... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...

Revolução dos Indignados! Manifesto Oficial "Abril não Desarma" Associação 25 de Abril: Apelo Á Mobilização do Povo Português Unidade Patriótica, para Salvar Portugal, a Liberdade e a Democracia




Revolução dos Indignados!
Manifesto Oficial "Abril não Desarma"
Associação 25 de Abril:
Apelo Á Mobilização do Povo Portuguê
Apelo Unidade Patriótica, para Salvar Portugal,
a Liberdade e a Democracia

A Associação 25 de Abril fez saber que não comemorará este ano a efeméride da "Revolução dos Cravos". Esta tomada de posição, saída da boca de Vasco Lourenço apanhou todos de surpresa, ou talvez não...

Há muito tempo que Vasco Lourenço vinha manifestando descontentamento pelo rumo dos acontecimentos.

Várias vezes terá feito saber que não tinha sido para "isto" que arriscou a vida juntamente com todos os seus companheiros.

 

Era de prever que, mais tarde ou mais cedo, todo o mal-estar, todo o descontentamento, toda a perplexidade dos homens de Abril se manifestasse, não deixando qualquer espécie de dúvidas. O repúdio veemente pela atual situação do nosso país e pelas dificuldades sentidas pelos mais desfavorecidos, a par de incríveis atropelos às conquistas dos trabalhadores, à falta de valores e de saídas para encarreirar a juventude num futuro que se desejaria pleno de esperança e conquistas são motivos que terão pesado nesta tomada de posição.


 

Muitos vão compreender, mas, mais do que nunca, é preciso festejar Abril denunciando os atropelos a que assistimos diariamente.


 

Esta a transcrição das palavras de Vasco Lourenço:

Pela primeira vez, a Associação 25 de Abril não vai participar nas celebrações oficiais da Revolução de 1974.


A direção da Associação comunicou hoje que não marcará presença porque «a linha política seguida pelo atual poder político deixou de refletir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa».

«O poder político que atualmente governa Portugal configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores. Em conformidade, a Associação 25 de Abril anuncia que não participará nos atos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril», lê-se num manifesto, lido pelo Capitão de Abril Vasco Lourenço.

No entanto, a Associação «participará nas comemorações populares e outros actos locais de celebração» e «continuará a evocar e a comemorar o 25 de Abril numa perspetiva de festa pela acção libertadora e numa perspetiva de luta pela realização dos seus ideais, tendo em consideração a autonomia de decisão e escolha dos cidadãos, nas suas múltiplas expressões», acrescenta.
'Capitães de Abril' não estarão pela primeira vez nas celebrações oficiais da revolução

A Associação 25 de Abril não participará este ano, pela primeira vez, nas celebrações oficiais da Revolução dos Cravos por considerar que «a linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril».
O anúncio foi feito hoje em Lisboa pela direcção da associação, de que fazem parte alguns dos chamados «Capitães de Abril».

«A linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa», lê-se no texto do manifesto «Abril não desarma», lido hoje, em Lisboa, aos jornalistas e a uma assembleia de associados pelo coronel Vasco Lourenço.

«O poder político que actualmente governa Portugal configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores. Em conformidade, a Associação 25 de Baril anuncia que não participará nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril», lê-se no texto.

O manifesto, lido pelo presidente da associação, esclarece que, porém, a Associação «participará nas comemorações populares e outros actos locais de celebração» da revolução de 1974, assim como «continuará a evocar e a comemorar o 25 de Abril numa perspectiva de festa pela acção libertadora e numa perspectiva de luta pela realização dos seus ideais, tendo em consideração a autonomia de decisão e escolha dos cidadãos, nas suas múltiplas expressões."



Manifesto "Abril não Desarma" da Associação 25 de Abril.



por Associação 25 de Abril, segunda, 23 de Abril de 2012 às 03:42 ·

Abril não desarma

Há 38 anos, os Militares de Abril pegaram em armas para libertar o Povo da ditadura e da opressão e criar condições para a superação da crise que então se vivia.


