... Julgo que depois destes malabarismos, os currículos das pessoas com funções políticas activas com o propósito de praticar o bem comum de uma nação, devem ser exigidos e publicados em Diário da Republica para qualquer cidadão poder consultar e certificar-se das habilitações de cada politico. Não deve ser uma opção, mas uma condição contemplada numa lei própria para o efeito, pois como sabemos, nenhum trabalhador é admitido numa função numa empresa, sem referências e/ou curriculo académico/profissional. será verdade que o PS está "calado" neste caso da licenciatura de M. Relvas porque o Irmão Maçon António Seguro dos Bancos (da Universidade Lusófona) foi um dos professores envolvido no processo?...
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Emprego Chefe Fantasma; Divisão Paraíso da Corrupção Funchal Madeira Câmara Paga Ordenado 1900 Euros a Mulher de Albuquerque P/ Não Trabalhar; Denúncia de José Manuel Coelho, Deputado PTP em Luta na Ilha Jardim Ocupada P'lo Ali-Bábá Gordo



ALBUQUERQUE ELEGE CHEFE PARA SECÇÃO FANTASMA

MULHER DE ALBUQUERQUE RECEBE ORDENADO DE 1900 € NA CÂMARA MAS NÃO TRABALHA


 

José Manuel Coelho do PTP esteve junto à Câmara Municipal do Funchal para denunciar mais um caso de corrupção dentro daquela autarquia.


mulher de Miguel Albuquerque, tem um cargo de chefe de divisão do departamento da juventude, recebendo um salário líquido mensal de 1900 € e não aprece ao serviço. Este cargo foi criado como “um fato à medida”, para que a esposa do autarca beneficie dos privilégios de titular deste cargo e de um salário elevado. Há um abuso de poder da parte de Albuquerque, pois utiliza a sua posição e o seu poder criar cargos públicos que beneficiam os seus familiares.


Sofia Fernandes, mulher de Miguel Albuquerque, tem um cargo de chefe de divisão do departamento da juventude, recebendo um salário líquido mensal de 1900 € e não aprece ao serviço. Este cargo foi criado como “um fato à medida”, para que a esposa do autarca beneficie dos privilégios de titular deste cargo e de um salário elevado. Há um abuso de poder da parte de Albuquerque, pois utiliza a sua posição e o seu poder criar cargos públicos que beneficiam os seus familiares.

Na perspectiva de José Manuel Coelho, Albuquerque não constitui uma alternativa a Alberto João Jardim, nem no PSD e muito menos como presidente de um futuro Governo Regional, pois irá dar continuidade às políticas de corrupção do regime Jardinista.


Para o deputado do PTP, o actual presidente da Câmara Municipal do Funchal não trás nada de novo ao panorama político regional.

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Comemorações Abril, Revolução: Acorda Portugal, Basta de Corrupção; Vem Defender a Familia e Nação; Protesto Nacional; Todos a Lisboa, Revolta dos Escravos Substitui a Revolução dos Cravos



Hoje tem que se divulgar ao maximo este evento todo mundo tem que saber que não brincam com o Povo PORTUGUES. Vamos invcadir os email das Tv, Radios, Jornais a informar que nos vamos manifestar durante esta noite e amanha todo o dia força pessoal....




É Tempo de Mudança em Portugal. A Revolução dos Cravos vai dar lugar à Revolução dos Escravos



REVOLUÇÃO DIA 25 de ABRIL de 2012.
Em Frente a Assembleia da Republica e em Frente Palácio de Belém.
Esta na Hora de todos os Desgovernantes deste Pais virem todos para a Rua comer cenouras e também Cavaco Silva, o Povo tem que dizer chega de Riquezas Avarentas. Vamos fazer no Dia 25 de Abril de 2012 uma revolução que estes sejam tirados do Desgoverno de Portugal. Tem Ordenados e Reformas a Rico e o Povo a passar Fome com Salários Mínimos e Reformas de 270,00 euros. Vamos ajudar esta ideia.

"DECRETO-LEI n.º 406/74 declara no seu artigo 1.º -1:


«A TODOS OS CIDADÃOS É GARANTIDO O LIVRE EXERCICIO DO DIREITO DE SE REUNIREM PACIFICAMENTE EM LUGARES PÚBLICOS, ABERTOS AO PÚBLICO E PARTICULARES, INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÕES, para fins não contrários à lei, à moral, aos direitos das pessoas singulares ou colectivas e à ordem e à tranquilidade públicas.»


Os promotores das manifestações apenas deverão AVISAR o presidente da câmara municipal (já não há governador civil…)

Uma mentira mil vezes repetida não passa, por esse facto, a ser verdade.


As centrais de comunicação dos sucessivos governos de Guterres, Barroso, Santana, Sócrates e Coelho andam há muito a passar uma mensagem subliminar: os cidadãos portugueses precisam de autorização para se manifestarem.


Há anos que lemos e ouvimos comandos e porta-vozes da GNR, da PSP, de polícias municipais a alinharem pelo mesmo diapasão. Para já não falar em jornalistas e comentadores. O que ou traduz ignorância, ou intenção deliberada.


Será que alguns editores e jornalistas desconhecem a Constituição da República? Os comentadores e especialistas não sabem do que falam? Nas Escolas da PSP e da GNR não se ensina a legislação em vigor? Ou estamos perante um acção concertada, onde até nem falta o regresso ao tristemente célebre «inimigo interno» do tempo do fascismo de Salazar e Caetano?

A que propósito é que este senhor afirma: “Se soubéssemos o que sabemos hoje, esses grupos não teriam sido autorizados a desfilar. É uma das lições que aprendemos”?

Quem deu à PSP competência para autorizar, ou não autorizar manifestações?

Temos que ser fortes meu Povo, vamos come los... A psp não tem que autorizar nada.


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Crise, Corrupção, Manipulação e Violação Do Estado de Direito e Política de Austeridade: Nomeações Tribunal Constitucional; Juízes Escolhidos de Acordo Com Resultado Pretendido; Isto é de Extrema Gravidade! Acorda Portugal



A manipulação de um Estado de Direito

PEDRO SANTOS GUERREIRO

 

Os fortes ganharão sempre aos fracos, os ricos terão sempre mais poder que os pobres, os porcos de Orwell que escrevem nas ombreiras das portas mandarão sempre nos animais que pasmam e não sabem ler. Sim, as coisas são o que são. Mas escusam de ser pior. A nomeação dos novos juízes para o Tribunal Constitucional é um assunto muito sério. E grave. E nosso.


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Crise, Corrupção, Manipulação e Violação Do Estado de Direito e Política de Austeridade: Nomeações Tribunal Constitucional; Juízes Escolhidos de Acordo Com Resultado Pretendido; Acorda Portugal


A nomeação de juízes para o Constitucional é partidária, sempre foi e nunca devia ter sido. Os nomes agora propostos pelo PSD, pelo PP e pelo PS (Paulo Saragoça da Matta, Fátima Mata Mouros e José Conde Rodrigues) podiam, portanto, parecer apenas partidarizados como sempre, o que nos levaria a debater ou não a forma de constituição do tribunal. Mas o que está em causa hoje é outra coisa. É a suspeita de uma escolha à medida das políticas de austeridade do Governo.

Não está em causa a competência técnica de qualquer dos nomes. Nem a sua seriedade. Mas está o seu fraco currículo para um tribunal que noutros países democráticos é o Olimpo dos juristas – em respeitabilidade, independência e poder. Como é o caso dos Estados Unidos. Como é o caso da Alemanha, onde Angela Merkel respeita a possibilidade de chumbo do seu tribunal a resgates a países.

É de resgate que estamos a falar. Eis a vaca fria: o Constitucional estaria prestes a chumbar a mãe de todas as medidas da austeridade, o corte dos subsídios da Função Pública. E estas escolhas podem ter sido feitas à medida, para inverter essa calamidade política. Não porque os escolhidos sejam manipuláveis. Mas por saber-se o que pensam. E terem sido escolhidos em função disso. E isso sim será manipulação.

A suspeita é grave e recai em quem escolheu, não em quem foi escolhido. Desde o ano passado que se duvida da constitucionalidade da medida. Cavaco Silva duvidou, sempre preferiu um imposto extraordinário, sobre todos, do que esta suspensão dos subsídios. O Constitucional, que aprovou o corte de 5% em nome dos tempos extraordinários, logo avisou que também essa aprovação era excepcional. Mas depois do corte de 5% veio o dos subsídios. E havia o risco real da medida ser chumbada. E depois era uma calamidade política.

Uma calamidade é melhor que o caos. Se o corte de subsídios fosse considerado inconstitucional, o Governo teria uma enorme derrota e precisaria de reiniciar um processo de austeridade alternativa, que provavelmente passaria pela reedição do imposto extraordinário de IRS. Mais uma “metade” do subsídio de Natal. Como Cavaco sempre preferiu. O desgaste político seria enorme. A consolidação voltaria a ser feita pelo aumento de receita, não pelo corte de despesa. Mas seria a lei. “Dura lex sed lex”, não é assim?

Como aqui escreveu Elisabete Miranda em Janeiro (em Janeiro!), “ter medo da Constituição é menorizar as instituições e infantilizar os cidadãos”. A crise está a esboroar a credibilidade das instituições. Uma frase mal dita arruinou a imagem de um Presidente, uma caçada maldita expôs o ridículo de um monarca. E como escreveu Pedro Lomba no “Público”, “estão a ‘abandalhar’ o Tribunal Constitucional”.

A lei é o que nos separa do caos, o que nos protege da iniquidade, é o melhor esforço humano para perseguir a justiça. Sem o Estado de Direito não há Estado, há “Far West”. A lei é o que defende do forte o fraco, nivela o poder do rico e do pobre, e mesmo que falhe na decisão entre o mal e o bem, é o que separa o certo do errado. E está escrito. Na lei. Na Constituição. Mesmo que seja inconveniente. Ou inoportuno.

As indicações para o Constitucional permitem a especulação de que os partidos do acordo da troika querem influenciar a aprovação da medida que, de outra forma, seria chumbada. Pobre Constituição. Pobre tribunal. Será verdade que, como escrevia ontem o “Público”, um outro juiz, Jorge Reis Novais, terá declinado o convite por falta de qualidade dos seus pares? Não sabemos. Talvez outros juízes devessem ter o absurdo de consciência de Groucho Marx, que não quis entrar num clube que aceitasse pessoas como ele. Mas ninguém se incomoda. Nem no Parlamento. Nem na Presidência. Nem mesmo os demais juízes – ou apresentariam a sua demissão.

