Ponte 25 de Abril: Pagámos duas vezes Situação ainda não foi corrigida»
Cinco meses depois, Passos ainda não tem a informação toda.
A questão foi levantada na passada sexta-feira e voltou esta tarde ao Parlamento, pela mão de Francisco Louçã. O Estado pagou à Lusoponte, empresa gestora da ponte 25 de Abril, em agosto, para compensar a isenção das portagens durante aquele mês. No entanto, em 2011, os condutores pagaram essas portagens. Um duplo pagamento, pelas contas do Bloco de Esquerda, e que Passos Coelho admitiu que ainda aguarda pelos esclarecimentos do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
Em causa estão 4,4 milhões de euros saídos d bolso do contribuinte, que o governo liderado por passos deu à Lusoponte em setembro de 2011. Cerca de cinco meses depois, Passos Coelho tem o descaramento de dizer que ainda não tem a informação completa sobre essa matéria.
«Durante o mês de agosto não se cobram portagens e o Estado precisa de indemnizar a Lusoponte. No ano passado, se houve compensação, essa não devia ter ocorrido e será resolvida. Não tenho informação, mas há esta garantida: a situação vai ser corrigida de certeza absoluta», disse Passos Coelho no arranque do debate quinzenal que acontece esta quarta-feira no Parlamento.
Uma resposta que não satisfez o líder bloquista que pediu mais mais cautela com o dinheiro dos contribuintes.
O primeiro-ministro disse ainda que a Lusoponte «precisou de ser indemnizada» porque não ficou com o valor das receitas das portagens, tendo ficado nas mãos da Estradas de Portugal, uma informação contrariada por Francisco Louçã que citou o despacho em causa.
Certo é que no despacho, datado de 21 de novembro de 2011, assinado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, lê-se que a Lusoponte recebeu o pagamento do Estado pela compensação da isenção das portagens em agosto.
Afinal que primeiro ministro é este?
«O senhor secretário de Estado mentiu-lhe duas vezes», concluiu Louçã pondo depois em causa o lugar de Sérgio Silva Monteiro à frente daquela secretaria de Estado.
Acordo com empresa «está a ser alterado»
Também mais tarde, o líder comunista, Jerónimo de Sousa, voltou o tocar na ferida, acusando o Governo de ser tão austero com os portugueses e tão benévolo com as empresas como a Lusponte.
E, perante a garantia de Passos - «Ninguém faz pagamentos indevidos nem à Segurança Social nem à Lusoponte» -, Jerónimo de Sousa mostrou-se incrédulo.
«A verdade é esta: a Lusponte tem lá os dois pagamentos. Essa é que é essa. Depois se se paga ou não, é o que vamos ver».
Passos que não tinha resposta, repetiu que «não há duplo pagamento à Lusoponte» e frisou: «No âmbito do acordo de compensação que existe com a Lusoponte, esse acordo está a ser alterado de forma a corrigir esse hábito que decorria da circunstância de, todos os anos, o Estado português isentar o pagamento de portagens em Agosto na Ponte 25 de Abril. Esse acordo que existia de compensação financeira está a ser alterado de forma a que o Estado possa ser ressarcido das somas que forem devidas».
Também Heloísa Apolónia não deixou escapar a questão, pedindo uma data para o processo estar esclarecido e resolvido. Ficou sem resposta.
«Face aos sacrifícios que são exigidos aos portugueses, não pode haver enganos, senhor primeiro-ministro», disse a líder d'Os Verdes.
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... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional.
será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
Crise Económica Financeira, Islândia Economia em Crescimento: Em Reykjavik Lançaram Pedras ao Parlamento Prenderam Políticos e Não Se Submeteram à Ditadura da UE, FMI & BCE Troika
Em Reykjavik, eles não estão submetidos à ditadura da UE, FMI & BCE
Os islandeses colhem os benefícios da sua revolta
– Economia da ilha cresceu 2,9% no ano passado e expandir-se-á 2,4% este ano
por Omar R. Valdimarsson
Os islandeses, que em 2009 lançaram pedras ao Parlamento exigindo dos seus líderes e banqueiros uma resposta para o colapso económico e financeiro do país, agora colhem os benefícios de sua cólera. Desde o final de 2008, os bancos da ilha perdoaram empréstimos equivalentes a 13% PIB, o que facilita a carga da dívida de mais de um quarto da população, segundo um relatório publicado no passado mês de Fevereiro pela Associação de Serviços Financeiros da Islândia.
