
- Na sequência desta transacção, a Citadel Horizon S.à r.l., Luxembourg passou a deter directamente 8.753.838 acções da PT, equivalentes a 0.77% do capital social e dos direitos de voto na PT.
Adicionalmente, a Citadel Horizon S.à r.l., Luxembourg continua a deter, a título de empréstimo, 8.000.000 acções da PT, equivalentes a 0,71% do capital social e dos direitos de voto na PT.
Consequentemente, a participação da Citadel Horizon S.à r.l., Luxembourg na PT foi reduzida para 16.753.838 acções, equivalentes a 1,48% do capital social e dos direitos de voto na PT.
- As acções da PT acima referidas são igualmente imputáveis à Citadel Equity Fund Ltd., a qual detém 100% do capital social da Citadel Horizon S.à r.l., Luxembourg.
A Citadel Equity Fund Ltd. é 100% detida pela Citadel Holdings Ltd., uma empresa sedeada nas Ilhas Cayman, que por sua vez é detida em aproximadamente 78% pela Citadel Kensington Global Strategies Fund Ltd., uma empresa sedeada nas Bermudas, e em aproximadamente 22% pela Citadel Wellington LLC, uma empresa sedeada no Estado do Delaware.
- Não houve qualquer alteração na participação da Citadel Derivatives Group LLC, que continua a deter 2.500 ADRs, equivalentes a 0,00022% do capital social e dos direitos de voto na PT.
- A Citadel Derivatives Group LLC é 99,5% detida pela Citadel Wellington LLC e 0,5% detida pela Citadel Limited Partnership.

Lisboa, 5 de Março de 2007

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a Controlinveste é um dos maiores grupos de media em Portugal, com presença nos sectores da imprensa, rádio, televisão e internet. O grupo gere ainda um diverso conjunto de participações em empresas com actividade na área da publicidade, comunicação multimédia, produção de conteúdos e design, telecomunicações, desporto, entre outras.
A Controlinveste tem a sua origem na Olivedesportos, empresa fundada em 1984 por Joaquim Oliveira, ainda hoje um dos mais importantes activos do grupo, que tem participação activa na área dos direitos de transmissão televisiva das principais competições do futebol profissional em Portugal (i.e. Selecção Nacional, 1ª Liga, Taça de Portugal, Taça da Liga, Taça UEFA, entre outras), bem como direitos de patrocínio e publicidade desportiva. Em 1994, a Controlinveste adquire o seu primeiro título de imprensa, o jornal desportivo O Jogo. Em 1998, lança a SportTV, em parceria com a RTP e a PT Multimedia, um canal pago de televisão exclusivamente dedicado ao desporto, presentemente detido em partes iguais pela Controlinveste e pela PT Multimedia. Com a crescente importância da internet e dos meios multimédia, a Controlinveste cria em 2001, em parceria com Portugal Telecom, a empresa Sportinveste Multimedia. Esta empresa é responsável pela gestão das operações digitais e multimédia dos três principais clubes de futebol em Portugal (Benfica, Porto e Sporting), bem como de outros sites dedicados à distribuição de conteúdos informativos e multimédia na área do desporto. Dado ao grande sucesso deste canal de televisão exclusivamente dedicado ao desporto, foram lançados mais recentemente os canais Sport TV2, Sport TV3 e Sport TV HD.
Após a aquisição da Lusomundo Serviços em 2005, o Grupo Controlinveste reuniu uma das mais completas e diversificadas ofertas na área dos media em Portugal, que inclui as já referidas SportTV, a TSF - a rádio de informação de referência do mercado - às quais se juntam titulos de imprensa como o Jornal de Notícias, Diário de Notícias, 24Horas, O Jogo, Global Notícias; outros títulos de referência na imprensa especializada, como o jornal Ocasião; na imprensa regional, o Açoriano Oriental (o mais antigo jornal de Portugal), o Jornal do Fundão, o Diário de Notícias da Madeira; as revistas Evasões, Volta ao Mundo e ainda uma participação accionista na Lusa, agência de notícias.
Por forma a apoiar o negócio das publicações impressas, a Controliveste detém uma forte presença no sector da impressão através de duas empresas gráficas (Funchalense, em Lisboa e NavePrinter, no Porto) bem como no sector distribuição, através de duas empresas de distribuição, a VASP na distribuição em pontos de venda e a Noticias Direct focada na distribuição porta-a-porta de jornais e revistas.
Adicionalmente, a Controlinveste tem ainda várias participações financeiras em sociedades desportivas e empresas de telecomunicações assim como controla uma operação no sector do turismo, a agência de viagens Cosmos, que dispõe de um portal de comércio electrónico.