* negócios online

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Corrupção Justiça Portuguesa; SMMP Rui Cardoso, Presidente Sindicato Magistrados Ministério Público: "Nomes Propostos Pelo Parlamento para o Tribunal Constitucional não Passam na Prova da Integridade"



Presidente do sindicato dos magistrados critica nomes propostos pelo Parlamento Para o Tribunal Constitucional


O novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público diz que alguns dos nomes propostos pelo Parlamento para o Tribunal Constitucional não passam na prova da integridade. Na tomada de posse, Rui Cardoso apelou precisamente a este tribunal para pôr termo à violação da lei nos cortes salariais impostos pelo Governo.


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Máfia Portuguesa, Político Negócios Corrupção Norte: Padre Paga 50 Mil Euros e Banco BES Perdoa Dívida a Vereador do CDS Eleito Ilegalmente á Câmara do Porto; e Opinião de Jurista em Video



BES Perdoa dívida a  vereador do CDS/PP com mandto ilegal na Câmara do Porto, quase metade dos créditos foi perdoada, e padre de Rio de Mouro Paga restantes 50.000

 

Porto: Terceiros pagam dívidas de vereador falido

Dívida de 102 mil euros do vereador da Câmara do Porto, eleito pelo CDS-PP e actualmente com mandato suspenso, foi paga através de terceiros e quase metade dos créditos reclamados foram mesmo perdoados.

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Máfia Portuguesa, Político Negócios Corrupção Norte:
Banco BES Perdoa Dívida a Vereador do CDS Eleito Ilegalmente á Câmara do Porto

O Padre com voto de pobreza e isso, onde terá arranjado o dinheiro? E o BES, A que se deverá tamanha boa vontade de um Banco? O BES cobra numas Parcerias Público Privadas e pagamos nós todos. ATÉ QUANDO VAMOS PERMITIR?

Máfia Portuguesa; Político Negócios; Norte; Padre; Banco BES Perdoa Dívida; Vereador do CDS; Eleito Ilegalmente á Câmara do Porto; Máfia Portuguesa, Político Negócios Corrupção; Corrupção
Máfia Portuguesa, Político Negócios Corrupção: Vereador do CDS Eleito Ilegalmente á Câmara do Porto


O vereador do CDS/PP com mandato suspenso na Câmara do Porto, Manuel Gonçalves, pagou através de terceiros 102 mil euros de dívidas no processo de falência, tendo recebido o perdão de quase metade dos créditos reclamados.

As informações constam dos autos do processo do Tribunal de Comércio de Gaia, a que a Lusa teve esta segunda-feira acesso.

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Máfia Portuguesa, Político Negócios Corrupção:
Padre Paga 50 Mil Euros
Banco BES Perdoa Dívida a Vereador do CDS Eleito Ilegalmente á Câmara do Porto


A Fleet Properties, que reclamava 122,2 mil euros, recebeu no fim de Fevereiro 48 mil euros de um padre de Rio de Mouro, cujo apelido é igual ao do vereador. Os dados estão num dos quatro recibos de quitação apresentados por Manuel Gonçalves para comprovar em tribunal o pagamento "dos créditos devidamente reconhecidos" no processo, com vista à "cessação dos efeitos da declaração de falência".
Manuel Gonçalves está desde 8 de Fevereiro com o mandato suspenso na Câmara do Porto, "por 30 dias, renováveis por idênticos períodos, até que a reabilitação esteja comprovada", devido à alegada inelegibilidade nas autárquicas de 2009, por se encontrar falido.

A liquidação das dívidas constante dos quatro recibos de quitação é de 101 mil euros e os autos apontam para cerca de 135 mil euros de obrigações perdoadas, já que em Janeiro o tribunal contabilizava mais de 238 mil euros de créditos reclamados.

O BES, que solicitava o pagamento de mais de 78,3 mil euros, recebeu agora 20 mil euros de um empresário da Póvoa de Varzim, localidade de residência do vereador. O montante foi suficiente para o banco considerar que, "com o presente pagamento, Manuel Gonçalves fica desonerado de todas as responsabilidades reclamadas no processo de falência", escreve-se nos autos.

Também a Unicre informou o Tribunal de que "prescinde do seu crédito", em Janeiro avaliado em 7.419 euros (dos quais mais de dois mil euros de juros, referentes à "utilização de cartão de crédito").


Vereador de câmara do Porto ocupa cargo de forma irregular, diz jornal


Publicado a 27 JAN 12 às 07:38

Vereador de câmara do Porto ocupa cargo de forma irregular, diz jornal

Publicado a 27 JAN 12 às 07:38O Correio da Manhã diz que Manuel Fernandes Gonçalves omitiu a informação de que tinha declarado falência pessoal em 2008, uma situação que o impede de ocupar cargos públicos.

O vereador do Ambiente da Câmara Municipal do Porto ocupa o cargo de forma irregular por ter declarado falência pessoal em 2008, noticiou o Correio da Manhã.

De acordo com este jornal, o democrata-cristão Manuel Fernandes Gonçalves omitiu esta informação que, de acordo com a lei, o impedia de assumir cargos públicos.

Ainda segundo o Correio da Manhã, esta situação pode colocar em causa as decisões que este vereador tomou, uma vez que estas podem ser consideradas nulas.

Em causa está um caso de insolvência pessoal em 2004 na sequência de dificuldades no pagamento de dívidas das suas empresas aos credores.

Nesse ano, entrou no Tribunal de Comércio em Gaia um processo de falência, tendo o incumprimento continuado e os seus bens sido alvo de arresto num processo que culminou com a declaração de falência publicada em Diário da República em Maio de 2008.

Para além de não poder exercer qualquer cargo público, Manuel Fernandes Gonçalves ficou impedido de exercer qualquer cargo no sector económico.

Em Outubro de 2011, Fernandes Gonçalves tinha assumido a pasta da Protecção Civil, Controlo Interno e Fiscalização, uma das mais importantes, depois de ter substituído o colega de partido Sampaio Pimentel neste cargo.

Vejamos a opinião de um perito, o lider parlamentar do CDS

Corrupção Revoltante na Assembleia! Lider CDS Sem Dúvidas: Sempre ao Lado dos Criminosos




Nuno Magalhães Deputado CDS na Assembleia da Républica Portuguesa Entre Vitimas e Criminosos, nós não temos dúvidas, nós estamos Sempre Ao Lado dos Criminosos. Os outros deputado riem e batem palmas.

Nuno Magalhaes é o lider, o Presidente do Grupo Parlamentar do CDS PP deputado eleito pelo circulo eleitoral de Setubal

Isto é gravissímo e Assunção Esteves, a Presidente manda seguir.

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Caso Corrupção Abate Sobreiros Processo Portucale Evolvendo BES CDS: Todos os Arguidos Absolvidos Justiça Portuguesa Funciona Pra Punir Pobres e Absolver Ricos; em Portugal Ser Pobre e Honestidade é Crime!



Sentença do caso Portucale lida hoje. Portucale o caso do abate dos sobreiros, ligado ao Banco Espírito Santo BES, ocorrido durante a governação P.S.D. C.D.S, Governo de Durão Barroso e Paulo Portas. TUDO ABSOLVIDO

 

A leitura do acórdão já sofreu três adiamentos. O primeiro ocorreu a 21 de Dezembro de 2011, para permitir à defesa contestar as alterações que o colectivo de juízes, presidido por Laura Maurício, decidiu introduzir aos factos levados a julgamento. O segundo a 26 de Janeiro, depois de o arguido José Manuel de Sousa ter requerido prova, e o último adiamento foi conhecido a 23 de Fevereiro.


A leitura do acordão ocorre depois do BES ter patrocinado o Congresso do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público no Algarve


JUSTIÇA PORTUGUESA

TUDO ABSOLVIDO

PUNIÇÃO É PRÓ POBRE

TRIBUNAL É PRA PUNIR POBRE E ABSOLVER RICO

portucale; bes; submarinos; Paulo Portas; Durao Barroso; Soluçoes PSD-CDS; Soluçoes PSD; Soluçoes CDS; Soluçoes b.e.s.; Banco Espírito Santo
Portucale B.E.S. Submarinos Paulo Portas; Durao Barroso Soluçoes PSD-CDS

HISTÓRICO ABAIXO

O caso Portucale tem como principal arguido o empresário e ex-dirigente do CDS-PP Abel Pinheiro.


Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) não deu como provado que Abel Pinheiro tenha praticado o crime de tráfico de influências, mas pediu a sua condenação por falsificação de documentos.



Na altura, José António Barreiros, advogado de defesa do ex-dirigente do CDS-PP, insistiu na inocência do seu cliente e pediu a sua absolvição dos crimes de tráfico de influências e de falsificação de documentos.

No total, o MP tinha pedido a responsabilização penal de seis dos 11 arguidos do caso Portucale, defendendo a condenação de Abel Pinheiro, Eunice Tinta e José António Valadas (estes dois últimos funcionários do CDS/PP à data dos factos) pelo crime de falsificação de documentos, mas com uma pena não privativa da liberdade.

Justiça portuguesa; Justiça; portuguesa; Portugal; Funcionamento da Justiça portuguesa; Dinheiro; Corrupçao
Justiça portuguesa



Em julgamento, o MP deu como provado o crime de abuso de poder para os arguidos António de Sousa Macedo, ex-director geral das Florestas, Manuel Rebelo, ex-membro desta direcção, e António Ferreira Gonçalves, antigo chefe do Núcleo Florestal do Ribatejo.

Em causa está a entrada de mais de um milhão de euros nos cofres do CDS/PP, para a qual, segundo a acusação, não existem documentos de suporte que justifiquem a sua proveniência e cujos recibos são falsificados.



O caso Portucale relaciona-se com o abate de sobreiros na herdade da Vargem Fresca, em Benavente, para a construção de um projecto turístico-imobiliário da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo (GES), por força de um despacho conjunto dos ministros do então Governo PSD/CDS Nobre Guedes (Ambiente), Telmo Correia (Turismo) e Costa Neves (Agricultura).



A investigação do caso Portucale envolveu escutas telefónicas e as conversas interceptadas deram origem a um outro processo (autónomo) relacionado com a compra por Portugal de dois submarinos ao consórcio alemão Ferrostal e cujo inquérito, também com contornos políticos, está por concluir há vários anos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).


Conteúdo e cronologia de Tretas Org

1. Caso Portucale
2. Pessoas Envolvidas
3. Organizações Envolvidas
4. Arguidos
5. Pronunciados
6. Cronologia
7. Artigos
8. Ficheiros em anexo a este dossier

1. Portucale a urbanizar em Reserva Ecológica Nacional, permitindo assim o abate de 2600 sobreiros. A construção seria feita na Herdade da Vargem Fresca, zona de Benavente, em antiga propriedade da Companhia das Lezírias que aquela empresa adquiriu em 1993.

Este caso prende-se com um despacho assinado por Luís Nobre Guedes, Carlos Costa Neves e Telmo Correia dias antes das eleições legislativas de 2005 e que permitiu à Portucale, empresa do GrupoEspíritoSanto, abater mais de dois mil sobreiros na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente, com vista ao arranque de um projecto turístico-imobiliário.