"Pode-se dizer com segurança que a Islândia tem o recorde mundial no alívio da dívida das famílias", disse Lars Christensen, economista-chefe de mercados emergentes do Danske Bank, em Copenhaga. "A Islândia seguiu o exemplo clássico do que se exige em uma crise. Qualquer economista [islandês] concorda com isso".
Os passos para a ressurreição da ilha desde 2008, quando seus bancos declararam insolvência, com uma dívida de 85 mil milhões de dólares, demonstram-se eficazes. O crescimento da economia islandesa este ano superará o da zona do euro e do mundo desenvolvido, segundo estimativas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Actualmente, custa aproximadamente o mesmo assegurar a não quebra da Islândia do que um possível problema de crédito na Bélgica. A maioria das pesquisas mostra agora que os islandeses não querem aderir à União Europeia, submersa em seu terceiro ano de crise da dívida.
O acordo entre o governo e os bancos, que estão ainda parcialmente controlados pelo Estado, ajudou os proprietários de imóveis da ilha, já que é perdoada a dívida que exceder 110% do valor da habitação. Além disso, em decorrência de uma decisão da Suprema Corte em Junho de 2010, os empréstimos que se encontram indexados em moedas estrangeiras são considerados ilegais, isto é, as famílias já não têm que cobrir as perdas cambiais.
As lições da crise
"A lição que devemos aprender com a crise na Islândia é que, se outros países consideram necessário realizar um desconto, deveriam olhar para o êxito que o acordo dos 110% obteve aqui", diz Thorolfur Matthiasson, professor de economia na Universidade de Reykjavik, capital da Islândia. "É o acordo mais amplo já levado a cabo", diz ele. Sem o plano de emergência, os proprietários de residências teriam ficado afogados sob o peso de seus empréstimos, depois de a relação entre a dívida e o rendimento ter disparado para 240% em 2008, acredita Matthiasson.
A economia de 13 mil milhões de dólares da Islândia contraiu em 6,7% em 2009, cresceu 2,9% no ano passado e expandir-se-á 2,4% este ano e no próximo, segundo estimativas da OCDE. Em contrapartida, a economia na zona do euro irá crescer apenas 0,2% este ano e na área da OCDE irá crescer 1,6%, segundo estimativas de Novembro.
O sector imobiliário, medido como um sub-componente do índice de preços ao consumidor está agora apenas 3% abaixo dos valores de Setembro de 2008, pouco antes do colapso. Na semana passada a classificadora Fitch elevou a Islândia ao grau de investimento com perspectiva estável. E concluiu que "a pouco ortodoxa política de resposta para a crise da ilha tem tido êxito".
A abordagem da Islândia para combater a crise baseou-se em dar prioridade às necessidades de sua população frente às do mercado. Quando em Outubro de 2008 se tornou publico que os bancos da ilha estavam à beira da bancarrota, o governo interveio isolando do problema as contas nacionais e deixando os credores internacionais em apuros. O Banco Central impôs controles de capital para garantir a coroa e os novos bancos controlados pelo Estado foram criados a partir dos restos dos prestamistas que fracassaram.
"Ainda há um grande número de pessoas que enfrentam dificuldades, ao mesmo tempo em que há muitos a melhorar", defende o porta-voz do Landsbankinn hf, Kristjánsson. "É quase impossível dizer quando parar por ser suficiente. A cada nova medida que se toma, surgem novas exigências para o futuro", acrescenta. Como precursor do movimento global que tem ocupado as praças do mundo – como o 15-M na Espanha ou as actuais mobilizações na Wall Street, Nova York – os islandeses saíram às ruas após o colapso económico de 2008. Os protestos intensificaram-se no início de 2009, obrigando a polícia a usar gás lacrimogéneo para dispersar a multidão que atirava pedras ao Parlamento e ao gabinete do então primeiro-ministro Geir Haarde. O Parlamento decidiu avançar com a acusação apresentada contra ele em Setembro de 2009, pelo seu papel na crise.
Uma nova coligação política, liderada pela primeira-ministra social-democrata Johanna Sigurdardottir, assumiu o poder no início de 2009. As autoridades ainda investigam a maioria dos protagonistas da crise bancária na Islândia.
