... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...

Assassino Económico Arrependido! Greg Smith CEO Objector de Consciência Acusa Goldman-Sachs de Vigarice! Carta de Demissão do Banqueiro Ex Director Executivo Europa, EUA Médio Oriente e África



Greg Smith renunciou hoje como director executivo do Goldman Sachs e chefe da firma de negócios Estados Unidos e derivados na Europa, Oriente Médio e África. (United States equity derivatives business in Europe, the Middle East and Africa.).

Traduzimos e reproduzimos abaixo a carta de Greg Smith, publicada no NY Times com o título Why I am Leaving Goldman Sachs, na Business Insider's Joe Wiesenthal chamou-lhe "the buzzy Wall Street story of the day" and "sure to be another PR nightmare for Goldman Sachs.", no Huntington post Michael Calderone escreve Greg Smith's Goldman Sachs Resignation Letter Was 'Vetted' By New York Times". O the Times' own DealBook esteve live-blogging the fallout.


Leva muito tempo para que as pessoas cheguem à triste constatação de que o lugar onde e a que têm dedicado a sua carreira, está moralmente falido, e não é digno do seu tempo ou energia. Mr. Smith percebeu isso, e abandonou o navio de forma digna, expondo grande parte da cultura com a qual se encontra desalinhado, e esperando que o seu abandono sirva para mudança de rumo. Isso requer muita coragem e caracter.

A carta de Mr. Smith

Por que estou deixando a Goldman Sachs

Hoje é meu último dia na Goldman Sachs. Após quase 12 anos na empresa - primeiro como estagiário durante o verão, quando me encontrava n Stanford, DEPOIS, em Nova York durante 10 anos, e agora em Londres - Eu acredito que já trabalhei aqui (Goldman Sachs) tempo suficiente para compreender a trajetória da sua cultura, o seu pessoal e a sua identidade. E eu posso dizer honestamente que o ambiente agora é do mais tóxico e destrutiva que eu já vi.

Para colocar o problema em termos mais simples, é precizo dizer que os interesses dos clientes continuam a ser marginalizados na forma como a firma opera e pensa acerca do modo como ganhar dinheiro. Goldman Sachs é um dos maiores e mais importantes bancos mundiais de investimento e é também parte integrante e com demasiada importância no sistema financeiro global para continuar a agir desta forma. A firma desviou-se para tão longe do lugar onde eu entrei logo após a faculdade que já não posso em sã consciência, dizer que me identifico com o que ele representa.

Pode parecer surpreendente para um público céptico, mas esta cultura sempre foi uma parte vital do sucesso Goldman Sachs. O sucesso Goldan Sachs girava em torno do trabalho de equipa, da integridade, do espírito de humildade, e de agir sempre correctamente para com os nossos clientes. Esta cultura foi o tempero segreto que tornou grande lugar e nos permitiu ganhar a confiança dos nossos clientes durante 143 anos. Não foi apenas o ganhar dinheiro, só isto não sustenta uma empresa durante tanto tempo. Tinha algo a ver com orgulho e crença na organização. Estou triste ao dizer que hoje olho em redor, e não vejo praticamente nenhum vestígio da cultura que me fez amar trabalhar nesta empresa durante muitos anos. Eu já não tenho mais o orgulho, nem a crença.

Mas isso não foi sempre o caso. Por mais de uma década eu recrutadei e orientei os candidatos através do nosso cansativo processo de entrevista. Fui escolhido como uma das 10 pessoas (top 10 de uma empresa de mais de 30.000) para aparecer no nosso vídeo de recrutamento, que é visionado em todos os campus das faculdades que visitamos em todo o mundo. Em 2006 eu geri o programa de verão de estágios em vendas e negociação, em Nova York para os 80 estudantes universitários que foram selecionados, dos milhares que se candidataram.

Eu sabia que era hora de ir embora quando percebi que não conseguia mais olhar nos olhos dos alunos e dizer-lhes que este era um óptimo lugar para trabalhar.

Quando forem escritas os livros de história acerca da Goldman Sachs, deverão refletir que o atual chefe executivo, Lloyd C. Blankfein, e o presidente, Gary D. Cohn, perderam tempo na esperança da cultura da empresa. Eu realmente acredito que este declínio na fibra moral da empresa representa a ameaça mais séria à sua sobrevivência a longo prazo.