Fevereiro de 2005. Poucos dias depois das eleições legislativas que deram a vitória a José Sócrates sobre Pedro Santana Lopes, o governo de gestão PSD-CDS, já em fase de passar o testemunho, profere um polémico despacho autorizando o abate de 2600 sobreiros protegidos por lei. O documento foi assinado por três ministros: Luís Nobre Guedes e Telmo Correia, do CDS-PP, e Costa Neves, do PSD, que tutelavam respectivamente as pastas do Ambiente, do Turismo e da Agricultura. Publicado a 8 de Março em Diário da República, o despacho viabilizou um empreendimento em Benavente chamado Herdade da Vargem Fresca, propriedade da Portucale, uma empresa do Grupo Espírito Santo (GES).

O caso viria a público em Maio de 2005. Nobre Guedes e Abel Pinheiro, empresário e dirigente do CDS-PP, são constituídos arguidos por tráfico de influências. Telmo Correia e Costa Neves beneficiam então da imunidade parlamentar.

A investigação é liderada pela mesma dupla do caso Moderna - o procurador Rosário Teixeira e o investigador da Polícia Judiciária Gonçalves Pica. Envolvendo muitas escutas telefónicas, à medida que o processo avança são revelados financiamentos menos claros no interior do CDS, levantando suspeitas acerca de promiscuidade entre poder político e económico. Numa das escutas a Abel Pinheiro pouco depois da aprovação do diploma, o ex-responsável pelas Finanças do CDS terá sido apanhado a dizer a Vítor Neves, administrador do GES: "Fazendo as contas, nós metemos na mão da sua gente mais de 400 milhões de euros nas últimas três semanas."

Inicialmente datado de 16 de Fevereiro (antes das eleições), o "Expresso" viria a noticiar que o despacho já tinha sido assinado na semana a seguir à derrota do PSD e que a data original teria sido falseada. Esta autorização, dada nos últimos dias de governação, foi decisiva para que avançasse um projecto imobiliário que já se arrastava desde 1996, devido à recusa do ministro da Agricultura à data, Gomes da Silva, de autorizar o abate dos sobreiros.

A lei é clara quanto ao corte de árvores como sobreiros ou azinheiras. O abate só pode ser autorizado para dar lugar a projectos de imprescindível utilidade pública, como hospitais, auto-estradas e barragens, ou projectos agrícolas de grande interesse para a economia nacional.

No despacho assinado pelos três ministros pode ler-se que o empreendimento turístico da Portucale era de "imprescindível interesse público", invocando um parecer do Instituto da Conservação da Natureza (ICN) que, veio a saber-se, não existia. "O ICN não fez nenhum parecer sobre este assunto", disse ainda em Maio ao "Público" o presidente do instituto, João Menezes.

Depois de 900 sobreiros abatidos, o corte das árvores acabaria por ser suspenso devido a uma providência cautelar da Quercus e por ordem de Jaime Silva, ministro da Agricultura do governo de José Sócrates, sendo revogado o despacho acerca da utilidade pública do empreendimento.

A Portucale é hoje uma empresa do Grupo Espírito Santo (GES), integrada na Holding Espírito Santo Resources, da área não financeira. A sua constituição, em 1990, resultou da junção de capital (maioritário) da Companhia das Lezírias (CL) com o GES. A entrada de capital da CL foi feita através da cedência de terrenos, a preço de terrenos agrícolas , com o espaço da Vargem Fresca. Em 1993, a Portucale fez um aumento de capital, movimento que a CL não acompanhou, por entender que a empresa se desviara do propósito inicial agrícola. O GES ficou maioritário e a CL acabou por lhe vender o resto. O negócio suscitou dúvidas à Inspecção-Geral de Finanças e, com base no seu relatório, o ministro da Agricultura Gomes da Silva demitiu a administração da CL.

Já em 1995, o ministro da Agricultura de Cavaco, Duarte Silva, tinha dado luz verde ao projecto na véspera de sair do Governo. Gomes da Silva, seu sucessor, conseguiu travar o abate dos sobreiros.

2. Pessoas Envolvidas
Abel Pinheiro - ex-dirigente do CDS-PP e administrador do Grupo Grão-Pará
Armando Sevinate Pinto - ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas do XV Governo Constitucional
Carlos da Costa Neves - ministro da Agricultura, Pescas e Florestas do XVI Governo Constitucional
Jaime Silva - ministro da Agricultura e Pescas do XVII Governo Constitucional
João Meneses - presidente do Instituto de Conservação da Natureza
José Manuel de Sousa - funcionário da ESPAR (subholding do GES)
Luís Sequeira - assistente no processo

Luís Nobre Guedes - ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território do XVI Governo Constitucional


Paulo Portas - Ministro de Estado e Ministro da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar do XVI Governo Constitucional


Pedro Santana Lopes - primeiro-ministro do XVI Governo Constitucional


José Ribeiro e Castro - presidente do CDS/PP entre 2005 e 2007

Salter Cid - presidente da Companhia das Lezírias

Telmo Correia - ministro do Turismo do XVI Governo Constitucional

3. Organizações Envolvidas

Grupo Espírito Santo

Direcção-Geral dos Recursos Florestais
Escom - empresa do grupo Espírito Santo
Espart - empresa do grupo Espírito Santo
Instituto de Conservação da Natureza
Multiger - empresa do grupo Espírito Santo
Portucale, Sociedade de Desenvolvimento Agro-Turístico, S.A. - empresa do grupo Espírito Santo
XV Governo Constitucional
XVI Governo Constitucional
XVII Governo Constitucional


4. Arguidos


Abel Pinheiro - ex-dirigente do CDS-PP e administrador do Grupo Grão-Pará
António Ferreira Gonçalves - chefe do núcleo florestal do Ribatejo
António Sousa de Macedo - responsável máximo da Direcção-Geral dos Recursos Florestais
Carlos Calvário - administrador de empresa Multiger
José Manuel Santos - administrador da empresa Espart
Luís Horta e Costa - administrador da empresa Escom
Manuel Rebelo - director da Circunscrição Florestal do Sul

Luís Nobre Guedes - ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território do XVI Governo Constitucional

João Carvalho - funcionário do CDS
Teresa Godinho - funcionária do CDS
Eunice Tinta - funcionária do CDS
José António Valadas - funcionário do CDS

5. Pronunciados
Abel Pinheiro
Carlos Calvário
José Manuel de Sousa
Luís Horta e Costa
António de Sousa Macedo
Manuel Rebelo
António Ferreira Gonçalves
João Carvalho
Teresa Godinho
Eunice Tinta
José António Valadas

6. Cronologia

2005.02.16
◦Despacho conjunto dos Ministros da Agricultura, Pescas e Florestas, do Ambiente e do Ordenamento do Território e do Turismo reconheçe a imprescindível utilidade pública de um empreendimento turístico a executar pela Portucale, autorizando o abate de 2605 sobreiros.


2005.03.07
◦Portucale faz o pedido de autorização para abate dos sobreiros junto da Direcção-Geral dos Recursos Florestais.


2005.03.08
◦Publicado no Diário da República o despacho conjunto que autoriza o abate dos sobreiros.
◦Pedido da Portucale autorizado pelo director da Circunscrição Florestal do Sul, Manuel Rebelo.


2005.03.09
◦Chefe do núcleo florestal do Ribatejo, António Gonçalves, comunica à Portucale a decisão da autorização.
◦Quercus requere a suspensão da eficácia do despacho conjunto.


2005.03.11
◦Associação Nacional para a Cidadania Ambiental apresentou uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria para suspender a eficácia do despacho governamental, alegando falta de fundamentação.


2005.03.15
◦Tribunal de Leiria defere a providência cautelar e ordena a suspensão imediata do arranque e corte de sobreiros.


2005.03.27
◦Jaime Silva, novo ministro da Agricultura, proíbe o corte dos sobreiros.


2005.05.10
◦PJ efectua buscas nos escritórios de advogados onde Nobre Guedes e Abel Pinheiro exercem advocacia e na sede de três empresas não identificadas com ligação ao Grupo Espírito Santo.
◦Abel Pinheiro detido por suspeitas de tráfico de influências e corrupção.
◦Abel Pinheiro constituído arguido no processo.
◦Nobre Guedes constituído arguido no processo.
◦Telmo Correia e Costa Neves mencionados na investigação mas, como possuem imunidade parlamentar, não podem ser constituídos arguidos sem a autorização da Assembleia da República e do Parlamento Europeu respectivamente.


2005.05.11

◦Ministério Público investiga financiamento do CDS/PP.
◦Abel Pinheiro interrogado e libertado mediante o pagamento de uma caução.
◦Responsável máximo da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, António Sousa de Macedo, terá comunicado ao tribunal de Leiria que em dois dias de corte terão sido abatidos 774 sobreiros adultos e 180 jovens.


2005.05.12
◦Comunicado do Grupo Espírito Santo indica que foi efectuado o corte autorizado de cerca de 900 sobreiros.


2005.05.17

Numa exposição feita pela Portucale ao Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Regional e Pescas, dois meses antes da remodelação do Governo devido à saída de Durão Barroso, é indicado que a Portucale recebeu incentivos de 3,760 milhões de euros para a construção dos dois campos de golfe.

◦O presidente da Companhia das Lezírias, Salter Cid, defendeu o projecto da Portucale numa carta enviada ao ministro da Agricultura, Sevinate Pinto.


2005.05.18
◦PJ encontra nas instalações da Escom uma minuta do despacho que viabilizou o abate dos sobreiros.


2005.05.19

Santana Lopes afirma que não teve conhecimento do despacho do seu Governo sobre o abate de sobreiros, acreditando que tudo foi feito em nome do interesse público.



2005.05.20
◦Detectada escuta telefónica entre o administrador da empresa Escom, Luís Horta e Costa, e o empresário Abel Pinheiro, a propósito da autorização para o abate de sobreiros.
◦Presidente do Instituto de Conservação da Natureza, João Meneses, nega que o Instituto tenha dado qualquer parecer acerca do empreendimento da Portucale. Esta afirmação contraria o texto do despacho conjunto assinado pelos três ministros, onde é invocado um parecer favorável do Instituto para justificar a utilidade pública do projecto.
◦Ministério Público recebe documentação do projecto, no seguimento dos pedidos dirigidos ao Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e ao Ministério do Ambiente.


2005.05.25
◦Grupo Espírito Santo emite um comunicado em como vai processar as entidades e pessoas que considera terem feito afirmações erradas sobre o caso Portucale.


2005.11.11

Presidente do CDS/PP, José Ribeiro e Castro, pede uma audiência ao Procurador Geral da República Souto Moura.