Currículo do Professor Jawdat Abu El-Haj


Jawdat Abu-El-Haj


Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/8327937730361678
Última atualização do currículo em 16/05/2011

possui graduação em Matemática - University of California (1982) e doutorado em Ciência Política - University of California (1987). Foi professor visitante na Universidade de Colonia e no ICS-UL (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa). Bolsista da CAPES na Brown University (1996-1997) e Columbia University, School for International and Public Affairs (2009-2010). Assessor ad hoc do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Atualmente é professor Associado II da Universidade Federal do Ceará e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Tem experiência na área de ciência política e sociologia, com ênfase em políticas públicas e Sociologia do Desenvolvimento, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura política, desenvolvimento regional participação social, economia política da globalização e política de telecomunicações. (Texto informado pelo autor)

Identificação
Nome
Jawdat Abu-El-Haj
Nome em citações bibliográficas
ABU-EL-HAJ, J.
Sexo
Masculino

Endereço
Endereço Profissional
Universidade Federal do Ceará, Centro de Humanidades, Departamento de Ciências Sociais e Filosofia.
Av. da universidade 2995
Benfica
60020-180 - Fortaleza, CE - Brasil
Telefone: (85) 33667422
Fax: (85) 2887416


Formação acadêmica/titulação

2009 - 2010 Pós-Doutorado.
Columbia University.
Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil.
Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Administração / Subárea: Administração Pública / Especialidade: Política e Planejamento
Governamentais.
1996 - 1997 Pós-Doutorado.
Brown University.
Grande área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política / Subárea: Políticas Públicas / Especialidade: Análise do Processo Decisório.
1983 - 1987
Doutorado em Ciência Política.
University of California, U.C., Estados Unidos.
Título: The Development of Capitalism in Northeast Brazil: Proletarianization and Working Class Formation, Ano de obtenção: 1987.
Orientador: Ronald H Chilcote.
Bolsista do(a): University Of California At Riverside.
Palavras-chave: Mercados de Trabalho; Política regional; Industrialização.
1978 - 1982
Graduação em Matemática.
University of California, U.C., Estados Unidos.


Atuação Profissional


Universidade Federal do Ceará, UFC, Brasil.
Vínculo institucional

2008 - Atual
Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor Associado II, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.

Vínculo institucional

1990 - Atual Vínculo: Servidor público ou celetista, Enquadramento Funcional: Adjunto, Carga horária: 40

Atividades

07/2007 - Atual
Atividades de Participação em Projeto, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação,

Projetos de pesquisa
As Telecomunicações na Berlinda da Globalização: Estudo Comparativo da Reestruturação Setorial no Brasil e em Portugal
2003 - Atual
Direção e administração, Observatório Internacional, .

Cargo ou função
Membro fundador.
8/1990 - Atual
Pesquisa e desenvolvimento , Centro de Humanidades, Departamento de Ciências Sociais e Filosofia.