Fizeram-no na convicta certeza de que assumiam o papel que os Portugueses esperavam de si.


Cumpridos os compromissos assumidos e finda a sua intervenção directa nos assuntos políticos da nação, a esmagadora maioria integrou-se na Associação 25 de Abril, dela fazendo depositária primeira do seu espírito libertador.



Hoje, não abdicando da nossa condição de cidadãos livres, conscientes das obrigações patrióticas que a nossa condição de Militares de Abril nos impõe, sentimos o dever de tomar uma posição cívica e política no quadro da Constituição da República Portuguesa, face à actual crise nacional.



A nossa ética e a moral que muito prezamos, assim no-lo impõem!


Fazemo-lo como cidadãos de corpo inteiro, integrados na associação cívica e cultural que fundámos e que, felizmente, seguiu o seu caminho de integração plena na sociedade portuguesa.


Porque consideramos que:


  • Portugal não tem sido respeitado entre iguais, na construção institucional comum, a União Europeia.

  • Portugal é tratado com arrogância por poderes externos, o que os nossos governantes aceitam sem protesto e com a auto-satisfação dos subservientes.


  • O nosso estatuto real é hoje o de um “protectorado”, com dirigentes sem capacidade autónoma de decisão nos nossos destinos.

  • O contrato social estabelecido na Constituição da República Portuguesa foi rompido pelo poder. As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável. Condições inaceitáveis de segurança e bem-estar social atingem a dignidade da pessoa humana.

  • Sem uma justiça capaz, com dirigentes políticos para quem a ética é palavra vã, Portugal é já o país da União Europeia com maiores desigualdades sociais.

  • O rumo político seguido protege os privilégios, agrava a pobreza e a exclusão social, desvaloriza o trabalho.


Entendemos ser oportuno tomar uma posição clara contra a iniquidade, o medo e o conformismo que se estão a instalar na nossa sociedade e proclamar bem alto, perante os Portugueses, que:

- A linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa;


- O poder político que actualmente governa Portugal, configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores;

Em conformidade, a A25A anuncia que:


- Não participará nos actos oficiais nacionais evocativos do 38.º aniversário do 25 de Abril;


- Participará nas Comemorações Populares e outros actos locais de celebração do 25 de Abril;


- Continuará a evocar e a comemorar o 25 de Abril numa perspectiva de festa pela acção libertadora e numa perspectiva de luta pela realização dos seus ideais, tendo em consideração a autonomia de decisão e escolha dos cidadãos, nas suas múltiplas expressões.

Porque continuamos a acreditar na democracia, porque continuamos a considerar que os problemas da democracia se resolvem com mais democracia, esclarecemos que a nossa atitude não visa as Instituições de soberania democráticas, não pretendendo confundi-las com os que são seus titulares e exercem o poder.



Também por isso, a Associação 25 de Abril e, especificamente, os Militares de Abril, proclamam que, hoje como ontem, não pretendem assumir qualquer protagonismo político, que só cabe ao Povo português na sua diversidade e múltiplas formas de expressão.


Nesse mesmo sentido, declaramos ter plena consciência da importância da instituição militar, como recurso derradeiro nas encruzilhadas decisivas da História do nosso Portugal. Por isso, declaramos a nossa confiança em que a mesma saberá manter-se firme, em defesa do seu País e do seu Povo. Por isso, aqui manifestamos também o nosso respeito pela instituição militar e o nosso empenhamento pela sua dignificação e prestígio público da sua missão patriótica.


 

Neste momento difícil para Portugal, queremos, pois:



1. Reafirmar a nossa convicção quanto à vitória futura, mesmo que sofrida, dos valores de Abril no quadro de uma alternativa política, económica, social e cultural que corresponda aos anseios profundos do Povo português e à consolidação e perenidade da Pátria portuguesa.


2. Apelar ao Povo português e a todas as suas expressões organizadas para que se mobilizem e ajam, em unidade patriótica, para salvar Portugal, a liberdade, a democracia.

Manifesto "Abril não Desarma" da Associação 25 de Abril


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