2011.02.02
◦Início do julgamento.
◦Os 11 arguidos do processo declararam-se inocentes de todas as acusações imputadas.

7. Artigos

Abate de sobreiros autorizado em vésperas de eleições
Data: 2005.03.10
Fonte: JN
Autor: Redacção


A associação ambientalista Quercus anunciou ontem que vai requerer a suspensão da eficácia do despacho conjunto de três ministros que, em vésperas das eleições, viabilizaram um empreendimento turístico em Benavente que prevê o corte de 2605 sobreiros.

Tribunal suspende corte de sobreiros
Data: 2005.03.19
Fonte: JN
Autor: Redacção


O Tribunal de Leiria mandou suspender o corte de 2605 sobreiros, onde a Portucale quer construir um empreendimento turístico, em Benavente.


Ministro da Agricultura proíbe corte de sobreiros em Benavente
Data: 2005.03.27
Fonte: Público
Autor: Lusa


De acordo com um comunicado do ministério, Jaime Silva decidiu não autorizar os cortes de sobreiros na Herdade da Vargem Fresca para "garantir a protecção das formações florestais de especial importância ecológica, nomeadamente os montados de sobro". "A protecção do sobreiro justifica-se largamente pela sua importância ambiental e económica, sendo proibidas as conversões em povoamentos de sobreiros", diz a nota.


Nobre Guedes e Abel Pinheiro constituídos arguidos
Data: 2005.05.10
Fonte: DN
Autor: Redacção


Os ex-dirigentes do CDS-PP Luís Nobre Guedes e Abel Pinheiro foram constituídos arguidos num processo de tráfico de influências relacionado com a autorização de construção de um empreendimento turístico em Benavente, noticiou esta terça-feira a SIC. Segundo a estação de televisão, Abel Pinheiro foi detido e às 20:00 ainda estava a ser ouvido no Tribunal Central de Investigação Criminal, Lisboa.


Ministério Público investiga financiamento do CDS/PP
Data: 2005.05.11
Fonte: Diário de Notícias
Autor: Carlos Rodrigues Lima


O Ministério Público (MP) está a investigar alegadas práticas de corrupção e tráfico de influências na aprovação de um empreendimento de uma empresa do GrupoEspíritoSanto (GES), na herdade Vargem Fresca, em Benavente, que previa o abate de 2605 sobreiros, e a relação desta decisão com um alegado financiamento da campanha eleitoral do CDS/PP.
Ontem, o ex-ministro do Ambiente Luís Nobre Guedes foi constituído arguido e o ex-dirigente "popular" Abel Pinheiro foi detido e presente ao Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) de Lisboa. Três quadros do GES foram também constituídos arguidos.


Suspeitas de corrupção
Data: 2005.05.11
Fonte: DN
Autor: Tânia Laranjo


Abel Pinheiro, um importante empresário do ramo turístico (administrador do Grupo Grão-Pará) e ex-dirigente e ex-responsável pela área financeira do CDS/PP, foi detido, ontem, por suspeitas de tráfico de influências e corrupção, pelos investigadores da área financeira da Polícia Judiciária e conduzido ao Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.
Também Luís Nobre Guedes, ex-ministro do Ambiente, foi alvo de buscas domiciliárias ao seu escritório de advogados, o mesmo acontecendo a três administradores de empresas ligadas ao Grupo Espírito Santo...
Telmo Correia e Costa Neves, respectivamente ex-ministros do Turismo e da Agricultura, também estarão envolvidos no negócio em investigação, mas ambos possuem imunidade parlamentar...


Autorização do abate foi decidida em dois dias
Data: 2005.05.11
Fonte: DN
Autor: Redacção


A tentativa de construção do empreendimento turístico por parte da Portucale remonta aos anos 90 e atravessou os governos de Cavaco Silva, Guterres, Durão Barroso e Santana Lopes, chegando agora a José Sócrates. O processo, marcado por avanços e recuos, teve um impulso importante com o Despacho n.º 204/2005, assinado por Telmo Correia, Nobre Guedes e Costa Neves, que decretou a "imprescindível utilidade pública do projecto".


Abel Pinheiro constituído arguido num processo de tráfico de influências
Data: 2005.05.11
Fonte: Público
Autor: Lusa


O ex-responsável do CDS-PP começou a ser interrogado por volta das 19h00 de ontem no Tribunal Central de Instrução Criminal da Boa Hora, em Lisboa, tendo saído às 02h15 de hoje, mediante o pagamento de uma caução que um dos seus advogados, José António Barreiros, se escusou a quantificar.
Luís Nobre Guedes e Abel Pinheiro foram constituídos arguidos por tráfico de influência, no âmbito de investigações em curso sobre os meandros da aprovação de um empreendimento turístico, em Benavente, pertencente à Portucale, uma empresa do grupo Espírito Santo.


Legalidade de despacho deixa dúvidas a juristas
Data: 2005.05.12
Fonte: JN
Autor: C.R.L.R.C.


A legalidade da emissão, por parte de um Governo de gestão, de uma declaração de utilidade pública não é uma questão pacífica e suscita sempre dúvidas no seio jurídico. Os juristas ouvidos pelo DN lembram que a lei não especifica os actos que podem ser tomados nestas circunstâncias e que cada caso tem que ser analisado individualmente. No caso concreto da Portucale, dizem que a decisão não devia ter sido tomada, devido às especificidades e antecedentes do projecto...
O artigo 186. º da Constituição da República Portuguesa prevê que os governos de gestão tenham a sua actuação limitada "à prática dos actos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos".


GES está solidário com colaboradores
Data: 2005.05.12
Fonte: DN
Autor: Redacção


O Grupo Espírito Santo (GES) expressou ontem a sua "total confiança e solidariedade" com todos os seus colaboradores, numa alusão aos que estão a ser investigados pela Polícia Judiciária. O comunicado ontem divulgado pelo Grupo é omisso quanto à identidade dos colaboradores, e quanto à das empresas envolvidas nas buscas.
No entanto, o GES afirma refutar "quaisquer associações a comportamentos passíveis de condenação ética e/ou judicial", e manifesta aguardar "serenamente o desfecho das investigações das autoridades", no cumprimento do segredo de justiça a que se diz obrigado.


Governo passa ao lado de dez anos de pareceres negativos
Data: 2005.05.14
Fonte: DN
Autor: Joana Amorim


Foram dez anos de pareceres negativos ao abate de, pelo menos, 2605 sobreiros na Herdade da Vargem Fresca que, num espaço de quatro meses, são ignorados pelo anterior Executivo. Após a emissão, em Dezembro de 2004, de um parecer positivo, em Fevereiro o antigo Governo declara a "utilidade pública" do projecto de desenvolvimento agro-turístico a levar a cabo pela Portucale. Decisão sem a qual o abate, à luz da lei, nunca poderia ser feito.


Estado deu incentivos de 3,8 milhões
Data: 2005.05.17
Fonte: JN
Autor: J.A.


A Portucale recebeu incentivos de 3,760 milhões de euros para a construção dos dois campos de golfe na Herdade da Vargem Fresca...
Os apoios foram dados ao abrigo do Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica (Sivetur), que integra o Programa de Incentivos à Modernização da Economia (Prime). O Sivetur contempla incentivos para a construção de campos de golfe (no capítulo "Animação Turística"), desde que correspondam a um investimento mínimo de 2,5 milhões de euros.


Presidente das Lezírias defende projecto turístico
Data: 2005.05.17
Fonte: DN
Autor: Joana Amorim


O presidente da Companhia das Lezírias (CL), Salter Cid, defendeu, em carta enviada ao então ministro da Agricultura, Sevinate Pinto, o projecto da Portucale na Herdade da Vargem Fresca. Salter Cid pedia ao ministro "uma decisão sobre o assunto de modo a poder começar a dar os primeiros passos para a realização do protocolo entre a CL e a Portucale para a plantação dos sobreiros".Uma missiva que não contou, no entanto, com o aval daquele governante.
No documento, datado de Setembro de 2003, a que o JN teve acesso, Salter Cid - que, recentemente, disse recear que a privatização da CL pudesse levar ao aparecimento de uma "Lezíria de betão" - frisa que "só se oporá (ao empreendimento) quem estiver de manifesta má-fé ou com interesses directos no indeferimento".



Minuta do despacho de Guedes, Telmo e Neves apreendida em empresa do BES
Data: 2005.05.18
Fonte: Público
Autor: António Arnaldo Mesquita, Ricardo Garcia, Público


A minuta do despacho interministerial apreendida nas instalações da Escom é mais uma prova documental para os investigadores que, desde Dezembro e com maior intensidade a partir da sua publicação no Diário da República, em 8 de Março passado, tentam averiguar a amplitude das relações entre empresas do grupo Espírito Santo e membros do Governo...


Santana acredita que foi em nome do «interesse público»
Data: 2005.05.19
Fonte: DN
Autor: Redacção


Santana Lopes disse esta quinta-feira que não teve conhecimento do despacho de três ministros do seu Governo sobre o empreendimento agro-turístico que implicava o abate de 2600 sobreiros. Mas acredita que tudo foi feito em nome do interesse público...
... eu tenho orgulho na minha equipa e estou convencido que os ministros agiram na defesa do interesse público. É polémico mandar Abrantes 2600 sobreiros, mas estas decisões são tomadas com base em pareceres de serviços e cuja decisão foi apoiada por um presidente da câmara do PCP», salientou.


Escuta telefónica detecta pedido de viabilização do abate de sobreiros a Abel Pinheiro
Data: 2005.05.20
Fonte: Público
Autor: António Arnaldo Mesquita, Cristina Ferreira, Ricardo Garcia, Eduardo Dâmaso


Uma das escutas telefónicas feitas na investigação do chamado "caso Portucale" detectou uma conversa entre o administrador da empresa Escom, Luís Horta e Costa, e o empresário e dirigente do CDS/PP Abel Pinheiro, a propósito da autorização para o abate de sobreiros na herdade da Vargem Fresca, em Benavente.
As relações do GrupoEspíritoSanto com o Estado, e em particular com o anterior Governo, ficaram no centro do furacão aberto com a investigação do caso Portucale. Uma minuta de um despacho governamental idêntico ao que autorizou o abate de sobreiros necessário à construção do projecto turístico foi descoberta nas instalações da Escom, empresa do grupo. Deste inquérito, com recurso a escutas feitas ao dirigente do CDS/PP Abel Pinheiro, emergiu a participação da empresa no reequipamento das Forças Armadas.


ICN nega parecer favorável ao despacho dos três ministros
Data: 2005.05.20
Fonte: DN
Autor: Redacção


O Presidente do Instituto de Conservação da Natureza nega ter dado qualquer parecer acerca do empreendimento da empresa Portucale em Benavente. Em declarações á Lusa, João Meneses disse classificou o despacho dos 3 ministros como «falso».
... avançou que, mesmo que o seu organismo tivesse dado um parecer, «isso seria irrelevante porque quem poderia dar um parecer sobre esta matéria seria a Direcção-Geral dos Recursos Florestais ou as CCDRÈ (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regionais, tuteladas pelo Ministério do Ambiente)».