As consequências legais
O promotor especial para a Islândia indicou que poderia indiciar um máximo de 90 pessoas, enquanto mais de 200 – incluindo os ex-executivos dos três maiores bancos – enfrentam acusações criminais. Larus Welding, ex-director executivo do Glitnir Bank, que já foi o segundo maior banco da Islândia, foi acusado em Dezembro de conceder empréstimos ilegais e agora aguarda julgamento. O ex-director geral do Landsbanki Islands HF, Sigurjon Arnason, tem sofrido períodos de detenção, enquanto prossegue sua investigação criminal.
O processo tem paralelo nos EUA, onde altos executivos bancários têm enfrentado processos criminais pelo seu papel no colapso das hipotecas de alto risco, conhecidas como subprime. A Comissão da Bolsa de Valores disse no ano passado que havia sancionado 39 responsáveis superiores por condutas relacionadas com a crise do mercado imobiliário.
Liks úteis e Fontes:
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Innanrikisraduneyti | Iceland Ministry Of Foreign Affairs | Ministério dos Negócios Estrangeiros da Islândia
Velferdarraduneyti | Ministry of Welfare | The Ministry of Welfare in Iceland was established on January 1st 2011 in accordance with Act no. 121/2010. The Ministry has the responsibility for administration and policy making of social affairs, health and social security in Iceland as prescribed by law, regulations and other directives
Vinnueftirlit.is | Administration of Occupational Safety and Health in Iceland
Jafnretti.is | Centre for Gender Equality In May 2000, a new Act on Equal Status and Equal Rights of Women and Men was passed by the Icelandic Parliament, Alþingi. This resulted in various structural changes. The official equality system is divided into three: The Equal Status Council, The Complaints Committee and the new Centre for Gender Equality which is now situated in the town Akureyri, in the Northern part of Iceland.
Debtors' Ombudsman The Debtors' Ombudsman represents the interests of debtors and offers them support if applicable. The Debtors' Ombudsman offers free assistance to individuals who have serious difficulties meeting their financial obligations in order to find a balance between financial capacities and financial obligation
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Os islandeses colhem os benefícios da sua revolta
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Os islandeses, que em 2009 lançaram pedras ao Parlamento exigindo dos seus líderes e banqueiros uma resposta para o colapso económico e financeiro do país, agora colhem os benefícios de sua cólera. Desde o final de 2008, os bancos da ilha perdoaram empréstimos equivalentes a 13% PIB, o que facilita a carga da dívida de mais de um quarto da população, segundo um relatório publicado no passado mês de Fevereiro pela Associação de Serviços Financeiros da Islândia.
"Pode-se dizer com segurança que a Islândia tem o recorde mundial no alívio da dívida das famílias", disse Lars Christensen, economista-chefe de mercados emergentes do Danske Bank, em Copenhaga. "A Islândia seguiu o exemplo clássico do que se exige em uma crise. Qualquer economista [islandês] concorda com isso".
Os passos para a ressurreição da ilha desde 2008, quando seus bancos declararam insolvência, com uma dívida de 85 mil milhões de dólares, demonstram-se eficazes. O crescimento da economia islandesa este ano superará o da zona do euro e do mundo desenvolvido, segundo estimativas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Actualmente, custa aproximadamente o mesmo assegurar a não quebra da Islândia do que um possível problema de crédito na Bélgica. A maioria das pesquisas mostra agora que os islandeses não querem aderir à União Europeia, submersa em seu terceiro ano de crise da dívida.
O acordo entre o governo e os bancos, que estão ainda parcialmente controlados pelo Estado, ajudou os proprietários de imóveis da ilha, já que é perdoada a dívida que exceder 110% do valor da habitação. Além disso, em decorrência de uma decisão da Suprema Corte em Junho de 2010, os empréstimos que se encontram indexados em moedas estrangeiras são considerados ilegais, isto é, as famílias já não têm que cobrir as perdas cambiais.
As lições da crise
"A lição que devemos aprender com a crise na Islândia é que, se outros países consideram necessário realizar um desconto, deveriam olhar para o êxito que o acordo dos 110% obteve aqui", diz Thorolfur Matthiasson, professor de economia na Universidade de Reykjavik, capital da Islândia. "É o acordo mais amplo já levado a cabo", diz ele. Sem o plano de emergência, os proprietários de residências teriam ficado afogados sob o peso de seus empréstimos, depois de a relação entre a dívida e o rendimento ter disparado para 240% em 2008, acredita Matthiasson.