Linhas de pesquisa
Sindicalismo e Reestruturação Industrial
Estado e Classes Sociais no Brasil
Capital Social e Análise Institucional
Elites políticas e partidos políticos cearenses
Pensamento social cearense
8/1990 - Atual
Ensino, Ciências Sociais, Nível: Graduação

Disciplinas ministradas
Pensamento social brasileiro
Metodologia de pesquisa
Teoria política
Análise de políticas governamentais
Estado e planejamento
Introdução à ciência política
8/1990 - Atual
Ensino, Sociologia, Nível: Pós-Graduação

Disciplinas ministradas
Estado e Classes Sociais no Brasil
Capital Social e Análise Institucional
2009 - 2012
Atividades de Participação em Projeto, Centro de Humanidades,

Projetos de pesquisa
Transições sociais e contradições políticas: estudo do planos nacionais de telecomunicações.
1991 - 1996
Extensão universitária , Centro de Humanidades, Departamento de Ciências Sociais e Filosofia.

Atividade de extensão realizada
Membro do escritório de cidadania.
1990 - 1996
Direção e administração, Centro de Humanidades, Departamento de Ciências Sociais e Filosofia.

Cargo ou função
Coordenador de Programa.


University of California, U.C., Estados Unidos.
Vínculo institucional

1983 - 1986 Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Assistente de ensino, Carga horária: 20

Atividades

8/1983 - 2/1986 Ensino,

Disciplinas ministradas
Introduction to American Government
Introduction to International Relations
Introduction to Comparative politics

Linhas de pesquisa
1.Sindicalismo e Reestruturação Industrial
2.Estado e Classes Sociais no Brasil
3.Capital Social e Análise Institucional
4.Elites políticas e partidos políticos cearenses

Objetivo: Esta linha de pesquisa pretende, primeiramente, mapear a genealogia das principais famílias cearenses dos dois partidos políticos mais importantes na segunda metade do século XIX, a saber: Castro (Partido Conservador), Alencar (Partido Liberal), Pompeu-Mesquita-Paula Pessoa (Partido Liberal). Com isto, serão enfocadas as tradições políticas, as influências doutrinárias e a posição de classe..
Grande área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política.
Grande Área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política / Subárea: Comportamento Político.
Grande Área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política / Subárea: Comportamento Político / Especialidade: Classes Sociais e Grupos de Interesse.
Palavras-chave: Partidos políticos; Politica Industrial; Politicas Publicas, Pensamento Politico, Governo.

5.Pensamento social cearense

Objetivo: Pretende-se analisar a assimilação das obras de Araripe Júnior, Capistrano de Abreu, Tomás Pompeu de Sousa Brasil Filho pelos intelectuais orgânicos da burguesia industrial no século vinte e principalmente durante a revolução de trinta..
Grande área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política.
Grande Área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política / Subárea: Comportamento Político.
Grande Área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política / Subárea: Comportamento Político / Especialidade: Atitude e Ideologias Políticas.
Palavras-chave: Mudança ideológica; Politica Industrial; Industrialização; Cultura Política.

Projetos de pesquisa

2009 - 2012
Transições sociais e contradições políticas: estudo do planos nacionais de telecomunicações.

Descrição: A pesquisa analisa as políticas de telecomunicações, comparando a estruturação do modelo brasileiro às experiências internacionais (China, Corea, Estados Unidos, Japão, Portugal e Suecia) por intermédio de quatro variáveis: o comando político (políticas de desenho e regulação setorial), cobertura e densidade infraestrutural (regional e de classe social), difusão de habilidades da TI (Tecnologia de Informação) e desenvolvimento tecnológico (principais sistemas tecnológicos, pesquisa e desenvolvimento- P&D e da indústria de Tele-equipamentos). A pesquisa produzirá um banco de dados comparativo como subsídio para o debate atual em torno da mudança do marco regulatório e da nova política da universalização da banda larga, iniciada em 2009 e consolidada com a reativação da Telebrás em maio de 2010. Além da publicação anual de um relatório, focando a evolução do acesso interno à TI frente ao cenário internacional, produzirá um sítio eletrônico reunindo os principais dados internacionais, relatórios de organismo nacionais e multinacionais (Anatel, FCC, UIT, OECD, Fttx Council Eurpe, Idate, Micus, etc) e estudos técnicos da padronização (Standardization) dos sistemas de comunicações..
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Graduação: (2) / Mestrado acadêmico: (1) / Doutorado: (1) .
Integrantes: Jawdat Abu-El-Haj - Coordenador.
2007 - Atual
As Telecomunicações na Berlinda da Globalização: Estudo Comparativo da Reestruturação Setorial no Brasil e em Portugal