PJ recolhe documentos em dois ministérios
Data: 2005.05.20
Fonte: DN
Autor: Redacção


O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas entregou, ontem, ao Ministério Público, todos os documentos relacionados com a empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo (GES), e o processo relaciona- do com a Herdade da Vargem Fresca, em Benavente. Já durante esta semana, o mesmo foi feito pelo Ministério do Ambiente, que também, após solicitação por escrito, entregou toda a documentação.


Conselho de Ministros validou abate "ilegal"
Data: 2005.05.21
Fonte: DN
Autor: Redacção


Oabate de sobreiros na Herdade da Vargem Fresca autorizado em 1995 por Duarte Silva sem o obrigatório parecer dos serviços da Agricultura foi validado num dos últimos Conselhos de Ministros do último Governo de Cavaco Silva, já em período de gestão, disse ao JN um antigo ministro desse Executivo. O governante, que não quis ser identificado, admitiu que, de outro modo, a autorização - revogada passados três meses por Gomes da Silva, quando a Portucale tinha já abatido mais de 1600 sobreiros abrindo caminho à construção de uma barragem e dois campos de golfe - não teria sido possível.


Espírito Santo anuncia processos
Data: 2005.05.25
Fonte: JN
Autor: Redacção


Segundo o GES, a área em questão não faz parte das reservas ecológicas e agrícolas, e o desenvolvimento está previsto no Plano Director Municipal de Benavente. Por isso, lamenta a "campanha vazia de conteúdo e atravessada de preconceitos e ignorância".
"Algumas entidades produziram afirmações falsas, opiniões caluniosas e informações propositada e grosseiramente erradas", diz o GES, concluindo "Confiaremos que os tribunais, a quem serenamente os entregaremos, farão justiça".


Portucale pediu cinco vezes para cortar sobreiros
Data: 2005.05.26
Fonte: Público
Autor: Ricardo Garcia


O primeiro pedido da Portucale foi feito em meados de 1992 e referia-se às árvores que estavam na área de uma futura barragem, na ribeira do Vale Cobrão, que serviria de espelho d"água para desportos náuticos. Eram 436 sobreiros adultos e 122 jovens, na margem direita, nos terrenos da Herdade da Vargem Fresca. Na margem esquerda, a área a inundar tinha mais 653 sobreiros pertencentes à Companhia das Lezírias - que também os pediu para cortar.


Presidente do CDS pede audiência a Souto Moura
Data: 2005.11.11
Fonte: JN
Autor: Redacção


Ribeiro e Castro, anunciou que o CDS-PP vai pedir uma audiência ao procurador-geral da República (PGR) sobre o caso Portucale, considerando que, seis meses depois da sua divulgação, se ver ifica um "vazio processual". "Uma das pessoas envolvidas, o antigo dirigente do CDS Luís Nobre Guede s, não foi sequer ouvido, apesar de repetidamente o ter requerido", lamentou o líder democrata-cristão, criticando que nada se tenha apurado sobre "a violação qualificada do segredo de justiça".


Caso Portucale 'denunciado' pelo BES
Data: 2006.11.01
Fonte: Diário de Notícias
Autor: Carlos Rodrigues Lima


O Banco Espírito Santo (BES) deu o pontapé de saída para a investigação do processo Portucale. Foi através do banco que o Ministério Público tomou conhecimento dos 115 depósitos em numerário (totalizando um pouco mais de um milhão de euros) efectuados por Abel Pinheiro numa conta do CDS/PP nos últimos dias de Dezembro de 2004. Uma denúncia que acabou por comprometer empresas e gestores do sector não financeiro do universo Espírito Santo que seriam, em Maio de 2005, indiciados por crimes de tráfico de influências.


Recibos do CDS passados meses depois de donativos
Data: 2007.06.16
Fonte: DN
Autor: Nelson Morais


Cerca de quatro mil recibos com que o CDS-PP justifica o depósito de um milhão de euros na sua conta, em Dezembro de 2004, só foram impressos no final de Janeiro de 2005, numa tipografia dos arredores de Lisboa. Só nos meses seguintes, dois funcionários do CDS, que estão entre os 14 arguidos no inquérito-crime "Portucale", haveriam de preenchê-los com nomes que, na esmagadora maioria dos casos, não permitiram à PJ identificar os alegados doadores.



Caso Portucale: Espírito Santo nega entrega de donativos ao CDS-PP
Data: 2007.06.16
Fonte: Público
Autor: Lusa


Em declarações à Lusa, o responsável da área do grupo Espírito Santo para os sectores não financeiros (a ES Resources) desmentiu que o grupo tenha avançado qualquer contrapartida ao CDS-PP pelo despacho conjunto dos ministros da Agricultura, Ambiente e Turismo no Gverno de Pedro Santana Lopes acerca do projecto Portucale. "É mentira e estamos indignados com as notícias que hoje foram divulgadas", frisou Fernando Martorell.


Grupo Espírito Santo nega donativos a CDS
Data: 2007.06.16
Fonte: DN
Autor: Redacção

O Grupo Espírito Santo negou ter alguma vez entregue donativos ao CDS-PP. Ouvido pela TSF, o administrador-delegado da Espírito Santo Resources «refutou totalmente» notícias de alguns jornais que este grupo teria entregue uma contrapartida ao partido por causa do projecto Portucale. O Grupo Espírito Santo negou ter entregue em alguma ocasião donativos ao CDS-PP, isto depois de alguns jornais terem avançado que este grupo teria entregue uma contrapartida aos centristas na sequência de um despacho conjunto acerca do projecto Portucale.


Existe campanha de «intimidação» contra CDS, diz Portas
Data: 2007.06.16
Fonte: DN
Autor: Redacção


O presidente do CDS-PP entende existir uma campanha de «intimidação» contra o CDS-PP, isto depois de notícias na impresa que falam em irregularidades nos donativos ao partido. Estas notícias falavam de milhares de nomes fictícios para justificar a entrada de um milhão de euros no CDS-PP. O presidente do CDS-PP classificou de campanha de «intimidação» as notícias divulgadas no «Jornal de Notícias» e «Expresso» sobre alegadas irregularidades nos donativos ao partido.


PJ segue rasto de 24 milhões do negócio dos dois submarinos
Data: 2007.08.07
Fonte: Jornal de Notícias
Autor: Nelson Morais

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar o rasto de cerca de 24 milhões de euros que o consórcio alemão GSC, com o qual o Estado português contratualizou a compra de dois submarinos em 2004, transferiu para a Escom UK, empresa do Grupo Espírito Santo (GES) sedeada no Reino Unido. O inquérito procura apurar se existe alguma relação entre o destino final desse dinheiro e o resultado do controverso concurso público dos navios de guerra submergíveis...
A investigação foi despoletado por conversas telefónicas, alegadamente interceptadas pela PJ, entre o ex-ministro da Defesa Nacional, Paulo Portas, e o ex-director financeiro do CDS-PP, Abel Pinheiro, no âmbito do inquérito-crime "Portucale". O Ministério Público ordenou a separação processual, abrindo então um novo inquérito para os submarinos.


Reinício da instrução do 'caso Portucale'
Data: 2009.09.15
Fonte: Diário de Notícias
Autor: Lusa


O ex-dirigente do CDS-PP Abel Pinheiro e dois gestores do GrupoEspíritoSanto (GES) são ouvidos hoje pelo Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) sobre o "caso Portucale", revelou ontem fonte ligada ao processo.


Abel Pinheiro fez ligação a Governo
Data: 2009.09.16
Fonte:
Autor: António Sérgio Azenha, Sónia Trigueirão

Abel Pinheiro, ex-dirigente do CDS-PP, garantiu ontem no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, que serviu apenas de intermediário no caso Portucale. Em declarações ao CM explicou que Luís Horta e Costa, administrador do GES, pediu-lhe para falar com José Manuel de Sousa, da ESPAR (subholding do GES), e que este lhe falou do problema do despacho que aguardava aprovação há 14 anos.
"Atendi a um pedido para fazer um contacto", disse, sublinhando que depois José Manuel de Sousa terá tido uma reunião com Luís Nobre Gudes, na altura ministro do Ambiente. Abel Pinheiro diz que não havia nada de ilegal e que a sua intervenção foi "normalíssima".


Arguidos querem anular escutas no caso Portucale
Data: 2009.10.05
Fonte: Jornal de Notícias
Autor: Nelson Morais


O processo Portucale acaba de retomar a sua marcha, mas há arguidos que querem meter novamente "o pau na roda": requerem a declaração de incompetência do Tribunal Central de Instrução Criminal e a nulidade das escutas e da acusação.
É mais um incidente processual, a somar a tentativas anteriores de afastar o juiz de instrução, Carlos Alexandre, por suspeitas sobre a sua imparcialidade, que levaram chumbo do Tribunal da Relação de Lisboa, mas mantiveram o Portucale dois anos a patinar. Agora, para obrigar o processo a fazer marcha-atrás, arguidos como Carlos Calvário, José Manuel de Sousa e Abel Pinheiro alegam que ele é da competência do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa.

Caso Portucale: Antigos ministros do Governo PSD-CDS/PP ouvidos hoje
Data: 2009.10.13
Fonte: Público
Autor: Lusa

Os antigos ministros do Governo PSD-CDS/PP Costa Neves (Agricultura) e Luís Nobre Guedes (Ambiente) são ouvidos hoje, como testemunhas, na instrução do caso Portucale, relacionado com a autorização para abate de sobreiros naquela herdade em Benavente.
A audição em fase de instrução de Costa Neves e Luís Nobre Guedes está marcada para as 14h30 no Tribunal Central de Instrução Criminal, pelo juiz Carlos Alexandre, no Parque das Nações, em Lisboa.


Ex-ministros em tribunal negam "pressões" no âmbito do Caso Portucale
Data: 2009.10.13
Fonte: SIC
Autor: SIC


Os ministros do Governo PSD-CDS/PP Costa Neves (Agricultura) e Luís Nobre Guedes (Ambiente) negaram esta terça-feira terem sido pressionados pelo ex-dirigente do CDS Abel Pinheiro ou pelo Grupo Espírito Santo para viabilizarem o projecto Portucale...
À saida do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, Luís Nobre Guedes reiterou que "tudo foi feito sem a menor pressão ou influência, designadamente de qualquer interesse económico", alegando ter sido, até, um ministro do Ambiente "incómodo", que não deixava aprovar aquilo que não merecesse ser aprovado...
Costa Neves, por seu turno, reiterou que "não sentiu pressão por parte de ninguém", dizendo possuir um "histórico de 30 anos de não ser vulnerável a pressões".