Ao longo da minha carreira eu tive o privilégio de aconselhar dois dos maiores fundos de hedge do planeta, cinco dos maiores gestores de ativos nos Estados Unidos, e três dos mais importantes fundos soberanos do Médio Oriente e Ásia. Meus clientes têm uma base de ativos total de mais de um trilhão de dólares. Eu tive sempre muito orgulho em aconselhar os meus clientes a fazer o que eu acredito que é melhor para eles, mesmo que isso signifique menos dinheiro para a empresa. Esta visão está se tornando cada vez mais impopular na Goldman Sachs. Outro sinal de que era hora de sair.

Como chegamos aqui? A empresa mudou a forma como pensava acerca da liderança. Liderança costumava ser a cerca de ideias, dando o exemplo e fazendo a coisa certa. Hoje, se você ganhar dinheiro suficiente para a empresa (e não ser atualmente um assassino), você será promovido a uma posição de influência.

Quais são as três maneiras rápidas para se tornar um líder?

a) Executar dentro dos "eixos" da empresa, que consiste, falando em linguagem Goldman Sachs, em convencer os nossos clientes a investir em ações ou outros produtos de que nos estamos tentando livrar, porque eles não são vistos como tendo muito lucro potencial.

b) "Hunt Elefants" (Caçar Elefantes) traduzido em Inglês corrente: obtenham os vossoss clientes - alguns dos quais sofisticados, e alguns dos quais não sofisticados - para negociar o que quer que seja, isso trará maior lucro para a Goldman. Chamem-me antiquado, mas eu não gosto de vender aos meus clientes um produto que é errado para eles.

c) Você encontrar-se sentado enuma cadeira, onde o seu trabalho é o comércio de qualquer produto, sem liquidez, opaco e com uma sigla de três letras.

Hoje, muitos desses líderes exibem um quociente cultural Goldman Sachs (original) de exatamente zero por cento. Eu assisti às reuniões de vendas de derivados, onde nem um só um minuto é gasto a fazer perguntas sobre como podemos ajudar os nossos clientes. É puramente acerca de como podemos fazer mais dinheiro com eles. Se você fosse um alienígena de Marte e se senta-se numa dessas reuniões, você acreditaria que o sucesso dos clientes ou o progresso não faz parte de qualquer  fase do processo de pensamento.

Faz-me mal (fico doente) com a forma como insensivelmente as pessoas falam acerca de riparem totalmente os seus clientes. Nos últimos 12 meses eu já vi cinco directores diferentes referirem-se aos seus próprios clientes como "muppets" (marretas), às vezes em e-mails internos. Mesmo após a S.E.C, Goldman's Fabulous Fab (Fábula Fabulosa da Goldman Sachs, em que esta espera ser o único a ficar de pé após o colapso financeiro), Abacus, God's Work (a obra de Deus), Carl Levin, Vampire Squids (Lulas vampiro)? Sem humildade? Quero dizer, vamos lá. Integridade? Ela está em erosão. Eu não sei da existência de qualquer comportamento ilegal, mas as pessoas vão empurrando os envelopes lucrativos de produtos complicados e passando-os para os clientes mesmo que eles não se encontrem entre os investimentos mais simples ou os mais directamente alinhados com os objectivos do cliente? Absolutamente. Na verdade, acontece todos os dias.

Surpreende-me a forma como a pequena gerência sénior recebe uma verdade básica qué é: Se os clientes não confiam em você, eles acabarão por deixar de fazer negócios consigo. Não importa o quão inteligente você é.

Estes dias, a pergunta mais comum que recebo dos analistas mais novos, acerca de derivativos é, "Quanto dinheiro nós fizemos do cliente?" Incomoda-me cada vez que eu o ouço dizer, porque é um reflexo claro do que eles estão observando acerca do comportamento dos seus líderes sobre a forma como eles se devem comportar. Agora projetar 10 anos no futuro: Você não tem que ser um cientista de foguetões para descobrir que o analista júnior calmamente sentado no canto da sala de audiências, ouvindo falar sobre "muppets" (marretas), "rasgando olhos para fora das órbitas" e "sendo pagos exatamente para isso", não se vai tornar num cidadão modelo.