Descrição: O projeto de pesquisa procura traçar o perfil do setor desde a privatização, incluindo as políticas estatais, as fontes de capitais e as conjunturas que motivaram a reestruturação oligopolista. Levanta a hipótese que, até 2002, os dois setores refletiam uma fase competitiva de globalização marcada pela exportação de capital através de empresas especializadas da nova economia . A nova fase é dominada pelo capital bancário que suscita uma tendência monopolista e investimentos centrados em serviços de alto valor, destinados às camadas altas da população, causando uma concentração de renda e perda de competitividade internacional. .
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.
Alunos envolvidos: Graduação: (1) .
Integrantes: Jawdat Abu-El-Haj - Coordenador.
Financiador(es): Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Outra.


Membro de corpo editorial

2008 - Atual
Periódico: Latin American Perspectives
2000 - Atual
Periódico: Revista de Ciências Sociais (Fortaleza)

Revisor de periódico

1988 - Atual
Periódico: Revista de Ciências Sociais (Fortaleza)
2009 - Atual
Periódico: Latin American Perspectives


Áreas de atuação


1.Grande área: Ciências Humanas / Área: Sociologia / Subárea: Sociologia do Desenvolvimento.

2.Grande área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política / Subárea: Comportamento Político/Especialidade: Classes Sociais e Grupos de Interesse.

3.Grande área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política / Subárea: Políticas Públicas.

4.Grande área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política / Subárea: Comportamento Político/Especialidade: Conflitos e Coalizões Políticas.

5.Grande área: Ciências Humanas / Área: Ciência Política / Subárea: Teoria Política/Especialidade: Pensamento político brasileiro.

6.Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Administração / Subárea: Administração Pública/Especialidade: Política e Planejamento Governamentais.


Idiomas

Árabe
Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.

Inglês
Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

Espanhol
Compreende Razoavelmente, Fala Pouco, Lê Razoavelmente, Escreve Pouco.

Produções

Produção bibliográfica
Artigos completos publicados em periódicos


1. ABU-EL-HAJ, J. ; CHILCOTE, R. . Intellectuals, Social Theory, and Political. Practice in Brazil. Latin American Perspectives, v. 38, p. 5-39, 2011.
Citações:1

2.ABU-EL-HAJ, J. . Interações e práticas econômicas no capitalismo globalizado: o caso da Portugal Telecom. Revista de Ciências Sociais (Fortaleza), v. 41, p. 36-56, 2010.

3.ABU-EL-HAJ, J. . Robert Dahl e o dilema da igualdade na democracia moderna. Análise Social (Lisboa), v. 28, p. 159-180, 2008.

4.ABU-EL-HAJ, J. . From interdependence to neo-mercantilism: Brazilian capitalism in the age of globalization. Latin American Perspectives, v. 34, p. 92-114, 2007.
Citações:2

5.ABU-EL-HAJ, J. . O Ceará e o dilema desenvolvimentista brasileiro. Políticas Públicas e Sociedade, v. I, p. 11-21, 2005.

6.ABU-EL-HAJ, J. . Apresentação do dossiê: o conflito Palestino - Israelense. Tensões Mundiais, v. I, p. 229-236, 2005.

7.ABU-EL-HAJ, J. . Da era Vargas à FHC: transições políticas e reformas administrativas.. Revista de Ciências Sociais (Fortaleza), v. 36, p. 33-51, 2005.

8.ABU-EL-HAJ, J. . Atualidade da luta anti-imperialista. Revista Eletrônica Espaço Acadêmico, v. IV, p. 00-01, 2004.

9.ABU-EL-HAJ, J. . Pactos políticos e rompimentos no Ceara: o caso do Ciro Gomes. Conjuntura Política, Belo Horizonte, 2001.