Portas afastado de vez do caso Portucale
Data: 2010.01.08
Fonte: DN
Autor: Redacção


O facto de Paulo Portas nunca ter sido ouvido durante a investigação (nem como testemunha, o que para o assistente foi um "milagre"), levou a que os juízes desembargadores considerassem, num acórdão de 30 de Dezembro, não ser "legalmente admissível a instrução requerida contra pessoa em relação à qual a investigação não foi dirigida e que, por isso, não viu a sua eventual responsabilidade criminal apreciada pelo Ministério Público no despacho, de acusação ou de arquivamento, que determinou o encerramento do inquérito".


Debate instrutório do caso Portucale inicia-se hoje
Data: 2010.02.18
Fonte: Sol
Autor: Redacção


O debate instrutório do caso Portucale, relacionado com o abate de sobreiros numa herdade em Benavente e que tem o ex-dirigente centrista Abel Pinheiro como um dos arguidos, inicia-se hoje, após um adiamento em Dezembro último. Em 18 de Dezembro, o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), Carlos Alexandre, viu-se forçado a adiar sine die o começo do debate instrutório por estarem pendentes recursos no Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) e um outro na Ordem dos Advogados (OA), este último relacionado com um pedido de quebra de sigilo profissional por parte de uma testemunha que é advogada de profissão. Um dos recursos que motivou então o adiamento questionava a competência do TCIC para a matéria em causa, entendendo que caberia ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) e não ao TCIC efectuar a instrução.

Acusação e defesa discutem hoje caso Portucale
Data: 2010.02.26
Fonte: Público
Autor: António Arnaldo Mesquita


O juiz Carlos Alexandre vai ouvir hoje os argumentos do Ministério Público e dos advogados dos 11 arguidos do caso Portucale, relacionado com o abate de centenas de sobreiros na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente.


Golfe da Portucale só paga 100 euros de imposto anual
Data: 2010.04.03
Fonte: Sol
Autor: Graça Rosendo


A Portucale, que está a construir um mega-empreendimento turístico em terrenos que pertenciam à Companhia das Lezírias, tem alvará de loteamento desses terrenos desde 1997 mas pagou sempre contribuição autárquica e imposto municipal sobre imóveis (IMI) como se não tivesse...
A Portucale já tem dois campos de golfe a funcionar há cerca de seis anos nesses terrenos, que deviam ter sido reavaliados nessa altura, mas que continuam também a pagar IMI como terrenos rústicos.


Defesa de Abel Pinheiro pede anulação da decisão de o julgar por tráfico de influência
Data: 2010.06.21
Fonte: Público
Autor: Mariana Oliveira

A defesa do ex-dirigente do CDS/PP Abel Pinheiro pediu a anulação da decisão instrutória do caso Portucale, que considerou haver indícios suficientes para levar a julgamento o arguido por tráfico de influência e falsificação de documentos. Também Carlos Calvário, um dos directores do Grupo Espírito Santo (GES), invoca várias irregularidades no despacho de pronúncia, reiterando o pedido de nulidade das escutas.


Julgamento do caso Portucale começa 5 anos depois
Data: 2011.02.01
Fonte: DN
Autor: Lusa

JUSTIÇA
Julgamento do caso Portucale começa 5 anos depois
por Lusa

Onze arguidos, entre os quais Abel Pinheiro, ex-dirigente do CDS-PP, começam na quarta-feira a ser julgados no processo relacionado com o abate de mais de dois mil sobreiros, na zona de Benavente.

Em Maio do ano passado, o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, decidiu enviar para julgamento os 11 arguidos no processo Portucale, relacionado com o abate de sobreiros na herdade da Vargem Fresca, em Benavente, para a construção de um projecto turístico-imobiliário da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo (GES).

Os 11 arguidos que agora começam a ser julgados na 6.ª Vara Criminal de Lisboa são: Abel Pinheiro, Carlos Calvário, José Manuel de Sousa e Luís Horta e Costa (estes três ligados ao GES), António de Sousa Macedo (ex-diretor geral das Florestas), Manuel Rebelo (ex-membro da Direção-Geral das Florestas), António Ferreira Gonçalves (ex-chefe do Núcleo Florestal do Ribatejo), João Carvalho, Teresa Godinho, Eunice Tinta e José António Valadas (funcionários do CDS).

Abel Pinheiro e os administradores do GES são acusados de tráfico de influências, enquanto os funcionários do CDS-PP vão responder pela acusação de falsificação de documentos. Em causa estão suspeitas quanto ao preenchimento de recibos de donativos para justificar a entrada de um milhão de euros nas contas do partido, em dezembro de 2004. Um dos alegados doadores chamar-se-ia Jacinto Leite Capelo Reg

Onze arguidos, entre os quais Abel Pinheiro, ex-dirigente do CDS-PP, começam na quarta-feira a ser julgados no processo relacionado com o abate de mais de dois mil sobreiros, na zona de Benavente.


Processo Portucale: Arguidos declaram-se inocentes e endereçam culpas ao Estado
Data: 2011.02.02
Fonte: Público
Autor: José Bento Amaro


Os 11 arguidos do processo Portucale, que hoje, no Campus da Justiça, em Lisboa, começaram a responder pelos crimes de tráfico de influências e falsificação de documentos, declararam-se inocentes de todas as acusações imputadas.


Advogado questiona ausência de ministros
Data: 2011.02.03
Fonte: DN
Autor: C.R.L


"Este julgamento é um absurdo, uma imbecilidade. Não vejo aqui nenhum ministro presente. Não percebo porque só estão aqui os técnicos, que não violaram nenhum dever, só cumpriram ordens." Foi desta forma que o advogado Carlos Pinto de Abreu iniciou, ontem, as hostilidades no início do julgamento...


Portucale. Abel Pinheiro garante que "voltaria a fazer" tudo o que fez
Data: 2011.02.03
Fonte: i-online
Autor: Redacção


O principal arguido do caso Portucale, o administrador de empresas Abel Pinheiro, disse ontem: "Não consigo perceber o que fiz de mal." Segundo o acusado de tráfico de influência e falsificação de documentos, várias vezes lhe "pediram para intervir junto dos ministros", o que fez "e voltaria a fazer". Serviu, esclareceu ainda, "como mensageiro".

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CASO PORTUCALE
Juíza permitiu leitura de transcrições de escutas
por Lusa10 Fevereiro 2011

A juíza presidente do processo permitiu hoje que fossem lidas transcrições de algumas escutas, pela procuradora do Ministério Público, apesar da oposição de advogados, nomeadamente Godinho de Matos, defensor de Luís Horta e Costa.

A procuradora Brites Reis confrontou Abel Pinheiro, ex-dirigente do CDS, com escutas de 22 de Fevereiro de 2005, de conversas entre ele e José Manuel Sousa, do Grupo Espírito Santo (GES), no mesmo mês em que foi assinado o despacho dos três ministros que permitia o corte de cerca de dois mil sobreiros, na herdade da Vargem Fresca, em Benavente.

Para o advogado de Abel Pinheiro, José António Barreiros, as escutas não deveriam ser utilizadas em julgamento, já que foi suscitada judicialmente a sua validade e a decisão ainda não transitou, lembrando também que essas podem envolver outros arguidos, pelo que os seus advogados deveriam tomar posição primeiro.

A defesa de Luís Horta e Costa, administrador da ESCOM - Grupo Espírito Santo, opôs-se à leitura e audição das escutas, alegando que estas não são meios de prova admissíveis. Porém, o tribunal permitiu que a procuradora confrontasse os arguidos com o conteúdo das escutas, mas lembrou que a prova que daí resultar fica condicionada às decisões de recurso.

Uma das escutas com que Abel Pinheiro foi confrontado tratava-se de uma conversa entre ele e Horta e Costa sobre o último Conselho de Ministros do Governo PSD/CDS, em fevereiro de 2005.


8. Ficheiros em anexo a este dossier

2005-03-08_Despacho_Conjunto_204-2005.pdf (2010-04-18 22:30:22, 37.6 KB)


A procurar: - Despacho 309/2005 de 28.03.2005 a revogar o abate dos sobreiros
http://tretas.org/CasoPortucale

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Algarve Portugal: Programa Social para Acompanhantes, Justiça, Austeridade e Corrupção! Bancos Investigados Patrocinam Investigadores No Congresso em Vilamoura



Sindicato dos Magistrados do Ministério Público; Corrupção; Corruptos; Bancos; BES; Vilamoura; Congresso; Herdade da Vargem Fresca; CGD; SCUT; BPN; Capital; Dinheiro; Montepio; BPI; Caixa Geral de Depósitos; bANCOS
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público
realizou um congresso em Vilamoura patrocinado pelos bancos
BPI, o Montepio, o BES e, patrocinadora oficial, a Caixa Geral de Depósitos

O CONGRESSO

 

 


"O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público realizou um congresso em Vilamoura. O programa incluía um "programa social para acompanhantes". [...] A dita reunião da corporação teve o patrocínio de bancos e empresas e mesmo, imagine-se media partners. Os bancos que patrocinaram o simpático encontro de magistrados do Ministério Público são o BPI, o Montepio, o BES e, patrocinadora oficial, a Caixa Geral de Depósitos.

Modelo de Garantia Bancária dada pelo Estado aos Bancos; Modelo de Garantia Bancária; Estado; Bancos; BES; Povo; Portugal; Português
Modelo de Garantia Bancária dada pelo Estado,
em Nome do Povo Português aos Bancos. Garantia  dada ao BES

[...]
Mala do Dinheiro da Corrupção; Mala do Dinheiro; Corrupção; Mala; Dinheiro da Corrupção; Dinheiro; Corruptos; Corruptores
Mala do Dinheiro da Corrupção

Os bancos, recorde-se, vão ser recapitalizados graças ao contribuinte, que é quem paga os empréstimos e os juros da troika.

[...]

Os portugueses têm de confiar na justiça e na sua administração, e no papel essencial do MP nessa administração. A corrupção é investigada pelo Ministério Público e dois dos bancos que patrocinaram o congresso de Vilamoura são ou foram investigados pelo MP. O BES esteve na origem do caso Portucale, um caso de corrupção por causa da aprovação de um empreendimento turístico na Herdade da Vargem Fresca, no Ribatejo. Um despacho foi assinado pelos então ministros (do governo de Santana Lopes, de saída) Luís Nobre Guedes, Carlos Costa Neves e Telmo Correia. Alguns arguidos, levados a julgamento, tinham ligações ao BES. O caso trouxe à tona mais dois casos de indícios de corrupção que envolvem o BES. Um tem a ver com as SCUT e o outro com um empreendimento turístico. A CGD está a ser investigada por crimes fiscais associados à fusão da Compal com a Sumolis. Vários milhões de euros terão sido subtraídos ao Estado.