Quando eu era um analista do primeiro ano eu não sabia onde era o banheiro, ou como amarrar meus sapatos. Fui ensinado a me preocupar com a aprendizagem das cordas, descobrir o que era um derivado financeiro, a compreender as finanças, a conhecer os nossos clientes e a saber o que os motivou, a aprender como eles definem o sucesso e o que poderíamos fazer para ajudá-los a o atingir.

Os melhores momentos da minha vida (em que mais me orgulho) - recebendo uma bolsa integral para ir da África do Sul para a Universidade de Stanford, sendo selecionado como um bolseiro nacional, finalista da Rhodes, ganhando uma medalha de bronze em tênis de mesa nos Jogos Maccabiah em Israel, conhecido como os Jogos Olímpicos judeus - tendo tudo vindo através do trabalho duro, sem atalhos. Goldman Sachs, hoje, tornou-se demasiadamente assente em atalhos e insuficiente acerca da realização. Já não está bem para mim.

Espero que esta possa ser uma wake-up call (chamada de atenção) para o conselho de administração. Façam do cliente o foco de atenção do vosso negócio novamente. Sem clientes vocês não vão ganhar dinheiro. Na verdade, vocês não vão existir. Eliminem as pessoas moralmente falidas, não importa quanto dinheiro eles fazem para a empresa. E retomem novamente a cultura direita (fazer o que está certo), para que as pessoas queiram trabalhar aqui pelas razões certas. Pessoas que se preocupam apenas em ganhar dinheiro não vão sustentar esta empresa - ou a confiança de seus clientes - por muito mais tempo.

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Crise Portuguesa Estudos Portugueses Sobre Economia Social Política da Troika PSD CDS: Destruição dos Estabilizadores Sociais Agrava Pobreza e Miséria em Portugal, Pelo Economista Eugénio Rosa



A actual sociedade dita "democrática", encontra-se dominada por máfias representativas de grandes interesses ocultos. A sociedade encontra-se refém dos interesses das grandes corporações multinacionais, e como tal, a maior parte da informação divulgada sobre a política, a economia e a sociedade portuguesa nos media é dominada pelo pensamento neoliberal, porque é este que tem acesso privilegiado aos media, e os controla. Este domínio corruptor perverso é tão grande que atinge os próprios meios académicos podendo-se falar, com firrmeza, de um pensamento económico único dominante, dominado pelas grandes corporações. Quem esteja familiarizado com a ciência económica, sabe bem que a economia não está acima dos interesses da sociedade no todo, e o neoliberalismo defende os interesses do poder económico especulativo dominante nas mortíferas sociedades capitalistas actuais.

Segue o estudo

A destruição dos estabilizadores automáticos em Portugal agrava a pobreza e a miséria

Para se poder ficar com uma ideia mais clara dos efeitos sociais e mesmo económicos dramáticos da politica de austeridade cega que está a ser imposta ao país, pelos estrangeiros com a colaboração activa e empenhada dos seus peões internos, interessa analisar os efeitos sociais daqueles estabilizadores automáticos na redução da pobreza em Portugal.

Segundo o inquérito realizado pelo INE às “Condições de vida e de rendimento dos portugueses”, cujos resultados foram divulgados recentemente, 17,9% dos portugueses vivem já no limiar da pobreza. No entanto, se forem eliminadas as transferências sociais garantidas fundamentalmente pela Segurança Social, essa percentagem sobe para 43,4%, o que corresponde a 4,6 milhões de portugueses. E mesmo mais de meio milhão de trabalhadores com emprego vivem no limiar da pobreza devido aos baixos salários que recebem. De acordo também com o INE, após as transferências sociais, 10,3% dos trabalhadores empregados viviam no limiar da pobreza, 37% dos desempregados estavam na mesma situação. E isto refere-se ao ano de 2009, pois a situação actual deverá ser muito mais grave, pois com a destruição crescente dos estabilizadores sociais como se conclui rapidamente dos dados constantes do quadro 1, elaborado com base nos Relatórios que companham os Orçamento do Estado dos diversos anos, muitos mais milhares de portugueses foram lançados na miséria.