10.ABU-EL-HAJ, J. . Cristovam Buarque´s Project for Brazil: A Critical Review. Latin American Perspectives, v. 27, p. 103-111, 2000.

11.ABU-EL-HAJ, J. . Teoria da Reforma Sanitária: A Dialética do Possível. Humanidades e Ciências Sociais (UECE), v. 2, p. 7-14, 2000.

12. ABU-EL-HAJ, J. . O Debate em Torno do Capital Social: Uma Revisão Crítica. Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, Rio de Janeiro, n.47, p. 65-79, 1999.

13.ABU-EL-HAJ, J. . Resenha - A Miragem de Pos-Modernidade: As Politicas Sociais No Contexto de Globalização. Historia, Ciencias e Saude: Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 4, n.3, p. 220-228, 1998.

14.ABU-EL-HAJ, J. . Neo-Desenvolvimentismo No Ceara: A Politica Industrial do Governo Tasso. Revista Econômica do Nordeste, Fortaleza, Ceara, v. 28, n.3, p. 325-345, 1997.

15.ABU-EL-HAJ, J. . A Teoria Politica do Liberalismo Alemao: Soziale Marktwirtschaft. Revista Brasileira de Estudos Politicos, Belo Horizonte, v. 81, p. 45-76, 1995.

16.ABU-EL-HAJ, J. . Estrutura do Estado e Formas de Intervenção Governamental no Brasil. Revista de Ciências Sociais, v. 22, p. 151-170, 1993.

Livros publicados/organizados ou edições

1.ABU-EL-HAJ, J. (Org.) ; AQUINO, J. A. (Org.) . Estado, cidadania e políticas públicas. Fortaleza: EDUFC, 2003. 156p .

2. ABU-EL-HAJ, J. . A Mobilização do Capital Social no Brasil: O Caso da Reforma Sanitária no Ceará. São Paulo: Annablume, 2000. 234p .

3.ABU-EL-HAJ, J. . Socialistas no Poder: As Origens Sociais do Estado de Bem-Estar Social. Fortaleza: NEPS/EDUFC, 1993.

Capítulos de livros publicados

1.ABU-EL-HAJ, J. . A transição incompleta. In: Felipe Araújo; José Élcio Batista. (Org.). Pensar o mundo do amanhã. Pensar o mundo do amanhã. Fortaleza: Demócrito Rocha, 2007, v. , p. 36-40.

2.LEMENHE, M. A. ; Vasconcelos, Rejane Carvalho ; ABU-EL-HAJ, J. . Os tempos da rebeldia: Icapuí na berlinda do modo petista de governar. In: Lemenhe, Maria Auxiliadora; Carvalho, Rejane Vasconcelos. (Org.). Política, cultura e processos eleitorais.. Política, cultura e processos eleitorais.. 1ed.Fortaleza: Konrad Adenaur, 2006, v. I, p. 79-113.

3.ABU-EL-HAJ, J. . Introdução. In: Jawdat Abu-El-Haj;. (Org.). Estado, Cidadania e Políticas Publicas. Estado, Cidadania e Políticas Publicas. Fortaleza: EDUFC, 2003, v. , p. -.

4.ABU-EL-HAJ, J. . As revoluções silenciosas no Nordeste: eleições e mudança social em Itapiuna. In: A Produção da Política em Campanhas Eleitorais. (Org.). A Produção da Política em Campanhas Eleitorais. A Produção da Política em Campanhas Eleitorais. Fortaleza: EDUFC, 2003, v. , p. 255-290.

5.ABU-EL-HAJ, J. . Agonia e morte da política de clientela: a reforma política e as novas elites do poder no Brasil. In: Klaus Hermanns; Filomeno Morais. (Org.). Reforma política do Brasil - Realizações e perspectivas. Reforma política do Brasil - Realizações e perspectivas. Fortaleza: Konhard Adenauer, 2003, v. , p. 53-87.

6.ABU-EL-HAJ, J. . Classe, poder e administração publica. In: Josênio Camelo Parente. (Org.). Era Jereissati. Era Jereissati. Fortaleza: Fundação Demócrito Rocha, 2002, v. , p. 83-106.