Grande Prostituta; Garota de Programa; Grande; Prostituta; Garota; Programa; Puta; Justiça; Putas
Grande Prostituta, Garota de Programa

E o caso BPN não está satisfatoriamente investigado. O presidente do Sindicato do Ministério Público, João Palma, deu uma entrevista a este jornal na qual insinua uma investigação por fazer a Sócrates, mas não o preocupa a investigação por fazer a Dias Loureiro.


[...]
Participar num congresso pago, entre outros por entidades investigadas, levanta uma suspeita sobre a corporação. [...] Se o sindicato não tinha dinheiro para fazer o seu congresso em Vilamoura nem para pagar as passagens dos jornalistas convidados nem para desenhar um "programa social para acompanhantes", devia ter ficado em Lisboa, numa sala de hotel, mais barata e sem vista de mar. Vivemos em austeridade."

Clara Ferreira Alves, Os Bancos Amigos do MP, Revista do Expresso

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Crise Económica Portuguesa Fruto Da Corrupção: "Responsabilização Criminal dos Políticos" Judite de Sousa, Medina Carreira e o Advogado José António Barreiros in TVI 24 Olhos Nos Olhos



É preciso combater a corrupção que assola Portugal, seguir o exemplo da Islândia, responsabilizar os políticos criminalmente e recuperar a Soberania Nacional.

Com Judite de Sousa e Medina Carreira.
Tema da semana: Criminalização dos Políticos
TVI 24 Olhos Nos Olhos Convidado da semana: O Advogado José António Barreiros.



o fiscalista Henrique Medina Carreira diz que "os políticos sérios deviam ser os primeiros a tomar a iniciativa de propor a criminalização".

"Medina Carreira, que foi ministro das Finanças do I Governo Constitucional, entre 1976 e 1978, afirma que a política deve ser vista "como um serviço ao País e como uma honra". Por isso, acrescenta, "deveriam ser os políticos sérios a assumir uma iniciativa como esta".

O advogado José António Barreiros defende que se um comeciante é responsabilizado e preso por burla, os políticos também devem ser.





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Máfia Portuguesa Corrupção Impunidade Político Negócios: Portugal Nos Passos do Calvário, Ponte 25 de Abril Contribuinte Roubado, Pagámos A Dobrar Dano Ainda Não Foi Reparado!



Ponte 25 de Abril: Pagámos duas vezes Situação ainda não foi corrigida»

Cinco meses depois, Passos ainda não tem a informação toda.


A questão foi levantada na passada sexta-feira e voltou esta tarde ao Parlamento, pela mão de Francisco Louçã. O Estado pagou à Lusoponte, empresa gestora da ponte 25 de Abril, em agosto, para compensar a isenção das portagens durante aquele mês. No entanto, em 2011, os condutores pagaram essas portagens. Um duplo pagamento, pelas contas do Bloco de Esquerda, e que Passos Coelho admitiu que ainda aguarda pelos esclarecimentos do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Em causa estão 4,4 milhões de euros saídos d bolso do contribuinte, que o governo liderado por passos deu à Lusoponte em setembro de 2011. Cerca de cinco meses depois, Passos Coelho tem o descaramento de dizer que ainda não tem a informação completa sobre essa matéria.

«Durante o mês de agosto não se cobram portagens e o Estado precisa de indemnizar a Lusoponte. No ano passado, se houve compensação, essa não devia ter ocorrido e será resolvida. Não tenho informação, mas há esta garantida: a situação vai ser corrigida de certeza absoluta», disse Passos Coelho no arranque do debate quinzenal que acontece esta quarta-feira no Parlamento.

Uma resposta que não satisfez o líder bloquista que pediu mais mais cautela com o dinheiro dos contribuintes.

O primeiro-ministro disse ainda que a Lusoponte «precisou de ser indemnizada» porque não ficou com o valor das receitas das portagens, tendo ficado nas mãos da Estradas de Portugal, uma informação contrariada por Francisco Louçã que citou o despacho em causa.

Certo é que no despacho, datado de 21 de novembro de 2011, assinado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, lê-se que a Lusoponte recebeu o pagamento do Estado pela compensação da isenção das portagens em agosto.

Afinal que primeiro ministro é este?

«O senhor secretário de Estado mentiu-lhe duas vezes», concluiu Louçã pondo depois em causa o lugar de Sérgio Silva Monteiro à frente daquela secretaria de Estado.

Acordo com empresa «está a ser alterado»

Também mais tarde, o líder comunista, Jerónimo de Sousa, voltou o tocar na ferida, acusando o Governo de ser tão austero com os portugueses e tão benévolo com as empresas como a Lusponte.

E, perante a garantia de Passos - «Ninguém faz pagamentos indevidos nem à Segurança Social nem à Lusoponte» -, Jerónimo de Sousa mostrou-se incrédulo.

«A verdade é esta: a Lusponte tem lá os dois pagamentos. Essa é que é essa. Depois se se paga ou não, é o que vamos ver».

Passos que não tinha resposta, repetiu que «não há duplo pagamento à Lusoponte» e frisou: «No âmbito do acordo de compensação que existe com a Lusoponte, esse acordo está a ser alterado de forma a corrigir esse hábito que decorria da circunstância de, todos os anos, o Estado português isentar o pagamento de portagens em Agosto na Ponte 25 de Abril. Esse acordo que existia de compensação financeira está a ser alterado de forma a que o Estado possa ser ressarcido das somas que forem devidas».

Também Heloísa Apolónia não deixou escapar a questão, pedindo uma data para o processo estar esclarecido e resolvido. Ficou sem resposta.

«Face aos sacrifícios que são exigidos aos portugueses, não pode haver enganos, senhor primeiro-ministro», disse a líder d'Os Verdes.

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Máfia Corrupção Alemanha: Justiça Alemã Ataca Político Mafioso Corrupto Amigo de Angela Merkel, o Ex Presidente Wulff



Máfia da Alemanha: Justiça alemã ataca amigo de Angela Merkel iniciou processo contra o mafioso ex-presidente Wulff

A procuradoria de Hanover iniciou, este sábado, oficialmente o processo judicial contra o grande amigo de de Angela Merkel, o corrupto mafioso ex-presidente alemão Christian Wulff, que renunciou após vários escândalos de corrupção.


"Com o final da imunidade começa automaticamente o processo preliminar. Sobre os próximos passos do processo não vamos dizer mais nada, por agora", disse o porta-voz da procuradoria localizada no noroeste de Hanover, Hans-Jürgen Lendeckel.

O porta-voz lembrou que um chefe de Estado na Alemanha está protegido contra qualquer processo criminal enquanto está no cargo, da mesma forma que deputados são protegidos pela imunidade parlamentar.

O pedido feito na quinta-feira pela procuradoria de Hanover ao Bundestag (Parlamento federal) para que este retirasse a imunidade de Christian Wulff por causa das investigações, precipitou a demissão do presidente democrata-cristão que é correligionário da chanceler alemã, Angela Merkel, e que foi eleito para o cargo há ano e meio.

A procuradoria está a estudar se houve algum delito cometido nas férias do político em Sylt, no norte da Alemanha, pagas pelo empresário David Groenewold a Wulff e à mulher e se o produtor e cineasta obteve algum favor em troca.

Em 2007, Groenewold e Wulff passaram férias juntos na ilha alemã de Sylt.

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Crise Zona Euro União Corrupção Europeia, Bruxelas Está a Destruir a Grécia: UE, um Opressor Brutal que Despreza a Democracia! Peter Oborne, THE DAILY TELEGRAPH LONDRES



CRISE DA ZONA EURO: Como Bruxelas está a destruir a Grécia. A crueldade da União Europeia está a tornar a Grécian num país de uma Libra.



Afundada numa violenta depressão, a Grécia está a ser exaurida por uma UE "incompetente" e pelo seu "insensível" comissário para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, acusa Peter Oborne, num veemente comentário de página inteira.

17 fevereiro 2012 Peter Oborne THE DAILY TELEGRAPH LONDRES


Durante toda a minha vida adulta, o “establishment” britânico tendeu a encarar a União Europeia como relativamente incompetente e corrupta, mas seguramente benigna e, de uma maneira geral, uma força do bem num mundo conturbado. Esta atitude está a tornar-se cada vez mais difícil de sustentar, à medida que a parceria de nações começa de repente a revelar-se efectivamente muito negativa: um opressor brutal que despreza a democracia, a identidade nacional e as condições de vida das pessoas comuns.

O ponto de viragem pode ter-se dado esta semana, com a mais recente intervenção de Bruxelas: os burocratas ameaçam levar à falência um país inteiro, a menos que os partidos da oposição prometam apoiar o plano de austeridade promovido pela UE.

Vamos colocar o problema grego em perspetiva. A Grande Depressão da Grã-Bretanha, nos anos 1930, tornou-se parte da nossa mitologia nacional. Foi a época das sopas dos pobres e do desemprego em massa, imortalizados nos maravilhosos romances de George Orwell. No entanto, a queda da produção nacional, durante a Grande Depressão, nunca ultrapassou os 10%. Na Grécia, o produto interno brutoestá cerca de 13% abaixo do de 2008 e, de acordo com os especialistas, é provável que caia mais 7% até ao final deste ano. Por outras palavras, no próximo Natal, a depressão da Grécia terá o dobro da gravidade da horrorosa catástrofe económica que atingiu a Grã-Bretanha há 80 anos.

Porém, todas as manifestações sugerem que a elite europeia se está nas tintas. No início desta semana, Olli Rehn, o principal economista da UE, alertou para as "consequências devastadoras" do incumprimento da Grécia. O contexto dos seus comentários sugere, contudo, que ele não estava tanto a pensar nas consequências devastadoras que resultariam para os próprios gregos, mas para o resto da Europa. Embora a euro-elite não pareça importar-se, a vida na Grécia, berço da civilização europeia, tornou-se insuportável.

Suicídios aumentaram e homicídios duplicaram

Cerca de 100 mil empresas foram desmanteladas e muitas mais estão a entrar em colapso. Os suicídios aumentaram acentuadamente, os homicídios duplicaram, com dezenas de milhares de novos sem-abrigo. A vida nas áreas rurais, que estão a regressar à troca direta, ainda é suportável. Nas cidades, é muito dura e para algumas minorias – a começar pelos albaneses, que não têm direitos e há muito fazem os trabalhos que os gregos não querem – é aterradora.

Não são apenas as famílias que estão a passar mal – as instituições gregas estão a ser completamente despedaçadas. Ao contrário da Grã-Bretanha em plena devastação económica dos anos trinta, a Grécia não se pode reportar a séculos de relativa estabilidade da democracia parlamentar. Ainda há apenas uma geração que o país saiu de uma ditadura militar. E, com zonas do país agora sem lei, forças sinistras estão novamente em ascensão. Só no passado outono, os partidos extremistas recolheram cerca de 30% dos votos populares.