Quadro 1 – Destruição dos estabilizadores automáticos sociais em Portugal

RUBRICAS 2010 Milhões euros € 2011 Milhões euros € 2012 Milhões euros € Valor de 2012 a preços de 2010 Milhões € Variação em % 2010-2012 em valores nominais Variação entre 2010 e 2012 em termos reais
Subsidio de desemprego,
apoio desemprego, lay-off
2.221 2.067 2.046 1.886 -7,9% -15,1%
Subsidio de
doença
447 456 427 394 -4,6% -12,0%
Abono de
família
968 659 656 605 -32,3% -37,5%
Rendimento Social de
Inserção
520 422 370 341 -28,8% -34,4%
Outras
prestações
808 840 777 716 -3,9% -11,4%
Complemento Sol. Idoso 265 272 275 253 3,6% -4,4%
SOMA 5.229 4.716 4.551 4.194 -6,5% -19,8%

FONTE: Relatórios do Orçamento do Estado – 2010/2012

Entre 2010 e 2012, as despesas da Segurança Social com os estabilizadores automáticos constantes do quadro 1- subsidio de desemprego, de doença, abono de família, RSI, outras prestações e complemento solidário para idoso – diminuem -6,5% em valores nominais, o que corresponde a uma redução de 678 milhões €; mas se a análise for feita em termos reais, ou seja, deduzindo o efeito do aumento de preços, o corte nestas despesas sociais é muito maior, atingindo -19,8%, o que corresponde a menos 1.035 milhões € do que em 2010. Mas existem prestações onde o corte é ainda maior: Por ex., no abono de família, o corte na despesa atinge -32,3% em valores nominais e -37,5% em valores reais, o que revela bem que a defesa das famílias com filhos, por parte deste governo e, nomeadamente, pelo CDS, serve apenas para enganar os eleitores; igualmente a nível do RSI, o corte na despesa atinge -28,8% em valores nominais, e -34,4% em valores reais.

Dados de natureza física confirmam os efeitos dramáticos da politica de destruição dos estabilizadores sociais e, consequentemente, também de direitos de cidadania. Assim, entre Abril de 2010 e Dezembro de 2011, o número de crianças a receber abono de família diminuiu de 1.739.557 para 1.372.811, e só durante o ano de 2011 a taxa de cobertura do subsidio de desemprego (percentagem que os desempregados a receber subsidio de desemprego representam em relação ao total dos desempregados), em relação ao desemprego oficial, caiu, entre o 1º Trimestre e o 4º Trimestre de 2011, de 42,7% para 41,1% e, relativamente ao desemprego efectivo, passou, durante o mesmo período, de 29,2% para apenas 27,3%, o que significa que apenas 27 desempregados em cada 100 estão a receber o subsidio de desemprego. E o governo PSD/CDS ainda quer diminuir mais este numero, pois aprovou uma lei que altera a lei do subsidio de desemprego, reduzindo o período de tempo em que o desempregado tem direito a receber o subsidio de desemprego. A juntar a isto, interessa referir a decisão desumana tomada pelo ministro da solidariedade do CDS visando obrigar 117.000 pensionistas, que recebem pensões mínimas, a devolver uma parcela dos valores recebidos e com retroactividade a 2007 o que, a concretizar-se, determinará que tenham de devolver valores superiores às pensões que recebem (pensões entre os 500€ e 400€ serão reduzidas para valores entre os 400€ e 300€, portanto inferiores mesmo ao limiar da pobreza.