Trabalhos completos publicados em anais de congressos

1.ABU-EL-HAJ, J. . As revoluções silenciosas no nordeste: eleições mudanças sociais em Icapuí. In: XI Encontro de Ciências Sociais Norte e Nordeste, 2003, Aracaju. Programas e resumos, 2003.

Resumos publicados em anais de congressos (artigos)

1.ABU-EL-HAJ, J. . Atualidade da luta antiimprerialista. Revista Espaço Acadêmico, v. 37, 2004.

Outras produções bibliográficas

1. ABU-EL-HAJ, J. ; CHILCOTE, R. . Intellectuals, Social Theory, and Political. Practice in Brazil. Los Angeles: Sage Publications, 2011 (Organização de um número temático do periódico Latin American Perspectives).


Produção técnica
Trabalhos técnicos

1.ABU-EL-HAJ, J. . Modernização da administração pública brasileira no contexto do Estado democrático. 2005.


Demais tipos de produção técnica

1.ABU-EL-HAJ, J. . Transições Sociais e contradições políticas: estudos de planos nacionais das telecomunicações.. 2010. (Relatório de pesquisa).

2.ABU-EL-HAJ, J. . Teorias de classe social: teorias sociais, recursos do poder e práticas políticas. 2010. (Relatório de pesquisa).



Orientações

Orientações e supervisões em andamento

Dissertação de mestrado

1.Francisco Edilberto Menezes Machado Neto. Presidencialismo da Coalizão do governo Lula: estudo de caso da bancada cearense no Congresso Nacional. Início: 2010. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (Orientador).

2.Aglailton de Oliveira Magalhães. O Príncipe e o povo: Maquiavel Republicano?. Início: 2010. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (Orientador).

Tese de doutorado

1.Silvana de Sousa Pinho. Movimento médico-sanitarista e a formação de serviços públicos de saúde no Ceará, 1918-1930. Início: 2011. Tese (Doutorado em Programa de Pós-Graduação em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará. (Orientador).

2.Antônio Marcelo Cavalcanti Moraes. OAB - entre as causas e os interesses. Início: 2010. Tese (Doutorado em Programa de Pós-Graduação em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (Orientador).

3.Raimundo Bezerra Júnior. Relações e práticas políticas do poder local: estudos de caso do sertão cearense. Início: 2010. Tese (Doutorado em Programa de Pós-Graduação em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (Orientador).


Orientações e supervisões concluídas

Dissertação de mestrado

1.Luis Alberto Aragão Sabóia. Desafios para a consolidação da regulação de serviços públicos no Estado do Ceará: o caso ARCE. 2007. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

2.Irismar Nascimento da Silva. Descentralização, participação social, e clientelismo.. 2005. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

3.
Virgínia Márcia de Castro Assunção. Informalidade no Ceará: trabalho, autonomia, e (des)proteção. 2001. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

4. Jakson Alves de Aquino. O Processo Decisório no Governo do Estado do Ceará, 1994-1998: O Porto e a Refinria. 2000. 0 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

5.Francisco Candido Furtado. A Trajetória do PCdoB, 1962-1995. 1999. 0 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

6.Lydia Maria Pinto Brito. O Salto Para A Modernidade: Contradições de Um Processo de Mudança Numa Empresa Estatal Brasileira.. 1998. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

7.Benedita Pessoa Forte. Padroes Culturais das Organizacoes de Emergencia Hospitalar de Fortaleza. 1995. Dissertação (Mestrado em Ciências Veterinárias) - Universidade Estadual do Ceará, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

8.Francisco Uriban Xavier de Holanda. Do Liberalismo Ao Neoliberalismo: O Itinerario de Uma Utopia Conservadora No Brasil. 1995. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

9.Lucili Cortez Granjeiro. Pensamento dos Intelectuais Marxistas No Brasil: 1954 - 1964. 1994. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

