A Greve dos Médicos convocada, para 11 e 12 de Julho de 2012, pelos Sindicatos Médicos e apoiada de forma inequívoca, desde o primeiro momento, pela Ordem dos Médicos, tem como reivindicação essencial a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o direito dos portugueses a cuidados de saúde qualificados e o respeito pela dignidade da profissão médica e dos médicos como seres humanos.
O SNS criado em 1979, teve como pilares essenciais o respeito pela dignidade de todas as pessoas, a igualdade de acesso e tratamento e a solidariedade social. Nunca, como agora, aquela que foi talvez, a maior conquista social da democracia, esteve tão fragilizada e em risco de ser definitivamente desmantelada e consumida pela máquina trituradora do Estado. De facto, muitas das medidas adoptadas sucessivamente pelo Ministério da Saúde indicam claramente uma opção, que não é seguramente nada saudável para a qualidade dos cuidados de saúde e que não respeita minimamente os princípios fundadores do SNS.
Quantos de nós, médicos, lidamos frequentemente com a incapacidade dos doentes cumprirem os seus tratamentos ou as suas consultas por dificuldades cada vez maiores. O aumento exponencial das taxas moderadoras, a dificuldade de acesso aos transportes para os doentes mais desfavorecidos, as medidas impostas por alguns hospitais no acesso e no tratamento, entre muitas outras, têm contribuído, em associação com todas as outras medidas de austeridade bem conhecidas, para o mal-estar generalizado, dos doentes e dos profissionais de saúde.
Os médicos têm o dever e a obrigação de defender a qualidade da medicina e a saúde dos doentes e do SNS. É, antes de mais, uma questão de justiça social.
Por isso, as nossas preocupações centram-se em medidas destinadas a preservar os princípios fundamentais que servem de base ao SNS e, concomitantemente, a defender a qualidade dos cuidados de saúde prestados aos doentes.
Desta forma, não abdicamos de exigir:
- A implementação prática e actualização das Carreiras Médicas com abertura de concursos públicos para contratação de médicos e para progressão na Carreira (em detrimento da contratação de prestação de serviços médicos, ao mais baixo preço como lotes de horas impessoais, a empresas privadas, que não garantem a qualidade que todos temos o direito de exigir);
- A revisão da grelha salarial com os Sindicatos Médicos, de acordo com o valor real da responsabilidade da profissão médica;
- O respeito pelas competências dos profissionais médicos e pelo papel de coordenação das equipas de Saúde;
- A publicação de legislação sobre o acto médico de acordo com proposta fundamentada já apresentada pela Ordem dos Médicos;
- O respeito pela capacidade formativa das Faculdades de Medicina e pela qualidade de toda a Formação Médica;
- A alteração da portaria sobre a DCI que permita aos doentes o poder de escolher, no acto médico, o medicamento do princípio activo prescrito;
- A alteração ou suspensão de medidas impostas pelo governo que têm resultado numa diminuição substancial do acesso aos cuidados de saúde para um número elevado de doentes;
- A alteração urgente do actual processo de revisão das listas de utentes dos médicos de família;
- A continuação da reforma positiva dos cuidados de saúde primários;
- A participação da Ordem dos Médicos na definição de protocolos terapêuticos e de utilização de dispositivos médicos.
Este é um momento histórico para os médicos e para o País. Não podemos continuar a aceitar a violação permanente da dignidade dos médicos, dos doentes e do próprio SNS. Todos temos a obrigação de manter o nível de excelência do melhor Serviço público português, o Serviço Nacional de Saúde.
Por isso, a Greve nacional decretada pelos Sindicatos e apoiada pela Ordem dos Médicos é, antes de tudo, uma obrigação moral da nossa classe em defesa da qualidade dos cuidados de saúde e dos doentes.
A responsabilidade pela conquista da justiça das nossas convicções e dos nossos objectivos está na União de todos os Médicos e em cada um de nós.
O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos.
Porto, 9 de Julho de 2012.
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... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional.
será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
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Grécia Política Social Democrata Euro NAZI: Construção Campos de Concentração e Cercas de Arame Farpado; Caça Aberta aos Imigrantes! Zonas Sem Problemas de Imigração Ilegal! Governador Regional de Tessália e População Contra, KKE Apela á Luta!
A Grécia sob o comando de Angela Merkel, avança á força toda com a política EURO NAZI planeia abrir 30 Camps detenção para detenção de imigrantes ilegais e construção de cercas de arame farpado.