A agravar a situação está também a destruição dos estabilizadores automáticos em espécie, em que os mais importantes são os serviços de saúde e os de educação. Depois dos contínuos cortes nas transferências do Orçamento do Estado para o SNS (segundo informação dada pelo Ministério da Saúde à Assembleia da República, entre 2010 e 2011, as transferências do OE para o SNS diminuíram de 8.698 milhões € para 8.100 milhões e, ou seja, em 598 milhões €), e em 2012, conforme consta do “Memorando “ revisto em Dezembro de 2011, a ”troika estrangeira” e o governo PSD/CDS pretendem reduzir a despesa com a saúde em mais 1.000 milhões € (na versão inicial do “Memorando” estava previsto um corte, em 2012, de 500 milhões €). Uma situação muito semelhante verifica-se a nível da educação pública. Segundo o Relatório do OE-2012, entre 2010 e 2011, a despesa pública com a educação diminuiu de 8.559,2 milhões € para 8.129,5 milhões € (- 429,7 milhões €) e, em 2012, pretende reduzir para 6.579 milhões €, ou seja, cortar mais 1.550,5 milhões €. É evidente que estes cortes brutais na despesa pública de saúde e de educação, associados a aumentos muito elevado dos preços (as taxas moderadoras aumentaram, em média, 100% em 2012), vão agravar ainda mais dificuldades em que já vivem centenas de milhares de famílias portuguesas.

O GOVERNO E TROIKA CORTAM NAS DESPESAS SOCIAIS MAS QUEREM PERDOAR 5.437 MILHÕES € DE DIVIDAS Á SEGURANÇA SOCIAL E AS DIVIDAS AO FISCO ATINGEM 18.000 MILHÕES €

A justificação apresentada pelo governo PSD/CDS para esta politica de cortes elevados nas prestações sociais, com a consequente destruição de direitos de cidadania, é que as despesas sociais são incomportáveis para a Segurança Social. No entanto, enquanto faz cortes significativos nas prestações sociais, na educação e na saúde, o governo PSD/CDS prepara-se para perdoar ou anular milhares de milhões de euros de dividas à Segurança Social.

De acordo com Relatório do Tribunal de Contas sobre a Conta Geral do Estado de 2010 (pág.177, vol.

I), no fim de 2010, o valor bruto das dividas de terceiros – Curto e Médio/Longo Prazo – à Segurança Social já atingia 7.270,1 milhões €, e o governo já tinha constituído uma provisão de 5.437,7 milhões €, com o objectivo de anular/perdoar 74,8% do valor dessa divida, o que representará, a concretizar-se, uma gravíssima descapitalização da Segurança Social, para não dizer mesmo roubo aos trabalhadores, porque uma parcela importante daquela divida é constituída por descontos que foram feitos nos salários dos trabalhadores e que depois não foram entregues na Segurança Social. E a situação actual neste campo ainda deverá ser mais grave, pois desde 2010 as dividas à Segurança Social não pararam de crescer, e o governo PSD/CDS, durante o debate do Orçamento de Estado para 2012 não deu qualquer informação à Assembleia da República sobre esta situação, e os órgãos da Segurança Social, em que participam os parceiros socais, estão paralisados não se reunindo há vários anos.

Uma situação muito semelhante verifica-se a nível de dividas fiscais. Segundo o Relatório do Tribunal de Contas, as dividas ao fisco, no fim de 2010, já atingiam 17.398 milhões €, estando a aumentar cerca de 500 milhões € por ano, o que significa que actualmente as dividas devem rondar os 18.000 milhões €. No período 2005-2010, segundo também o Tribunal de Contas, as prescrições de dividas fiscais somaram 3.777 milhões €, ou seja, em média 629,5 milhões €/ano.

Está-se perante uma politica de dois pesos e duas medias: Fazem cortes brutais nas despesas sociais agravando as condições de vida de centenas de milhares de famílias portuguesas que vivem já com muitas dificuldades, mas simultaneamente pretende perdoar 5.437 milhões € de dividas à Segurança Social, não se cobram cerca de 18.000 milhões € de dividas fiscais, e deixam-se prescrever 3.777 milhões € de dividas fiscais só no período 2005-2010.
Eugénio Rosa
Economista , edr2@netcabo.pt
8.3.2012

A destruição dos estabilizadores automáticos em Portugal agrava a pobreza e a miséria PDF
Eugénio Óscar Garcia da Rosa, Mestrado em Comunicação pelo ISCTE e pela Universidade Aberta, e com Pós-Graduação em Fundos de Pensões e Seguros pelo ISEG da Universidade Técnica de Lisboa tendo entregue, em 16.12.2011, no ISEG a tese "Grupos Económicos e Desenvolvimento em Portugal no contexto da Globalização"...
Eugénio Rosa – Economista - Eugénio  Rosa Faqcebook

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