10. Joao Carlos Holanda Cardoso. Pacotes Politicos e Conflitos de Interesses Na Transicao Brasileira: Um Estudo Sobre A Alianca Democratica. 1994. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

11.Cassio Adriano Braz de Aquino. Atracao de Recursos Humanos Para O Preenchimento do Quadro Funcional da Pequenas e Medias Empresas Hoteleiras Na Cidade de Fortaleza - Area de Hospedagem e Alimentacao. 1994. Dissertação (Mestrado em Administração) - Universidade Federal da Paraíba, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

12.Isleide Gomes Arruda. A Mão que faz a Obra: Um Setor em Mudança e um Novo Cotidiano. 1993. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

13. Antônio Carlos Machado. O Trabalho Enquanto uma Categoria Metodológica em Marx. 1993. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

14.Rafael Ale Aguilar. Educação e Caciquismo em Vera Cruz: Um Estudo de Caso Cosoleacaque. 1992. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

15. Custodio Luís Silva de Almeida. Universidade e Estado: As Políticas Publicas e os Rumos da Ciência e Tecnologia na Década de Noventa. 1992. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

Tese de doutorado

1. Valmir Lopes de Lima. As logicas da representação política.. 2005. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, . Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

2.Francisco Uriban Xavier Holanda. Capital Social na Agricultura Familiar. 2003. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

3.João Carlos Holanda Cardoso. O Pensamento Político na Imprensa Brasileira: Um Estudo sobre os Cebrapianos. 2003. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade Federal do Ceará, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

Trabalho de conclusão de curso de graduação

1.Ana Paula Pinheiro de Sousa. "Conservadorismo e modernidade na política". 2007. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

2.Vinícius Limaverde Forte. O caminho do mar: como Capistrano de Abreu consagrou-se historiador". 2007. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

3.Pedro Wilson Oliveira da Costa Júnior. "Do Brasil brasileiro: a crise e a conversão do PCB ao nacional-desenvolvimentismo". 2007. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

4.Eden Jenklins Rabelo Silva. A ouvidoria e as transformações do Estado. 2006. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

5.
Claiton Mendonça Cunha Filho. Partido republicano e a questão tributária.. 2006. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

6.Antônio Marcelo Cavalcante Novaes. A venda de livros em Fortaleza: uma análise gramisciana.. 2005. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

7.Paulo Monteiro Nunes. Ideologia e política no Ceará. 2002. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

8.Clódson dos Santos Silva. Um negócio da China. 2002. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

9.Raimundo Bezerra Júnior. Orçamento participativo: a experiência de Icapuí. 2000. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

Iniciação científica

1.Paulo Monteiro Nunes. Ideologia e política no Ceará. 2002. Iniciação Científica. (Graduando em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

2.Clódson dos Santos Silva. Um negócio da China. 2002. Iniciação Científica. (Graduando em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.

3.Raimundo Bezerra da Silva. Orçamento participativo: a experiência de Icapuí (97/99). 2000. Iniciação Científica. (Graduando em Ciências Sociais) - Universidade Federal do Ceará, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Orientador: Jawdat Abu-El-Haj.




Página gerada pelo Sistema Currículo Lattes em 26/09/2012 às 10:56:59

Outras informações
Grupo de Pesquisas em Ciências Políticas da Universidade Estadual do Ceará sob a orientação do Professor Josênio Parente(UECE) e co-orientação dos professores Jawdat Abu-El-Haj (UFC) e João Bosco Monte(UNIFOR) e Hermano Machado (UECE).
e-mail: democraciaeglobalizacao@gmail.com(enviar nome completo e endereço de e-mail)
Mais Informações: http://democraciaeglobalizacao.blogspot.com

Democracia e Globalização - UECE
Fortaleza, Ceará, Brazil
Grupo de Pesquisas em Ciências Políticas da Universidade Estadual do Ceará sob a orientação do Professor Josênio Parente(UECE) e co-orientação dos professores Jawdat Abu-El-Haj (UFC), Hermano Machado (UECE) e João Bosco Monte(UNIFOR).

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