Hoje, os extremistas de esquerda e de direita estão com 50% e a subir. Deve ser dito que este desencanto com a democracia tem sido atiçado pela interferência da própria União Europeia e em particular pela sua imposição de Lucas Papademos como primeiro-ministro fantoche.

No ano passado, fui duramente criticado e inclusivamente retirado do painel de comentadores do programaNewsnight” da BBC por um produtor muito sensível, por ter chamado a Amadeu Altafaj-Tardio, porta-voz da União Europeia, "esse idiota de Bruxelas". Diversos intermediários bem-intencionados têm vindo, desde então, a procurar-me para garantir que Altafaj-Tardio é um homem inteligente e até mesmo encantador. Não tenho nenhum motivo de peso para duvidar disso, e há que ter em conta que ele é simplesmente o amplificador e mercenário de Olli Rehn, o comissário para os Assuntos Económicos e Monetários.

Desumanidade dos membros da União Europeia

Mas olhando para trás, é evidente que os meus comentários foram demasiado generosos, e gostava de me explicar mais em detalhe e com mais veemência. A idiotice é, naturalmente, uma parte importante do problema de Bruxelas, explicando muitos dos erros de avaliação e das competências básicas ao longo dos últimos anos. Mas o que é, de longe, mais impressionante é a insensibilidade e absoluta desumanidade de membros da comissão da União Europeia como Olli Rehn, uma vez que presidem a um regime – de Bruxelas – que está em vias de destruir o que já foi um país orgulhoso, famoso e razoavelmente funcional.

Tenho idade suficiente para recordar a sua retórica, quando Margaret Thatcher dirigia a Grã-Bretanha através de políticas monetaristas, em resposta à recessão dos anos oitenta. A primeira-ministra britânica foi acusada de falta de qualquer resquício de compaixão ou de humanidade. No entanto, a perda de rendimento económico durante a recessão de 1979-82 não chegou aos 6%, menos de um terço do nível da depressão agora sofrida pelos desgraçados gregos. O desemprego chegou a 10,8%, pouco mais de metade do ponto em que se encontra hoje a Grécia.

A realidade é que Margaret Thatcher era uma figura infinitamente mais clemente e pragmática do que o chefe de Amadeu Altafaj-Tardio, Olli Rehn, e os seus tenebrosos parceiros. Ela nunca teria destruído uma nação inteira por conta de um dogma económico.

Já não pode ser moralmente aceitável que a Grã-Bretanha apoie a moeda única europeia, uma experiência catastrófica que está a infligir uma devastação humana em tal escala. Deixando de lado todas as demais considerações, por simples razões humanitárias, deve David Cameron pressionar uma rutura com Bruxelas e sair, ainda que tardiamente, em auxílio da Grécia.

Podem acompanhar a situação Grega no facebook em Anonymous Greece e We Are Change Geece

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EuroMilhões Portugal, Corrupção, Politico Negócios: Autor da Lei Ajuste Directo Já Recebeu 7,5 Milhões de Euros! Paga Zé!



Ajuste directo. Autor da lei já recebeu 7,5 milhões de euros por 157 contratos

Advogado Sérvulo Correia, autor do Código dos Contratos Públicos, vai defender a Parque Escolar num caso de ajuste directo chumbado pelo TC

É interessante ver as ligações familiares dos associados


A mentora do Código dos Contratos Públicos, aprovado em 2008 e que regula os ajustes directos feitos pelo Estado, é também uma das principais beneficiadas: a sociedade de advogados Sérvulo & Associados já recebeu 7,5 milhões de euros, por 157 contratos de ajustes directos. Muitos são contratos para defender entidades públicas com irregularidades detectadas em ajustes directos, como é o caso da Parque Escolar, que tem um contrato com a Mota Engil que o Tribunal de Contas considera ilegal.

O ano em que o Código dos Contratos Públicos (CCP) foi aprovado acabou por ser dos mais fracos para aquele escritório de advogados, que apenas conseguiu 89 mil euros em ajustes directos durante todo o ano de 2008. Mas 2009 foi um ano “gordo” para os cofres da sociedade liderada por Sérvulo Correia, tendo auferido 3,277 milhões de euros. Os valores baixaram nos anos seguintes, mas ainda assim 2010 permitiu encaixar 1,9 milhões de euros e 2011 outros dois milhões de euros. Em 2012, segundo o portal Base, onde são publicados todos os contratos públicos por ajuste directo, a Sérvulo & Associados já conseguiu 80 mil euros em duas adjudicações.

As áreas da educação, águas, obras públicas e comunicação social são as que mais contratam a sociedade de advogados. Parque Escolar (quatro contratos), RTP (sete contratos), Estradas de Portugal (cinco contratos), Instituto dos Registos e do Notariado (sete contratos) e Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (oito contratos) são os principais clientes.




O contrato mais elevado já obtido por aquele escritório (que não é o único a usufruir dos ajustes directos) foi com o Banco de Portugal (BdP), que pagou 650 mil euros em Fevereiro de 2011 por assessoria jurídica. O fim específico daquela assessoria não é descrito em detalhe, mas o “Diário de Notícias” revelou, em Dezembro, que o serviço se destinava a apoiar o BdP nos processos de contra-ordenação contra a anterior administração do Millennium BCP.

O banco central português é, aliás, um frequente utilizador dos ajustes directos para assessoria jurídica, pois no mesmo ano também contratou a sociedade de advogados do antigo ministro Vasco Vieira de Almeida, pagando-lhe outros 650 mil euros. Ao todo, desde 2009, o Banco de Portugal já gastou dois milhões de euros em serviços jurídicos.

Parque Escolar Um dos mais recentes ajustes directos de que Sérvulo Correia é adjudicatário é deste mês e o adjudicante é a Parque Escolar, no valor de 20 mil euros. A sociedade foi contratada para defender a empresa num caso de ajuste directo chumbado pelo Tribunal de Contras (TC). Em causa está o contrato de obras na Escola Secundária Passos Manuel, em Lisboa, executado pela Mota-Engil. O TC chumbou aquele contrato, no valor de 1,1 milhões de euros, considerando-o “nulo”. Entre várias ilegalidades apontadas está o facto de o ajuste directo ter sido feito já depois da obra estar concluída e também por o contrato não ter sido sujeito à fiscalização prévia do TC.



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Sérvulo & Associados | Sociedade de Advogados, RL
Ano da Constituição 1999
Nº de Sócios 20

Nº Total de Advogados 60


Nome dos Sócios Principais


José Manuel Sérvulo Correia
Fernando Ferreira Pinto
Rui Medeiros
Teresa Serra
Pedro Furtado Martins
António Teles
João Amaral e Almeida
José Lobo Moutinho
Lino Torgal
Paulo Câmara
Ricardo Guimarães
Gonçalo Leite de Campos
José Guilherme Franqueira Dias
Sofia Carreiro
Mark Kirkby
Miguel Gorjão-Henriques
Nuno Moura Roldão
Carlos Pinto Lopes
Tiago Soares Cardoso
João Saúde

Nome dos Associados Seniores

Mafalda Carmona
Pedro Duro
Rui Cardona Ferreira
Tiago Ponces de Carvalho
Verónica Fernández
Rui Simões
Ana Afonso de Almeida
João Carmona Dias
Ana Luisa Guimarães
Dora Joana
Vasco Moura Ramos
Ana Sofia Alves
António Juzarte Rolo
Duarte Rodrigues Silva
Andreia Ferreira Dias
Cláudia Amori
Sofia Thibaut Trocado
João Lamy da Fontoura
António Cadilha
Nuno Pais Gomes
Marisa Martins Fonseca
Maria Zagallo
Joana Pinto Monteiro
Maria Manuel Simõe
Ana de Brito Camacho
Magdalena Ivanova Ilieva
Maura Capoulas Santos


Conferências | Colóquios


Conferência “Reflexões sobre o Código dos Contratos Públicos”, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa - Rui Medeiros e João Amaral, 2010

Conferência “Desafios do Desenvolvimento do Mercado de Capitais de Cabo Verde”, Cabo Verde - Paulo Câmara, 2010

Colóquio Sérvulo & Associados, “Açores: Uma Reflexão Jurídica”, Ponta Delgada, Sérvulo, 2010

Conferência do Observatório das PPPs em Portugal, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa - Rui Medeiros e Lino Torgal, 2010

XIII Encontro Internacional de Resseguro, Lisboa - Rui Medeiros, 2010

Ligações Universitárias


José Manuel Sérvulo Correia, Professor Catedrático da Fa-culdade de Direito da Universidade de Lisboa

Rui Medeiros e José Lobo Moutinho, Pro-fessores Associados da Faculdade de Direito da Universidade Católica

Fernando Ferreira Pinto, Pedro Furtado Martins, António Teles, João Amaral e Almeida e Lino Torgal são Docentes Convidados da Fa-culdade de Direito da Universidade Católica

Teresa Serra, Professora Convidada da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

Miguel Gorjão-Henriques, Assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra

Paulo Câmara é membro do Conselho Orientador do Instituto dos Valores Mobiliários da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa



Áreas de Direito




Contratação Pública
Direito Público e Direito Administrativo
Direito da Regulação
PPPs – Parcerias público-privadas
Project Finance
Direito Comercial I Societário
Corporate Governance
Fusões e Aquisições
Contencioso I Arbitragem
Corporate Finance
Direito Bancário
Direito dos Seguros
Mercado de Capitais
Direito do Trabalho
Direito Fiscal
Direito Penal
Direito Contraordenacional
Direito Comunitário e da Concorrência
Direito da Energia e Recursos Naturais
Direito do Ambiente
Direito do Urbanismo
Direito das Telecomunicações
Direito Farmacêutico
Direito Imobiliário
Contencioso Administrativo
Contencioso Fiscal
Contencioso Laboral


Publicações


A forte ligação de muitos dos seus sócios e advogados à academia faz com que a Sérvulo & Associados tenha uma vasta bibliografia da qual muito se orgulha. Nos últimos anos são de destacar as seguintes obras:

Conflito de Interesses no Direito Societário e Financeiro - Um balanço a partir da crise finan- ceira, obra coordenada por Paulo Câmara , Almedina, 2010

Direito da Concorrência e Ordens Profis- sionais, Vol. II da Colecção Sérvulo & Associados, Coimbra Editora, 2010

Direito do Medicamento, Paulo Pinheiro e Miguel Gorjão-Henriques, Coimbra Editora, 2009

Constituição Anotada - Tomos I, II, III, Rui Medeiros (em co-autoria com Jorge Miranda), Coimbra Editora, 2005, 2006 e 2007, respectivamente

Direito do Contencioso Administrativo I, Sérvulo Correia, Lex, 2005

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