As autoridades Gregas recentemente também revelaram planos para construir uma cerca de arame farpado na sua fronteira com a Turquia ... (AP / Nikolas Giakoumidis)
No espaço de cerca de um mês, a Grécia pretende abrir o primeiro de seus 30 acampamentos planeados para detenção de imigrantes ilegais, notícia do The Guardian. (In Athens. officials have so far approved construction of three detention centers.
Em Atenas. o governo grego já aprovou a construção de três centros de detenção.
Como resultado, alguns grupos têm feito comparações entre a Grécia hoje, e a Alemanha nazista.
"Houve uma feroz resistência aos regimes dos campos de concentração pelos agricultores locais e pessoas que vivem em aldeias e cidades próximas", o Partido Operário Revolucionário, escreveu em seu site. ("There has been fierce resistance to the concentration camp schemes by local farmers and people living in nearby villages and cities," the Workers Revolutionary Party wrote on its website.)
E Kostas Agorastos, o governador regional de Tessália, disse que sua região não tem um problema da imigração ilegal.
"Estamos contra esta proposta, o público não quer isto e as autoridades locais não querem os campos de concentração", disse Agorastos ao Athens News.
"We are against this proposal, the public doesn't want it and the local authorities don't want it," Agorastos told Athens News.
No final da semana passada, a polícia disse que iria começar a efectuar buscas 24 horas por dia em no centro da cidade de Atenas para capturar imigrantes ilegais, com equipes de televisão convidadas a participar na caçada. A campanha tem sido criticado como um golpe de política pré-eleitoralista, segundo o Athens News.
"Não são os imigrantes que são responsáveis pelo aumento da criminalidade, mas as políticas que a Grécia está sendo forçada a tomar [pela UE, BCE e FMI] que estão espalhando pobreza, desemprego e miséria", disse um activista ao Guardian.
A polícia grega deportatou 39 cidadãos estrangeiros, de acordo com Athens News. Este post foi publicado originalmente no Global Post.
"We are against this proposal, the public doesn't want it and the local authorities don't want it," Agorastos told Athens News.
Today police said they would begin 24-hour searches in inner-city Athens for illegal immigrants, with television crews invited to attend. The campaign has been criticized as a pre-election stunt, Athens News said.
"It's not the migrants who are responsible for rising crime, but policies that Greece is being forced to take [by the EU and IMF] that are spreading poverty, unemployment and misery," an activist told the Guardian.
Greek police deported 39 foreign nationals today, according to Athens News. This post originally appeared in Global Post.
O Resistir info escreveu:
Criação de campos de concentração para imigrantes
O governo de sociais-democratas (PASOK) e liberais (ND) prosseguirá com a criação de campos de concentração para imigrantes, utilizando financiamento da UE. Estes campos funcionarão com o objectivo de deportar pessoas desamparadas, as quais em resultado de guerras e intervenções imperialistas e da barbárie capitalista nos seus países procuram um melhor destino nos países da UE.
É característico que eles terão cercas de arame farpado triplas com três metros de altura, de acordo com os padrões da NATO. A guarda externa será executada por equipes de polícias armados e a interna por pessoal de segurança privada. Isto será apoiado por ferramentas técnicas de vigilância (CCTV, televisão em circuito fechado).
Por este meio a coligação governamental dos dois maiores partidos burgueses afirma que por um lado resolverá a questão dos imigrantes ilegais e por outro criará empregos, supostamente combatendo o desemprego.
A declaração do Gabinete de Imprensa do CC do KKE diz o seguinte:
"A intenção da coligação governamental PASOK-ND, com o acordo ou a tolerância dos partidos e comissários regionais do capital, de criar 30 campos de concentração para imigrantes em 10 das regiões do país, a começar por Neapoli Kozani, deve receber uma encarniçada resistência do povo. Trata-se de uma parte da ofensiva mais geral e impiedosa contra os direitos dos trabalhadores locais e estrangeiros e não tem como objectivo aliviar os seus problemas explosivos. Aqueles que prestam culto no altar do lucro capitalista não têm nem a capacidade nem o desejo de tratar do crime, da prostituição, das drogas e do encerramento do pequeno comércio. As áreas que serão "limpas" de imigrantes serão entregues para serem exploradas pelo grande capital. Eles querem livrarem-se das manifestações e mobilizações do movimento popular. As operações de limpeza, as detenções em massa e deportações de imigrantes serão acompanhadas pela intensificação da intimidação e repressão, atacando os direitos tantos dos trabalhadores locais como dos estrangeiros.