A economia de 13 mil milhões de dólares da Islândia contraiu em 6,7% em 2009, cresceu 2,9% no ano passado e expandir-se-á 2,4% este ano e no próximo, segundo estimativas da OCDE. Em contrapartida, a economia na zona do euro irá crescer apenas 0,2% este ano e na área da OCDE irá crescer 1,6%, segundo estimativas de Novembro.
O sector imobiliário, medido como um sub-componente do índice de preços ao consumidor está agora apenas 3% abaixo dos valores de Setembro de 2008, pouco antes do colapso. Na semana passada a classificadora Fitch elevou a Islândia ao grau de investimento com perspectiva estável. E concluiu que "a pouco ortodoxa política de resposta para a crise da ilha tem tido êxito".
A abordagem da Islândia para combater a crise baseou-se em dar prioridade às necessidades de sua população frente às do mercado. Quando em Outubro de 2008 se tornou publico que os bancos da ilha estavam à beira da bancarrota, o governo interveio isolando do problema as contas nacionais e deixando os credores internacionais em apuros. O Banco Central impôs controles de capital para garantir a coroa e os novos bancos controlados pelo Estado foram criados a partir dos restos dos prestamistas que fracassaram.
"Ainda há um grande número de pessoas que enfrentam dificuldades, ao mesmo tempo em que há muitos a melhorar", defende o porta-voz do Landsbankinn hf, Kristjánsson. "É quase impossível dizer quando parar por ser suficiente. A cada nova medida que se toma, surgem novas exigências para o futuro", acrescenta. Como precursor do movimento global que tem ocupado as praças do mundo – como o 15-M na Espanha ou as actuais mobilizações na Wall Street, Nova York – os islandeses saíram às ruas após o colapso económico de 2008. Os protestos intensificaram-se no início de 2009, obrigando a polícia a usar gás lacrimogéneo para dispersar a multidão que atirava pedras ao Parlamento e ao gabinete do então primeiro-ministro Geir Haarde. O Parlamento decidiu avançar com a acusação apresentada contra ele em Setembro de 2009, pelo seu papel na crise.
Uma nova coligação política, liderada pela primeira-ministra social-democrata Johanna Sigurdardottir, assumiu o poder no início de 2009. As autoridades ainda investigam a maioria dos protagonistas da crise bancária na Islândia.
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O promotor especial para a Islândia indicou que poderia indiciar um máximo de 90 pessoas, enquanto mais de 200 – incluindo os ex-executivos dos três maiores bancos – enfrentam acusações criminais. Larus Welding, ex-director executivo do Glitnir Bank, que já foi o segundo maior banco da Islândia, foi acusado em Dezembro de conceder empréstimos ilegais e agora aguarda julgamento. O ex-director geral do Landsbanki Islands HF, Sigurjon Arnason, tem sofrido períodos de detenção, enquanto prossegue sua investigação criminal.
O processo tem paralelo nos EUA, onde altos executivos bancários têm enfrentado processos criminais pelo seu papel no colapso das hipotecas de alto risco, conhecidas como subprime. A Comissão da Bolsa de Valores disse no ano passado que havia sancionado 39 responsáveis superiores por condutas relacionadas com a crise do mercado imobiliário.
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G.Andri SkulasonIce News - Iceland News From The Nordics Notícias da Islândia
Spokesman, The Civic Movement Iceland
gandri@xo.is
---
The Civic Movement is a political party in Iceland, founded by a number of grassroots movements in the lead up to the 2009 election during the Global Recession, which hit Iceland particularly hard.
In the election, the Civic Movement won 4 out of 63 seats in Althingi, the Icelandic Parliament.
The Civic Movement is no longer represented in the Althingi and is now collaborating with the Icelandic Association of Debtors and the Open Civic Forum all of whom have been working towards a reformed system and a better society, with great results.
Together we can change the world...
Gandri Skulason tel. +354 6151522
Iceland Association of Debtors
gandri@lanthegar.is
Gunnar Sigurdsson tel. +354 8977694
Open Civic Forum
gus@mmedia.is
Islandia...
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