A criação de campos de concentração para imigrantes foi programada durante muitos anos pelos partidos do capital que governam o país. Já há uma série de estados membros da UE e países terceiros "dispostos" que têm recebido financiamento para isto da UE. Isto está a ser executado por aqueles que são responsáveis pela imigração em massa e pelas ondas de refugiados na Grécia e na UE, aqueles que sacrificaram os povos e conduziram-nos à fome e à imigração. Trata-se das mesmas pessoas que empobreceram e repetidamente enviaram sectores do povo grego para o caminho da imigração. Eles querem os imigrantes como uma força de trabalho barata e sem direitos de modo a que possam aumentar os lucros parasitários do capital. Isto é a "civilização" e estes são os "valores" do capitalismo. Os estratos populares das comunidades locais não devem ser enganados pelas promessas de alegados benefícios compensatórios do funcionamento dos campos.
Eles têm como objectivo aprisionar pessoas em massa nas mais inaceitáveis e insuportáveis condições de vida por períodos de até 18 meses, apesar do facto de que a maior parte deles quer ir para outros estados da UE e estão imobilizados na Grécia devido ao Acordo de Schengen e ao Regulamento Dublin II. Eles querem igualmente aprisionar refugiados que pediram asilo de modo a que sejam deportados para países onde as suas vidas correm perigo, violando abertamente os direitos dos refugiados descritos na Convenção de Genebra.
Os problemas explosivos da imigração em massa e o aumento do crime são parte integral do sistema de exploração capitalista e do imperialismo. Eles são intensificados pelas rivalidades inter-imperialistas e a crise do sistema e não pode ser resolvido por medidas repressivas, campos, cercas de arame e pelos apoiantes da barbárie capitalista e do mercado livre.
As propostas do KKE atacam as próprias causas da imigração em massa, do crime, fenómenos sociais que demonstram o apodrecimento do capitalismo e que são intensificados pela crise e seus impasses. Com o desligamento da UE, da NATO e de organizações imperialistas, com a socialização dos monopólios, a economia centralmente planificada em benefício do povo, e o controle popular da classe trabalhadora atacará – no interesse dos produtores da riqueza – as raízes do moderno comércio de escravos, do trabalho não garantido, da prostituição e da violação de todo o direito humano.
O KKE apela aos trabalhadores, através da sua actividade e do seu voto, a que punam aqueles que são responsáveis pela criação de cada vez mais problemas sociais explosivos os quais mergulharam as vidas da classe trabalhadora e dos extractos populares na insegurança.
O KKE apela a gregos e estrangeiros para que combatam de um modo unido e lutem de imediato pelo seguinte:
Cancelamento dos planos do governo para a criação de campos de concentração.
Instalação de centros de recepção temporária humanos, decentes, abertos e públicos para imigrantes-refugiados onde sejam providenciados cuidados médicos, abrigo e habitação gratuitos, interpretação e apoio legal. Neles deve haver cuidado especial por parte dos corpos do estado para com refugiados e imigrantes não adultos, mães e crianças, as vítimas de redes de tráfico de pessoas.
O asilo ou um status humanitário temporário deve ser concedido a refugiados e àqueles que vêm de países sob ocupação imperialista ou são afectados por guerra civil.
Documentos de viagem deveriam ser providenciados para todos aqueles que desejem ir para outro estado membro da UE. Desobediência ao Acordo de Schengen e ao Regulamento Dublin II.
As novas medidas repressivas contra imigrantes nas fronteiras devem parar e a atribuição de parte da guarda das fronteiras aos mecanismos da UE também deve cessar ( FRONTEX, European System for the Supervision of Borders).
A participação da Grécia em missões imperialistas em países estrangeiros deve cessar.
Os imigrantes que vivem e trabalham na Grécia devem ser legalizados e ter plenos direitos trabalhistas, sociais e democráticos.
http://iscte.pt/~apad/ACED/
http://owni.fr/2011/02/18/app-la-carte-des-morts-aux-frontieres-de-leurope/
http://clandestinenglish.wordpress.com/
https://www.imap-migration.org/
http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-03-29
http://resistir.info/grecia/campos_de_concentracao.html
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